CAPITULO 130 – O QUE SINTO
Hermione desconversou cada vez que Gina perguntava como poderia ter se recuperado tão rápido do seu mal estar. Estava quase conseguindo estragar seu bom humor quando Luna e Neville finamente ficaram livres dos compromissos com os parentes da noiva e do noivo.
-Eu me casei! – sua exclamação não parecia ter muita lógica, devido a obviedade da situação – Sete anos de noivado! Achei que nunca casaríamos!
Seu noivo, agora marido, Neville, corou e pareceu desejar costurar sua boca, mas apenas sorriu envergonhado.
-Noivamos muito cedo. Éramos crianças ainda. Eu até estava no colégio interno – era uma desculpa.
-Eu sei – Luna olhou para ele com olhos apaixonados e não disse mais nada.
Hermione e Gina se entreolharam surpresas. Não sabiam que Luna era capaz de frases curtas.
Neville era um rapaz simpático, um pouco tímido, mas que se soltava completamente quando o assunto era botânica.
-Sempre quis aprender sobre o plantio de flores – Hermione contava para ele quando Rony se aproximou – Como plantá-las no verão, quando o sol é muito forte. Mamãe plantava margaridas, mas nem sempre elas sobreviviam a temporada de calor infernal.
-Existem algumas técnicas, Sra. Wesley.
-É mesmo? – ela ficou realmente interessada.
-Sim, tenho alguns livros para indicar. São leituras que podem ser úteis.
-Neville, não deixe Hermione monopolizá-lo. Essa pequena tem o dom de ser o centro das atenções – ele reclamou um pouco enciumado da conversa entre os dois. – Acredito que sua noiva esteja ansiosa pela sua companhia.
Hermione contou até dez para não pular sobre ele e arranhá-lo todinho. Quanta indelicadeza!
Quando ficaram sozinhos, ela ofereceu a ele seu melhor olhar de desprezo:
-Tenho nome caso não lembre: Hermione. Não preciso de apelidos que me façam parecer uma criança.
-Apelidos? - ele fingiu não saber a que se referia.
-Não vai conseguir me irritar – ela avisou erguendo uma sobrancelha – Acredite, não vou permitir que me irrite. Essa tarde está muito agradável para que perca meu tempo brigando com você!
-Tem toda razão. Também não quero seus gritos. Quero seus beijos – galanteou, rindo. Sabia que sua sedução não teria futuro, pois ela estava mais interessada na festa do que nele.
Hermione notou o modo como o conde olhava em sua direção e sorriu para ele. Estava entretido na companhia de Elly, mas ocasionalmente olhava em sua direção com uma ruga de preocupação em sua testa.
-Meu pai está tenso. – ela disse dividindo com ele sua aflição.
-Sim, ele está – ele também ficou um pouco mais tenso ao vê-la notar esse fato.
-Porque esta tenso agora que sua vida parece estar mais feliz? – ficou curiosa.
-Lembra-se da fonte que me mostrou a alguns dias atrás? - ele perguntou olhando em volta, preocupado em estragar a festa.
-Sim – ela não entendeu.
-Muito gentil da parte do conde oferecer seu salão de festas para a comemoração dos Lovegood – Rony mudou de assunto enquanto segurava sua mão e a conduzia para fora do lugar.
-Na verdade, fui eu quem ofereceu... – seguiu seus passos apressados, e riu quando saíram da casa e a brisa da tarde acariciou seus cabelos. –Porque estamos deixando a recepção?
-Porque preciso contar-lhe algo.
Hermione sentou-se no banco, próximo a fonte, entre as árvores e suspirou. Seria uma boa idéia pedir a Rony que construísse um banco de madeira para colocarem próximo ao lago, em casa. Um lugar para sentar e observar seu bebê dar os primeiros passos pela grama aquecida pelo sol...
Essa imagem veio tão forte e tão real que ela sorriu.
-Em que está pensando, Hermione? – ele perguntou ciumento.
