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9. O Sexto Ano- parte 3


Fic: Tudo Certo- 7 ano- Att no fim de semana


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Amores, Decepções, Reconciliações...- parte 3



... Por isso decidi ignorá-los.... Eles chegavam, eu saia...




Era horrível ficar daquele jeito com ele, mas preferia aquilo a ter que ficarmos discutindo toda hora.




Harry me contou sobre a visita do ministro. Aquilo era nojento demais...



Encontramos a Mione em frente ao retrato da Mulher Gorda. Ela abraçou o Harry, a Gina e simplesmente me ignorou.


Entramos no Salão Comunal e Lilá me recepcionou com um beijo.


Tava meio cansado daquilo... A Lilá podia ser bonita, mas ela era grudenta demais... Queria, e precisava, dar um fim naquilo...


Aqueles dias tão tristes que passei na Toca me fizeram ver o quanto a Mione era, e sempre vai  ser, importante demais pra mim...


As aulas no dia seguinte começaram com uma surpresa bem mais agradável. Começaríamos as nossas aulas de aparatação!


Lilá chegou do meu lado, me beijando daquele jeito... Ainda por cima, me chamando de Uon-Uon... Que apelido era aquele?


A gente acabou discutindo e sai sem nem olhar na cara dela.


A noite, Harry foi a mais uma aula com o Dumbledore.


Lilá e eu ficamos no Salão Comunal, mas dispensei ela rapidinho...


 


Ele estava lá, grudado na namorada, enroscado nela. Estranho foi vê-la subindo pro dormitório tão cedo...


Assim que ela subiu, Ron se sentou do meu lado. Aquilo foi tortura pura....


Não queria olhá-lo, então fechei meus olhos e respirei fundo.


Coisa errada que eu fiz... Seu perfume diretamente no meu nariz, invadindo, me entorpecendo... Eu tinha que sair dali... Senão cometeria uma loucura...


Acabei subindo correndo pro dormitório, murmurando baixinho “Boa Noite, Ronald”...


 


Ela subiu correndo, murmurando muito baixinho “Boa Noite”, mas suficiente alto pra eu ouvir e conseguir dormir melhor e mais feliz do que vinha dormindo a dias....


 


No dia seguinte, Harry me contou (e pro Ron separadamente) que descobriu que Voldemort havia assassinado o pai e os avós trouxas, ainda adolescente, com a varinha do tio, Morfin. Ele havia simplesmente acabado com a parte trouxa da família... O tio fora preso e Tom voltou pra escola, levando com ele um anel de família...


Também nos contou uma história que acontecera na escola, segundo Dumbledore a lembrança mais importante que eles estudariam. Uma conversa do Tom com o Prof. Slughorn, sobre horcruxes... Era uma lembrança alterada, e Harry teria a missão de extrair do nosso professor a memória completa...


Não tinha idéia do que era aquilo... Horcruxes... Só estava muito claro que era alguma coisa do mal...  


 


Se a Mione não sabia, eu então... Nunca tinha ouvido falar de horcruxes... Só estava claro pra nós que era Magia das Trevas muito avançada e perigosa....


A primeira tentativa de Harry pegar a memória veio naquela tarde, depois de uma aula de poções extremamente difícil, onde ele ganhou muito pontos por utilizar bezoar como antídoto para os venenos que nos foram mostrados.


A tentativa foi falha, inclusive deixando o Slughorn furioso...  


 


Tentei pesquisar sobre as horcruxes na biblioteca, mas não encontrei absolutamente nada sobre o assunto em livro nenhum...


Aquilo me deixou extremamente aborrecida... Sempre que precisava de alguma coisa, descobrir algo, era lá que eu encontrava!


Pra piorar, nossa primeira aula de aparatação foi um desastre...


 


Era a manhã do meu aniversário. Como de costume, minha cama estava cheia de presentes. Havia também uma caixa de bolos de caldeirão, que abri imediatamente pra comer.


De repente, nada mais fazia sentindo. O mundo, tudo, se resumia a ela. Romilda Vane...


Precisava desesperadamente encontrá-la, me declarar pra garota que eu estava “apaixonado”...


Harry prometeu me apresentar a ela. Saíamos pelo retrato da Mulher Gorda quando ouvi a Lilá me chamar.


