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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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31. Epílogo


Fic: Desencontros


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Epílogo


"Now we are Masters of Our Fate"


 (Winston Churchill - Janeiro de 1942)


8 de maio de 1945



"... essa vitória é de vocês..."



A voz forte de Winston Churchill era ouvida por todos os cantos de Londres - equipada com diversas caixas de som -, mas Harry Potter não se importou em parar para escutar o que o primeiro ministro tinha a dizer. Ele já sabia o conteúdo principal do discurso. O número de pessoas nas ruas era tão grande, que dificultava o transito dos carros. Ele lutou contra a multidão que tomava completamente o centro da cidade e abriu seu caminho até a taverna.


Ginny esperava ansiosa. O discurso do primeiro-ministro trazia esperança e alento. Estava acabado, afinal. O suicídio de Adolph Hitler cerca de dez dias antes, culminara na capitulação alemã no dia anterior e o anúncio oficial do fim da guerra na Europa espalhara euforia em todos que vira. Quando o sino colocado atrás da porta da taverna tilintou, Ginevra virou-se a tempo de ver o sorriso de Harry se alargar.

- Você demorou, - ela reclamou com um pequeno sorriso, enquanto era abraçada pelo marido.

- Sirius me prendeu para avisar sobre a festa que vai dar na casa dele.

Eles olharam em volta em busca de uma mesa vazia e resolveram ficar junto ao balcão onde Ginny estivera, já que a multidão dentro da taverna refletia a do lado de fora.

- Para comemorar o fim da guerra? - Ginny sorriu para o homem atrás do balcão quando ele depositou duas canecas de cerveja em frente a eles.


- Você não deveria beber...


- Só essa caneca. Por Churchill...


O sorriso sapeca que brincava nos olhos cor de mel, fizeram Harry suspirar derrotado e brindar com a esposa. Após tomar um longo gole, respondeu à pergunta feita por ela.

- Sirius vai aproveitar para isso também. Mas o motivo oficial é nós termos vindo morar em Londres.


 


- Ah claro. E como foi hoje lá no...



As palavras de Ginevra sumiram e seus olhos arregalaram de repente, assustando Harry, que imediatamente segurou nas mãos dela, alarmado.



- Ginny, o que foi? Está se sentindo mal? - Harry sentiu as garras frias do medo apertarem seu estomago quando viu os olhos dela se encherem de lágrimas. - Vamos, fala comigo!

Em vez de responder imediatamente, o que certamente pouparia uns dez anos de vida que Harry havia perdido naqueles poucos segundos de aflição, Ginny levou as mãos dele até seu ventre - que deixava evidente a gravidez de cinco meses -, e pressionou.

- Mexeu.



- O quê?



- Mexeu! O bebê... O nosso filho. Eu senti. Mexeu!



Subitamente Londres ficou vazia. Naquele momento, toda a balburdia e a multidão desapareceram e Harry só tinha olhos, ouvidos e sentimentos em Ginny e no pequeno ser que ela trazia dentro de si. O beijo apaixonado não foi o único trocado em público naquele dia. Vários casais, nos quatro cantos do mundo, faziam o mesmo. Mas, possivelmente, o motivo era diferente. Harry e Ginny não estavam comemorando a paz na Europa, estavam comemorando a vida e o amor.


 



  ---xxx---



Julho de 1945




- Espera, não abre ainda.



- Ah pelo amor de Deus, Ron. Isso é mesmo necessário?



- Só mais um degrau e... pronto. Não! Calma, deixe só eu ajeitar uma coisa.

- Ronald Weasley!



- Calma. Pronto, pode abrir os olhos agora.



- Mas... O que...?



- E-eu sei que... bem, não é lá grandes coisas, mas eu andei dando uma boa limpeza e...

- É perfeito.


 


- Co-como?



- Eu acho que só entrei aqui uma ou duas vezes. Eu nunca fui muito íntima das irmãs Patil... - Hermione comentou, começando a andar pelos cômodos praticamente vazios do pequeno apartamento em cima da mercearia. - A vista da sala não é tão ruim quanto se pode pensar a princípio, e a cozinha tem um tamanho bem razoável.

