Mas para aqueles que pensaram que eu iria chorar na frente deles se enganaram redondamente.
Não que eu não chorasse escondido às vezes, mas não queria que Hermione me visse chorando. Para mim, chorar era sinal de fraqueza. Eu era fraco, mas não era hora de demonstrar isso. Não naquele momento em que ela estava arriscando sua amizade com os melhores amigos para viver uma aventura comigo. Uma aventura sem volta e muito perigosa.
Fechei os olhos e me acalmei. A vontade foi se dissipando aos poucos e eu fui me recompondo.
Senti as mãos dela acariciarem as minhas delicadamente. Num gesto instintivo entrelacei nossos dedos e levei sua mão aos meus lábios, depositando um beijinho casto nas costas de sua mão.
Gesto que com certeza não passou despercebido por nenhum dos três. Aliás, nossos gestos estavam sendo analisados desde que nos reunimos no corredor da grifinória.
Pelo canto do olho observei Hermione se virar para os amigos e falar:
_Vocês vão nos ajudar, sim ou não?
Olhei para o trio em expectativa.
Gina foi a primeira a se postar ao lado de Hermione com um sorriso mínimo no rosto. Suas mãos se entrelaçaram num gesto de amizade.
_Estou com você Hermione. Independentemente do que aconteça.
Hermione sorriu para ela agradecendo pela força.
_Valeu Gina.
Weasley sorriu em resposta.
Olhamos para os dois que ainda tentavam achar alguma coerência em tudo que ouviram. Mas sei que com eles as coisas seriam diferentes. Sabia que para eles, Hermione seria a menininha que conheceram no primeiro dia de aula. A garotinha indefesa no banheiro feminino, assustada por causa de um trasgo montanhês. O que eles não sabiam (ou não queriam aceitar) era que Hermione já não era mais uma criança. Admito que até eu há algum tempo atrás também a achava uma criança. Mas depois daquela tarde no vestiário minha opinião sobre ela mudou radicalmente. Hermione era uma mulher. Para falar a verdade era uma mulher mesmo antes de eu tomá-la para mim. Determinada e corajosa, semelhante a minha mãe. Se é que se dá para comparar. Personalidades diferentes, mas muito parecidas em alguns aspectos.
E era por isso. Pelas duas que eu estava engolindo todo meu orgulho sonserino e admitindo que precisava de ajuda. O problema no momento era se eu conseguiria a ajuda daqueles dois sem problemas.
Potter respirou fundo e agitou os cabelos com os dedos num gesto frustrado. Respirou de novo.
_Está bem. – Hermione sorriu. – Mas antes de tudo, quero que Malfoy conte tudo ao professor Dumbledore.
_Eu já contei. – Ele e Weasley me olharam espantados. Como se não acreditassem no que acabaram de ouvir. – Eh, Hermione me pediu o mesmo.
Agora o olhar espantado se dirigia a ela.
_Como...? – o Weasley ia perguntar mais foi interrompido por ela.
_Qualquer dia eu te conto Ron. O importante agora é que temos que arrumar uma maneira de tirar o Draco dessa missão em que esta sendo obrigado a realizar sem vontade.
_Temos que falar com Dumbledore agora mesmo. – Harry falou.
_Nós acabamos de sair da sala dele. Estava conversando com professor Snape sobre nossa situação.
_Snape também sabe?
Hermione confirmou com um aceno de cabeça.
_Isso agora não vem ao caso. Quanto mais ajuda nós tivermos, mais rápido nos livraremos desse pesadelo.
_Concordo. – Gina quem se manifestou dessa vez.
_Esta bem. Esta bem! – Potter se manifestou bagunçando os cabelos novamente. – Mas que fique bem claro Hermione, estou fazendo isso por você. Único e exclusivamente por você. Eu te amo e não quero te perder por causa dessa doninha saltitante, metida a Barbie falsificada...
_Como é que é?
_Harry! – Hermione o repreendeu.
Minha voz se misturou com a da Granger.
Não sei se avancei um passo na direção do Potter por ele ter me insultado com um nome que eu não fazia a menor idéia do que era (coisa de trouxa com certeza) ou se foi mais pelo fato dele dizer que amava a minha Hermione (com certeza foi pelo segundo motivo).
Minha reação de dar outro passo e quebrar a cara do Cicatriz foi contida mais uma vez por minha doce moranguinho. Apelido que havia recebido de mim por achar que seu beijo sempre tinha gosto de morango.
_Acho que não vai adiantar nada nós brigarmos entre a gente. –Hermione apaziguou.
Gina já estava do lado do namorado outra vez.
_É Harry, acalme-se. – Gina disse já abraçada ao namorado.
O Weasley olhava a tudo com ar tenso.
Eu não disse mais nada, mas se pudesse matar o Potter só com olhar, eu mataria. Assim não teria mais porque Voldermort invadir aquela escola atrás dele.
Ele também não disse nada, ficou apenas me olhando com um vestígio de um sorrisinho debochado nos lábios. Com certeza segurando a vontade de rir mais abertamente por causa do apelido infame que acabara de dar a minha pessoa.
