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9. Os segredos


Fic: A Magia que não se aprende


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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-Hermione, quanto tempo será que vai durar?      


-Tomara que sempre!


-Mas, será? Sabe, nós juntos, sempre, seria possível?


-Rony, ninguém pode dizer ao exato o que irá acontecer, mesmo que faz vidência, não podem nos dizer se será a vida que nós queremos ou será o que devia ser, se vamos estar vivos até amanhã, ou até mais de cem anos, podem dizer poucas coisas, mas só o que escolhemos pode nos direcionar para o caminho certo ou errado, tudo depende de nossas escolhas!


-Você às vezes me surpreende demais com o que diz!


-Rony, é demais!


-Eu? Por quê?


-Só porque é! Te amo!


-Hermione, posso te fazer uma pergunta?


-Pode sim, claro.


-Você já esteve com outra pessoa antes de mim, gostou de alguém?


-Não e não, foram duas perguntas! Rony, sendo sincera, eu nunca gostei de ninguém além de você, gostava desde o 2° ano, mas não percebera antes, achava que éramos só amigos!


-Nossa, pior que eu também não.


-E a Li...


-Foi para passar ciúmes para você, o tempo inteiro foi isso!


-Funcionou!


-Os pássaros não negavam!


-Cala a boca!


-Mas não recomendo a ninguém ser atacados por eles!


-É só nunca mais fazer nada para merecer! Fica tranqüilo, só se for muito mal eu farei algo assim novamente!


-Então que bom!- ele coloca o braço sobre seus ombros.


-Rony, você acha difícil pensar na morte como algo natural?


-Que pergunta é essa?


-Rony, tipo, você aceita a morte? Tipo assim, tudo pode acabar daqui um segundo e a morte vem a todos, o que faria se todos que amasse morressem, mas outras pessoas ainda tivessem vivas?


-Hermione, por que ficar pensando nisso?


-Por que queria saber se procuraria outro alguém para lhe fazer feliz!


-Se quer saber, mesmo que eu procurasse no mundo todo, em todos os países, nunca encontraria alguém que poderia me fazer tão feliz quanto você, acho que me mataria na expectativa de estar junto a ti!


-Nossa, mas isso nem funcionaria, quem se mata tira de si o presente mais precioso que Deus o dá, a vida, ao fazer isso não estaria mais no paraíso.


-Meu paraíso é você! Estar com você faz qualquer coisa virar o paraíso!


-Rony, assim você me deixa sem ter o que te dizer!


-Não precisa dizer nada, só olhar para você, seus olhos, já é melhor que mil palavras, eles dizem mais que seus lábios, prefiram q estes estejam ocupados para falar, ocupados em um beijo!


-Não precisa mais pedir... – ela sobe em cima dele e chapa- lhe um beijo na boca, Rony só a agarra e corresponde com entusiasmo ao beijo apaixonado.


-O que te dizem agora?- pergunta ela ao se separarem.


-Que devo continuar a te beijar!


-Acertou!- e o beija novamente.


Ficam deitados abraçados vendo o nascer do sol, deitados na grama fofa ainda molhada de orvalho. O vento batia lentamente deixando um frescor no ar, trazia o perfume das flores, levava as ultimas gotas de orvalho. O sol já nascera, estavam todos acordando, a porta já aberta e os dois deitados. Molly sai e os vê, interpreta de forma errada, vai com rispidez para perto deles:


-Acham que isso é certo?


-O quê? Mãe, que foi?


-Ainda pergunta?


-Sra. Weasley, não é o que está pensando, ficamos vendo o nascer do sol, nada de mais, não pense que fizemos coisas a mais, nada a ver, ficamos só olhando, nada mais!


-Sim, vocês ficaram deitados juntos sem fazer nada?


-Foi exatamente isso, mãe!


-Por que acordaram antes de todos então?


-Eu estava com insônia, depois o Rony desceu e me encontrou!


-Está bem, agora entrem, vamos tomar café!


Os dois se levantam, vão para a cozinha, sentam um ao lado do outro na mesa, estavam todos sentados numa grande mesa, Christhopher tinha decorado o caminho para depois já ir para casa. Tomam café, pegam suas poucas coisas e colocam no carro, deixam tudo pronto para sair.


-Hermione, se despeça de seus amigos e de seu namorado e vamos!- grita Jacqueline do carro.


-Estou indo, mãe!- ela responde, se despede de todos com um beijo no rosto, deixa Rony por ultimo, quando chaga nele o agarra pelo pescoço estando nas pontas dos pés e beija- o na boca.


