CAPITULO 149 – SIM
Do outro lado da porta Hermione ouviu as palavras que tanto esperava ouvir. Um pedido de casamento por amor.
Lembrou-se do pedido que Rony lhe fizera pela primeira vez. Sorriu. Na verdade quem a pedira em casamento havia sido Arthur, seu pai. E as razões eram praticas e econômicas. Afinal, era a segunda vez na vida que via aquele moço ruivo de olhos azuis.
Havia recusado aquele pedido, ofendida e magoada por estar sendo pressionada a abrir mão do pouco que tinha na vida.
Dias depois, ele a pedira em casamento novamente, na sala de espera do banco, minutos antes de decidir seu destino. Um mero acordo entre dois interessados em manter a vida com comodidade e ter um pedaço de chão lucrativo.
Naquele dia, enquanto assinava o livro de casamento, no cartório, naquela cerimônia que não durou mais que dez minutos, ela sentiu o frio da solidão e do medo em pertencer legalmente a um desconhecido.
Esse mesmo desconhecido que viva a seu lado, ajudando-a a superar seus medos e aflições. O homem que lhe ensinara as mazelas da paixão e despertara dentro dela um desejo avassalador por mais.
O pai dos seus filhos. Crianças que não sabia que desejava até se tornar mãe, e sentir uma vida dentro de si.
E agora, esse mesmo homem que mudara todo o curso de destruição de sua vida, a pedia em casamento. Por amor. Nada além de amor.
Poderia duvidar de suas palavras. Sim, poderia.
Mas não sentia-se capaz de ignorar os sentimentos dele. Seu olhar ao possuí-la, sua voz de paixão em seu ouvido. Até mesmo seus ataques de ciúme. Seu toque era possessivo e macio, como o toque de quem ama.
E o fato de reconhecer nele o amor, era por reconhecer nela mesma esse sentimento.
Destrancou a porta com pressa, precisava responder-lhe.
E a pressa de dizer era dela. Diria Eu te amo. E então, gritaria um sim do tamanho da emoção que a consumia.
Quando abriu a porta e olhou para Rony, ela se esqueceu de tudo. Ele tinha uma expressão de expectativa de quem sofre o desespero de não saber mais o que fazer para conseguir o que deseja e precisa para sobreviver.
O mesmo sentimento que a dividia em duas, sempre que lhe dizia não, esperando pelo momento que ele dissesse o que tanto queria ouvir!
Perdida naqueles olhos azuis, não disse nada. Simplesmente as palavras morreram em sua mente e em sua boca. Queria saltar sobre ele e cobri-lo de beijos. Queria arrancar suas roupas e mostrar o quanto o amava!
Mas simplesmente não teve reação.
-Sim ou não? - ele perguntou, olhando em seus olhos.
Era a última vez, tinha certeza. Se quebrasse o coração desse homem, ele nunca a perdoaria.
Porque tinha que ser tão difícil dizer a resposta certa?
Simplesmente, as palavras não queriam sair. Apreensiva e desesperada, ela procurou nele a saída para sua dúvida e medo. Abraçou aquela cintura masculina que tanto amava, escondendo o rosto em seu peito.
Era ali que encontrava forças para vencer todos os desafios. Para esquecer o medo e o sofrimento, para se apegar a vontade de ser feliz ao seu lado.
-Sim ou não, Hermione? – ele repetiu, abraçando-a e sussurrando em seu ouvido.
Somente ele para compreender o quanto era difícil admitir, o quanto era sofrido baixar a guarda, abrir mão de suas defesas.
-Sim – a voz soou completamente abafada pela camisa, e ele sentiu o alivio correr pelo corpo.
Segurou seu rosto e a fez olhar em sua direção.
Havia um mundo dentro daqueles olhos castanhos e agora tinha certeza que fazia parte desse mundo.
-Eu te amo, e vamos nos casar – Rony assegurou antes de beijá-la.
Hermione aceitou seu toque e abriu os lábios oferecendo seu melhor beijo. Avidamente, agarrou-se em seu pescoço e seus cabelos, beijando-o de volta.
Rony soltou seus lábios depois de alguns minutos, sem ar, fitando seu rosto afogueado. Podiam ouvir as vozes de Gina e Harry na cozinha, e Rony acariciou seu rosto antes de se afastar de volta para a cozinha.
Hermione ficou na porta do quarto, esperando.
Minutos depois ouviu mais vozes e o som da porta dos fundos sendo fechada.
