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11. Parecer é melhor do que ser.


Fic: Hogwarts sob um novo olhar A VOLTA DOS MORTOS!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Cap. 11. Parecer é melhor do que ser.


 


Ok, eu tô com preguiça. Preguiça é pecado e eu ligo MUITO pra essas coisas.  Por isso arrumei algo pra fazer. Entendam como quiserem...


 


A aula de Estudo dos trouxas estava um saco. Primeiro porque era teórica e segundo porque de todas as coisas que os bruxos poderiam aprender sobre os trouxas, eles estão aprendendo como se usa o micro-ondas! Quem fez o conteúdo programático desta bendita matéria?


 


Podia estar adiantando qualquer dever de qualquer outra disciplina, como foi planejado por mim mesmo quando escolhi essa aula, mas não, prefiro ficar fazendo bolinhas de pergaminho e as atirando na cabeça do lufa-lufa à minha frente. Ele tá se irritando...


 


- DÁ PRA PARAR? – Ele olhou indignado pra mim e eu tive que controlar o riso e me sentar numa posição mais respeitável.


 


- O que está acontecendo aqui?  -O professor Piece veio na nossa direção meio chateado pela interrupção. Fiz um feitiço com um aceno de varinha pra me desfazer das provas do crime, enquanto o professor olhava pro meu coleguinha irritadinho que tentava explicar o porquê do surto dele.


 


- Você podia ao menos tentar fingir que presta, a diretora está de olho na gente agora... – Rebeca disse isso de num tom quase inaudível, o que me fez olhar pra ela. Ela estava olhando pra frente, com cara de paisagem e enrolando uma mecha de cabelo em um dedo.


 


Eu tenho que admitir, a cara de paisagem da Rebeca é a melhor! Ela foi a única que topou fazer essa aula comigo e é a única que ainda consegue ser respeitada pelos professores. Ela me olhou com um olhar cansado e acenou com a cabeça. Pela sombra na cadeira, dava pra ver que o professor estava atrás de mim. Fiz uma careta de dor, já sabendo o que vinha a seguir: detenção.


 


- Em minha defesa digo que não sei de nada.


 


- Eu o acusei de alguma coisa Sr. Fábregas?


 


- Não. – O velho estava me olhando com uma cara nada amistosa e sinceramente eu já cansei dessas caras pra cima de mim! Qual o problema dos seres humanos essa semana?


 


 Primeiro a Louise me abraça, depois a Claire me dá um gelo, a Weasley me ameaça e pra terminar a Rebeca tá dando uma de responsável. Era melhor quando a Rebeca me abraçava, a Weasley me dava gelo, a Louise me ameaçava e a Claire dava uma de responsável... 


 


- Então por que o senhor está se defendendo?


 


- Costume eu acho...


 


TRIIIIIIIIIIIIIIIMMMMMMMM!


 


Salvo pelo sinal, Rebeca deu a volta na cadeira dela e me puxou pela mão para a saída. Agora entendi porque nós sempre nos sentamos perto do corredor... Dei um tchau para o professor e assim que ele se virou fiz um gesto obsceno para o perdedor da Lufa-lufa. Ele fez uma cara impagável.


 


- Para de rir! – Rebeca me disse isso enquanto apertava mais forte a minha mão.


 


-Qual é o motivo desse estresse, minha bruxinha?  - Ela me olhou com um olhar mortal e eu abri ainda mais meu sorriso. Tenho culpa se eu adoro mostrar meus dentes perfeitos?


 


- Você é muito irresponsável, lembre-se do que eu disse ontem.- ela disse muitas coisas ontem -Pro plano dar certo nós temos que parecer responsáveis pra diretora.


 


- Parecer é difícil...  – Eu disse massageando as têmporas. De fato, toda vez que eu tento parecer alguma coisa eu acabo falhando miseravelmente.


 


Rebeca parou na minha frente e segurou os meus braços.


 


- Não é não, você só precisa de um pouquinho de boa vontade, quer ver?  - Eu fiz que não com a cabeça e ela fez que sim com a dela e apontou pra trás de mim, empinando o nariz.  – Pareça apaixonado.


 


- Quê?


 


Apesar de não ter conseguido entender, eu olhei pra trás pra ver do que ela tava falando. Claire estava vindo em nossa direção. Achei prudente cumprimentá-la casualmente, leia-se, do meu modo.


