- Levanta. – disse uma voz masculina. Hermione gemeu, estava tendo um sonho bom quando ele te chamou. – Que foi? – rosnou.
- Levanta Granger, quero falar com você. – ordenou ele. – Vá ver se eu estou na esquina Malfoy. - respondeu ela colocando o travesseiro sobre a cabeça.
O loiro puxou as cobertas da moça a fazendo gritar de choque e frio. – Levanta agora. - rosnou ele antes de dar as costas a Hermione.
- Tá bom, tá bom. – resmungou ela.
O loiro batia o pé ritmadamente. – Finalmente. – resmungou ao ver Hermione aparecer.
- O que você quer?- rosnou ela. A morena ainda estava pálida e seus cachos escuros estavam despenteados.
- Quero saber por que e como você pode amá-lo. – disse ele. Hermione revirou os olhos apesar de estar apreensiva.
- Você quer saber como? Eu posso amá-lo por que eu sei os segredos mais profundos dele. Quer saber por que o amo? Eu o amo porque eu o conheço, mais que todos vocês comensais da morte. E o amo por que não passo de uma moça estúpida acometida pelo desejo de poder e pela loucura. - respondeu ela.
- Sabe, eu concordo que você seja estúpida, mas não posso deixar de pensar porque você, logo você a menina mais inteligente que já pisou em Hogwarts depois de Rowena Ravenclaw iria se apaixonar por ele. – disse Draco.
O loiro pisava cuidadosamente até a menina. Como um leão cercando sua presa.
- Você, a melhor amiga do menino que sobreviveu. Você, a miss perfeição. Você, a nascida-trouxa que sabe tudo do mundo bruxo. Como você se apaixonaria por ele? – perguntou.
Ele estava tão perto agora… Que Hermione podia sentir o nariz dele encostando-se ao dela, os lábios roçando os dela quando falava.
- Você não entende… Sua mente é tão estreita Malfoy, tão mínima. - sussurrou ela.
- Me explique. – pediu ele. Então Malfoy a beijou. Não com selvageria, nem com delicadeza. Era um beijo automático, tão perfeitamente previsível.
Hermione desejou que ele acreditasse nela. Que ele tirasse todo aquele peso de seus ombros.
E Malfoy desejou não acreditar nela, porque ele acreditava. Ele desejou que tudo não passasse de uma mentira dela, mas ele sabia que não era.
- Eu acredito Granger, e isso é terrível. Porque agora eu tenho que te levar até ele. – murmurou Malfoy contra os lábios dela.
Hermione deixou o instinto a guiar, deixou Alana, e não ela, falar.
- Me leve até ele, porque eu sinto tanta falta do cheiro dele, do gosto dos lábios dele. Eu conheço tudo sobre ele e ele sabe tudo sobre mim. Ele sabe de tudo, Draco. Tudo. – silvou ela, aquela voz dolorida soando.
Malfoy tropeçou para trás. Um sorriso frouxo em seus lábios, os olhos cinzentos arregalados.
- Espere por mim amanhã na torre do relógio. A meia noite. – disse. E ele saiu, deixando uma Alana satisfeita e uma Hermione atônita para trás.