Continuou esperando na porta do quarto. Seu gesto era simbólico, mas fez toda a diferença quando Rony voltou e a encontrou esperando por ele.
-Foram embora – disse em expectativa, esperando talvez que ela mudasse de idéia.
Hermione entrou no quarto deixando a porta aberta. Esperava que a seguisse. E foi o que fez. Entrou e fechou a porta atrás de si.
Parada no meio do quarto, era um convite ao seu avanço.
Não deveria ser ele a dar o primeiro passo. Por isso, se aproximou a passos pequenos e lânguidos. Suas mãos caíram sobre os botões da camisa de Rony. Não disse nada, não era preciso.
Suas mãos pareciam ainda menores a cada botão aberto, em comparação com aquele peito trabalhado e amplo. Terminado a tarefa, puxou o tecido de dentro das calças e espalmou as mãos sobre o tecido da camisa, subindo para seus ombros, empurrando-o para fora de seu corpo.
Ombros largos, amplos e fortes. Pousou as mãos ali, sentindo seu poder, seu másculo poder. Nesses ombros ela encontraria o amparo para uma vida toda.
Ergueu as vistas em sua direção, e quase se perdeu na emoção que havia em seu olhar. Homem perverso, desde o começo despertando o melhor e o pior dela!
Como podia? Era apenas um homem, e de repente, era a única coisa na vida que podia tornar seu dia colorido.
Três homens, pensou. Sua felicidade dependia única e exclusivamente de três homens, sendo dois ainda bebês. Logo Hermione que tantas vezes odiou a raça masculina.
A vida muda, pensou. E muda para melhor. Essa certeza a fez sorrir, e grudar o corpo ao dele, beijando seu pescoço. Seus braços envolveram sua cintura e acariciaram suas costas, descendo beijos molhados pelo pescoço branco.
Rony deixou, e não a pressionou ou tomou à dianteira. Ser acarinhado era um sonho, quando sua mulher sempre está na defensiva. Desfrutou daqueles beijos quentes, sentindo a delicadeza de seus apertos e a maciez de seu corpo prensado ao seu. Nunca uma mulher o excitou tanto em sua vida.
Hermione era uma obsessão, algo que ia além de sua capacidade de pensar.
Seus beijos desceram pelos ombros, pela clavícula, pelo peito. Sempre para baixo.
Rony gemeu quando ela beijou seus mamilos, primeiro um, depois o outro, lambendo aqueles pontos tão rijos e diferentes dos seus. A textura, a rigidez. Deliciou-se com essa diferença entre eles, e trouxe uma das mãos para apertar e esfregar sobre um deles enquanto descia os beijos por seu abdômen.
Amava aquele umbigo. Hermione andava sensível por conta de umbigos, então, era um deleite contemplar um tão côncavo e bonito. Lambeu a pele e desceu mais.
Rony gemeu quando ela abriu seu cinto.
O cinto e a calça foram abertos, mas não se ateve a eles. Docilmente, abaixou-se e tirou seus sapatos, então suas meias.
Rony estava no paraíso ou num lugar muito parecido, pois ela o fazia por querer, não por obrigação. Era amor. Só podia ser.
Com todo cuidado do mundo, tirou sua calça e sua roupa íntima.
Levantou-se e olhou para seu corpo branco, rijo e sensual. Um passo para longe e olhou novamente em seus olhos. Ele sabia muito bem o que ela queria. Quis lhe devolver o favor e despi-la lentamente, mas ficou parado, esperando que ela continuasse.
Tremendo, Hermione abriu os botões do vestido. Eram botões na frente, para facilitar a amamentação, por isso logo estava livre do vestido. Usava apenas a roupa íntima.
Rony sorriu ao ver seus antigos coletes íntimos, aqueles modelinhos provincianos e desprovidos de fitas e bordados, e que o enlouqueciam. O colete foi retirado com certo acanhamento.
Nada a impediu, no entanto de despir-se, numa prova de confiança, para alguém tão fragilizado pela própria vaidade ferida.
Tivera gêmeos, e sua barriga estava inchada. Quase lisa, mas com um indisfarçável inchaço. Graças a Deus não tivera estrias, mesmo assim, era visível que não era mais a mesma.
Rony não via nada disso. Ele via sua mulher, seu corpo que o fascinava.
Os seios graúdos, cheios e empinados. A curva reta de seu estômago, quase tão reta como quando a viu nua a primeira vez. Coxas firmes, quadris redondos. Aquele triângulo de pelos ralos e claros como seus cabelos castanhos.
Tão perfeitamente criada para ele. Cada curvinha certa para suas mãos.