-Anda, filha!


-Estou indo! Tchau, a gente se vê!- ela dá um selinho e vai para o carro.


Entra, enquanto o carro andava rumo a Oxford Hermione acenava para eles virada para a traseira do carro. Depois que somem de vista, os Weasley e Harry entram. Rony e Harry sobem ao quarto de Rony, ficam ali conversando. Jorge fica ajudando sua mãe.


Algumas horas depois Hermione e seus pais chegam a casa. Ela vai direto tomar um banho, coloca uma camisola, pois não queria colocar uma roupa para ficar em casa, fica deitada em sua cama com a televisão ligada, mas nem prestava atenção no que passava. Pensava naquele simples momento em que havia ficado junto com Rony,sozinhos, deitados vendo o sol nascer.


“Que lindo e bom momento foi aquele!” ela pensava consigo mesma. Teria outra oportunidade de um momento como aquele? Teria outra chance de viver um tempo em silencio onde o vento que os tocava falava mais que seus lábios? Estariam tão em calma e em sintonia como naquele momento estavam?


Não sabia responder a nenhuma de suas próprias perguntas.


Alguém bate na porta de seu quarto, lhe distanciando os pensamentos. Ela se levanta de um salto e vai abrir, um garoto que não lhe parecia familiar, cabelos louros escuro, olhos negros e profundos, alto, musculoso, nariz empinado, vestindo uma calça jeans e uma camiseta cavada mostrando os grandes braços. Ele a olhava com um sorriso perfeito, dentes retos e brilhantes de tão brancos.


-Quem é você?- ela pergunta intrigada.


-Kevin Lims, não se lembra de mim!?


-K... Kevin o quê?


-Kevin Lims.


-Some!


-O que foi?


-Veio fazer o quê aqui?


-Vim ver como tinha ficado essa garotinha depois desses anos.


-Já viu agora vai embora!


-Por que a pressa?


-Você mudou muito a aparência, mas duvido que possa ter mudado seu jeito de ser!


-Se é de eu gostar, isso não mudou, é verdade, mas sei que para você nunca fui nada, mas achei que poderíamos ser amigos!


-Se enganou!


-Então, se não tenho sua amizade nem seu amor... – ele entrara no quarto e ai se aproximando de Hermione que recuava até bater na parede e ser cercada por aqueles braços. Ele a olhava apaixonadamente no fundo de seus olhos a fazendo mergulhar na escuridão daqueles olhos negros.


-O que vai fazer?


-Ao menos um simples beijo, assim te deixo em paz para sempre!


-Nunca! Estou namorando, palerma!


-Então eu o pegarei sem autorização...


Ele segura o rosto de Hermione a frente do seu, fecha os olhos e se aproxima, Hermione, não conseguia se soltar, olha para os lados, mas nada, e aqueles lábios chegavam cada vez mais perto. Então tem uma idéia...


Ela pega impulso do pé no chão e dá uma joelhada em uma área critica, fazendo Kevin cair no chão de dor.


-Nem pense nisso!


-Você está forte!


-Não viu metade, se tentar me beijar novamente vai se arrepender para valer!


-Camisola sexy a sua! Se não estivesse com esse short por baixo então...


Ela o chuta novamente no mesmo lugar, ele se levanta com dificuldade e sai da casa dos Granger. Hermione se deita novamente em sua aconchegante cama tentando recuperar seus pensamentos, pensar só nos dois lá deitados...


-Maninha, posso falar com você?- Alex abre a porta e entra.


-Já me interrompeu mesmo, fala!


-Eu queria que você me apresentasse a umas bruxas gatinhas...


-Alex, cala a boca e sai do meu quarto!- ela dá uma travesseirada no irmão.


-Ok, entendi, a resposta é não.


Ele se levanta e sai. Hermione levanta brava da cama e tranca a porta.


-AGORA O PRIMEIRO QUE ENTRAR AQUI EU VOU...


Vai o quê?- diz Rony que aparatava para o quarto dela.


-Rony?


-Sim, sou eu!


-Desculpa me pegar gritando desse jeito.


-Tudo bem!


-Mas o que veio fazer aqui?


-Fiquei com saudades!


-Que lindo, Rony, não faz nem duas horas direito que nos separamos!


-Só consegui pensar nesta manhã!


-Eu também, por isso fiquei nervosa.


-Não queria se lembrar?


-Não é isso, é que eu estava pensando e vinham me interromper, me tirar daquele momento!


