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6. Conhecendo outro grupo


Fic: Heroes -O Torneio dos Deuses


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Morgana e Holly estavam no vestiário feminino, onde tomariam banho antes de jantar e dormir. A elfa tirava a roupa em frente ao seu armário, quando observou Morgana já praticamente despida.
-Você é muito bonita, deve atrair bastante à atenção masculina. –Comenta de modo casual.
-Não que isso seja algo bom. –Diz com um tom levemente amargo.
-Por acaso isso tem relação com seu jeito rude com os rapazes? –Pergunta chegando ao ponto que andava lhe perturbando.
-Você quer saber minha história? –Pergunta entendendo a questão implícita.
-Sim, acho que isso é fundamental pra que eu possa te compreender melhor. –Holly responde indo até um dos boxes, adjunto ao de Morgana.
-Meu irmão e eu somos grandes feiticeiros, porém, por ser homem, ele sempre foi àquele que recebeu o devido reconhecimento. Quando o jovem Arthur, mais novo que Artemis, tornou-se rei ao obter Escalibur, a espada invencível, foi ele a tornar-se o conselheiro real, a ser reconhecido como o mais poderoso feiticeiro. Não realmente me importei com isso de início, era jovem e estava muito mais preocupada em adquirir mais poder e conhecimento do que reconhecimento, além disso, Arthur era belo, gentil e a cada vitória amadurecia rapidamente, tornando-se em pouco tempo um homem admirável. Em minha inocência acabei me tornando sua amante, não me importava em ser a outra, nunca liguei para as convenções sociais, a questão é que os homens só pensam em sua satisfação e no seu “conforto”, não importa o quão nobres, fortes e brilhantes sejam. O grande rei e homem de conduta irrepreensível, ao saber de minha gravidez, se tornou mesquinho, hipócrita, não queria nosso filho, me renegou, então na época do parto meu próprio irmão me traiu, provando o quanto os homens são todos uns porcos. Roubou meu filho e sumiu com ele, passei anos atrás de seu paradeiro e, ao não achar, jurei vingança contra os homens que mais admirei e mais odiei em minha vida.
Holly não podia ver se Morgana chorava por causa da água da ducha, porém a voz levemente tremente, rouca e carregada de ódio e dor, indicava que a feiticeira chorava. Aquilo fez o coração da elfa se apertar, não conseguia ser capaz de imaginar a dor que Morgana sentia, a traição do próprio sangue, do homem que amava e lhe jurava amor, a perda de seu fruto.
-Entendo sua dor, porém mesmo que difícil, tente não despejar seu ódio em todos os homens. Cada um, especialmente aqui, tem uma cultura diferente, vidas e crenças distintas. –Diz em tom ameno, tentando apenas aconselhá-la.
-Diferentes? Mark hoje mostrou que não admite represálias, tem o ego maior que a utilidade dele. Sauron é um babaca que ainda por cima não quer nos mostrar seu poder. Moriarty parece só um arrogante esperto, mas nada me tira da cabeça que esteja armando algum tipo de golpe. Artemis transpira arrogância por seu intelecto e, você mesma disse, que é capaz de qualquer coisa para conseguir o que quer. –Morgana diz em um misto de ironia e irritação.
-Artemis tem limites, pode ter sido um idiota comigo, mas sua mentira em fato foi até inofensiva, nunca agiria realmente de modo a prejudicar qualquer um de nós. Hoje mesmo defendeu você ao bloquear o raio e agiu rápido para me livrar da dor pelo som do cristal. Apesar de não parecer, ele tem um bom coração. Moriarty ainda está se adaptando, mas acredito que tenha visto que tem alguém com um intelecto formidável e em Sauron um líder alerta. Já Mark deve passar a se comportar depois da conversinha com Sauron. Aquele sujeito, que nem sabemos o que é, me dá arrepios, sua magia não é como a nossa. –Holly tenta expor seu ponto de vista, porém ao final demonstrava seus receios.
-Eu também notei isso em Sauron, não sei que tipo de criatura é, mas seja lá o que for, tem uma energia corrompida, sempre que usa magia algo entra em alerta dentro de mim. Ao contrário do que sinto com você, cuja energia é tão pura e límpida quanto a água de uma nascente.
-Acredito que a diferença de espécies explique a diferença entre nossas magias, mas em Sauron tem algo mais. De todo jeito, fiquemos em alerta. Talvez Artemis consiga usar o computador dele para analisar nosso misterioso líder.
