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6. Lips Of An Angel


Fic: Elixir da Vida - shortfic


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Capítulo VI – Lips Of An Angel


 


For my mistakes I am to blame


(Pelos meus erros eu sou culpado)


Never believed that it was all meant to fall


(Nunca acreditei que aquilo tudo significaria cair)


I'd give my life to have you near once again


(Eu entregaria minha vida para tê-la por perto mais uma vez)


Take me away. Would you forgive me?


(Leve-me. Você me perdoaria?) [1]


 


“Hermione, eu...” – tentou começar uma conversa assim que se viu a sós com ela outra vez – “Cheguei na hora errada, entendi tudo errado e...”


“Severus, eu o perdoei desde o instante em que encontrei os seus olhos uma hora atrás. Só você ter se arriscado por mim já me valeu o dia, apesar de eu não ter gostado do que me disse ontem.” – suspirou – “O casamento do Viktor é na Terça, ele apenas veio nos entregar o convite pessoalmente, como manda a tradição bruxa. Você surgiu justamente quando eu confirmava nossa presença e o abracei desejando felicidades.” – teve de rir da cara dele de espanto – “Se você talvez tivesse se dado à presteza de ler a carta que lhe mandei, na qual anexei o convite para o casamento de Viktor com a Cho, nada disso teria acontecido, seu orgulhoso cabeça-dura.” – Severus passou as mãos no cabelo, sem bem saber o que dizer ou fazer – “Além disso, você lhe deve desculpas.”


“Então era por isso que estava abraçada a ele? Por Salazar!” – isso que dá pegar a história pela metade – “Sinto muito por não ter confiado em você, Hermione.” – ele deu passos incertos, com a expressão tão insegura quanto, na direção dela, que lhe sorriu, incentivando-o a aproximar-se.


“O que aconteceu a você depois que fui embora?” – perguntou, enquanto passava os braços pela cintura dela, colando os dois corpos num abraço completo. Como era bom sentir aquele calor outra vez!


“Permaneci no jardim. A Ginny que me encontrou, nem sei exatamente quanto tempo depois de você ter partido. Lembra-se de que ela havia dito que me visitaria ontem à noite? Pois é. Foi o seguinte...”


Uma hora e meia depois, alguém aparatou, vendo-se – com motivos – surpreso após ver janelas e algumas portas abertas e a habitação completamente deserta por dentro.


“Hermione?” – uma jovem-mulher chamou receosamente, ao despontar pela porta que levava ao jardim, com a varinha em punho caso houvesse uma presença indesejada à espreita.


Nenhuma resposta.


“Mione!” – exclamou, lançando a varinha ao chão ao localizar desajeitadamente deitada a amiga de cabelos castanhos, visivelmente adormecida, despertando-a – “Pelos Céus, você está gelada!” – constatou, após tocar seu braço.


“Gin?” – reagiu, ao abrir os olhos e enxergar a distorcida imagem de olhos castanhos como os seus e cabelos num vivo tom de vermelho. Ergueu seu tronco em seguida, massageando o pescoço e descobrindo-se com um incômodo torcicolo.


“Onde está aquele ser insuportável e irresponsável que você chama de marido?” – exaltou-se a ruiva – “E o que diabos você está fazendo aqui fora?” – talvez nem a mãe de Hermione reagiria tão agudamente – “Enlouqueceu, mulher?” – estendeu a mão para ajudá-la a se levantar – “Vamos entrar.” – apoiou Hermione em seu ombro, guiando-a para o interior da casa.


“Ótima idéia, Ginny, não estou realmente me sentindo muito bem...” – piscou os olhos continuamente.


“Como estamos longe do litoral, você sabe como acabam por se tornar frias as noites de primavera e verão, e ainda me acaba adormecendo no meio do jardim. Já imaginou se aparece algum estranho? A casa estava completamente escancarada!” – bronqueou novamente.


“Então contei a ela da nossa discussão, e ficamos conversando por um tempo. Você sabe o quão complicado é esconder segredos da Ginny, ela sabe ser bem persistente quando quer. Depois que a Gin terminou o curso de Medibruxaria, nada escapa da percepção dela.” – sorriu para ele – “E eu descobri uma coisa.” – ficou séria de repente, e então o olhou fixamente.


Snape inclinou o rosto, franzindo o cenho por não ter entendido bem o que Hermione queria dizer com aquilo – “É algo sério?”


“Bom, você sabe que a Gin é Medibruxa e... Ao me ver vomitando depois daquele abalo emocional que eu sofri, e com um simples feitiço de diagnóstico...” – ela estudou as reações de Severus, vendo-o cada vez mais atento às suas palavras – “Estou grávida.”


Ela o viu levantar-se da poltrona abruptamente, fechando os olhos com o susto pela repentina reação dele, reabrindo-os lentamente um segundo depois.


