CAPITULO 148 – OU SIM OU NÃO
Anoitecia quando Rony voltou para casa com Suarez. Convencer o franzino homem de que Juanita o queria não fora nada fácil. Por fim, ele aceitou voltar e ao menos conversar.
Rony se deu por satisfeito, visto que isso acalmaria Hermione. Cheio de saudade e expectativa para a noite que ela prometera, havia entrado em casa com um sorriso gigantesco.
Isso, até descobrir a sala de sua casa lotada de Wesleys. Faltando uma semana para o casamento do Sr. Loren, ele viera pessoalmente trazer um convite para o casamento. Com ele, viera Digory sempre reclamando do péssimo casamento que sua sobrinha havia feito.
Claro, que os planos de Mathias em abrir uma ferraria na cidade, e deixar a ferraria de Londres sobre administração do juiz, o havia acalmado um pouco, mas não o suficiente para ser simpático em relação a esse casamento.
Depois de contarem mais uma vez as razões do conde em ter voltado a Londres, finalmente sentaram para jantar.
Mais uma vez interrompidos pela chegada de Harry e Gina.
Haviam se livrado da visita indesejável do juiz e do Sr. Loren, mas não podiam simplesmente mandar Gina e Harry embora. Mesmo que eles estivessem com expressões terríveis.
Gina tinha alcançado o quinto mês de gravidez e estava redonda. Ao contrário de Hermione que não engordara nos primeiros meses, Gina havia se tornado uma leitoa muito cedo. Sua face redonda e corada como uma maça.
Seus seios saltavam pelo decote do vestido e sua cintura larga. Estava adorável.
Os olhos brilhavam tristemente. Hermione quis lhe perguntar o que havia acontecido, mas pela expressão de Harry era melhor não tocar no assunto. Talvez após do jantar pudessem conversar a sós.
Rony havia acabado de contar a história de mais cedo, quando Arthur lhe dera um verdadeiro banho de xixi, quando Hermione terminou de colocar a mesa do jantar. Anna estava em casa, com a família.
Somente os quatro ocupavam a cozinha.
Harry até conseguiu sorrir de sua empolgação de pai. Gina nem se deu a esse trabalho.
-Achei que foi bem merecido – Hermione sorriu para eles, lembrando daquela imagem, que era hilária.
-Uma pena não ter sido em você – Rony provocou, ganhando seu riso como presente.
Hermione olhou para o prato, onde a carne assada cheirava deliciosamente. Às vezes ficava corada, quando pensava no quanto o amava. Como poderia contar a ele? Que palavras deveria usar?
Ao seu lado, Gina mal tocou na comida.
O silêncio seguiu na mesa. Rony olhou para Hermione e ela retribuiu o olhar, curiosa.
-Acho que Edgar aprendeu a sorrir – ela disse para quebrar o gelo – Tenho certeza que Arthur ri. Mas Edgar...
-É claro que ele ri. É um bebe, e não um cachorrinho. E bebês riem.
A voz de Gina a calou. Que comentário mordaz!
-Sorte minha não ser um cachorrinho, ou Hermione jamais me perdoaria por isso – ele tentou fazer graça, beijando sua mão.
Ela riu novamente.
-Porque está sempre rindo? – Gina perguntou com veneno na voz – antes, não ria como uma hiena por qualquer coisa!
-Não devo rir? Prefere me ver triste? – Hermione perguntou sem compreender o porquê desse comportamento.
-Porque não riria? É feliz – a acidez na voz de Gina a preocupou.
-Fiz algo contra você? Por favor, Gina, me diga. Se fiz, nem ao menos percebi!
Era verdade; seus dias eram tão coloridos e alegres que ela não pensou em fazer mal a alguém. Muito menos cogitou a possibilidade de estar causando mágoa!
Vivia para seus bebezinhos e para Rony!
-É claro que não fez – Harry respondeu por ela. – Acho que não posso mais protelar esse assunto, deveria ter dito logo no começo, antes de ter assumido um compromisso com Ginerva.
