Abriu a porta do quarto, silenciosamente, embora por dentro estivesse passando por um amontoado de sons. Eram vozes lhe gritando, um choro compulsivo.
O seu choro.
Aquele que tentava reprimir. Depois que saíra dos aposentos de Lorde Potter, ele praticamente a escorraçara de sua casa com berros ao vento, os quais chegaram rapidamente aos ouvidos de todos. Leena tentou intervir, mas nada aplacou a fúria do homem. Então restara a ela pegar suas poucas coisas, e ir embora.
Mas antes disso, decidira dar uma ultima olhada em Alex. Dar seu adeus ao pequenino, e declarar mais uma vez o amor que sentia por ele, mesmo o bebê não compreendendo nada do que dizia. Seu coração estava em pedaços, massacrado como tantas outras vezes fora.
A felicidade chegava, mas lhe era arrancada sem pudor...
Limpou uma lágrima grossa, que escorrera até sua bochecha, e caminhou para perto do berço. Alex dormia tranquilamente, mas bastaram alguns minutos para que seus olhinhos verdes cheios de vida se abrissem para fita-la alegremente.
Os bracinhos pequenos se esticaram em sua direção e o sorriso aumentou no rostinho rosado. Hermione se inclinou e pegou Alex, o garoto soltou um gritinho de alegria quando ela o apertou contra si, mantendo-o bem junto.
Beijou a topo da cabeça do bebê e sentiu-se desmoronar, abundantes lágrimas começaram a rolar por seu rosto, soluços antes contidos saiam livremente por entre seus lábios. Sentia-se morrer novamente, e era muito mais doloroso dessa vez.
Não queria pensar no que seria dela, não voltaria para casa, jamais poria os pés naquele lugar novamente. Não enquanto Xavier estivesse lá.
**
Deixou o copo em cima do balcão, sentia o começo de uma grande dor de cabeça. Respirou fundo e olhou pela janela, já era tarde da noite, depois do ocorrido mais cedo não saíra mais de seu quarto. Deixara com que Leena cuidasse da expulsão da empregadinha.
Olhou para a cama, mas desistiu de deitar-se, não tinha vontade de dormir. Saiu do quarto sem se importar com o barulho que fazia. Parou no corredor e mesmo não querendo dirigiu-se ao quarto que não ficava muito longe.
Parou perto da porta, escutando um ruído dentro do cômodo. Levou a mão a maçaneta, afastando um pouco a porta, e pudera ver a imagem da garota chorosa com seu filho nos braços.
O bebê pareceu notar o sofrimento dela, e seus lábios pequenos começaram a tremelicar. Hermione, o balançou, tranqüilizando-o. Usando o mesmo ritual que fazia com seu coração. Mas as lágrimas continuavam caindo, e o soluço cada vez era mais doloroso.
- Tudo bem, meu querido... – disse engasgada. – Daqui a pouco nem vai se lembrar mais de mim. Mas saiba que eu sempre vou levar você em meu coração. É a pessoinha que mais amei nessa vida. – beijou o topo da cabeçinha dele.
Harry apertou com mais força o trinco da porta e cerrou os dentes, sentia algo dentro de si, alguma coisa incomoda. Olhou a menina segurando seu filho, dando ao pequeno tudo o que ele não poderia dar mesmo se quisesse. Sempre que olhava aquela criança, via sua ex-esposa.
Abriu totalmente a porta, fazendo-a bater na parede, e viu a mulher virar com os olhos arregalados em sua direção.
- O que ainda faz aqui?
Assim que ouvira a voz trovejante do pai, Alex ameaçara chorar novamente. A moçinha o aninhou nos braços, acalentando-o.
- Estou me despedindo... – murmurou tristemente. Sua voz quase não pudera ser ouvida por Harry.
- Não há de quem se despedir, saia daqui. – quando deu alguns passos para frente, aproximando-se dela, Alex começou a chorar. Harry estancou imediatamente e comprimiu os lábios. – Maldição. – disse entre dentes. - Faça-o parar de chorar.
Hermione assentiu, fitando o bebê ficar vermelho, e abrir o berreiro. Colocou-o sobre o peito, de modo com que não pudesse ver o homem grande e assustador, que assombrava tanto a ele quanto a ela.
- Shiu, Alex... Não precisa chorar. – disse e sua voz fora a mais doce que Harry escutara em sua vida. – Ele já vai parar... – então voltou-se outra vez para o menino. – Não é querido?
Magicamente, ele fora se acalmando. Fungou mais algumas vezes, e parou.
