Era impressionante como o brilho dos olhos frios dele expressavam uma calma e tranqüilidade sobre tudo que acontecia. Para mim tudo aquilo era uma catástrofe,representava o fim do meu relacionamento,o fim de uma fase de vida,o fim de uma parte minha.Mas para ele tudo era apenas uma calma sem fim.Seus olhos pareciam cansados e sonolentos,mas seu corpo ainda estava quente e a respiração dele era ofegante.
Não era amor o que eu sentia por ele, na verdade, há poucos dias atrás só sentia ódio, e há alguns meses antes ele me era indiferente. Mas e agora?O que sinto por ele?Só sei o que não sinto, mas o que realmente sinto, eu não sei. Sei que não o amo,não me é indiferente,não o odeio,talvez ainda sinta uma raiva,mas aprendi a admirá-lo.Admirá-lo? Sim... acho.Gosto de observar sua diferença dos outros e indiferença para com os outros.Não estou nem apaixonada.Então o que estou fazendo aqui ainda?
Ele ainda relutando contra o abraço de Morfeu, se espreguiça um pouco, esticando mais o tronco e os braços. Até o jeito de se alongar é diferente.Seus braços se esticam com mais graça do que os outros,sem pressa,sem agonia.Tudo ele faz com mais calma,como se saboreasse a cada momento.E eu?Eu fico com a consternação, a tranqüilidade dele às vezes me desespera.
Olha-me por alguns segundos, abre aquele sorriso irônico de vencedor. Mas ele realmente vencera,me vencera.Não que eu fosse a perdedora.Vamos dizer que eu desisti,eu não resisti e por isso ganhei um premio de consolação que me agradou bastante...isso não importa,agora,depois de tudo,ainda sinto como se ele tivesse sido o grande vencedor e eu fui mais uma perdedora para ele. Perdi muito. Realmente não sou só mais eu,como tenho certeza, que nunca mais serei a mesma.
Ele senta e me puxa pelos cabelos. Eu o fito meio mole...Aqueles olhos...aqueles olhos...aqueles olhos.Como vou esquecer aqueles olhos?Quero esquecer aqueles olhos?Nunca vou esquecer aqueles olhos!Nunca vou esquecer como aqueles olhos me olhavam!Nunca vou me esquecer pelo que eu e aqueles olhos passamos! Nunca vou esquecer a reação daquele olhar quando me viu, não pela primeira vez, mas como em alguns segundos atrás. Ele e seus olhos claros e frios.
Sua pele quente, seu forte cheiro másculo, sua respiração... tudo quente.Mas o olhar sempre frio.Até em momentos ofegantes o olhar era frio.Como o olhar de um imperador,tirano,sofrido,solitário,calculista e...o pior adjetivo,porém o mais completo é...indiferente.
Acaricio os cabelos dele. O silêncio era dominante no recinto.Mais uma vantagem para ele.Não sei improvisar no silêncio.O que para ele parecia ser fácil,pois da sua boca sai poucas palavras,mas sempre diretas e duras.No silêncio ele era rei.Obtinha um domínio completo da situação.Tinha um domínio completo sobre mim.
Pela janela entrava uma brisa refrescante, mas a temperatura era tão alta, que mal se fez perceber a brisa. Apenas me fez arrepiar poucos pelos.Mas nele....nem cócegas fez.Não havia mais ninguém...não deveria ter ninguém a léguas de distancia.Ninguém me ouvira.A única testemunha do ocorrido era a grande lua,que se fazia pela janela.Com sua mesma face.Porém tenho tanta vergonha,que entre tantas pessoas no mundo,rogo para que ela tenha se esquecido de mim ,e não tenha me olhado essa noite.
Ele olha para mim e depois pela janela. Pelo visto também pensava na lua.
- Você tem a lua em seu poder.
O que ele quis dizer com isso?Fora um elogio?Fora algo para me deixar feliz?Por que esse tom então?Obvio... ele usa esse tom para tudo.Sua voz baixa e rouca,tem um timbre forte e rude para tudo.