-Vamos dar uma volta?


-Só se você sair do meu quarto para eu poder me trocar, não sairei de camisola!


-Claro- ele destranca a porta e sai, Hermione coloca um vestido azul com mangas fofas até um palmo acima dos joelhos e uma sapatilha bege. Prende o cabelo em um coque deixando uma boa parte solta, passa um lápis de olhos e sai.


-Pronto.


-Precisava se produzir tanto?


-Não fiz tanta coisa!


-Então é sua beleza natural!


-Rony, desse jeito eu fico envergonhada!


-Não precisa, pois fica mais bonita ainda, parece uma deusa, é simplesmente perfeita, as vezes queria que fosse um lago para mergulhar em seus braços e me afogar em seus olhos e ser resgatado por seu coração!


Ele lhe acariciava o rosto com a mão direita, Hermione ficara sem falas, só olhava de seus olhos castanhos para os azuis de Rony, imaginando se aprofundar em seu olhar. Seus olhos estavam dizendo as mil palavras que sua boca não conseguia, seu sorriso desvendava o mistério de seus lábios, mas deixava uma duvida.


Rony se aproxima e a beija calorosamente, com as mãos segurando seu rosto, ela só correspondia sem movimentar nada além dos lábios. Os braços soltos ao corpo, segurada apenas pelo rosto.


Quando os lábios se separam os olhos estavam hipnotizados, se entreolhavam com sorrisos, parecia ter sumido tudo a sua volta, só existiam os dois. Mas a campainha toca, voltam ao mundo real, Hermione se equilibra em seus pés e abre a porta, para sua desgraça eram flores na frente de um homem que as entregava:


-Para a senhorita ladra de corações, me roubou de mim e quer devolução, mas eu não consigo aceitar, já que agora ele é seu!- era Kevin que aparece por trás do buquê.


-Eu disse para sumir, eu estou com o meu namorado, com licença!


-Hermione, quem é ele?


-Sou aquele que quer passar toda a vida ao lado dessa garota- mulher, que desde sempre tenta mas sempre é rejeitado sem amor! E você, quem é?


-Ronald Weasley, namorando de Hermione Granger.


-Nossa! Meus parabéns caro rapaz, eu tento conquistar esse anjo a anos e descubro que alguém a conquistou em pouco tempo, como pode?


-Não foi pouco tempo, bom, para conquistar foi pouco, mas para estarmos juntos não foi. Me apaixonei pelo Rony depois de um ano de amizade, mas éramos praticamente duas crianças, depois fomos crescendo e aquela paixão virou amor, eu o queria, mas tinha medo, desejava, mas achava que para ele não passava de amizade, então no sexto ano o ciúmes foi o que me atacou de verdade, neste ano estávamos juntos, mas ainda não namorávamos, depois no meio de um momento inoportuno eu o beijei. Depois quando estávamos na estação ele me pediu em namoro e aceitei!


-Bela história para crianças que acreditam em contos de fadas!


-O que disse?- pergunta Rony estressando- se.


-Histórias como essa só acontecem em livros, em fantasias, não existem assim como a magia, pois a única mágica verdadeira vem de dentro e não de uma varinha de cordão, como se fosse possível também existir criaturas como dragões! Se essa história é verdade eu passo a acreditar em fadas e unicórnios!


-Kevin, some da minha vida, você não é meu amigo e nem nada, só está me impedindo de ser feliz, desaparece!- ela gritava. Rony vê que uma lágrima descia do rosto dela, vendo que ele não saia, ela corre para o quarto.


-Você desaparece por que se eu te ver novamente infernizando ela você vai ver estrelas de mais perto do que nunca imaginou!


-Vou embora, mas não vou desistir!- ele sai e vai embora, Rony chuta as flores e sobe até o quarto de Hermione.


Entra e fecha à porta, ela estava deitada na cama agarrada a um urso de pelúcia rosa, com os olhos manchados da maquiagem. Ela o olha, ele se senta a seu lado, enxuga com as mãos suas lágrimas. Ela o olhava meio tristonha, fecha os olhos e abaixa a cabeça, ele ergue e a da um selinho carinhoso.


-Hermione sua maquiagem borrou tudo e seus olhos ficaram vermelhos!


-Deixa pra lá!


-Não quer mais dar uma volta comigo?


-Rony, você está curioso para saber dele?


-Sim, mas só se quiser me contar.


