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1. Era para ontem!


Fic: Hungry Eyes


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Londres, 2005.


 


— Nível Dois, Departamento de Execução das Leis da Magia, que inclui a seção de Controle do Uso Indevido da Magia, o Quartel General dos Aurores...


— ANDA LOGO, VOZ CHATA!


— ... E os Serviços Administrativos da Suprema Corte dos Bruxos.


Maureen Parker entrou no Departamento de Execução das Leis da Magia usando um longo sobretudo de veludo vermelho, meias de fio 80 na cor preta e uma saia na altura dos joelhos que faria um bom casamento com o guarda roupas de Luna Lovegood, do Departamento de Regulamentação das Criaturas Mágicas...


Ela carregava uma grande e aparentemente pesada bolsa de couro preto. Largou a bolsa sob a escrivaninha de sua amiga Elly Michaels, que lhe encarou surpresa.


— Você por aqui? O que é que você tem aí? – disse a jovem de cabelos loiros e curtos, com cachos bem cuidados.


— Discos da Celestina Beck. Parece que virei entregadora de muamba e...


— Ai meu Deus! As encomendas chegaram!?


A loira começou a vasculhar  bolsa freneticamente, cujo qual em seu interior também haviam diversos cosméticos lacrados e alguns livros.


- Delineador de cachos super potente da Sra. Murphy. – disse a loura erguendo o grande tubo cor de rosa diante de si - Até que enfim, não agüentava mais esses cachos feios e desalinhados...


- Deixe de ser fresca, Elly. Seus cachos são perfeitos.


- Você devia usar alguns produtos da Sra. Murphy. Eles são maravilhosos.


- Mas meu cabelo não é ruim – disse a castanha, indignada.


- Bem, não é exatamente isto que quis dizer... Mas você devia se cuidar melhor, Maureen!


- Ora, deixe de bobagem! – A castanha fez uma pausa e continuou mirando, indignada, a amiga.


- E você e o Evan? Acertaram-se?


Elly parecia animada com o assunto, usando de uma indiscrição digna de Rita Skeeter.


 - Sinceramente, Elly. Eu vou é trabalhar que eu ganho mais. Depois você se acerta com a Sra. Longbottom, que me pediu para entregar as encomendas. E você trate de entregar para os outros todas as que sobrarem porque eu ainda não virei revendedora de bugigangas, então...


Um vento repentino preencheu o local. A porta bateu e um farfalhar de vestes ecoou na pequena ante-sala. Um homem alto e de ombros largos entrou no local. Caminhava com o auxílio de uma bengala, mancando mais que das outras vezes em que Maureen o vira.


- Onde está Harry Potter?


- Bom dia para o senhor também, Sr. Snape. – disse Maureen, sarcástica. Elly pisou no pé da amiga por debaixo da mesa, a fim de fazê-la calar a boca.


- Aiiiiii, Elly! Por que você pisou no meu pé, garota!?


Elly fez cara feia. E Snape uma pior ainda.


- As senhoritas desocupadas deste departamento poderiam me dizer onde e porque diabos o Sr. Potter se enfiou em outro lugar que não seja seu maldito escritório no quartel general dos aurores!?


- O Sr. Potter está de atestado, Sr. Snape. – disse Elly, em um tom exageradamente doce e prestativo. A Sra. Potter deu à luz na terça-feira passada.


 


A manhã toda havia sido muito frustrante para Maureen, já que seu chefe permanecia afastado devido ao nascimento do filho. Nos dois primeiros dias ela se ocupara com a atualização dos arquivos e outras pequenas tarefas pendentes. Na terceira manhã, porém, não lhe sobrara mais nada para fazer.


— Maldição! Isso deve explicar porque Potter não respondeu a nenhum de meus memorandos. — Severo rosnou. – E Elizabeth não vem ao trabalho faz uma semana...


Elizabeth Mimsy era a secretária de Severo Snape, que se tornou presidente da Suprema Corte dos Bruxos. Nos dois anos que Maureen trabalhava ali, ela não vira Elizabeth faltar um único dia sequer. Por essa razão, Maureen jamais exercera suas funções no andar superior e duvidava que chegasse a fazê-lo algum dia. Elizabeth, uma bruxa mal humorada, zelava pelo seu território com unhas e dentes.


— Adivinhe só quem está substituindo Elizabeth?! Você vai adorar! — Elly provocou com ironia.


— Quem? - Maureen pensou numa possível candidata, mas não conseguiu chegar a nenhuma conclusão.


— Amy Palmer.


— Quem?!


