03/03/2006 21:12 (Kamila)
Como você pode ver através dos meus olhos
Como portas abertas?
Levando você até o meu âmago.
Onde me tornei tão entorpecida
Sem uma alma
Meu espírito dorme em algum lugar frio
Até que você encontre-o lá
E o leve de volta pra casa
(acorde-me)
Acorde-me por dentro
(Eu não consigo acordar)
Acorde-me por dentro
(salve-me)
Chame meu nome, e salve-me da escuridão.
(acorde-me)
Faça meu sangue correr
(eu não consigo acordar)
Antes que eu me anule
(salve-me)
Salve-me do nada que eu me tornei
Agora que eu sei o que eu não tenho
Você não pode simplesmente me deixar
Respire dentro de mim e me torne real
Traga-me para a vida
(acorde-me)
Acorde-me por dentro
(Eu não consigo acordar)
Acorde-me por dentro
(salve-me)
Chame meu nome, e salve-me da escuridão.
Faça meu sangue correr
(eu não consigo acordar)
Antes que eu me anule
(salve-me)
Salve-me do nada que eu me tornei
Traga-me pra vida
(Tenho vivido uma mentira. Não há nada aqui dentro)
Traga-me pra vida
Congelada por dentro
Sem o seu toque
Sem o amor, querido
Somente você é a vida em meio a morte.
Todo esse tempo
Não posso acreditar que não pude ver
Estive perdido na escuridão, mas você estava na minha frente
Eu tenho dormido a 1000 anos, parece
Tenho que abrir meus olhos para tudo
Sem um pensamento
Sem uma voz
sem uma alma
Não me deixe morrer aqui
Deve haver algo mais
Traga-me pra vida
(acorde-me)
Acorde-me por dentro
(Eu não consigo acordar)
Acorde-me por dentro
(salve-me)
Chame meu nome, e salve-me da escuridão.
(acorde-me)
Faça meu sangue correr
(eu não consigo acordar)
Antes que eu me anule
(salve-me)
Salve-me do nada que eu me tornei
Traga-me para a vida
(Eu tenho vivido uma mentira, não há nada aqui dentro)
Traga-me pra vida
Voldemort estava batendo a cabeça na parede pra ver se parava de sentir aquela dor horrível dentro do seu coração... A dor do abandono...
Até que realmente começou a sangrar sua cabeça e mesmo assim, aquela outra dor não diminuía. Parecia que aumentava a cada momento, a cada vez que ele se lembrava da boca dela, da língua, dos cabelos, do perfume e da voz...
"Por que ficava pensando nela o tempo todo?". Tinha se sentido péssimo depois que dera um tapa na cara dela e pior ainda, quando os obrigou a irem embora dali... Podia ter matado Snape naquela hora e por que não o fez??? Por causa dela... Podia ter lhe dado um daqueles beijos e feito ela ficar... Por que não o fez??? Por causa da felicidade dela... Estava péssimo e por quê?
Somente por causa dela... Uma lágrima rolava... "Você foi a maior desgraça que aconteceu em toda minha vida, menina... Nem quando perdi meus poderes com aquele Potter, nem isso foi tão ruim...".
Ele deu alguns passos e se sentou na cama. Pegou um pedaço do lençol em que ela tinha deitado e pôs-se a cheirá-lo. Fechou os olhos que antes só viam a escuridão, mas agora viam o rosto dela... O lindo rosto de menina-mulher tão frágil e tão poderosa a ponto de acabar com a vida de um homem. "Ah, minha menina... Por que você não vem me tirar das trevas?? Por que você não vem?.. Te amo tanto...”.
”Por que você não vem me salvar?...".
04/03/2006 17:04 (Paula)
- Realmente, eu não tenho a mais pálida idéia...
Não sabiam o que fazer... Mas Snape sabia o que estava para acontecer. Não deixaria que tocassem nela... Ela estava temendo por um pressentimento horrível. Abraçou o professor. Um abraço estranho, parecia uma despedida. Ela chorava novamente e ele tremeu de medo por ela. Daria a vida por ela se fosse necessário.
E ele estava achando que realmente seria necessário.
