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8. I Will Miss You


Fic: Um plebeu em minha vida


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Aqui está o capitulo, e espero que gostem! Estamos na reta final de Um Plebeu em Minha Vida.
Musica no final do capitulo, eu recomendo escutar na hora, Sea of Love da Cat Power.


 


Capitulo 8 – I Will Miss You.


 


--- Talvez esta deva ficar nesta parede. --- Comentou Gina.
--- Na parede da entrada ficaria melhor. Ela parece definir o artista. Seria como uma apresentação, antes do resto. --- Respondi.
Eu e Gina estávamos na galeria de arte. Uma nova exposição estava para acontecer em poucos dias e as obras tinham acabado de chegar. Como a Lily estava de visita a uma amiga da escola que estava doente, eu acabei vindo com a Gina.
Não era um programa ruim. Desde que havia chegado a Londres já tinha ouvido falar muito da galeria, mas nunca tinha visitado. Mesmo quando ocorreu a última exposição e toda a família tinha comparecido. Foi na semana que o Alvo ficou sabendo de tudo.
Por falar em Alvo... As coisas podiam estar mais perfeitas?
Tudo parecia como antes, ou talvez até melhor. Dessa vez não havia mentiras.
--- Quando Alvo vai chegar? --- Perguntou Gina, enquanto colocava o quadro na parede.
--- Ele disse que assim que terminasse a prova viria para cá. --- Consultei o relógio. --- Deve estar chegando.
--- Aonde pretendem ir?
--- Ela perguntou.
--- Acho que vamos ao cinema. E talvez jantemos depois.
--- Que bom.
Ficamos mais um tempo ajeitando até que senti alguém me abraçar pelas costas.
--- Boa noite Bell. --- Alvo me disse ao beijar meu rosto.
--- Alvo! Você pode matar a Bella de susto um dia desses. --- Comentou Gina.
--- Olá mamãe! E a Bell sabe que eu sou a única pessoa que faz isso, não é?
--- Está tudo bem Gina.
--- Eu realmente não tinha me assustado.
--- Pronta pra ir? --- Alvo me perguntou. Eu confirmei e depois de nos despedirmos da Gina, saímos da galeria.
--- Gostou do lugar? --- Ele me perguntou quando estávamos dentro do carro.
--- Adorei! É um lugar claro e muito bem decorado, sem falar na localização que é ótima.
--- A minha mãe costumava ficar em casa tomando conta dos filhos, mas depois que a Lily já estava maior ela ficou sem ter o que fazer. Então encontrou esse lugar abandonado e como ela tinha diploma em História da Arte decidiu criar uma galeria.
--- O seu pai concordou com a ideia?
--- Ah, sim. Ele ficou feliz da minha mãe não ficar o dia todo ligando pra ele. Acho que puxei isso dela.
--- Não me importa que ligue pra mim todos os dias. Eu gosto disso.
--- Lhe disse sorrindo.
--- É por que somos dois bobos apaixonados. Quando você se enjoar de mim, vai odiar cada ligação.
--- E por que você não pode se enjoar de mim?
--- Isso nunca aconteceria. Eu jamais enjoaria de você.
--- Ele me disse sereno. Como se ele tivesse total certeza. E eu me senti ótima com isso.


Chegamos ao cinema. O lugar estava movimentado, mas não cheio.
--- E então... O que vamos ver? --- Perguntei, enquanto olhávamos os cartazes.
--- O que acha de um suspense? Aqui tem A Ilha do Medo, parece bom...
--- É o com Leonardo Dicaprio?
--- Perguntei.
--- É sim. --- Ele confirmou, depois se voltou pra mim.
--- O que foi?
--- Vai assistir o filme pelo ator?
--- Nem vem Al! Só perguntei, porque li sobre o filme na revista, só isso.
--- Vai dizer que não acha ele bonito?
--- Ele perguntou brincando, e me puxou pra perto.
--- Acho sim. Só que eu gosto do trabalho dele também. E não fique se sentindo, mas você é mais bonito. --- Sussurrei. Nós estávamos muito perto um do outro. Ele veio me beijar sorrindo.
--- Estava com saudades disso. --- Ele disse quando nos afastamos para respirar.
--- Vai dizer que não tinha nenhuma universitária querendo... Como a Lily diz...?
--- Dando em cima.
--- Isso. Dando em cima de você.
--- Talvez...ai!
--- Dei um tapa em seu braço.
--- Acho que vou ver o Leo, sozinha. --- Sentenciei, tentando parecer séria. Mas Alvo me abraçou antes que saísse.
--- Vamos Bella, é só brincadeira. Não tenho olhos pra mais ninguém além de você.
--- É bom mesmo. Vamos ver o filme ou não?
--- Perguntei menos séria.
Nós compramos os ingressos e a pipoca, então entramos na sala.


