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34. Capitulo 34


Fic: A Caricia do Vento. - Concluida - Dramione


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Juan era um deles. Acreditariam na palavra dele, não na dela. Hermione imaginou que houvesse ordens para que ela não fosse tocada, portanto Juan jamais admitiria que planejava fazer-lhe algum mal, apenas que tentara impedi-la de sair da casa.


 


- Estou ficando maluca, trancada nesta casa! - berrou Hermione. - Queria respirar um pouco de ar puro, mas o cão que vocês puseram de vigia não quis me deixar sair.


- É melhor você ficar dentro de casa - disse Potter.


- Durante quanto tempo? - a voz dela soou estridente num toque de histeria. - Não pode esperar que eu fique dentro deste buraco miserável para sempre! Já estou quase subindo pelas paredes!


 


Malfoy fez um comentário em espanhol, chamando a atenção de Potter. Uma mensagem silenciosa passou entre eles antes de Potter voltar a olhar para a castanha.


 


- Vou levá-la para dar uma volta - anunciou-lhe.


- Obrigada - retrucou Hermione com amargura.


 


Afastando-se para o lado, Potter não deu resposta ao sarcasmo dela. A figura baixa e atarracada de Juan esperava lá fora. Endireitou o corpo para impedir de novo a sua passagem, mas uma ordem, a voz baixa de Potter fê-lo retrair-se.


 


Hermione baixou a cabeça ao passar, deixando que seus cabelos castanhos ocultassem o seu rosto do olhar dele. Mas sentiu que ele a observava, silenciosamente ameaçador.


 


A mão de Potter no seu cotovelo dirigiu-a para longe da dispersa formação de casas de adobe, em direção à sombra das árvores ao pé do desfiladeiro.


 


Novamente, estava sendo isolada dos demais habitantes do lugar.


 


Às suas costas, a castanha podia ouvir as crianças brincando. Pássaros cantavam alegremente nas árvores e arbustos enquanto cavalos e algum gado pastavam satisfeitos no prado iluminado pelo sol, abanando as caudas para afastar as moscas.


 


Tudo parecia bastante incongruente, considerando-se a situação dela.


 


Potter soltara-lhe o braço para deixar que caminhasse livremente. Hermione cruzou os braços num gesto nervoso de quem se aquece. Olhava para a frente, os olhos dilatados, um brilho de apreensão nas suas profundezas.


 


- Converse comigo, Potter - falou, desesperada. - Diga-me quem é, como veio parar aqui. Conte-me mentiras... não faz mal. Apenas converse comigo para que eu não possa pensar.


 


Ele fez uma pausa, examinando-a em silêncio, depois recomeçou a caminhar.


 


- Por onde quer que eu comece? - indagou.


- Tanto faz. - Hermione deu de ombros com indiferença e inspirou, toda trémula. - Como veio parar aqui... como se uniu a este bando de renegados, ou seja lá o que forem!


- Eu estava contrabandeando maconha na costeira. O homem com quem eu fazia negócios tentou mudar os termos, me passar para trás. Brigamos. Ele puxou uma faca, eu a tirei dele e o matei. Infelizmente, a polícia mexicana chegou antes que eu pudesse fugir.


 


O tom dele era frio, sem emoção. Apenas narrava os fatos, nada mais.


 


- Parece legitima defesa - murmurou Hermione, para manter a conversa - ou, no máximo, homicídio involuntário. Foi condenado por quê?


- Nunca fui a julgamento.


- Como? - A boca se retorceu num arremedo de sorriso.


- O sistema judicial do México não é como o dos Estados Unidos. É o velho Código Napoleônico, pelo qual você é culpado até provar o contrário. Você fica na cadeia até ser julgado, o que pode demorar um bocado. Mantém os criminosos longe das mães.


- Então é por isso que você está aqui, escondendo-se nas montanhas, porque é procurado pela polícia - concluiu Hermione. Sentia-se bastante indiferente quanto ao fato de ele ter matado alguém, independentemente das circunstâncias. - Como fugiu?


 


Ele parou para acender um cigarro e ofereceu um a Hermione, que o aceitou, esperando que a nicotina do tabaco acalmasse seus nervos à flor da pele.


 


- Houve uma incursão, em assalto bem organizado, à cadeia onde estava preso. Tudo aconteceu tão depressa que nem vi o que estava se passando - lembrou-se ele, distraído. - As portas das celas foram abertas. Todo mundo corria em todas as direções, tentando fugir. Mas notei esse invasor mexicano, absolutamente frio e controlado. Tinha três prisioneiros americanos com ele, e parecia que ele os guiava para longe da confusão. Imaginei que ele sabia o que estava fazendo e para onde estava indo... coisas que eu não sabia... e daí segui atrás dele.


- Malfoy - disse Hermione, identificando o líder.


- É - concordou Potter, examinando a ponta do cigarro. - Alguém o contratara para arrancar os três prisioneiros americanos da cadeia e fazê-los cruzar a fronteira de volta para os Estados Unidos. Eu fui de carona, só isso.


- Mas por que não voltou para os Estados Unidos com os outros! - indagou ela, franzindo o cenho. - Por que ficou aqui com ele?


- Os outros haviam sido apenas acusados de pequenos delitos com relação a drogas. Eu, de assassinato - lembrou-lhe. - Teria sido extraditado para o México para ser julgado. Além disso, matei um guarda durante a nossa fuga; assim, mesmo que me tivesse safado da outra acusação, me pegariam na segunda. O governo americano poderia ter feito vista grossa se eu tivesse cometido um delito de pouca importância, mas, para o bem das relações internacionais, teriam que procurar um assassino. Minha família seria avisada. Haveria manchetes nos jornais locais. Agora eles não sabem onde estou, ou o que fiz, ou se estou vivo. É melhor eu ficar do lado de cá da fronteira.


- Mas a sua família não foi avisada quando foi preso pela primeira vez? - indagou Hermione.


- Fui para a cadeia sob nome falso, e com passaporte falso. - Laredo tragou o cigarro e sacudiu a cabeça, soltando uma nuvem de fumaça. - A polícia mexicana descobriu quem eu sou realmente, mas o nome errado ainda consta da lista do Cônsul americano. Assim, a minha família não sabe.


- Como pode ter certeza?


- Há meios - respondeu, voltando a se refugiar na frase misteriosa que indicava a existência de contatos.


 


Hermione recomeçou a andar, a esmo, por entre os cavalos que pastavam.


 


- Há quanto tempo está com Malfoy?


- Quase três anos.


- Ele parece passar um bocado de tempo com você, mais do que com os outros - comentou despreocupadamente.


- Imagino que se possa dizer que virei o seu braço esquerdo - disse Potter, sorrindo preguiçosamente.


- Braço esquerdo? - Olhou para ele, curiosamente. - E quem é o braço direito?


- Ninguém. Ele não confia em ninguém para ficar à sua direita.


 


Potter parou para esmagar a ponta do cigarro com a bota.


 


Um frio correu pela espinha de Hermione. Jogou o próprio cigarro, fumado pela metade, na grama alta sob seus pés.


 


- O que vai acontecer comigo, Potter?

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