Alguma coisa, ou alguém muito importante povoava seus íntimos pensamentos, e ele detestava a idéia de ser outro homem.
-Nada que seja da sua conta, esposo.
-Se você diz – ele retrucou pouco a vontade.
Hermione suspirou, irritando-se com seu ciúme.
-Pensava em colocar um banco como esse perto do lago, para aproveitar o dia e ler quando voltarmos. Nada que exija sua atenção. Ou preocupação.
-Mesmo? Pensei ter visto algo de feliz em sua expressão.- insistiu.
-E não é algo feliz, sentar-se a sombra de um carvalho, com um livro, aproveitando a brisa e o calor de um dia ensolarado? – ironizou.
-Se você diz – ele repetiu, se incomodado em ser deixado de fora de seus pensamentos.
-Precisa contar-me algo, ou apenas queria me tirar da comemoração e estragar minha paz de espírito? - ela perguntou risonha.
-O mensageiro do juiz voltou a duas noites – ele disse a queima roupas. - Trouxe com ele todos os documentos devidamente assinados, assegurando que a queixa infundada contra mim foi retirada. Segundo ele, o pai de Susan não teve coragem de contradizer as ordens de um juiz de maior porte que ele. Podemos voltar para casa.
Hermione não respondeu nada. Não esperava por isso.
Mentira, esperava. Mas ainda se apegava a esperança de ter mais alguns dias em Londres.
-Hermione? – seu silêncio o desconcertou – Não quer voltar?
Era um assunto que sempre adiavam.
-Quero, claro que quero – era verdade.
-Então, qual é problema?
Tenso, esperava sua resposta. Quando Hermione olhou para ele, seus olhos castanhos mostraram fragilidade, e Rony sentou-se ao seu lado, segurando uma de suas mãos.
-Me conte o que está afligindo-a.
-Quero voltar para casa – ela confessou aflita – Mas não queria deixar Londres.
-Como assim? Não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo, Hermione – sua voz era suave apesar da impaciência.
-Eu adoro a casa em que estamos morando. Não quero deixá-la. Não quero deixar o trabalho no Rosie Nell. Não quero deixar de ver as pessoas que conheci nessa cidade tão inóspita e gelada. Encontrei pessoas tão... Adoráveis.
-Essas pessoas não deixarão de fazer parte de sua vida. Poderemos vir a Londres de vez em quando e passar algum tempo. Além do mais, o trabalho voluntário pode ser feito em qualquer lugar. Você, melhor do que ninguém sabe que há muitas pessoas desamparadas.
-Quando partiremos? – ela perguntou pesarosa.
-Em alguns dias – deu de ombros.
-Quantos? – insistiu.
-Quatro. Segunda feira pegaremos o trem para casa.
Ela engoliu em seco, as mãos geladas.
-Eu estou feliz por voltar, mas estou triste por partir. Acha que estou louca?
Rony riu diante de sua tentativa de graça. Hermione fazendo uma piada era algo quase grotesco. Para quem quase não sorria até bem pouco tempo atrás, ouvir uma piada era maravilhoso.
-Sim, está louca – concordou beijando seus dedos com todo seu carinho.
Ficaram em silêncio por um longo tempo. Hermione tinha muito em que pensar, e a música que vinha da casa, suave e amortecida pelas árvores era o fundo perfeito para aquele fim de tarde.
-Posso comprar algumas coisas antes de ir embora? – ela perguntou de repente, quando ele estava quase assustado com seu silêncio. – Temos algum dinheiro ainda?
-Temos o suficiente para algumas compras – ele concordou, ponderando se não estaria muito mão aberta com Hermione.
Desse jeito acabaria precisando pegar um empréstimo para dar conta de tantos vestidos.
-Gostaria de comprar alguma roupa de cama. Não posso receber o conde tão mal. Ele é um homem de luxo – ela disse pensativa.