A vários quilômetros de Hogwarts, Voldemort se encontrava debruçado no parapeito de uma janela grande, escancarada no salão de festas da grande e abandonada mansão Malfoy. O olhar vagava pelo jardim maltratado coberto de neve e iluminado pelo luar. Ela ainda não havia saído de sua cabeça. Mas o sentimento oscilava entre o ódio e a tristeza. Sua vingança não tardaria.
Ambos teriam o castigo merecido. Em seus devaneios o Lorde das Trevas não percebeu a presença de Bellatrix Lestrange em um canto do aposento. Estava triste, e sabia o porquê. Seu mestre não a procurava fazia alguns dias. Sua cama esteve vazia na noite passada e estaria hoje também. Há muito tempo não tinha mais nada a ver com Rodolfo. Entregara sua alma e seu corpo ao Lorde desde que ele tomara o poder, e ainda era dele depois de voltar da morte. Mas parecia que ele não a notava mais. Jogou os cabelos negros e mortiços para trás, e soltou uma exclamação de aborrecimento. Sabia que ele estava assim por causa da “sangue ruim”. “Aquela adolescente nojenta, amante de Snape”. Ela sabia que Snape sempre fora um traidor.
Sentiu um frio repentino e viu seu mestre encarando-a. Desviou o olhar.
- Por acaso esconde algo de mim Bella?.. Existe alguma coisa em sua mente que eu não possa conhecer?
- C-Claro que n-não mestre!
- Deixe-me ver então.
A comensal aproximou-se. Colando seu corpo no dele, levantou o rosto para o par de olhos de cobra. Um segundo depois a mulher tomava um tapa estridente e dolorido no rosto. Caída no chão a poucos metros de Voldemort ela gritava quase ensandecida.
- AHHH!! Eu amo você! Ela merece MORRER PELO QUE LHE FEZ! Eu não mereço isso!!
- CALADA! - a voz assustadora ecoou pelo salão empoeirado.
Os dois se encaram por um longo tempo. Voldemort se aproximou lentamente dela. Ajoelhou no chão sujo, e delicadamente cariciou o rosto que um dia fora ainda mais belo. Ela fechou os olhos diante dessa carícia, se acalmando. Logo depois, ele apertou-lhe o pescoço, não conseguindo respirar, sufocada, ele juntou os lábios ao rosto dela e sussurrou:
- Nunca mais pense dessa maneira em relação a ela. A vingança será realizada por mim. – Beijou-lhe a boca e a largou rudemente.
05/03/2006 11:34 (Kamila)
Voldemort voltou-se para analisar Bellatrix com uma extrema indiferença e viu como uma mulher podia chegar ao fundo do poço, igual ela chegou. Como ela podia amá-lo e adorá-lo daquele jeito, ele nunca sentira absolutamente nada por ela, era apenas sexo...
- Milorde... Eu te amo... Dediquei a vida toda pelo senhor...
- CALA A BOCA, BELLATRIX. - Voldemort não suportava mais ouvir aquela voz dela – Você veio até mim porque queria poder não é mesmo? - Voldemort novamente pegou seu queixo, a fazendo olhar diretamente nos seus olhos...
- Mas depois eu descobri que te amava! – levantando-se e indo de novo para perto delo, em tom de súplica - Te amo e sempre irei te amar, mestre!.. Ao contrário daquela sangue ruim que...
- NUNCA OUSE PRONUNCIAR SOBRE ESSA MENINA! - Voldemort novamente segurava tão forte o pescoço dela que até a tinha erguido alguns centímetros do chão. Estava enforcando-a.
- Mi-mi-lorde!.. Eu... Eu posso fin-gir que sou.. Ela!. .Para o sen-hor!.. Deixa..? - Voldemort por um instante a soltou e ficou olhando fixamente para Bella. Bellatrix tocou no rosto dele, como se tentasse seduzi-lo...
- Deixa mestre??. Por favor...
Voldemort fechou os olhos e quando os abriu viu aquele rosto de menina pelo qual havia se apaixonado perdidamente. Piscou e viu novamente o rosto de Bellatrix. Piscou de novo e lá estava o seu amor... Foi ao encontro dele... Deu um carinhoso beijo na boca, passou a mão nos cabelos e pegou ela no colo e deitou-a na cama... Olhou mais uma vez...