- Você gostou? De verdade?



- Claro, Ron. É óbvio que talvez precisemos passar uma tinta nas paredes e escovar o assoalho, mas o local está em ótimas condições.



- Não é! - Exclamou Ronald aliviado antes de pegar Hermione pela mão e puxá-la para que visse os outros cômodos. - Eu dei uma boa limpeza nos azulejos do banheiro e esfreguei os metais e a banheira, acho que ficou legal. Esses são os quartos e aquela porta ali é a do escritório. Eu lavei as paredes e esfreguei o chão. Falta só passar uma boa cera e vai ficar brilhando...



- Quando você começou a fazer essa limpeza?



- Ontem de manhã - Ronald confessou enquanto Hermione ia entrando no menor cômodo da casa, que ele chamara de escritório. - Pensei que poderíamos colocar uma estante nessa parede para os seus livros e uma poltrona.



- Você passou a noite aqui? - Ela perguntou ao ver um colchão velho perto de uma das paredes, ainda com as roupas de cama emboladas por cima.



- Droga, esqueci de arrumar isso - Murmurou, tentando que Hermione saísse do cômodo. - Pois é, eu terminei bem tarde e estava cansado...



- Por que você não me contou? Eu teria vindo te ajudar.



- Como eu poderia fazer uma surpresa se te contasse? Não tem nem cabimento, Mione.

- Você é adorável - declarou manhosa, colando seu corpo no dele e enlaçando-o pelo pescoço, mal entraram novamente no corredor.



- Sou? - Ronald perguntou lançando um daqueles sorrisos de canto que deixavam Hermione de pernas bambas.



- Um-hum - Hermione concordou, sentindo seu corpo vibrar de antecipação. - Acho que você merece uma recompensa por ter trabalhado tanto.

- Mereço, é? E como você está pensando em me recompensar?



Não foi nada planejado. Havia sim, sido pensado e repensado, desejado e idealizado, mas nem Hermione nem Ronald esperavam que alguns beijos apaixonados e carícias inebriantes iriam levá-los tão longe. Só que após os beijos e as carícias, vieram os toques e os gemidos, o calor e a urgência, a paixão e o amor. Ali, no menor quarto da casa, sobre um velho colchão forrado com lençóis limpos, eles finalmente se entregaram ao que há tanto tempo desejavam.




---xxx---

 


Setembro de 1945




Com passos apressados, Neville tentava equilibrar o pacote de pipocas que segurava enquanto rumava para dentro da sala de cinema onde, enfim, ia ver o filme que tanto lhe chamava a atenção há dias, sempre que caminhava da universidade até o quarto alugado onde morava.



Assim que afastou a grossa cortina  para entrar na sala escura do cinema porém, não teve tempo de se esquivar do forte encontrão com uma moça que saia apressada, bastante aborrecida.



- Ei, cuidado! - Neville reclamou, se apoiando na parede para não cair. - Droga, minha pipoca caiu quase toda...



- É por isso que eles fizeram o que fizeram - a jovem exclamou, cheia de raiva.

Por um instante Neville ficou se perguntando do que exatamente ele estava sendo acusado. Principalmente quando percebeu o olhar revoltado que a jovem loira à sua frente  exibia. Temendo que ela estivesse com algum problema, perguntou:

- O que foi que fizeram? Eu posso ajudar?



- Você? - a garota piscou fortemente e depois suspirou derrotada. - Não. Olhe, me desculpe, está bem? Não é nada com você. É só que... Essa guerra estúpida!

- Mas a guerra já terminou.



- Sim! Mas a que preço? Milhares de inocentes mortos enquanto eu, você, todos aqui, estávamos celebrando.



- Ahm?



Neville olhou intrigado para ela. Os olhos cheios de lágrimas - que ele tinha a impressão de que eram de raiva - e a expressão triste. Contudo, antes que ele pudesse perguntar qualquer coisa, o lanterninha se aproximou e num sussurro urgente ordenou:
- O senhor e a senhorita poderiam fazer a gentileza de se retirarem? As pessoas desejam ver o filme sem serem importunadas.



