Um radio estava ligado na sala de espera, com musicas de cantores já esquecidos tocando, até que uma música começa a tocar...
“Tão difícil entender o coração
E tantas vezes eu tentei
Acredito numa história de amor
Um sonho lindo! (um sonho lindo!)
Sei que vou viver...”
Rony ouve apenas os primeiros versos e já lembrara de Hermione, uma vez no salão comunal a dois anos ouvira ela cantando essa musica enquanto enrolava um pergaminho de trabalho. Ela cantava bem, muito bem, lhe parecia um rouxinol, era o fim do quinto ano, e fora naquele momento que percebera que ela realmente valia a pena.
O médico volta, agora parecia mais confiante e vinha na direção deles:
-Quem de vocês é Ronald?
-Eu!- ele se levanta de um salto a frente do medico.
-Ela acordou e quer lhe ver, siga- me- Rony nem aguarda e o segue até um quarto com uma placa com o numero 15. –Pode entrar.
Rony entra, vai até perto de Hermione que continuava deitada, puxa uma cadeira e se senta ao seu lado, ela se vira para ele com mais um esparadrapo na testa.
-Acho que vou colecionar esparadrapos e linhas de pontos!- diz sorrindo.
-Você já está bem?
-Estou, graças a você.
-Não, graças a mim você caiu...
-Mas você me trouxe mesmo depois de eu ter brigado tanto com você por querer me proteger da sua maneira!
-Você é tão boa com muitos e eu não sei prezar isso.
-Rony eu só aprendi que a melhor forma de curar as feridas do coração é perdoando, foi o que tentei lhe dizer, só isso!
-Hermione, esquece disso ok!
-Ok. Rony, estamos juntos?
-Se você quiser...
-Lógico.
-Que bom!- ele abaixa a cabeça, se aproxima, a beija, Hermione coloca as mãos acariciando seu rosto enquanto os lábios estavam juntos.
Gina ligara aos pais de Hermione avisando o que havia acontecido, Christhopher e Jacqueline chegam correndo e são autorizados a entrar no quarto, chegam desesperados quando vêem a cena. Sentem um certo alivio de ver que a filha estava acordada, mas achavam que aqueles dois não estavam em um lugar apropriado.
-Hermione, querida, está bem?- pergunta Jacqueline fazendo eles se separarem.
-Oi mãe, estou sim, foi só mais um corte!
-Nem quando era pequena chegava tão machucada em casa!
-O que eu posso dizer, eu me machuquei mais durante sete anos em Hogwarts do que em dez lá em casa!
-Essa vida que você acabou escolhendo nós ainda avisamos que poderia ser muito perigosa!- diz Christhopher.
-Mas segundo a McGonagall seria mais ainda se eu não soubesse controlar meus poderes!
-Acho que foi isso que nos convenceu.
-Não estou entendendo bem isso!- diz Rony.
-Quando um estudante é nascido trouxa alguém de Hogwarts tem de ir explicar a situação, ou acha que por uma carta os pais iriam acreditar?
-Não iam mesmo!
-Os senhores Granger quase me trancafiaram com medo de eu ir e de coisas ruins acontecerem!
-No final aconteceram!
-Mas também coisas boas!
-O que por exemplo?- pergunta Christhopher.
-Eu conheci o Rony, o Harry, a Gina, entre outras pessoas!
-Algumas nada especiais... - diz Rony.
-Você diz que isso ai foi bom de conhecer?- pergunta Christhopher.
-O senhor ainda vai ter que aprender que eu pretendo que Rony seja seu Genro!
-Mal posso esperar! Mentira, eu posso sim!
-Senhor Granger, prometo ser a melhor pessoa possível!
-Se é a possível então quer dizer que ele vai se comportar como bruxo mesmo sem tentar pois isso é seu normal!
-Valeu Hermione!
-Te amo mesmo assim!
Algumas horas depois Hermione estava trocada, indo para sua casa, Rony a acompanha, iam a pé sobre a luz das estrelas, a brisa fria batendo em seus rostos e a lua a iluminar a noite. Andavam bem juntos, sorrindo. Gina e Harry vão para A Toca, onde sentam embaixo de uma arvore juntos a olhar as estrelas. O céu estava maravilhoso, nenhuma nuvem o cobria e muita luz se via naquela linda noite.
Hermione ia entrar, solta da mão de Rony, mas ele a puxa para junto de seu corpo em um abraço que é correspondido, olha ela nos olhos e a beija como nunca haverá beijado antes. Depois só ficam a se olhar ela abana a mão, ele também em sinal de despedida. Ela entra em sua casa, fecha a porta olhando para ele, depois ele fica sozinho na rua deserta a olhar para aquela porta ainda sorrindo. Então aparata para casa.