- Ótimo. – disse sério. – Agora o coloque no berço e suma da minha frente.
- Sim, senhor... – murmurou, sentindo o coração se apertar mais, sufocando-a.
O momento que temia havia chegado enfim. Teria de partir... Teria que deixar parte de sua pequena felicidade para trás. E teria ainda, que encontrar um novo motivo para viver. Mordeu o lábio, controlando o choro, mas fora inútil.
- Vai fazê-lo começar a chorar novamente. – disse rude. Pegou-a pelo braço e a arrastou para fora do quarto. – Porque chora tanto? Odeio choro.
Hermione fora arrastada para fora, olhou por cima dos ombros e Alex chorava com mais força, por ter sido deixado no berço de modo brusco. E ainda por não vê-la por perto.
Harry olhou para onde Hermione olhava e depois para ela. Viu as lágrimas que ainda caiam, manchando o rosto bonito.
- Não pense que esse seu choro vai me fazer mudar de idéia. – sua voz era contida e fria. – Não conseguirá nada passando a imagem de mulher fragilizada. – sorriu zombeteiro. – Pois ambos sabemos o que realmente a senhorita é, não é verdade?
O senhor não sabe de nada sobre mim. – arriscou a falar, mesmo que sua voz tenha saído esganiçada.
Aproximou seu rosto do dela e a viu se afastar. - Sei que é uma ladrazinha. E vai embora daqui, não me importa para onde.
- E porque se importaria... – murmurou. Soltou-se dele, sentindo além da tristeza uma raiva descomunal. Ele nem deixara que se despedisse de Alex direito.
- Não defende sua honra. – alfinetou. - Então admite ser o que é, Hermione? Realmente não sei onde Leena estava com a cabeça ao contratá-la.
Ela o olhou, novamente o homem tinha prazer em humilhá-la. E nada do que pudesse dizer, o faria mudar de idéia. Sorriu, fazendo Harry franzir a testa.
- Eu não guardo mágoas, Lorde Potter. – ela disse, humildemente. – E não levo a sério o que diz sobre mim, porque não é verdade. Eu o perdôo pelas coisas que diz. – emendou numa inocência rara.
- Eu já não posso dizer o mesmo. – sorriu mostrando os dentes brancos. – Não se pode perdoar uma ladra. – estavam terminando de descer as escadas, quando olhou para uma trouxa velha de roupa que permanecia no último degrau e franziu o cenho. – Mas o que... – parou de falar quando viu Hermione pegando a trouxa, e mantendo-a junto a si como se fosse um bem precioso. Olhou para o pequeno embrulho depois para a garota. Perguntou-se como ela poderia viver com tão poucos pertences, sentiu novamente a dor incomoda, mas logo apagou esses pensamentos.
- Adeus. Obrigada por tudo, senhor Potter. – disse se mantendo firme, mas tudo que queria era chorar, assim como Alex que não parara ainda. Ficou tentada a subir, no entanto, não seria uma boa ideia. Seria péssimo passar por mais uma ordem do duque, que a olhava frio.
Harry nada disse, apenas rumou até a porta e a abriu violentamente.
- Fora! – rosnou.
Hermione sobressaltara-se com o berro brusco, iniciando uma nova tremedeira. O duque a assustava tanto quanto o padrasto. Suas atitudes a entristecia e muito, e não havendo outra saída. Caminhara de cabeça baixa até a porta. Seu coração novamente estava sendo pisoteado sem piedade, e queria correr para longe e desabar em prantos.
Harry continuava a olhá-la com desprezo e frieza, a jovem lhe era um peso que estava sendo tirado de suas costas, assim como era o menino que não parava de chorar no andar de cima. Este, porém não podia simplesmente livrar-se dele, pois por mais que não acreditasse, a sociedade acreditava que era seu filho e herdeiro. E detestando-o ou não, teria que conviver com ele.
Quando a moçinha passara da porta, nem mesmo virara-se para trás. Não queria com medo de fraquejar.
A porta bateu com força atrás de si e Hermione estremeceu. Mais uma vez a pouca esperança que havia renascido ia-se embora.
Agarrou-se a trouxa quando viu nuvens negras tomando conta do céu escuro. Olhou com temor para cima, pedindo para que não houvesse tempestade, com passos vacilantes caminhou até o estreito caminho de terra.
**
Praguejando, Harry subiu as escadas a fim de se refugiar em seu quarto. No entanto, o choro compulsivo da criança chegava agudo e alto em seus ouvidos, irritando-o profundamente, muito mais do que poderia supor. Em passos largos caminhou pelo corredor, e a cada minuto que ultrapassava uma distância o ruído aumentava.
