Come feel this magic I've been feeling since I met you
Can't help it if there's no one else
Mmm, I can't help myself
Hey Stephen, I've been holding back this feeling
So I got some things to say to you
I've seen it all, so I thought
But I never seen nobody shine the way you do
The way you walk, way you talk, way you say my name
It's beautiful, wonderful, don't you ever change
Hey Stephen, why are people always leaving?
I think you and I should stay the same
'Cause I can't help it if you look like an angel
Can't help it if I wanna kiss you in the rain so
Come feel this magic I've been feeling since I met you
Can't help it if there's no one else
Mmm, I can't help myself
They're dimming the street lights, you're perfect for me
Why aren't you here tonight?
I'm waiting alone now, so come on and come out
And pull me near and shine, shine, shine
Hey Stephen, I could give you fifty reasons
Why I should be the one you choose
All those other girls, well, they're beautiful
But would they write a song for you?
I can't help it if you look like an angel
Can't help it if I wanna kiss you in the rain so
Come feel this magic I've been feeling since I met you
Can't help it if there's no one else
Mmm, I can't help myself
If you look like an angel
Can't help it if I wanna kiss you in the rain so
Come feel this magic I've been feeling since I met you
Can't help it if there's no one else
Mmm, I can't help myself
Myself
Can't help myself
I can't help myself
Às sete horas da manhã, Harry acordou. Ele levantou-se da cama e foi até o seu banheiro tomar um banho e trocar de roupa para o primeiro dia de aula. Estava mais nervoso do que normalmente estaria, mas ele não sabia exatamente o porquê daquilo. Ele achava que quando chegasse a Hogwarts, iria se sentir calmo e feliz, como sempre acontecera no tempo em que estudara ali. E na verdade, ele se sentiu assim no primeiro dia. Mas então as coisas mudaram.
Era um pouco mentiroso dizer que ele não sabia a causa do seu nervosismo, na verdade. É claro que ele sabia, lá no fundo. Só que estava tentando ignorar a vozinha no fundo de sua cabeça que dizia “Ginny Weasley!”. Mas, por mais que tentasse não pensar nisso, era difícil. Ele não conseguia tirar da cabeça o que tinha acontecido lá no Três Vassouras. Uma parte de sua mente estava disparada, pensando que ele iria ser demitido se alguém descobrisse. E, mais importante do que ser demitido, era a possibilidade de ser taxado como um professor pervertido que gosta de uma diversãozinha com as alunas. E ele definitivamente não era assim. Essa era a parte mais sensata do seu cérebro.
A outra parte, porém, a parte que não estava preocupada com seu emprego, uma parte completamente insana e sem noção, ficava pensando naquela ruiva estonteante e o que significavam as atitudes dela. Quer dizer, Harry podia ser a pessoa mais correta do mundo, mas ele não estava morto. Ginny era linda. E por mais maluca e irresponsável que ela pudesse ser, a garota simplesmente transmitia uma aura de alegria e confiança, o tipo de garota que atrai não só pela beleza, mas pela atitude. Harry lembrou-se da estranha sensação que sentiu quando estava discutindo com ela no campo de futebol. Por um lado, ele estava realmente irritado com o comportamento dela, mas por outro lado, ele realmente admirava a forma impetuosa como ela agia. Seria até divertido, numa situação diferente.
Mas então Harry chegava a uma outra pergunta. Por que ela estava agindo daquele jeito? Seria para deixá-lo louco do juízo ou seria porque ela realmente estava interessada nele?
Não pense nisso, ele sacudiu a cabeça, não importa as intenções dela, nada pode acontecer.
Harry ligou o chuveiro e deixou que a água gelada levasse esses pensamentos embora. Um banho frio pela manhã era a melhor coisa para tirar tudo da cabeça de qualquer pessoa.
Tremendo, ele correu até a toalha e colocou as roupas o mais rápido que pôde. Assim que terminou de vestir o suéter cafona que os professores do internato tinham que usar, ele se sentiu aquecido novamente. Já tinha até esquecido o problema Ginny Weasley. Ele pegou o paletó – mais uma peça brega que os professores tinham que vestir nos internatos - e dirigiu-se até o Salão Principal para tomar café-da-manhã. A única cadeira vazia na mesa dos professores era entre Snape e Minerva. Harry teve que se controlar para não dar um soco naquele nariz anormalmente grande de Snape enquanto sentava-se. Harry nunca gostara dele, por causa de um velho preconceito de família. Seu pai e seu padrinho sempre o odiaram, e Harry, claro, tinha herdado a antipatia pelo Ranhoso. E agora, para completar, o professor aparentemente desconfiava de Harry e Ginny.
Pensar nisso fez Harry lembrar-se da garota. Ele involuntariamente ergueu a cabeça para procurá-la. Lá estava ela, sentada na mesa de Gryffindor, junto com a garota morena com quem estava correndo ao redor do campo no dia anterior. Conversavam animadamente.