-Está amolecendo com o garoto. –Morgana diz desaprovadora. –Daqui a pouco estará com o coração nas mãos dele e então não venha chorar e pedir ajuda, pois toda ajuda que posso dar é esta. –Aconselha em tom experiente.
-Já disse que não acontecerá. Homens e mulheres podem ser apenas amigos. –Diz bastante segura, provocando uma risada fria em Morgana.
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Moriarty e Artemis estavam debruçados sobre vários papéis e relatórios, Morgana e Holly já dormiam. Ambos tentavam estudar o que haviam obtido de Mark e usar isto para projetar suas próprias armas e automóveis.
-Uma pausa para o chá? –Moriarty propõe já sentido os olhos arderem.
-Pode ser. –Artemis diz se erguendo e esticando as costas. –Aconselho dormirmos depois, creio que já estejamos em um horário limite.
-Tem razão. Eu não quero ouvir nenhum risinho amanhã. –Diz ainda irritado por ter virado motivo de chacota para as mulheres do grupo.
-Eu ignoro, afinal cada um tem seu papel no grupo e sem nós dois não conseguiriam fazer tudo. –Diz dando de ombros, inclusive naquele dia havia conseguido, praticamente sozinho, cumprir as duas missões.
-Mudando de assunto, qual é a sua história com a Holly? –Pergunta colocando a água para ferver, Artemis pegava as xícaras.
-Quando ainda tinha onze anos, tive que assumir os negócios da família. Era filho único, meu pai estava desaparecido após seu navio afundar e minha mãe doente por causa disto. Como as finanças não estavam bem, pensei num modo de conseguir dinheiro para financiar alguns grandes golpes e acabei me deparando com o mundo das fadas, pesquisei e capturei um espécime. Este era Holly, mantive-a como prisioneira e recebi o resgate, logo depois a liberando. O Povo das Fadas teve um problema no meu mundo e precisava de alguém como eu para ajudar, então trabalhei ao lado de Holly e isso deu início a uma longa e próspera parceria. Eu fui crescendo, amadurecendo, resgatei meu pai e voltamos a ter uma vida confortável, só que minha mãe o havia convencido a sair do crime e tornar todos os seus negócios legais, ao mesmo tempo Holly também me mudava e me fez querer ser um homem de bem. No último ano uma inimiga nossa fez com que minha mãe parecesse doente e isto provocou uma corrida contra o tempo para que eu achasse a cura, no entanto isso envolvia uma série de riscos não apenas para nós como para o mundo, então tive que mentir para Holly, fazê-la achar que fora sua magia que adoecera minha mãe, quando eu sabia que o provável culpado era eu mesmo.
-Bom, queria salvar sua mãe, tem um bom argumento. –Moriarty defende seu ponto de vista, enquanto despejava a água fervente nas xícaras.
-Isso é lógico para homens como nós. Acontece que para Holly eu traí sua confiança e ainda duvidei de sua amizade ao simplesmente não pedir ou insistir para que me ajudasse. A questão é que não estava com tempo para argumentações, minha mãe só tinha horas de vida. De toda forma, acredito que ela vai ceder aos poucos.
-Você está apaixonado, não é? –Pergunta com um sorrisinho de canto. Artemis se mantém calado, como se não houvesse ouvido a pergunta. –Sou mais experiente, posso te dar conselhos, ao menos, me parece que é a primeira vez que se apaixona.
-Porque acha tudo isso? –Pergunta indiferente, como se aquela conversa não fizesse sentido.
-Porque já tive sua idade, porque já me apaixonei. –Responde dando de ombros. –Sei que ter mulheres por dinheiro é bem diferente de estar apaixonado e conquistar uma, por isso deve estar confuso. –Moriarty se interrompe ao notar que Artemis se engasgara e encontrava-se bem vermelho. –Não me diga que teu pai nunca o levou a uma casa de damas!? –Pergunta incrédulo.
-Este é um costume arcaico. Até porque hoje em dia não é tão difícil para quem tem dinheiro ter mulheres de graça. De toda forma não sou do tipo que tem que ficar provando masculinidade dirigindo carros possantes e desfilando com belas mulheres. –Fala ainda sem jeito, mas bastante confiante e seguro de sua postura.
-Ninguém está falando em desfilar. Seu pai nunca te falou sobre o que se passa num quarto? –Pergunta quase com pena do destino da humanidade.
