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6. ● capítulo quatro


Fic: We will always have Paris - capítulo quatro on!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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  As primeiras semanas de aula foram - como sempre - cheias de trabalhos passados por todos os professores. A McGonagall criou quatro listas para os alunos se inscreverem nas matérias extracurriculares, conforme a pessoa assinava seu nome era criado um contrato mágico que não seria facilmente quebrado, por isso o pessoal andava bem pensativo sobre quais matérias pegariam. Eu me matriculei em duas, (infelizmente não se pode cursar as quatro) culinária e música.


  Passei todo o tempo extra que consegui arrumar nessas semanas na biblioteca ou enterrada em algum livro que fosse me ajudar na decoração do baile, Malfoy realmente me amparou com tudo que eu precisei e deu idéias valiosas, mas a cada dia que passa eu fico mais e mais nervosa. Falta apenas uma semaninha de nada para o Bday. Como hoje é domingo e estou me sentindo bem acho que vou dar um passeio pelo gramado e visitar o Hagrid.


 


  Me arrumei bem rápido, peguei umas torradas que estavam na cozinha da nossa sala comunal e fui correndo ‘pra cabana do Hagrid. Como é um dia livre e ainda é bem cedo, eu não espero encontrar ninguém no caminho. Passei pelo gramado aproveitando a luz do sol e a beleza do dia, alguns pássaros cantando voaram por cima de mim e isso me fez sorrir. Eu estava confortável, como se nada pudesse estragar meu dia.


  Bati duas vezes na porta da cabana e esperei.


 


- Mione! – bradou o guarda-caças – estou muito feliz em ver você, entra e vem tomar um chá.


- Claro Hagrid – falei já entrando, mas quando vi quem também estava ali parei instantaneamente – Pensando bem, acho que volto outra hora.


 


  Ao falar isso me virei para ir embora, mas uma mão conhecida segurou meu braço e me impediu de sair.


- Mione espera – Harry falou enquanto me segurava – Não vai não, fica.


  Aquela voz me machucava por inteira, doía meus ouvidos, arranhava meu coração e ainda assim eu fiquei.


 


Baby when I used to love u
There’s' nothing that I wouldn't do
I went thru the fire for you, do anything you asked me to
But I’m tired of living this lie
It's getting harder to justify
Realized that I just don't love u
Not like I used to


 


– O que você quer Harry? – perguntei em um sussurro rouco.


– Que a minha amiga fique aqui – ele me respondeu se postando a minha frente. – como nos velhos tempos.


 


  Eu estava com a cabeça baixa e senti meus cabelos começarem a balançar com a rajada de vento que passou por nós, o tempo estava virando e nuvens negras encobriam o brilhante sol.


  Justamente como eu me sentia.


 


– Amiga, Harry? – falei quase rosnando – como você ousa me chamar de amiga? Você mentiu ‘pra mim durante todo o tempo que estivemos na casa do Rony, partiu meu coração... Me usou! - ao mesmo tempo em que levantei minha cabeça, trovões esbravejaram nos céus.


– Na... Não é assim Mione – ele balbuciava meio inquieto.


– Mas é CLARO que é assim – gritei com ele – eu daria a minha vida por você Harry, eu daria tudo. Eu enfrentei os maiores perigos, todo o mal, passei por cima de todos e tudo que eu ganhei foi um coração partido. – a chuva de gotas grossas e pesadas desabou sobre nossas cabeças, ajudando a encobrir minhas lagrimas peroladas – Então Sr. Eleito, só tenho a te agradecer por me fazer perder, de uma só vez, meu melhor amigo e minha paixão.


 


  E no menino parado a minha frente, eu costumava ver a definição de perfeição. Bonito, gentil, simpático, que me levava à loucura sempre. Aqueles olhos de esmeralda rondaram muitas vezes meus sonhos e me faziam delirar só de lembrar como eles ficavam quando um sorriso se formava na boca rosada. Depois das coisas que descobri sobre mim eu cheguei a pensar que Harry era aquele que iria me completar, mas hoje eu vejo como estou enganada.


Hoje eu consigo enxergar um rato e não um homem.


  Passei trombando meu ombro no dele, a dor de sentir meu coração ser amassado era demais para mim. Pensar que eu poderia estar sendo a piada interna dos dois me fazia querer transformar o dia em noite e chamar Ades para um banquete onde o prato principal seria o porco do Potter e a franguinha da Cho, assados.


