FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

4. Maçã


Fic: A Secret.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Dica da autora: Se puderem, leiam o capítulo escutando It is What it is do Lifehouse ;D


 




I was only trying to bury the pain, but I made you cry and I can't stop the crying


Was only trying to save me, but I lost you again. Now there's only lying


Wish I could say it's only me.


 


Algo dentro de mim se contorcia com tal intensidade, que eu não conseguia andar rápido. Aliás, a única coisa veloz naquela hora, eram minhas lágrimas. Minha respiração ficou pesada e irregular, meu corpo tremia involuntariamente e eu não conseguia pensar com clareza.


Como eu detestava estar nesse estado mental de inércia e impotência. Mas eu simplesmente não conseguia trazer algum pensamento são naquela hora.


A única coisa que eu consegui fazer foi ir, instintivamente, para a sala da Grifinória. Ali eu tinha certeza de estar a uma distância segura de Malfoy, e quem sabe assim, conseguiria pensar no que aconteceu.


Passando pelo quadro da mulher gorda, escutei meu nome, vindo de algum canto da sala. Não associei a voz ao seu dono – e nem o queria fazer – então passei rápido pelo cômodo e me pus muito rápido a entrar no dormitório feminino. Fechei a porta rapidamente, e fiquei alguns segundos encarando a parede oposta do quarto, antes de pular para a minha cama, ficando de bruços, agarrada ao travesseiro. E chorei. Feito uma menininha que acabou de perder sua boneca preferida. Meu coração estava pesado e eu precisava externar a dor que estava cada vez mais crescente e que eu não sabia o por que. Ou melhor, não queria saber.


Com a cabeça afundada no travesseiro, senti alguém abrir a porta do quarto, então rapidamente e quase involuntariamente, me sentei e fechei as cortinas de minha cama. A última coisa que eu gostaria naquele momento, era alguém me perguntando do porque das minhas lágrimas. Ainda com as mãos segurando a cortina, encarei o colchão em baixo de mim e tentei me acalmar. Controlar a respiração era um ótimo começo. Fechei os olhos e pensei no que Malfoy havia me dito.


 


“E você vai agüentar carregar duas mortes nas costas, Granger?”


 


Apertei um pouco a cortina em minhas mãos.


 


“... Nunca tirei a vida de ninguém, Granger, até hoje... E eu não sei se tenho coragem pra tanto...”


 


Suspirei pesadamente.


 


“eu poderia confiar em você... Ou melhor, poderia me deixar confiar em você.”


 


Abri rapidamente os olhos, e os senti queimar como se tivessem sido atingidos por brasas. Escutei alguns murmúrios vindos do outro lado da cortina ainda presa em minhas mãos, e deitei novamente, um pouco mais calma. Meu corpo estava mais pesado que nunca, e minha cabeça estava doendo. Adormeci.


 


 


Dormir de tarde, não era uma atividade que eu fazia, salvo a exceção de doença. Mas quando acordei, estava decididamente me sentindo melhor. Espreguicei e abri a cortina ao redor de minha cama. Já estava escurecendo, mas aprecia que eu tinha dormido por décadas. Pisquei duas vezes antes de colocar os pés no chão e descer da cama. Antes de sair do dormitório, dei uma olhada no espelho. Estava com o rosto inchado e com os cabelos revoltos. Suspirei pesadamente e dei um jeito no cabelo e no rosto com minha varinha e então desci.


 


Fui direto para o Salão Principal, que estava cheio para o jantar. Meus amigos já estavam na mesa da Grifinória, parecendo pouco animados. Antes de seguir até eles, dei uma olhada para a mesa da Sonserina, e lá estava ele. Sentado, totalmente impecável com as vestes, seus cabelos loiros cuidadosamente penteados e sua palidez inconfundível. Mas nada disso estava escondendo a apatia que parecia ter se instalado sobre ele. Balancei a cabeça e segui em frente até minha mesa, mas aquele caminho parecia mais longo que o normal e a casa passo, eu desejava que ele não me visse ali.




- Hermione! – Ouvi Ron falar meu nome assim que me sentei ao lado de Harry. O olhei e ele parecia preocupado.


- Onde você estava? – Foi a vez de Harry se manifestar, me olhando de um jeito interrogador e demonstrando alívio ao me ver ali.


- Desculpa pessoal – Falei num tom baixo – Acabei adormecendo no dormitório...


- Nos deixou preocupados... – Harry parecia já estar terminando seu jantar, então decidi começar a comer, pois estava com muita fome.


- Estávamos começando a achar que Malfoy tinha te seqüestrado – Olhei pra Rony sem acreditar na imaginação dele, e esbocei um sorriso. Sorriso esse, que logo desapareceu, assim que meu olhar caiu em Malfoy novamente.


- Então você nem encontrou o Malfoy? – Perguntou-me Harry, e percebi que ele estava me olhando, foi então que desviei meu olhar para a mesa dos professores.


- Não. Você o encontrou? – Perguntei, brincando com a comida em meu prato, totalmente desconfortável por estar mentindo daquele jeito.