“Me deixa em paz! O Harry vai me apresentar a Romilda Vane...”


Acho que ela ficou ofendida...


 


Desci pro Salão Comunal e dei de cara com a Lavander, irritadíssima, contando aos berros e soluços pra Parvati que o Ron havia trocado ela pela Romilda Vane.


De início, fiquei triste com aquilo, mas de repente meu deu um estalo.


Poção do Amor. O Ron poderia te comido os bolinhos enfeitiçados que a Romilda havia dado pro Harry....     


Mais tarde, descobriria que o Ron não só foi enfeitiçado, mas também envenenado...


Entrei em desespero...


 


Fomos até a sala do Slughorn, Harry me disse que ela estaria lá.


Eles conversavam baixinho, mas eu nem me importei. Queria estar bonito pra quando a Romilda chegasse...


O professor Slughorn me deu uma bebida, um tônico para os nervos. Então, como aquela paixão veio, ela foi...


Harry me explicou que havia Poção do Amor nos bolos que comi, por isso fiquei daquele jeito.


Com um brinde pelo meu aniversário, o professor nos serviu hidromel. O primeiro gole que dei, senti alguma coisa estranha...


Era veneno... Me deu uma tremedeira, tudo ficou escuro....


Vi o Harry colocar uma pedra na minha boca. Depois ele me contou que era o bezoar que ele havia utilizado na aula...


“Essas garotas, ainda vão me matar, Harry...”.


Ai eu apaguei...


 


Quando a Gina me contou o que tinha acontecido, minha respiração ficou suspensa, meu coração falhou uma batida... Ele quase tinha morrido.


Sai correndo em direção à Ala Hospitalar. Precisava vê-lo...


E daí que ele tinha namorada? Ele era meu... Amigo...


Fiquei ali ao lado dele. Esperando que ele acordasse. Precisava ver aqueles olhos azuis... O meu azul favorito...


A Lilá chegou fazendo um escândalo, chamando pelo namorado, pelo Uon-Uon...


“Hermione... Hermione...”.                                      


Mais uma batida falha. Ele tinha me chamado. Nem quis saber se a Lilá estava lá, me sentei ao lado dele e segurei a sua mão. Aquela mão que encaixava perfeitamente na minha...


 


Sentia minha mão quente. Eu estava inconsciente, mas reconheceria aquele toque em qualquer lugar... A mão dela...


 


“Já estava na hora, você não acha?”. Ouvi a Gina perguntar ao Harry enquanto ela deixava a Ala Hospitalar. Harry me deu o sorriso mais sacana que já vi ele dar até aquele dia e saiu atrás dela...


“Cala a boca, Harry!”. Mas eu também não pude reprimir um sorriso.


Já era tarde da noite quando Madame Pomfrey veio me expulsar, ameaçando chamar até o Dumbledore se eu não voltasse imediatamente pra Torre da Grifinória.


Muito relutante, soltei a mão do Ron e fui. Planejando voltar....


Não conseguiria dormir mesmo...


Entrei escondido no quarto dos meninos e peguei a capa do Harry emprestada.


Caminhando cautelosamente pelos corredores, cheguei a Ala Hospitalar. Entrei, verificando se Madame Pomfrey não estava a vista e me dirigi pra cama do Ron.


Me sentei ao seu lado, tomando cuidado pra não deixar a capa escorregar, e segurei novamente sua mão.


Fiquei ali, quietinha, observando o Ron dormir tranquilamente, ressonando baixinho, a lua bem em cima de nós...


Até que o sono me venceu...


 


Despertei no meio da noite, aquele perfume invadindo meus sentidos...


Tinha certeza que ela estava ali, escondida embaixo da capa do Harry...


Tateei devagar a cama, até encontrar a ponta da capa. Quando a levantei, ela estava mesmo ali...


Adormecida, o rosto virado para o meu lado, linda banhada pela luz da lua... A mão segurando a minha....


Lenta e levemente acariciei seu rosto, aspirando mais forte seu perfume. Me inclinei um pouco sobre ela e dei um beijo no seu rosto, que parou pertinho da boca...


Voltei a me deitar, tomando o cuidado de deixá-la coberta outra vez, e apertei um pouquinho mais sua mão...


 


Despertei quando o dia estava nascendo. A estranha sensação de um toque de lábios em meu rosto... Perto demais...