- Ahhh Hermione... - suspirou ele.
Bellatrix deixou uma lágrima cair mas limpou rapidamente. Pois se quisesse o seu mestre, seria somente daquele jeito...
Bellatrix se sentiu tão amada como nunca havia sido amada por ele nem por ninguém. Voldemort estava sendo bastante vigoroso (hehehe) como nunca tinha sido com ela. Claro, ela sabia que isso tudo não era por ela mas por Hermione, mas aproveitou o quanto pode com ele. Voldemort fingia que a Hermione estava ali em seus braços e a beijava com mais força ainda, beijava seu pescoço, seios, barriga, pernas... Mas era diferente. Bellatrix não o fazia sentir como Hermione fazia apesar dela amá-lo com todo o seu negro coração, mas ainda assim, somente Hermione entregava sua alma para ele, somente ela deixava ele beber e se lambuzar (Uauuuu... Parece letra de música de forró) daquele mel que só ela tinha (Mel... Hehe... Na minha terra isso tem outro nome).
Depois de terminarem, somente Bellatrix estava exausta. Voldemort não havia usado nem um terço de energia que tinha gastado com Hermione. Bella, além de exausta e feliz estava completamente suada e quente.
Voldemort ainda estava triste, magoado, gelado e morrendo de vontade de ver Hermione...
- Milorde, foi muito gostoso... Eu... Adorei... – comentou Bella querendo encostar sua cabeça no peito dele que se afastou o mais rápido que pode. Saiu da cama e começou a se vestir.
- Você já pode ir embora Bella.
Um olhar de decepção surgiu dela, mas ela não ficaria ali se humilhando pra ele. Um misto de nojo, amor e ódio, surgiu dela... Rapidamente ela se levantou da cama e segundos depois já estava fora do quarto dele... E fora da vida dele.
Depois de expulsar Bellatrix de seu quarto, Voldemort ficou pensando. Aquilo não era vida. Ele não podia viver sem o amor exclusivo dela e isso seria impossível, ele estava pagando por todos os seus pecados e sabia disso. Ele a amava, idolatrava, daria seu coração em uma bandeja pra ela. Pensou mais um pouco e estava decidido a fazer uma coisa. Uma coisa que há algum tempo atrás ele nunca faria e do pensamento passou a ação...
- Rabicho, preciso que você venha fazer algo comigo.
- Sim, milorde. Posso saber o que é?? - perguntou rabicho receoso.
- Vamos reunir os meus horcruxes...
- Mas milorde!!! Por que o senhor quer fazer isso??? O senhor está com medo que alguém os encontre e destrua???
- HAHAHAHA... RABICHO... Como você é inocente... SOU EU QUE VOU DESTRUÍ-LOS.
- MILORDE!?!? – Rabicho estava perplexo com aquilo tudo.
- Sim Rabicho... Eu irei me matar, se é isso que você quer saber...
- Por.. Por... Por que mestre??? – Rabicho estava chorando
- Tecnicamente eu não irei me matar, sabe... – e fez um gesto impaciente. Odiava dar explicações sobre seus planos – Eu conheci o amor Rabicho... E eu conheci e foi a melhor e pior coisa que me aconteceu (Falou olhando pro rosto perplexo de Rabicho) Portanto não existe mais aquela historinha que SOMENTE O POTTER PODE ME MATAR, na verdade... Quando eu destruir meus horcruxes e irei fazer isso com certeza, SOMENTE PODEREI MORRER PELAS MÃOS DA PESSOA QUE ME DEU O AMOR, que é... Ela...
Rabicho estava perplexo com aquela idéia louca do seu mestre. Porém iria seguí-lo até ao inferno se fosse possível.
Voldemort tinha tomado sua decisão. Iria morrer por ela e estava feliz por isso...
06/03/2006 06:56 (Paula)
Recostado na cabeceira de sua cama, Severus Snape observava sua amante colocando as roupas. Impressionante como simples gestos dela, faziam o carrancudo professor perder a pose. Tinha acabado de tê-la em seus braços, e o corpo ainda despido dela a sua frente o fazia delirar.
- Da onde vocês tira todo esse poder?