Leena saíra do quarto do bebê, e sua expressão era de tristeza e frustração. Quando encarara o patrão apenas ostentava uma preocupação grande nos olhos. Harry a olhou furioso, se aquele pranto continuasse ficaria louco.
- Por que ele não para com esse berreiro todo? – esbravejou. – Faça alguma coisa, Leena, é paga para isso. – olhou na direção do berço e franziu a testa. Passou pela velha senhora e puxou a porta do quartinho com força, fazendo com que se fechasse em um estalido seco.
- Já tentei de tudo, senhor. Ele não para de chorar... – respondeu num sussurro. – Sente falta da menina Hermione.
- Não pode sentir falta de alguém que esteve tão pouco tempo aqui. – disse rude. – Trate de fazer alguma coisa, traga alguém aqui com você, mas o faça parar. Não sei do que sou capaz de fazer se isso continuar por mais tempo.
Leena estremeceu ao ouvir o rugido do duque. Não tinha dúvidas da veracidade de sua palavra, via nos olhos dele o quanto estava alterado.
- Se... Se o senhor deixasse que Hermione voltasse. Ela poderia acalmar Alex, afinal, o menino se afeiçoou a ela. – disse corajosamente. – Lorde Potter, eu lhe imploro outra vez, deixe que a moçinha volte...
- Não voltarei com a minha palavra. Aquela miserável nunca mais porá os pés aqui. – apontou para Leena e comprimiu os olhos. – Quero ser avisado de qualquer contratação que fizermos, todas as pessoas passarão por meu julgamento antes. Errei uma vez ao deixar a garota órfã trabalhar aqui. Não errarei uma segunda. – dizendo isto deu as costas e desceu as escadas.
Leena suspirou e conteve as lágrimas de tristeza. Entrou no quartinho de Alex e o pegou no colo, o garotinho ainda soluçava baixinho. Quando ouviu um trovão olhou pela janela do quarto e ao ver a escuridão e os raios cortando o céu, estremeceu.
- Óh, meu menino. – disse aconchegando-o em seu colo. – O que será da nossa garota lá fora? Quais atrocidades ela terá que enfrentar dessa vez... – beijou a bochecha molhada do bebê. – Prometa-me que não será como o seu pai quando crescer. – sussurrou obtendo apenas mais uma lágrima como resposta.
***
Já não sabia o quanto havia andado, desde que saíra da mansão. As lágrimas turvavam sua vista, e impossibilitava-a de encontrar um caminho certo a seguir. Na verdade, estava literalmente sem rumo. Não sabia para onde seguir, sem que pudesse por ventura, encontrar uma dificuldade ou perigo pela frente.
Tudo que amava deixara para trás. Primeiro fora sua mãe, e agora Alex. Só de pensar no pobrezinho, os soluços aumentavam. Eles eram parecidos, eram sozinhos e carentes de afeto, e encontraram um no outro, fonte disto. Mas Lorde Potter não enxergava nada disso, ele não via outra coisa senão o aspecto mal da situação, e o caráter duvidoso das pessoas.
A chuva que era apenas uma ameaça caía intensamente sobre Hermione. Ela se encolhia cada vez que um trovão ressoava, e um risco de claridade cortava o céu. A estrada se fizera em lama, e ela escorregara várias vezes, sujando ainda mais seu vestido velho.
Correu em direção as árvores, sentou-se na grama molhada e encostou-se no tronco. Permaneceria em baixo da árvore até a tempestade diminuir, os galhos a protegiam um pouco da violenta chuva. Sentiu o vento gelado bater em seu corpo e tremeu de frio, estava completamente molhada e gelada até os ossos. A todo o custo tentava proteger a pequena trouxa de roupa, seria seu fim se ela molhasse, estava torcendo para que a tempestade parasse logo e ela pudesse colocar um de seus vestidos secos, olhou para a trouxa e suspirou tristemente, ou quase secos.
Quando um trovão soou terrivelmente perto, Hermione, quase pulou e lágrimas começaram a escorrer por seu rosto. Olhou para a floresta densa que crescia ao seu lado e um arrepio de medo percorreu seu corpo.
Preferia não pensar no que a floresta escondia.
Tinha problemas demais, e pensar em mais este apenas faria com que ela se desesperasse por completo. Pois ainda tinha um fio de esperança que não fora partido. Tinha certeza de que o dia raiaria bonito e ensolarado, e as lembranças que a atormentavam juntamente com a torrencial chuva, seriam apenas vestígios distantes de um sofrimento.
