Ala Hospitalar. Manhã.
- Valentin! Hermione gritava ainda adormecida, o suor escorria por seu rosto e a aflição de sua expressão era difícil de agüentar. Ron segurou mais firme a mão da melhor – amiga. Olhava para o lado onde Draco também dormia em um sono agitado.
- Valentin! Helena gritara angustiada. Não queria perde – lo. Não podia. Seu coração gritava que devia impedi – lo de seguir adiante.
O homem loiro parou seu cavalo e esperou a noiva aproximar – se. Seus olhos cinza nublados de preocupação. Gostaria tanto de ficar ao lado dela. Tanto.
- Mon Ange. Falou quase num sussurro. Desceu do cavalo e a puxou para seus braços. – Eu irei voltar. Falou serio. – Não iria abandonar – te com algo tão maravilhoso em seu ventre, não te desonrarei minha amada, eu volto para casar – te contigo. Havia certeza no olhar do jovem Lord, havia bravura e mais importante havia a urgência de retornar o mais breve possível para os braços de sua Helena.
- Tenho medo mon démon. Falou num fio de voz. – Eu sinto dentro de mim que não retornarás para mim. Seus olhos encheram – se de lágrimas. – Fique Valentin, fique comigo.
Olhos nos olhos. Ambos trocaram um beijo urgente e cheio de amor. Ela soube que ele não atenderia seu pedido. Ele soube que ela o perdoava por sua escolha.
- Eu prometo voltar Srta. Ravenclaw. Falou com um sorriso de lado.
- Eu prometo esperar – te Lord. Malfoy. Falou deixando uma lágrima cair.
Abriu os olhos. Lágrimas caiam sem controle. Aquela dor. O que era aquela dor tão profunda que sentiu em seu ser? Por Merlin, quem eram Helena e Valentin?
- Minha pequena. Ron falou extremamente aliviado. Um sorriso surgiu em sua face. – Como você está se sentindo? Perguntou com um semblante de duvida ao ver o olhar vago dela. Levaram cinco segundos, a Griffindor nesse estado, ela olhou para o ruivo e começou a chorar soluçantemente. – Hermione, olhe para mim. O garoto falou aflito. Odiava vê – la chorando. A jovem bruxa levantou o rosto, seus olhos avelã ainda brilhando de lágrimas. – Diga, o que houve?
- E... El... Ele partiu. A morena falou gaguejando. – Ele a deixou. Havia dor na voz dela. – Ela estava grávida. Soluçou. – Ron, me abrace. Pediu e foi prontamente atendida.
O ruivo a envolveu com seus braços forte, ela escondeu o rosto no peito dela, o Griffindor fez carinho nos cabelos dela até vê – la novamente adormecida, dessa vez com uma feição tranqüila apesar de triste.
- Minha pequena, o que te abala tanto? Perguntou para si mesmo, indo chamar Madame Pomfrey, precisa comunicar que a amiga havia acordado brevemente.
Salão Comunal Ravenclaw. Manhã.
Luna lia concentrada o edital do O Pasquim, quando uma brisa extremamente gelada atravessou seu corpo, olhou apreensiva para Dama Cinzenta que vagava silenciosa no salão.
- Helena! O grito fora escutado por muitos alunos que ali permaneciam. O fantasma da Slytherin havia invadido o Salão Comunal Ravenclaw. – Helena, olhe para mim! Gritou transtornado, a temperatura da sala caindo gradativamente. Muitos estudantes tremeram ao ver a fúria estampada nos olhos mortos do Barão.
- O que deseja Barão? A Dama Cinzenta perguntou sem emoção, não demonstrava qualquer sinal que estava assustada. – Está incomodando os alunos de minha casa, fale logo que eu não tenho a eternidade para você. Falou cinicamente. Saiu flutuando entre as paredes, indo parar numa sala vazia. Não queria que ninguém escutasse as palavras do fantasma.
- Ela não morreu, não é? Havia fúria e mágoa no tom dele. – O fruto do seu romance com aquele maldito gerou outros frutos, estou certo? Ele voava ao redor dela. – E o sangue de vocês ainda vive através daquela garota, não é? Diga Helena, diga!
- Sim, o meu sangue e o sangue de meu amado ficarão para sempre unido através dela. Falou calma, indiferente. – E ela sendo uma Ravenclaw não fugiu ao seu destino amar incondicionalmente um Malfoy. Provocou.
