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12. Lifestream


Fic: A Ordem Negra


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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O que ela precisava fazer era saber exatamente o que significava um Guardião de Oa. A informação de que eles possuíam um Geostigma não era o suficiente. O que eles representavam para o mundo mágico? Como surgiram? Quais segredos possuem? Se ela descobrisse tais respostas, certamente ficaria mais fácil dela saber porque Athena lhe pedira tanto para avisar um Guardião de Oa. E de reconhecer um.


Hermione ficara feliz por Professora Heartilly ter lhe explicado sobre Lifestream, mas na verdade aquilo não dizia nada sobre os Guardiõoes de Oa. É um conceito básico que curiosamente era desconhecido por vários bruxos comuns, mas Lifestreams realmente não revelam nada do que Hermione precisava.


Então algo surgiu na mente de Hermione. Madame pince com sua memória eidética de mais de mil livros nunca ouvira falar sobre aquilo então como Professora Heartilly, jovem o suficiente para ser neta da bibliotecária, sabia? Seria Heartilly uma Guardiã de Oa?


Hermione não demorou a perceber que aquela teoria era furada. Ela tinha perguntado á professora sobre Ocarina do Tempo e se Heartilly fosse uma Guardiã de Oa teria reagido de forma diferente do que teve. Ela realmente não pareceu saber o que aquilo significava. Talvez Heartilly apenas soubesse sobre Lifestream e mais nada.


Nada.


Era a palavra que estava presente ao redor de Hermione. Nada ela sabia sobre Ocarina do Tempo. Nada ela entendia sobre Pedras. Nada ela poderia fazer presa em Hogwarts enquanto precisava estudar para os NIEM’S. Nada ela encontrava em suas buscas. Parecia que do nada tudo aquilo apareceu de repente.


-Como algo assim pode acontecer do nada, Shanks? – Ela perguntou deitada na cama do dormitório feminino para o gato no canto da sua cama.


Era sexta-feira, por volta das cinco horas da tarde, e ela estava deitada no dormitório pensativa enquanto os meninos estavam no campo de Quadribol treinando para o jogo contra a Sonserina no final do mês.


Bichento apenas se limitou a balançar o rabo de escovinha. Hermione respirou fundo fitando o céu nublado da Inglaterra através do teto mágico de Hogwarts. Ainda estava com o uniforme de Hogwarts devido á última aula do dia que teve, Runas Antigas com Professor Hol. Ela não perguntara a ele sobre Ocarina do Tempo porque ela desconfiava que ele não saberia sobre aquilo. Não era desrespeito ao professor, Hermione até o achava inteligente, mas os conhecimentos de Heartilly pareciam ser maiores dos que do Professor de Runas e se ela não sabia sobre aquilo, Hermione achava muito difícil Hol saber. Professora Heartilly era uma esperança que ela tinha para ajudá-la já que o próprio Dumbledore lhe dissera que ela conhecia muitas maldiçoes e coisas relacionadas á Magia Negra, mas ela não sabia sobre Ocarina e isso deixou Hermione novamente desesperada. Talvez Ocarina do Tempo fosse algo relacionado com a Inglaterra e por isso Heartilly não soubesse. Afinal, ela não era inglesa, ela era dinamarquesa, como dissera em seu primeiro dia de aula, e passara toda sua vida em Durmstrang.


Os olhos castanhos de Hermione piscaram-se. Durmstrang. Viktor Krum, em seu quarto ano, lhe dissera que achava o sistema de ensino de Durmstrang melhor do que de Hogwarts. Segundo ele, havia disciplinas em Durmstrang que em Hogwarts não se ensinavam e isso os fazia ser mais preparados magicamente do que os estudantes de Hogwarts.


-Talvez Heartilly tenha aprendido sobre Lifestream nessas disciplinas de Durmstrang, Shanks! – Hermione exclamou sentando-se na cama rapidamente. Bichento mexeu a orelhinha direita. -E talvez tenha livros sobre essas disciplinas de Durmstrang na biblioteca. Posso perguntá-la! – Ela levantou-se da cama, mas não muito tempo depois estancou. –Ou você acha que ela desconfiaria, Shanks? Afinal não é comum alguém se interessar tanto por Ocarina do Tempo e talvez, como dissera Madame Pince, ela poderia pensar que eu estaria relacionada com as Artes das Trevas...


Hermione piscou os olhos quando viu os olhos dourados de Bichento firmes nos seus e as orelhas voltadas para frente parecendo completamente interessado no que ela estava dizendo. –Eu realmente acho que ás vezes você me entende... – Ela disse baixinho e o gato inclinou a cabeça para o lado esquerdo curioso.


Os olhos castanhos logo se abriram um pouco. –Posso perguntar a Viktor! Nós ainda nos escrevemos e ele não acharia estranho caso eu quisesse saber as disciplinas de Durmstrang! E ele acabou de se formar, certamente se lembraria!


Hermione puxou a cadeira da escrivaninha do dormitório, abriu a primeira gaveta ao lado e tirou um tinteiro e um pergaminho pela metade. Seus dedos tamborilavam em cima da mesa enquanto ela pensava no que escrever naquele pergaminho. Então, logo o corpo da carta começou a tomar forma em sua cabeça e ela começou a escrever.


 “Kaere¹ Viktor,


Como estás? As aulas aqui em Hogwarts já começaram faz três semanas e não recebi uma carta sua! Não nego que fico preocupada. Como anda a Seleção? Ron me disse que a Bulgária parece ter ficado em um grupo difícil nas eliminatórias da Copa Mundial. Falando nisso, fiquei sabendo que a Copa vai ser na França... Ah, você vai adorar!


Tive um sonho estranho essa noite e me lembrei de quando você estava aqui em Hogwarts no Torneio Tribruxo. Você tinha me dito que Durmstrang possui várias matérias que não temos aqui em Hogwarts e que muitas delas eram de extrema importância para a formação acadêmica de um bruxo. Por acaso, você poderia me dizer quais são? Só para verificar se a Biblioteca de Hogwarts é realmente boa, porque ultimamente não estou com sorte em busca de livros interessantes.


Ah, ganhei o prêmio de Melhor Estudante da década. Além disso, sou Monitora-Chefe, não que isso seja surpresa, ninguém mereceria mais do que eu. Era inevitável, certamente. Espero vê-lo em breve. Não se esqueça de contar as novidades...


Espero que esteja tudo bem por aí,


Tervehdykset²,


Hermione Granger.”


-Não está ruim... – Murmurou Hermione ao ler a carta que acabara de escrever. Ela tentou se mostrar interessada em outras coisas além das matérias de Durmstrang, o que de fato alegraria Viktor.


Após ter a sensação de que a carta estava boa, enrolou-a num laço de cetim vermelho escarlate e saiu do dormitório feminino em direção ao Corujal. Harry e Ron estavam no campo de Quadribol treinando com o restante do time para o jogo contra a Sonserina no final do mês. Ron estava tão ansioso para esse jogo que qualquer coisa que Ginny segurava, ele pedia para a irmã jogar como se fosse uma goles.