 


- HEY! – Me meti na frente dela e ela quase morreu de susto.


 


-Hey! Acabaram os lufa-lufas da escola e você resolveu tirar a paz dos corvinais? – Ela me disse tentando parecer tranquila, mas ela estava meio incomodada. Deu pra ver pelo jeito que ela segurou o livro mais forte contra si mesma.


 


- Você tá agindo estranho e eu preciso saber se eu tenho alguma coisa a ver com isso - Ela corou levemente e desviou o olhar pro chão. – Pra saber pelo que eu devo pedir desculpas...


 


Eu disse isso de uma forma bem baixa. Me arrepio só de me imaginar pedindo desculpas, mas pelo menos minhas palavras pareceram surtir efeito. Claire olhou pra mim e pela primeira vez em muito tempo ela sorriu com sinceridade.


 


- Você não tem que se desculpar. Meu humor não está muito bom ultimamente, mas acho que vai melhorar depois do Natal...


 


Ela disse isso de uma maneira meio pensativa e eu tive que dizer:


 


- Devo perguntar?


 


- Não. – Ela disse como se tivesse voltado de outro mundo. Minha cara deve estar muito estranha agora porque ela começou a rir. – Não esquenta com isso, é coisa minha.


 


Ela disse enquanto me dava um soco de leve no ombro e  tive que sorrir. Parecia que finalmente as coisas estavam dando certo pra mim. Parecia...


 


Assim que a Claire se afastou, Rebeca voltou e se apoiou em meu ombro esquerdo. Cruzei os braços automaticamente. Ela se limitou a me olhar de soslaio e dar um sorrisinho sem vergonha.


 


- Você fica tão fofo apaixonadinho...  – Ela disse enquanto segurava meu queixo como se fosse minha avó. Tirei meu rosto rudemente da mão dela. – Relaxa campeão! Não precisa se irritar!


 


- Não enche... – Que garota insuportável, começou a rir de mim. Segurou meu braço e nós começamos a andar na direção oposta a da Claire. Um desatento até diria que parecíamos um casal, isso se não reparasse na minha cara enfezada e no sorrisinho irônico estampado na cara da Wainz.


 


- Tá ligado que é hoje que...


 


-MEU DEUS, QUEM É VIVO SEMPRE APARECE! –Gritei isso com a quase intenção pura de interromper a chatice da Rebeca e só uns 2% com a intenção de demonstrar minha alegria em ver os L.Ps. Rebeca não gostou.


 


Só pra me contradizer, Nick-quase-sem-cabeça passou na mesma hora e gritou um “E os que não são vivos também aparecem”. Aí a Rebeca gostou.


 


- Nossa como ele é gozadinho... ENTENDA COMO QUISER NICK! – Vocês já viram um fantasma irritado? É estranho...


 


- Até os fantasmas, Cesc? Aonde você vai parar com o seu mau humor? – Tony disse, me abraçando por um lado.


 


- Acho que ele já chegou ao fundo do poço, olha só a companhia dele! – Scorp apontou pra Rebeca enquanto me abraçava pelo outro.


 


- Que lindo! As górgonas estão unidas outra vez... Essa é a minha deixa!


 


Rebeca disse isso, nos deu as costas e saiu. Nós ficamos a vendo ir e assim que ela virou o corredor, Tony disse sua primeira pergunta sábia do dia:


 


- O que são górgonas?


 


- São três monstros da mitologia grega trouxa... Cá entre nós, os bruxos gregos também têm muitas histórias sobre monstros que ninguém nunca viu. – Scorp nos contou essa última parte como se fosse um segredo, tapando a boca com uma das mãos. Quantos bruxos gregos ele acha que vai encontrar por aqui?


 


 


- Ok monstrinhos, novidades?


 


- Soube do Stuart? – Scorp disse enquanto ajeitava o relógio, ele ainda não se acostumou muito com a tecnologia trouxa.


 


- Não e nem quero saber. – Eu disse apaticamente. O que eu tenho haver com essa criatura pelo amor de Deus?


 


- Soube da reunião da diretora com o time? – Tentou Tony.


 


- Não. Fale!


 


- Pois é. A velha disse que não ia se arriscar a escolher o melhor jogador do time como capitão. Não depois de Dolman e a CPI dos wiskies de fogo...


 


- Que CPI? – Perguntei interessado.