-Ele tenta ficar comigo desde o jardim de infância, quando eu tinha quatro anos e ele sete, tentou me beijar quando eu tinha oito anos e ele onze, e depois, nas férias do primeiro ano ele...


-Tentou algo mais!


-Isso só serviu para acabar com a minha vida! Rony, eu tenho depressão desde aquela época! Levava meus remédios a Hogwarts, quando acabava eu mandava uma carta a minha mãe, mas desde o quarto ano parei de tomar, mesmo sem o médico dizer que podia.


-Hermione, por que nunca contou a ninguém?


-Porque tinha vergonha, muitos acham que pessoas depressivas são doentes, são, mas não precisam de que sintam pena, isso só pioraria.


-Nossa, calma. Hermione, pode deixar que não conto a ninguém, mas quero que o esqueça, se ele mexer com você novamente eu cuido dele!


-Rony, só não se esqueça que ele é trouxa!


-Eu bato nele!


-Então faça um pouco de musculação!


-O que quer dizer com isso?


-Viu o tamanho dos braços dele?


-Hermione, duvida de minha capacidade?


-Não exatamente, mas de sua força vencer a dele!


-Confiança que tem em mim!- diz ironicamente.


-Em você sim, mas não podemos nos enganar, ele é bem mais forte que você!


-Malfoy era mais forte que você no terceiro ano e isso não impediu de o bater!


-Malfoy é outra história!


-Não é, Hermione, você uma garota, forte sim, mas não mais que ele, bateu nele sem problemas!


-Então quer que eu faça de você meu super herói? Tudo bem super Rony! Mas agora o que fará?


-Primeiro trabalho a ser feito é... Animar essa garota com cócegas!


-NÃO!


-Sim!- ele começa a fazer cócegas em Hermione que não se agüenta de rir.


-Ro-ny- pá-ra!- ela tentava falar.


-Paro se você for se limpar e a gente sair um pouco!


-Tá!


Ele para, Hermione pega um algodão molhado e limpa a maquiagem borrada, vai ao banheiro e lava o rosto. Estava tranqüila de novo. Rony oferece a mão, ela segura e os dois saem andando pela rua juntos.


Andando ao outro lado avistam Luna olhando encantada para o nada, não sabiam se deviam ir até ela, mas atravessam a rua e vão. Chegam perto dela, mas nem nota, olhava por trás de seus óculos estranho a uma planta seca como se fosse um peça de arte cara exposta em um museu.


-Luna?- chama Hermione.


-Oi!- diz sorrindo, coloca os óculos sobre a cabeça e olha para os dois.


-O que faz em Oxford?- pergunta Hermione.


-Vim andar, meu pai quer escrever um pouco sobre o mundo trouxa no jornal, daí eu vim para cá!


-E como andam as coisas?


-Boazinhas, os zonzóbulos estavam penteando minha casa, mas já demos um jeito neles!


-Hermione, já descobriu o que são esses zonzóbulos?- cochicha Rony em seu ouvido.


-Rony, ela os criou!- ela responde baixo.


-Bom, se me dão licença vou na padaria comer pudim!- ela sai saltitante atravessando a rua até uma padaria.


-Ela continua sendo uma louca!- diz Rony.


-E ainda ama pudim!- diz Hermione e eles riem.


-Hermione, aonde quer ir?


-Não sei.


-Vamos aquela lanchonete ali, a “Point das 24 horas”?


-Pode ser, vamos.


Eles vão a lanchonete, se sentam em uma mesa ao ar livre, de frente um ao outro, as mãos dadas sobre a mesa. Uma garçonete vestida com o vestido preto até os joelhos e avental amarelo com bolso, era o uniforme. Ela chega com uma pequena caderneta e uma caneta simples:


-O que desejam?- sua voz era rouca e grossa, mas dava um ar de respeito e não de medo.


-Primeiramente tomaremos café depois resolvemos, duas xícaras!- diz Hermione.


-Boa idéia.


-Rony, vai querer comer alguma coisa?


-Só se você quiser!


-Sei la, o que quer, não sei exatamente o que gosta!


-Pode pedir para você se quiser, estou sem fome, comi em casa.


-Espera ai! Você sem fome!? Onde foi o Rony que comia o tempo todo em Hogwarts? Que nunca parava de comer nem mesmo para estudar!?


-Ele mudou durante o ano que não fomos a Hogwarts!


-Nossa, mudou mesmo, se tornou mais especial do que já era antes, aprendeu muito, entendeu muita coisa!


-Não sou mais tão idiota quanto eu era!


-Você nunca foi idiota!