Subiu a escadaria do Corujal em passos rápidos, pulando os degraus de dois em dois, e quando lá em cima chegou, soltou uma exclamação de surpresa ao ver Malfoy. Ele virou o rosto e olhou rapidamente para ela, mas voltou à atenção ao que estava fazendo rapidamente.


Hermione piscou os olhos castanhos ao perceber que ele amarrava o pergaminho nas pernas finas de uma coruja parda. -Você não tem uma coruja, Malfoy? – Perguntou Hermione curiosa lembrando-se de uma coruja negra que vira numa gaiola nas bagagens do sonserino quando estavam na estação King’s Cross.


-Pandora ainda não voltou de sua última viagem.  – Ele respondeu torcendo o nariz fino terminando de amarrar o pergaminho na pata da ave parda á sua frente. Draco realmente preferiria usar sua própria coruja a aquelas aves do castelo.


 -Pandora? – Indagou Hermione levantando as sobrancelhas. – Por causa da Mitologia Grega?


-Não, por causa de Saturno. – Respondeu como se fosse óbvio. Ao perceber que a grifinória não havia entendido, ele explicou. –É o nome de uma das luas de Saturno.


-Vocês bruxos sempre estão a dar nomes astronômicos para coisas. Draco é uma constelação, bem como Sirius, Bellatrix, Arcturus, Regulus... –Ela comentou achando aquilo realmente curioso.


-Você queria que déssemos os nomes de RD-400? – Ele indagou desdenhoso se afastando da coruja parda.


-Não, mas poderiam dar nomes normais sem que tenha ligações com astronomia.


-Como Hermione? – Ele perguntou virando-se para ela levantando as sobrancelhas de maneira desafiadora.  A coruja abriu as asas e saiu do Corujal de Hogwarts através das janelas no alto da torre.


O rosto de Hermione tomou a coloração vermelha. – Acontece que papai sempre gostou muito de Mitologia Grega e Hermione é o nome da filha de Helena de Troia, a quem papai gostava muito, então ele decidiu homenageá-la. – Respondeu com certo orgulho.


Draco ignorou a explicação da grifinória e desceu do palanque em que estava afastando-se e dando espaço para que ela fosse até ali. Ela piscou os olhos castanhos e quando viu o loiro fazer um movimento de ‘vai’ com a mão, ela foi até onde ele estava se colocando em cima do palanque.


Olhou em volta, procurando por alguma coruja que gostasse, e quando viu uma coruja cinza, estalou os dedos, fazendo a ave ir até ela. Pousando sobre o poleiro á frente, a coruja cinza esticou a perna direita á frente de Hermione, para que a menina amarrasse o pergaminho. Com cuidado, Hermione colocou o pergaminho ao redor da perna da coruja.


-Por que não usa a coruja do Potter? Ou a do Weasley? Eles têm corujas, não têm? – Malfoy perguntou curioso.


-Ah, Edwiges acabou de voltar de uma longa viagem e eu não poderia usá-la agora. E, bem, Píchi é muito pequena e não agüentaria... – Hermione parou de falar quando viu um riso de Malfoy.


-Esse é o nome da coruja do Weasley? – Ele indagou ainda rindo do nome da coruja de Rony.


Hermione piscou os olhos. – Bom, na verdade é Pichinho...


-Isso é ridículo! Sério! Mas bem combina com o Weasley e aquela mundiça...


Hermione respirou fundo puxando o ar pesadamente para dentro dos pulmões enquanto tentava dar o nó no cetim vermelho. –Você não tem direito de falar desse jeito da família de Ron!


-Ah, Granger, que coisa patética. Você afim do Weasley...


Hermione sentiu as bochechas ficarem rosadas. –Eu não sou afim de Ron! – Exclamou alto assustando a coruja. A ave bicou forte o dedo indicador de Hermione e ela soltou uma exclamação ‘ouch’ de dor enquanto o pergaminho caiu da mão da menina até o chão de pedra.  Malfoy revirou os olhos cinzas e, impaciente, tomou a frente da menina.


-Deixa... – Ele disse pegando o pergaminho do chão e dando o nó na pata da coruja cinza. Hermione viu uma gota de sangue descer do ferimento no dedo indicador da mão esquerda e colocou o dedo sobre os lábios, sentindo o gosto de ferrugem descer pela garganta.


-Viktor Krum, Bulgária. – Ela disse atrás de Malfoy antes que a coruja voasse. Após escutar a menina, a ave abriu as asas e saiu pelas janelas do Corujal em direção á Bulgária.


-Viktor Krum? Vocês ainda se comunicam? – Ela indagou virando-se para a grifinória.


-Sim. Ele é um dos poucos que me escreve. Sabe, além de mamãe e papai...


Sem responder a Hermione ele se afastou da menina indo para a porta em arco do Corujal. Quando lá chegou, ele encostou-se ao vão de pedra com o ombro direito e a mão esquerda logo ficou dentro do bolso da calça escura, aumentando seus ombros.


-Seus amigos estão treinando... – Ele comentou tentando ver ao longe os jogadores do time da grifinória. –Por que não está lá com eles?


Hermione piscou os olhos castanhos e olhou para o chão de pedra do Corujal. Até tentara ficar no estádio para assistir o treino do time, mas desistiu ao ver que o pomo de ouro a lembrava cada vez mais de Tincampy; e lembrando-se de Tincampy, lembrava-se de Rhosywen. E lembrar de Rhosywen era o que ela menos queria.


-Ah, não gosto de Quadribol. Só assisto os jogos porque Harry e Ron estão lá, senão nem chegava perto do estádio.


-Oh, Granger, você tem tanto em que aprender... – Hermione levantou as sobrancelhas com a forma que Malfoy lhe disse aquilo.  Havia um sorriso tranqüilo no rosto de Malfoy e se ela olhasse nos olhos cinza do garoto, veria certo brilho nos pigmentos azuis.


Hermione aproximou-se de Malfoy, se colocando ao lado dele, encostando-se no vão da porta do Corujal, como ele mesmo fizera pouco tempo atrás.


-Você gosta tanto assim de Quadribol? – Ela perguntou tentando reconhecer Harry ou Rony voando sobre o campo, mas estavam realmente longe.


-Quadribol é a melhor coisa do mundo! – Malfoy respondeu ainda com um sorriso no rosto. Hermione segurou o riso. Por que diabos as pessoas eram tão adoradores de Quadribol? Ela gostava de futebol, até torcia para um time, mas ela realmente não amava esportes como muita gente amava. Era até estranho ver que Draco Malfoy gostava tanto de uma coisa como parecia gostar Quadribol. -Você entregou a Dumbledore, não foi? – Perguntou com a voz rouca o sonserino.


-Como sabe? – Ela indagou olhando para ele curiosa.


-Não está no seu pescoço. – Ele respondeu mirando um ponto inexistente longe dali. Hermione sentiu o coração bater forte.