 


- Sem informações sobre o caso. – Disse Scorp, passando a mão na frente do rosto, mudando a expressão de tranquilo pra sério. Eu sempre quis fazer isso, mas eu perco a passada...


 


Ok, vocês devem tá estranhando esse jeito da gente falar, mas foi ideia do Tony... Ele e Scorp disseram que não vão poder se comprometer com o jornal, ambos alegaram falta de tempo, mas ao menos toparam ser meus ‘informantes’. Desde ontem eles só falam desse jeito comigo.


 


-Continuem...


 


- Ela disse que era pra nós, jogadores, aparecermos no campo às 4hs, pra decidirmos o capitão através da ‘democracia’, seja lá o que isso signifique na mente distorcida da Mc...


 


- Ela também falou pra nos prepararmos para ‘convidados especiais’ na reunião...


 


- Quem Scorp? – Tony agora ia a nossa frente andando de costas para o nosso caminho. Perguntei isso para o Scorp porque, com certeza, ele deve saber de alguma coisa...


 


- Ela não revelou... – Olhar de desgosto meu, Scorp levantou as mãos em sinal de rendição. – A velha é ardilosa, sabe fazer mistério.


 


- Ok, Scorp. Valeu pelas notícias... – Tony balançou a mão freneticamente no ar. – Valeu também Tony.


 


Ele sorriu e virou bem a tempo de se desviar da garota com quem eu vou casar... Caso a minha vida um dia venha a depender unicamente disso!


 


- Aí está você! – Disse meu pesadelo ambulante e respirante.


 


- Que desagradável... – A Weasley ignorou essa fala do Tony.


 


- A diretora disse que vai decidir ainda hoje quem será o editor-chefe do jornal. Já sabemos quem será a escolhida... – Ela disse de maneira superior.


 


- Não sei se a Rebeca vai ser uma boa chefa...  –Eu disse fingindo refletir, mas na verdade minha intenção era irritá-la, pro meu azar ela estava de bom humor...


 


- Que seja... Espero que pare de chamar a Wainz pelo primeiro nome, não é adequado no ambiente de trabalho.


 


- Estamos numa escola, – Scorp fez um gesto abrangente com a mão. – cadê o seu ambiente de trabalho?


 


Eu e Tony rimos da expressão de raiva da ruiva... Nossa! Raiva, ruiva... Tudo muito parecido.


 


- Vocês três são patéticos... Só mesmo com um golpe pra eu trabalhar com você, Fábregas. – Ela praticamente cuspiu meu nome! Que nojenta.


 


- Golpe de sorte você quis dizer, não? – Disse Tony em minha defesa. Aún! Lembrem-me de comprar um biscoito canino pra ele... Meus monstrinhos!


 


-HA. HA. HA! Não. Olha, quer saber de uma? – Nos três fizemos que não com a cabeça, mas a ruiva continuou a falar. – Não vou ficar perdendo o meu tempo com vocês, até as cinco Fábregas...


 


Assim que ela deu as costas pra gente eu comecei a fingir que estava em prantos.


 


- Eu não quero me encontrar com ela!


 


- Não é um encontro... A diretora vai tá lá também. – Scorp tentou me consolar, colocando a mão em meu ombro.


 


- Que ménage à trois! [N/A: Preciso explicar? Sexo a três... Pronto, tá explicado.] – Tony disse isso sem a menor intenção de me consolar...


 


- Ok, vamos mudar de assunto... Como foi a sua aula de Estudo dos trouxas, Cesc? – Perguntou Scorp interessado, ou estava fingindo, não sei.


 


-Um tédio e a de vocês de Aritmancia? Aprenderam a... Seja lá o que vocês aprendem nessa aula?


 


- Não tente parecer interessado Cesc, você é um péssimo ator! – Tony tá com o /modo maldade/ on.


 


- Vamos almoçar, você tá acabando com o meu humor, Zabine...


 


- Vamos mesmo, eu só comi quatro tortinhas no café... Eu tô morrendo de fome!


 


- Não coloque as tortas no diminutivo Tony! Você vai continuar parecendo um morto de fome... – Scorp disse isso para um Tony envergonhado. Ele tem comido mais do que eu! É pra se envergonhar mesmo...


 


- Droguinha...  – O garoto falou parecendo meio chateado, mas logo ele começou a dar risada. Tony não regula bem...