Seu tom sério deixou Rony imediatamente tenso.
-Um compromisso? – a voz de Gina soou chorosa, e ela largou os talheres revoltada – Nosso casamento é apenas um compromisso?
Harry não respondeu imediatamente.
-Qual o problema com vocês dois? – Rony perguntou desgostoso – Acreditei que morando perto de casa, num lugar conhecido, pudesse se adaptar a vida e casada! O que está acontecendo com você, minha irmã?
-Não fale como se eu fosse culpada pelo fracasso do meu casamento! - ela levantou-se da mesa – Não posso viver com um homem que não me ama! Pior, um homem que sofre por amar outra mulher! – lágrimas correram em seu rosto, e ela desejava sair correndo e se esconder do mundo, por vergonha e humilhação!
-Sente-se – Rony mandou – Isso é verdade Harry?
Sob a voz de comando do irmão, ela sentou-se. Hermione desejou não estar ali, presente naquele momento.
-Ao que parece, Gina não ficará satisfeita a não ser que possa me ver humilhado. – Harry disse conformado – Enquanto não me ver admitir, não poderá ser feliz.
Hermione desejou de todo seu coração poder calar as palavras de Harry.
-E o que você tem para admitir?
A postura de Rony não deixava dúvidas de que haveria uma grande briga entre eles.
Harry abandonou a refeição e se recostou na cadeira, olhando para Gina longamente. Havia mágoa em seu olhar.
-Achei que nunca me apaixonaria na vida. E mais, que nunca amaria de verdade. Quando me enviou uma carta contando de seu noivado relâmpago com uma moça do interior, eu ri. Tenho que confessar, era impensável. Então, ao chegar e encontrar Hermione eu lhe dei razão para tanta pressa. Precisou dois minutos de pé diante dela, para me apaixonar.
Hermione sabia que ele diria isso, mas ouvir foi terrível. Grudou os olhos no prato, rezando para que um dos bebês chorasse e a tirasse daquela situação. Um movimento em falso e eles a acusariam de saber e aprovar seu sentimento!
-Quanto mais a conhecia, mais apaixonado me tornei. Senti paixão, senti inveja. Todos os sentimentos que um homem apaixonado sente ao ver que alvo de seu interesse casado com outro. Meu melhor amigo. Quando me apresentou sua irmã, eu vi uma luz. Um rosto divino. Uma pele suave. Sua voz me atraia e seu corpo me encantou. Eu não pude ver o que era isso, não estando apaixonado por Hermione.
-Mesmo assim desonrou minha irmã!
A fúria em Rony foi aplacada, por Hermione que tocou sua mão e o segurou. Era um suave pedido para que esperasse.
A vida lhe ensinara uma dura lição sobre amar. Hermione havia aprendido a ter medo antes de descobrir o amor, assim como aconteceu com Harry.
E o medo nos cega.
-Eu me apaixonei por Hermione. É a verdade. Gina está me culpando. Acha que estou sofrendo por ela ser mãe. – ele sorriu, como se fosse uma tolice – mas não é verdade. Eu me apaixonei, e me surpreendi. Para mim, a paixão e o amor vieram juntos, ao mesmo tempo, na forma de duas mulheres encantadoras e fortes. Eu fui tomado por Ginerva. Fui... Abocanhado por sua doçura. Eu não me apaixonei, Ginerva. Eu não tive tempo de me apaixonar por você. Foi amor a primeira vista. Amor que nunca pensei sentir. Eu notei isso em Londres. No meu mundo, longe de Hermione, eu notei que era amor, e por isso me afastei. – ele olhou para Rony – Não vai entender, Rony. Para você sempre foi mais fácil demonstrar seus sentimentos. Sempre foi mais fácil dizer o que sente, enquanto para mim, sempre foi difícil.
Rony sabia disso, desde o internato que ele sabia da dificuldade de Harry em se enturmar, e demonstrar seus sentimentos mais íntimos.