As mãos dele deslizaram pelas minhas pernas desnudas. Eram firmes.Pensei que ele iria dormir,mas quando se levantou e me colocou em seu colo,percebi o quanto estava enganada.Mal sabia eu que ele me usaria muito aquela noite.Ele queria se sentir plenamente satisfeito.Apesar de me sentir mais do que satisfeita,ele sempre me atiçava novamente.
Beijou minha nuca. Enquanto eu lhe apertava as costas.Ele me segurava pela cintura e eu o apertava mais.Proximidade.O calor do corpo do outro,nos fazia quere mais.Ele sugava meu pescoço.Não gosta de beijos,preferia mordidas,não apreciava lambidas,mas sim chupões.Eu estava completamente entorpecida.Prazer?Era mais que simples prazer. Era loucura,overdose de loucuras.
Pegou-me pelos cabelos da nuca e me lascou um beijo na boca. Sua língua explorava cada canto enquanto eu sugava-la.Mordi seu lábio.Você se afastou com sangue em seu lábio inferior.Limpo-os com sua mão esquerda e abriu um sorriso perverso para mim.Involuntariamente lhe retribui com o mesmo.Como pode?Não sou eu... mas...dane-se
Sua boca mordia meus seios. Ora de leve ora com força.Sua mão brincava em mim.Descia pela minha barriga,alisava meu umbigo até chegar em meu sexo,me estimulando a gemidos atordoados.Que delicia.Que prazer lancinante era ser sua.Esta a mercê de suas ações.Não...não era paixão...era...era...Desejo...Puro e imundo desejo."Não sei como não conseguia dizer não para você.Era simples...palavra curta essa tal de não,mas...não saia da minha boca,nem de meu corpo.
Minhas pernas se agarraram em seu corpo. Seu sorriso...seu sorriso...seu sorriso...Você me consumia plenamente.Seus dedos fustigavam,pressionavam impulsionavam contra meu ventre...eu não resisti por muito e me entreguei mais uma vez ao auge do prazer,mas você ainda não.E eu percebera que ali...era você o que importava
Eu o tocava, mas você queria brincar comigo e não o contrário. Eu era seu brinquedo de prazer.Sentia prazer,não com o meu prazer,mas com a minha agonia,minha submissão ao seus caprichos,ao seu prazer.
Sua boca percorria o meu corpo. Quando se voltou ao meu sexo me machucou com sua mordida,mas me enlouqueceu com sua língua em mim.Quando ia novamente alcançar o prazer máximo,você parou,olhou para mim,sorriu novamente e me penetrou com força.Subiu em cima de mim e jogou todo o peso do seu corpo.Foi uma delicia.Você entrava e saia de dentro de mim e eu alcancei ao uma variação de prazer.Algo muito novo,muito louco,tudo era novo para mim,mas aquilo.Você....você.
Você saiu de dentro de mim e me observou ofegante. Ai foi o mais estranho.Me virou de costas e começou uma massagem tranqüila sobre o meu corpo nu.Suas mãos eram perfeitas.Sua boca era perfeita.Estava totalmente relaxada,ate que senti o peso do seu corpo novamente e seu calor aumentando.Me penetrou novamente.Meu corpo não esperava por aquilo.Não sei se foi a surpresa ou se foi por eu estar relaxada,mas o prazer veio rápido.Principalmente porque você também não resistiu e se levou.Sentir-lo era ótimo."
Após tudo ele se deitou ao meu lado e mordeu minha orelha. Eu estava exausta,mas ainda tive forças para ficar sentada e olhá-lo.Poderia dizer várias coisa para ele,expressar o meu prazer,minha raiva,minha confusão ou minha vergonha.Ofende-lo,xingá-lo,pegar minha roupas,sair e nunca mias dar assunto a ele,mas quando reuni forças para falar,a única coisa que saiu de mim foi um pedido.Estava muito cansada para ser orgulhosa
- Poço me deitar no seu ombro?
Ele me olhou sério e responde simplesmente:
- Pode.