Ron ainda dormia. Mais uma vez não queria soltar nossas mãos, mas precisar voltar pro dormitório antes que a escola toda acordasse.


Um beijo na bochecha e saí correndo de volta à Grifinória.


 


Perto, muito perto. A boca dela perto da minha, beijando minha bochecha... Seu perfume deliciosamente à minha volta, impregnado no ar... Não tinha como não ter uma noite maravilhosa...


De manhã fiquei sabendo que meus pais tinham ido me ver, e agradeceram muito ao Harry por ele ter me salvado. A Lilá também esteve lá, mas felizmente eu tava dormindo.


Não estava realmente disposto a falar com ela, nem naquela hora nem depois, por isso sempre que ela aparecia, eu fingia estar dormindo...


Harry me contou que o McLaggen estava atrás dele querendo minha vaga no time. Como eu não poderia jogar contra Lufa-Lufa, o idiota teria que me substituir...  O pior é que ele se achava o dono ou o capitão do time, ficava enchendo o Harry com táticas e críticas à nossa equipe.


Idiota, chato e metido...


 


Na manhã do jogo da Grifinória com a Lufa-Lufa, queria dar uma passada pra ver o Ron antes de ir para o estádio, mas dei de cara com a Lavander na Ala Hospitalar... Cheia de carinhos pra cima dele, que fingia estar dormindo...


Não ficaria assistindo aquela cena...


 


A Lilá passou lá antes do jogo. Ela não... Que droga...


Já estava bem deprimido de não poder jogar ou assistir a partida. Ou de não poder dar um chute na bunda do McLaggen ou uma porrada no idiota do Smith (que era artilheiro da Lufa-Lufa... Como eu queria defender todas as bolas dele...)... Pra piorar, ela não tinha aparecido mesmo...


Meu humor só melhorou quando comecei a ouvir a narração do jogo. Luna Lovegood... A melhor que já tinha ouvido... Passei mal de tanto rir com as loucuras que ela dizia...


 


Assim que a Grifinória entrou em campo, a nossa torcida veio abaixo. Pena que o Ron não tava lá...


Dava pra ver que o Harry tava muito irritado.... Eu sabia que era com o Cormack. Ele estava se metendo no jeito do Harry comandar a equipe, queria ser mais capitão que ele...


Pentelho....  


De repente eu vi o Harry caindo. O idiota havia acertado ele com um bastão...


Eu fiquei apavorada! Vi a Gina voando na direção dele, depois o resto da equipe, e a Prof McGonagall louca com o McLaggen, parecendo dividida entre bater, deixá-lo em detenção o resto do ano ou suspendê-lo da escola...


 


Tava me divertindo muito com a Luna quando a ouvi falando que o imbecil havia acertado o Harry. Fiquei apreensivo, querendo ir para o campo acertar a cara dele...


Os professores entraram pela porta trazendo o Harry desacordado. Madame Pomfrey o colocou na cama ao lado da minha, murmurando encantamentos, administrando poções...


Depois de alguns minutos, a Gina e a Mione apareceram na porta, os olhos vermelhos, as caras preocupadas...


Claro que elas não puderam ficar, mas só saíram quando Madame Pomfrey garantiu que ele estava bem.


“Que bom que você veio me visitar!”. Não agüentei, tive que dar uma zoada no Harry quando ele acordou...


Mas claro que meu amigo tava muito puto. Eu estava muito puto! Ainda mais porque a Grfinória tinha perdido, por causa dele!


Uma parte de mim estava muito feliz. O McLaggen havia enfiado os pés pelas mãos, tinha sido um incompetente... Eu já não tinha por que me preocupar com ele, em perder a vaga no time pra ele....


 


Harry e Ron saíram da Ala Hospitalar na segunda. Harry continuava cismado com o Malfoy, até tinha mandado Dobby e o Monstro ficarem de olho nele...


A grande surpresa do dia veio da Gina. Ela e o Dino estavam com o namoro estremecido.


Podia ver o brilho nos olhos do Harry...  A felicidade contida dele ao ouvir a notícia...


Ele tava mais que apaixonado pela ruiva...


Aquela noite o Harry teve mais uma aula com o Dumbledore. Estava ansiosa pela perspectiva de ficar sozinha com o Ron depois de tudo que passamos....