-Unhum. – Ela murmurou se afastando da porta onde estavam e se apoiando no corrimão grosso de pedras do Corujal. Seus olhos castanhos encararam o lago negro da escola. -Ontem...


-O que ele disse?


-Ah, ele disse que estudaria o anel para ver se há alguma forma de destruí-lo. – Os olhos castanhos piscavam-se, na tentativa de encontrar algo naquele lago que a respondesse suas perguntas.


-Contou-lhe sobre o sonho também?


-Sim, contei a ele.


-E?


-E ele disse que não sabia o que significava Guardiões de Oa, Pedras e o Ocarina do Tempo ou o que for.


-Estranho... – Ele mimetizou.


-Acha mesmo? Na verdade, eu acho que ele sabe sobre isso, mas eu não tenho direito algum de ter conhecimento sobre Guardiões de Oa e Pedras. Ele não deve demorar a tomar uma posição.


-É, ainda mais sabendo que essas Pedras podem destruir o planeta... – Ele completou pensativo. – Foi isso que a mulher lhe disse, não foi?


-Sim. – Ela respondeu com a voz fraca lembrando-se das conexões empáticas que tivera com Athena. – Professora Heartilly parece saber bem sobre Lifestream. Eu encontrei com ela noite passada e ela me explicou a definição de Lifestream.


-Professora Heartilly? – Indagou Malfoy franzindo as sobrancelhas loiras. -Ela já voltou? – Perguntou o loiro curioso.


Hermione piscou os olhos cor de mel confusa e virou-se, encarando Malfoy sem entender o que ele quis dizer. -Voltou? Voltou de onde?


-Ela esteve fora do Castelo por quase uma semana. – Respondeu Malfoy como se todos soubessem daquilo. –Tivemos aula com Snape enquanto ela estava fora. Você teve sorte de ficar na Enfermaria naqueles dias...


Hermione piscou os olhos. Professora Heartilly havia estado fora de Hogwarts por uma semana? Será que havia acontecido alguma coisa?


-Encontrei com ela ontem enquanto fazia minha ronda. – Repetiu Hermione piscando os olhos castanhos. –Não sabia que ela esteve fora.


-Snape disse que ela teve que ir para Dinamarca resolver alguns assuntos familiares. – Malfoy se desencostou do vão da porta do Corujal e respirando fundo apoiou-se no corrimão de pedras logo ao lado de Hermione.


Hermione deixou o rosto parecer um semblante de susto e surpresa. –Deus! Será que ela está bem?


-Não faço idéia. Você a viu ontem, não foi? Como ela lhe pareceu?


-Bem. – Ela respondeu por fim. –Normal, como sempre fora. Talvez tenha sido só um susto...


Hermione piscou os olhos castanhos quando viu os olhos cinzas de Malfoy fitá-la por alguns segundos. Ele soltou um sorriso desdenhoso e seus olhos desviaram-se para o lago negro da escola. –No mundo da magia, não há sustos, Granger. Muito provavelmente, quem quer que fosse próximo de Heartilly, morreu.


Hermione calou-se sentindo o que pareceu ser náuseas. Ficou um silêncio entre os dois e percebeu que o silêncio que se formara não era aquele sepulcral, desconfortável e inseguro, era o mesmo silêncio em que muitas vezes os dois se davam em troca de pensamentos. Era até gostoso.


-Faz duas semanas. – Malfoy disse baixo de repente com a voz baixa. Hermione olhou para o sonserino sem entender o que ele quis dizer. –Hoje faz duas semanas que minha mãe morreu.


O estômago de Hermione se revirou como se fosse um alien e ela virou o rosto para o céu nublado da Inglaterra, sem saber o que fazer ou o que dizer. Ela engoliu em seco quando, novamente, lembrou-se de quando o viu chorando na sala de Estudo dos Trouxas. Sem saber o que dizer só foi capaz de soltar um: -Sinto muito... – Ela disse tentando qualquer coisa. 


-Não foi sua culpa. – Disse Malfoy negando com a cabeça ainda encarando as águas do lago negro da escola.


-Eu sei... É só que... – Seus olhos castanhos fitaram o perfil de Malfoy. Os dois estavam próximos, lado a lado, e somente quando ela o confortou na sala de Estudo dos Trouxas foi que eles estiveram mais próximos do que aquilo. Ela percebeu que costeletas pareciam coexistir com a rala barba do rosto dando a impressão de que fazia tempo em que ele não parecia ligar muito para aquilo como ligava antes. O Malfoy que ela conhecia não deixaria de fazer a barba por três dias. Isso delatou o quanto ele ainda parecia desolado com a morte da mãe. -... Sinto muito... – Repetiu realmente sentida.


-Sente? – Ele indagou piscando os olhos grafites. –Por quê? Não era para supostamente você gostar do fato dela estar morta? Uma Comensal a menos, não é? – Ele perguntou triste e Hermione se sentiu um pouco ofendida com aquilo.


Hermione fez um gesto negativo com a cabeça. – Não! Eu não gosto do fato de saber que sua mãe está morta. Ficar agradecido com a morte de alguém mesmo que seja do outro lado da trincheira é desumano e imoral!


-Imoral... – Ele repetiu com a voz rouca. –Sabe o que é imoral, Granger? É saber que muitos que estão vivos merecem morrer e muitos dos que morreram merecem estar vivos... Então por que só as melhores pessoas são levadas para a morte tão cedo?


Hermione engoliu em seco se segurando para não demonstrar a ele uma nítida fraqueza corporal ou lágrimas. Ele estava certo afinal. Quanta gente boa morreu e quantas más estão vivas?


-Não sei. –Respondeu fechando os olhos sentindo uma sensação de agonia no estômago. Próximo ao que sentiu quando soube que Sirius Black havia morrido.


-Ela era uma boa mãe. – Completou Malfoy ainda olhando o lago da escola.


Hermione piscou os olhos tristes. -Aposto que sim...


-Ela pedia a todos que jantássemos juntos porque não gostava de ficar só naquela Mansão. Acho que era ela que nos deixava unidos.


Hermione se deixou ficar calada.


-Ela não quis que eu fosse para Durmstrang porque não queria que eu ficasse muito longe dela. – Ele disse lembrando-se do dia em que ela lhe explicou porque iria para Hogwarts. –Todos estavam esperando que eu fosse para Durmstrang, até contrataram Instrutora Venry para me ensinar as disciplinas da escola. Mas no fim, mamãe não quis.


Hermione respirou um pouco forte, sentida pelo que Malfoy estava dizendo, e levantou o rosto para olhar o céu tomar uma leve coloração alaranjada indicando que o Sol começava a se pôr.


-Eu gostaria que ela estivesse aqui... – Ele tentou contornar. – Digo, viva.  Costumava conversar com ela toda semana através dos espelhos.  Ela até ás vezes me ajudava nas matérias.


