FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

1. CAPÍTULO UM


Fic: Amor Total


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Gina abriu os olhos. O sol infiltrava-se através das cortinas semicerradas, aquecendo seu quarto e deixan­do as paredes douradas. Uma brisa fria esvoaçava as cortinas e, apesar do som do trânsito de Londres, podia ouvir pássaros cantando com a pura alegria de uma manhã de verão.


Ela afastou o edredom e saiu da cama. Então, tro­peçou na mala que jazia no chão e praguejou.


Mancando e nua, correu para o banheiro e ligou a ducha. Permaneceu debaixo do chuveiro por um bom tempo, deliciando-se com a sensação da água quente sobre o corpo. Afinal de contas, não estava com pres­sa. Não mais.


Quando saiu do boxe, o banheiro estava tão enfuma­çado que não podia enxergar nada. Tateando, encontrou os óculos ao lado da pia, limpou as lentes e olhou-se no espelho. Oh, pensou, parecia um fantasma.


- Bem-vinda ao primeiro dia das férias de verão - murmurou para o seu reflexo e saiu do banheiro sem se preocupar em escovar os cabelos.


Seu vestido estava no espaldar da cadeira, onde o pusera na tarde anterior. Feito de algodão leve, era feminino e curto, perfeito para entrar num avião e voar em direção à Grécia para as suas férias de duas sema­nas. Gina vestiu-o por sobre os cabelos molhados e ajeitou-se para puxar o zíper nas costas. Abriu a gave­ta da cômoda em busca de uma calcinha e, ao encontrá-la vazia, lembrou que havia colocado toda a sua roupa íntima na mala.


Olhou para a mala no chão. Era novinha e cor-de-rosa brilhante. A mala lhe parecia uma carranca.


- Oh, não. Acabei de fazer a mala e não vou desar­rumá-la agora. - Descartou a idéia da calcinha e foi para a cozinha.


É claro, não havia nada na casa para o café-da-manhã, já que ultimamente só conseguia pensar nas próximas duas semanas que passaria num iate no mar Egeu. Vasculhou a bolsa e achou uma barra de choco­late de emergência. Pegou também o celular e levou ambos para o jardim dos fundos da casa. Como espe­rava, Dino deixara quatro mensagens de texto e três de voz desde a noite anterior. Apagou todas sem ler ou ouvir, enquanto abria o chocolate com a mão esquerda. O sol era quente sobre os seus ombros nus e o choco­late doce derretia-se na boca. Discou o número do telefone de Luna e a amiga atendeu em seguida.


- Você não deveria estar no avião?


- Ele tinha um anel - disse Gina em resposta.


Uma pausa. Ao fundo, Gina podia ouvir o balbuciar de uma vozinha infantil e a voz grave de um homem.


- Ele a pediu em casamento? - perguntou Luna. Gina suspirou.


- Se um homem vai fazer propostas românticas, você não acha que deveria escolher o pôr-do-sol na costa de Santorini, em vez de um pub perto da Victoria Station?


- Então o problema é o local onde ele fez o pedido de casamento?


Luna Longbotton podia ser a pessoa mais di­plomática do planeta.


- Fiquei mais aborrecida com o momento - replicou Gina. - Desejaria que ele tivesse esperado até que o cru­zeiro nas ilhas gregas terminasse.


-Você respondeu não. - A voz da amiga era de alívio.


Gina mordeu outro pedaço do chocolate.


- Obviamente. Não quero me casar com Dino. Não quero me casar com ninguém.


- Bem, Dino não era o homem certo para você. Era tão...


- Sério - completou Gina. - Ele não entendia nenhu­ma das minhas brincadeiras.


- Eu ia dizer que ele é muito submisso, muito dócil, e permite que você o domine. Casamento deve ser uma parceria equilibrada. Você precisa de alguém que a desafie. Que a faça ver coisas sob novas perspectivas.


- Não preciso de ninguém, esta é a verdade - cor­rigiu Gina. - O que quero é alguém que me mostre os prazeres da vida. Que me acompanhe em cruzeiros. E não me peça em casamento no início das férias.


- Casamento não é algo tão mau assim, Gina. Na verdade, é uma coisa ótima.


Gina sentou-se no banco do jardim.


