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25. Cinco, quatro, três, dois, um


Fic: Hugo e Monica - capítulo 28


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CINCO, QUATRO, TRÊS, DOIS, UM


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Passo a passo ele seguia admirando as imagens emolduradas na parede. Elas eram a maior prova de que naquela casa viviam trouxas. E trouxas que nem ao menos sonhavam com a existência de mágica. Não sabia como Monica conseguia viver ali e manter o segredo. Ainda mais sendo ela tão próxima das amigas... E ao mesmo tempo a admirava por isso... E não queria nem imaginar a reação de seu avô se um dia contasse sobre ela...


"Por quanto tempo vais ficar aí parado feito um dois de paus?" Ele se virou e viu Monica rindo parada à porta.


"Estava só vendo as fotos. Tens bastante." Ele riu e apontou para os retratos. "E notasse que nenhuma se mexe?"


"Adoro fotografia. Além do que o Phillip adora usar a gente como suas cobaias fotográficas." Ela perdera conta de quantos daqueles retratos fora ele quem tirara, mas lembrava de todas as risadas que deram durante as sessões de fotos. "E é claro que não se mexem. Aqui moram trouxas, lembra?" Ela riu e cruzou os braços. "Achei que estavas acostumado com casas assim. Pelo que lembro teus avós não são bruxos."


"E não são." Hugo caminhou em direção à poltrona e se sentou. "Mas mesmo na casa deles tem fotografias mágicas." Monica riu e pediu cinco minutos pra acabar de se arrumar, deixando mais uma vez Hugo sozinho no quarto dela. Ele encolheu os ombros e girou a cadeira, acabando por ficar de fronte ao computador dela. Sem conter o impulso, mexeu o mouse tirando o descanso de tela e deixando o editor de texto em evidência. E no exato instante ouviu um miado irritado atrás de si. Virou para encontrar Ed o encarando fixamente. "Calma garoto. Só vou dar uma olhada. Nada de mais." Como se entendesse, o gato pulou para o colo de Hugo e se aconchegou enquanto ele corria os olhos pelo texto a sua frente.


Após o que pareceram segundos, viu de repente a tela ser desligada e, ao se virar, encontrou Monica lívida a sua frente. "O que tás fazendo?"


"Lendo." A obviedade daquela frase evidente na voz. "Tu que tás escrevendo?"


"É meu artigo final, não tá pronto ainda. Mas não interessa! Como tu simplesmente vai lendo as coisas dos outros?" Hugo se surpreendeu com o tom de Monica. Pela primeira vez ele podia dizer que ela estava realmente irritada.


"Desculpa! Mas tava aberto o documento." Para ele aquilo era justificativa suficiente. Se ela queria segredo, que não deixasse o documento aberto. "E não sei porque tanto drama. O texto tá bom."


"O texto não tá bom!" Ela bufou irritada e se sentou na cama. "Tá com um monte de problemas que eu não sei como resolver. Prefiro que ninguém leia do jeito que está."


"O único problema que eu vi é que queres usar carambola pra conseguir um extrato de ácido oxálico..."


"Falas como se não fosse nada de mais." Monica deu uma risada nervosa mas Hugo sentiu algo diferente no modo como ela o olhou. "Esse é o ponto crucial do meu artigo. Se eu não resolver isso, nem adianta terminar..." Ela se levantou e suspirou. "Vamos, não quero me preocupar com isso agora. Achei que a gente ia jantar."


"E vamos, depois daquele filme do outro dia e do restaurante de ontem, dessa vez é minha vez de escolher o lugar." Que com certeza não envolveria filmes de vanguarda nem restaurantes vegetarianos.


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"Já pensasse em usar raiz de Gerânio Dentado?" Ele disse após minutos de silêncio.


Monica parou o balanço e o olhou surpresa. Estavam na praça próxima à casa de Hugo aproveitando o dia de sol que espantava levemente o frio que fazia. "E pra que eu usariaraiz de Gerânio Dentado?"


"Pro teu artigo." Ele respondeu sem parar o balanço. "Conseguirias mais fácil o extrato de ácido oxálico."


"Provavelmente, mas..." Monica disse lentamente, ainda sem entender porque o assunto veio à tona. Eles nunca conversaram sobre o curso dela ou sobre as aulas dele. Pelo menos nunca em detalhes. E ela não sabia dizer se entrar nessa esfera seria bom... Sempre gostara de manter esses assuntos apenas para si, talvez por medo de que os outros vissem seus erros, não tinha certeza, só sabia que não gostava... "Por que o interesse?"


"Então porque não usa no teu artigo?"


"Não respondesse minha pergunta."


Ele parou o balanço e olhou para ela com a testa franzida. "Eu não sabia que precisava de algum motivo pra isso. Tu teres dito que não sabias o que fazer não é suficiente?"