Ginny tinha se arrumado excepcionalmente bem naquela manhã. Não que ela normalmente andasse desarrumada, mas gostava de ter uma aparência mais natural durante as aulas, uma maquiagem leve. Mas o primeiro dia de aulas era diferente, é claro. Principalmente aquele dia, pois ela iria ter aula com o professor Potter. Ela tinha dobrado a saia do uniforme para que ficasse um pouquinho mais curta. As meias até os joelhos e os saltos pretos estilo Mary Jane lhe davam um ar inocente. Nos lábios, um gloss rosa, e bastante rímel e delineador nos olhos. Seu cabelo estava brilhante e macio, graças ao novo creme de hidratação profunda. Eram detalhes pequenos, mas que faziam diferença. Ela virou-se para a mesa dos professores e pegou o professor Potter olhando-a. Ele cumprimentou-a com a cabeça, sério. Ela lhe lançou um sorriso misterioso. Então sentiu outro par de olhos encarando-a. Virou a cabeça para a pessoa ao lado do professor Potter e deu de cara com Snape. Desviou rapidamente o olhar da mesa dos professores e voltou a conversar com Hermione. Mas que homem nojento!
Harry percebeu que Ginny tinha olhado para outra direção e depois desviado o olhar. Ele procurou discretamente o que ela estava olhando e percebeu que Snape os observava. Arrependeu-se imediatamente de ter cumprimentado Ginny, por mais ético que tivesse sido seu aceno de cabeça. Só estava tentando ser educado, dar o exemplo de como deveria ser a relação deles, mas Snape levaria qualquer coisa para o lado ruim e usaria a seu favor. Harry baixou a cabeça para seus ovos com bacon e se concentrou no café-da-manhã.
A primeira aula do dia era a do professor Binns, História. Ginny e Hermione sentaram-se na frente, como sempre, por causa da insistência da última. Se fosse pela vontade de Ginny, elas se sentariam lá atrás e passariam a aula dormindo. Mas nem sempre nós temos o que queremos, não é?
Entretanto, naquele dia Ginny realmente não estava com nenhuma paciência para assistir àquela aula. Geralmente ela ficaria calada – não gostava de dormir quando estava na frente, achava que era um desrespeito com o professor, mesmo que ele fosse o professor-não-enxergo-a-turma-Binns -, pensando na vida. Mas a sua vida estava agitada demais para que ela conseguisse ficar quieta.
- Quer parar de ficar se remexendo na cadeira? – Hermione parou suas anotações para sussurrar para Ginny – Está me dando agonia!
Ginny gemeu, inquieta.
- Hmmm, eu não agüento mais essa aula! – ela sussurrou de volta, usando sua melhor voz de sofredora – Queria mesmo era que a aula do professor Potter chegasse logo.
Hermione lhe lançou um olhar de aviso quando o professor Binns se aproximou do lugar em que elas estavam, mas Ginny ignorou. O professor nunca reclamava com ninguém, era como se os alunos não existissem. Ele só ficava lá falando enquanto os alunos dormiam e Hermione anotava. Ela duvidava muito que ele tivesse sequer notado que elas estavam conversando.
- Então, me explica de novo porque você não deixou meu irmão te beijar ontem – ela continuou, ignorando o professor e a irritação da amiga – Eu ainda não entendi a lógica disso.
- Ora, Ginny, eu não posso simplesmente ceder na primeira tentativa – ela respondeu, como se fosse óbvio.
- Mas você gosta do Rony, não gosta?
- Você sabe que sim, Ginny – ela respondeu enquanto anotava.
- Então você deveria deixar as coisas acontecerem naturalmente! E se ele desistir de você antes que você decida ficar com ele?
- Bem, então eu vou saber que ele realmente não gosta de mim, só queria uma diversãozinha à toa.
- Ele nunca vai saber se gosta realmente de você até que algo realmente aconteça!
- Eu não vou mais ter essa discussão com você – Hermione parou de escrever e olhou para a amiga – Eu estou fazendo o que acho certo. Seu irmão nunca foi famoso pela fidelidade. Ele sempre gostou de brincar por aí com as outras garotas. Eu não quero ser mais uma.
- Tudo bem, então – Ginny fechou a cara – Só estou dizendo minha opinião: você deveria deixar as coisas acontecerem naturalmente...
Ela parou de falar. A garota ao lado dela tinha acabado de colocar um papelzinho dobrado em cima de sua mesa. Ela o pegou e enquanto abria olhou para trás, procurando a pessoa que enviara. Cedric estava olhando para ela e sorriu quando ela o encarou. Ela sorriu de volta, mas não tão entusiasmada quanto ele. Ano passado, ela teria ficado extremamente satisfeita com aquilo, mas agora ela simplesmente perdera o interesse no garoto.
Vocês, garotas, conversam demais. Preste atenção na aula, gata. Ou então venha conversar comigo...
- O que ele está dizendo? – Hermione perguntou.
- Mais tarde – ela falou rapidamente para a amiga, e então se pôs a escrever a resposta.
Nós, garotas, precisamos conversar constantemente sobre os nossos sentimentos. Eu posso conversar com você sobre isso?
Um minuto depois o papelzinho chegou novamente à mesa de Ginny.
Se for para falar sobre seus sentimentos em relação a mim, enquanto a gente come uma pizza lá no Marcello’s, na sexta à noite, eu ficaria mais do que satisfeito.