- Maldita! És uma maldita mulher. Falou cheio de rancor. – Pois saiba que ela nunca ficará com aquele maldito que carrega o sobrenome Malfoy, eu separei uma vez um Malfoy e uma Ravenclaw, farei novamente. Parou olhando o fantasma da mulher que sempre amou. – É uma promessa minha doce Helena. E saiu deixando a fantasma novamente sozinha..
Corredor. Inicio da Tarde.
- Weasley espere! Pansy gritou aproximando – se rapidamente do ruivo. – Draco, como ele está? Perguntou com a feição preocupada, Madame Pomfrey só havia permitido um aluno permanecer junto do casal, sendo ele Ronald.
- Dormindo. Respondeu com uma breve careta. – Seu sono é agitado, ainda não acordou, ninguém ainda descobriu o que realmente aconteceu com eles. Falou dando um longo bocejo, passará a noite inteira ao lado deles, estava exausto. – Zabini ficou ao lado deles, se você tivesse aparecido antes talvez pudesse ter entrado. Falou sem realmente se importar. – Se me der licença Parkinson, eu vou pra minha torre. E sem se despedir deixou a Slytherin no corredor.
- Blaise me paga, eu quero ver meu amigo. A morena reclamava baixinho. – Até que você não é tão insuportável ruivo.
Biblioteca. Inicio da Tarde.
Não havia lugar no mundo que identifica – se mais Hermione que a biblioteca, o cheiro de pergaminho, o pó dos livros... Tudo lembrava a Sabe – Tudo Granger. Deu um sorriso saudoso. Estava tão preocupado com a Griffindor. Sentou – se numa mesa ao fundo, escondendo – se atrás de uma montanha de livros, colocou os braços sobre a mesa e chorou.
Chorava por preocupação com ela.
Chorava por medo de perde – la.
Chorava por ser burro ao ponto de se afastar, isso apenas a aproximava mais daquele maldito.
Chorava por perceber tarde demais que seu coração acelerava somente por ela.
Chorava de ódio, ciúme, mágoa e rancor.
Chorava porque Hermione não era dele. Era de Malfoy.
- Harry. Sentiu uma mão morna em seu ombro, levantou o rosto, encarando o olhar terno e preocupado de Ginny, a sua namorada.
- Precisamos conversar Gin. Sua voz saiu rouca pelo recente choro.
- Está assim por causa da Herms? Ela perguntou doce. – Eu também estou muito preocupada, ela é minha melhor – amiga, não quero perde – la. Ela falou soltando um pequeno soluço.
Harry observando a ruiva tão desolada, não teve coragem de continuar o assunto. Abriu os braços aconchegando melhor a Griffindor. A pequena Weasley ainda tinha parte de seu afeto.
Ginny olhou os olhos esmeraldas de Harry, ainda levemente marejados. Beijou cada rastro de lágrimas do rosto dele e por fim o beijou. E ele não recusou...
Enfermaria. Tarde.
Blaise olhava pela janela a paisagem, era deprimente olhar o amigo e a Griffindor naquele sono agitado e que nada os acordava, às vezes eles balbuciavam algumas palavras sem sentindo. Aproximou – se da cama do loiro.
Luz. Uma luz muito forte o cegava. Onde estava? Que luz era aquela?
Caminhou a esmo a lugar nenhum, era apenas o espaço. O vazio.
- Malfoy. Ouviu uma voz grave ao fundo.
Um espelho com bordas todas de prata apareceu.
- Malfoy. Outra vez que chamavam.
Olhou – se no espelho. Mas, não era o seu reflexo. Não era o mesmo Malfoy.
- Draco Malfoy. O reflexo falou, um sorriso debochado. – Eu sou um parente imensamente distante de ti. Explicou indiferente. – Séculos distantes.
Draco nada falou. A luz ficando mais forte. Estava paralisado com aquela visão.
- Ouça – me com atenção. O outro falou. – Cuide dela, não permita que ninguém os separe, não permita que a história se repita, cuide de sua Ravenclaw e eu poderia finalmente ter paz ao lado da minha...
- Ei cara, quando você vai sair desse seu estado vegetativo? Blaise perguntou com um sorriso de lado. – Temos treinos essa semana, e nosso capitão não pode faltar. Continuo falando. – A Granger ainda está dormindo, acho que ela precisa de um beijo do príncipe para despertar. Um sorriso jocoso se formou na face do negro. – Se não acordar logo, eu darei uma de príncipe, viu?