 Corri em direção ao castelo e fui invisível até meu dormitório, tudo que eu mais queria era desaparecer. Falei a senha ao busto e entrei sujando tudo por onde passava de lama. Ainda não tinha conseguido parar de chorar e a única coisa que passava na minha cabeça no momento era a imagem da banheira cheia e muito quente.


 


  Horas transcorreram e tudo que eu fiz foi ficar ali encarando o nada, minha mente em branco e tentando fazer a água lavar toda a amargura de mim. Como o previsto, não deu certo. Sai da banheira, coloquei meu pijama e decidi ler um pouco para me distrair. Sentei em frente à lareira, a chuva torrencial caia com ferocidade e o frio tinha se instalado. Comecei a ler e acabei pegando no sono sem sentir, quando acordei uma grossa colcha de lã estava enrolada em meu corpo e a poltrona onde eu estava tinha se transformado em uma aconchegante cama.


  Me espreguicei e dei por conta que a única pessoa que poderia ter feito isso era ...


 


- Bom dia Granger – ele falou com seu ar debochado ao descer as escadas se espreguiçando – dormiu bem?


- Foi você que fez isso? – perguntei apontando para colcha e para o sofá.


- Mas é obvio que não – respondeu levantando o nariz e encostando-se à parede – deve ter sido o elfo doméstico.


 


  Calada, eu me levantei e desfiz o feitiço, arrumando tudo como era antes. Como pude chegar a cogitar a possibilidade de Draco Malfoy ter feito algo para o meu bem? Algumas pessoas não mudam.


 


- Eu andei pensando em alguns feitiços a mais para colocarmos no baile. – ele falou displicente – o que acha de luzes se alternando entre claro e escuro, como o Yin Yang?


- humm, acho uma boa. – respondi enquanto subia as escadas – vou tomar um banho, você vai usar o banheiro?


- Não, pode ir primeiro.


 


  Estranhando a gentileza da doninha, tomei meu banho e me arrumei para as aulas. Sai sem dar tchau e fui tomar café com todos na mesa da Grifinória.


 


- Oi pessoal! – falei ao me sentar – como vocês estão? Animados para o baile?


- AIN Mione, eu ainda não tenho par para o baile graças a você – Gina respondeu me encarando com olhos apertados – mas que idéia de jerico foi essa de meninas convidarem meninos?


- Poxa, eu pensei que vocês iriam gostar – respondi meio cabisbaixa.


- Eu adorei Mione – disse Ronald engolindo um pedaço particularmente grande de pão – assim não tenho que me preocupar muito com o baile.


- Eu também gostei e já tenho um par – falou Luna, que agora era figurinha constante na mesa da Grifinória.


- Quem você convidou Luna? – perguntei e todos ficaram encarando a menina.


- Eu chamei Neville, e ele concordou – respondeu sorridente.


- Acho que vou convidar o Comarco – Gina falou pensativa – ele é bem gatinho.


- Ginevra! – bradou Rony – Modos! Olha como você fala dos garotos.


- Ih Ronald, vai arrumar um rabo de saia pra você olhar – ela respondeu ficando de pé – Meninas, vamos indo?


 


 E com essa deixa nós levantamos e fomos andando lentamente pelo salão, mas antes que pudéssemos sair o correio coruja chegou e duas cartas foram jogadas em cima de mim. Uma era dos meus pais, que guardei no meu bolso, mas a outra não tinha remetente. Voltei minha atenção para a carta misteriosa enquanto Gina e Luna fofocavam, mas algo me disse que era melhor não abri-la ali.


 Caminhamos um pouco pelos corredores antes da aula e acabei esquecendo das cartas que estavam em meus bolsos. Fiz todas as devidas anotações, ganhei alguns pontos para a Grifinória por minhas respostas certas, impliquei com Ronald e ao final do dia decidi que não iria jantar e ao invés de ir para o salão fui para a árvore perto do lago.


 


●●●


 


 


  Sentei-me na conhecida árvore, aproveitando os últimos raios de sol para ler a misteriosa correspondência. Não tinha remetente, mas assim que abri e senti o cheiro que ela exalava eu soube de quem era. Novamente o perfume de sândalo forte e caro me deixou levemente tonta, mas como ele me encontrou? Como ele soube quem eu era?