Ficamos ali, só nós dois, finalmente podendo “matar a saudade” de meses afastados, sem uma conversa...


Minha cabeça apoiada no seu ombro, nossos dedos roçando levemente, o clima entre nós completamente diferente...


Já não tinha mais como negar... Aquele ruivo ao meu lado tinha roubado meu coração...


 


O perfume daquela morena, mais uma vez me enfeitiçando...


Ao contrário da Lilá, que só enfeitiçara minha cabeça, Hermione enfeitiçara meu coração...


É, ela era (e continua sendo...) a dona dele...


Quando o Harry nos contou a leve bronca que Dumbledore tinha lhe dado por não ter conseguido a lembrança do Slughorn, Mione e eu trocamos olhares constrangidos, afinal deveríamos nos empenhar tanto quanto ele nessa tarefa...


 


Assim que terminou a escola, Tom Riddle foi trabalhar na Borgin & Burkes. Lá, ele conseguiu acesso a tudo relacionado às Artes das Trevas...


Só que algumas das coisas mais valiosas que ele conseguiu não foram na loja, e sim na casa de uma velha bruxa, Hepzibah Smith, que se encantara com o jovem Tom.


Durante uma visita dele a sua casa, ela lhe mostrou uma taça que havia pertencido a Helga Hufflepuff e um medalhão de Salazar Slytherin (que pertencera a sua mãe, Merope).


Tom roubou os dois e manipulou a memória da elfa que trabalhava para Hepzibah, fazendo parecer que ela havia envenenado sua senhora...


A outra lembrança que Harry viu era do próprio Dumbledore, quando ele começou no cargo de diretor. Tom, já naquela época Voldemort, retornara a escola pra pedir o emprego de professor de DCAT. Claro que Dumbledore não aceitou, sabia que Tom já era completamente do mal.... Havia também um outro motivo, mas esse ele só poderia ter certeza quando Harry lhe trouxesse a lembrança do Slughorn...


Desde então, o cargo é amaldiçoado...


 


A data dos primeiro teste de aparatação havia sido marcada. O problema era que eu não me sentia nada pronto pro teste. Ao contrário da Mione, que já aparatara duas vezes, e do Harry, que mesmo não tendo idade para fazer o primeiro teste, havia aparatado, eu não tinha conseguido ainda...


Além disso, e da preocupação com a lembrança do Slughorn, Snape nos passou um dever dificílimo de DCAT.


Estávamos no Salão Comunal terminando o dever quando notei que tinha alguma coisa errada. A pena auto-revisora que eu estava usando, produto dos meus irmãozinhos Fred e George, estava falhando. Fiquei desesperado, teria que fazer tudo de novo...


Até que eu ouvi a voz da Mione... “Não esquenta, a gente pode dar um jeito nisso.”


A minha salvação. Ele pegou meu dever e a varinha, murmurando um feitiço para corrigir as palavras erradas, eu me virei pra ela e disse, sem nem pensar...


“Eu amo você, Hermione.”


 


“Eu amo você, Hermione”.


Merlin do céu... Era aquilo mesmo que eu tinha ouvido?


Minhas pernas fraquejaram, meu coração acelerou tanto que pensei que fosse sair pela boca...


“Não deixe a Lilá ouvir você dizendo isso...”, murmurei. Mas era tudo que eu queria, que ela ouvisse o Ron dizendo que me ama...


E tudo que eu queria ouvir, muitas e muitas vezes...


 


Não me importaria se a Lilá ouvisse... Queria que ela largasse do meu pé. Apesar de o nosso relacionamento estar estremecido, ela ainda era grudenta demais, parecia a Lula Gigante...


E o que eu tinha dito era a mais pura verdade.


Ainda naquela noite, Dobby e Monstro apareceram pra dar ao Harry o primeiro relatório da caça deles ao Malfoy...  Ele andava se escondendo na Sala Precisa, tramando alguma coisa... E Harry estava mais que determinado em descobrir o que era...


 


O frio estava definitivamente indo embora. Aproveitávamos um início de tarde ensolarado nos jardins antes do nosso teste de aparatação, quando uma garotinha veio nos trazer um bilhete.


Era do Hagrid, nos avisando que Aragogue tinha morrido e que gostaria que fôssemos no enterro.