- Também não. Aquela doninha achou um ótimo buraco pra se esconder, não?


- Parece que sim... – Foi a última coisa que eu disse, antes de cairmos num silencio longo, enquanto apenas me concentrei na comida, nos barulhos dos talheres e nas conversas das pessoas ao redor. Às vezes arriscava dar uma olhada em Rony e Harry e mais ocasionalmente ainda, em Malfoy.


 


Aquilo não estava certo. Sentados comigo estavam meus melhores amigos e eu estava me sentindo totalmente desconfortável perto deles. Não me lembrava de um só momento em que eu tenha me sentido assim, estando em companhia de Harry e Rony. E tudo por causa de Malfoy. Quer dizer, um desprezível que sempre tentou nos rebaixar e nos humilhar o máximo que podia só para parecer estar por cima. O garoto que sempre me viu como um lixo ambulante, como um nada. E ali, comigo, estavam as pessoas que sempre me apoiaram e me viam como uma pessoa digna de amizade, carinho e companheirismo. Nesse caso eu não tinha o direito de estar me sentindo mal por estar contra o Malfoy. Mas... Eu realmente estava contra? Algo aqui dentro, não tinha certeza.


 


- Eu acho que deveríamos contar... – Rony quebrou o silencio e eu me assustei um pouco.


- Contar...? – Perguntei, sem entender o que ele quis dizer.


- O que sabemos sobre a doninha. – Rony esclareceu e eu senti um arrepio acompanhado de suas palavras.


- Você acha? – Perguntou Harry encarando Rony e eu soltei o garfo. Harry estaria considerando essa hipótese?


- Com certeza! – Rony falou convicto.


- Mas não sabemos o que ele está fazendo... – Tentei trazê-los à razão. Qual razão? A minha?


- Mas sabemos que ele está fazendo algo... – Harry ponderou, tamborilando os dedos na mesa. A essa altura, a mesa da Grifinória estava bem mais vazia, do quando entrei no Salão.


- E isso já é motivo suficiente – Rony pareceu empolgado com a história.


- Mas, gente... – Eu não sabia o que fazer. Olhei para Harry e ele estava pensativo e quanto mais os segundos passavam, mais uma onda de desespero crescia em mim. Tentei controlá-la, mas estava ficando difícil.


- Então vamos – Arregalei os olhos sem acreditar que ele tinha tomado essa decisão – Se ele está planejando algo contra nós, colocando em risco a vida não só da gente, mas de qualquer outra pessoa dentro desse castelo, é nossa obrigação informar ao Dumbledore.


- Mas... Dumbledore pode não acreditar – O que eu estava falando?


- Dumbledore não duvidaria de nossa palavra – Rony me olhou como se eu estivesse perdendo o juízo.


- E mesmo se duvidar, pelo menos nós avisamos. Depois é só agirmos por contra própria – Harry usou um tom de finalização e eu balancei a cabeça negativamente, ignorando qualquer vestígio de razão ainda existente em minha mente.


 


Prendi a respiração e lutei com todas as forças contra meus instintos para não olhar para a mesa à frente. Sem sucesso. Lá estavam meus olhos procurando aquele azul-acinzentado que só ele tinha. E o achei. Infelizmente estava lá me encarando e senti algo dentro do meu estomago, afundar. Ele não tinha o direito de me olhar daquele jeito. Por favor, alguém o faça parar de me olhar daquele jeito!


 


Ele fechou os olhos e inclinou levemente a cabeça para trás, parecendo rendido. Será que já sabia o que ia acontecer? Será que fui tão óbvia assim quando o olhei? Agora a coisa que, a pouco, estava afundada em meu estomago, criou vida e estava se revirando. Levantei e sai do Salão sem falar nada. Escutei Harry chamar meu nome, mas não virei para vê-lo. Não ia conseguir convencê-lo de não falar nada, mas eu não sabia mais o que fazer. Harry contaria à Dumbledore, e se ele acreditasse, em poucos dias descobriremos o que Malfoy estava fazendo e com certeza...


 


- Eu morrerei. – Escutei uma voz arrastada atrás de mim, e meus olhos se abriram mais que o normal. Meu coração disparou e eu parei de súbito. Virei lentamente e confirmei o dono daquela voz.


- Ma... Malfoy. – Gaguejei um pouco e ele apenas me encarou, cansado – O que você disse? – Apenas quis confirmar. Não era possível ele saber em quê eu estava pensando.


- Que eu morrerei. – Falou sem se alterar. Fiquei atônita e quase sem reação.


- Do quê você está...


- Sabe? A sua mente, com absoluta certeza, é a mais difícil de ler – Fiz cara de espanto e dei um passo para trás. Ele soltou aquele sorriso que só o Malfoy sabia dar.


- Como é? – Eu não estava acreditando que ele estava lendo a minha mente – Desde quando você... – Acho que comecei a mostrar traços de irritação.


- Desde uns trinta minutos atrás – Respondeu-me calmamente e uma vontade súbita de socar aquela cara dele, foi crescendo instantaneamente – Você é realmente muito confusa, Granger.