 


“Ola estranha,


Ainda não sei seu nome e nem quem você é, mas encontrei um meio de me corresponder com você. A coruja que te deixou esta carta foi enfeitiçada para lhe achar, é uma nova magia que estou tentando por isso não posso ter certeza de que dará certo. Porém se você for o jasmim que conheci outro dia em um vagão escuro, eu tirei a sorte grande por poder, ao menos, escrever para você de novo.


Não foi tão difícil te acha, já que tive que limitar minhas buscas para dentro de Hogwarts e, como Moros anda meio preguiçoso ultimamente, eu resolvi fazer meu próprio destino e buscar por você. Sei que pode soar estranho, mas você anda povoando meus sonhos e a cada noite com um rosto diferente. A cada noite que se passa eu sonho contigo e vejo olhos, cabelos e pele díspares, todos lindos como sei que você é.


Obrigada por ter tornado aquele dia melhor para mim apenas por conversar comigo. Que tal me dizer teu nome? Gostaria de me encontrar? Para me responder vá até o corujal e entregue esta carta para uma coruja cinza com uma mancha em forma de borrão em volta dos olhos, ela está perto da porta.


Aguardo ansioso por sua resposta.”


 


  Apertei aquela carta em meu peito como uma menina boba, mas aquilo me fez feliz. Saber que um mero desconhecido sonha comigo e pensa em mim é entusiasmante comparada a minha situação atual.


  Levantei-me e fui andando rápido em direção ao castelo, quero chegar o mais rápido possível em meu dormitório para poder responder a carta. Subia as escadas aos pulos com um sorriso discreto nos lábios e ao virar em um corredor me deparei com Cho e Harry aos beijos, ela certamente sabia de tudo que tinha acontecido nas férias porque quando parou de beijá-lo ela me olhou com desde e disse:


 


- O que foi Granger? Perdeu alguma coisa aqui?


- Eu não Chang – falei olhando ela da cabeça aos pés – Mas você parece que perdeu a dignidade bem longe daqui. Agora me dêem licença que eu tenho mais o que fazer.


 


  E ao falar isso, com um sorriso debochado nos lábios, subi as escadas onde eles estavam com a cabeça empinada me sentindo o máximo. Assim que cheguei a um ponto onde eles não podiam me ver mais, desatei a correr até alcançar a porta do dormitório. Entrei dando pulinhos de alegria por deixar a Chang com cara de pateta e pela carta do desconhecido. Fui até meu quarto e escrevi uma carta de resposta para ele sem dizer meu nome, mas falando que poderíamos combinar de nos encontrarmos para revelar as identidades secretas ao mesmo tempo.


 


  Troquei de roupa, coloquei algo mais confortável do que as vestes da escola como um short jeans e uma regata branca já que – por um milagre divino - estava fazendo muito calor aquela noite. Desci para a sala comunal e me joguei no sofá com meus pergaminhos para acabar o dever de poções. Estava tão concentrada em meus deveres e ao mesmo tempo tão relaxada jogada no sofá que não reparei em dois olhos me examinando por inteira.


  Após alguns minutos sentindo um leve incomodo, levantei a cabeça e me deparei com Malfoy encostado no batente da cozinha com um copo de água na mão e sem camisa. Eu nunca queria ter de pensar isso, mas de onde surgiram tantos músculos? Com as vestes da escola ele parece ser raquítico, mas disso ele não tem nada... Ui minha deusa.


 


- Que foi Malfoy? – perguntei encarando ele com deboche – ta com algum problema?


- Nenhum Granger – ele me respondeu com um sorriso sexy nos lábios – só admirando a paisagem da janela atrás de você.


- Aham, sei – falei rindo – vai colocar uma camisa seu indecente!


- Eu que sou indecente Granger? – ele disse – você é que está praticamente pelada com esse short ai.


- Como você é exagerado Malfoy – rebati – estou normal, alem do mais, esse tempo maluco resolveu nos presentear com um mega calor.


- Bota calor nisso – ele falou e bebeu bem devagar seu copo de água gelada, algumas gotas caíram em seu peito e foram escorrendo lentamente como que saboreando a pele macia.


 


  Ele sentou em uma cadeira perto do sofá e ficou brincando com sua varinha, era a primeira vez que eu e ele dividíamos a sala sem motivo nenhum e, por mais incrível que pareça, não foi constrangedor ou irritante.


 


- Por que você não esta na sala comunal da Sonserina com seus capangas, digo, amigos? – perguntei a ele, deixando os deveres prontos de lado.