-Realmente, não me sinto à vontade para falar sobre isso com um estranho. De todo modo, estou aqui para cumprir minhas missões e não embarcar em uma aventura amorosa. –Diz terminando rapidamente seu chá e se levantando. –Boa noite. –Diz educadamente antes de se retirar.
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A primeira coisa que Sauron fizera após Mark despertar, já recuperado, fora lhe repreender por sua insubordinação e castigá-lo derrotando-o em um duelo e quebrando-lhe todos os ossos do corpo.
Na manhã seguinte fora se encontrar com o mercador e cumprira a missão, voltando com Mark amarrado e inconsciente na garupa. Surpreendentemente, Mark despertara naquela noite e na manhã seguinte já “voava” lado a lado com Sauron pela floresta, quando para bruscamente.
-Ouço pessoas conversando aqui perto. –Avisa a Sauron, que também para.
-Pode vê-los? –Pergunta a Mark que faz um sinal e então ativa seus sistemas de captação de imagens.
Uma associação da visão de calor, com outras visões e radares, faz com que o computador contido no cérebro de Mark monte uma possível imagem de quem se aproximava. Ambos beiravam os dois metros de altura, uma era mulher e possuía longos cabelos e temperatura corpórea muito baixa, já o homem tinha uma temperatura mais alta que a normal e um porte físico quase assustador.
-Estão se aproximando e não parecem pessoas comuns. O homem é alto e forte, carrega uma espada, a mulher também parece estar armada.
-Caminhemos e esperemos para ver quem são. Por via das dúvidas, tenha sua arma em punho. –Sauron ordena já colocando sua mão perto da empunhadura de sua espada.
Não demorou muito e os dois estranhos chegaram a clareira em que Sauron e Mark estavam aguardando. O homem tinha cabelos cacheados, negros como os olhos, passava dos dois metros de altura e seus músculos eram intimidadores. A mulher também muito alta era belíssima, de uma postura que denunciava uma linhagem nobre, porém as feições eram muito pálidas. Ambos usavam um uniforme semelhante ao de Mark, só que a cor era vermelha e possuía um sol dourado no peito.
Rapidamente se reconheceram como adversários e sacaram as armas, Sauron e o gigante possuíam espadas e Mark possuía uma arma enquanto a mulher tinha um cetro.
-São competidores do torneio dos deuses? –O homem grande e forte pergunta em um tom grave e assustador.
-Sim. E vocês também o são. –A afirmação partia de Sauron.
-Não precisamos nos enfrentar. –O homem diz demonstrando que apenas desejava seguir seu caminho.
-Mas eliminar concorrência é um modo eficiente de ganhar vantagem. –A mulher diz observando os dois como se fossem apenas formigas fáceis de esmagar.
-Jadis, não devemos nos expor a riscos desnecessários. Nossa missão nada tem a ver com eles. –O homem diz desaprovando aquela postura agressiva.
-Pode fugir se quiser, Hercules, eu vou me divertir um pouco. –A mulher diz com um sorriso cruel.
-Ninguém se refere a Sauron desta forma! –Ruge irritado e aponta sua espada para ela em desafio.
-Acho que posso cuidar melhor dela. –Mark diz também ansioso pela batalha.
Hercules resmungava enquanto recuava, achava tudo aquilo pura perda de tempo. Porém a esfera de chamas que lhe atingiu as costas o fez parar e olhar para trás, vendo que o Sauron empunhava sua espada em desafio.
Hercules apenas estendeu sua mão para o lado e, sem fazer esforço aparente, cravou os dedos no tronco como se fosse de manteiga e, no segundo seguinte, arrancou a árvore do solo, usando-a para bater em Sauron. A armadura resistente fez o tronco afundar um pouco e amassou levemente o elmo, ao que Hercules novamente investiu o tronco, desta vez atingindo no peito e jogando Sauron vários metros para trás.
Sauron ficou na posição vertical e cravou os pés no chão, freando a força do golpe até parar. Ao mesmo tempo fez um movimento brusco com a espada usando-a para disparar um raio contra Hercules, atingindo-o no peito enquanto este avançava com a espada em riste. Hercules caiu de costas no chão, porém se levantou com um gemido leve, tirando a poeira do peito onde, em um humano normal, devia haver um buraco do tamanho de sua cabeça.