— Amy Palmer. Ela está aqui há apenas um mês, trabalhando como escrivã, escute só, é sobrinha de Elizabeth...


— Eu posso imaginar muito bem como isso tudo vai terminar.


— Me parece que as senhoritas esqueceram que estou aqui.


Uma pedra de gelo se instalou no estômago de Elly. Maureen apenas sorriu. Elly deu um pigarro e incorporou, mais uma vez, a voz exageradamente doce de antes:


— O que houve Sr. Snape? Algum problema? Em que posso ajudar — Elly questionou, levantando-se com timidez.


— Você acha que eu viria até aqui se não estivesse com problemas? Por que me mandaram logo aquela mulher?


— Senhor, a Srta. Mimsy recomendou a Srta. Palmer. Disse-me que é bastante qualificada e...


— Ora, é totalmente incompetente, isso sim! Deixei bem claro que queria uma secretária madura! Não acredito que isso seja tão impossível de se conseguir em todo esse maldito Ministério!


— Mas, senhor...


— Não quero trabalhar com crianças! Quanto mais velhas, mais eficientes e metódicas as mulheres ficam.


Maureen não pôde se conter e indignada, interferiu na conversa.


— Desculpe a intromissão, Sr. Snape, mas creio que o senhor está equivocado. A competência de uma secretária nada tem a ver com a idade.


Os olhos frios de Snape se voltaram para Maureen.


— Quem é você?


— Maureen Parker, senhor.


— A Srta. Parker é secretária do Sr. Potter... — Elly explicou aflita.


— Você sempre se intromete nas conversas em que não é chamada?


— Só quando necessário.


— Você seria capaz de ao menos escrever o que eu dito?


— Redijo cem palavras por minuto.


— Siga-me.


— Mas, Sr. Snape... — Maureen estava arrependida de ter aberto a boca.


— Michaels, a Srta. Parker terá de me provar sua competência. Afinal, ela é bastante jovem... Quanto a Potter, diga-lhe que são ordens minhas — encarando Maureen, fez um sinal para que ela o seguisse.


As duas amigas entreolharam-se e, Elly, tomado cuidado para que Snape não a ouvisse, disse:


— Boa sorte, Maureen!


Maureen tinha a forte sensação de que de fato iria precisar de muita sorte. Saiu da sala com rapidez, alcançando Snape no corredor. Poucos instantes depois, o elevador chegou e entraram.


Severo Snape adiantou-se e Maureen notou que ele se apoiava com força na bengala, cujo apoio para as mãos era a cabeça de uma serpente prateada.  Aquilo a deixou intrigada. Ele raramente a usava nos últimos tempos.


O elevador subiu em silêncio ao andar superior. O escritório dele ocupava todo o andar, dividindo-se em várias salas e uma elegante recepção, em cujo centro havia uma mesa circular.


— Por aqui — ele indicou, lançando-lhe um olhar cínico.


Impressionada com a requintada decoração o imenso escritório, Maureen continuou seguindo-o. Amy Palmer estava sentada à grande mesa circular, soluçando. Os cabelos loiros caíam-lhe sobre o rosto molhado de lágrimas. Outro homem, que Maureen não reconheceu, andava de um lado para outro em frente à mesa.


— Severo, eu tenho certeza de que a moça não fez por mal — O homem falou.


Snape ignorou o homem da mesma forma que ignorara Maureen poucos minutos antes.


— Você ainda não parou de chorar? Com a sua incompetência quase arruinou seis meses de investigações!


— Eu sinto muito, muito mesmo — murmurou Amy. — Eu não sabia...


— Não só manteve o primeiro ministro francês esperando à lareira por quinze minutos, enquanto preparava um café, como teve a capacidade de sumir com a pasta onde se encontravam todos os documentos para a reunião com os aurores!


Amy cobriu o rosto com as mãos e soltou um gemido de desespero:


— Eu só estava tentando ajudar...


Maureen aproximou-se.


— Amy, pare de chorar! Não vai adiantar... É melhor você ir ao banheiro e procurar se recompor um pouco — e, virando-se para Snape, acrescentou: — Diga-me o título da pasta, e eu tentarei localizá-la.


— Phinney.


Maureen localizou a letra “P” no arquivo e abriu a gaveta. Depois de ler as etiquetas, encontrou a pasta que procurava e entregou-a a Snape.


— Se o senhor quiser, posso escrever ao Primeiro Ministro da França e...


— Eu mesmo farei isso — disse ele, saindo da sala.


— Ótimo. Bem, o que mais posso fazer pelo senhor? — Maureen dirigiu a pergunta ao outro homem, que a observava do centro da sala.