Marcello’s era um restaurante italiano chique em Hogsmeade onde os casais iam jantar nos finais de semana. Ginny ficou imóvel, a caneta pairando cinco centímetros acima do papel. Não sabia o que responder. Ela arriscou um olhar para trás. Cedric piscou um olho para ela. Ela deu um sorriso fraco e virou-se.
Está me chamando para sair?, foi a resposta muito espirituosa dela.
Enquanto o papelzinho ia até Cedric e ele respondia, Ginny virou-se rapidamente para Hermione.
- Ele está me chamando para sair – ela sussurrou, apavorada.
A morena se assustou com o comportamento da amiga. Ginny nunca ficava nervosa quando os garotos a chamavam para sair, coisa que acontecia pelo menos quatro vezes por semana. E no ano anterior ela estava de olho em Cedric. Por que ela parecia tão desesperada agora?
- E qual é o problema disso? Você não era louca por ele no ano passado?
- Bem, agora eu meio que tenho outro alvo em mente... – Ginny começou, mas o papelzinho chegou novamente na mesa dela.
Só se você estiver dizendo que sim.
A ruiva franziu as sobrancelhas, pensativa. Então se inclinou para responder.
Hermione sacudiu a cabeça. Que garota mais louca. Num momento ela estava louca por um cara, e no outro momento ela já estava tão a fim de outro que tinha conhecido dois dias atrás que nem lembrava mais do primeiro cara? Vá entender.
Ginny mandou sua resposta. Hermione imediatamente virou-se para ela.
- E então?
- Eu disse que iria pensar.
- Não acredito que vai dizer não ao Cedric por causa de uma quedinha por um professor, que, se você ainda não percebeu, não pode sair com você – a morena falou a última frase lentamente, para que Ginny compreendesse.
A ruiva deu de ombros.
- Ele não parece mais tão interessante quanto parecia antes, agora que eu conheci o professor Potter – ela falou com um tom de brincadeira, mas as duas sabiam que ela não estava brincando.
Hermione decidiu que não discutiria mais. Afinal, ela tinha seus motivos para não ficar com Ron e Ginny não podia compreendê-los. Do mesmo modo, ela não era obrigada a compreender os motivos da amiga.
Quando o toque que indicava o fim da aula soou, todos se levantaram e se puseram a guardar o material. Cedric foi até onde Ginny estava, enfiando os livros na bolsa.
- Ei, gata.
A ruiva olhou para ele e sorriu.
- Oi, Cedric.
- Se importa se eu te acompanhar até a próxima aula? – ele perguntou já estendendo a mão para pegar a bolsa dela.
- Não, claro que não – ela respondeu tentando parecer simpática.
Ginny lançou um olhar a Hermione pelo ombro e então saiu da sala com Cedric ao seu lado. Quando chegaram a um corredor menos lotado, ele começou a falar.
- Ruiva, quanto ao nosso jantar na sexta...
Ginny abriu a boca para interrompê-lo. O que realmente queria dizer era que só quem podia chamá-la de “ruiva” era Draco, seu melhor amigo, mas resolveu que mais tarde discutiria isso com ele, se fosse necessário.
- O qual a gente ainda não sabe se vai mesmo acontecer.
- É. Bem, é sobre isso que eu quero falar com você. Não tem problema se você quer um tempo para pensar, pode levar o tempo que quiser. Bem, não o tempo que quiser, já que o convite é para sexta. Mas até lá, pode pensar à vontade.
Isso era meio óbvio, mas Ginny não falou nada porque até que tinha sido bonitinho o gesto dele. Ela só murmurou um “aham” e continuou andando. Após uma pequena pausa, Cedric comentou:
- E aí, gostou daquele professor novo, o Potter? Ele até que parece ser legal, né?
Ginny congelou, olhando para ele. Será que ele a estava testando? Parecia meio impossível que ele tivesse percebido alguma coisa, se nem o próprio Snape ainda não sabia de muita coisa. Por fim, ela decidiu continuar com as respostas curtas.
- É.
- Ouvi dizer que você já teve um treino com ele. Ele é um bom técnico? O nosso primeiro treino com ele vai ser hoje.
Na verdade, não tinha sido o professor Potter quem tinha conduzido o treino do dia anterior, mas Ginny não queria se aprofundar muito em nenhum assunto que o envolvesse, portanto respondeu:
- É um bom técnico.
Antes que o garoto pudesse pensar em mais algum assunto, eles finalmente chegaram à sala de aula da professora Sprout.
Ginny, em geral, gostava das aulas de biologia, mas não conseguiu prestar muita atenção naquele dia. Ela estava muito confusa. Ora, desde o ano passado, ela era louca por Cedric, como a própria Hermione tinha jogado na cara dela. Mas agora ela tinha se esquecido dele em um piscar de olhos só por causa de um professor bonito? Quer dizer, o professor Potter era um professor. Ela só estava brincando quando começou aquela história de ficar com ele. Claro que ela não pretendia ter algo sério com ele, certo? Era impossível.