- Preguiça de me deslocar até lá – respondeu sem me olhar. – eles são irritantes demais, até ‘pra mim.


 


  Fiquei calada encarando ele e me decidindo se ia ou não ouvir seus pensamentos, acabei optando por não. Essa coisa de ficar invadindo a mente das pessoas não é uma coisa muito legal de se fazer.


 


- E você, por que não está com seu grupinho de defensores dos fracos e oprimidos? – ele perguntou me tirando de meus devaneios – o Potter perfeito deve estar com saudades suas.


- Eu tinha alguns deveres de poções para acabar e estar calor demais para ficar com as vestes da escola – falei omitindo a verdade – além do mais agora o Harry tem mais com o que se preocupar.


- Percebi que ele e a Chang agora ficam se engolindo o dia inteiro – Draco falou rindo e fazendo círculos coloridos no ar a nossa volta – eles estão namorando?


- Eu tenho cara de jornal da escola por um acaso Malfoy? – respondi ríspida – se eles estão ou não namorando é problema deles.


- Calma Granger – ele disse levantando os braços – não precisa vir com todas as armas na mão, só perguntei por que vocês dois são amigos. 


- Tanto faz Malfoy – respondi me deitando no sofá e pegando minha varinha, comecei a desenhar estrelas tão brilhantes quanto os círculos dele.


 


  E assim ficamos os dois na sala comunal desenhando formas brilhantes que preencheram a sala e quando colidiam entre si, explodiam em forma de cristais para todos os lados. Perdemos a noção de quanto tempo gastamos fazendo nada, até que o cansaço veio e fomos nos deitar


 


- Boa noite Malfoy.


- Até mais Granger.


 


●●●


 


  Levantei extremamente mais cedo que o normal e fui ao corujal entregar minha carta para a tal coruja cinzenta que estava exatamente onde o senhor mistério disse que ela estaria.  Prendi meu pergaminho em sua pata e fiquei olhando enquanto ela decolava, batendo suas asas com tranqüilidade e muita agilidade. Fui com passos lentos até a sala comunal da Grifinória, para minha surpresa Gina já tinha acordado e estava debruçada por cima de um livro qualquer. Assim que entrei ela levantou a cabeça e deu um sorriso enorme.


 


- Mione! - bradou já se levantando - Que saudade de te ver por aqui.


- Oi Gi, também estava com saudades desse cantinho - respondi em meio a um abraço apertado - Esta animada para o baile? Faltam apenas quatro dias.


- Você não faz idéia de como Mi, estava agora mesmo procurando alguns feitiços de embelezamento - me disse rindo


- Ginevra você não tem jeito mesmo!


 


  Ficamos um bom tempo fofocando e fomos juntas tomar o café com o restante do pessoal que já tinha se levantado. Sentamos uma do lado da outra enquanto eu mostrava a ela a carta que tinha recebido e contava a historia do vagão. Ela quase me matou por não ter contado nada antes e ficou animadíssima com a idéia de um admirador secreto, eu nunca tinha pensando nele dessa forma antes mas foi engraçado e me deu frio na barriga.


  Comemos bastante e subimos as escadas juntas, nos separamos ao chegar à porta da minha aula de transfiguração.


 


- Srta Granger poderia vir aqui, por favor? – falou Minerva me olhando por cima de seus óculos de meia lua. – Como andam os preparativos para o baile?


- Ótimos professora! – respondi entusiasmada – já decidimos o tema, a decoração e a lista de musicas. Até conseguimos algumas surpresas interessantes, eu e Malfoy estamos confiantes de que tudo vai dar certo!


- Muito bom Granger, não esperava nada menos da senhorita. – ela disse sorrindo discretamente, mas mudou o tom e sussurrou para mim – o prof. Dumbledore mandou avisar que seu treinamento começará após o baile.


- Certo, certo... – balbuciei – mas por que tão cedo?


- Isso minha querida, só ele pode lhe contar – respondeu Minerva já em seu tom normal – agora vá sentar.


 



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Oiii pessoas, desculpa a demora 'pra postar mas é que meu tempo anda meio nulo ultimamente!


Muitos mistérios heim? Admirador secreto, mudanças no tempo, treinamento com Dumbledore ...


Oque será que Mione anda escondendo? hehehehe


 


Proximo capitulo tem o baile eu acho *-*


Obrigada pelos comentários super fofos


:*

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