- Uhm o quê? - perguntou ela distraída. O coração apertava no peito. Vários pressentimentos. Cenas de uma luta. Dois corpos vestidos com capas negras tombando no chão. Ela segurava uma varinha. Olhou para Snape e viu o homem admirando-a. Ele a fazia sentir todas as emoções do mundo de uma vez. Andou até ele se jogando mais uma vez em seus braços. Aquele era o melhor lugar do mundo para ela. Os braços poderosos de seu mais temido professor. Não saberia o que fazer se algo acontecesse com ele. O amava mais do que qualquer coisa no mundo. Daria a alma por ele e já sabia disso há muito tempo. Beijou-lhe o lábio fino com a mesma volúpia apaixonada de sempre. Ali abraçados, consumaram mais uma vez um sentimento mais forte que a própria morte, mais forte do que os poderes do mal. Nunca poderia encontrar uma felicidade maior do que a que sentia quando estava com ele. Tê-lo dentro de si, a completava. Ela não sentia falta de nada. O mundo desaparecia.
Adormeceu ali, os cabelos espalhando-se pelo peito forte dele. Mais uma vez. Ao fechar os olhos, arrepiou-se. Talvez aquela seria a última vez que adormeceria naquele lugar.
Snape acordou sobressaltado. Era 3 horas da manhã. Não sabia que dia era. Sentia a cama gelada. Hermione não esta ali. Pegando a varinha murmurou um feitiço rápido, e suas roupas voltaram a seu corpo. O pânico invadindo-lhe. Estar longe dela significava perigo. Olhou ao redor e seus olhos encontraram mais um sinal de que alguma coisa ruim havia acontecido com ela. Seu uniforme e sua varinha em cima de um pergaminho manchado com algo que parecia sangue.
Lia-se:
“Serverus, Não venha ao encontro dela. Ela voltará viva para você.”.
Sabia quem havia escrito aquilo.
Saiu em disparada para os portões da escola. Corria. Era ágil. Os anos passados sem exercício pareciam se dissolver em uma situação daquela. Sua namorada, sua amante, o amor de sua vida estava em perigo. Ele iria arrancá-la das garras cruéis daquele monstro. Por mais que soubesse dos acontecimentos passados entre ela, e seu algoz, jamais aceitaria ficar sentado em sua poltrona enquanto ele realiza sua vingança. Essa infeliz madrugada selaria os destinos infelizes de pessoas que certamente mereciam o que estaria por vir... Ou não...
Alcançou um lugar seguro, e aparatou.
Hermione andava de um lado para outro daquele salão assustador. A figura encapuzada de olhos vermelhos a sua frente a encarava com aquele mesmo olhar frio e penetrante de sempre. Mais uma vez, ela não temia o que poderia lhe acontecer.
- Por que me trouxe aqui?? Já lhe disse que não posso mais continuar com aquilo... Você sabe o que sinto.
- Sei... Só gostaria de lhe fazer uma proposta...
- ...
- Mate-me.
- O quê!? – ela estava perplexa.
- Tire minha vida. Minhas horcruxes estão destruídas. Só quem pode me tirar a vida é você. - estendia a varinha para ela como quem oferece uma bala - Um Avada Kedavra e você está livre para o Snape... Não posso mais conviver com esse maldito sentimento que teima em me queimar as veias cada vez que respiro. Você está em tudo a minha volta... Conheci a dor e a felicidade em uma única pessoa. Parabéns Srta. Granger, você conseguiu o inimaginável... Lorde Voldemort está apaixonado...
Hermione não terminou de processar as palavras que ela mesma já conhecia, quando, com um estalo, Snape se materializa a frente de Voldemort. Como sempre, com o olhar indiferente. A voz com o usual toque de sarcasmo.
- Odeio não ser convidado para suas festas milorde. Sinto-me excluído.
- Mas você é excluído Severus... Depois de sua sórdida traição...
- Foi reconfortante enganá-lo todo esse tempo meu senhor. Agora se me der licença levarei Hermione para Hogwarts. Outro dia termine sua vingança.
[...]