- Ravenclaw? Sua voz saiu baixa.
- Proteja – a, ele vai querer rouba – la de ti, ele vai mata – la se você não...
- Quem?! Gritou, assustando o amigo que estava ao lado de sua cama.
- Quem o que? Blaise perguntou confuso, mas sorrindo o loiro havia aberto os olhos.
Draco olhou o amigo e percebeu que não estava mais naquele estranho sonho, olhou para a cama do lado onde uma jovem bruxa permanecia adormecida. Suspirou. Olhou novamente para Blaise e sorriu levemente.
- Como ela está? Perguntou referindo – se a namorada.
- Dormindo feito a Bela Adormecida. Debochou. – O Cabeça de Cenoura disse que ela acordou por um momento e não disse coisa com coisa, mas desde que eu cheguei que ela não abre os olhos.
- Desde quando conhece contos trouxas Zabini? O loiro perguntou com a sobrancelha arqueada, quase rindo.
- Ora Malfoy isso não é de sua conta. O negro revirou os olhos. - Agora vá até lá a acorde, não agüento mais ficar nessa enfermaria, me sinto doente aqui. Falou a contra gosto.
- E por que está aqui? Draco perguntou cínico.
- Porque somos poucos demais para nos perdemos. Respondeu sorrindo sinceramente e foi prontamente correspondido. Era a mais pura verdade, tirando Pansy, eles tinham apenas um ao outro como amigo.
Dormitório Feminino Slytherin. Tarde.
Andava de um lado para o outro impaciente. Queria vê – lo. Precisava vê – lo. Maldita Sangue – Sujo. O que havia feito com seu querido Draco? Olhou – se no espelho, sua aparecia impecável, pegou a varinha e deixou o objeto em cacos... Como ele poderia ter escolhido aquela garota tão sem graça tendo ela ali tão bela e perfeita?
- Arhg... Esbravejou.
- Affs Greengrass desse jeito vai acabar louca. Pansy revirou os olhos. – Ah, esqueci você já é. Riu debochada.
- Cala a boca garota! A loira gritou se tinha uma pessoa que Astoria gostava de descontar sua raiva, essa pessoa era a morena a sua frente. – Devia saber que não está nem um pouco preocupada com aquele que você diz ser teu melhor – amigo. Acusou.
- Não fale do que não sabe. Pansy retrucou fria. – Estou dessa maneira porque tenho noticias sobre o meu melhor amigo, tais noticias que você não tem. Zombou.
- Como ele está?!
- Não é da sua conta, você não é nada dele queridinha. E saiu do quarto, sorrindo maldosa.
Enfermaria. Inicio da Noite.
- Réveillez-vous mon ange, s'il vous plaît ouvrez les yeux pour moi.¹ Draco dizia baixinho ao ouvido de Hermione, não gostava de vê – la tão inerte naquela cama. – Mon Ange, não me deixe só. Era quase prece, beijou os lábios dela demoradamente e quando se separou, viu o avelã que ele tanto amava brilhando apenas pra si.
- Mon Démon. Hermione falou baixo, um sorriso frágil nasceu em seu rosto e duas lágrimas desceram. Ele estava ali. Ele estava bem. Ele a amava. E nada poderia destruir isso. Orou para ser verdade.
- Fiquei com tanto medo de perde – la. O Slytherin falou suave, num tom profundamente angustiado. Colocou – se em cima do corpo dela, apoiando – se nos cotovelos, não queria deixar todo seu peso sobre ela, somente queria olhar bem no fundo dos olhos de Hermione. – Eu te amo Hermione Jane Granger. E sentiu uma imensa necessidade de afirmar o quanto a menina – mulher em baixo de si era especial e única em sua vida, o quanto ela o salvou de si mesmo, o quanto não imaginava viver sem ela.
- Eu sei. Ela afirmou com um doce sorriso. – Eu também te amo Draco Lucius Malfoy. E riu, agora sentia – se protegida, estava aonde jamais gostaria de sair, estava nos braços do seu único e eterno amor.
Tradução. Acorde meu anjo, por favor, abra seus olhos para mim.¹
Salão Principal. Jantar.
- Eles estão bem. Blaise garantiu pela trigésima vez a melhor – amiga. – Ele estava a acordando quando sai de lá, perguntei à madame Pomfrey, mas ela apenas classificou o ocorrido como um mal súbito e que logo eles receberiam alta.