Mas então ela se lembrou da noite na boate. Sentiu um arrepio percorrer seu corpo quando se lembrou dos dois dançando. Aquelas mãos fortes na sua cintura, os corpos colados. Ela bem que gostaria de sentir aquilo de novo.
Ela se remexeu na cadeira, ansiosa para a aula dele. Não tinha muita ideia do que iria fazer, mas tinha que vê-lo mais uma vez. Para ter certeza do que sentia. E talvez observá-lo mais atentamente, descobrir o que se passava na mente dele...
- Com licença – uma voz fria interrompeu os pensamentos de Ginny. Ela levantou a cabeça e viu que o professor Snape estava na porta da sala – Professora Sprout, posso falar com você?
Ginny sentiu toda a sua excitação em relação ao professor Potter murchar quando olhou para o rosto macilento de Snape. Por um breve momento, ele virou os olhos na sua direção e ela pensou ter visto um brilho maligno no olhar dele, mas no instante seguinte ele já estava fora da sala conversando com a profª. Sprout. Foi tão rápido que ela nem tinha certeza de que realmente acontecera, mas isso não fazia aquilo ser menos arrepiante. Imagina se ela começasse a sair com o professor Potter e o seboso do Snape descobrisse! Seria no mínimo terrível.
Ginny balançou a cabeça. Ela tinha que tirar aquela ideia da mente. Não daria certo e ponto. Ela não podia namorar um professor. Onde ela estava com a cabeça ao pensar que alguma coisa poderia acontecer? E o professor Potter nem gostava dela! Ele devia achar que ela era uma adolescente imatura e inconveniente, que estava pondo em risco sua carreira.
Assim que a aula acabou, ela levantou-se e correu para a próxima aula. No caminho, procurou Cedric por toda parte, mas não conseguiu localizá-lo. Queria dizer que iria jantar com ele na sexta, antes que mudasse de ideia. Mas ele não estava em lugar nenhum. Ao invés dele, ela achou Luna, vindo em sua direção.
- Oi, Ginny! Onde é que é a sala de aula, hein?
- Você está na minha turma de...
Então Ginny percebeu que nem sabia qual era a próxima aula, só estava vagando por aí que nem uma louca. Olhou seu horário e seu coração acelerou um pouquinho.
-... Inglês?
- É! – ela confirmou, alegre como sempre, e as duas começaram a andar (na direção certa, dessa vez) – Então, está animada? Vamos ter aula com o professor gato! Você vai poder continuar com o seu plano de dar em cima dele...
- Hum – foi tudo que ela respondeu.
Quando elas chegaram na porta da sala, o professor ainda não tinha chegado. Quando Ginny estava se dirigindo à parte de trás da sala, Luna a puxou pelo braço.
- O que está fazendo? – ela exclamou e então começou a puxá-la para as mesas da frente – Vamos sentar bem na frente, você tem que ficar o mais perto possível do Sr. Gostoso. Puxa, ainda não acordou direito, foi? Você costumava ser mais inteligente quando se tratava de conquistar garotos.
- Ele não é um garoto – Ginny murmurou, mas Luna não ouviu. Sem escolha, ela sentou na primeira cadeira da fila do meio, com Luna atrás dela.
A turma ainda estava se organizando quando o professor Potter entrou na sala. Ginny e Luna faziam parte das poucas pessoas que já tinham sentado e estavam caladas. Enquanto ele deixava sua maleta em cima da mesa dele, Luna sussurrou no ouvido da ruiva com um tom de satisfação:
- Que bunda é essa, meu Deus! Boa escolha, Ginny! – e piscou para a amiga.
Ginny estava tentando não olhar para ele, mas depois do comentário de Luna, ela não conseguiu mais resistir. Olhou para o professor, que estava de costas, e imediatamente sentiu o corpo esquentar e o coração começou a bater mais acelerado. Viu-se obrigada a concordar com Luna. E não era só a bunda dele que era bonita. Ele tinha costas largas e claramente musculosas por baixo do suéter de nerd que a escola obrigava os professores a usarem. O cabelo negro e despenteado tinha pequenos cachinhos na nuca. Com um sobressalto, ela lembrou que tinha passado a mão ali quando dançou com ele.
Toda a força de vontade de Ginny foi embora naquele momento. Ela nem se lembrava mais do Ranhoso, nem de Cedric. Tudo o que sabia era que precisava beijar aquele homem da cabeça aos pés.
Harry se virou para a turma e deu de cara com Ginny, sentada numa mesa bem em frente à dele. Quase pisou nos pés dela. Quando viu que ele estava olhando para ela, a ruiva cruzou as pernas sensualmente e desencostou-se da cadeira.
- Bom dia, professor Potter – ela disse com uma voz de paquera.
- Bom dia, Srta. Weasley – Harry respondeu, tenso.
Ele pigarreou e toda a turma fez silêncio. Enquanto explicava a aula, ele tentou ao máximo não olhar para Ginny. Andou por toda a sala, entre as mesas, e nunca parou muito perto da garota. Todos o acompanhavam com os olhos e cabeças enquanto ele perambulava, mas ele só sentia um olhar: o de Ginny. Quando voltou para a frente da classe, ele arriscou uma espiada para ver o que ela estava fazendo, mas se arrependeu na mesma hora. Ela não estava olhando para ele. Estava se espreguiçando, os braços no alto fazendo com que a blusa ficasse esticada no corpo. Harry pôde ver o crocodilo da Lacoste bordado no sutiã espiando através do tecido branco da blusa. Ele engoliu em seco.