--- Você tem um cinema particular no castelo?
--- Na verdade sim, mas não é a mesma coisa. Normalmente era apenas eu e o Rob.
--- Contei distraída.
Nós dois estávamos em um restaurante italiano. Estávamos em uma parte mais vazia do lugar, por isso não havia problemas em conversarmos sobre a minha "outra vida".
O Alvo estava fazendo muito isso ultimamente. Desde que soube que eu era princesa, ele vem me fazendo muitas perguntas. Conversamos sobre os meus pais, o meu irmão, o castelo e sobre o meu país.
--- Vocês eram muito próximos mesmo com a diferença de idade, não é?
--- É. As pessoas podem pensar que príncipes não são muito ligados por causa dessa coisa de trono, mas não é assim. Talvez o fato de ficarmos sempre no castelo enquanto nossos pais viajavam acabou nos juntando. Era só nós dois, então fazíamos tudo juntos. E mesmo quando crescemos isso não mudou. E você e o James?
--- Sempre tivemos as nossas brigas, mas nada realmente sério. Mas com a Lily... Eu sempre fui mais próximo dela, mesmo sendo menina.
--- Uma vez eu e o Rob ganhamos dois patinetes e sabíamos que era proibido andar pelos corredores, mas nós não ligamos. E havia um jarro enorme, que a mamãe tinha ganhado de presente de um príncipe em Mônaco. O jarro era simplesmente horrível, mas como era um presente... Mas no dia dos patinetes, decidimos apostar corrida até certo ponto. O Rob ganhou, mas acabou caindo e o patinete foi direto ao vaso.
--- Contei rindo, sentia uma espécie de nostalgia.
--- Ficaram de castigo? --- Alvo quis saber.
--- Castigo? Nós ficamos morrendo de medo, ficamos imaginando as piores coisas. Mas a mamãe simplesmente entrou séria no quarto, deu uma barra de chocolate a cada um e nos mandou para o jardim.
--- Ela ficou feliz!
--- Exclamou Alvo divertido.
--- Sim! Depois ouvimos uma conversa dela com a Lis e ela disse que já sabia o que fazer com a mesinha húngara. --- Nós dois rimos.
--- Sente muita falta deles? --- Me perguntou Alvo, quando estávamos na sobremesa.
--- Sinto. Às vezes é algo muito forte e outras eu sinto como se eles fossem algo que me aconteceu a muito tempo. --- Contei fitando o nada. --- Eu sei que o papai e o Rob já se foram, mas a minha mãe ainda está lá.
--- Pode parecer uma esperança tola, levando em conta que você já está aqui a mais de dois meses, mas tudo vai se resolver. O meu pai vive trazendo informações e a Ordem está criando um plano. Você vai ver a sua mãe de novo.
--- Ele segurou a minha mão.
--- Tomara.
--- Que tal mudarmos o assunto? Não quero você triste.
--- Ok. E sobre o que quer falar?
--- Perguntei.
--- Que tal o que vamos fazer agora?
--- Vamos fazer algo depois?
--- Fiquei curiosa. --- Não iríamos pra casa?
--- Isso só se você quiser.
--- E se eu quiser fazer o que você quiser?
--- Era com isso que eu contava.
--- Ele me confidenciou piscando um olho.
--- Você tem certeza que isso é uma boa ideia? Vamos acabar presos ou você expulso.
--- Eu não disse pra você não se preocupar? Pode deixar comigo.