ótimo para você, que sempre quis ter uma fa­mília. Eu não. Toda essa segurança, toda essa rotina. - Ela deu de ombros. - Por Deus, ter de dormir com o mesmo homem pelo resto da sua vida.


- Adoro a idéia de ter de dormir com Neville Longbotton pelo resto da minha vida. - Luna parecia tão feliz que Gina não pôde deixar de rir, embora con­tinuasse de mau humor. De fato, sua amiga era inve­jada por milhares de mulheres, pelo seu casamento com, segundo os tablóides, o chef mais sexy de toda a Inglaterra. - E, quando você achar o homem certo, vai querer dormir com ele pelo resto da vida - con­cluiu Luna. - Desejo ansiosamente fazer amor com Neville quando ambos estivermos beirando os oitenta.


- Desculpe, mas dispenso esta imagem mental - dis­se Gina, mexendo os dedos dos pés que havia pintado de azul-turquesa para combinar com o vestido e o mar Egeu. - Lu, há seis bilhões de pessoas neste planeta e metade delas são homens. Monogamia vitalícia parece um desperdício de recursos naturais.


- E como Dino reagiu quando você disse não?


-Não deve ter ficado surpreso. Desde o início, deixei claro que não estava interessada num relacio­namento permanente. E então ele faz uma coisa tola como essa.


- Mas como ele reagiu?


Algumas vezes, Gina desejava que suas amigas não fossem professoras. Professoras não deixavam uma pergunta ficar sem resposta. Ela mesma era assim.


- Nada bem - admitiu, mordendo o lábio. - Ele chorou.


-Oh.


O monossílabo da amiga, cheio de compaixão, fez Gina sentir-se mal outra vez. Dino era um grande sujei­to, forte, moreno e... grego. E tinha um coração doce, apesar do físico musculoso.


- Eu não queria magoá-lo - disse. - Saímos juntos por poucos meses. Como eu ia adivinhar que ele aca­baria se apaixonando?


A pergunta era uma desculpa esfarrapada, Gina sabia disso. Devia ter terminado o relacionamento antes que Dino começasse a planejar um futuro para ambos. Mas estivera distraída com milhões de outras atividades e gostava da companhia dele. Além disso, tinha de admitir, ficara maravilhada com o convite para passar 16 dias nas ilhas gregas que ele lhe fizera. Tinha partido o coração de um homem porque queria umas férias no Mediterrâneo.


- Não sou uma pessoa muito boa - disse para Luna, comendo o último pedaço do chocolate.


- Bobagem! Você é uma das pessoas mais genero­sas que conheço. É uma excelente professora e se importa com o sentimento alheio. Dino não era o homem certo para você, por isso a relação não foi adiante.


Luna não era somente diplomática e obcecada com a maravilha de um casamento. Era também uma idealista incurável que sempre via o melhor das pessoas, uma qualidade que havia herdado dos pais hippies.


Mas Gina tinha aprendido algo muito diferente com os próprios pais.


- Espero que não esteja preocupada com Draco Malfoy.


- O quê? Está brincando? Estamos de férias. Por que eu me preocuparia com um ex-aluno?


A amargura na última palavra desvirtuava a primeira parte da sentença. Gina levantou-se e caminhou de um lado para o outro, sentindo a grama sob os pés descalços.


- Não foi culpa sua que ele tenha sido expulso - dis­se Luna. - Você fez tudo que podia e foi decisão do diretor. Draco ficará bem.


- Não, não ficará. - Gina desejou ter outra barra de cho­colate. - Ouça, Lu, no momento, tudo que me preocupa é o que vou fazer com minhas férias, agora que a viagem à Grécia foi cancelada. Londres está quente e cheira mal, e tenho uma mala pronta e nenhum lugar para ir.


- Vamos para a Itália. Estamos indo para o aeropor­to daqui a uma hora. Você pode viajar conosco. Há muito espaço na fazenda e Neville cozinha três vezes ao dia.


Por um momento, Gina sentiu-se tentada. Ótima co­mida, excelente companhia, belas paisagens no campo italiano. O oposto do abafado verão londrino com seu trânsito e seus turistas ruidosos. Mas Lu, Neville e o bebê formavam uma família unida. Ela ficaria sobran­do. E não tinha a menor inclinação para esse papel.


- Obrigada, querida. Mas acho que isto é um sinal. Posso fazer tudo que sempre pretendi fazer em Londres e nunca tive tempo. Ir a galerias. Ver algumas peças. Ler um pouco.