Relanceando os olhos para a tela onde Dana Andrews caia de amores por Linda Darnell, Neville assentiu para o funcionário do cinema e segurou a moça pelo braço, conduzindo-a para fora e depois para o pub no final do quarteirão, esquecendo-se por completo que na verdade não se conheciam. Entrou no ambiente enfumaçado, arrancou duas canecas de cerveja das mãos do taverneiro antes que este conseguisse esboçar alguma reação, e guiou sua acompanhante até uma mesa recém desocupada num dos cantos do salão. Depois de acomodados (se aqueles bancos surrados e a mesa cheia de restos deixados pelos últimos ocupantes pudessem ser chamados de acomodação) e apreciar um longo gole da cerveja, Neville falou:

- E então, o que foi que a deixou assim tão perturbada, senhorita...?

- Céus, onde eu estava com a cabeça? - ele a viu ficar ruborizada mesmo na penumbra do lugar, enquanto murmurava mais para si, suspirava e continuava. - Abbot. Hannah Abbot. E eu espero que o senhor não ache que eu seja uma pessoa transloucada, senhor...?

- Neville Longbotton, ao seu dispor - apertou a mão que ela lhe oferecia gentilmente e brincou. - Agora eu posso saber, afinal, o que me impediu de ver o filme?

- Eu não pedi que saísse comigo.



Ao vê-la estreitar os olhos em desafio, Neville apenas sorriu levemente.

- Eu sei. Mas não podia deixar tão bela jovem sair sozinha naquele estado. Ainda mais quando ela parecia prestes a trucidar o primeiro desavisado que lhe cruzasse o caminho. Sem falar nas minhas pobres pipocas.



Hannah ia revidar quando percebeu a força que seu acompanhante fazia para impedir-se de rir. Relembrando a cena, só o que pode fazer foi balançar a cabeça encabulada antes de responder.



- Eu realmente fiquei transtornada. Me desculpe, de verdade. É só que... - Hannah baixou os olhos para a mesa e continuou baixinho - Eu não tinha ideia do que os americanos fizeram, você sabe..., com o Japão. Ver as cenas no noticiário... Foi muito... cruel.

- Bom, os japoneses atacaram Pearl Harbor - Neville declarou antes de dar de ombros e tomar mais um gole de sua cerveja.



- Eu sei, mas um erro não justifica outro, não é verdade? Essa guerra toda foi tão... estúpida. Essa bomba, os campos de concentração... Eu não sei se algum dia o mundo irá superar isso...



- Ok, você está certa - concordou Neville, levantando as mãos em rendição. - Minhas pipocas perdem feio para isso.



- Ora, pare de brincar!



- Me desculpe - Neville declarou, quando percebeu que Hannah estava séria novamente, levemente surpreendido por estar agindo de forma tão natural. - Eu não costumo ser assim...



- Zombeteiro?



- Não. Alegre - concluiu com um riso triste. - Na verdade eu não me lembro de ter feito alguma brincadeira nos últimos tempos. Nem me sentido tão à vontade ao lado de alguém.

Os olhares de ambos desviaram para as canecas quase vazias de cerveja. Após um longo período de silêncio, Hannah murmurou, vacilante:



- Eu não sei o que dizer.



Após um suspiro profundo, Neville encarou-a novamente e falou:

- Você pode dizer sim, quando eu a convidar para ir comigo ao cinema amanhã.

- Você vai comprar pipocas?



- Pode acreditar que vou!





---xxx---


Agosto de 1946


 



- Olha, ele quer o balão!


 


- É lógico que ele quer o balão, Harry. Você também iria querer, se fosse um bebê e estivesse vendo pela primeira vez um balão vermelho - Ginny rolou os olhos diante o sorriso bobo de encantamento que Harry exibia para o filho, cujos dedos roliços apontavam na direção do vendedor de balões que circulava entre as barracas da quermesse.