Ginny tentou conter um sorriso quando viu a expressão nervosa do professor. Decidiu dar um tempo para que ele se recuperasse e fechou os olhos, concentrando-se na voz máscula do moreno. Ela podia imaginar muito facilmente aquela voz sussurrando coisas em seu ouvido enquanto seus corpos suados e quentes se enroscavam debaixo dos lençóis da cama de professor dele. Todos estariam estudando como uns idiotas enquanto ela perdia a virgindade com o professor gato e sofisticado, suas mãos grandes de homem percorrendo o corpo dela enquanto eles se beijavam...
- Srta. Weasley?
Seus pensamentos foram interrompidos quando ela ouviu a voz de suas fantasias chamando seu nome. Ela abriu os olhos e deparou com o professor Potter em pé na frente de sua mesa, os lábios ligeiramente trêmulos, como se ele estivesse se controlando para não rir. Ele estava rindo dela? Como assim?
- Sim? – ela piscou algumas vezes, tentando recuperar a compostura. Sua imaginação sempre tinha sido fértil demais.
Olhar Ginny daquele jeito fez com que Harry tivesse vontade de rir. Ele tinha arriscado mais um olhar para ela e tinha se deparado com a garota de olhos fechados, o queixo apoiado na palma da mão, como se estivesse sonhando com algo muito bom. Tinha sido a primeira vez que a via sem aquela pose provocativa e confiante. Decidiu que gostava mais dela assim: calma.
- Você estava ouvindo o que eu disse? – ele perguntou, mas Ginny percebeu que ele não parecia muito severo. Olhou ao redor e percebeu que os outros estavam tirando os cadernos das mochilas e começando a escrever alguma coisa. Um burburinho de conversa baixa tomou conta da sala.
- Hum, na verdade, não.
Harry sabia que deveria brigar com ela, mas a expressão abobalhada dela era engraçada demais. Ele riu e balançou a cabeça.
- Eu estava dizendo que hoje vocês devem fazer uma redação – ele disse, e explicou o que ela deveria fazer. Ginny percebeu, enquanto ele falava, que os lábios dele eram molhados e flexíveis. O melhor tipo de boca para beijar – E espero que você preste atenção da próxima vez.
Ele se virou e foi sentar-se na própria mesa enquanto os alunos escreviam. Restava meia hora para o fim da aula, e ele estava morrendo de fome. Harry olhou para a turma, observando as pessoas enquanto elas escreviam. Era sempre engraçado ficar olhando alguém escrever, porque cada pessoa escreve de um jeito diferente. Tinha um garoto na terceira fileira que estava com a cabeça de lado e a boca aberta, parecia um retardado. Harry segurou o riso. Provavelmente seria meio antiético rir dos alunos. Ele olhou para a garota loira atrás de Ginny. Ela tinha a cabeça apoiada em uma das mãos, olhando para o teto com uma expressão sonhadora, e cantarolava uma canção meio louca. Ginny virou para trás para mandar Luna calar a boca, mas começou a rir quando viu o jeito da amiga – que nem reparou. Ela virou-se para frente rindo, e seu olhar cruzou com o de Harry. Ela continuou rindo e ele, não conseguindo se controlar, riu um pouquinho também, mas logo parou.
Depois que Ginny parou de olhar para ele, Harry pensou que era seguro voltar a olhar para a turma. Dessa vez, se pôs a observar Ginny. Quando escrevia, ela se inclinava muito para cima do papel – Harry ponderou se ela teria algum problema de visão. Além de inclinar-se para frente, ela também ficava mais para a esquerda, como se quisesse olhar o seu texto de lado. Os cabelos desciam quentes pelos ombros, e ela mordia o lábio inferior, borrando o gloss rosa. As sobrancelhas franzidas em concentração. Harry estava perto o suficiente para ver que sua caligrafia era bonita, meio redondinha e infantil. Ela escrevia primeiro a palavra toda, sem parar, e depois voltava para colocar os pingos nos “i” e os traços nos “t”, assim como ele. Perceber isso fez com que ele tivesse vontade de sorrir, mas ele não o fez. De repente, percebeu estava olhando para ela por muito tempo. Puxou um livro da bolsa e tentou se concentrar nele.
Ginny terminou o penúltimo parágrafo de sua redação e tirou os olhos do papel. Não tinha ideia de como iria fazer aquela conclusão. Era sempre a pior parte. Enquanto pensava, ela olhou para o professor Potter. Ele estava lendo um livro que mais parecia um tijolo (ela se perguntou se depois disso Hermione não o aprovaria). A concentração dele a deixou frustrada. Por que ele não estava olhando para ela? Isso não era normal. Resolvendo que mudaria aquela situação imediatamente, Ginny levantou-se da cadeira e foi até a mesa dele.
Harry ergueu os olhos quando uma sombra cobriu as minúsculas letras do seu livro. Ginny estava encarando-o do outro lado da mesa, um papel na mão.