 


 


 


 


 


 


- Ok, como eu ia saber que era proibido?  - Tony falou ainda com a boca cheia. O que tinha de nojento tinha de engraçado! Como alguém que está no terceiro ano de Hogwarts não sabe que é PROIBIDO entrar num salão comunal que não é o seu? – Eu fui convidado!


 


- Não importa se você foi convidado por Merlin em pessoa! Se você não for monitor ou não pertencer a casa é terminantemente proibido a...  –Scorp ia completar o discurso dele imitando a McGonagall, quando Rebeca sentou apressadamente a seu lado. – Ok, explique!


 


- Não tenho que explicar nada a você Malfoy! – Ela disse estranhamente mais irritada do que o normal. Scorp virou o rosto dela e depois fez uma cara também estranha.


 


- O que houve com você?


 


- Contratempos... Não é fácil ser popular!


 


- Parece que você levou um belo tapa na cara Wainz! Que foi? Andou tentando roubar o namorado dos outros? – Scorp adora provocar Rebeca, ele sabe como ser insuportável com ela.


 


Mas Rebeca é uma sonserina, simplesmente deu um sorriso falso pro Scorp e se inclinou por cima dele pra falar comigo.


 


-Acredita que foi sua amiguinha que fez isso comigo? – Ela apontou indignada pra marca vermelha no rosto. Olha só, da até pra ver os dedos desenhados! Um, dois, três...- Sim Cesc, dá pra ver os cinco dedos desenhados, pare de apontar, por favor!


 


- Foi mal! – Sabe quando você faz as coisas inconscientemente? Pois é. – De que ‘amiguinha’ estamos falando? Eu tenho muitas.


 


Na verdade eu não tenho não, mas como ela foi irônica, acho que desta forma eu tenho muitas.


 


- A Sullivan! Sabe o por quê?- Eu fiz que não com a cabeça. – Só porque eu estava cantarolando uma música trouxa...


 


- Que música? – Perguntou Tony interessado.


 


- Vocês não conhecem... – Ela disse desconversando e enchendo uma taça com suco de abóbora.


 


- Canta pra gente com sua voz divina. – Scorp disse sarcástico. Rebeca colocou a taça com força na mesa quase acertando a mão dele.


 


- You’re the only one I wish I could forget, the only one I’d Love to not forgive and though you break my heart, you’re the only one[N/A: Música da Beyoncé, tradução: Você é o único que eu desejo poder esquecer, o único que eu amo para não perdoar e apesar de você quebrar meu coração, você é o único.]


 


 A voz dela foi morrendo no final, Scorp olhou pra mim confuso e Tony meneou negativamente a cabeça.


 


- Essa é a música que tem como refrão “Eu não quero ficar sem você, eu não quero um coração partido”?  - Tony perguntou, já sabendo a resposta. Ele gosta da Beyoncé e sempre a ouve quando tá tomando banho.


 


- Ela não me deixou chegar ao refrão, pelo visto ela conhece também... – Rebeca disse ‘inocentemente’. Põe inocente nisso!


 


- Você sabe de alguma coisa da Claire, monstra? – Perguntei já sabendo que sim. Depois de tantas indiretas pra pobre loira, tava na cara que Rebeca sabia.


 


-Eeeeeeuuuuu? – Ela falou como se estivesse muito ofendida, mas depois deu risada. – Ai gente, isso é tão pré-escola que eu tive que zoar com ela...


 


Rebeca disse pondo a mão no rosto enquanto ria.


 


- Depois que ela te bateu o que é que você fez? – Scorp estava gostando demais do sofrimento alheio... Medo!


 


Rebeca parou de rir automaticamente e o encarou mais séria do que o normal.


 


- Fiz o que tinha que fazer: azarei ela!


 


- Você o que? Ah droga... Rebeca! – Ninguém merece... Depois ela diz que eu tenho que me comportar!


 


- Ela mereceu! – Ela disse tentando se defender inutilmente.


 


- Você também... – Lembrou Scorp, como quem não quer nada. Levou um soco no ombro dado por nossa ninfa do mal. A garota tem a mão pesada, então até que justifica a careta de dor do loiro.


 


- Ok povinho, vou tentar remediar a situação.  – Falei enquanto levantava, os três me olharam sem entender. – Tenho certeza que ninguém viu isso, não foi Rebeca? Então vou tentar manter tudo em sigilo.