-Sério? – Hermione perguntou de forma sutil. Ele confirmou com a cabeça.


-Ela era excelente em Poções, sabe? Quando estudava aqui, ajudava bastante Snape.


-Não sabia disso... – Ela exclamou surpresa ao pensar que nem sempre Snape foi bom em Poções.


-É. Ela também era muito boa em Herbologia, Astronomia e Runas Antigas. Aliás, foi ensinando ao pai Astronomia que os dois se conheceram. – Ele disse com um sorriso tímido no rosto.


– Eu vejo as pessoas dizendo, apostando, que meu pai foi quem a matou...  – Hermione fechou os olhos com força e negou com a cabeça. As pessoas ainda falavam naquilo? – Mas ele nunca a mataria. Ele a amava de verdade. Mais do que isso, ele a respeitava.


Hermione de certa forma achou aquilo curioso. –Você acha que o respeito está acima do amor, Malfoy?


Ele fez um ‘hm’ com a cabeça, confirmando. –Sem respeito, não há empatia, sentimentos naturais ou intimidade, assim, amor se torna apenas uma palavra. O Amor não sobrevive por si só, é preciso de outras coisas. E respeito é o que se está no topo.  São poucos os maridos que respeitam suas mulheres, sabe? Que as escutam e lhe dão valor... Isso não é conquistado por amor e sim respeito, admiração. Pai tinha orgulho de mamãe, em relação a tudo. Sua inteligência, sua ideologia, sua gentileza... Ele a respeitava assim como ela o respeitava. Os dois eram sinceros um com outro e nunca papai teria a coragem – ou covardia se preferir- de matá-la. Estaria matando a si.


Hermione piscou os olhos pensando no que ele tinha dito. Era muito estranho ver e ouvir Malfoy falando sobre aquelas coisas. Ela não soube dizer se concordava ou não com ele.


 -Você acha que o amor está acima de tudo, Granger? – Ele perguntou levantando uma das sobrancelhas. Hermione piscou os olhos castanhos.


-Sim, embora eu não... – Ela interrompeu a si sem saber se ele a entenderia.


-Sinta? – Ele perguntou tentando completar o pensamento de Hermione. A castanha apenas respirou fundo.


-Em Hogwarts, muita gente diz que amo o Rony... Mas como elas podem dizer isso por mim mesma? Digo, só eu que posso saber o que sinto, não é?


-O que sente? – Ele perguntou de maneira sutil.


Seus olhos castanhos tomaram a cor de mel. – Afeto. – Respondeu fechando os olhos. – Assim como tenho afeto por Harry. Amo os dois como meus melhores amigos, como anjos que não possuem sexo definido, como irmãos. Da mesma maneira como amo meus pais. É um afeto enorme e uma grande cumplicidade, é isso que sinto por ele. Numa escala menor sinto este afeto por Luna, Fred e Jorge, Ginny, Neville... Mas amor? O amor sublime que as pessoas dizem que é o verdadeiro poder do homem? O amor que faz duas nações inteiras se unirem em um prol? Esse eu não sinto.


-Entendo. – Ele respondeu guardando as mãos nos bolsos da calça escura do uniforme de Hogwarts. Hermione virou o rosto para olhá-lo. Ele a entendia? Malfoy a entendia? –Também não acho que o amor exista.


-Eu não disse isso, Malfoy, disse apenas que até agora não senti. – Ela corrigiu a estatação dele. – O amor existe, está aí pra quem quiser ver. Romeu e Julieta, Helena e Páris, Elizabeth Bennet e Mr. Darcy, Han Solo e Princesa Léia.


-Todos os exemplos dados por você, Granger, foram de histórias inventadas... – Ele apontou um pouco sem graça.


-Lucius e Narcisa. – Ela disse olhando para os olhos cinzas de Malfoy. Viu o grafite dos olhos do garoto se misturar com o azul claro profundo. –Você disse que os dois se amavam, não é?


Malfoy piscou os olhos surpreso e Hermione sorriu quando viu um sorriso tímido no rosto do loiro. –É. Têm eles. – Ele disse desviando os olhos azuis para o pôr-do-sol parecendo orgulhoso de saber que seus pais eram sinceros um com o outro.  Hermione sorriu e acompanhou o olhar do loiro percebendo as cores quentes sobre o céu costumeiramente triste do Reino Unido.


-É bonito, não é? – Indagou Hermione observando o céu misturado em variáveis de cores do laranja ao magenta. –O pôr-do-sol.


-Só quando estamos tristes notamos a beleza do pôr-do-sol. Está triste, Granger?


Hermione sentiu o coração saltar com a pergunta dele. É, ela estava triste. Nunca se imaginara triste por causa de Malfoy, mas ela estava. –Um pouco.


Mais uma vez os dois trocaram silêncio. Hermione era capaz de sentir o coração batendo forte dentro do peito enquanto um sentimento de frouxidão e solidão a envolvia como uma onda.


-O que é Lifestream, Granger? – Ele perguntou de repente. A princípio Hermione se assustou com a pergunta, mas depois se sentiu um pouco melhor por terem mudado de assunto.


Ela respirou fundo tentando se livrar da tristeza que a acometeu e respondeu a pergunta do loiro. -É um Fluxo da Vida. Supostamente todo o Planeta Terra, como os seres vivos e não-vivos, possui um Lifestream indeterminado. Este Fluxo é cedido pelo próprio planeta para que todos vivam em harmonia. Esse ciclo continua acontecendo mesmo após a morte, então, mesmo que você morra, você continuará dando Lifestream ao planeta. O Lifestream, de acordo com Heartilly, possui tipos diferentes.


-Tipos? – Ele perguntou sem entender.


-Sim. Heartilly disse que nós bruxos temos um Lifestream que nos permite externá-los. Este Lifestream de fato, em alguns casos, pode até representar a magia em si de uma pessoa, em outros, apenas é um Fluxo. Poucos bruxos são capazes de controlar seus Lifestreams, mas eles parecem em geral serem ligados a mágica que nós, bruxos, temos.


-E tem algo a ver com Geostigmas? – Ele perguntou curioso olhando para ela. Hermione franziu as sobrancelhas sem entender. –Você pareceu interessada em Geostigmas na aula do Professor Binns.


-Segundo Athena todos os Guardiões de Oa possuem Geostigmas.


-Quem é Athena?


-A mulher com quem tive a Conexão Empática. – Ela explicou voltando os olhos castanhos para o lago.


-Esse é o nome dela?


-Não. É o nome o qual a chamo.


-Vocês realmente são ligados em Mitologia, não é? – Ele indagou um pouco divertido e ela sorriu, mas um sorriso meio amarelo.


-Ela me lembrou a deusa Athena. É só para não chamá-la de A Mulher...


-Sei... E esses Geostigmas são fáceis de serem reconhecidos? – Ele perguntou curioso.