— Eu sou Adam Holmes.


— Sr. Holmes — ela repetiu com cordialidade. — Tenho certeza de que o Sr. Snape já lhe explicou, a secretaria dele está doente... Se eu puder ajudá-lo, será um prazer.


Ele abriu a pasta executiva que trazia nas mãos.


— Trouxe apenas alguns documentos de Azkaban para Severo assinar.


— Eu farei com que cheguem às mãos do Sr. Snape — Maureen assegurou, ficando com os papéis.


— Ah, eu estou certo disso! Diga-lhe para se comunicar comigo no escritório caso tenha alguma dúvida.


— Pode deixar.


 


Adam Holmes ergueu a mão em despedida e seguiu para o elevador. Memorando interdepartamentais chegaram e Amy reapareceu, enxugando os olhos com um lenço.


— Eu fiz tudo errado, não é?


— Não se culpe tanto, Amy — Maureen sorriu com paciência. — É preciso ter muita prática para trabalhar aqui.


— Eu sou uma boa escrivã.


— Claro.


— E pensar que minha tia me havia dito que eu não teria nenhum problema por um só dia...


— Ora, não se preocupe mais com isso!


— Será que não seria melhor se eu voltasse para minha sala?


— Acredito que sim, Amy. Avisarei o Sr. Snape por você.


 


Diante daquele nome, Amy fez uma careta.


— Ele é horrível!


Maureen observou a garota se afastar, irritada por Elizabeth ter colocado a sobrinha numa posição tão delicada. Aliás, logo depois, Maureen começava a concordar com a opinião de Amy sobre o presidente da Suprema Corte dos Bruxos...


Agressivo, Snape chamou Maureen pelo interfone. Ela atendeu-o com prontidão, levando consigo os recados e a correspondência.


— Tome nota de uma carta — disse ele, sem erguer os olhos da imponente escrivaninha.


Diante daquele tom frio e insensível, Maureen não conseguiu reagir rápido o suficiente às ordens dele.


— Por acaso você vai memorizá-la? — ele perguntou.


— É claro que não... — Maureen não era de perder a paciência com facilidade, mas aquele homem a estava deixando fora de si. — Um momento só... Vou buscar o pergaminho e pena.


— Até que enfim!


Assim que tornou a se sentar, Snape começou o ditado. Ele mal fazia uma pausa entre uma palavra e outra, sem se incomodar se ela podia ou não acompanhar. Quando terminou, estendeu-lhe uma pilha de relatórios, perguntando se ela poderia fazer cópias.


— Em quanto tempo eles estarão prontos? — Os olhos negros dele fitavam-na com frieza e seu ar impaciente parecia dizer que metade do dia já tinha passado e que ainda restava muito trabalho a ser feito.


— Dentro de uma hora — Maureen sabia que teria de se esforçar muito para conseguir cumprir o prazo.


— Ótimo. — Ele fez um gesto de dispensa e Maureen voltou para a outra sala, aborrecida.


Os dedos dela pareciam voar e a concentração era total. Snape ainda a interrompeu três vezes, pedindo-lhe algumas providências, mas ela estava determinada a entregar tudo no prazo.


Exatamente uma hora depois, sorrindo orgulhosa, Maureen depositou as cópias sobre a mesa dele. Então deu um passo para trás, esperando alguma reação.


— Sim? — Ele ergueu a cabeça e a encarou.


— Suas cópias.


— Eu já vi... O que está esperando?


Diante da falta de interesse dele, Maureen sentiu que seria muito difícil mudar a opinião de Snape a respeito das secretárias mais jovens.


— Escute, Srta. Parker: Lhe pagamos um salário considerável. Não tenho tempo, nem paciência para satisfazer o seu ego frágil... Você está apenas cumprindo a sua obrigação.


Maureen sentiu o rosto corar.


— Se você espera ser elogiada toda vez que terminar uma tarefa, é melhor procurar outro emprego. Não vê que estou ocupado?


— Sim, senhor — murmurou ela, furiosa.


Que absurdo! Que pessoa insuportável era esse Snape! Nunca antipatizara tanto com alguém, mas ele era terrível! Respirando fundo, Maureen virou-lhe as costas e deixou a sala. Em seguida, sentou-se à sua mesa, procurando se recompor. Pouco depois, o interfone tocou.


— Sim — disse ela, no tom mais profissional que conseguiu.


— Vá almoçar, Srta. Parker. Mas esteja de volta em uma hora. Não tolero atrasos.


 


 

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