Nervosa, ela olhou para o berço, conferindo que os bebês dormiam calmamente. Então, reunindo coragem segurou sua mão e o puxou para cama.
Era Eva, tentando Adão.
E ele sentia a tentação se agrupar dentro de seu corpo.
Hermione deitou-se na cama e esperou por ele. Quando seu corpo pesado e quente a cobriu, sentiu-se tão pequena, tão frágil, mil borboletas em seu ventre.
Era como se fosse sua primeira vez.
-Eu... – as palavras vieram a sua boca sem controle.
Rony ficou imóvel, esperando. No ventre um caleidoscópio de emoções, esperando, almejando, precisando ouvir.
Retinha a respiração, enquanto ela parecia desesperada por ar.
-Eu te...- acariciou seu rosto, arfante, ansiosa, necessitada de coragem, de profunda coragem – eu te quero.
Rony quase riu, conformado.
-Eu te quero tanto – ela garantiu, agarrando-se a ele, e o querendo em seu corpo, suas pernas se afastaram e o cingiram pelas costas – Não espere, amor, não espere mais nem um minuto...
Como poderia dizer não a esse pedido sussurrado em seu ouvido?
Com cuidado, embrenhou-se em sua intimidade, forçando gentilmente a entrada. O corpo de uma mulher sempre o surpreendia, tão delicado e tão capaz de agüentar as coisas mais dolorosas e penosas, como um parto.
Sondou sua face em busca de algo que o impedisse. Ao menor sinal de dor, ele iria parar. Hermione gemeu, e o incentivou beijando-o. Sentira tanta saudade dessa intimidade que o ato sexual representava. Estar tão perto, tão junto quanto é possível dois seres humanos estarem!
Rony gemeu em seu ouvido, fazendo baixinho, para não acordar os bebês. Essa intimidade tola a entorpeceu. Era divino.
Agarrou as coxas rudes, cheias de pelos ruivos e arqueou os quadris, oferecendo-se a ele.
Entorpecida pelo prazer, acompanhou suas investidas, os olhos fechados, a cabeça acomodada sobre o travesseiro, enquanto o calor crescia em seu baixo ventre e se espalhava por todo seu corpo.
Normalmente não seria tão plácida, mas hoje, queria tanto, e com tanto desespero, que apenas podia sentir e consentir.
Rony parecia sofrer do mesmo mal que Hermione, pois se movia dentro de seu corpo com agilidade, e candura, sentindo o mesmo.
Hermione correu as mãos pelas costas largas, agarrou seus cabelos ruivos e arquejou as costas, grudando seus seios contra seu peito quando o prazer a cegou.
Aquele delicioso mundo multicolorido explodiu por de trás de suas pálpebras fechadas e ela sentiu-se cair de volta a realidade com tanta velocidade, quanto os movimentos dentro de si.
Aliviada, ela sorriu para aqueles olhos que a observavam e fidelisavam sua imagem dentro daquela mente cheia de idéias de carinho e paixão.
Suavemente beijou-o e espalmou as mãos em seu peito, empurrando-o.
-Espera, amor.
Rony parou, nunca a forçaria a continuar.
Aquele monumento de membro saiu do seu corpo e ela ficou olhando aquilo tudo, pensando nas maravilhas de ter um marido.
Um pensamento inconfessável!
Tornou a empurrar aquele corpo pesado e formidável, até ter o espaço que desejava. Livre para se mover, sentou, virou de costas e se posicionou de quatro.
Satisfeita ouviu o ofegar que ele não pode disfarçar. Sua mão direita, grande e cheia de calos contornou seu bumbum, e ela abafou um grito quando sentiu uma mordidinha.
Rony desceu mordendo levemente sobre a pele macia e fofa, até encontrar o vale entre suas pernas.
Úmida, pelo recente ato e gozo, era um deleite.
Como homem, e leigo na arte de parir, não era capaz de ver nenhuma diferença. Igualzinha a antes, com o delicioso sabor doce de seu sexo envolvendo-o.
Hermione tentava esconder os gemidos e controlar a vontade de gritar de prazer, esperando que ele parasse. Mas Rony não parou. Seguiu enlouquecendo-a com língua, dentes, e chupões.
-Oh, Rony... – ela choramingou quando o prazer tomou seu corpo novamente. Trêmula, precisou que a segurasse para não escorregar para os lençóis e desabar de contentamento.
Rony adonou-se da cálida oferta de Hermione, se posicionando. Apesar da vontade por mais, hoje, ele queria se fartar de sua intimidade.