-Parece que sim. Athena diz que eles costumam chamar atenção, pois são muito diferentes. Então se eu vir um, facilmente reconhecerei e saberei que esta pessoa é uma Guardiã de Oa. O problema é eu ver um. Estou presa aqui em Hogwarts, como supostamente poderia encontrar um Guardião de Oa?


Malfoy respirou fundo dando de ombros, afastou-se um pouco de Hermione, e sentou sobre os degraus da escadaria do Corujal. Hermione acompanhou os movimentos do sonserino. Ele olhou para o campo de Quadribol e Hermione percebeu que o time da Grifinória ainda estava treinando.


-Você já avisou Dumbledore. É o máximo que se pode fazer. Obviamente ele sabe o que é um Geostigma e ele deve saber que os Guardiões possuem um e então ele dirá o que tem que ser dito e aí, de uma forma ou de outra, o recado será dado.


-Assim espero... – Ela disse olhando para o chão de pedras. –Mas não sei, sinto que talvez só eu posso fazer isso.


-Você não é o centro do universo, Granger.


Hermione negou com a cabeça. –Não é isso. Eu disse a Athena que havia avisado a Dumbledore, mas ela não pareceu conhecê-lo... É foi bem a cara que fiz quando ouvi.


-Como alguém pode não conhecer Dumbledore? – Ele indagou completamente atônito e perplexo. –Em nível de conhecimento mágico, Dumbledore só perde para Merlim, Flamel e Voldemort!


-É, por isso acho que só eu posso fazer isso. Professor Dumbledore me disse que uma Conexão Empática pode ser conseguida através do sangue, das almas e até dos pensamentos. Ele deu o exemplo de irmãos gêmeos que se conectam através do sangue.


-Acha que o que te conecta com Athena são seus Lifestreams... – Ele completou entendendo o pensamento de Hermione. Ela confirmou com a cabeça e sentou-se nos degraus ao lado dele.


-Exatamente.


-Por isso talvez ela só possa contar comigo para encontrar os Guardiões.


-Você não acha que Professora Heartilly talvez seja...


-Não. – Ela respondeu interrompendo o loiro. –Eu perguntei a ela sobre Ocarina do Tempo e ela pareceu não saber o que aquilo significava. Ela só sabe sobre Lifestreams. O que me fez pensar que talvez ela tenha aprendido em Durmstrang. Sabe, as matérias de Durmstrang são diferentes das de Hogwarts.


-Por isso mandou a carta para Krum. – Ele confirmou entendendo a situação. Hermione realmente achou fascinante a capacidade de Malfoy em captar as coisas rapidamente. –Não seria mais fácil perguntá-la?


-Acho que ela poderia desconfiar ou pensar talvez que eu estivesse ligada ás Artes das Trevas.  Além disso, estaria dando algo a mais para se preocupar e isso não diz respeito a ela. Digo, ela estudará o anel junto a Dumbledore e eu não quero que ela o estude enquanto pensa o que diabos é Ocarina do Tempo.


-Você contou o sonho a ela?  - Perguntou Malfoy curioso.


-Não, por quê?


-Como disse que conhecera esse nome?


-Ah, disse que Professor Hol havia me dito sobre as Runas de Merlim e fui estudar algo sobre e num dos livros que peguei havia este nome, mas que não falava nada mais além.


-Você mentiu a um professor? – Hermione sentiu o rosto ficar vermelho com a pergunta de Malfoy. –Isso seria o suficiente para tirá-la seu distintivo, sabia? – Ele indagou levantando uma sobrancelha ameaçadoramente.


-Não vêm ao caso, Malfoy! – Ela respondeu engolindo em seco tentando esquecer o pensamento de que perderia seu distintivo de Monitora-Chefe por causa de uma mentira contada a um professor que passara uma semana fora.


Draco riu e seus olhos cinza voltaram-se ao campo de Quadribol. –Acho que está na hora de ir embora, Granger. – Hermione franziu a testa e olhou para o campo de Quadribol para entender o que ele quis dizer. –Seus amigos não estão mais treinando. Acharão estranho se você não tiver na Grifinória quando voltarem.


Hermione riu. –Eles sabem que estou na biblioteca.


-Fascinante. – Ele comentou fazendo Hermione levantar as sobrancelhas. –Até para os seus amigos você mente. Onde está a aluna modelo? A melhor aluna da década?


Hermione revirou os olhos castanhos e levantou-se dos degraus, batendo as mãos na saia do uniforme para limpá-la. Sem nem mesmo dizer tchau ou qualquer outra coisa para Malfoy desceu ás escadas do Corujal em direção para o Castelo. Draco ainda continuou sentado sobre os degraus, observando o sol terminar de se pôr.


-Está triste, Malfoy? – Ele se perguntou num murmúrio. Respirou fundo e levantou-se daquele chão sujo. Quando seus olhos grafite perceberam um ponto negro voando no céu, ele sorriu. –Não mais, Malfoy. – Ele respondeu a si mesmo.


 


 


-...Então nós apostamos com o Zabini que ganharíamos da Sonserina. – Completou Rony ao lado de Hermione enquanto mastigava um pedaço de frango.


-Acham que realmente são capazes de ganhar da Sonserina com os três artilheiros vendados? – Perguntou Hermione descrente a Harry Potter.


-Não tem como perdermos para Sonserina, Hermione. – Respondeu Rony convincente.


-Além disso, podemos fazer magia. – Disse Harry. –Colocamos as vendas em Ginny, Maybell e Mark e fazemos magia para que mesmo vendados sejam capazes de enxergar!


-Isso é trapaça...


-O que você espera, Hermione? Que realmente ganhemos com os três artilheiros vendados? – Indagou Rony esbugalhando os olhos azuis. –É impossível!


-Então por que apostaram que podiam?


-Só para baixar a bola do idiota. – Respondeu Ron dando de ombros. Hermione revirou os olhos castanhos e voltou á atenção ao jantar.


-Professora Heartilly voltou! – Exclamou Harry percebendo a professora de Defesa Contra as Artes das Trevas sair de uma sala atrás da mesa do Professores do Hall de Entrada e indo sentar ao lado de Snape.


Hermione desviou os olhos cor de mel para a mulher de cabelos morangos, percebendo-a apontar o dedo indicador para alguma coisa em seu prato enquanto Snape nem ouvia o que ela dizia. –Desde ontem.


-Espero que ela esteja bem. Não agüento mais ter aulas com Snape. – Reclamou Harry.


-Será que ela vai recolher as redações que ele passou sobre Baphomets? – Indagou Rony curioso rezando para que a professora não o fizesse. Ele não havia nem começado. –Quisera eu estar na Enfermaria no seu lugar, Mione...


-E quisera eu estar vendo as aulas. Vocês não anotam simplesmente nada, como acham que vão estudar para os NIEM’s? – Ela perguntou completamente neurótica fazendo Rony revirar os olhos. –E não pense que vou lhe ajudar, Ronald!


-Eu sei que vai. – Ele respondeu dando de ombros.