-Quando me deixou – ele olhou para Gina que parecia ter perdido totalmente a cor nas faces – eu não pensei. Não pensei em nada que não fosse à possibilidade de ter partido sem dinheiro e se perder. Ou algum outro homem a abordar e seduzir. Poderia acontecer, sendo tão bonita. Que homem não iria a desejar? Depois achei que seus pais a tirariam de mim por tê-la feito sofrer, e então havia a possibilidade de não me perdoar. Eu morri durante todos os dias da viagem. Morri de medo, de tristeza, de saudade. Se eu pensei alguma vez em Hermione? Não. – ele olhou para Hermione que o entendia perfeitamente – Nem uma vez eu pensei nela. Meus únicos pensamentos eram encontrá-la. Saber que estava bem. E tudo para que? Para chegar e encontrar uma carta que dizia que não havia deixado Londres. – ele sorriu triste – Eu achei que fosse uma brincadeira. Teria que esperar até seu irmão voltar. Vários dias sem saber se ainda era seu marido. O trabalho da fazenda aliviou minha cabeça. Comprar um lugar para nós me ajudou a esquecer do medo que me deixasse. Mas nada me preparou para saber que estava grávida. Quer saber o meu primeiro pensamento sobre isso?
Gina apenas maneou a cabeça, sem conseguir falar.
-“Ela não vai me deixar.” Egoísmo da minha parte, mas antes de ficar feliz pelo filho que teria, eu fiquei feliz porque não poderia me deixar estando grávida. E isso não tem nada a ver com paixão, desejo ou conveniência, tem a ver com amor. Não sei dizer o tempo todo. Não sei demonstrar o tempo todo. Infelizmente não sei. – ele olhou para as próprias mãos, perdido.
-Porque ficou triste quando os bebês nasceram? - a voz de Gina estava engasgada, ela lutava contra as lágrimas, mas era uma luta perdida. Grossas lágrimas corriam em seu rosto.
-Gêmeos – ele disse rouco. – Há casos de gêmeos na sua família. – era como se fosse óbvio para ele, apenas para ele.
-Tem algo contra gêmeos? – Gina perguntou sem compreender.
-Se tivermos gêmeos, e nós os perdermos, a dor será duas vezes maior. Eu não sei se posso passar por isso, um ou dois filhos. Eu não sei se posso ser pai. Simplesmente não sei.
-Não pode estar falando sério – Rony argumentou - Ter medo de ser pai? Acha que eu não tenho? Já viu o tamanho dos bebês? E já viu o tamanho das minhas mãos? Eu posso esmagá-los se não tomar cuidado!
Hermione ficou surpresa em saber disso.
-Eu não fiz nada enquanto Hermione tinha um filho no meio do mato, da chuva e de uma perseguição. E não pude fazer nada a não ser segurá-la enquanto dava a luz no conforto de casa. Eu não servi para nada, a não ser ficar olhando. Acha que é o primeiro homem do mundo a ter medo de ser pai? – Rony não estava brincando – é apenas o primeiro a fazer drama por causa disso!
-Eu... – Hermione limpou a garganta, pois estava difícil não se emocionar – Deixem Harry em paz. Coitado. Está com medo. – ela soltou a mão de Rony e segurou a de Harry, a despeito dos olhares – Sempre soube que não me amava. O que sente por mim é carinho de irmão. Se não era no começo, é agora. Se Gina é tonta demais para entender, deixa-a sofrer em paz por algum tempo.
-Isso é verdade? – Gina perguntou quando Hermione se calou.
-Que a amo? – Harry fixou os olhos nos dela e ela negou com a cabeça.
-Que não sou apaixonado por Hermione? Sim, é verdade.
Incrível como para as mulheres isso é mais importante que um ‘eu te amo’, pensou Rony, olhando de um para o outro.
-Me ama? Mesmo? De coração? – Gina perguntou avidamente.
-Com todo meu coração – Harry confessou.