-Todos diziam que sim!


-Mas eu não achava e não acho, bom, as vezes parecia com algumas atitudes!


-Tipo... Bom, deixa isso para lá!


-Rony você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, sem brincadeira! Ronald, eu te amo muito!


-Hermione, não sei como pude ser tão estúpido no primeiro ano com você, você só queria ajudar e eu não devia ter sido daquele jeito com você!


-Fazem sete anos, Rony.


-Mas eu não devia.


-Mas já passou e você fez, é para isso que servem os erros, para aprendermos com eles, é feito exatamente tudo na linha correta para no final chegarmos ao lugar certo. Nunca são colocadas barreiras em nossa frente que não podemos ultrapassar!


-Nossa!


-Nossa o quê?


-Suas palavras...


-Aqui estão os cafés, mais alguma coisa?


-Por enquanto não, obrigada!- responde Hermione e a garçonete vai embora.


-Então, não sabia que falava coisas desse tipo- diz ao meio de um gole de café.


-Rony, eu aprendi muito com tudo, por isso se o que dizer!


-Hermione, você é demais!- ele arrasta a cadeira para o lado dela, passa o braço pelo pescoço e a beija, ela aproxima mais seu corpo ao dele e lhe acaricia os cabelos durante o beijo.


-Ronald Weasley e Hermione Granger... – ouvem uma voz dizendo, mas era um tom amigável, não o tom normal de antes, dos outros anos...


-Malfoy?- pergunta Rony ainda abraçado a Hermione, mas encarando o loiro.


-Desculpa interromper, mas queria saber se continua a duvidar de mim, Ronald!


-Precisa perguntar?


-Está muito bonita, Hermione.


-Obrigada- ela agradece, Rony solta dela e ia partir para cima de Malfoy quando ela o segura.


-Hermione vai defender ele?


-Rony, só não quero que brigue!


-Estou indo, desculpe Hermione, não queria que isso acontecesse- ele caminha pela rua de cabeça baixa.


-Rony, a noite deixa marcas, marcas de sonhos impossíveis, marcas de uma paixão, de um adeus, do beijo... Deve- se perdoar!


- Hermione, você tem provas de que ele mudou, de que está arrependido, de que devemos perdoar, de que ele não fará tudo novamente?!


-Não tenho Rony, mas...


-Então pare com isso, achei que era para ser um encontro, mas vou para casa, aqui o dinheiro para pagar. Tchau- ele joga dinheiro trouxa sobre a mesa, havia trocado no banco para sair com ela, depois vai embora e a deixa sozinha.


Hermione paga os cafés com seu dinheiro, iria devolver o de Rony e aproveitar para falar com ele, já brigavam antes, mas depois que começaram a namorar brigavam ainda mais. Vai para casa, coloca uma roupa mais simples, prende o cabelo e vai para A Toca. Chega e Molly indica que Rony subira furioso para o quarto e Harry estava com ele. Ela sobe e vai até a porta, respira fundo e entra sem bater. Rony estava apenas de toalha:


-Ronald Bilius Weasley você é um perfeito idiota sabia?!


-Eu não estou em um bom momento para você vir brigar!


-Não me interessa se está nu, só vim aqui devolver seu dinheiro!- ela joga sobre a cama.


-Era para pagar... – ela o empurra e a toalha cai.


-Cala a boca!


-Você é doida!- ele se enrola novamente.


-Se não consegue conviver com a minha opinião sobre as pessoas então não podemos ficar juntos!


-Está terminando comigo?!


-Sim, Ronald. Não sei como cheguei a pensar que você valeria a pena algum dia, você não sabe respeitar, meu amor por você me deixou cega, mas acho que consegui abrir os olhos e enxergar que você não foi feito para mim, eu mereço alguém melhor que você!


-Hermione, você está sendo idiota!


-EU ESTOU SENDO IDIOTA?! IDIOTA POR PENSAR QUE O MALFOY PODE MUDAR?! É TUDO POR ISSO, NÃO É?! VOCÊ NÃO CONSEGUE ACEITAR QUE AS PESSOAS MUDAM, QUE ELE PODE MUDAR, QUE ELE PODE ACABAR SE TORNANDO UMA PESSOA MELHOR QUE VOCÊ!


-DO QUE ESTÁ FALANDO, ABRE OS OLHOS DE VERDADE E TENTA LEMBRAR DE TUDO QUE ELE TE FEZ, ACHO QUE MACHUCOU SOMENTE VOCÊ?! EU TENTEI TE PROTEGER!