-Onde ele estava? – Perguntou Harry ao lado de Hermione e ela virou-se para ele confusa. Quando seus olhos castanhos encontraram Malfoy sentar-se na mesa da Sonserina entre Zabini e Nott, ela percebeu o que ele quis saber.


-No dormitório talvez... – Ela tentou levantando as sobrancelhas. Harry olhou para a castanha. –Harry, eu sei que realmente está achando que Malfoy é um deles, mas não fique tão obsesso com isso.


-Por que está o defendendo? – Quem perguntou foi Rony e Hermione conseguiu ignorá-lo. Harry sabia que ela não estava defendendo Malfoy, estava defendendo ele próprio.


-Eu sei, mas não consigo, Hermione. Eu sei que naquele braço esquerdo tem a marca! – A voz de Harry saiu firme, mas baixa. Hermione sentiu algo incômodo no estômago. Ela própria já havia visto a Marca Negra no braço esquerdo do loiro, mas por enquanto ela não podia contá-lo. Não que ela fosse esconder aquilo de Harry para sempre, não poderia, um dia teria que dizer aquilo a ele. Mas agora? Apenas duas semanas após perder a mãe? Talvez esperasse chegar Outubro e aí tudo ficaria mais calmo.


–Mais cedo ou mais tarde saberá a verdade. – Ela avisou e o amigo apenas balançou a cabeça. –Até lá tenha cuidado para não se meter em encrenca.


Harry soltou um sorriso e voltou a jantar sem preocupações. Hermione por outro lado pensava se no que ela estava fazendo era certo. Conseguiria esconder de seu melhor amigo que Malfoy, um verdadeiro Comensal da Morte, estava lhe ajudando sobre algo passavelmente impossível? E se os dois quando descobrissem deixassem de falar com ela fechou os olhos com força, mas logo ignorou a vontade de chorar quando ouviu uma voz atrás dela. Os três grifinórios se viraram e notaram Professora Heartilly em pé, ali á frente deles. Hermione levantou as sobrancelhas curiosa.


-Posso falar com você, Srta Granger?


Hermione olhou para os meninos antes de se levantar da mesa de madeira e seguir á professora para algum lugar que ela estava indo. Não demorou a perceber que estavam indo á Sala de Defesa Contra ás Artes das Trevas. Os olhos castanhos de Hermione fitavam a aparência da jovem professora. Os cabelos morangos claros, a pela alva e limpa, as vestes claras misturadas em cores marrons, bege e grená. Mais uma vez, Hermione se perguntou se ela era metamorfomaga.


Quando chegaram ao Terceiro Andar e conseqüentemente á Sala de DCAT, a professora pediu para que ela subisse ás escadas que dariam á sua sala privativa. Hermione consentiu e subiu ás escadas.


Havia mais livros do que qualquer sala que Hermione já havia visto. Estavam empilhados na escrivaninha, no chão perto das paredes, no chão acima de um tapete... Ela arregalou os olhos ao perceber que nenhum deles ela jamais havia visto na biblioteca de Hogwarts. Mas logo percebeu que estavam escritos em outra língua que ela nem ao menos tentava entender.


-Esses livros são escritos em Dinarmaquês? – Ela perguntou para a professora que logo atrás de si entrara.


-E Russo.- Respondeu ela singelamente. – Eles não são muito diferentes dos da biblioteca, alguns são traduções. É só que ainda preciso praticar minhas línguas.


Hermione confirmou com a cabeça e seus olhos passearam pela mesa de Heartilly. Havia uma fotografia de seis pessoas com um uniforme vermelho sangue e chapéus de pele de carcaju. Hermione logo reconheceu o uniforme de Durmstrang. Viktor Krum usava-o quando estava em Hogwarts para o Torneio Tribruxo. Ao centro da foto, estava Heartilly, mais jovem, também com o chapéu de carcaju e ainda tinha os cabelos morangos, o que fez Hermione ter a certeza de que ela nascera mesmo com aquele cabelo, diferentemente do que poderiam estar outras garotas, Heartilly estava de calça, não saia. Ao seu lado direito estava um garoto relativamente alto, sem chapéu, de cabelos castanhos acobreados, quase ruivos, fazendo um grande ‘V’ com a mão esquerda enquanto a mão direita estava ao redor do pescoço de Heartilly; seus olhos eram castanhos claros, quase como os de Hermione e um grande sorriso no rosto mostrava que talvez ele era bem feliz. Ao lado esquerdo de Heartilly, havia um garoto alto, talvez o mais alto entre todos, de cabelos loiros curtos e olhos azuis. Muito azuis. Ela já vira aquele olhos azuis em algum lugar... Mas onde? Hermione sentiu suas pernas tremerem quando percebeu que os olhos daquele garoto loiro eram da mesma cor, tonalidade e intensidade dos olhos azuis de Athena. Antes isso! Ele tinha a mesma cor dos olhos do enforcado que ela vira nas masmorras duas semanas atrás!


Hermione engoliu em seco e tentou se livrar da imagem dos olhos azuis celestes a encarando. Professora Heartilly pareceu notar a apreensão de Hermione.


-Você está bem, Srta Granger? Parece desconfortável... –


-Hm... estou bem... – Ela disse abrindo os olhos e se sentando na cadeira á frente da mesa da professora. – São seus amigos? – Perguntou olhando para o loiro de olhos azuis.


-Sim. Alex, Lavi, Boq, Vincent e Cid. – Ela apresentou ao se sentar á frente da menina. –Lavi e Cid estão mortos...


-Sinto muito... – Disse Hermione sentida. “Sabe o que é imoral, Granger? É saber que os que morrem merecem viver e muitos do que estão vivos merecem a morte. Então por que só as melhores pessoas são levadas para a morte tão cedo?” –Muito mesmo.


-Faz muito tempo, não tem com quem se preocupar, Srta Granger. Foi na Primeira Guerra, Lavi nem chegou a terminar Durmstrang conosco. Morreu em 1977. Sabe, o ensino de Durmstrang, diferentemente de Hogwarts, são nove anos. Lavi era meio idiota e isso o levou para a morte. Cid apenas não conseguiu se esconder o suficiente em 1980.


-Eu realmente sinto muito... – Tentou mais um vez. Nem conseguia imaginar em perder Harry e Ron. Ficaria completamente desolada se aqueles dois de repente sumissem da sua vida. Talvez Heartilly tenha ficado totalmente desamparada, mesmo que ela tivesse mais três vivos. Perder amigos para a morte era uma das coisas mais terríveis que se podia perder.


-Não se preocupe com isso. – Repetiu Heartilly negando com a cabeça. Ela abriu a primeira gaveta da escrivaninha e quando segurou um objeto por uma correntinha prateada, Hermione reconheceu o anel de safiras rapidamente. Ela sentiu o coração bater desesperado. Hermione engoliu em seco enquanto seus olhos dourados fitavam a beleza anormal daquele anel. “Pegue. Pegue-o de volta!” Disse sua mente. Hermione soltou um gemido.


-Dumbledore me disse que você o guardava. É verdade?