Fechei ainda mais o semblante para ele, não que eu achasse que isso fosse assustá-lo, mas para mostrar que eu não tinha medo nenhum dele.
_Você tem razão Mi. – Dirigiu-se a Hermione com a voz mais amigável do que antes. – Brigarmos, não ajudara em nada. Temos é que dar um jeito de impedir que Voldemort invada a escola. Vou falar com o professor Dumbledore agora mesmo.
Vi Hermione assentir com a cabeça.
_Faça isso Harry.
_Você não vem com gente? – Ele perguntou a ela, mas com o olhar focado em mim.
_Não. Preciso discutir uma coisa muito importante com o Draco. – Admito que meu ego inflou por ela ter escolhido ficar comigo em vez de ter ido com eles. – Encontro vocês depois.
Observamos os três caminharem até a porta de saída.
Mas pararam assim que ouviram a voz dela os chamado.
Até eu me surpreendi. Num momento ela estava ali parada ao meu lado, no outro abraçava Harry Potter e Ronald Weasley ao mesmo tempo.
Um abraço triplo que só me deixou com mais ciúmes.
Principalmente quando os lábios dela pronunciaram uma frase que fez meu sangue ferver.
_Obrigada por entenderem. Eu amo vocês.
Eu fiquei escutando a frase martelar no meu ouvido e se misturar com “Nós amamos você também Hermione”.
_Draco?... Draco? – Estalou os dedos na frente do meu rosto me tirando do torpor.
Olhei para ela com ar irritado.
_Tudo bem?
_O que foi aquilo? – Perguntei irritado.
_Aquilo o que? –
_Ora, Granger. Não se faça de desentendida.
Eu estava cada vez mais nervoso.
Ela me encarou como se não estivesse entendo nada do que estava falando.
_Eu não estou entendendo nada.
Seu semblante se tornado palavras.
_Estou falando daqueles: “Eu amos vocês” pra lá – minha voz se modificou um pouco tentando imitar a voz deles – “Nós também te amamos” pra cá.
Hermione começou a rir me surpreendendo outra vez.
Quando a vontade de continuar rindo passou um pouco ela já estava quase colada ao meu corpo.
_Ta com ciúmes Malfoy? – A voz debochada definitivamente não combinava com ela.
_Eu já te disse. – Foi instantâneo. Enlacei-a pela cintura e puxei-a com muita força contra meu corpo, fazendo-os se chocarem e Hermione soltar uma exclamação de dor muito dengosa. – Que tenho ciúmes de tudo que me pertence, Granger. Ela sorriu.
_Sabe o que é? – Perguntou mexendo em um botão da minha camisa. – É que quando sem tem amigos que você já conhece desde criança e aprende a amá-los como irmãos. – Frisou a palavra, pois notou que eu ainda continuava bravo. – Fica muito fácil dizer isso todo o tempo.
Terminou com um ar de garota inocente mais ao mesmo tempo sapeca.
_Pois não me agrada ouvir da garota que eu gosto palavras como essas serem dirigidas a outros garotos. Principalmente sendo um deles o Weasley.
Ela sorriu e mordeu o lábio inferior sensualmente, me provocando.
_Rony é meu amigo, assim como Harry. Eu os considero apenas como parte da minha família. Nada mais que isso.
_Eu não acredito. Weasley ainda parece gostar de você como mulher.
_Rony está em outra há muito tempo. Luna faz parte da vida dele agora.
Hermione se afastou de mim e se sentou em um divã enorme que apareceu na sala. Obra da imaginação dela que desejara se sentar um pouco.
_Eu não acredito nisso. – Eu continuava sério, mas não tão irritado como antes. – Ele ainda parece babar por você.
_E o que eu tenho que fazer – ela cruzou as pernas, fazendo a saia revelar ainda mais suas coxas torneadas. Quando a fitei ela deslizava a ponta do dedo médio suavemente pela pele macia. –Para você acreditar em mim?
Ela passou a língua pelos lábios umidecendo-os e me olhando sedutoramente.
A blusa do uniforme, aberta três botões, revelavam o colo que eu tanto gostava de beijar. Meu olhar subiu mais um pouco alcançando o pescoço (meu alvo preferido para mordiscar quando ela estava fazendo algum trabalho escolar). Senti minha boca encher de água e engoli a saliva acumulada com dificuldade quando ela se deitou no sofá, dobrou um joelho e começou a se acariciar. Agora EU estava babando.
A mão esquerda subindo mais um pouco a saia, revelando uma lingerie vermelho sangue. Enquanto a direita desabotoava a blusa branca do uniforme revelando um sutiã também da mesma cor que a peça de baixo.
Ela virou a cabeça na minha direção, e sem parar de deslizar a mão esquerda pelo corpo, ergueu a direita e com o dedo indicador fez sinal, dobrando o mesmo quatro vezes para que eu me aproximasse de onde ela estava.
Engoli a saliva mais uma vez e comecei a caminhar em sua direção.
Continua...