"E eu por acaso pedi ajuda? Eu consigo terminar o artigo sozinha."


"Relaxa, ok? Eu nunca disse o contrário!" Pelo menos ele não lembrava de ter dito nada nesse sentido... "Só que não é nenhum pecado aceitar ajuda de vez em quando."


"Ah sim, e pra quem eu deveria pedir ajuda?" Ela bufou em indignação. "Meus melhores amigos são uma atriz trouxa, uma cozinheira trouxa e um fotógrafo bruxo!"


"E eu?"


"Por favor, né, Hugo!" Ela deu um suspiro nervoso. "Nem saísse da escola ainda..."


Hugo desviou o olhar dela em silêncio e passou a fitar o horizonte. A última coisa que queria era ter essa mesma discussão mais uma vez. Suspirou e se levantou, colocando a mão nos bolsos da calça e disse, ainda sem olhar pra ela. "Sabe... Faz quase seis meses que a gente se conheceu. E pra cada coisa que a gente descobre ter em comum, também descobre outras duas que a gente não tem... Mas a gente continua conversando apesar disso." Ele olhou finalmente para ela e, pela primeira vez, ela o viu sem um meio sorriso que fosse. E ver Hugo tão sério a assustou. "Eu nunca te obriguei a falar comigo. Então se eu ainda não ter terminado o colégio é algo tão terrível pra ti, é melhor tu pensares bem no que tu queres realmente." Porque ele sabia o que ele queria, só que só ele querer não seria suficiente...


E enquanto ele se afastava, Monica ficou observando boquiaberta. Não encontrava palavras, o que era algo difícil de acontecer... E, na verdade, era pior que isso, ela ficou sem palavras porque sabia que ele estava certo. E admitir isso era o mesmo que dizer que ela estava errada. E errada a respeito de muitas coisas, principalmente a respeito dele. O que era difícil por um lado, mas muito reconfortante por outro.


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"Hugo,


Eu sou uma idiota, podes dizer. E admitir isso está sendo mais difícil do que tu podes imaginar... Eu nunca deveria ter dito nada daquilo, muito menos ter me irritado quando trouxeste o artigo à tona. Mas espero que tu me entendas... Eu nunca tive dificuldade pra escrever um artigo antes e esse... Me irrito sempre que sento pra escrever porque o que me atrapalha não é nenhuma questão teórica, mas algo prático e totalmente político/financeiro.


Não posso usar a erva que sugerisse porque o meu objetivo é aplicar essa poção em tratamentos trouxas, então tenho que me limitar a plantas não mágicas. Minha melhor escolha seria a erva-canária, mas falta verba... A única plantação comercial dessa planta na Europa interia cobra uma fortuna pelo quilo dela colhida da forma necessária: ainda molhada de orvalho no inverno. É incrivelmente frustrante ver meu trabalho reduzido a meros números e sem nenhum incentivo por causa da falta de dinheiro...


E era isso que eu devia ter te dito naquele dia, ter te explicado porque não tinhas como me ajudar ao invés de simplesmente dizer que não. Sinto muito mesmo. Espero que me desculpes.


Beijos,


Monica."


 


Essa foi a carta que ela enviara dias atrás. Essa foi a carta que até agora não tivera resposta. Monica só não fora atrás dele ainda porque Kate a proibira e estava mantendo guarda. Ela e o palhaço do namorado dela... E isso não foi um xingamento, diga-se de passagem. Há duas semanas Kate apareceu com esse novo namorado, e dessa vez parecia ser coisa séria mesmo, e ele trabalha como palhaço. É realmente ruim estar irritada e levemente deprimida numa casa onde um casal apaixonado fica namorando na sala. Quando um deles é um palhaço fica ainda pior. A cada piada que ele fazia, Monica tinha vontade de jogar a mesa na cabeça dele. Será que ninguém ali entendia que ela queria curtir uma depressão básica? Em uma semana ela voltou a falar com Hugo, passou a maior parte do seu tempo livre com ele, acabaram brigando por causa de uma estupidez dela e o único receio que ela tinha sobre ter um relacionamento com ele, a maturidade, foi para o espaço. E agora ele não respondia uma simples carta! Ela queria se afogar na banheira e arrancar os cabelos. Não necessariamente nessa mesma ordem...


Pelo menos hoje ela estava sozinha. Era véspera de ano novo: Mel estava trabalhando, Kate saíra com o namorado, Phillip foi passar a virada com a família deles e sua mãe voltara para a Tanzânia. E a última coisa que passava em sua cabeça era ir a alguma festa. Então se sentou em frente à televisão com um pote de pudim, cobertor e Ed ao seu lado para assistir as notícias sobre a virada de ano ao redor do mundo... Estava começando a se irritar com a repetição das previsões para o novo ano quando o telefone tocou.