Ron e eu não poderíamos (nem queríamos) ir, mas Harry cogitava ir até lá.


Tentávamos convencê-lo a conversar de novo com Slughorn, tentar amaciá-lo, já que a aula estaria quase vazia. E o Ron teve uma idéia brilhante...


 


“Harry, é isso aí: mude a sorte! Use a sua poção da sorte!”


Era óbvio! Com a Felix Felicis o Harry com certeza conseguiria dobrar o Slughorn.


Vimos que ele ficou relutante, mas disse que usaria a poção se não conseguisse falar com ele depois da aula.


Era hora do nosso teste. Desejamos boa sorte pro Harry e ele o mesmo pra nós.


Enquanto nos dirigíamos pra Hogsmeade, a Mione murmurava baixinho “Destinação, determinação, deliberação...”, às vezes imitando o movimento que tínhamos que fazer para aparatar. Adorável e graciosa...


Claro que ela passou no teste. Ela foi perfeita.


 


Foi uma sacanagem. Por causa de meia sobrancelha que ele deixou pra trás o examinador não deixou o Ron passar...


Mas eu tinha certeza que no próximo teste ele passaria...


Ficou decidido que o Harry tomaria a Felix naquela noite mesmo.


Depois de nos certificarmos que o Nev, o Dino e o Simas estavam no Salão Comunal, subimos até o dormitório dos meninos.


Harry bebeu um pouquinho do conteúdo do frasco e, mais confiante que nunca, se enfiou embaixo da Capa da Invisibilidade ... Estranhamos quando ele disse que ia até o Hagrid, mas ele nos disse que sabia o que estava fazendo. Ou a Felix sabia...


Assim que descemos pro Salão Comunal, demos de cara com a Lavander, histérica. 


No instante que Harry passou pelo buraco no retrato, ela e o Ron começaram A discussão.


 


“Que é que você estava fazendo lá em cima com ela?”.


Lilá gritava comigo e lançava olhares de puro ódio à Mione...


Fomos para um canto do Salão, onde acabamos discutindo mais. Não havia como justificar eu e a Mione descendo juntos do dormitório sem falar do Harry, por isso deixei ela pensar o que quisesse.


Claro que acabamos terminando, o que foi ótimo.


Tive a impressão que não fui o único que gostou do fim do namoro...  A Mione tava com um brilho diferente no olhar quando contei a ela...


 


Fiquei muito feliz. A Lavander não merecia o Ron...


Ele não parecia nada triste, pelo contrário. Seus lindos olhos azuis brilhavam de maneira diferente quando me contou o que tinha acontecido...


Além deles, Gina e Dino também tinham terminado. O Harry ficaria tão feliz...


Assim como o Ron, a Gina não parecia triste...


Fui dormir com a certeza que tudo mudaria para nós quatro...


 


Quando o Harry nos contou tudo que tinha acontecido na noite anterior, Mione e eu ficamos em choque... Ele havia conseguido a lembrança do Slughorn e, junto com Dumbledore, descobriu o grande segredo de Lord Voldemort...


Harry havia encontrado Slughorn no caminho pra casa do Hagrid. Entusiasmado com a possibilidade de extair o (ARGH!) veneno da aranha, ele foi com Harry até lá.


Depois do enterro, o professor e Hagrid começaram a beber. Ambos estavam pra lá de bêbados quando Hagrid capotou.


Então o Harry jogou a isca. Disse que precisava da lembrança para conseguir matar Voldemort, que Slughorn deveria ser corajoso como Lilly foi ao morrer pra protegê-lo... Que sendo o Eleito, ele mataria Voldemort... Mesmo um pouco relutante, o professor deu a lembrança ao Harry.


 


Imediatamente Harry foi até o escritório do Dumbledore, onde eles descobriram realmente o que era aquela lembrança.


Slughorn explicava pro jovem Tom o que era uma horcrux.


Um objeto em que a pessoa esconde um pedaço da própria alma. Alma que é dividida quando a pessoa comete um assassinato.


Não satisfeito, Tom queria dividir a alma em sete pedaços.


Dumbledore achava que ele realmente tinha dividido a alma sete vezes e os escondido em objetos mágicos importantes.