06/03/2006 15:11 (Anna)
Harry sabia que sua situação era ridícula. Estava trancado com Serena no depósito de Madame Rosmerta, sentado em uma caixa admirando seus joelhos. Serena, por sua vez, procurava manter-se distante brincando com uma aranha particularmente desastrada no canto oposto da pequena sala. Harry, que havia se humilhado na frente de meia Hogwarts, sabia que não podia fazer mais nada em relação a Serena. Na verdade, desejava profundamente possuir um vira-tempo e apagar sua ‘idiotice’. Fez papel de bobo sem ao menos saber se os sentimentos da menina eram recíprocos aos dele. Mas Harry não compreendia. Lembrava-se perfeitamente do calor de seu beijo, da forma como ela foi cedendo à medida que seu beijo se tornava mais profundo... Lembrava-se da cara de ira que ela fez quando beijou Pansy nos corredores escuros. Seria orgulho o que impedia Serena de finalmente assumir seu amor? Mas ele havia feito papel de idiota em frente a toda escola. Ele tinha engolido o seu orgulho e tinha se declarado daquela maneira, a plenos pulmões... Não, não era orgulho o que impedia Serena de assumir seus sentimentos. “Será que ela não me ama? Será que fiz esse papel ridículo a toa?”.
Serena, cuja mente estava muito longe da aranha desastrada relembrava os últimos minutos antes de entrar no deposito com Harry, tentando digerir o que realmente tinha acontecido. Então, não era só ela que amava Harry. Ele nutria por ela o mesmo sentimento que tanto a atormentava nos últimos dias. “Como eu sou idiota! Será que meu orgulho é tão grande que eu não consegui retribuir a gesto de Harry?? Meu Deus, ele admitiu que me ama na frente de todos, e o que eu fiz???”. Serena sabia que Harry não tomaria mais nenhuma atitude, não depois do que ela disse e fez fora do deposito. Ela tinha estragado tudo... Não restava nada a ser feito, a não ser esperar que alguém abrisse a porta e deixasse-os livres para continuar seus caminhos... Separados.
Mas Serena não queria isso. Olhou paro o rosto de Harry e viu a expressão de desapontamento em seus olhos... Seus doces olhos verdes que tão profundamente a levaram para os caminhos mais desconhecidos do infinito, nos poucos segundo em que foram contemplados nos corredores de Hogwarts. Ela tinha que fazer alguma coisa! Onde estava sua coragem que a impulsionava nas partidas de Quadribol? Cadê aquela menina corajosa que nunca deixou de enfrentar seus medos? O grande problema, é que não era medo o que ela sentia. Era alguma coisa mais profunda.
Harry ainda estava no seu canto, distraído com seus pensamentos, tentando espremer de seu cérebro uma justificativa lógica para o que tinha feito. O inesperado aconteceu. Serena levantou-se. Quando Harry deu conta disso ela já estava ao seu lado. Olhava para ele como que buscando coragem. Harry queria fazê-la pagar por seus momentos de sofrimento, mas era impossível. Ver aqueles olhos ternos, aquelas feições outrora tão duras dissolvendo-se... Era simplesmente irresistível demais para ele. Esperava apenas por um gesto dela que confirmasse suas suspeitas. Assim que Serena abriu a boca para proferir palavras que ainda buscava dentro de si, Harry lhe deu um beijo. Muito melhor do que todas as outras vezes. Mais profundo. Os dois queriam apenas continuar ali. Se olhando, se beijando... Trocando juras silenciosas de amor. Não se importavam mais de estarem trancados em um deposito sujo e amontoado, nada mais importava...
[...]
06/03/2006 18:35 (Paula)
...Voldemort parou na frente da adolescente, que ainda estava pasma com tudo que acontecia, encarou Voldemort por um longo tempo. Já ia desaparatar quando um jato de luz vermelha cega seus olhos e uma dor alucinante começa a queimar todos os músculos de seu corpo. Hermione perdeu o ar, e seguiu o trajeto que a luz havia feito. Um ser usando uma longa capa preta saía em disparada pela porta do salão. A garota fez menção de segui-lo mas deteve-se ao ouvir um gemido rouco de Snape. Abaixou-se ao lado do amado não se importando com a presença de Voldemort no aposento. Só queria tomá-lo em seus braços e fazer passar sua dor. Não conteve as lágrimas.
- Bella às vezes não se controla! – disse o Lorde, mais para si mesmo do que para a menina.