Pegue-o de volta!” Hermione fechou com força os olhos e confirmou com a cabeça. –Sim.


-Onde conseguiu um anel como este Srta Granger?


-Eu o comprei na loja de Madame Malterg, no Beco Diagonal, até então ela não havia me dito que ele tinha uma maldição. Ela então disse que não aceitava devoluções de mercadorias, obrigando-me a guardá-lo. Estava tudo normal até ouvir vozes na segunda semana de aula...


Professora Heartilly franziu os olhos encarando o anel de safiras sobre a palma de sua mão esquerda. Os olhos castanhos de Hermione tentavam não caírem sobre ele. –O que você ouvia, Srta Granger?


Hermione sentiu uma dor no pescoço e ela se perguntou se era torcicolo. –Vozes... Diziam que eu deveria usar o anel, pois assim eu teria o poder.  Era uma voz huskyriana, masculina, num sotaque quase medieval...


-Se você tivesse usado este anel...


-Teria morrido, eu sei. – Ela respondeu interrompendo a professora. –Mas não usei. Eu entreguei a Dumbledore, pois achei que ele poderia destruí-lo. Então ele disse que precisaria estudá-lo com você já que você é professora de Defesa Contra as Artes das Trevas.


–Você foi bem determinada a não dar ouvidos a este anel.


-Mesmo no mundo da magia escutar vozes não é um bom sinal. – Ela retrucou mais para si mesmo. Heartilly confirmou. “Meu Lifestream me guiou até ti.” Lembrou-se Hermione. Uma dúvida começava a surgir na mente de Hermione e pelo que parecia só Heartilly poderia respondê-la.


-Professora, você disse ontem á noite que chega a um momento onde o Lifestream se trona complexo... – Começou Hermione piscando os olhos castanhos. –Poderia me explicar?


-Por que está tão interessada em Lifestream, Srta Granger? - Heartilly inclinou a cabeça para trás um pouco desconfiada. Ela fizera o movimento de guardar o anel de volta á gaveta, mas estancara quando ouviu a pergunta de Hermione.


-Li num livro. Não entendi perfeitamente seu significado e eu não gosto de ignorar conhecimentos... Podem ser importantes no futuro. – Tentou Hermione. –Digo, o Lifestream é o Fluxo da Vida, mas o que realmente significa? Como surgiu? De onde vem? Nunca vai ter fim realmente? – Ela perguntou vez atrás de outra. Heartilly tamborilou o dedo indicador na escrivaninha pensativa. Ao perceber que talvez, não fosse nada demais, Heartilly engoliu em seco.


-Muito bem. Se estás tão interessada em Lifestream. Não é algo que muitos bruxos, principalmente na sua idade supostamente precisam saber, mas acho que não há problema algum.


Hermione engoliu o nervosismo como quem engole um pouco d’água e aguçou todo o cérebro para poder estudar toda e qualquer palavra dita pela professora.


-Você já leu a Bíblia? – Heartilly perguntou curiosa. Hermione piscou os olhos confusa. O que tinha a ver? Hermione abriu a boca para responder, mas levantou os ombros um pouco sem jeito.


-Eu sei que é a história do mundo de acordo com a visão Criacionista. Divide-se em dois testamentos e conta a história dos homens na Terra, de Jesus e o final da Terra em si no Apocalipse. – Ela respondeu o mais científica possível.


-Você não acredita? – Perguntou a professora levantando as sobrancelhas.


Hermione não soube o que responder. Debater Religião não era o que pretendia. Não que ela não acreditasse em Deus, ao contrário, mas ao mesmo tempo não acreditava que a Bíblia estivesse 100% certa, afinal, como alguém poderia escrever um livro antes dos tempos? Além de que parecia absurda certas histórias. –Não completamente. – Ela respondeu, por fim. –A Bíblia foi escrita por homens e ninguém pode comprovar que o que foi escrito naquela época era realmente de mediação de Deus ou coisa do tipo.


-A Bíblia foi escrita por homens sim, e algumas vezes parece absurda, mas não se esqueça de que o Livro passou por várias traduções, perdendo-se assim seu verdadeiro significado.


-Pode ser... Mas o que isso tem a ver com Lifestream?


Heartilly abriu um sorriso singelo. - Na verdade, quase todas as respostas do mundo podem ser encontradas na Bíblia, Srta Granger, inclusive a Magia. – Hermione levantou as sobrancelhas. –Você sabe o Gênese?


-É o primeiro livro da Bíblia. – Ela respondeu.


-Que conta o quê?


-O Início de tudo. Do mundo, dos homens...


-Certo. Você sabe o que Adão e Eva estão proibidos de comer?


Hermione sentiu-se um pouco incomodada pela pergunta. Todos sabiam o que eles estavam proibidos de comer. Era de conhecimento comum de qualquer pessoa. –O Fruto da Árvore ao Centro do Paraíso.


-E por quê? – Heartilly perguntou. Hermione franziu a testa tentando-se lembrar da história de Adão e Eva.


-Não sei bem a razão. Mas a Serpente diz a Eva que se ela comesse o Fruto ela teria o Conhecimento do Mundo, se igualando assim a Deus. Eva então come um pedaço do Fruto e o oferece a Adão.


-E o que acontece depois de então?


-Eles são expulsos do Paraíso. – Respondeu piscando os olhos castanhos. –Só sei até aí.


-Acontece algo antes deles serem expulsos. Adão e Eva, após comerem o fruto, percebem que estão nus. Então eles se utilizam de folhas para cobrir seus corpos.  Quando Deus se aproxima deles e pede que ele apareçam, Eva diz que eles estão com vergonha, pois estão completamente despidos. Deus então pergunta ‘Como sabem que estão nus? Acaso comeram o Fruto Proibido?’ Adão responde dizendo que só comeu porque Eva o ofereceu. Eva então se defende alegando que foi enganada pela Serpente.


-Isso fez com que a Serpente tivesse suas pernas e braços cortados sendo o único ser vivo do planeta que para se locomover precisa ser contra o seu próprio ventre. – Completa Hermione lembrando-se de quando sua mãe a forçava ir para Igreja quando tinha oito anos e escutar os sermões dos catedráticos.


-Sim, mas isso não é o interessante na história. O interessante é que ele se volta contra Adão e Eva e diz que os dois perderam a Imortalidade e que para sobreviverem precisarão trabalhar e do suor de seu próprio rosto é que terão o pão de cada dia.  Ainda neste discurso Deus diz ‘Porque vieste do Pó. E ao Pó retornarás.’


Hermione piscou os olhos. Heartilly solta um sorriso singelo. -O Pó aí possui vários significados. O Pó do barro de onde surgiu Adão, o Pó cósmico, de onde os cientistas dizem virmos do Big Bang, o Pó sendo apenas partículas e Matéria. – Hermione franziu  testa sem entender bem. Mas deixou que a professora continuasse.