 


Ela deu de ombros, começando a se servir. Tem sorte de comer pouco porque se não esse atraso seria mortal.


 


A princesinha está repousando na enfermaria... – Ela disse maldosa.


 


- Ao menos ela está viva... – Disse Scorp, ‘despretensiosamente’.


 


- Olha aqui seu loiro nojento, pare de se meter onde...


 


Deixei a mesa na paz: Scorp tentando se defender da fúria de Rebeca, enquanto Tony tentava desviar das coisas que ela estava jogando. Como vocês podem ver, só me relaciono com gente de bem...


 


Fui em direção a enfermaria, um caminho que eu já decorei, infelizmente. Fiz o caminho num tempo curtíssimo, mas tendo em vista que da ultima vez que eu estive aqui eu estava mancando... Bom, cheguei.


 


Abri a porta vai-vem e dei de cara com madame Pomfrey. Eu ia cumprimentá-la com um “Achei que tinha morrido! Que bom que não.”, mas acho que ela não iria gostar muito... Limitei-me a dizer “Boa tarde”. Ela também não gostou muito disso. Velha maluca!


 


Cheguei perto da única cama ocupada e vi que Louise estava do lado dela. Preciso urgentemente fazer alguma coisa! Cadê os lufa-lufas desse lugar?


 


- Ah, olha só quem chegou: o príncipe encantado! – Nem ouvi esse relincho, me ajoelhei perto da cama, Claire me olhava meio curiosa. Ela parecia bem, só um pouco pálida.


 


- Você tá bem? – Perguntei rápido, tentando ignorar as coisas que Louise dizia, porque ela tem um vocabulário de marinheiro que eu vou te dizer...


 


- Claro! Precisa mais do que um feitiço de pele pra me derrubar. – Claire disse tentando parecer relaxada.


 


- Sua pele parece bem pra mim... Pelo visto a Rebeca é ruim com feitiços. – Eu disse na tentativa de amenizar as coisas pro lado da dita cuja.


 


- Não, ela é muito boa! A sorte é que madame Pomfrey também é muito boa no que faz... – Louise disse com um humor do cão.


 


- Ela está arrependida. – Eu disse, mas... Nossa! Nem eu acredito nisso. Claire riu sem humor e Louise revirou os olhos. Qual é? Eu sou tão mau ator assim? Na verdade eu acho que essa reação foi por causa do roteiro e não do ator.


 


- Não precisa tentar limpar a barra dela Cesc, eu não vou denunciá-la. – Claire disse calmamente e Louise concordou malignamente.


 


- Nós vamos nos vingar! – Minha gêmea disse com seu melhor sorriso diabólico estampado no rosto.


 


- Ótimo! Fico feliz que não vá denunciá-la, estou num projeto com ela e seria terrível se a reputação dela se sujasse...


 


-Me admira que ainda esteja limpa... – Olhei pra Louise com cara de poucos amigos. – Que é? Você sabe muito bem que eu só falo a verdade!


 


-Guarde sua verdade pra quem quer ouvir irmãzinha.


 


- Eu falo pra quem eu quiser! – Ela disse dando um sorriso de criança traquina.


 


- Ok Claire, vou ter que te deixar mais uma vez na indesejável companhia da minha amarga irmã, - Claire prendeu o riso ao ver a cara de indignação da Lou. – mas se precisar de alguma coisa é só chamar.


 


Disse, me levantando e dando um beijo na testa dela, ela sorriu e limitou apenas a murmurar um “Ok”. Louise me acompanhou até a saída e eu não pude deixar de olhar torto pra ela. Por acaso ela é a anfitriã da enfermaria ou algo do tipo?


 


Assim que saímos, ela me fez parar e me segurou pelos ombros. O divertido disso tudo é que deu pra reparar que eu sou quase dois palmos mais alto que ela, mas prossigamos...


 


- Você às vezes me envergonha irmão! – Que bonito! Por que eu estou sendo ofendido?


 


- Você às vezes não me envergonha, mas este não é um dos momentos! Me diz, o que eu fiz pra te envergonhar dessa vez?


 


- Como pôde vir até aqui pra pedir pra Claire não denunciar a vaca da Wainz?


 


- Eu não... – Ela tapou a minha boca! Eca, onde será que andou a mão dela?