Gina não foi capaz de dizer nada. Baixou o rosto e limpou as lágrimas.
-Tenho feito papel de tola todo esse tempo, acusando-o. Perdão, Harry. Perdão, meu amor, por te magoar – ela não controlou o choro.
Hermione e Rony ficaram calados enquanto eles se reconciliavam. Hermione deveria ter dito o mesmo. Aproveitar a oportunidade e contar a Rony de seus sentimentos. Porque não fazia de uma vez?
Ergueu os olhos para ele, e se perdeu naquele azul profundamente claro. Seria possível que não conseguisse ler sua alma? Todo seu amor estava ali, em sua face, e Hermione sabia que não podia esconder.
Se ao menos ele a pedisse em casamento novamente, e do jeito certo!
-Alguém quer sobremesa? – ela perguntou, afugentando a tristeza, e esse impulso incontrolável de beijá-lo e pedi-lo em casamento, ela mesma!
Passado o momento de confissões, ela esperava que a noite continuasse o mais calma possível. Estava ansiosa, apesar do medo.
Iriam fazer amor novamente. Depois de tanto tempo!
Apreensiva com esse pensamento, quase derrubou o bendito bolo de nozes. Rony pareceu ler sua mente porque sorriu daquele jeito que a queimava por dentro.
Tendo a conversa mudado, e Gina estando mais leve e calma, eles puderam finamente desfrutar do momento de amizade e conversa.
-Mamãe está nervosa esperando pelo casamento de vocês – Gina lembrou – ela está dizendo que não é certo duas crianças não terem seus pais casados!
-Eu pedi Hermione em casamento, mas ela insiste em dizer não.
-Hermione! – Gina reclamou - Porque não aceita se casar com Rony? É seu marido! Estão juntos há quase um ano!
-É o que todos insistem em me dizer. Que estamos casados há um ano, e por isso devo aceitá-lo sempre – ela reclamou, magoada.
-E não é verdade? – Gina questionou – O que mais precisa para saber se quer ou não viver com meu irmão? Sejamos francos! É tempo suficiente para saber se são felizes ou não!
-Não é uma questão de felicidade – Hermione respirou fundo, chateada em ser questionada daquele modo.
-Então é uma questão do que? De boa vontade?
Atacada em seu orgulho, se negou a responder. Gina que pensasse o que quisesse!
-Hermione sabe que devemos nos casar. Temos dois filhos. Não é justo criá-los sem um casamento. É cabeça dura e não me diz sim apenas para provar que tem a última palavra!
Quanta insensibilidade, ela pensou, se eximindo de responder! Era esse o homem com quem vinha sonhando fazer amor? Ela era louca por acaso?
-Talvez tanta relutância tenha a ver com o fato da fazenda ainda estar no seu nome – Gina surgiu com essa teoria.
-Se fosse isso não teria o menor problema em exigir que passasse a casa em seu nome. – ele concluiu – tem algo que ela quer. Algo que com certeza vai me enlouquecer até descobrir o que é!
Hermione ainda não respondeu. Não podia crer que estavam falando assim sobre ela, e diante dela!
-Talvez... Isso possa ter a ver com o conde. Afinal, sempre teve ambição, meu irmão. E a filha de um conde é um prato cheio para alguém que quer crescer na vida! – ela sugeriu novamente, notando que Hermione se controlava para não explodir.
-Não vou negar. Ser herdeiro do conde me faz um homem muito feliz. Quem sabe, em outra época, pudesse ter me interessado por uma herdeira bem nascida. Mas isso foi antes de conhecer Hermione! Agora estamos casados e isso é para sempre, com ou sem um papel para comprovar! Santo Deus! Temos filhos! Será que ela não pode entender isso?
Claro, muito conveniente para ele.
Desistiu de comer. A sobremesa doce e saborosa tinha gosto de areia em sua boca. Casar-se com uma mulher por causa dos filhos? Ele achava isso honrado e digno. E era. Mas onde estavam os sentimentos que sempre dizia ter por ela?