“Eu vou ser pai!” – Snape colocou as mãos na cabeça, escondendo parcialmente os dedos pálidos em seus cabelos pretos, o que estabelecia um belo contraste, e ficou a andar em círculos num espaço de poucos metros quadrados sem conter sua agitação – “Hermione, vamos ter um filho!” – ele aproximou-se da mulher e tomou-a nos braços, erguendo-a; ela sorriu com aquele gesto vindo dele. Para quem conhece prioritariamente apenas seu lado obtuso e carrancudo, uma reação como aquela pode parecer algo surpreendente, improvável ou até mesmo surreal, mas que realmente ocorrera – “Hermione, você tem certeza?” – quis confirmar, fitando-a sem sequer piscar. Pelo visto seria difícil para ele digerir aquilo tão facilmente.


“Sim, tenho toda a certeza. De um mês e meio.” – acariciou-lhe a face, e viu nesta alargar-se um sorriso malicioso – “Agora faça o favor de me colocar no chão.” – esperneou de leve, sentindo a falta do contato de seus pés com o solo – “Sou agora uma mulher grávida, esqueceu?” – pilheriou, e ele, não se rendendo à colocação dela, a elevou ainda mais, ao que Hermione respondeu com um gritinho – “Severus Snape, você me paga!” – ameaçou-o, mas sem conseguir ocultar a vontade urgente de rir, feliz e, tanto quanto, maravilhada com a reação do homem à notícia, apesar de ainda preferir o contato com terra firme.


“Deus, Hermione, como eu amo você!” – segurou-a pelo rosto e lhe beijou a testa.


“Eu também o amo, muito. E lembre-se: pacta sunt servanda.” – citou a frase latina que adotaram como promessa de que seriam eternamente um do outro desde o dia de seu casamento.


“Eu sou egoísta demais para abrir mão de você, da sua pele...” – tocou-lhe as bochechas – “Dos seus cabelos...” – anediou-os, displicentemente, com a mão livre – “Dos seus beijos...” – foi a vez dos lábios rubros como cerejas serem contemplados pelos longos dedos do homem – “Do seu toque...” – pegou-lhe a mão esquerda e levou-a ao seu peito – “De você inteira...” – e abraçou-a por completo – “Merlin sabe o quanto senti falta de você. Mais da sua essência do que do calor de seu corpo; ainda que a noite seja tão insuportavelmente fria sem o seu corpo junto ao meu...”


“Não o deixarei ir novamente, Severus.”


“Eu não quero ir.”


“Nem eu desejo que vá.”


“Não irei.” – e ficaram em silêncio, atados um ao corpo do outro não se sabe exatamente por quanto tempo. Os únicos sinais ruidosos que ainda se alastravam pelo ambiente eram os das respirações ritmadas e o tique-taque multíplice e revigorante do relógio de parede que assinalava quase uma hora da tarde.


Após um final de semana recheado de planos e uma Segunda-Feira como qualquer outra, chegamos à esperada Terça – e uma festa em Paris os aguardava.


“Severus, você pode fechar o vestido para mim?” – apontou para o zíper traseiro do tomara-que-caia vinho que sentia dificuldade em vestir. Contrafeito, ele a auxiliou, mesmo que desajeitadamente – “Mal começou a gestação e já ganhei peso, não acredito! Quando experimentei o vestido pela primeira vez, ele era bem mais folgado.” – Severus revirou os olhos ao comentário, especialmente porque, para ele, a cada dia ela se tornava ainda mais linda.


Mulheres...


Após desaparatarem em frente ao local assinalado no convite, Severus, elegantemente vestido todo de preto, fez questão de ter seu braço atado ao dela enquanto caminhavam. Era bom ver olhares masculinos recaírem sobre Hermione e logo se desviarem ao alcançarem a expressão ferina que vinha dele, garantindo aos engraçadinhos de plantão que a moça em questão já tinha 'dono'. A sensação de que, mais do que nunca, ela era dele inflava seu ego enormemente.


A cerimônia foi rápida e, conforme a tradição, vinha acompanhada de um baile oferecido pelo pai da noiva. O Salão era retangular e enorme, ali a decoração, a bebida, a comida, enfim, era tudo de muito bom gosto.


Severus e Hermione, após felicitarem – e pedirem, discretamente, desculpas pelo acontecimento da semana anterior – os noivos, cumprimentavam os vários conhecidos que encontravam pelo caminho, não se demorando muito, porém.


Com a proximidade da meia-noite, a música antes barulhenta cedeu seu lugar a um clima irresistivelmente mais envolvente e romântico. Por muita insistência de Hermione, Severus a acompanhou até o meio do salão, quando então colou seu corpo ao dela numa cadenciada dança. Aproximando-se de seu ouvido, após alguns minutos, ela cochichou – “Até quando pretende ficar acordado?”


“Até a hora que você quiser.” – respondeu, após roçar o nariz adunco em seu pescoço e senti-la arrepiar-se, sabendo que era o ponto-fraco dela – “Por quê? Já quer ir embora?” – questionou, com a voz rouca, convencido do impulso que provocou nela.


“Sim, melhor irmos...” – sua fala quase não saiu; e foi um sacrifício absurdo separar seu corpo do dele.