 


- Veio sim, não finja que não! Tem sorte da Claire não ter percebido isso, porque ela realmente acha que você se importa com ela.


 


- Eu me impor...


 


- Vai embora! – Ela disse cruzando os braços autoritariamente.


 


- Você não manda...


 


- AGORA! – Eu é que não vou ficar discutindo com a louca da Louise, só tenho pena da Claire que tem que aguentá-la como melhor amiga.


 


Dei uma última olhada pra trás, a tempo de ver a besta fera meneando negativamente a cabeça, parecia decepcionada.


 


- Mulheres...


 


- Falando sozinho Fábregas? – Virei já com a varinha em mãos, apesar de não ter reconhecido a voz. – Calma! Amigo...


 


O garoto de cabelos escuros bagunçados começou a se aproximar lentamente com as mãos pra cima. Parecia que queria domar um cavalo selvagem. Otário...


 


Abaixei a varinha, não porque me senti ‘seguro’ e sim porque reconheci o cara. É o Potter mais novo, o que dizem que é a cópia do pai.


 


- Que é que você quer Artie?


 


- É Alvo! – Eu sei. Haha!- Poderia guardar a varinha? Você tá me deixando meio nervoso...


 


Eu poderia responder um “Problema seu!”, mas ao invés disso eu como boa pessoa que sou, cruzei os braços e fiquei esperando ele falar. Eu não guardei varinha nenhuma. Ele cruzou os braços e ficou olhando pra mim. Acho que ele está esperando eu guardar a varinha... Eu vou quebrar a cara desse moleque!


 


- Prossiga Potter, nós não temos a vida toda! – Ele pareceu se tocar e descruzou os braços. Começou a gesticular e a falar ao mesmo tempo, como se isso fosse me ajudar a entendê-lo. Não tá ajudando...


 


- Você é o único sonserino nascido trouxa certo? Certo. Então, o que eu pensei? Se tem alguém que pode cuidar da minha querida irmã caçula naquele lugar que chamam de Sonserina, esse alguém é um nascido trouxa... – Hein?


 


Recapitulando: o Potter precisa de uma babá para a irmãzinha dele e achou que eu seria o candidato perfeito. Que alegria! Espera aí, a irmã dele foi parar na Sonserina? Como é que eu não fico sabendo de uma coisa dessas?


 


Isso nos leva a uma pergunta simples: o que eu estava fazendo no momento da seleção da pirralhada? Ah, lembrei!


 


Hum... Er...Deixa pra lá. Continuando:


 


- Nós não estamos ficando mais novos aqui Artie! Então, por que você acha, imagina, fantasia, delira...


 


- Eu ainda não acabei! – Ele falou parecendo bem nervoso agora, com a minha leve inclinação para recusar essa maravilhosa oferta. Ele tá pensando o que? Que será uma honra cuidar da filha do todo poderoso Harry Potter?


 


- Então acabe. E NÃO ME INTERROMPA DE NOVO! – Esse negócio de ser interrompido é mesmo irritante...


 


- Eu ficaria te devendo uma... Não tem nada que você precise no momento?


 


Vejamos... Hum... Hum... HUM! Já sei, como não? Que idéia fandardiga, como não pensei nisso antes? Não importa, pensei agora!


 


- Ok Artie, temos um acordo!- Eu falei todo animado, estendendo a mão para cumprimentá-lo. Ele ficou animado também, mas meio segundo antes de apertar minha mão, ele recuou como se tivesse visto fogo.


 


- Peraí, o que foi que você pensou? – Ele segurava o braço como se eu fosse arrancá-lo dele e forçá-lo a firmar o acordo. Não existe mais confiança no mundo?


 


- Calma Potter! Não é nada demais... – Falei tentando me aproximar, ainda com o braço estendido. – Eu não vou abusar de você!


 


Ele me olhou meio surpreso, mas pelo menos pareceu relaxar com meu bom humor. Qual é? Não tá difícil arrumar garotas, Aliás... Nem garotos também. ¬¬


 


- Diga o seu preço Fábregas. – Potter Jr. me disse, todo se sentindo, braços cruzados e cara de mal. Tive que me segurar pra não revirar os olhos. Grifinórios...


 


- Só preciso que você seja meu informante no...


 


- Ah não! Eu já disse a Rose que não ia dá, então...