-Tem planos de viver em Londres, meu irmão? Com a fazenda produtiva, e a confiança que tem em Suarez, poderia passar longos períodos em Londres!
-É uma idéia a ser pensada. Quero criar os meninos aqui, mas uma temporada longa em Londres seria agradável. No futuro, claro.
Ainda bem que ela tinha Rony para decidir por ela, pensou amargurada. Esse era o eu príncipe encantado?
Deveria estar louca!
-Marque o casamento, Rony. Terei o maior prazer em ser seu padrinho – Harry sugeriu – Sou padrinho de Arthur, e Gina é madrinha. Natural que sejamos padrinhos do casamento também. A menos que prefira Guilherme e Fleur.
-Nem pensar – Rony riu – Fleur é detestável. Convidá-la para madrinha de Edgar foi um gesto de humildade com meu irmão. Não poderia suportá-la como madrinha do nosso casamento!
Falava como se ela fosse casar com ele. Quanta arrogância!
Tinham filhos, estavam acostumados um ao outro, e ela era filha de um conde. Ótimas razões para pedi-la em casamento!
Porco!
Esse homem era um verdadeiro porco de arrogância, achando que ela o aceitaria por causa de razões, que sinceramente falando, beneficiavam apenas a ele!
Presunçoso!
-Está tão calada, Hermione – Gina ria por dentro.
Conhecia muito bem sua amiga para saber o quanto aquela conversa a irritava!
-Diga o que pensa do seu casamento. Precisamos definir tantas coisas! Como será seu vestido! Prefere uma cerimônia aqui, ou em Londres? Por certo terá que esperar o conde voltar com Elly para...
Repentinamente Hermione levantou-se e bateu os talheres no prato.
Furiosa, ela deixou a cozinha e marchou para o quarto.
-O que tem essa mulher? – Rony reclamou – Tenho a pedido em casamento há dias! Não sei mais o que lhe dizer para convencê-la a me aceitar!
-Por acaso, meu irmão, a pediu em casamento por amor?
Gina sorriu por sobre o copo de suco, que bebia delicadamente.
-É claro que meus pedidos de casamento são motivados por amor! Que idéia, Gina!
Irritado, ele não sabia mais o que pensar.
-Eu perguntei, se você a pediu em casamento, dizendo que é por amá-la?
-É claro que sim!
-Tem certeza? Com Hermione, meias palavras não bastam. Às vezes, você precisa ser direto.
Confuso, tentou lembrar-se das vezes em que a pediu em casamento. Não usara a palavra amor. Mas isso não era necessário? Havia dito milhões de vezes o quanto a amava! O quanto era importante em sua vida!
Será que essa mulher ainda não sabia disso?
Achando finalmente a razão de tantas recusas, foi atrás dela.
O trinco da porta do quarto estava trancado. Tentou de novo, nada.
-Hermione - chamou em voz baixa, para não acordar os meninos – Hermione, abra a porta.
Nada. Silêncio total.
-Hermione, preciso falar com você, tem uma coisa que não lhe disse – ele tornou a tentar o trinco e nada.
É claro. Não poderia gritar sob pena de atrapalhar o sono dos filhos. Mulher insana! E ele ainda queria se casar com ela! Prova que era mais louco que ela!
-Hermione, não seja assim – ele pediu, ouvindo seus passos dentro do quarto. Passos que se aproximavam da porta. – Eu não disse o que você queria ouvir. Achei que não era preciso, que soubesse. Hermione, eu te amo. Quero me casar só com você, e a única razão para isso é o fato de te amar. Não são os filhos, a casa, ou o costume. Eu te amo, e quero que case comigo. – nada. Silêncio total – Hermione, você aceita se casar comigo?
Ótimo, que romântico.
Pedi-la em casamento através de uma porta fechada.
Demorou uma eternidade para ouvir a chave girar na fechadura.
E mais uma eternidade até a porta abrir...
Beta: Hahaha, eu amo a Hermione! Ela é demais!