 


O pequeno James - uma tentativa de amolecer o coração do avô paterno, que desaprovou o "súbito" casamento do filho até que viu o rosto do neto -, alheio à comoção que provocava em seu próprio pai, continuou balbuciando suas impressões, enquanto sua mãe o carregava no colo em direção à barraca onde Molly Weasley vendia seus quitutes.


 


Era a primeira quermesse que o pastor Dumbledore e sua esposa organizavam após a guerra e a população de Bourghill parecia estar bastante satisfeita com o evento, assim como boa parte das cidades vizinhas. Mas o tumulto, tão comum nessas ocasiões, não parecia incomodar a ninguém. A não ser, é claro, a família Dursley, que permaneciam em luto desde que o único filho deles, Dudley, abandonara o lar paterno para viver uma vida questionável na Cornualha.


 


Molly deu um pequeno gritinho quando percebeu a aproximação de sua filha - que carregava seu primeiro neto nos braços -, acompanhada de Harry.


 


- Olá papai. Oi mãe - Ginny cumprimentou os pais, enquanto Molly tirava o pequeno James de seus braços.


 


- Vocês demoraram - Arthur envergou um enorme sorriso de satisfação quando Ginny parou à sua frente. - Sua mãe já estava nos enlouquecendo, de tanto que implorava para eu ou seu irmão irmos buscá-los.



- Como se vocês estivessem do outro lado da cidade e não no sobrado dos pais de Harry - resmungou Ron, que acabava de acomodar um caixote cheio de potes de conserva dentro da barraca dos Weasley e se encostava na lateral.


 


- Deixe de ser reclamão, Ronald Weasley - a senhora Weasley alertou. Mas como ela não tirava os olhos do neto, o filho não sentiu que fora chamado a atenção.


 


- Nós acabamos nos distraindo, conversando com Sirius e a esposa que chegaram agora a pouco de Londres.


 


- A senhora Black é uma simpatia. Nós duas conversamos um bocado na última vez que eu estive em sua casa - Molly declarou, sem tirar a atenção do neto.


 


- Sim, Patrícia adora uma boa conversa. Mais tarde eles devem aparecer por aqui - Harry comentou, abraçando a esposa.


 


- E aproveite para mimá-la, mamãe. Ela está esperando um bebê!


 


- Que maravilha! O senhor Black deve estar radiante.


 


- E como. Não se cansa de dizer que espera que a esposa esteja esperando gêmeos, para poder passar os amigos, na quantidade de herdeiros.


 


- Pena que o Remus não tome conhecimento dele. Nymphadora está radiante, mesmo já sendo seu segundo filho.


 


- Eu também me sentia maravilhosa em cada uma das minhas seis gestações, não era Arthur.


 


- Certamente querida. Você parecia desabrochar cada vez mais - Arthur Weasley abraçou a esposa e depositou um beijo suave em seu rosto.


 


- Oh, que adorável - Molly murmurou, enrubescendo e causando risinhos nos filhos e no genro que observavam a cena. - Parem com isso, crianças. Por que vocês não vão dar um passeio pela quermesse enquanto eu tomo conta desse tesouro aqui, hein?


 


- Tem certeza, mamãe? Eu estou doida para dar uma volta e rever as pessoas.


 


- Claro que tenho. Podem ir.


 


- E se ele chorar? - Harry perguntou, sentindo o início de pânico que sempre lhe acometia quando pensava em deixar James com outra pessoa a não ser Ginny.


 


- Harry James Potter, você por acaso acha que depois de ter tido sete filhos, eu não vou saber o que fazer se o meu neto chorar?


 


A reprimenda de Molly Weasley era uma mistura de divertimento e exasperação, mas isso não impediu que Harry ficasse envergonhado e balbuciasse algumas desculpas desconexas para divertimento de seu cunhado.


 


- Vamos, a Mione disse que ia dar uma olhada nos músicos. Vamos lá encontrar com ela - Ron falou, puxando a irmã pela mão e passando o braço pelo ombro do amigo.