-Magia não funciona contra Hercules! –O homem diz quase rindo para o adversário, cujos olhos rubros pareceram ficar incandescentes.
-Então mancharei minha lâmina com seu sangue. –Sauron diz baixo e frio, logo antes de correr em direção a Hercules, que fazia o mesmo.
As duas espadas se chocaram com força, o som produzido era como de um sino, porém a melodia era triste e intensa, como a força do golpe que fez Sauron novamente ser lançado, mas desta vez seguro pelos calcanhares por Hercules, que lhe puxou na direção do chão, batendo-o como se fosse um tapete empoeirado. Porém, Sauron não sentia dor e aproveitou a pouca distância para discretamente girar a lâmina da espada e, no momento preciso, cravar sua lâmina no abdômen musculoso de Hercules.
A armadura caiu com um baque surdo no chão, enquanto Hercules recuava e, com um puxão, retirava a lâmina em si e a seguir jogava-a contra Sauron, atravessando-lhe o dorso. O homem caiu de joelhos, enquanto a uma velocidade visível seu corte fechava e a hemorragia cessava, já Sauron se erguia com a espada em punho, a outra mão percorrendo a lâmina e a envolvendo com um brilho escarlate.
-Não mais tocará em mim. –Sauron determina em sua arrogância de guerreiro.
Logo depois a lâmina de sua espada desce até ser bloqueada pela de Hercules, que se ergue e ataca com a espada, golpe bloqueado por Sauron, que desta fez pareceu firme, como se tivesse a mesma força de Hercules.
A alguns metros dali, Mark tentava atingir Jadis com sua arma, porém já havia usado de todas as potências de tiro e todos foram desviados ou absorvidos pelo escudo mágico convocado com o uso do cetro cravado no chão.
-Creio que seja minha vez. –Jadis anuncia enquanto Mark guardava a arma, ao mesmo tempo um raio azul saía de seu cetro e ia na direção do adversário, que desvia do tiro. Porém o ar gélido em torno do raio fora o suficiente para congelar seu braço robótico. –Meu frio é tão poderoso que não precisa sequer atingir o alvo. –Diz orgulhosa e ameaçadora.
-Isso pouco me importa. –Mark debocha enquanto seu braço mecânico esquentava tanto que o gelo virava vapor e não líquido.
-Sua magia jamais será párea com a minha! –Responde batendo o cetro no chão e fazendo as raízes das plantas envolverem Mark com muita pressão, chegando a quebrar o osso de sua perna.
Porém o propulsor da mão cortou as raízes e o dos pés o fez levantar voo, ao que Mark começou a voar em zigue-zagues, desviando dos feitiços de Jadis e tentando atingi-la com o laser, porém o escudo ainda parecia ativo e não possuía brechas. Ousadamente, manobrou veloz e atingiu Jadis com as mãos, segurando-a fortemente pelos ombros, porém logo sentiu todo o corpo enrijecer e ser congelado.
-Espero que agora aprenda que não se toca uma rainha, sem que esta assim ordene. –Diz ríspida ao “boneco de gelo” antes de se livrar dele e se voltar para o duelo de espadas que seguia feroz. –Homens. –Diz com uma careta desaprovadora, ambos estavam trocando golpes que os “feriam” porém nenhum dano causavam. –Já chega. –Brada lançando um raio de gelo que atinge o peito de Sauron, fazendo sua armadura congelar.
-Não se meta em minhas batalhas! –Hercules a repreende, tinha forças mais que suficientes para derrotar o inimigo.
-Cale-se e andemos ant… -A bruxa para de falar ao ver a grande e imponente figura surgir.
Melkor fora conjurado à frente dos dois adversários e já chegara derramando seu mar de fogo em ambos. Hercules não tivera como se defender, apenas tentara se afastar o máximo possível e evitar o excesso de queimaduras. Jadis erguera seu escudo mágico e evita as chamas, porém mal o fogo cessa, a calda “espinhosa” de Melkor a atinge em cheio, jogando-a no chão, o sangue manchando o espinho que a cortara.
Hercules, mesmo com boa parte da pele queimada, avança na direção do dragão, mas Mark, que havia se descongelado, surge o segurando por trás. O homem se debatia, tentando libertar os braços, porém Mark usava toda a força de tração mecânica que possuía para mantê-lo seguro, o que não duraria muito.
-Arranque a cabeça dele Melkor. –Sauron ordena enquanto montava.