- H-Hermione-e-e... Fuja! Não se preocupe comigo... Saia daqui.
- Não. Eu não posso deixá-lo.
Ela murmurou "Enervate" sabendo de que nada adiantaria.
- Você estava preste a me matar srta. Granger! Por que não termina o serviço?
- Eu não quero!
- Não quer me matar Granger??
[...]
06/03/2006 21:21 (Van)
>>>Sorriram um para o outro. O vento forte e barulhento os acolhia. Eles deitaram em cima da mesa principal dos professores e começaram uma animada discussão sobre quadribol enquanto Malfoy massageava o ombro esquerdo...<<<
Os encontros dos dois a partir dessa noite foram constantes. Transformaram a Sala Precisa em "seu lugar" fixo e lá esqueciam a rivalidade... Não eram Malfoy e Weasley e sim apenas Gina e Draco. Ele era ousado e vez ou outra a seqüestrava no meio de um corredor escuro apensando atrás de alguma tapeçaria, e ela sempre fingia resistir no início, mas depois amolecia deixando que ele fizesse o que quisesse com ela... Ninguém sabia dos dois. Gina não havia se atrevido a contar nem para suas melhores amigas! Mione andava meio distante...
Um dia no almoço estavam como sempre trocando olhares discretos quando Gina foi chamada por Dino, que estava sentado do seu lado.
- Gina... Tá me ouvindo?
- Hã? Ah, desculpe, diga...
- Bem... Eu queria te dizer que... Hm... (Pega a mão dela) Você não quer ir comigo a Hogsmeade esse fim de semana?
- Que isso Dino, nós não temos mais nada...
- (Alisando a mão de Gina) Eu sei, mas... Eu sinto sua falta!
Ele passou um dedo no rosto dela que após um segundo de choque se esquivou. Olhou para a mesa da Sonserina e Draco havia sumido.
- (Sussurrando) Que merda!
- Quê?
- Nada, nada... Dino desculpe, mas eu não posso... Não quero voltar com você, me desculpe...
- (Triste) Você está com alguém? Quem é?
- (Levantando, nervosa) Eu tenho que ir... Desculpa, desculpa, desculpa!
Gina só conseguia pensar onde Draco havia se metido. Ele deve ter entendido tudo errado... Quando virou o corredor alguém a puxou pra dentro de uma sala vazia, tampando a sua boca. Era ele. Fechou a porta com um feitiço e a tacou na parede, tirando a mão de sua boca e lhe lançando um olhar quase letal.
- Que você pensa que tá fazendo, Weasley?? Quer me trair com aquele idiota?
- Draco, seu besta! Você saiu antes de me ver dar o fora nele! Eu estou com você, e SÓ com você! Dá pra você entender isso de uma vez por todas??
Ele olhou pra ela meio desconfiado e a soltou, virando de costas. Ela o abraçou por trás, mas ele se soltou, virando e a colocando sentada numa carteira e dando um beijo desesperado. As mãos de Draco apertavam as coxas de Gina de uma maneira muito possessiva fazendo com que ela soltasse gemidos abafados pela boca dele... Quando o ar faltou, as bocas se separaram, e ainda de testas coladas ele segurou o rosto dela para que o olhasse bem fundo...
- Não esqueça Ginevra Weasley... VOCÊ. É. MI-NHA.
Ela respondeu com um beijo sedento, envolvendo a cintura dele pelas pernas. Em plena luz do dia, em uma sala que eles nem sabiam qual era... O medo de serem pegos os excitou ainda mais.
06/03/2006 22:55 (Tefa)
___________________________________
Ele parou o beijo e tirou uma das mãos segurando o rosto dela para olhar bem em seus olhos azuis acinzentados.
- Você é somente minha Wesley. Você entendeu?
- Claro que sou Draco. Para de ser estúpido – respondeu brava.
Ele sorriu marotamente.
- Só pra ter certeza.
Ele voltou a beijá-la mais ferozmente e logo arrancaram as roupas entre caricias e beijos. Draco começou a deslizar sua mão sobre o corpo dela e a beijá-la por completo. Gina soltava pequenos gemidos.
