Começa um jornal na TV, mas Hermione não prestava muita atenção, na verdade, estava quase dormindo no sofá, era tarde, não entendia como seus pais ainda não haviam chegado. Quando chegam, ela já dormia profundamente, Jacqueline pega uma coberta e coloca sobre a filha enquanto o jornalista falava:
-... Enquanto muitos dizem ter visto raios verdes e vermelhos passarem por cima de suas casas uma psicóloga informa que isso é apenas resultado do stress da cidade, e que sua mente lhe confunde por causa disso, porém muitos dizem que não estavam em um momento que lhes traria stress quando avistaram os raios fora do normal...
-Hermione, filha, não é melhor ir para sua cama?
-Daqui a pouco!- ela responde sem abrir os olhos e com uma voz rouca de sono, Jacqueline percebe que ela respondera dormindo e não iria tão cedo.
A campainha toca e ela vai atender, era Rony. Ela sorri e o explica que Hermione estava dormindo profundamente no sofá, mas o rosto de Rony era sério, tinha arranhões, o cabelo desarrumado (mais que o normal), ela diz que podia entrar ele vai direto a Hermione.
-Hermione, desculpa, mas precisamos de você!
-Rony?- ela abre os olhos e se senta o olhando fixamente.
-Troque- se.
-Rony o que te aconteceu?- pergunta ao conseguir enxergar melhor.
-Te explico depois, por favor, precisamos da sua ajuda!
-Vou me trocar e desço rápido!- ela joga a coberta para o lado e sobe apressada.
-Onde vão?- pergunta Christhopher.
-Não se preocupe, já estivemos em situações piores enquanto estávamos em Hogwarts- seu tom de voz era sério, não parecia aquele conhecido Rony.
Hermione desce com um jeans, tênis, camiseta listrada de rosa e preto e um casaco cor de gelo por cima, a varinha na mão.
-Vamos, temos de ser rápidos, disse que conto no caminho, senhor e senhora Granger não sei que horas devolvo sua filha. Tchau.
Ele pega Hermione pelo braço e vai puxando para fora da casa, ela abana a mão para os pais. Não muito longe Dalí, em um canto escuro havia uma vassoura, a de Rony.
-Não espera que eu voe?!
-Você vai comigo!
-Rony, eu odeio voar!
-Hermione, Grayback, Crabbe, Goylle, e outros antigos comensais estão atacando o mundo trouxa, os raios ditos no jornal eram das lutas dos aurores, mas pediram nossa ajuda. Por favor.
-Rony, desde quando você se interessa tanto em se meter em uma luta para ajudar a milhões de pessoas que você não conhece?!
-E desde quando você não quer proteger seus pais?
-Como assim?
-Eles querem atingir Harry e para isso a nós dois, mas não diretamente, meus pais podem se proteger, mas eles estão procurando os seus, que são trouxas, exatamente para ferir eles sem que possam se defender.
-Rony, vamos logo antes que eu vire um foguete e jogue uma bomba atômica naqueles comensais!
-Bomba atômica?
-Esquece!
Rony sobe na vassoura, Hermione envolve os braços envolta dele com força, mas percebe que quase o sufocara e afrouxa o abraço.
-Depois vai ter que se equilibrar com uma mão sobre mim, ou pretende não lutar?
-Eu consigo, não se preocupe, mas acho que gosto mais de voar em um hipogrifo do que em uma vassoura!
-Tomara que não seja a companhia que mais lhe agrada.
-Se fosse pela companhia essa vassoura seria a melhor coisa do mundo neste momento, mas acho que devemos ir logo e parar de papo, depois eu me declaro em mil palavras para você se quiser!
-Não preciso de mil palavras. Vamos.
Ele deu impulso no chão e começaram a voar, Hermione já estava com a varinha na mão, enquanto o outro braço segurava firme em Rony.
Consegue junto a Harry derrubar muitos comensais, então os aurores se asseguravam das prisões. Mas alguns ainda lutavam, um deles vinha despercebido por trás de Rony e Hermione.
-Avada kedavra!
Um loiro pula sobre os dois antes que fossem atingidos, os salvando, mas sem se matar, apenas caem sobre um telhado os três.
-Quem é você?- perguntava Rony que não enxergava nada.
-Você me conhece, Weasley!- era uma voz que assustou Rony ao ouvi- la.
-Malfoy?
-Sim. Vocês não deviam estar aqui!
-Se não sabe estão perto da casa de Hermione, você e seus amigos!
-Não são meus amigos, se não percebeu eu tirei vocês da mira de uma maldição da morte!
-Deve estar plan...
-RONY!- Hermione grita com ele.
-Quê?
-Não estamos em situação de você querer ficar brigando!
-Hermione?
-Rony, chega ok!
-Mas...
-Mas nada!
-Harry!- Hermione gritou apontando a uma nuvem negra que vinha na direção do migo, aproveitando assim para desviar a discussão que estava tendo com Rony. Harry mergulhou com a vassoura, mas a tal nuvem o seguia, o acompanha qual fosse sua velocidade e astúcia.
-Expeliar...
-Não Rony, não tem pessoas no meio da nuvem para você desarmar, isso acertaria o Harry!
-Então qual é a sua idéia?
-Veja.
Ela corre no telhado, deslizando em algumas telhas, fica a uma altura a qual pudesse ter uma boa visão de tudo, tinha a varinha em punhos, via uma pessoas de cabelos negros sentada no chão a um canto. Ela se expecializara em feitiços que não era muito boa durante um tempo. Usa a oclumência para entrar na mente daquela pessoa, a desconcentrar e descobrir que feitiço era aquele e qual era o nome daquela pessoa.
Quando volta a si, Rony estava ao seu lado a segurando.
-Seja o que for que você fez, funcionou!
-Tá. HARRY, DEZ PASSOS A SUL E VIRE A DIREITA!
Ele segue as orientações da amiga e depara com aquele ser. Rony e Hermione descem até lá.
-Quem é você?- Harry perguntou.
-Pauline.
-Pera ai, você é uma garota?- perguntou Rony e Hermione teve vontade de socá-lo. Realmente, a garota tinha certa aparência masculina, mas apenas de costas, seu rosto era branco,pele delicada, olhos tão negros quanto os cabelos que eram lisos, muito lisos.