-ME PROTEGER?! COMO SE VOCÊ FOSSE ALGUM HERÓI!


-FIZ MAIS COISAS QUE VOCÊ PODIA IMAGINAR EM FAZER!


-MAS MEU CEREBRO SEMPRE ESTEVE POR TRAS DE SUAS PROEZAS!


-ENTÃO TENTA FAZER ALGO APENAS COM SEU CEREBRO SE ELE É TÃO BOM ASSIM!


-TENTA USAR SÓ A FORÇA PARA VENCER ALGUMA COISA QUE O SEU ADVERSÁRIO TE DERRUBA PELA INTELIGENCIA!


Aqueles gritos se espalhavam pela casa toda, todos estavam a porta atrás de Hermione a observar, Molly havia saído, Harry queria sair do quarto despercebido, mas como se ela estava na frente da porta?


-CHEGA OS DOIS!- ele cansa e grita, Rony e Hermione se calam. – Com licença mas vocês não estão sozinhos para discutir! Hermione, Rony está somente de toalha aqui, depois que todos saímos daqui vocês terminam de se matar! Não podem ter paz ao menos cinco minutos?!


-Harry, posso lhe falar uma coisa?- pergunta Hermione.


-Diga.


-NÃO SE META!- ela grita. Harry e os outros saem do quarto e fecham a porta ouvindo ainda alto e claro os gritos dos dois.


-... VOCÊ NÃO VALE NADA!                                                                            


-POR QUE CONTINUA AQUI ENTÃO?


-ESTOU TENTANDO ENTENDER!


-ENTÃO VÁ EMBORA!


-EU VOU E PRETENDO NÃO TER DE OLHAR PARA SUA CARA JAMAIS RONALD!- ela sai e bate a porta com força, desce as escadas com lágrimas caindo a cada degrau que descia correndo, então tropeça e cai, desce rolando o resto da longa escada. Cai no chão desmaiada, com a cabeça sangrando muito, os braços jogados ao lado de seu corpo, a boca entreaberta, o cabelo todo grudado ao rosto, descabelado.


Todos se assustam com o barulho e vão ver o que acontecera, a vêem ali caída, Rony é ultimo a chegar, agora de bermuda e sem camisa, vê as manchas de lágrimas ainda naquele rosto. Ele empurra todos desesperado até chegar até ela, tira os cabelos do rosto. Joga o braço dela sobre o ombro e a puxa ao seus braços. Aparata para perto do hospital, corre a carregando para dentro, coloca em uma maca e ela é levada para exames, ele acompanha tudo de perto, mas ela continuava desacordada.


Passadas algumas horas, era noite, Gina e Harry finalmente o encontram, ele agora sentava em uma cadeira e cochilava. Harry o cutuca e ele acorda assustado:


-Hermione?


-Rony, como ela está?- pergunta Gina.


-Não sei.


-Trouxe uma roupa para você, mamãe mandou para lhe entregar se te encontrássemos, imaginei que estaria aqui pois é hospital da cidade dela- ela entrega uma sacola com uma calça jeans e uma blusa de mangas e um casaco, o tempo realmente estava esfriando.


Rony vai ao banheiro e se troca, Gina percebera sua cara de culpa, e realmente era verdade. Rony estava se trocando e pensando naquela discussão que haviam tido, sabia que era sua culpa, ele agora realmente se considerava um idiota. Lágrimas começam a descer sobre sua face, ele lava o rosto e volta, vê o medico que atendera Hermione falando com Harry e Gina, corre até la:


-Como ela está doutor?


-A pancada pode ter afetado em alguma coisa, mas não saberemos até ela acordar, mas fora isso esta bem agiu rápido ao traze- la logo para cá!


-É que foi tudo culpa minha!- ele se senta com as mãos sobre a cara.


-Rony, não, você não podia fazer nada...


-Gina, eu poderia ter parado de discutir com ela, assim ela não iria sair correndo na escada e não cairia.


-Não se culpe, rapaz, seja confiante, logo ela acordará!- o médico dá um tapa no seu ombro sorrindo e se retira.


-Rony, você o ouviu, ela vai acordar logo!- diz Harry tentando animar o amigo.


-Para quantas pessoas ele já deve ter dito isso só hoje? Para quantas ele já disse que foi rápido ao invés de perguntar o porque de ter acontecido o que aconteceu? A quantos ele diz que não tem culpa quando na realidade tem?


-Rony ela vai ficar bem!- diz Gina.

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