- Sim, Srta. Weasley? – ele perguntou tentando parecer profissional.
Ginny respirou fundo para controlar a irritação. O tom frio da voz dele a deixou ainda mais frustrada. Ela não estava acostumada a ser rejeitada pelos garotos. Tudo bem que Harry era um homem, não um garoto, mas Ginny sempre se considerou muito mais interessante do que muitas mulheres adultas por aí. O que tinha de errado naquele cara? Era só o fato de que ele era professor? Mas até ela já tinha se esquecido disso!
- Eu estou em dúvida sobre como devo concluir minha redação, professor – ela disse, tentando não parecer aborrecida. Inclinou-se para a mesa e apoiou os cotovelos nela.
Harry se mexeu na cadeira, desconfortável. A blusa do uniforme de Ginny estava revelando muito mais do que ele poderia agüentar. Na verdade, não era tanta coisa assim, mas a visão daquele colo cheio de sardas e apenas uma pequena parte dos seios volumosos era o suficiente para deixá-lo desconcentrado.
- Hum – ele conseguiu murmurar – Deixe-me ver.
Ele esticou a mão para pegar o papel, e Ginny estendeu a dela. Seus dedos se tocaram e nenhum deles teve coragem para se afastar. Ginny, estimulada pela falta de reação de Harry, sorriu e roçou levemente a parte de cima da mão dele com as unhas longas e bem feitas. Harry sentiu um leve tremor passar por seu corpo e os pêlos de seu braço ficaram arrepiados. Ele quase fechou os olhos, mas então uma voz em sua cabeça disse “isso está totalmente errado”. Ele agarrou o papel e o puxou.
Seus olhos foram se arregalando à medida em que ele lia o texto. Tentou disfarçar a surpresa quando a ruiva deu a volta na mesa e foi ficar atrás dele.
- Está bom? – ela perguntou, inclinando-se por cima de seu ombro.
- Bom!? – Harry riu – Está ótimo! Não sabia que você escrevia tão bem.
- Eu sou boa em tudo que eu faço – ela brincou, e Harry riu nervosamente. Então se desinclinou para ajeitar os cabelos e os colocou para um lado, depois voltou a se inclinar por trás do ombro de Harry – Você não acha que essa frase ficou meio inapropriada? – ela falou insegura, apontando para uma linha do texto.
Mas Harry não estava prestando muita atenção. Na opinião dele, inapropriado era o perfume que saía do pescoço da garota e o atraia diretamente para aquela região branca e macia. Era familiar. O fazia lembrar-se da noite no Três Vassouras. Harry sempre tinha achado interessante o poder dos cheiros para trazer lembranças, mas naquele caso era realmente inconveniente.
- Hum – ele disse novamente – Claro que não. Está perfeita.
- Tem certeza? – Ginny ainda parecia meio insegura. Ela apoiou a mão no encosto da cadeira, e seus dedos roçaram no suéter de Harry, fazendo com que ela tivesse vontade de arrancar a peça.
- Tenho – ele respondeu, indo um pouco mais para frente na cadeira, para que não precisasse sentir os dedos de Ginny em suas costas. Daquele jeito, ele perderia o emprego até o final da semana – Faça o seguinte. O tempo já está acabando, não vai dar tempo de me entregar esse texto hoje. Termine depois e me entregue. Tenho certeza que você vai escrever uma ótima conclusão.
- E seu eu tiver dúvida em alguma coisa – ela foi para o lado da mesa e sorriu de forma sensual – Posso procurar o senhor?
Harry congelou.
- Hum – ele disse pela terceira vez. Ela devia estar pensando que ele era um débil mental – Na verdade, eu ando muito ocupado, Ginny. Você pode pedir ajuda a algum dos funcionários da biblioteca ou aos monitores.
Naquele momento o sinal que indicava o fim da aula soou e Harry levantou-se rapidamente. Como Ginny estava em pé ao lado da mesa, eles ficaram a uns três centímetros um do outro. Tudo o que Harry queria fazer era sair dali e ir para seu quarto, pensar. Mas então ele se viu praticamente em cima de Ginny. A garota ficou surpresa com a repentina aproximação, mas não se moveu. Atrás deles, os alunos todos saíam correndo para almoçar.
Ginny deu mais um passo para frente. Harry não se moveu de primeira. Mas então, de repente, ele deu um passo na direção dela também. Porém, ao invés de beijá-la, como Ginny acreditava que ele iria fazer, ele se desviou e passou ao lado dela, tão próximo que ela teve que dobrar a coluna para que ele não esbarrasse em seu ombro. Ele continuou com o rosto virado para ela enquanto passava, e ela correspondeu o olhar. Quase entortou o pescoço. Mas quando piscou de novo, ele já estava saindo pela porta, deixando lá uma Ginny confusa e frustrada.
Já era noite, e Ginny estava sentada na sala de estar da Gryffindor Feminina, lendo Becky Bloom. De repente sua leitura foi interrompida por um grito fino.
- Meu amor! – Lavander passou voando por ela como um canário gigante e pulou em cima de alguém que tinha acabado de entrar na sala – Veio me visitar?