-Acredito que ele possa levar sua própria roupa de cama, já que é da família – ele quase riu do seu ar compenetrado.
-Não posso deixar de comprar uma lembrancinha de Londres para Juanita e os meninos. E tem seu pai e sua mãe também. Não seria cortes voltar para casa com vestidos novos e não levar nenhuma lembrancinha para sua família.
-Tenho certeza que eles entenderiam, Hermione – Rony sorriu de sua tolice.
-Acha que compramos tudo que será preciso para o bebê? Roxinne me disse que sim. Temos mamadeiras. Várias, aliás. Roupas, casaquinhos, mosqueteiros, cobertas, travesseiros... O berço... Eu não sei se seria prático levarmos daqui...
-Não, não seria – ele instigou-a continuar com seus planos de mulher.
-Acha que teremos lugar para tanta gente?
-O conde e Elly ficarão no hotel. – ele contou – está tudo acertado para isso.
-Porque? Porque ele não quer ficar conosco? – assustou-se com essa rejeição.
-Porque somos um casal, e teremos um filho, precisamos de privacidade, e também, porém que não seja nada bom para a convivência, importa sua filha o relacionamento que esta mantendo com Elly. Eles são amantes, Hermione.
-Como se eu não soubesse – ela deu de ombros, surpreendendo-o. – Acaso vocês dois pensam que sou tola?
-Deveria saber que não – ele concordou sorrindo.
-Papai é um amor. Mas não é tão generoso com a caridade a ponto de colocar uma pobre mulher necessitada dentro de sua casa, sem segundas intenções.
-E pobrezinha dela, que não soube se defender – ele atiçou.
Hermione sorriu para ele conspiratória.
-Sim, exatamente. Elly está encantada com seu príncipe encantado. – defendeu-a.
-Não vamos discutir sobre as frivolidades e fraquezas das mulheres, Hermione.
-Não, ou teríamos que discutir sobre a soberba e a canalhice dos homens – ela respondeu imediatamente.
-Tem toda razão – ele concordou, falsamente humilde.
–Ou se esquece que nós mulheres, temos que ser frívolas para agradá-los, e fracas para que se sintam mais fortes?
Atingido em cheio por essa verdade, os olhos azuis brilharam perigosamente diante de seu ataque feminista.
-Em quatro dias estaremos em casa, Hermione. Estou ansioso – ele mudou de assunto. – Não imagina o quanto estou ansioso.
-Imagino sim. – ela acariciou o ventre e ergueu os olhos para ele, com algo de cândido na face – Detestaria que meu bebê nascesse em Londres, não imagino como criá-lo aqui.
-Será uma menina levada como a mãe, ou um menino sério e compenetrado como eu? – ele provocou.
-Sério? Você? – ela riu com graça – Se fosse uma menina, o que tenho certeza que não é, seria angelical e linda como Gina – ela decidiu.
-Angelical? - ele brincou.
Ignorou-o e prosseguiu, sonhadora:
-Será um menino. Ele vai aprender a gostar da terra e do estudo. Um dia será um homem culto e ao mesmo tempo dará valor as coisas simples da vida. Quando for o momento certo, decidirá se prefere viver no campo, ou na cidade. Escolherá uma esposa doce e meiga. E se casará.
-Sim, ele fará tudo isso – ele disse com uma nota de incredulidade na voz.
-Duvida? – estranhou.
-Hermione, esse menino terá um gênio do cão. Será tinhoso e mal criado, e passaremos um dobrado para criá-lo no caminho certo. Quando for maior de idade, irá seduzir quantas mulheres puder e viverá na esbórnia em Londres, até tropeçar em uma moça que o conquistará. Aí, ele se casará e penará na mão da possível megera. E achará a felicidade. Mas até lá, eu terei a cabeça branca, pois ele acabará com a minha paz.
-Fala como se fosse um monstro e não um bebê – deveria se irritar com ele, mas tinha seu fundo de verdade.
Rony tinha um gênio terrível, e ela não era a pessoa mais comedida do mundo, então..