- Quem te deu o direito de invadir a minha mente, assim? – Eu me aproximei perigosamente dele, cega de raiva. Não estava acreditando que esse cretino estava lendo a minha mente daquele jeito tão descarado.


- Eu estou na sua mente, muito antes de eu começar a lê-la, Granger... E você sabe disso. – Ok, agora ele me deixou sem reação. Ele estava certo.


- Começarei a fazer aulas de Oclumencia, amanhã então. – Encarei aquele rosto, severamente, antes de me virar a fim de respirar um pouco.


- Não precisa... – Senti sua mão segurar meu braço e me virar – Só um louco tentaria ficar lendo a sua mente toda hora. Você deveria aprender a pensar um pouco menos, só pra variar.


Aquilo me fez soltar um sorriso meio cínico, meio sem graça. Olhei para o lado um segundo, antes de perceber que a respiração dele estava mais próxima. Nossos corpos estavam mais próximos. Senti meu rosto queimando e a cada centímetro que ele se aproximava, eu ficava sem reação. O que ele queria afinal? Porque estava fazendo aquilo, depois de saber que eu não ia conseguir convencer Harry a voltar atrás?


Os olhos dele estavam mais uma vez dentro dos meus, e eu senti a ponta do seu nariz encostando-se ao meu. Estava gelado e mais uma vez me vi brigando contra meus instintos. Sentir a sua respiração sincronizando-se à minha, sua mão em minha cintura e seu hálito de maçã... Ah, como eu gostava de maçã. E como eu queria sentir o gosto da maçã ali...


Mas ao sentir sua boca roçando na minha, eu fechei os olhos e o empurrei com uma força que não sabia de onde vinha. Olhei para ele, e pareceu estar confuso por uns instantes. Ambos estavam ofegantes e vermelhos. Eu o olhei com lágrimas nos olhos.


 


- Esse seu planinho sujo não vai dar certo comigo, Malfoy. – Falei e não sabia onde estava guardada a força para falar. Minhas pernas estavam um pouco tremulas e eu me recostei na parede do corredor. Aliás, nunca havia ficado com uma sensação de claustrofobia em um lugar tão amplo, como estava agora.


- Planinho? – Ele me olhou, e sua expressão mudou para irritação.


- Ia me beijar só pra tentar me fazer de boba e conseguir que Harry não falasse nada! Ia fazer esse sacrifício só pra se safar! Pra me usar... – Senti algo quente percorrer minha face e entendi que era uma lágrima. Ele deu aquele sorriso e começou a se aproximar. Eu quis socá-lo.


- Até que não era uma má idéia – Ele estava perdendo o juízo? – Mas não, Granger... Eu não vou te beijar por causa de um planinho tão baixo quanto o que você imaginou nessa sua cabeça insana...


- O... Do que você ta falando? – Eu estava confusa, confesso. Até porque ele não parou de se aproximar.


- Eu sei que o Poti idiota vai falar e você não vai impedi-lo. Justamente por isso... – Dessa vez ele não me deixou raciocinar.




Em um segundo ele estava falando e no outro, eu estava prensada entre a parede fria daquele corredor e o corpo de Malfoy e não tinha como escapar. As mãos dele estavam prendendo meus pulsos e ele me olhou de um jeito totalmente atrevido, antes de finalmente colar a sua boca à minha e invadi-la com sua língua. Essa, que começou a querer brincar com a minha, que insanamente deu permissão. Pareciam velhas conhecidas, como se já tivessem tido esse encontro antes. Ele soltou um dos meus pulsos e agarrou minha nuca, prendendo boa parte do meu cabelo em seus dedos. Tentei soltar a outra mão e não foi difícil. Ele a liberou um segundo depois da minha tentativa e colocou a outra mão em minha cintura. Agarrei seu pescoço, e com as das mãos e sai bagunçando, atrevidamente, seus cabelos muito bem penteados. A cada minuto, nossos corpos ficavam mais próximos, se é que isso era possível. E quando finalmente perdemos o fôlego, ele desgrudou sua boca da minha, e saiu descendo-a pelo meu pescoço. Eu estava muito ofegante, mas aquilo estava bom. Muito bom até sentir as mãos dele, descerem para minha coxa. Foi então que eu o impedi e afastei um pouco seu corpo do meu.


 


Ele me olhou, intrigado e tão ofegante quando eu. Eu sorri e tentei sair, mas senti as mãos dele me segurando pela cintura. Eu não o encarei.


 


- Não vai ter mais do que isso, Malfoy... – Tentei parecer recomposta e sã.


- Por hora. – Ele sussurrou em meu ouvido e eu senti um arrepio percorrer meu corpo. Mas era um arrepio totalmente diferente do que eu já havia sentido. A parte mais insana do meu ser queria olhar para ele e voltar ao que estávamos fazendo, mas em algum momento daquela noite eu precisava ser forte.




Tirei as mãos dele, de minha cintura, o olhei de canto de olho, sorri e fui para o dormitório.


Não ia conseguir dormir aquela noite. Tinha certeza disso.

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2022
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.