Nós estávamos andando sorrateiros pelo campus da Imperial College London, a universidade onde Alvo fazia Medicina. Eu já tinha vindo aqui uma vez. Na verdade foi só até os dormitórios, sem falar que eu estava nervosa demais para prestar atenção em algo.
--- Para onde exatamente estamos indo? É de noite e está tudo vazio.
--- Bell não me faça ter que te amordaçar, ok?
Me mantive calada o resto do caminho pra seja aonde fosse dar.. Nós passamos por alguns prédios escolares até a parte traseira do campus, onde existia um gramado para esportes. Alvo me ajudou a subir na arquibancada, e fomos para o ultimo lugar no alto.
--- O que queremos aqui? --- Quis saber. Passei a vista ao nosso redor. Era estranho e ao mesmo tempo acalentador ver aquela imensidão de silêncio e vazio.
Nós acabamos deitados na arquibancada, em 180° graus, com as nossas cabeças se encontrando. Os rostos voltados para o céu escuro e brilhante.
--- É... Lindo. Eu não esperava um céu desses, em uma cidade grande.
--- Eu também fiquei surpreso. Esse se tornou o meu lugar favorito. Logo depois de você me contar a verdade eu vim pra cá. Fiz isso durante dias, até que o papai veio falar comigo.
--- O Harry?
--- Eu me apoiei nos braços, olhando para ele. --- Vocês conversaram?
--- Ele veio ver como eu estava, e eu não queria conversar. Mas ele foi duro e me fez escutar.
--- O Harry falou comigo também. No dia que chegou o piano.
--- Eu contei, me voltando para o céu estrelado. --- Ele parecia tão certo de que tudo ficaria bem. Na verdade todos pareciam ter. --- Resmunguei no final.
--- O papai sempre foi assim. Ele podia ter se tornado amargo por causa de tudo que passou, mas ele é tão...
--- Incrível?
--- Sugeri. --- Legal?
--- Algo assim.
--- Ele sorriu. Eu suspirei, enquanto esfregava um braço no outro. Eu comecei a perceber o frio que fazia no lugar.
--- Ei, está com frio? --- Alvo me perguntou, e se sentou me puxando pra perto dele.
--- Um pouco. --- Sussurrei, apoiando a cabeça em seu ombro.
--- Vamos sair daqui.
Nós dois seguimos abraçados até os dormitórios.


--- Onde está o seu colega de quarto?
--- Perguntei quando entramos no quarto.
--- Ele foi visitar os pais. --- Alvo tirou o casaco.
--- Estou sentindo segundas intenções nessa história Potter?
--- Como pode pensar uma coisa dessas?
--- Ele fez uma cara de indignado. Então se jogou na cama e me puxou para ele.
--- Alvo! --- Exclamei rindo. Ele sorriu e começou a beijar meu rosto.
--- Eu podia ficar assim pra sempre. --- Ele murmurou com o rosto escondido no meu cabelo. Ele não era o único.
--- Te amo. --- Sussurrei, olhando nos seus olhos.
--- Eu também.
Nós nos beijamos. Passei os braços pelo seu pescoço, o puxando para mais perto. Podia sentir uma mão dele me segurando pela cintura, e a outra deslizava pelas minhas costas.
--- Realmente não tinha segundas intenções? --- Perguntei de brincadeira.
--- Uhm... --- Ele fez ar de pensativo. --- Talvez um pouquinho.
E me beijou.