O anel do seu avô, o diário e o medalhão de Slytherin (que provavam sua descendência com o fundador da Sonserina), Nagini, a taça de Helga Hufflepuff e um objeto de Rowena Ravenclaw ou Godric Griffindor (já que a sétima e última parte da alma ainda estava em seu corpo...)


Duas dessas horcruxes não existiam mais, o diário, que Harry destruiu no segundo ano, e o anel, que o próprio Dumbledore destruiu...


Mas a tarefa era absurdamente difícil... As horcruxes restantes poderiam estar em qualquer lugar... Dumbledore estava tentando encontrá-las, visitava lugares que foram importantes pro Tom, por isso passava tanto tempo ausente da escola. A partir daquele momento, Harry o ajudaria a destruí-las.


Assim que as destruísse, Harry finalmente poderia matar Voldemort...


A coisa mais importante que Dumbledore mostrou ao Harry aquela noite era que ele não acabaria com Voldemort por causa da profecia, mas por causa do seu senso de justiça, de querer ver aquele monstro morto... Que ele, mesmo tendo alguns dos poderes do Lord das Trevas, não havia sucumbido ao mal... Que ele era absurdamente do bem, e que lutaria até o fim para derrotá-lo.


No fim, um ou outro morreria, mas se isso acontecesse com nosso amigo, ele o faria como seus pais, de cabeça erguida, como um guerreiro, lutando até o fim...


 


O cara era louco, completamente louco... Dividir a alma para se tornar imortal...


Mas ajudaríamos o Harry a acabar com as Horcruxes e depois matar aquele maldito...


Estava tão impressionado com aquela história que nem percebi o que estava fazendo. Só quando a Mione me fez parar é que eu me liguei.


“Ron, você está fazendo nevar...”. Estava nevando mesmo, grandes flocos caiam sobre nós. A Mione estava com os ombros e cabelos cheios de neve, uma desculpa para tocá-la...


Enquanto tirava a neve dos seus ombros, vi a Lilá perto da gente, os olhos vermelhos e cheios de lágrimas, novos olhares de ódio à Mione... Me afastei dela e contei do término do namoro pro Harry.


Quando a Mione falou pra ele que a Gina e o Dino também tinham terminado, eu pude ver aquele brilho diferente em seus olhos.


O Harry definitivamente tava a fim da minha irmã...


Enquanto esperávamos por novas notícias das buscas do Dumbledore, Harry e eu nos preparávamos pro último jogo da temporada. Era muito difícil (teríamos que vencer a Corvinal por mais de 300 pontos), mas poderíamos ter uma chance...


Que aumentaram consideravelmente quando vimos Katie Bell entrando pelo Salão Principal, totalmente recuperada.


 


A Grifinória treinava a exaustão. Ron estava perfeito, mais confiante que nunca e defendendo tudo... Harry nem precisa falar.... Demelza e Gina, junto com Katie, eram as melhores artilheiras da escola....E os meninos eram excelentes batedores...


O time estava demais e tínhamos todas as chances de ficar com a taça.  


Gina estava mais feliz que nunca... Extrovertida e espoleta,ela era a diversão do time nos treinos...Como estava sempre acompanhando, podia ver as imitações cada vez melhores que ela fazia do Ron e do Harry.


Harry, mais apaixonado que nunca, ficava encantado em vê-la assim... Ele dizia que ela era a alma do time... Não perdia uma chance de ficar admirando-a, fosse treinando (quando ele ficava tão vidrado que perdia o pomo de vista...), voando ou divertindo a gente...  


A poucos dias do jogo, Harry se meteu numa baita encrenca, que quase resultou na sua expulsão. Eu tinha ido atrás da Prof. Vector para tirar uma dúvida, Ron estava tentando ficar menos nervoso e o Harry ficou no Salão Comunal.


Obcecado como ele estava em descobrir o que o Malfoy estava aprontando, pegou o Mapa do Maroto e o achou no banheiro, junto da Murta que Geme. Quando Harry o encontrou,ele parecia chorar, mas rapidamente se recompôs e eles iniciaram um duelo.


Feitiços voaram pro todos os lados, até que o Draco decidiu lançar uma Maldição Cruciatus no Harry. Como revide, meu irmãozinho lançou um feitiço que tinha visto no livro do Príncipe, o Sectumsempra.