-Será uma criança adorável. Mas dará trabalho – ele definiu diplomaticamente.
-Sim, tem toda razão – concordou.
Os dois se olharam, e quando ela sorriu ele também sorriu.
Tocava sua barriga, e as mãos de ambos estavam misturadas, num reconfortante carinho ao filho que estava protegido dentro dela.
Rony a beijou delicadamente na testa, e Hermione falou baixinho, menos assustada ou triste:
-Vamos voltar para nossa casa – não era mais que um sussurro.
Um sussurro feliz.
-Sim, vamos voltar para nossa casa – ele desceu os beijos para sua bochecha.
-Rony... Não faça isso - ela pediu, se encolhendo quando seus lábios encontraram um ponto atrás de sua orelha, causando-lhe cócegas e uma onda de prazer inenarrável.
-Quer voltar para casa? - ele sugeriu com voz sedutora.
-Hum... - ela virou-se para ele, enlaçando seu pescoço e molhando os lábios antes de dizer maliciosa -... Tem um caminho para o segundo andar... Basta usar a cozinha.
-Está com calor? - ele perguntou no mesmo tom de malícia, fazendo menção a sua confidencia.
-Canalha – ela sussurrou de volta, deixando-o correr os lábios por seu pescoço e correr a língua pelos seios, até onde o decote do vestido permitia.
Se alguém deu por falta dos dois, eles não sabiam.
-Acha que serão felizes? – Hermione perguntou em dado momento.
Rony estava de pé olhando pela janela, acompanhando o movimento das pessoas que iam embora. Havia sido uma festa pequena, para os íntimos, mesmo assim haviam muitas carruagens se afastando.
Estava nu, espiando pela janela entreaberta, e Hermione estava na cama.
Ele virou-se em sua direção admirando a mulher. Usava apenas o lençol para esconder a nudez, as pernas escapando pela bordas do mesmo. Os cabelos encaracolados estavam espalhados nos ombros e travesseiros, e quando ela se sentou o lençol escorregou um pouco, quase mostrando os seios.
-Neville é um bom homem – ele explicou – E eles se entendem bem, por mais incrível que possa parecer a primeira vista – ouviu o risinho dela e sorriu a esse som tão fascinante. - Serão felizes.
-Luna merece um marido que seja bom – seu tom era de ridicularizarão – é muito triste quando uma boa moça se casa com um homem sem escrúpulos.
-É mesmo? - ele abandonou a janela e andou até a cama.
Predador, nu e viril. O corpo era todo duro, músculos firmes, virilidade atiçada. Hermione passou os olhos por seu corpo, se atendo aos pêlos ruivos que adornavam sua virilha em volta do pênis flácido, porém impressionante mesmo em repouso.
Quis saber se todos os homens eram assim, ou apenas Rony. Gina lhe contara em segredo que achava Harry muito bonito nu, embora ele não a deixasse fazer as coisas que Hermione contara a ela que fazia.
Harry tratava Gina como se fosse de cristal.
-Sim, homens ambiciosos e aproveitadores podem trazer um vendaval a vida de uma boa moça, Rony.
-Explique-se – ele entrou na cama, se curvando sobre ela.
-Deixe-me criar um exemplo – seu tom beirava o riso quando escapou de seu beijo – Estou ficando dolorida desse jeito – ela avisou, e ele riu antes de desistir e cair ao seu lado na cama.
Haviam feito amor três vezes consecutivamente, e somando as vezes anteriores mais cedo, estava no seu limite.
-Dê-me seu exemplo – despojado, ele puxou o travesseiro e manteve um dos braços atrás da cabeça enquanto o outro repousava sobre a barriga de Hermione.
-Maridos aproveitadores tentam roubar suas heranças. Não satisfeitos, exigem seu corpo em atos, muitas vezes ultrajantes a uma senhora.
-Ultrajantes? - ele quase riu.