"Monica?" Ela se arrependeu instantaneamente por não ter checado o número antes de atender. Não estava preparada. O que era ridículo já que estava esperando para falar com ele há tanto tempo... "Tás aí?"


"Oi, Hugo. Desculpa, to aqui sim. Tudo bem?"


"Tudo, tudo. Eu recebi tua carta. Desculpa não responder, mas não sabia o que escrever... E quando vi, bem, já era hoje. Resolvi ligar por ser mais rápido, desculpa se to atrapalhando, só não queria que ficasse aquele clima entre a gente de um ano pro outro."


"Imagina, não atrapalhas." 'Nunca', ela quis acrescentar, mas se conteve. "Eu e o Ed estávamos aqui vendo as previsões para o ano novo. As mesmas bobagens que eles falam todos os anos..."


"Sei como é, também to assistindo." Ele riu do outro lado da linha e isso foi o suficiente pra acabar com os últimos vestígios da apatia que ela sentia minutos atrás.


"Não vais sair? Encontrar teus amigos em alguma festa?"


"Tecnicamente estou em uma. Festa na casa dos Weasley. Tradição de família, sabe como é... Só que esse ano tá bem sem graça. Tá todo mundo ao redor da tia Angie paparicando ela e nada mais. Tu não vais sair?"


"Não estou muito no clima. Além do mais, o Ed fica nervoso por causa dos fogos então fiquei pra cuidar dele." Essa foi a pior desculpa do universo... Não que ele não ficasse nervoso, mas se ela quisesse sair era só proteger o quarto dela de barulho com um simples feitiço e ele dormiria tranqüilamente... "E vais ficar sem o beijo de ano novo? Sempre ouvi dizer que dá boa sorte."


"Pois é... Até pensei nisso, mas só tem uma única garota com quem eu gostaria que isso acontecesse e não sei se ela gostaria muito da idéia..."


"Por quê? Ela é comprometida?" Monica sentiu o coração caindo para o estômago. Mas também, o que ela esperava ouvir com aquela pergunta? Certamente não que ele já estava interessado em outra garota, mas ela devia saber que essa era uma resposta possível...


"Não que eu saiba."


"Então não tem porque ela não gostar. Toda garota gosta dessas tradições com pitadas de romantismo e significados especiais."


"Tem certeza? Bem, de qualquer forma agora já tá tarde demais... Faltam poucos minutos pra virada de ano."


"Não inventa desculpa, Hugo. Tens tua licença pra aparatar a hora que bem entenderes, chegas em praticamente qualquer lugar da Inglaterra em questão de segundos..."


"Acho que tens razão. Bem, tenho que ir. Me deseje sorte."


"Boa sorte." Ela murmurou para si mesma, pois o telefone já havia sido desligado. Uma ligação que tinha tudo para ser o ápice da noite dela se tornou o anticlímax só pro causa daquela maldita pergunta... Se havia uma coisa que ela odiava em Hugo era isso, ele fazia ela perder o senso prático, ela parava de pensar logicamente. Largou o pote de pudim na mesa, irritada demais consigo mesma para comer e ia alcançar o controle para desligar a televisão e ir dormir quando o telefone tocou novamente.


"Tens certeza? Sobre ela gostar?"


"Hugo? Bem, não sei quem é, mas posso dizer que tens noventa e nove por cento de chance de sucesso." Disse com mais aspereza do que pretendera. Ela realmente esperava que ele não soubesse como aquilo era desagradável... "E é melhor ires logo, tens menos de dois minutos."


"Bem, por isso eu resolvi ligar, pra tu me dar coragem."


"Não sei se sou a pessoa mais indicada pra fazer isso." Ela resmungou. "Mas tens que tomar a iniciativa de vez em quando. O pior que vai acontecer é ela dizer não e mesmo assim pelo menos vais tirar isso da cabeça e talvez ter uma boa história pra contar pros teus filhos no futuro."


"Talvez tenhas razão, mas é que eu gosto bastante dela..."


"Então pense que é possível que ela também goste de ti. Assim ela vai adorar a surpresa."


"Espero que seja isso que aconteça então. E começa a contagem: dez."


"Boa sorte então."


"Oito."


"Não vais desligar?" A garota não iria gostar muito da surpresa se ele estivesse falando com outra ao telefone. Mas Monica, na verdade, não queria muito que ela gostasse...


"Seis."


"Tão tocando a campainha aqui." Disse correndo para ver quem estaria batendo ali àquela hora da noite.


"Quatro."


Monica abriu a porta e deixou o telefone cair. Parado a sua frente estava Hugo. As orelhas vermelhas a ponto de explodir.


"Dois." Ele disse desligando o próprio telefone.


"Um." Disseram juntos.


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N.A.: Ta-dá! Eis o novo capítulo. Espero que concordem comigo que muito melhor que o último... Logo, logo posto o próximo. Não serei cruel com ninguém. Beijos!

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