O feitiço rasgou o peito do Draco, deixando uma imensa poça de sangue no banheiro... Pra piorar, o Snape apareceu no banheiro, graças ao Pirraça que dera um show e praticamente deletara o Harry...    


 


O Seboso adorou flagrar o Harry... Depois de fechar os cortes do Malfoy e deixá-lo na Ala Hospitalar, ele exigiu ver os livros do Harry, queria saber de onde ele conhecia aquele feitiço, magia das Trevas....


Assustado com o tinha feito, ele nem desobedeceu. Acabei encontrando-o na escada de acesso pros dormitórios, onde ele pediu meu livro de Poções Nem deu tempo de perguntar o que tinha acontecido, já que a roupa dele tava suja de sangue...


Depois, quando Harry nos contou a história toda (a Mione ficou horrorizada....), soubemos que ele escondera o livro na Sala  Precisa, mas que Snape não acreditou nele e o deixou em detenção durante um tempão...


Bom, o fato era que estávamos sem nosso capitão e sem apanhador, as vésperas da partida que decidiria o campeonato...Numa reunião com a equipe, Harry se desculpou pela cagada e nomeou Gina a nova apanhadora, Dino o artilheiro que iria substituí-la (pude ver pelos olhos e pela expressão do Harry que ele não ficou nada contente....) e eu o novo capitão (!).   


Com o nosso time jogando demais, seria fácil acertar o time e ganhar a taça mais um ano (e também ganharíamos por ele)...


Na manhã do jogo, depois de nos despedimos de um Harry frustrado e desapontado, fomos pro estádio.


Assim que a Gina se dirigiu aos vestiários, senti a mão da Mione na minha, me detendo.


“Boa sorte, Ron!”, e como no ano anterior, um beijo na bochecha. Só que, diferentemente daquela vez, os lábios delas tocaram o cantinho da minha boca, quase num selinho... Seu perfume me envolvendo...


Desnorteado, rumei para os vestiários.


Depois de uma rápida repassada no que havíamos treinado, voamos pro campo. A massa grifinória alucinada, mas apreensiva pela falta do melhor apanhador que a escola já vira...


 


Meio fora do eixo, me juntei à torcida, no momento que eles entravam no campo.


Podia ver seus olhos, nos encarávamos antes do início da partida, determinação e ansiedade brilhando junto àqueles azuis alucinantes...


Eu não entendia nada de quadribol, via que o Harry fazia falta, mas Gina voava tão bem que praticamente se equiparava a ele. A Cho tava tomando um banho dela (de novo...)! Ron fazia defesas incríveis. Todo time estava maravilhoso...


 


O placar estava apertado, o jogo disputado. Apesar dos gols que tinha tomado, conseguia fazer muitas defesas importantes.


Via minha irmã mais lá em cima, procurando o pomo, a Chang em sua cola...


Lá pelo meio da partida, a Grifinória já dominava o jogo . Corvinal já não marcava mais gols, eu defendia tudo...


Às vezes meus olhos encontravam os dela, me hipnotizando, praticamente me desligando do que acontecia...


Vencíamos por 290 a 140, estávamos perto de poder ganhar o campeonato. Se Gina apanhasse o pomo, a taça seria nossa!


Um borrão vermelho passou por mim. Um brilho dourado logo à frente. Minha irmã, muito a frente da Cho, em direção ao pomo. Sim, a vitória era nossa, taça era nossa!


Antes que ela pudesse pegar o pomo, ainda vi a Demelza marcar mais um gol. Então Gina agarrou a bolinha, decretando nossa vitória, levando o Grifinória ao delírio... 450 a 140, pelo terceiro ano seguido nós éramos campeões!


A massa vermelha invadiu o campo quando alcançamos o chão, abraçados. Eu tava muito, muito feliz.


Assim que a vi, correndo na nossa direção, dei um beijo na minha irmã, me desvencilhei de todo mundo e fui até ela.


 


Estava tão feliz! Pela Gina, pela equipe, pelo Harry, pela Grifinória... Mas principalmente pelo Ron... Ele merecia aquele título...


Corri na direção dele, que também vinha na minha direção... Nos abraçamos apertado, seus braços fortes me tirando do chão e me rodando no ar... Ficamos daquele jeito durante vários minutos, rindo, comemorando...