-Esta Matéria dá a origem ao Lifestram que ao mesmo tempo dá origem a outra Matéria. O Lifestream é o diferencial do Planeta Terra, é o que distingue de todos os outros corpos celestes do Universo, pois é somente atrás deste Fluxo que se pode criar vida. Lifestream se trata de energia, pura e simples, onde ficam acumulados todos os conhecimentos do Planeta e que são passados, adquiridos e repassados, em ciclos constantes, para os seres vivos que habitam o Planeta. Este fluxo de Energia, ou Vida, fica logo abaixo da Crosta externa da Terra, podendo ser expelida através de vulcões, terremotos, maremotos e ou fendas. Se não ocorrer a renovação de Lifestream, o Planeta automaticamente começará a se extinguir, e no momento em que terminar, o Planeta Terra não mais conseguirá criar e renovar vida, morrerá assim e logo se tornará um corpo celeste qualquer no universo.


Imagens de vulcões, maremotos, terremotos e todos os desastres naturais que o canal BBC costumava passar vieram á mente de Hermione.


-Esta energia que ronda o mundo é usada pelo Planeta não só para criar vida, mas também para proteger e se proteger contra quaisquer males que venham ameaçar a si ou seus habitantes. Este Lifestream é capaz de formar uma força que apenas o Planeta pode controlar com perfeição: A Magia.


O Lifestram além de dar continuidade á vida também carrega em seu fluxo, um oceano infindável de conhecimento e poder.  Este poder pode ser concentrado, condensado e resfriado tornando-se um corpo carregado de Matéria. As Matérias contêm uma ínfima parte do conhecimento do Planeta e através de suas canalizações de energia, transmitem ao usuário ou ao objeto que o tocam este conhecimento. As Matérias podem ser centradas nos 4 Elementos Naturais ou na Força Física e Mental, podendo assim também ser chamada de Magia. Quando se condensa o Lifestream em Matéria, este Lifestream não se retorna ao Planeta, o que se for feito em muitas tentativas, começará a causar desequilíbrios e assim, logo, o Planeta será destruído.


O peito de Hermione subia e descia numa arritmia aparentemente sem motivo. Aparentemente. Agora entendia porque vários filmes de ficção-científica debatiam o destino do Planeta Terra devido á ambição do Homem. E mais do que nunca o filme Planeta dos Macacos pareceu mais real do que poderia ter sido quando ela assistiu em 89 como reprise.


-Nós bruxos possuímos um Lifestream mágico, de Matéria, Srta Granger, mas esta Matéria por ser naturalmente dada pelo Planeta é retornada com o ciclo da vida. Disse-lhe ontem á noite que não controlamos nosso Lifestream, mas sim nossa Matéria. A Matéria que nós bruxos já nascemos com ela não é condensada. É uma Energia. Outro tipo de Energia.  O Lifestream como energia e fluxo de Vida é muito difícil de ser controlado, embora possível, e isto deve ser tomado cuidado. Se um bruxo controlar seu Lifestream será capaz de condensar sua própria Matéria, se tornando assim um bruxo bem poderoso, além de claro, impedir que este mesmo Lifestream volte ao Planeta, contribuindo cada vez mais para a sua Morte. Todos os seres vivos então retornarão a ser matéria, Pó, que se extinguirá com Lifestream e o Planeta.


Hermione sentiu algo que naquele momento não conseguiu decifrar. Era como se sentisse completamente frouxa por saber de que o Planeta poderia ser destruído através da Magia e algo como orgulho e alivio por saber sobre aquilo. Era aquele tipo de sentimento se possuía quando se era tomada por uma fina epifania?


-Espero que isso a tenha ajudado. – Disse a professora de forma simples. Hermione apenas assentiu com a cabeça. Sua cabeça ainda repassava as informações. –Bom, eu só quero lhe dizer que posso demorar a achar alguma resposta sobre o anel. Mas tentarei o máximo possível.


Hermione até havia se esquecido do anel que na verdade era o principal motivo de Heartilly ter lhe chamado até ali. Ela piscou os olhos e confirmou com a cabeça novamente. Algo passou pela cabeça de Hermione. Algo que até descobrir sobre Lifestream por inteiro não fazia sentido. Athena lhe disse que se as pedras fossem encontradas, a Ocarina do Tempo seria aberta e isso faria com que o Planeta fosse destruído.


-Professora, há a possibilidade de se guardar ou condensar Matéria em objetos? – Ela perguntou já esperando a resposta positiva. Quando viu a professora fazer sua suspeita, Hermione franziu as sobrancelhas. –E há algum limite para se condensar Matéria?


Heartilly levantou as sobrancelhas claras e Hermione piscou os olhos. –Não, Srta Granger. Pode-se condensar o tanto que quiser e guardá-la em objetos. Esses objetos tomariam para si a propriedade dessa mesma matéria.


-Então pedras se tornam ótimas guardadoras de Matéria, não é? – Hermione indagou começando a perceber porque o planeta poderia ser destruído como lhe alertara Athena. Heartilly franziu as sobrancelhas.


-Presumo que sim, Srta Granger. Algum problema?


-Não nenhum. Vè, como lhe disse noite passada, Professor Hol me disse sobre as Runas de Merlim e me interessei em lê-las. Percebi que há muitos segredos e um deles falava sobre Ocarina do Tempo. Perguntei ao professor aula passada, e ele me disse que para abrir a Ocarina do Tempo era necessário reunir pedras. E bom, essas pedras parecem ser especiais demais o que pressuponho que pode possui Matéria dentro de si.


Heartilly passou a língua nos lábios, molhando-os e fez um aceno positivo com o rosto. –Bom, estou feliz que pelo menos tenha conseguido as respostas para as suas dúvidas. – Ela disse de forma singela e alegre. Hermione sorriu. –Acho que você está com fome afinal lhe tirei do jantar quando estava com seus amigos. Volte ao banquete se preferir, Srta Granger, e se eu encontrar algo sobre o Anel lhe digo.


Hermione confirmou e levantou-se da cadeira, saindo apressada da Sala de Professora Heartilly com a sensação de que aquela sua dedução era a mais próxima da realidade que já tivera. Ela parou no mesmo instante e voltou a subir as escadas para a Sala Privativa da professora Heartilly.


-Professora? – Chamou Hermione e Heartilly levantou o rosto quando ouviu a voz da Grifinória.


-Sim, Srta Granger?


-Você tem uma Bíblia?
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 Kaere¹ - Querido em Russo. 
 Tervehdykset² - Afetuosamente em Russo. 

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Comentários: 1

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Enviado por Jess Mesquita em 16/01/2012

Nossa PARABÉNS!!!! Essa Fic está Maravilhosa!!!!, por favor não abandone.
Vosê é uma excelente escritora, comecei a ler a fic hoje pela tarde, conseguio me
prender de um jeito que nenhuma outra fanfic fez, Parabens e Obrigada por me pro
porcionar momentos bons como esse, aguardo anciosa o próximo capitulo. ;p 

Nota: 5

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