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Dino não ia deixar isto barato. Queria a Gina e nada iria impedi-lo. Seguiu ela pelo corredor e depois ela havia evaporado. Ele não se contentou e passou devagar entre os corredores ate que começou a escutar gemidos, que claro não se é normal dentro da escola (Claro, não em uma escola normal, mas estamos em nossa Hog). Abriu a porta e não poderia acreditar no que seus olhos estavam vendo.
Draco e Gina se amando em cima de uma poltrona.
- Não! - ele deixou escapar horrorizado.
Os dois que se moviam sincronizados, pararam na mesma hora e ao olhar para porta estava Dino olhando apavorado.
07/03/2006 06:48 (Anna)
Harry e Serena...
Harry nunca chegou a saber quanto tempo exatamente ele e Serena ficaram no depósito. Quando Madame Rosmerta finalmente abriu a porta, o bar estava praticamente vazio. Um alívio para Harry que preferia não ter que encarar a multidão de curiosos que certamente tornariam a situação embaraçosa. O dia já estava escurecendo. Um tom azul nanquim despontava no céu e o frio do anoitecer já era percebido.
- Estamos encrencados! – Disse Serena em um misto de medo e excitação. Já passara e muito a hora do retorno permitido aos alunos de Hogwarts. Mas o que era uma detenção perto de tudo o que tinha acontecido? E com esse pensamento reconfortante continuaram a caminhada pela estradinha torta que levava aos portões da escola.
Quando finalmente avistaram as entradas do castelo, suas últimas esperanças de não serem punidos se esvaíram de seus pensamentos. Filch, com seu sorriso agourento e sua gata encardida, montava guarda na entrada de Hogwarts.
- Ora, ora, minha doçura... – dirigindo-se a Madame Norra que fitava os dois alunos com seus olhos cor de mel – Veja o que temos aqui! Dois engraçadinhos desrespeitando o regulamento da escola... McGonagall ficará muito feliz em saber que Potter, o queridinho e adorado Potter se dá ao luxo de zanzar fora dos muros da escola á essa hora! E ainda por cima arrasta consigo uma aluna inocente!
- Eu não sou inocente – disse Serena com raiva, surpreendendo Harry. – Estou aqui pelo mesmo motivo de Harry. Tivemos um.. Ah.. Um pequeno... Contratempo! E nos atrasamos!
- É verdade. – disse Harry, com suas entranhas se contorcendo de raiva do zelador. Não suportava ser taxado de queridinho e ainda mais ali na frente de Serena.
Mas Filch não queria desperdiçar o tempo que poderia ser gasto castigando outros alunos, ouvindo justificativas mirabolantes de dois mal-feitores. E, sem nenhuma gentileza arrastou os dois pelos corredores até a sala da professora Minerva.
Harry evitou fitar Serena pelo caminho. Sabia que a garota estava com muita raiva da situação e tinha medo de estragar as coisas entre eles. Quando finalmente chegaram à porta do escritório de Minerva o sorriso de Filch tinha passado de agourento para macabro. Seus olhos, praticamente saltando das órbitas, riam de felicidade. A professora atendeu a porta com um ar assustado. Parecia que estava esperando uma má noticia. Quando Filch contou a respeito do que tinha ocorrido, um tom arroxeado começou a corar as bochechas da professora.
- Para dentro Sr. Potter. E a Senhorita Também, dona Smith. – Filch ficou um tanto desapontado por não ter sido convidado a participar do castigo e se retirou arrastando suas pernas com sua gata em seu encalço.
- Me admira muito você Sr. Potter. Como ousa se dar ao luxo de andar desprotegido fora dos domínios da escola? Sabe o que isso poderia lhe custar? Já não basta tudo que vem acontecendo nesses últimos dias? – Era como se Harry fosse o único infrator. A professora parecia não se dar conta de que havia mais uma aluna na sala. Mas, para infelicidade de Serena sua vez tinha chegado. – E a senhorita? O que pensava? Passear ao luar seria realmente romântico se tivessem Comensais da Morte à solta por todos os lugares?? Não consigo acreditar que dois alunos da minha casa tenham cometido tamanha irresponsabilidade.
Harry achou melhor não contestar a professora e nem tentar se justificar, pensamento que era compartilhado por Serena. Ambos conheciam muito bem aquele olhar da professora. Nenhuma justificativa seria boa o suficiente para ela.