Compensar a saudade e a necessidade de possuí-la e marcá-la como sua. Gemendo, Rony pincelou o pênis entre suas nadegas varias vezes antes de se afundar em seu sexo.
Hermione correspondeu com a mesma avidez que o marido, incentivando-o, reboando, oferecendo. Queria mais. Queria que ele estivesse embriagado com seu amor.
Rony quis ser vagaroso e cuidadoso, mas o desejo não lhe deu outra escolha que não fosse arremeter diversas vezes, profundamente e totalmente enterrado em ser doce corpo.
A forma como ela se entregava, querendo, pedindo, oferecendo, os movimentos rítmicos de ambos os corpos, o cheiro, o som úmidos dos sexos se chocando, a textura da pele, tudo isso o levou ao pico do prazer, ao mesmo tempo em que Hermione era levada novamente aquele lugar mágico, onde o prazer a tornava frágil, e estranhamente forte, ao mesmo tempo.
Cansada, tombou na cama, com Rony caindo sobre ela, puxando-a para cima, de barriga para cima, num abraço de pernas, braços e corpos grudados.
O beijo foi tão amoroso, profundo e satisfeito que Hermione sentiu o calor da paixão reviver dentro de si.
Os medos haviam ido embora, e o receio dele não saber seus sentimentos também, por isso empurrou-o contra o colchão, arrancando dele um riso malicioso.
-Quase morri de saudade – ele disse, beijando seu rosto todo, enquanto apertava seu corpo curvilíneo contra o dele. – Você me enlouquece, Hermione. Desperta uma fera dentro de mim!
Hermione riu, e esse som foi tão adorável, assim, pertinho do seu ouvido, que Rony precisou beijá-la. Seus cabelos longos cobriam-no, e o contato era deveras erótico.
-Foi muito tempo, não é? Dois meses inteirinhos... – ela sussurrou em seu ouvido, dispersando beijinhos em seu pescoço, enquanto Rony acariciava toda a lateral de seu corpo com mãos ansiosas.
Estava um pouco sobre ele, outro pouco sobre a cama, e passou uma das pernas sobe suas coxas fortes, esfregando-se contra sua rigidez.
Correu sua mão pelo corpo firme até encontrar o que desejava. O toque foi gentil e possessivo, abraçado cm os dedos aquele membro maravilhoso.
Rony a prendeu em um prolongado beijo, e Hermione correspondeu com o mesmo entusiasmo que ele, reacendendo a chama do tesão.
Estava prestes a montar sobre ele, ajeitando-se sobre sua cintura, enquanto Rony chupava seus seios quando o primeiro choro aconteceu.
-Oh, não – ela lamentou olhando para o berço.
-É melhor corrermos -ele decidiu, afastando-a.
Amava os filhos, mas o berreiro que eles armavam a cada vez que precisavam ser alimentados era assustador. Fazia o que fosse para não deixá-los nervosos e desencadear o choro dos dois ao mesmo tempo.
Enquanto Rony amarrava o lençol na cintura e apanhava Artur, Hermione usava água da bacia ao lado da cama, para lavar o rosto, e os seios.
Toda higiene e cuidado para seus filhos, mesmo que isso custasse seu desejo frustrado.
Voltou à cama e se cobriu com o lençol que sobrara e recebeu Artur no colo. Foi rápida em lhe dar o peito, mas não o suficiente para que seu choro não acordasse o irmão.
Rony trouxe o bebê esfomeado para a cama, e tentou distraí-lo. O toque de seu pai, e o de sua mãe, pois Hermione lhe fez carinhos enquanto cuidava de Artur, o acalmaram o bastante para parar de chorar.
Levou mais de uma hora para alimentá-los, trocá-los e acalmá-los para dormirem novamente e quanto finalmente conseguiram, tanto Hermione quanto Rony estavam exaustos.
Rony abraçou-a, e cobriu a ambos com um cobertor, pois havia esfriado, e apagou a luz.
Adormeceram abraçadinhos.
AUTORA: sorry, estou gripada e além de doente estou preguiçosa. Sei que parece maldade, mas estou mal de verdade.
Mas o capitulo veio. A NC forte virá só depois do casamento oficial deles...hehe...essa foi uma NC docinha, de regresso dos dois a vida de casal.
Não vou me alongar, pq estou espirando sem parar. Amanha é o último dia para enviar a capa do concurso, povo atrasado. Não me façam esperá-los até a meia noite, ok?
Beijos!!!!!