Agora que pensava naquilo, parecia uma boa idéia. Já era tempo de fazer algo novo em termos culturais.


- Os homens italianos são fascinantes - incentivou Luna.


- Vou dar uma folga aos homens por enquanto. Há muitas outras distrações. Não, este vai ser um verão sério para mim. Vou me dedicar ao cérebro, e não ao corpo.


- Sim, mas... - Houve um barulho do outro lado da linha e depois o choro de um bebê. - Ewan! Oh, meu Deus, ouça, Gina, tenho de desligar. Ewan acabou de derrubar um litro de leite. Se mudar de idéia, sabe que será sempre bem-vinda. E não se preocupe com Draco. Você fez o possível.


Mesmo depois que Luna desligou, Gina podia imaginar a amiga pegando Ewan, Neville rindo nos fundos, enfim, toda a riqueza da vida daquela família.


E então estava sozinha no jardim. Sem chocolate, sem cruzeiro, sem planos. Vinha recusando convites há semanas porque esperava estar a bordo com Dino.


Com um suspiro, voltou para dentro da casa, em meio ao silêncio. Pegou o controle remoto e ligou a tevê. Um programa com um campeonato de mulheres halterofilistas estava sendo exibido.


De repente, ela meneou a cabeça. O que estava fazendo? Não ia passar suas férias dentro de casa, vendo mulheres levantar pesos. Não. Gastaria aquele tempo aumentando sua cultu­ra. Mantendo-se longe de homens, alimentando-se de modo saudável e fazendo exercícios físicos.


Calçou os sapatos, colocou as lentes de contato e saiu de casa, a fim de comprar alguns chocolates para comer no metrô.


Depois de várias horas na National Gallery, em Trafalgar Square, seus pés doíam por causa das san­dálias de salto e tinha a cabeça repleta de pinturas óleo. Acomodando-se num sofá de couro diante da Vênus e Marte de Botticelli, gemeu de alívio por não precisar ficar em pé. No quadro, Marte estava deitado de costas, sua nudez coberta apenas por um pedaço de lençol, dormindo com expressão de prazer pós-coito. Vênus estava vestida e plenamente acordada, e parecia muito menos satisfeita que o parceiro.


Gina sorriu. Reconhecia esse sentimento. Todavia, se fosse a deusa do amor, teria saído dali tão logo Marte tivesse dormido. Tirando as sandálias, permaneceu no sofá, contemplando a sala onde alguns turistas estran­geiros conversavam em grupo.


Pelo canto dos olhos, alguém lhe chamou a atenção. Mesmo sem mover a cabeça, podia sentir a figura bem definida de um belo homem, moreno, alto e com pos­tura confiante. Outra obra de arte entre tantas ali. Virou os olhos para a esquerda, a fim de vê-lo melhor. E percebeu que não havia se enganado.


O homem usava uma calça jeans que modelava pernas longas, quadris estreitos e realçava a musculatu­ra das coxas. Vestia uma camiseta justa que moldava os ombros e o peito. Os braços musculosos eram simples­mente maravilhosos. Gina tinha um fetiche por braços másculos e sentiu até uma leve tontura. Mãos grandes seguravam um guia do museu. Aquilo não era um ho­mem; era uma escultura. Muito mais espetacular que o deus grego de Botticelli. Relutante, ela afastou o olhar dos braços adoráveis e olhou para cima. Os cabelos dele eram castanho-escuros, levemente compridos e muito bem cortados. A pele do rosto era bronzeada e recém-barbeada, a boca era larga e as sobrancelhas, escuras.


De que cor eram os olhos? Daquela distância, era im­possível definir. Gina esperou que ele acabasse de ver um dos quadros e viesse em sua direção. Talvez ele fosse para o outro lado. Venha nesta direção, rezou.


Vamos, quero ver seus olhos.


Tolinha, sussurrou uma voz em sua cabeça. Você acabou de partir o coração de um homem. Esqueça o bonitão de braços alucinantes. Atenha-se à arte.


O homem acabou de olhar para o quadro e voltou-se na direção dela.


Os olhos eram incrivelmente verdes. Floresta.


De súbito, Gina se sentiu hipnotizada. Era incapaz de afastar o olhar daquele rosto bonito, embora ele parecesse não notá-la.