Ela não deixou que Ron respondesse. Começou a enfiar a língua dela na garganta do ruivo. Hermione, que estava deitada no sofá com a cabeça no colo de Ginny, fez uma careta para a amiga. Ginny lhe lançou um olhar de solidariedade.
- Não ligue – ela sussurrou para a amiga – Daqui a alguns dias ele será seu. Só me prometa que não vai fazer cenas de sexo explícito com ele em público como a Lavander.
Ela lançou um olhar de nojo para o casal que se enroscava na porta da sala.
- Não vou fazer nenhum tipo de sexo com ele – Hermione retrucou, ofendida.
Ginny revirou os olhos.
- Puritana.
Elas olharam mais uma vez para a porta. Hermione respirou fundo e se levantou.
- Eu não consigo olhar para isso – ela falou para Ginny – Vou ao banheiro. Vomitar.
Então passou pela ruiva em direção ao corredor que levava aos quartos.
Ginny observou enquanto a amiga passava. Hermione era tão linda, inteligente e legal. Por que o idiota do irmão dela não percebia isso? Ela tinha até vergonha de pensar que compartilhava genes com aquele perdedor.
- Ron – ela chamou, mas ele não ouviu – Rony!
O ruivo largou Lavander e olhou para a irmã. Sentiu-se aliviado que Ginny estava chamando-o. Não sabia se ia suportar ficar muito mais tempo com aquela loira louca grudada em sua cara. Ele devia estar todo babado. Eca.
Ele foi até Ginny.
- O que foi?
- Você poderia ir lá no meu quarto pegar meu iPod? – ela perguntou na sua melhor voz de irmãzinha caçula.
- Humpf. Preguiçosa.
Então ele saiu andando em direção ao quarto da irmã. Quando chegou em frente à porta, ouviu um barulho de chuveiro. Devia ser Hermione. Levantou a mão para girar a maçaneta. Estava aberta. Será que essas meninas nunca trancavam as portas?
Ele abriu a porta devagar e entrou no quarto. Era mais bagunçado que o dele, se brincar. Havia vestidos em toda parte, vidros de esmalte destampados, latas de Diet Coke no parapeito das janelas e constrangedoras calcinhas (não queria nem imaginar se era da sua irmã ou não). Quando deu um passo para procurar o iPod, ele soltou um palavrão. Tinha acabado de pisar no salto de uma sandália que estava virada. Olhou para a porta do banheiro, mas Hermione aparentemente não ouvira nada. Arriscou mais cinco passos e conseguiu chegar a uma das escrivaninhas. Abriu a primeira gaveta, e imediatamente soube que era de Hermione. Era mais organizada do que o quarto todo. Tinha algumas canetas, um caderninho pequeno que ele supôs que fosse o diário dela, e três fotos. Ele as pegou. A primeira era ela com os pais na mansão deles em Londres. A mãe dela era tão bonita quanto a filha, mas Hermione tinha os olhos do pai. A segunda foto era uma imagem dela e de Ginny juntas, rindo, na beira do lago.
A terceira foto o surpreendeu. Era a foto que Ginny tinha tirado deles dois, Ron e Hermione, comendo brigadeiro na cozinha da casa dele. A irmã tinha entrado escondida na cozinha e tirado a foto bem no momento em que Hermione ria da cara dele e limpava uma mancha de chocolate no canto de sua boca. Mas o que mais o surpreendeu foi descobrir que Hermione também tinha aquela foto. Ele achava que só ele tinha. Ela ficava pregada na parede dele em meio a desenhos, junto com outras fotos. Ele sempre gostou daquela foto.
- É feio mexer nas coisas dos outros – ele ouviu uma voz atrás dele e se virou, com a foto ainda na mão.
Hermione estava na porta do banheiro, o corpo coberto apenas por uma toalha branca. Ron sentiu o corpo quente, seu coração começou a bater nas orelhas. Não sabia o que dizer.
A morena olhava-o com uma expressão indecifrável. Ela mesma não sabia muito bem o que estava sentindo. Como Ron não falou nada, ela disse a única coisa que sua mente estava processando totalmente:
- Será que você só vem ao meu quarto quando eu estou seminua?
Ron continuou a encará-la. Não conseguia dizer se ela estava com raiva ou não. Então finalmente disse:
- A Ginny me mandou vir buscar o iPod dela.
Hermione imediatamente entendeu qual tinha sido a jogada da amiga. Respirou fundo para se acalmar e foi até Ron, abaixou-se, abriu a ultima gaveta e tirou o iPod para dar para o ruivo. Quando se ergueu novamente, estava muito perto dele.
- Aqui está – ela entregou o objeto na mão de Ron. Quando ela puxou a mão, Ron a segurou.
- Desculpe por entrar aqui desse jeito – ele disse, entrelaçando seus dedos nos de Hermione e chegando mais perto – Mas não posso dizer que me arrependo.
Hermione deu um sorrisinho de lado. Ai, meu Deus, aquele garoto ia deixá-la louca!
- Seu pervertido – ela riu e soltou a mão dele – Acho bom devolver essa foto para o seu devido lugar antes que eu te expulse daqui.