--- Como eu vou ter coragem de encarar os seus pais?
--- Perguntei nervosa, enquanto ajeitava o meu cabelo em frente ao espelho.
--- Pelo amor de Deus, Bell! Não é como se nós tivéssemos nos casado às escondidas. --- Brincou Alvo. Ele colocava a jaqueta.
--- E a Lily, então? Aquela não vai me deixar em paz nunca. --- Continuei resmungando.
--- Vamos Bella. Ainda é cedo, com um pouco de sorte nem vão perceber.
Eu não vou dizer que estava arrependida. Nenhum momento com o Alvo era ruim. Principalmente esses. Ai se a minha mãe me ouvisse...
Quando eu tinha 13 anos, eu e ela tivemos a clássica conversa sobre sexo e etc. Foi algo... Constrangedor. Mas uma das coisas que a minha mãe deixou bem claro, é que a escolha era minha. Nem ela ou meu pai esperavam que eu não tivesse namorados (acho que eles tinham certa ideia de como ter namorados seria uma coisa difícil, levando em conta quem eu era) e se um dia eu quisesse ter algo tão íntimo com eles, era escolha minha. Eles só queriam que eu não me arrependesse depois. Acho que fui bem, não é?
Quando chegamos em casa, parecia que todos estavam dormindo. Alvo me dirigiu um olhar dizendo "está vendo? Nenhuma alma...", e eu quase me senti aliviada. Mas quando pretendíamos subir as escadas, ouvi um barulho vindo da cozinha. Só uma palavra entrou na minha mente: Willborn.
Nem parei pra pensar, simplesmente entrei na cozinha. Alvo me seguiu perguntando o que houve.
--- Harry? --- Perguntei nervosa. Harry e Gina estavam sentados na mesa. Ela usava um roupão e Harry estava com a roupa bagunçada, a roupa do tipo que ele costumava usar para trabalhar. Ele parecia ter chegado agora. --- O que aconteceu? --- Os dois se voltaram para nós surpresos.
--- Bella? Alvo? O que estão fazendo acordados? --- Perguntou Gina.
--- Harry? --- Eu sabia que tinha algo acontecendo. E ninguém iria me tirar de lá sem saber.
--- Por que vocês não se sentam? --- Ele disse sério. --- Gina, acho que todos precisamos de café.
Nós nos sentamos e Hary demorou um pouco até falar algo.
--- Recebemos uma noticia ontem no final da tarde. Parece que o seu primo está armando preparando o exército.
--- Exército? Pra que?
--- Ele está armando um ataque a Wharington.
--- Ai meu Deus!
--- Onde é isso? --- Perguntou Alvo.
--- Wharington é um microestado como Willborn. Nós sempre tivemos ótimas relações com eles. Eu não acredito que Max esteja pensando em uma loucura dessas... Nós nem temos um exército! --- Willborn só tinha a guarda que tomava conta de tudo.
--- Ele está recrutando qualquer homem a partir de 18 anos.
--- Ele enlouqueceu.
--- Murmurei. Será que Max não tinha ideia de que o país não aguentaria uma guerra? --- O que vamos fazer? --- Perguntei.
--- Você nada. --- Disse Harry. --- Mas nós da Ordem passamos a noite toda tomando medidas. Esperávamos ter mais tempo, mas diante das circunstâncias, vai ter que ser agora.
--- Agora o que?
--- Perguntou Alvo.
--- Simplificando: vamos dar um Golpe no Golpe.