Após se despedirem brevemente de alguns presentes, deixaram o local e se prepararam para aparatar. Abraçaram-se forte, e ele, em vez de conduzir a aparatação acompanhada, abaixou seu rosto e mordeu com vontade o ombro desnudo de Hermione, surpreendendo-a – “É para ficar marcado que você é minha...” – sorriu maliciosamente antes de, por fim, fazer o feitiço.


Mal reapareceram na sala de estar, e um olhar compartilhado evidenciava o quanto precisavam um do outro. Castanhos cintilavam e negros pegavam fogo. O amor que sentiam se misturava ao desejo que brotava de cada toque, de cada palavra sussurrada ao ouvido e de um entre tantos beijos ardentes e recheados de paixão e brasa.


Snape colou o corpo dela contra a parede ao lado da escada e foi provando, pouco a pouco, o sabor de seu beijo e de sua pele. Quando não estava a beijá-la, seus lábios e língua conheciam e marcavam território ao contemplar a maciez e o perfume de seu pescoço, dos ombros e da curva entre os seios; o lóbulo da orelha e seu rosto também eram alvos fáceis e nunca esquecidos. Já Hermione, em meio a irrefreáveis gemidos, retirava a parte de cima do terno do marido para deixá-lo apenas com a camisa social grafite, passeando as mãos pelas suas costas nuas sob a peça ou prendendo-as em seu bumbum, ao pressionar o quadril dele contra o seu, permitindo-lhe sentir a extensão do desejo de Severus por ela.


“Quarto.” – Snape murmurou, após já perder o controle que achava possuir sobre si.


Subiam a escada juntos, sem desgrudarem-se por um segundo, e cada dois degraus vencidos representavam um botão a menos de sua camisa para que ela desabotoasse, restando apenas um ou dois quando o curto percurso foi completado.


O pequeno corredor que os guiava até o quarto foi suficiente para que o zíper do tomara-que-caia de Hermione fosse abaixado pelas mãos experientes dele e para que ela desabotoasse a calça dele e lhe arrancasse, com ímpeto, a camisa grafite, fazendo voarem longe os dois botões sobreviventes.


Após atravessarem a porta, ele a fechou com o pé direito, nunca afastando os olhos dos de Hermione. Entre aquelas paredes, se renderiam aos seus instintos mais primitivos, beijar-se-iam e sentiriam a pele um do outro como se fossem seu maior vício e este jamais pudesse ser saciado...


As derradeiras peças de roupa pouco a pouco foram tornando-se dispensáveis e, num êxtase irrestrito, dois tornaram-se um só.


Se Snape achava que apenas movimentar-se sobre ela era o suficiente para levá-lo ao estágio mais intenso de insensatez, sua tese foi derrubada assim que sentiu Hermione apertando-o e repetindo seu nome incontrolavelmente, o que o levou à loucura e o fez alcançar o ápice pouco depois.


Após derramar-se dentro dela, Severus despencou ao seu lado, puxando-a para abraçar-se a ele e podendo sentir o coração da mulher que amava pulsando freneticamente, assim como o seu.


“Você me faz feliz...” – ele murmurou em meio aos fios castanhos do cabelo dela, inalando seu perfume, após alguns minutos de silêncio.


“Isso é bom.” – ele agora passou a olhá-la – “Principalmente porque antigamente eu só se via divertimento neste lindo par de olhos pretos quando você distribuía detenções, ou ao descontar pontos de qualquer um que o questionasse, especialmente se fosse alguém da Grifinória.” – ela zombou, apertando o nariz curvo dele entre o polegar e o indicador de sua mão esquerda. Ele franziu a testa e perfurou-a com o olhar, o qual passou longe de intimidá-la – “Estou só brincando, seu bobo. Você também me faz muito feliz, e sabe disso.” – Hermione sorriu marotamente e beijou-lhe o peitoral, acariciando sensualmente a barriga do homem, que não demorou a perceber as segundas intenções de sua esposa naquele ato. Aquela noite ainda prometia muito.


Algumas horas depois, ele viu-a dormindo placidamente, e ela sorria... Desejou, mais do que qualquer coisa em sua vida, que estivesse nos sonhos dela, sendo o motivo e o dono daquele sorriso.


Hermione foi o antídoto para o veneno do ódio que se espalhava por suas veias, e um dia a mais sem ela conseguiria ser pior que uma semana em Azkaban rodeado de Dementadores, disso ele jamais duvidaria.


 


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Pacta sunt servanda = Promessas/Pactos devem ser cumpridos (latim). Retirado da música Don’t Say a Word, mais uma vez de Sonata Arctica.


Esse capítulo foi quase todo improvisado e precisei reescrevê-lo na pressa (e corri demais em alguns trechos, o que detesto fazer /detalhista), visto que boa parte dele não estava em meus planos. Com a mudança no capítulo anterior, contudo, essa modificação foi necessária.


Essa não é a primeira NC que escrevo, mas é a primeira que posto. Nem preciso dizer do meu nervosismo, né?


 


≈ Referências Musicais:


[1] Epica ft. Tony Kakko – White Waters.



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