Ron rapidamente jogou as fotos dentro da gaveta e a fechou. Enquanto isso, Hermione foi até o armário e puxou uma roupa, depois entrou no banheiro para se vestir. Alguns segundos depois ela abriu a porta, usando um short jeans e segurando o fecho do sutiã nas costas. Virou-se e falou para Ron:
- Você pode me ajudar a fechar?
Ron engoliu em seco e foi em frente. Não era nada que ele não tivesse visto antes, afinal. Já tinha visto outras garotas usando sutiã, incluindo Hermione. Mas por que suas mãos não paravam de tremer enquanto ele tentava encaixar aqueles malditos fechos?
- Eu não sabia que você tinha aquela foto – ele comentou, quando Hermione, com o sutiã devidamente fechado, foi até a pia do banheiro e vestiu a blusa. Ele teve vontade de emitir um “aaaaah” decepcionado, mas achou que seria demais.
- E você tem? – ela voltou para o quarto, surpresa.
- Claro que tenho – ele replicou como se fosse óbvio – Você nunca entrou no meu quarto?
- Não – Hermione revirou os olhos enquanto penteava os cabelos.
- Bem, eu tenho aquela foto colada na parede do meu quarto – ele falou como se fosse a coisa mais normal do mundo – É uma das minhas fotos preferidas.
Talvez Ron tivesse dito aquilo inocentemente ou talvez não. Mas independentemente de suas intenções, Hermione sentiu seu coração batendo mais forte. O que será que ele queria dizer com aquilo? Era uma indireta?
- É mesmo? – ela perguntou, desconfiada – Por quê?
- Porque é divertida, e além do mais, posso olhar para você sempre que eu quiser quando estiver de férias e não puder te ver todo dia.
Agora ela podia sentir o coração até no dedo do pé.
- É – ela respondeu timidamente – Ela também é uma das minhas preferidas. Pelos mesmos motivos que os seus.
Ron sorriu. A vontade que ele tinha de beijar Hermione naquele momento era muito grande. Ele estava começando a desconfiar que estivesse gostando até demais da morena. Deu um passo para frente.
- Hermione...
- Aí está você! – Lavander abriu a porta do quarto – Procurei por você em todo o lugar. Por que demorou tanto? Ah, oi, Mione!
- Oi – Hermione virou as costas para o casal. Não iria agüentar se eles começassem a se agarrar em seu próprio quarto. Pegou seu frasco de J’adore e começou a passar perfume, tentando ignorá-los.
- Eu vim aqui pegar o iPod de Ginny – Ron respondeu, mal-humorado – E acabei conversando um pouquinho com Hermione.
Ele sentiu a fragrância tão familiar que era o perfume de Hermione chegar às suas narinas. Fazia-o lembrar-se das férias, quando eles passavam mais tempo juntos do que em qualquer outra época do ano, já que a morena sempre ia para a casa deles.
- Bem, chega de papo, vamos para o meu quarto agora – ela riu – Nada de roubar o meu namorado, hein, Hermione!
Quando as portas se fecharam, a morena teve vontade de jogar sua sandália atrás deles, mas não fez isso. Tombou na cama e só acordou no dia seguinte.
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N/A: Oi, genteeee! Assim como prometido, aqui está o cap.4 antes do domingo. Ele é um pouco mais curto do que os outros caps, mas tudo bem, hehe. O próximo capítulo vai estar aqui até o domingo da próxima semana, ok?
Ah, eu gostaria de explicar que o shipper principal é HG, mas, nesse momento da fic, há bastante RHr também. Mas não se preocupem, amantes de HG como eu, pois ainda há muitas coisas para acontecer na história que envolvem o nosso casal muito lindo e perfeito.
Gente, acho que estou pensando muito nessa fic! Vocês acreditam que eu sonhei que meu professor por quem eu sou apaixonada (e em quem eu me inspirei para fazer essa fic, claro) me beijava? Kkkkkkkkkk Eu tive uma crise de risos imensa quando encontrei com ele, no dia seguinte, e ele ainda estava usando uma camisa da mesma cor da camisa que ele estava usando no meu sonho. E o pior de tudo é que ele é muito carinhoso, e fazia duas semanas que eu não tinha aula com ele, então ele me deu um abraço enorme e um monte de beijos, e ainda disse que estava com saudades de mim. Morri XP
Natascha: que bom que você gostou do capítulo, muito obrigadaaaa! Beijooo
Feh Potter: pois é, eu também sinto muita falta de boas fics HG. É impressionante o número de historias Harry/Hermione que estão surgindo por aí... Nada contra as pessoas que lêem, escrevem ou gostam, mas eu simplesmente ODEIO. Na verdade, odeio todas as fics que tem shippers alternativos. Sou muito tradicional, hehe. Bem, espero que você continue gostando da minha fic. Beijão
Susy Mello: kkkkkkkkkkkkk, acho que se eu pudesse arranjar um professor desse, eu ficaria para mim, mesmo. Mas se encontrar outro, eu mando ele pra você! Beijossss
Bem, galera, até mais. Um beijo enorme para todo mundo e não esqueçam de comentar!
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