- Detenção para os dois. Amanhã à noite ás 8h aqui em meu escritório. E menos 20 pontos para Grifinória. Que vergonha! Alunos da minha própria casa! – Harry apenas deu um suspiro e caminhou, juntamente com Serena, de volta a sala Comunal.
Assim que passaram pelo buraco da Mulher Gorda, ocorreu a Harry que Hermione fora responsável por seu entendimento com Serena. Pensou em procurar Mione, mas os olhos de Serena não deixavam duvida de que seus planos eram outros. A essa altura, a sala comunal estava praticamente deserta, a não ser por uns dois casais que se aconchegavam em poltronas distantes. Harry começou a levar Serena para perto da lareira. Mas lhe ocorreu uma idéia melhor. Pediu que ela o esperasse próxima ao buraco da Mulher Gorda e subiu correndo para seu dormitório a procura de sua capa da invisibilidade. Com um salto passou por sua cama e arrancou a capa de dentro do malão. Voltou correndo ao encontro de Serena que já estava ansiosa. Harry cobriu os dois com a capa. Serena ficou surpresa. Era a primeira vez que via uma capa da invisibilidade, mas outros pensamentos não deixaram-na reparar nisso por muito tempo. Harry conduziu Serena pelos corredores desertos da escola. Já tinham levado uma detenção e se fossem pegos não seria nada agradável. Harry finalmente localizou a porta da sala precisa. Fez o que tinha que fazer e, ao abrir a porta, encontraram um lugar muito aconchegante, com uma grande cama de dossel e uma lareira de fogo crepitante. Para não correr nenhum risco Harry trancou a porta por magia. Assim, nada perturbaria sua noite perfeita com Serena...
07/03/2006 18:05 (Eliana)
Draco e Gina
Os dois não podiam acreditar que haviam sido descobertos. Levantaram e vestiram-se o mais rápido possível.
- Que pensam que estão fazendo??? – perguntou Dino com ódio no olhar.
- Eu e a Weasley estamos nos encontrando já faz algum tempo. – disse Malfoy com um sorrisinho arrogante. – Tem algum problema nisso?
- Sim, Malfoy, tem sim! Afinal a Weasley é minha!
- Sua? HAHAHAHA! Poupe-me de suas idiotices Thomas. Meu ouvido não é penico. Nada nem ninguém vai me impedir de continuar vendo a Weasley, muito menos um nada como você!
- Ah, é? Então veremos o que a McGonagall vai dizer quando eu lhe contar o que vi nessa sala.
- NÃO! – berrou Gina, assustando tanto Draco como Dino.
- Não? Não me diga que se apaixonou por esse loiro aguado?
- Sim, eu me apaixonei por esse loiro aguado... MEU loiro aguado!! – Draco não sabia se ficava feliz ou com raiva do que Gina havia dito... "loiro aguado?".
- Bom, já que você insiste... – fechou os olhos e pensou por um instante. - Tudo bem por mim. Pode se agarrar com Malfoy, mas com uma condição... Que você assuma um namoro comigo perante a escola inteira e assim como Malfoy disse, você será tanto minha como dele.
Nem Gina nem Draco conseguiram pensar diante de uma idiotice daquelas.
- Sim Gina, eu gosto de você a ponto de jogar meu orgulho de lado e aceitar dividir você com um otário, desde que você também possa ser minha... Ou isso ou tanto a McGonagall como Dumbledore vão ter o gosto de ver meus pensamentos e ver o que estava acontecendo nessa sala. - Dito isso, Dino saiu da sala.
Gina caiu de joelho no chão e sentiu seus olhos se encherem de lágrimas. Malfoy odiou ver Gina sofrendo e foi assim que percebeu que seria capaz de qualquer coisa pra vê-la feliz. Ajoelhou ao seu lado e levantou seu rosto gentilmente para olhar fundo nos seus olhos.
- Eu não permitirei que ninguém te faça mal algum, muito menos aquele idiota do Thomas... Você é minha e somente minha. – Passou a mão em seus olhos pra secar suas lágrimas. - Quero te ver feliz, não me importo o que precise fazer para sempre te ver sorrir. Prometo que pra sempre vou te proteger... – e deixou a sala indo atrás de Dino.