Na manhã seguinte quando Harry saiu em um carro com vidros escuros, a casa estava em total silêncio. Era como se todos pensassem que um único suspiro podia colocar tudo a perder.
Eu não tinha conseguido dormir. Sentia uma reviravolta no estômago.
Eu estava deitada no meu quarto, olhando o nada quando Alvo entrou. Não tínhamos conversado muito depois das notícias. Mas ele tinha ficado do meu lado todo o tempo. As coisas estavam tão pesadas, que Gina nem se importou por ele ter dormido no meu quarto. E eu agradeço a ela.
Foi bom senti-lo comigo, ficar abraçada a ele. Eu me senti mais calma, e era tudo o que eu precisava.
--- Ei princesa... --- Murmurou ele sereno. Passava a mão pelo meu cabelo.
--- Você não tem a faculdade? --- Perguntei.
--- Tenho, mas não quero deixar você sozinha.
Eu me sentei e o abracei forte.
--- E se der algo errada? Eu não vou me perdoar se acontecer alguma coisa com...
--- Não vai acontecer nada.
--- Sentenciou Alvo olhando pra mim. --- O papai nunca falhou, e não vai fazer isso justo com você. Vai acontecer tudo como ele planejou.
Eu o abracei mais forte. Toda vez que pensava em Willborn eu sentia um aperto no peito.
Infelizmente Alvo teve que ir embora pela tarde. Um trabalho importante da faculdade.
Todos tentamos manter a rotina dos dias anteriores. Gina na galeria, Alvo estudando, eu e Lily passando o tempo juntas. Só no final da semana chegaria alguma notícia de Harry.
--- Já parou para pensar o que vai acontecer se as coisas se resolverem? --- Me perguntou Lily.
--- Já. Todo o tempo. --- “Mas nunca tenho uma resposta além de: vou ser rainha.
E uma certeza dolorosa. Abandonar Londres. Abandonar Alvo.”
A sexta-feira chegou e não recebemos nenhuma notícia. No sábado Alvo veio ficar conosco e Gina procurou informações do marido, mas não conseguiu nada.
Foi o final de semana mais tenso que eu já tive. Apesar de tudo parecer normal, era impossível não notar os olhares furtivos, meus e dos outros, ao telefone da sala.
Então o final de semana acabou e nenhuma novidade. Alvo teve que voltar a faculdade e nós ficamos.
Foi no meio da semana que finalmente tivemos noticias. Eu estava na cozinha com Lily e Tessa, quando a Gina entrou rápido.
--- Temos noticias! --- No primeiro momento, o silêncio depois dessa frase foi total, como se ninguém tivesse assimilado ainda a frase. Mas segundos depois todas nos levantamos e começamos a falar ao mesmo tempo.
--- Oh meu Deus! O que o papai disse?
--- O que aconteceu?
--- Obrigada Nossa Senhora!
--- Calma gente! O Harry ligou para galeria e disse que está chegando aqui em uma hora.
--- Devo ter feito um olhar de "Diz que tem mais coisa!", porque ela continuou sorrindo. --- Deu certo Bella. Deu certo!
Lembro de sentir a Lily me abraçar feliz e de me sentir tão feliz que não conseguia nem respirar.
Depois disso, fomos para a sala e ficamos todas sentadas esperando Harry chegar.
--- Não devíamos ligar pro Alvo? --- Perguntou Lily em um momento.
--- Ai Senhor do Céu...
--- Gina apoiou a cabeça em uma mão.
--- Agora não Lily. Ele tem a palestra fora da cidade. Se contarmos ele vai querer vir correndo. --- Eu disse com um nó na garganta.
Lily segurou a minha mão solidária e nós mantivemos o silêncio até Harry entrar na sala.
--- Harry! --- Gritou Gina, abraçando o marido. --- Você está bem? Que corte é esse...
--- Calma Gina.
--- Ele sorriu beijando ela. --- Não foi nada demais. --- Ele tinha um curativo acima do olho esquerdo. --- Lily! --- Ele exclamou e Lily foi até ele e o abraçou.
--- Que bom que está bem papai. --- Harry sorriu para ela e se voltou pra mim.
--- Oi Bella. --- Ele me cumprimentou calmo. Ele tinha um daqueles sorrisos que provavelmente o Alvo herdou dele.
--- Oi. --- Eu consegui dizer, passando a mão nos olhos, tentando conter a vontade enorme de chorar que eu estava sentindo. Ele abriu os braços pra mim e o abracei. --- Oh, Harry, é tão bom ver você...
--- É bom estar aqui também. Agora por que todos não nos sentamos e eu conto o que aconteceu?
Quando Harry chegou a Willborn, ele se juntou a equipe que realizaria a missão. O grupo estava dividido em duas partes. Uma delas invadiria o castelo e prenderia ao meu primo Max. Quanto ao comandante Cadena, foi uma verdadeira surpresa saber que ele havia entrado em contato com a Ordem querendo ajudar. Cadena sempre deixou claro a sua preocupação em deixar o controle do reino com uma pessoa tão jovem, mas vendo o modo como Max estava lidando com as coisas, percebeu que tinha de fazer algo.
Com a ajuda dele, a Ordem conseguiu reunir um grande grupo de guardas reais que desejavam a mim de volta e organizaram a retomada do trono.
Enquanto meu primo Max era preso, os membros do Parlamento, incluindo Henry Blessing, foram soltos.
Quando Harry terminou, eu não sabia o que dizer. Depois de meses sem saber o que aconteceria, estava tudo resolvido. Eu voltaria para Willborn, veria a minha mãe, que foi libertada, e seria rainha.
--- Todo o país está agitado. O povo não quer nada mais do que a rainha. --- Contou Harry.
--- Era de se esperar, não era? --- Comentou Gina.
--- Quando a Bella vai para lá? --- Perguntou Lily.
--- É importante que você volte logo, estamos preparando tudo. O seu avião sai amanhã no começo da tarde.
--- Certo.
--- Sussurrei.