Chega e vê o belo casal embaixo da arvore no jardim, se beijavam, mas então apenas encosta a porta e vai para seu quarto dormir. Harry e Gina ficam lá fora juntos, deitados a luz do luar, sozinhos, se entreolhavam. Gina Puxa Harry a um beijo, ele não faz nada além de corresponder com entusiasmo. Harry não entendia o que ela estava fazendo, começa a tirar sua jaqueta, depois sua camiseta, ele só a segue tirando- lhe a blusa...
O dia amanhece ensolarado e calmo, os dois haviam dormido por ali, e como de manhã não se dava para os enxergar, Molly começa a regar as plantas e os molha.
-O que faziam ai?
-Mãe, estávamos só conversando, acordamos bem cedo!
-Vão tomar um banho e colocar roupas secas!
-Sim senhora!- diz Harry, os dois vão juntos para dentro, todos tomavam café.
-Oi Harry, oi Gina, esqueceram de tirar a roupa antes de tomar banho?- diz Jorge.
-Esquecemos de avisar mamãe que estávamos no jardim e não precisávamos de um banho!- diz Gina e todos riem.
Eles tomam banho e colocam roupas simples, descem e tomam café.
Vão todos para o jardim, o dia estava lindo. Rony puxa Harry a um canto para falarem a sós:
-Você não voltou ao quarto, pois eu não consegui dormir essa noite, tive problemas, o que você e a Gina fizeram, o que você fez com minha irmã!?
-Rony, eu não fiz nada com ela.
-Então ficaram sentados lá a noite toda um olhando o outro?!Poupe- me.
-Mas foi isso que aconteceu, nós ficamos lá por um tempo, depois adormecemos!
-Harry você realmente espera que eu acredite nisso?! Tenho cara de idiota?!
-Preciso responder a segunda pergunta?
-Quê?
-Rony, então vá lá, conte a sua mãe que ficamos a noite toda juntos, quero ver se ela acreditará mais em você do que em sua irmã e em mim, estamos dois contra um!
-Harry Thiago Potter, fale agora o que aconteceu!
-Quer que eu diga o quê?
-A verdade.
-A verdade é que deve perguntar a sua irmã se o que eu disse é verdade!
-Harry Thiago Potter, eu te conheço a um bom tempo, sei que não foi só isso que aconteceu, e acho que sei o que foi!
-O que pensa que aconteceu?
-Algo que é melhor não ser comentado, pois se meu pai souber vai querer te matar!
-Como assim?!
-Harry, você e a Gina... Você sabe, foi isso não foi?!
-Ah, n... Nã... Não!- disse se engasgando com as palavras.
-Agora tenho certeza que foi, mas você não sabe mesmo mentir, mas eu não vou contar aos meus pais, fique tranqüilo, porém se você ou a Gina fizerem algo ou contarem algo sobre mim durante o tempo que não contem por vocês eles ficarão sabendo!
-Rony, eu ao mesmo tempo te adoro e te odeio, cara!
-Ainda bem que na me ama, que só adora!
-VSF!
-Vai você, ou será melhor fu...
-Cala a boca! Ok, parou!
-Ta certo cunhado!
-Você não vai se cansar tão fácil de me encher, não é!
-Não, Harry, agora só vou te deixar em paz quando... Acho que quando eu cansar e isso vai demorar a acontecer!
-Vou chamar Hermione para vir para cá!
-Eu mesmo posso fazer isso, mas o assunto agora é você e minha irmã, vai me tratar bem ou espera que eu conte que vocês...
-Hermione.
-Ela está na casa dela e eu já disse que o...
-Não estou na minha casa não Rony, estou bem atrás de você ouvindo dizer que se intrometer na vida de sua irmã é mais importante do que falar comigo!
-Me ferrei agora!
-Vou deixar vocês dois a sós!- diz Harry se retirando.
-Amorzinho!- diz ele abrindo os braços e indo abraça- la, cai de cara no chã quando ela desvia e coloca o pé na frente.
-Rony, eu já não te pedi para deixar eles viverem a vida deles?!
-Desculpa, mas era importante...
-Que tipo de importância?
-Meio nojenta!
-Argh!
-Hermione, você não vai querer mesmo saber, estou dizendo...
-RONY!
-Eles tran... Eu nem sei como falar, caramba!
-Eu acho que já entendi e tem razão, disso eu não queria saber!