-Sim, pecaminosos e ultrajantes. Sabia que confessei esse pecado? Ultrajante! - ela continuou reprimindo o riso – Mas claro, parece pouco, até colocar sua amante grávida dentro de sua casa – notou que ele parecia mais atingido agora – Dias, semanas! Ousa querer que sua esposa, ainda troque as fraldas de um filho bastardo! Um absurdo!
-Sim, um absurdo – ele engoliu em seco, não achando mais tanta graça assim na piada.
-Obviamente, os transtornos nunca chegam ao fim. Ele precisa ser preso, claro, como não seria? Precisa fugir e precisa que vá junto, afinal, a pobre infeliz é seu álibi. Seu passaporte para a liberdade! Pobre mulher sem sorte, não é?
-Realmente. Sem sorte – definitivamente a brincadeira chegara ao fim.
-Claro que o melhor sempre está por vir. Ele mente.
-Mente? – seus olhos estavam arregalados, pois ouvir sua história mostrava o quanto ele era calhorda.
-E como mente! – ela fez ares de seriedade, mas por dentro estava adorando sua expressão de desamparo – Engana a pobre mulher infeliz, mentindo que seria até culpada de sua morte em um duelo que não existe! não é o cúmulo?
-Sim, é o cúmulo.
Ele parecia ter corado um pouco, e estava tão constrangido que Hermione achou-o lindo. Ele não olhava para ela, pensativo.
Pobrezinho.
Ela conteve o riso.
-Mas tem razão, Luna será feliz, seu noivo é um bom rapaz.
-Sim, muito bom rapaz. – em sua mente, a única certeza de que Hermione tinha todas as razões do mundo para não conseguir amá-lo.
-Acha que o conde sabe que estamos aqui? – ela perguntou quando ele puxou as cobertas, num claro sinal que iria dormir.
-É claro que sim – ele virou-se para o outro lado, envergonhado demais para querer qualquer coisa dela – Se importa de dormirmos?
-Claro que não, você me deixou exausta – acusou.
Foi a última facada em sua auto-estima. Exigia demais de Hermione, e não lhe oferecia nada em troca.
Ela esperou que apagasse as luzes e se virasse para o outro lado para sorrir.
Pobrezinho, o rebaixou totalmente. Era bom para não se sentir o dono do mundo só porque ela estava com um ou dois hormônios fora de sintonia.
Arruinado e com o coração em pedacinhos, Rony se martirizava quando ela se ajeitou para dormir virada para o seu lado.
Sua barriga encostou em suas costas, mas era um acidente, provavelmente.
Hermione tinha todas as razões do mundo para repudiá-lo.
Foi quando sentiu.
Hermione acariciava seus cabelos.
Um suave cafuné.
Não lhe pedira isso. Não a seduzira, até a paixão extinguir sua força de vontade de se revelar. Um espontâneo e carinhoso cafuné.
O que isso queria dizer depois de todo aquele discurso sobre ser o homem errado?
-Boa noite – ela disse na escuridão, com a voz sonolenta.
-Boa noite – ele respondeu imóvel, apreciando os carinhos inesperados.
-Durma bem, amor.
Sua voz soou muito baixa, e os carinhos pararam. Hermione havia adormecido.
Ambicioso, aproveitador e o que mais ela pudesse chamar.
Mas que Hermione estava apaixonada por ele, não havia a menor dúvida!
Autora: Aê, Bruna? Gostou? ;-)
Mi, esse cap nem era para existir. Hehe..
Meninas: por causa do trabalho nao escrevi muito, agora to sem capitulos novos...Tô correndo atras do prejuizo. esse capitulo é de hoje, dia 9. Amanha vai ter postagem normal, nao se preocupem.
Vida corrida, tô a mil por hora...
beijos
Beta: Ai que lindooooooooooooo!!!!!!!!!!!! Nossa, adorei esse capítulo!!!!!!!!!!!!! Lindo, lindo, lindo!!!!