--- Isso é tão...
--- Lily tentou nervosa.
--- Tudo bem Lily.
--- Não! Você vai embora.
--- Ela disse. --- Eu sabia que um dia você iria, mas eu já tinha me acostumado. Você é quase como uma irmã pra mim, e tem o Alvo...Ai Bella, o Al vai ficar inconsolável. --- Terminou ela sentando do meu lado na cama.
--- Eu sei. Não ache que eu não penso sobre isso, porque...
--- Não precisa me explicar.
--- Cortou Lily me abraçando. --- Vocês se gostam muito.
--- Eu amo ele.
--- Não há nada que se possa fazer?
--- Ela me questionou. --- Você vai simplesmente embora e nunca mais vão se ver?
--- As coisas...
--- A nossa conversa foi cortada pela entrada da Gina no quarto. Ela estava séria.
--- É o Alvo. --- Ela disse. --- Eu não contei..
--- Tudo bem. Eu falo com ele.
--- Eu peguei o telefone e segurei contra o peito.
--- Nós vamos deixar você sozinha. --- disse Lily me desejando boa sorte em silêncio.
Quando fiquei sozinha no quarto, respirei fundo e atendi.
--- Alô.
--- Bella? Por que demorou tanto pra atender?
--- É porque eu estava no meu quarto.
--- Passei o olhar no criado mudo. 10 da noite. --- Como foi a palestra?
--- Foi ótima. Mas o que aconteceu? Sua voz está estranha. Eu perguntei à mamãe se tinha notícias do papai e ela desconversou. O que houve?
--- A voz dele estava séria.
--- O seu pai voltou.
--- Sério? E então?
--- Havia curiosidade na voz dele, e receio também.
--- Deu tudo certo Alvo. O meu primo está preso e eu embarco amanhã de manhã.
--- Você...Merda! O avião só sai a tarde, eu vou tentar...
--- Não Alvo. Não.
--- Respirei, tentando me controlar. --- É melhor você não vir.
--- Como assim "não vir"? Nós temos que conversar!
--- Conversar o que? Eu vou embora Alvo. Vou para Willborn e vou ser rainha. Uma nação inteira vai depender de mim.
--- Podemos dar um jeito.
--- Não, não podemos. Não vou fazer isso com você Alvo. Você tem a sua família, seus amigos, os seus estudos! Mesmo que a gente encontrasse um meio termo, eu não posso abandonar o meu povo e não posso pedir sacrifícios a você. Não posso. Você vai superar isso Alvo. Um dia eu vou ser apenas uma lembrança. Apenas...Não venha. Vai ser o melhor.
Desliguei o telefone.
Que dor foi aquela? A sensação de estar se afogando, de ter alguém apertando a sua garganta? Quando você vê alguém sofrendo por amor, pode parecer exagero. Mas só quem já sentiu sabe como é. A vontade de jamais precisar abrir os olhos de novo.
Deitei na minha cama e chorei.


Não consegui dormir. Era muita coisa para lidar. Fiquei olhando para o teto, enquanto segurava entre os dedos a concha que eu e Alvo havíamos comprado em Brighton. Quando o dia finalmente amanheceu, não aguentei mais ficar deitada. Arrumei todas as minhas coisas e ainda eram 7 da manhã quando terminei.
Me arrumei e desci as escadas. Pelo barulho vi que todos estavam na cozinha. Eu não queria vê-los agora. Não sabia bem certo o porquê. Pensei em ir para o jardim, mas quando passei pela sala e vi o piano tive uma ideia. Pegando a minha bolsa e deixando um bilhete avisando, saí de casa e peguei um táxi.
--- Royal Academy of Music por favor.
Quando cheguei na escola, pude identificar o sentimento de nostalgia no meu peito. Quando entrei procurei por Willian Devon e o encontrei em uma sala de aula. Ele me viu parada na porta e me fez entrar.
--- Nós estávamos falando de Mozart, certo? Aquele maravilhoso prodígio! Pois aqui está o meu. Meus alunos está é Bella Dayle. Se todos os músicos tivessem um terço do talento dessa menina... --- Ele disse sorrindo. --- Pois bem pessoal, a aula está encerrada! Não esqueçam de treinarem aquele solo.
Os alunos saíram até ficar apenas nós dois.
--- Ah Bella! Veio tocar para esse professor...
--- Na verdade vim me despedir.
--- Despedir? Já vai embora?
--- Vou.
--- Mas que pena...O rapaz não deve estar muito feliz com isso.
--- Devon comentou.
--- Ninguém está. Eu achei que... Eu achei que estaria feliz em voltar pra casa. Mas agora...
--- Eu sei querida.
--- Nós nos sentamos. --- Você sabia que eu sou escocês? Pois eu tinha 18 anos quando saí de casa. Eu queria ser músico e o meu pai nunca concordou com isso. Então decide vir pra Londres, o centro de tudo. E por mais que eu quisesse ir embora, nunca fiz algo mais difícil do que dizer adeus à minha terra. E isso não foi só porque nasci lá, porque lar pode ser qualquer lugar, é só você se apegar a ele. Mas porque eu amava a minha mãe, o teimoso do meu pai, as pessoas da vila, aquela imensidão verde. Ninguém pode evitar essa dor.
--- Você superou isso?
--- Perguntei.
--- Na maior parte do tempo sim, mas às vezes, por poucos momentos, eu sinto aquele aperto no peito e aquele cheiro da floresta depois da chuva.
--- Deve ser um lugar lindo.
--- Comentei sorrindo.
--- Ah sim. Voltei lá no ano passado. Foi ótimo. E vai acontecer o mesmo com você, acho até que antes, afinal você vai deixar um namorado por aqui.
--- As coisas não são tão fáceis assim...
--- Fáceis ou não, só nós mesmos podemos resolver. Se quiser, nada pode impedir.