-Eu disse!
-Quando alguém diz eu disse é por que quer deixar a outra pessoa irritada!
-Eu não quero brigar!
-Estou só te provocando, não ia brigar!
-QUÊ?!
-Isso mesmo, foi tudo só para te deixar irado!
-Ah é!- ele a pega no colo, Hermione estava de vestido.
Pelo jardim começa a correr com ela em seus braços, corria ao vento, ela estava agarrada ao seu pescoço com uma das mãos enquanto a outra segurava o vestido. Parecia cena de filme romântico.
De tanto rodar ele fica zonzo e cai no chão com ela sobre seu corpo riam um da cara do outro sem parar. Quando finalmente respiram depois de tanto rir sem saber exatamente do que, olham- se nos olhos. Os olhos castanhos mergulhavam de cabeça nos olhos azuis, pareciam ser brinquedos, biroscas, aquele brinquedo de criança, não se mexiam, nem ao menos piscavam...
Uma gota cai lentamente sobre os olhos de Hermione, depois mais começam a cair, o céu estava escuro, começava a chover. Não haviam notado a presença da chuva até um trovão lhe despertar atenção de que já estavam encharcados de tanta água. Levantam- se rapidamente e correm para dentro d’ A Toca, os dois totalmente molhados.
-Mais vocês dois estavam aonde que se molharam tanto?- pergunta Molly.
-Ao fim do jardim- respondeu Hermione.
-A chuva começou de repente, acabou pegando vocês de surpresa, vou pegar toalhas!
-Obrigada, Sr. Weasley.
Ela subiu e depois voltou com duas toalhas, entregou uma a cada um deles. Eles se enrolaram, ainda era de manhã, mas a chuva estava ainda mais forte.
-Eu tenho de ir para casa, meus pais vão me matar, sem brincadeira!
-Hermione, querida, seus pais vão entender, nem aparatar é seguro com essa chuva, você pode se confundir e acabar parando em algum lugar perigoso fique aqui. Acho que Gina tem roupas que lhe sirvam!
-Estou até imaginando você vestida como a Gina!- disse Rony rindo e levou um belo tapa na cara da irmã.
-Rony, é melhor você calar a boca neste instante!- disse Hermione.
-Com metade dos dentes fora do lugar não vou falar nada não, mas acho que Gina gostaria de saber que eu sei de tudo...
-Tudo o que Ronald Bilius Weasley?- perguntou Molly desconfiada.
-Se Gina quiser ela te conta já que eu não tenho nada haver com isso, apenas ela e o Harry!
-Rony, do que está falando?- perguntou Gina olhando dele para Harry.
-Eu gostaria de saber Ginevra!
-Mãe, poderíamos falar depois, primeiro eu tenho que cometer um assassinato triplo!
-Triplo?- perguntou Harry.
-Sim, seu, do Rony e da Hermione.
-HEY, Por que eu estou no meio, eu não fiz nada, só quis ir para minha casa!
-Então será duplo.
-Mas quando estava no jardim com o Harry não queria assassinar ele!- diz Rony provocando.
-Ginevra Molly Weasley, que história é essa, conte- me agora?!
-Bom, eu e o Harry não acordamos cedo, na verdade dormimos no jardim!
-Dormiram?!- pergunta Rony.
-Rony, cala a boca!- diz Harry.
-Harry, eu te adoro muito, mas se for o que eu estou pensando e eu contar a Arthur é melhor você não estar aqui no momento em que ele chegar já que não vai gostar nada de saber!
-Mãe, foi culpa minha!- Gina grita.
-Quê?!
-Eu comecei tudo, ok! Sim, nós fizemos amor no jardim da nossa casa durante a noite e ficamos lá, mas Harry não me induziu a nada, eu que quis!
-Rony e Hermione, vão lá em cima se secar!- diz Molly.
-Sim senhora!- dizem em uníssono e correm escadas a cima. Vão para o quarto de Rony, ma ainda de porta fechada escutavam os gritos...
-O QUE VOCÊS DOIS TINHAM NA CABEÇA, OLHA A IDADE QUE TEEM, IMAGINA SE GINA ENGRAVIDA, O QUE FARIAM PARA SUSTENTAR UM FILHO? VOCÊS NÃO MEDEM AS CONSEQUENCIAS DE SEUS ATOS! IMAGINEM SÓ VOCÊS...
-Mamãe realmente se zangou, agora acho que a Gina nunca mais vai olhar para mim com a mesma cara, vai me odiar, e daí!
-Rony, você não se importa com o que pode acontecer?