 


- Eu não acho que a mamãe tenha sugerido que esse fosse um passeio a três.


 


- Mas não vai ser, assim que encontrarmos a Mione.


 


- Você continua impossível.


 


- Eu também sinto sua falta, maninha.


 


- E como anda a vida de casado, cunhado?


 


- Tem horas que a Mione quase me enlouquece, com toda aquela mania de ter tudo certinho. Mas eu estou adorando cada minuto dos últimos meses.

- Você tem notícias dos gêmeos?


 


- Há umas duas semanas eles enviaram uma carta para mamãe. Pelo que eu entendi, eles viraram sócios de um daqueles cabarés parisienses. 


 


- Nossa... Quero dizer, eles tinham dinheiro pra isso? 


 


- Você os conhece. Aqueles dois podem ter jeito de bobos, viver brincando, mas sabem fazer um bom negócio. Sempre souberam. Eles juntaram tudo o que ganharam nos últimos anos. Depois que a guerra acabou, só precisaram fazer alguns contatos e pronto.


 


- E Bill e Percy?


 


- Bill continua trabalhando na loja comigo, mas está tentando arrumar um emprego em Bristol, o que já está deixando a mamãe alvoroçada. Percy... Bom, acho que ele está bem. Não tenho notícias dele desde o meu casamento.


 


- Nem me fale. Ainda sinto vontade de explodir quando lembro dele dando razão à tia Muriel sobre o James - Ginny falou cerrando os olhos.


 


- Mas você tem que relevar, Ginny. A velha pode ser tudo, mas não é burra. Ela percebeu logo que o seu filho era um pouquinho mais esperto que o esperado para um bebê da idade dele.


 


Ronald nem esperou pelo comentário de sua irmã. Soltou-lhe a mão e com dois passos apressados se aproximou da esposa que observava os músicos tocando no coreto da praça. Abraçou-a por trás e comentou ao pé do ouvido:


 


- Olhe quem está aqui.


 


Em vez das já esperadas reclamações de outros tempos, Hermione apenas abriu um sorriso ante o gesto do marido, antes de olhar na direção que ele indicava. Em seguida, correu para abraçar o casal de amigos.


 


- Vocês demoraram! - Hermione reclamou, fazendo Harry e Ginny rolarem os olhos.

- Olá para você também, Mione.



- Vamos comprar algodão doce? Estava só esperando por você - Hermione sugeriu, olhando para o marido.



- De novo? Desde que a gente chegou deve ser o décimo algodão doce que você come.

- É o sexto. E o que eu posso fazer se eles estão uma delícia?



- O que houve Mione? Pelo que eu me lembre você não gostava tanto assim de doces - Ginevra perguntou com uma expressão divertida no rosto. - Será que isso significa que eu vou ser titia?



Hermione olhou da cunhada para o marido, aparentemente sem palavras para responder. Mas antes que Ginny e Harry começassem a comemorar (como pareciam ter a intenção), Ronald interveio, abraçando novamente a esposa.

- Não sabemos - e, com um tímido sorriso, completou: - Ainda.



- De qualquer forma estamos muito felizes. Não é Harry?



- É claro que sim! Seus pais já sabem?



- Ainda não. Queremos ter certeza antes de contar, porque se ela já achou que eu devia ter parado de lecionar quando nos casamos, imagina quando vierem os netos? - Hermione questionou incerta.



- Ela não queria que você parasse de trabalhar, Mione. Ela achou que você podia ficar só me ajudando com a loja.



- Como se houvesse serviço suficiente para você, eu e Bill fazermos.

Contendo o riso, e antes que a discussão entre Ronald e Hermione aumentasse, Harry resolveu mudar de assunto.



- E então, por que vocês não nos contam o que tem acontecido por aqui? Por onde andam os nossos amigos?



- Certo, humm vamos ver... - Hermione franziu o cenho enquanto pensava. - O Neville casou, isso vocês sabem...