 


-QUAL É O SEU PROBLEMA? Não sabe que as frases têm começo, meio e fim? COMEÇO, MEIO E FIM. ENTENDEU POTTER? – Ele me olhou com aquela expressão assustada de novo, igual a de quando ele achou que eu ia molestá-lo. Corajosos? Sei...


 


- Você devia se acalmar, tomar um remédio ou algo assim... Merlin! – Ele colocou a mão no coração, tentando se acalmar. Quem sabe assim ele aprende a parar de interromper as pessoas? – Sério cara, assim você vai acabar morrendo cedo...


 


- Ok Potter, você disse que não dá, então não dá. Mas isso é realmente uma pena... – Ele me olhou meio curioso, então eu continuei. – Não pra mim, claro! Eu posso achar um lufa-lufa qualquer que adoraria ser meu informante... Sabe como é, né? A troco de uma vida semi-feliz...


 


- Sei...  – Ele disse pesando minhas palavras. Ele tá em dúvida!


 


- Mas pobre Lívian. Vai ficar sozinha... E o pior é que eu ouvi dizer que têm uns caras do sétimo ano que adoram pegar os novatos e...  – O Potter segurou meus braços, tentando desesperadamente me fazer parar de demonstrar o que aconteceria com a irmãzinha dele. Como eu sou mau!


 


- Ok. – Ok, o que? Mas que saco ele me interrompeu de novo! Tirei meus braços da mão dele. Que viado! Assim não dá pra ser feliz... – Desculpe por interromper de novo, mas é que... Eu aceito!


 


- Aceita o que? – Me fiz de desentendido, só pro Potter achar que eu não tô mais interessado nos serviços dele. Ele tem que ver quem manda aqui.


 


- Aceito ser seu informante. – Ele disse contrariado e eu tive que rir.


 


- Qual é Artie, não vai ser tão ruim assim!- Disse enquanto o abraçava pelos ombros. Ele me olhou surpreso. – Quer ser anônimo?


 


- Seria bom. A Rose me mataria se soubesse...


 


- Ótimo, melhor ainda! Assim ninguém vai desconfiar de você. Que bom negócio esse que eu fiz Artie!


 


- É, mas não se esqueça da sua parte do acordo! A Lily tem que tá segura e feliz. – Feliz? Ninguém falou em felicidade, mas tudo bem. Eu posso usar um Laetificat nela e tudo fica beleza. [N/A: Esse é o feitiço da alegria. Só que é temporário...]


 


Ele disse isso enquanto se afastava de mim. Eu poderia ficar ofendido com essa atitude. Potter saiu sem nem me dar um tchau nem nada... Tô me sentindo usado!


 


Ok, não tô não! Afinal de contas eu consegui um informante que além de famoso, é influente! Ele tem acesso a realidades que eu não tenho, tipo: Grifinória, Corvinal e Lufa-lufa, só pra começar. Que dia produtivo e olha que ele nem tá perto do fim ainda!


 


[N/A: Ok gente. Tive que cortar o capítulo aqui... Ele ia ficar muito grande se eu continuasse, eu acabo colocando muitas coisas pra acontecerem no mesmo dia... Se v6 repararem, estamos na hora do almoço ainda.


 


Enfim, próximo capítulo tem a escolha do novo capitão da Sonserina, do editor-chefe, Hogsmeade e se não ficar muito grande com toda a minha chatice, eu ainda posso colocar um jogo Grifinória X Corvinal. Vou ver!


 


Bjuxxx e até o Doze. Comentem... Só pra variar.]


 [N/B:Oi! O capítulo tava muito fandárdigo (Irai vai te cobrar por usar a marca registrada dela). Cesc é a sua válvula de escape, né? Ele sempre reflete o seu maravilhoso humor(eu também posso ser sarcástica). Esse capítulo só tem um pequeno problema: por que a minha xará levou um tapa? Ela, dessa vez, não fez nada demais. Manda a Claire plantar batatas. Enquanto chupa limão. E ouve Britney Spears. Ah, e vai ter Artie e Lívian nos próximos capítulos? Espero que sim.


Bem leitores comentem. Mas não muito, senão o ego dela pode ficar insuportável . You know you love me. And you know you hate her. xo xo.]


 
[N/A: Você vai entender o porquê do tapa, Bekinha... Um dia! E ninguém te ama, ninguém me odeia, pare de assistir gossip girl e xau.] 

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