-Mamãe já está se importando por toda a família, e sabe que somos muitos!
-Claro, os Weasley surgem que você nem vê!
-O que quer dizer com isso?
-Que sua família é muito, mas muito grande!
-Isso eu sempre soube.
-Rony, agora acho que vamos ter de ficar por aqui por um tempo...
-Percebi.
-... VOCÊS ENTENDEM QUE QUANDO ARTHUR DESCOBRIR ESTARÃO MRTOS OS DOIS! GINA, EU NÃO ACREDITO...
-Nossa, sempre soube que ela gritava, mas hoje está mais que o normal!
-E ela com o tom normal já me dá medo...
-Hermione!
-É verdade, sua mãe assusta quando grita assim!
-Se assustasse só você a gente dava um jeito!
-Atim!- Hermione espirra.
-Tomar chuva tem conseqüências...
-Mas você também terá as suas!
-Por enquanto na... Atim!
-O que ia dizer?!
-Vou pegar uma roupa, ir ao banheiro e me trocar, desculpe, mas eu não entro no quarto da Gina!
-Acho que vou aparatar para casa, tudo que sua mãe falou são mitos, Rony, nada nunca foi comprovado, vou ir para minha casa e quando passar um pouco da chuva eu venho, mas se o clima na sua casa continuar essa tempestade eu volto para a minha que é mais segura!
-Poderia ir com você nessa hora?
-Que tal depois nós darmos uma volta pela cidade de Londres?
-Podíamos não ir naquela lanchonete?
-Com certeza!
Ela se aproxima dele, o beija delicadamente, Rony só acariciava os cabelos molhados de Hermione enquanto correspondia ao beijo, quando a porta se abre, mas eles não se separam. Era Jorge, ele apenas fica parado com a porta aberta os olhando. Continua ali por um tempo até que os dois se separam, Hermione o vê e começa a rir, Rony fica sem entender e olha por trás do ombro.
-Não queria atrapalhar!
-Do que está rindo, Hermione?
-Da cara dele de “quando isso vai terminar?”!
-Mas eu não disse nada, cunhadinha!
-O que quer, Jorge?
-Saber o que a Gina e o Harry fizeram para levar essa baita bronca que me derrubou de um sono muito profundo!
-Eles fizeram coisas erradas! Caraca, o Harry foi pior que eu agora, acho que mamãe vai acabar matando ele, se ela não matar, papai sim mata!
-Foi tão ruim assim?- pergunta Jorge com cara de duvida.
-Se fazer... Sexo no jardim é o que você chama de ruim!- diz Hermione.
-A Gina ta ferrada!- diz Jorge com cara de Oo.
-E como está!- disse Rony.
-Mas ela e o Harry não pensaram em nada!- disse Jorge dando de ombros.
-Então, agora eu vou indo, Tchau Rony, Jorge!
-Tchau!- se despedem juntos.
-Me mantenham informada do barraco!
-Pode deixar isso por minha conta!- diz Jorge.
Hermione aparata para sua casa, seus pais estavam no consultório trabalhando, ela toma um banho quente, coloca uma calça de moletom e uma camiseta bem larga, faz pipoca e se joga em cima do sofá. Começa a assistir televisão, estava passando um filme, mas ela nem presta atenção no assunto que se tratava.
Alguém toca a campainha, ela se levanta e vai atender, abre e coloca apenas a cabeça para fora, olha e não acredita em quem vê parado na gente de sua porta. Não era possível. Ou será que era? Devia ser ilusão. Mas se não fosse? Ela abre a porta.
-Olá- diz ainda incrédula.
-Vim me desculpar pelo escândalo!
-Não é totalmente sua culpa.
-Mas em parte é!
-Você mudou muito!
-Achei que devia mesmo mudar, a família Malfoy já está muito mal para eu piorar tudo!
-Não lhe convido a entrar pois estou sozinha e meu pai me esganaria se encontrasse alguém sozinho comigo em casa, já quase mata o Rony...
-Já estou indo, Tchau.
Ele se vira, então vem a curiosidade à cabeça de Hermione:
-Espera!
-Quê?
-Como soube onde eu morava?
-Ontem eu passei por esta rua e você estava entrando, então perguntei a um trouxa e ele disse que você morava aqui.
-Malfoy, te peço que não venha muito aqui, minha família já ouviu me falar muito de você, mas não desse novo você!
-Eu entendi, até!- ele se virou, foi a um canto e aparatou para sua casa. Hermione fecha a porta e volta ao sofá, fica olhando para a TV distraidamente.