- É claro que sabem, já que escolheram ELE para padrinho do James - Ron reclamou pela milésima vez desde que soube da escolha de Harry e Ginny, interrompendo Hermione, mas calou-se ao ver a expressão dela. - Ok, ok. Eu não vou mais tocar nesse assunto.

- A Luna, bem, ela virou correspondente internacional para um jornal americano, o... The New York Times, eu acho.



- Mas ela não estava noiva do Dean? - Ginny perguntou impaciente.

- Bom, você conhece a Luna. Ela sempre disse que tinha um espírito viajante...

- Uma alma livre, um marco do feminismo! - Ronald interrompeu, cheio de sarcasmo, completando. - Ou seja, ela deu um belo chute no Dean também.

Ninguém conseguiu conter as risadas, frente às palavras de Ron. Após retomarem o folego, Harry perguntou, um tanto mais sério:



- E o Draco?



- Aquele lá é um covarde molengão! Isso sim.



- Ron! - Hermione ralhou.



- É verdade, Mione. Você quer que eu diga o que de uma pessoa que ficou alardeando aos quatro ventos que ia se mudar para a Suíça, porque o clima de lá é perfeito para tratar do problema cardíaco que o impediu de ir à guerra. Mentira! Primeiro, quem tem problemas no coração não fica até tarde no pub, como ele ficava. Segundo, os Malfoy só decidiram a se mudar para a Suíça, depois que correu um boato de que eles tinham financiado as tropas de Hitler, aquele filho da p...



- Ronald!



- Ok, eu paro.



- Como é? Os Malfoy davam dinheiro para os alemães? - Ginevra perguntou, realmente surpresa.

- Por que será que isso não me surpreende? E o pior é que eles não foram os únicos. O Remus me contou que muitos ingleses, a maioria de lords e gente da sociedade, achavam que Hitler é quem estava com a razão.



- Vamos mudar de assunto? Por favor? - Hermione pediu, quando alcançaram a barraca de algodão doce. - Eu não quero que nada estrague esse momento.

- De comer o algodão doce? - Ronald perguntou, intrigado.



- Não, seu bobo. Nós quatro, aqui. Juntos novamente.



- Felizes - Ginny completou, enlaçando as mãos com as de Harry que completou.

- Em paz!





FIM


N/A: Antes de mais nada, algumas referências históricas:


A 7 de Maio, o seu sucessor, o almirante Dönitz, assinou a capitulação alemã.


A 6 de Agosto, a bomba atômica, "Little Boy", foi lançada sobre Hiroshima do B-29 "Enola Gay", (era o nome da mãe do piloto, coitada...) matando, instantaneamente, 75 mil pessoas. Destaque-se que não havia quartéis, nem aeroportos militares, nem indústrias bélicas na cidade, cuja população era exclusivamente civil, composta por crianças, mulheres e idosos, uma vez que os homens jovens haviam sido recrutados para as forças armadas japonesas. Era também essa a condição de Nagasaki, a cidade sobre a qual, três dias depois, 9 de Agosto, foi lançada a segunda bomba, a "Fat Man", pelo B-29 "Bock's Car".


A 14 de Agosto de 1945, o general Tojo do Japão rendeu-se incondicionalmente.

http://www.youtube.com/watch?v=APBLMu-9DiA (noticiário brasileiro sobre o final da guerra)
http://www.youtube.com/watch?v=Qj29TkHKxPk (vídeo com a rendição japonesa)
http://www.youtube.com/watch?v=w8qoIkZDE5I (imagens do final da segunda guerra)
http://www.youtube.com/watch?v=rtsnp1m85EI&feature=channel (libertação dos campos de concentração)


http://www.youtube.com/watch?v=-Wb1ViP3QMY&feature=related (imagens de Londres na hora do anuncio do final da guerra)



O filme que Neville queria ver era “Fallen Angels”.


 



Agora sim a NA propriamente dita:


Olá a todos. Eu sei que demorei um bocado para postar o epílogo, mas eu juro solenemente que a culpa não foi minha. Bom, em parte foi porque fui eu quem resolveu fazer pós, trabalhar, cuidar de casa, filhos e N coisas a mais. Mas o que importa é que finalmente o epílogo está ai. E com ele, chega ao final essa história que eu amei contar.