Come with me
Venha comigo
My love
Meu amor
To the sea
Para o mar
The sea of love
O mar do amor
I wanna tell you
Eu quero te dizer
How much
O quanto
I love you
Eu te amo


Depois de mais um tempo de conversas e Devon ter me dado o seu telefone para eu ligar futuramente, eu segui para o Regent`s Park. Antes disso parei em uma lanchonete e comprei um lanche.
Sentei perto do lago e fiquei lá. Lembrei do menino chamado David e dos seus pais. Me lembrei de como tudo começou entre mim e o Alvo. Não, na verdade tudo entre nós dois começou no dia em que caí no jardim. Foi ali.


Do you remember
Você se lembra
When we met
De quando nos conhecemos?
That's the day
Foi nesse dia
I knew you were my pet
Que eu soube que você seria meu favorito
I wanna tell you
Eu quero te dizer
How much
O quanto
I love you
Eu te amo


Já passava das 10 quando desci do táxi em frente à casa dos Potter.
--- Bella! Nós ficamos preocupados! --- Exclamou Gina.
--- Eu precisava resolver umas coisas antes de ir.
--- Já está na hora de irmos Bella.
--- Harry disse.
--- Tudo bem.
--- E o Al?
--- Perguntou a Lily. Eles não sabiam da minha conversa com ele.
--- Ele não vem. --- Eu disse. Os Potter trocaram olhares, mas nenhum comentou nada. Eles sabiam o quanto tudo estava sendo difícil pra nós. Seguimos para o jardim onde um carro nos esperava.


Come with me
Venha comigo
My love
Meu amor
To the sea
Para o mar
The sea of love
O mar do amor
I wanna tell you
Eu quero te dizer
How much
O quanto
I love you
Eu te amo


O que se pode dizer sobre despedidas? Elas sempre são tristes.
--- Foi uma verdadeira honra tê-la aqui Anabella. --- Disse Gina.
--- A honra foi toda minha. Obrigada por me receber em sua casa. --- Eu a abracei e sussurrei. --- Desculpe pelo Alvo. --- Ela confirmou com um gesto.
--- Ah Lily! --- Nós duas nos abraçamos forte. Nosso começou foi ruim, mas agora ela era como a irmã que eu nunca tive.
--- Ok. --- Ela passou a mão no rosto vermelho. --- Se lembre que existe o e-mail, então nem ouse me ignorar. --- Ela disse rindo.
--- Nunca. --- Sussurrei.
Por que nessas horas a gente não pode simplesmente ir embora? O que sempre acabamos fazendo é alongando mais a dor e aumentando as lágrimas.
Dei um último olhar para o lugar que foi a minha casa nos últimos meses e entrei no carro seguido pelo Harry.
Quanto ao Alvo? No fundo eu talvez esperasse que acontecesse como nos filmes românticos, e ele aparecesse dizendo que eu não iria a lugar nenhum sem ele. Mas por mais princesa que eu fosse, aquilo não era um conto de fadas.


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N/A: Apesar da Imperial College London existir, a descrição da Bella é fictícia.
N/B:Ah, esse capítulo foi muito bom. Demorou mas ele finalmente saiu. Esperando ansiosa pela resposta às preces da Bella( que seriam a respeito do Alvo). Seja legal, viu? Beijos e até mais.
P.S.: Eu acho que sou team Alvo.

N/A: Por favor comentem!!

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