***
Na mansão Westfield Leena tentava acalmar mais uma vez ao menino, balançava-o e cantarolava, mas Alex continuava a encher os pulmões e a berrar com plena força. Parecia mesmo um menino desgarrado da mãe. Nada do que fazia surtia efeito, e ela podia ouvir os passos do patrão em seu aposento. E devido a eles, tinha muito medo de quando o duque explodisse sua fúria pelo excesso de barulho.
Havia bebido vários copos do whisky e beberia mais se isso o ajudasse a não ouvir o choro que ecoava pelo corredor inteiro.
Sua cabeça já começava a doer, e nada adiantava fazer para que não ouvisse o som infernal. Encheu mais um copo e com um único gole acabou com seu conteúdo. O som do copo se estilhaçando na parede foi encoberto pelo urro do duque.
Num movimento brusco agarrou sua capa preta e desceu as escadas, tinha absoluta certeza que jamais esteve tão furioso em sua vida.
Abriu a porta da frente e saiu, caminhando em direção ao estábulo. Fez um gesto com a mão quando um de seus lacaios correu em sua direção e seguindo sozinho entrou no estábulo a procura de seu cavalo.
Selou o animal com uma rapidez incrível, ajustou a capa em seu corpo e disparou em direção a tempestade.
**
Hermione encolheu-se mais, para controlar o frio intenso que enregelava seu corpo. Os lábios tremiam, e estavam azulados. Se aquela chuva não parasse depressa, com certeza morreria ali sem ter abrigo e nem nada para lhe aquecer. Não era de pensar na morte, mas talvez não fosse uma má ideia. Não faria muita diferença para o mundo se ela deixasse de existir.
Encostou a cabeça no tronco da árvore, seus galhos balançavam fortemente devido ao vento. Os cabelos castanhos grudaram em seu rosto e pescoço, encobrindo sua verdadeira dor. A solidão e o medo era deveras doloroso
Sentiu os olhos pesarem, e o corpo inteiro tremer. Puxou os joelhos para mais perto e enterrou o rosto neles, fechou os olhos e rezou para que tudo acabasse logo, não suportaria por muito mais.
Após algum tempo começou a ouvir um barulho ao longe, misturado com os trovões. Quando levantou a cabeça sentiu tudo a sua volta rodar, com esforço manteve-se em pé e seguiu com o olhar a direção do barulho.
Não esperava se deparar com alguém ali, em plena tempestade. Arregalou os olhos com um misto de surpresa e temor ao ver um cavalo se aproximando.
Permaneceu em pé, escorada na árvore, talvez se permanecesse bem quieta e parada o estranho não notasse sua presença.
Seu coração se acelerava a medida que cavalo e cavaleiro se aproximavam, velozes. O vento esvoaçava a capa preta que o homem montado ao animal vestia e o medo assolou Hermione de vez. Pensou que ele fosse passar direto na estrada, mas quando vira a trilha que tomara mais cedo, o homem diminuíra o galope, passando a trotar com o animal.
Seus olhos percorriam o vasto campo a procura de alguma coisa.
Quando o homem incitou o animal a correr em sua direção, Hermione entrou em pânico. Com um gemido afogado, agarrou sua trouxa de roupa e começou a acorrer em direção à densa floresta. Amedrontada, mal enxergava o caminho. A chuva continuava a castigar e o barulho dos cascos do cavalo se aproximava.
Não viu a raiz alta de uma árvore, apenas sentiu a dor quando seu corpo tocou o chão. Um gemido fraco de dor saiu de seus lábios ao sentir o seu braço já machucado latejar. Quando ficou em pé, sentiu um braço ao redor de sua cintura. O grito de pânico que saiu de seus lábios, assustou alguns pássaros que permaneciam nos galhos das grandes árvores.
Debateu-se nos braços do estranho, e gritava ainda tentando se soltar. Ele apertou-a mais no agarre, e então a capa que cobria também sua cabeça, caíra, e revelara a cabeleira negra e molhada de Lorde Potter. Hermione arregalou os olhos de susto, e gradativamente para de esmurrá-lo.
- Quieta! – ordenou brusco, segurando-a com mais força.
- Senhor... o quê? – emudeceu com o olhar furioso do homem sobre si.
- Pegue sua trouxa. – soltou-a, mas Hermione continuou parada. – Pegue-a logo. – grunhiu Harry.