Espero sinceramente que tenham gostado de lê-la, tanto quanto eu gostei de escrevê-la. Não vou responder os comentários que fizeram após o último capítulo, apenas agradecer, fervorosamente, a todos que leram, ou vão ler essa história algum dia. Podem comentar mesmo depois que a fic estiver oficialmente terminada, pois eu sempre vou dar uma passadinha por aqui para ler e, se for o caso, responder. Fiquem à vontade para irem lá na minha comunidade do Orkut ou no fórum Lumus Maximum. Vai ser um imenso prazer encontrá-los por lá.


Um grande beijo agradecido para:


Clauciana Cerqueira Bezerra, Melissa, Mona Potter-Mayfair, Tati Black Malfoy, minha querida Kellysds, Dani G. B., Sandra “Cassie” Diniz, Claudinho Souza, Clarípedes (rsrss), Bernardo Cardoso, Joy, Lady Aredhel Anarion, Evelyn, Ninha, Pedro Henrique Freitas, Lanni Lu, Maria Lua, Danda Jabur, Amada Livinha, Patty Carvalho, Saima Pool, Sandy Meirelles e a sumida Lis Santos.


Um obrigada especial para minhas irmãs/amigas/betas/companheiras: Pamela Black, Paty Black (e a pequena Ana Luisa por tabela), Solange Prates, Sônia Sag e Sally “Nika” Owens, por estarem ao meu lado, me apoiando, ajudando, pressionando, ensinando, ralhando, acalmando, salvando, entre outros, desde antes da primeira palavra desta fic ser digitada. Amo vocês.


É isso. A gente se encontra por ai. Aguardo comentários.


Bjks da Pri.




NB da Sonia(Infelizmente, a derradeira nesta fic!)... : Quando acabei de betar o epílogo, comentei com a Pri que a sensação foi agridoce... Doce, porque o fim não deixou nada a desejar, fechando de forma perfeita esta história que nós adoramos. Cada destino, de cada personagem, foi delicioso de ser descoberto! A paz! - depois de guerra, de conflitos, de atribulações, de DESENCONTROS, finalmente - a PAZ para nossos dois casais preferidos! - E o sabor ardido ficou por conta de que, afinal, trata-se de um Epílogo. Uma despedida... Não. Não quero, não! Vou voltar aqui, de novo e novamente, sempre que desejar, precisar, decidir!, ler uma história bem escrita, bem desenvolvida, caprichada, inteligente, romântica, GENIAL!!!!!! - Pri, você já sabe que eu te amo, e sou sua fã, mas, não custa te contar de novo... TE AMO!!!! E SOU MUITO, MUITO, MUITO SUA FÃ!!!!! - Parabéns pela fic!!! Já espero pela próxima!!! Se precisar de mim, tô aqui!!! Um beijo enorme, e nos encontramos aqui, sempre!!!!! =D APLAAAAAAAAAAAAAAUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUSSSOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 


N/B da Sally: FIM! Eu sei, é duro, mas eu simplesmente adoro fics que sabem acabar. Amo escritores que não nos abandonam, que cumprem cada uma das suas promessas. A Pri, cumpriu todas. Nos deu uma fic emocionante, deliciosa, cheia de romance e cuidado, sem falar na bela pesquisa, sempre encantadora. Comadre, no "very end" da sua fic eu só tenho aplausos e congratulações para te dar. Sentirei saudades, mas para isso sempre se pode reler e reler, não é!!! Parabéns, querida!


 

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Comentários: 2

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Enviado por Edwiges Potter em 06/08/2013

Uma fic maravilhosa que merece uma continuação!!!!!!!!!Sonhar faz bem, né? Seria MUITO legal!!!

Nota: 5

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:: Página [1] ::

Enviado por Priscila Louredo em 04/04/2011

Ainda aguardo comentários!

Bjks da Pri

Nota: 5

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