-Estátua! –Uma voz melodiosa e bela soa risonha, fazendo-os olha na direção.
Mal viram a segunda mulher, cujos assustadores cachos eram serpentes e o olhar animalesco e cruel, pois logo seus corpos se enrijeceram e tornaram-se pedra. Hercules urrou irritado pela nova interferência, saindo do abraço de pedra arrebentando o braço que antes era de metal.
-Contenha-se ogro. E ajude a erguer Jadis. –A mulher dos cabelos de serpente ordena ríspida, porém sua voz ainda era belíssima.
Entretanto os três foram surpreendidos pelas pedras que explodiram onde o dragão estava, obrigando-os a se protegerem. Quando voltaram a olhar, o dragão estava novamente ali e o homem na armadura negra já pegava o outro, o único ainda na forma de estátua, colocando-o sobre o dragão que erguia voo e ganhava altitude rapidamente.
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Como Artemis havia previsto, o tempo no topo das cordilheiras estava péssimo e tanto eles quanto os animais não iriam conseguir subir sem congelar, fato que os obrigou a mudar a rota para seguir pela orla, o que aumentaria a distância a ser percorrida até o local da missão.
Foi quando estavam parados para almoçar, que uma grande sombra os encobriu, fazendo-os ter uma visão que ao mesmo tempo os deixava exultantes e assustados. O enorme dragão negro pousava com classe e soberba, os cavalos relinchavam e pareciam querer correr para longe levando a árvore onde estavam presos.
-Então este é Melkor. –Morgana diz pensativa, não gostava de saber que o homem de lata tinha realmente uma montaria magnífica.
-Há algo de errado. –Holly diz alertando os outros. Naquele momento Melkor desaparecia e apenas Sauron, com a armadura amassada e arranhada, e Mark, totalmente imóvel e caído eram visíveis.
-Porque inferno saíram da rota? –Sauron urra irritado, porém sua voz estava um tanto fraca.
-O tempo estava frio, os cavalos e nós morreríamos congelados. –Moriarty responde ríspido. –Lá de cima deveria ter visto isso, ou estava tão fraco que não conseguia fazer nada que não suster seu dragão? –Enfrenta Sauron sem medo, mostrando que não ficaria quietinho como um servo diante do mestre.
-Quem atacou você e Mark? O que fizeram com ele? –Artemis intervém, o que menos precisavam era de uma briga àquela altura.
-Nos deparamos com alguns indivíduos de outro grupo. Enquanto estava dois contra dois tínhamos equilíbrio, mas chegou uma terceira que acabou pesando a balança para o lado deles, então me retirei com Mark. –Explica por alto, a realidade é que estava preocupado com o nível dos outros grupos.
-Que tipo de poderes eles têm? –Moriarty pergunta preocupado.
-O que lutava comigo tinha uma espada como a minha, armas magníficas por sinal. A técnica de luta não era tão refinada, mas o sujeito tinha uma força descomunal, arrancava árvores sem esforço e com uma mão, e se recuperava muito rápido de ferimentos. A que lutou com Mark tinha poder sobre gelo. A que chegou depois, apenas tirou os óculos de lente negra e nos transformou em pedra, mas como a armadura é apenas uma roupagem, pude usar magia e invocar Melkor para fugir com Mark.
-Medusa… -Artemis pensa em voz alta.
-A conhece? É do seu mundo? –Sauron pergunta quase parecendo ansioso.
-Não exatamente. É só uma lenda sobre uma mulher que foi amaldiçoada de modo que os cabelos se tornaram serpentes e os olhos capazes de transformar qualquer um em pedra se os fitassem diretamente.
-É ela! Tinha os cabelos de serpente, ouvi os outros dizerem o nome Medusa ao vê-la! –Sauron diz em um tom estranho, indecifrável.
-Há também, na mesma mitologia, um guerreiro que por ser semideus tem um corpo mais resistente, como um “toque” de imortalidade, e, além disso, possui força descomunal, seu nome é Hercules.
-Podem ser mitos no seu mundo, mas são bem reais! Ouvi a Jadis dizer seu nome e ele o dela. –Sauron diz quase rosnando.
-Irei pegar no cérebro eletrônico de Mark os dados, mas pra isso precisam fazê-lo voltar a sua forma. –Artemis diz olhando para Holly e Morgana, que estavam paradas ao lado de Mark, que além de ser pedra, ainda tinha um dos braços jogados ao lado, separado do corpo.
