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18. Capitulo 18


Fic: VIZINHOS INTIMOS ATUALIZADO 22,05,11


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Os três homens ainda riam quando Artur acompa­nhou Rony e Harry até a cozinha do chalé, algumas horas depois. Eles passaram bem na frente de Molly, e Artur ofereceu-lhes uma cerveja gelada.


 


Gina percebeu pelo olhar da mãe que o marido pagaria caro por suas atitudes. Mas ele também sabia que a esposa jamais arrumaria a cozinha na frente de estranhos. Preferia a morte do que se sujeitar a isso.


 


E Gina não sabia qual era o mais estranho na opinião da mãe.


 


- Vocês aceitam um lanche? - ofereceu Molly, educada.


 


- Que tal, Harry? Rony? Molly sabe preparar como ninguém um sanduíche de peito de peru.


 


- É uma ótima idéia, se não for dar trabalho – respondeu Rony.


 


A resposta de Harry foi apenas um sorriso para a especulativa Molly.


 


- Não será incômodo algum. Enquanto vocês se lavam, eu preparo os lanches. Gina? Você põe a mesa?


 


- É claro, mãe.


 


Em tempo recorde, Molly tinha a mesa cheia de sanduíches, saladas de batata, picles, pães e frios. Mos­trou aos homens onde se sentar. Gina, depois de acomodar as filhas no balcão, juntou-se a eles.


 


- Como vão os preparativos do casamento, Rony? - perguntou Gina, dando uma mordida no sanduíche.


 


- Muito bem - respondeu, olhando de soslaio para Harry.


 


- Está tudo certo, Rony. Gina já conversou comigo.


 


- Conversou sobre o quê? - intrometeu-se Mollly


.


- Minha prima Hermione e Rony se casarão em setembro. Eles pediram que eu cedesse a casa para a recepção. ­Harry fitou Molly, que não desviou o olhar.


 


"Está melhorando", ele pensou.


 


- Que idéia adorável - elogiou ela.


 


- Eu ainda não disse sim - acrescentou Harry.


 


- E por que não? - continuou Molly.


 


- Harry não gosta de multidões, mãe.


 


Harry não respondeu à provocação, mas olhou-a, irri­tado. Gina sorriu e bebeu um gole do chá gelado. Ninguém se atreveu a dizer mais nada, e o assunto foi posto de lado. Rony parecia aliviado. Gina não se surpreenderia se Hermione tivesse mandando o noivo para saber algo sobre o tema. O dia do casamento se aproxi­mava depressa, e, a julgar pela voz da corretora na última conversa por telefone, Gina podia afirmar que Hermione já tinha os convites prontos para enviar.


 


Distraída com o casamento, Gina nem percebeu que Rony comentava sobre uma feira de móveis que visitara na semana passada e sobre Harry ir para algum lugar.


 


- Aonde Harry vai? - interrompeu ela.


 


- Comprar madeira - respondeu Rony. - Harry sempre refaz seu estoque nesta época do ano. - Eles se olharam e sorriram. - Ele detesta quando chega perto da data.


 


- Que data?


 


- Nenhuma, Gina. Apenas preciso fazer umas compras de madeira para os novos projetos que Rony me trouxe.


 


- Quanto tempo você pretende ficar fora? - ela per­guntou, sabendo que todos a olhavam, mas não conse­guindo afastar a curiosidade. Sabia que, do jeito que as coisas caminhavam, nunca mais teria a oportunidade de conversar a sós com Harry.


 


- Uma semana ... Talvez duas. Ainda não sei direito - disse ele, sem tirar os olhos de Gina, que parecia aborrecida. Por que seria?, pensou Harry. Teria medo de ficar sozinha com as filhas? Não, pois estava acompanha dos pais. - Será que você poderia me fazer o grande favor de cuidar de Wilbur? - Quando percebeu o olhar confuso, preocupou-se. - Há algo errado, Gina?


 


- Não. É claro que não - respondeu ela, recostando-se na cadeira e forçando um sorriso. - As meninas adorarão ter a companhia de Wilbur o dia todo.


 


Harry a analisou com cuidado. O que haveria de errado?


 


Pelo que sabia, Gina não ficaria sozinha. Devia exis­tir um outro motivo para aborrecê-la de tal maneira.


 


A menos que ela fosse... sentir sua falta. A idéia o arrepiou da cabeça aos pés.


 


Seus olhares se encontraram, e o que Harry viu nos olhos dela agradou-lhe o coração. Não, não podia ser pos­sível. Havia outro problema com Gina. Procurou acal­mar-se. Harry enxergava algo que não existia. E por que se surpreendeu? Já não sabia mais como agir com mu­lheres, muito menos ler-lhes a mente. Harry sorriu no intuito de minimizar a tensão dela.


 


- Quando você partirá?


 


- Hoje à tarde, depois de deixar Willy na cidade. Eu queria consertar a cerca antes de partir.


 


- Já está pronta.


 


- Sim. - Ele deu um tapinha nas costas de Rony e de Artur. - Eles me ajudaram bastante.


 


- Bem, faça uma boa viagem - desejou ela, fingindo entusiasmo. - Solte Wilbur quando você sair. Mais tarde cuidarei dele.


 


- Obrigado. Deixarei a comida em uma sacola na varanda.


 


Gina sorriu. Harry também. Artur serviu-se de salada de batata e mudou de assunto. Gina não pres­tava atenção a nada. Empurrou o prato para a frente e limpou os lábios com o guardanapo. O lanche tinha ter­minado. Pelo menos para ela, pois perdera o apetite.


 


Depois do café, Molly e as gêmeas limparam a mesa, enquanto Artur e Gina acompanharam Harry e Rony até a porta. Ela despediu-se, mas não saiu do lugar nem mesmo quando Harry entrou em casa.


 


Sentiu o braço do pai em seu ombros.


 


- Obrigada por ter ajudado com a cerca, papai, mas acho que mamãe ainda mostrará sua zanga por causa das suas costas.


 


- Eu cuido dela, querida. É você quem me preocupa.


 


-Eu?


 


- Sim, você. Eu soube como a cerca quebrou.


 


- Ah, pai, foi uma brincadeira idiota em que nós perdemos o controle.


 


- Só isso? Uma brincadeira?


 


- Sim, é óbvio. Por que a pergunta?


 


Artur passou a mão na testa da filha.


 


- Querida, eu a conheço e não é de hoje. Toda a vez que algo a incomoda, você franze o cenho. Como agora.­


 


- O que poderia estar me aborrecendo? - perguntou ela, procurando demonstrar naturalidade.


 


Nesse instante, a porta da casa de Harry se abriu, e os dois apareceram. Conversaram enquanto se dirigiam até o carro, mas Gina não escutou nenhuma palavra. Olhou para a bagagem que Harry colocava no porta-malas. Abriu a porta do passageiro depois de afagar o cão. Antes, todavia, de entrar no automóvel, olhou para o chalé, encontrando com o olhar de Gina. Hesitou por um mo­mento, mas acenou-lhe logo em seguida. Ao ver a caminhonete partir, Gina não conseguiu evitar um suspiro.


 


- Ele voltará logo - disse Artur.


 


Ela enxergou a compreensão no rosto do pai.


 


- Papai, eu sou tão transparente assim?


 


- Para mim sim, querida. - Abraçou-a com carinho. - Só uma coisa, filha.


 


- O quê?


 


- Não comente nada com a sua mãe.


 


 


(...)


 


 


 


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