Então, ele parou em frente à tela de Vênus e Marte e esboçou um sorriso malicioso. Estaria pensando o mesmo que ela sobre a relativa satisfação sexual dos dois deuses? Se não tivesse jurado se afastar dos homens por algum tempo, teria se aproximado e perguntado o significado da tela. Mas conteve-se, observando-o enquanto se afastava, deliciando-se com o corpo viril e o traseiro incrivelmente sexy.


Ele parou diante da próxima pintura, perto da porta. Virou-se e, com aqueles olhos verdes gélidos, inspecionou a sala. De repente, ele a olhou e Gina sentiu o corpo intei­ro esquentar. Mas o semblante do homem não mudou e, após um momento, virou-se de novo e saiu da sala.


Gina respirou fundo. Estava acostumada a trocar olhares com centenas de homens. Se gostava de um deles, mantinha o olhar de modo desafiante. Aquele homem fora embora. Mas não antes de fazê-la sentir-se uma adolescente inexperiente, subjugada por um de­sejo tão forte que não podia definir.


Um dos motivos pelos quais não podia se casar, pensou. Sentia-se atraída por estranhos ao acaso. Ainda bem que negara o pedido de Dino. Sentiu-se aliviada, embora ansiasse ver aquele estranho novamente.


Decidida, calçou os sapatos e foi procurá-lo.


A galeria estava tão cheia que Gina pensou que seria impossível encontrá-lo, mas, quando adentrou a próxima sala, avisou-o parado diante de uma tela imensa, com os braços cruzados e expressão pensativa. Fazia apenas dois minutos que seus olhares haviam se cruzado e ela sentiu-se desesperada. Esforçou-se para andar, em vez de correr. Parou ao lado dele e fingiu examinar a tela. Tudo que via à sua frente era uma mancha colorida, de forma indistin­ta e vaga, porque agora estava perto demais para sentir o aroma amadeirado do homem. Inalou profundamente para absorver o perfume delicioso.


Muito bem, aquilo era um pouco sobrenatural e fatídico. Gostava de homens, mas não os atacava. Estava sozinha nessas férias, mas não tão desesperada para sentir o perfume de um homem que parecia não notá-la em absoluto.


Quando ele se moveu para a próxima tela, Gina o seguiu. E, dessa vez, ficou um pouco à frente, ten­tando fazer com que ele a notasse. A desvantagem era que agora não podia vê-lo.


A mera possibilidade de o homem estar olhando-a fez com que os pêlos de sua nuca ficassem eriçados. Por um momento, Gina fechou os olhos e imaginou-o tocando-lhe os cabelos. A imagem mental a fez tremer.


Olhou para baixo e para o lado e viu os calçados masculinos. Botas fortes e surradas. Não sapatos lon­drinos. Deus, como queria que ele a notasse. Poderia se virar e perguntar-lhe algo sobre a pintura. Mas aquilo parecia algo tolo a fazer. Ademais, gostava daquela silenciosa intimidade imaginada, ambos mui­to próximos e aparentemente ignorando um ao outro. Era como um jogo de estratégia, quase uma dança. Muito mais sutil e excitante do que o flerte usual. Mas é claro, ela havia jurado ficar longe de homens. Por­tanto, aquilo não era um jogo de sedução. Era admirar a arte. Caminhou na frente dele e passou para a pintu­ra seguinte. Parou e esperou.


Menos de trinta segundos, e lá estava ele, parado a seu lado novamente.


Gina estava bem consciente de que não pusera calcinha naquela manhã. Se ele pudesse adivinhar. Ela quase gemeu.


Esqueça a dança sutil. Sutileza nunca fora seu forte. Queria falar com ele.


Gina voltou-se abruptamente no momento em que o homem fez a mesma coisa, e os dois colidiram. Ela ofegou e tropeçou, enquanto mãos viris seguraram-lhe o cotovelo para impedi-la de cair.


- Olá - murmurou ele, a voz profunda e sexy. - Você está bem?


O sotaque era visivelmente americano, o que a deixou ainda mais tonta. Gina o fitou, hipnotizada novamente pelos olhos verde-floresta. O aroma amadei­rado penetrou-lhe os sentidos. As mãos fortes aperta­ram seus braços.


 n/a: novas fics on, aguardando comentários!!!

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.