-Vamos precisar de tempo. –Morgana conclui se erguendo. –Não será um feitiço que reverterá à transformação, precisaremos pensar em uma poção e depois elaborar ela.
-Tudo bem, Sauron precisa descansar e ter sua armadura reparada. –Moriarty diz sentando-se tranquilamente.
-Se me deixar trabalhar, posso dar um jeito na armadura. –Artemis propõe e Sauron demora um instante pensando.
-Mais tarde. Agora irei meditar. –Diz pouco antes de entrar na barraca.
-Desde quando dormir é sinônimo de meditar? –Moriarty diz rindo, fazendo os outros também rirem. Apesar das notícias ruins, era bom saber que alguém havia chutado o traseiro de lata de Sauron.
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N/A: Olá, estou pagando a primeira parcela da minha divida, restam duas e quem sabe uma terceira não se formará no GP da Espanha, que ocorrerá neste domingo às 9h da manhã. Espero que torçam muito para os brasileiros e a Ferrari!
N/A²: Ok, tivemos aqui mais um grupo aparecendo, apesar de incompleto. Hercules, como vocês sabem, é da mitologia grega aparece em livros que narram suas aventuras, é o filho de Zeus com uma mortal e etc. Medusa, como acho que todos sabem, transforma que a olha nos olhos em pedra, sua voz é hipnótica como a de uma sereia, aparece na mitologia grega, inclusive, devem tê-la visto no filme Fúria de Titãs –morrendo pra Perseu – e no filme Percy Jackson –Morrendo pro Percy. Jadis vem da série literária Crônicas de Nárnia, é a rainha de gelo.
N/A³: Quem está feliz porque Sauron virou tapete de Hercules e o Mark foi de picolé à estátua? Conhecemos um poço mais da história de Morgana e de Artemis e Holly, vocês gostaram? Alguém aí ficou com pena do Arty com toda aquela conversa do Moriarty? Eu fiquei! Rsrsrs
Wilhan dutra: Tadinho do povo do grupo 2, aliás fique sabendo que Holly sempre foi mocinha, uma policial acima de qualquer suspeita! Mas é normal que eles não tenham dificuldade no início, mais para frente a coisa fica cabeluda.
Tainá Yumi Watanabe: Voltarei com o grupo 1 no próximo capítulo, aí veremos o desfecho da cena do banho. Alguém sugere algo? Infelizmente não dá para fazer disso uma fic original, porque o que a torna legal é justamente unir heróis e vilões da literatura.
Pâmela Potter.: O próximo capítulo volta para o grupo 1. Os homens de lata são meio chatinhos mesmo, já o Arty é gente boa, apesar de não parecer. Eu não devia, mas vou dizer que vai rolar sim luta entre o dragão do Eragon e o do Sauron e um fight básico da Holly com a Arya.
may33: Quando não tem HH tem Artemis/Holly, ambos são casais fofos que tem uma grande história de aventuras e amizade, apesar de Arty e Holly terem começado do jeito errado. Mas quem é fã do Sauron? É pra odiar ele mesmo! Melkor é submisso porque antes de tudo, ele existe de acordo com a vontade do Sauron, além disto, o vinculo que os une é um pouco diferente do que une Eragon e Saph. Eles vieram logo depois de Brisingr e eu até coloquei um momentinho de companheirismo entre eles, mas isso irá ser mais claro um pouco mais a frente, até por ajudinha da Mione e do Harry.
Lilly Rigotti: Mark chegou como o bonzão e ta só apanhando rsrsrs. Realmente estão surgindo pequenas identificações e panelinhas no grupo. Sim, você estava um bocado romântica, mas quem sabe a Morgana realmente não supera seu trauma, ainda mais com a ajuda da Holly. Saruman? Trocou os magos! Rsrsrs O Sauron acha que é um Deus sim, sabe como eram as coisas na Terra Média antes da queda né!
H_McCutcheon-Kroll: Que bom que gostou e vai acompanhar, mas saiba que antes ela também estava muito boa, só mudei para ficar mais fácil de levar sozinha.
alylyzinha: Agora conheceu um pouco mais do grupo 2, você já conhecia a Morgana ou o Arty e a Holly?
Lari_sl: Demorou, mas teve gente que demorou ainda mais e não comentou =/ . Sombria? Ainda a acha tão ruim depois de conhecer parte da terceira equipe?

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