Quando ele me pôs no chão de novo, nos separamos um pouquinho, seus olhos brilhando intensamente, suas mãos subindo pelas minhas costas...


Assim como nos separamos, voltamos a ficar próximos, nossos rostos muito perto...  Fechei meus olhos e senti um toque... Um leve toque em meus lábios, um simples toque que foi capaz de me deixar nas nuvens...


Nem chegou a ser um selinho, tão sutil que foi...


 


Foi de leve, muito de leve... Mas foi capaz de me enlouquecer... De me fazer querer mais...


Fomos separados pela torcida, era o momento de erguermos a taça... Foi demais fazer aquilo como capitão da equipe...


Fomos carregados pela galera nos braços até o castelo. Precisava mostrar pro Harry! Ele ia pirar!


Depois de alguns minutos de comemoração no Salão Comunal, a Mione perto de mim, o retrato se abriu e ele entrou. Fui eufórico em sua direção, lhe mostrando a taça, vendo seu sorriso se abrir.


Gina apareceu atrás de mim, parecendo brava com ele.


Então aconteceu. Harry a agarrou e a beijou, sem se importar que estava na frente de todo mundo, deixando a galera enlouquecida. Foi O beijo.  


Fiquei surpreso, apesar de ter notado o clima entre eles.


Minha irmã e meu melhor amigo. Claro que eu faria o papel de irmão super protetor, não facilitaria as coisas, mas não poderia haver cara melhor pra ela...


 


Foi um beijo lindo. Não poderia haver casal mais certo do que o Harry e a Gina, eles eram perfeitos juntos... Fiquei tão feliz por eles...


Sabia que o Ron também estava feliz, apesar daquela cara de durão que ele fez...


Enquanto Harry a levava para um passeio, a festa continuava a rolar. Ron e eu estávamos muito, muito próximos, ele falando animadamente sobre a partida. Às vezes nossas mãos se tocavam e eu ficava toda arrepiada, ainda lembrando do toque sutil dos lábios dele...


Já era bem tarde quando os dois voltaram... Era adorável o jeito que o Ron estreitava o olhar na direção do Harry, contendo a vontade de esganá-lo por ficar andando aos beijos com sua irmã caçula....  Eles se sentaram bem longe da gente, conversando baixinho e trocando beijos...


Depois de um tempinho, decidi que era hora de subir e me despedi do Ron, mas ele disse que também subiria. Ele se levantou e me estendeu a mão, me ajudando a levantar.


De mãos dadas fomos até a escada, onde ele se despediu de mim com um  “Boa Noite, Mione!” sussurrado no meu ouvido, me deixando com as pernas bambas.... Depois ele ainda me deu um beijinho na bochecha, piorando um pouquinho mais meu estado...


Estava pronta pra dormir (quer dizer, já estava nas nuvens...) quando a Gina entrou no meu quarto, com um sorriso imenso. Ela se sentou na minha cama e, depois de fazer um feiticinho básico pra não sermos interrompidas, nos pusemos a fofocar sobre o mais novo e lindo casal de Hogwarts...


Claro que no domingo o beijo do Harry e da Gina era o assunto principal na escola. Mas eles não pareciam se importar, só queriam curtir o namoro...


Numa tarde, estávamos nós quatro no Salão Comunal quando Gina comentou que Romilda Vane a tinha procurado pra saber se era verdade que Harry tinha um hipogrifo tatuado no peito (?!)


Enquanto eu e o Ron ficávamos sem fôlego de tanto rir, Harry perguntou o que ela tinha respondido.


“Que era um Rabo Córneo Húngaro. Muito mais macho.”


Nem o Harry conseguiu ficar sério...  E quando ela disse que o Ron tinha um Mini-Pufe tatuado, ele fez uma carinha tão brava, mas ao mesmo tempo tão fofa....


Ao mesmo tempo em que eu ria, ficava admirando o jeito bravo que ele dizia que poderia tirar a licença do namoro dos dois... E imaginando não um Mini-Pufe tatuado, mas meu nome....

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Olá!!!!!!!!
Bom, taí mais uma parte do sexto ano, e finlamente o envenenamento do Ron....
No próximo cap, a última parte do sexto ano...
Comentem!!!!!!
Até o próximo!!!!!
Bjão

PS: comu da fic no Orkut
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