Com um pulo Hermione agarrou a trouxa de roupa e a apertou contra o peito. Os olhos arregalados fitavam com temor o homem a sua frente.
- Venha, suba de uma vez. – estendeu a mão.
Hermione assustada deu um passo para trás e balançou a cabeça. Viu a mão que o Lorde estendia se fechar com força, e temendo aquele gesto afastou-se mais.
- O está fazendo, senhor? Não quero ir.
- Já disse para subir, Hermione. – vendo que a garota começava a se afastar, desmontou o cavalo e com passos largos agarrou o braço feminino.
- Não! – gemeu Hermione.
- Não vou perder tempo com suas negativas, já disse para montar. – a puxou para perto do cavalo e Hermione debateu-se. - Não irei falar uma segunda vez. – avisou.
O corpo frágil começou a tremer e as lembranças de Xavier vieram com uma força avassaladora. Estavam no meio de uma tempestade, e Hermione não tinha dúvidas que ele faria o mesmo que o padrasto em noites como essa.
Terminaria o que havia começado em seu quarto na mansão.
- Não, por favor. – suplicou a garota tentando puxar o braço do agarre masculino.
Harry virou-se bruscamente e agarrou a cintura fina, Hermione gritou e se retraiu. Depositou o corpo tremente da mulher em cima do cavalo e rapidamente o montou.
Quando um braço grande circundou sua cintura, Hermione pensou que desmaiaria, não estava preparada para o que sabia vir a acontecer.
Jamais estaria.
A mão livre do Lorde agarrou às rédeas e com um comando de suas pernas o cavalo começou a andar.
Harry embrenhou-se em meio às árvores e o pavor de Hermione cresceu. Ele a tomaria ali, na floresta. Tentou desvencilhar-se dele, mas o braço a sua volta a prendia com força, estava cansada e dolorida demais para tentar empurrá-lo ou pular do cavalo.
Teria que aguentar mais uma vez o abuso que estaria por vir.
A tempestade já havia parado e era quase de manhã quando Harry avistou a mansão, respirou fundo e olhou para baixo. A garota dormia em seus braços. Depois de tentar soltar-se por tanto tempo, gastou todas as suas forças e acabou rendendo-se ao sono. Avaliou o rosto bonito e depois o corpo bem feito, que o vestido encharcado e colado a suas curvas deixam ver.
Sentiu a reação do seu corpo e a puxou para mais perto. Franziu o cenho e enfureceu-se, ao lembrar-se da negativa da garota mais cedo em seu quarto. Seu braço poderoso continuava firme em volta dela, e num gesto primitivo e impensado sua mão cobriu um seio redondo.
Harry sufocou um gemido e o segurou com mais força, quando o corpo de Hermione reagiu ao toque soltou-o imediatamente.
Ela era apenas a ama de seu filho que o rejeitara, isso ainda o corroia por dentro. Mas ainda havia tempo, e não tinha duvidas que ela iria para sua cama mais cedo ou mais tarde.
Quando já estavam chegando na casa, Hermione começou a tremer e gemer baixinho. Harry parou o cavalo e a olhou curioso. Ela começou a se debater e balbuciar palavras incoerentes durante o sono, as mãos de Harry seguraram a cintura quando outro estremecimento percorreu o corpo feminino.
- Não... – gemeu ela.
- Hermione. – Harry a chamou.
- Dói muito. – balbuciou ela com o corpo tremendo. – Pare!
Quando as lágrimas começaram a escorrer pelo rosto da garota, Harry agarrou com mais força a cintura e a sacudiu.
Hermione acordou apavorada. Os pesadelos com Xavier estavam cada vez piores. Seus olhos aterrorizados encontraram os frios do homem. Hermione retraiu-se diante o semblante furioso dele. Só então se deu conta de que estava encostada no corpo masculino e assustada tentou descer do cavalo. Quando fez o movimento para pular, as mãos do homem fecharam-se com mais força ao seu redor e Hermione choramingou.
- Não tente fugir. – disse rude. – Tem um bebê para cuidar. – Hermione arregalou os olhos, incrédula com o que estava ouvindo. – E acho melhor fazê-lo para de chorar de uma vez.
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Eeeeee!!
Postamos! Uhull.
Aleluia.
Siiiim, aí está o capítulo. Antes tarde do que nunca.
Ficamos com peso na consciência por colocar apenas a prévia.
E bem, mil perdões pela demora.
A gente vai tentar não demorar tanto com as postagem!
Espero que não desistam da fic!!
Beijos :)