Os dias passaram rapidamente conduzidos pela euforia e excitação presente em toda a AD, todos comemoravam e se esbaldavam, eles cantavam às honras do escolhido, novamente todos possuíam esperança e novamente todos podiam deixar suas magoas e tristezas de lado e lembrar os bons tempos, alguns até podiam sonhar.
Os ataques de Voldemort, inexplicavelmente, tornaram-se cada vez mais raros e os poucos que aconteciam eram rechaçados ou desmantelados, graças à dedicação voraz dos membros da AD.
Infelizmente em seguida aos dias de espera, vieram as semanas e junto delas o desanimo. Todos já haviam sido informados de que Harry talvez demorasse a se recuperar, mas o prazo estabelecido mentalmente por todos, até mesmo pelos mais pacientes, já havia sido estourado e por muito.
A dedicação declinou assim como a eficácia e para completar esse inicio de desastres o Lorde das trevas voltou a atacar e agora com força total. Os comensais não mais se limitavam a avançar contra as bases e estandartes do mundo bruxo, agora eles ousavam fazer pequenas incursões pelo mundo Trouxa, eliminando familiares de bruxos de “Sangue Ruim”.
Moody tentou de todas as maneiras controlar todos e coordená-los em defesas e batalhas, mas ninguém parecia estar empolgado em arriscar sua vida por alguém que não aparecia há semanas e que de acordo com alguns rumores estava morto.
Os únicos que continuavam rigidamente ao lado de Harry e lutavam, quase que todos os dias, eram os Weasleys, antigos membros da AD, Hermione, Gina e alguns poucos integrantes de Durmstrang e Beauxbatons trazidos por Krum e Gabrielle, ou seja, de um antigo saldo de quase oitocentos combatentes a Armada agora contava com pouco mais de oitenta, talvez nem isso.
Outra coisa que perturbava o líder Moody era o fato de Neville estar desaparecido desde a “morte” de Harry, o que já compunha algo em torno de cinco semanas.
Findada a quinta semana as pressões sobre o auror cresceram alarmantemente, ninguém ousava abandonar a AD, mas todos clamavam pela verdade em relação a Harry, perguntavam se ele estava realmente vivo, ou se ele algum dia poderia voltar ao campo de batalha, mas a verdadeira tragédia era a de que Moody não possuía nenhuma resposta para essas perguntas e quem as tinha negava-se a responder.
- Hermione eu preciso saber imediatamente o que está acontecendo com ele.
- Eu e Gina já te falamos tudo o que você pode saber.
- Mas vocês não vêem que isto está destruindo a Armada?! – O olhar cansado e sério de Moody pesava sobre os ombros de Hermione, mas a garota recusava-se a responder qualquer pergunta relacionada ao garoto.
- Então é melhor nós começarmos a torcer para que ele se recupere rapidamente. – Dizendo isso a garota se levantou e saiu.
- Por mil demônios!
Apesar de Gina ser um tanto mais emotiva quanto Hermione, nada saia de seus lábios, aparentemente ambas haviam concordado em manterem-se caladas, mesmo que isso arruinasse toda a resistência.
O medo de desertores fugirem e delatarem a localização da Armada à Voldemort enlouquecia Olho-tonto, diversas medidas foram tomadas pelo auror, mas a que se mostrou mais eficaz foi a proibição de qualquer um sair do acampamento sem prévia ordem ou autorização de qualquer um que estivesse nos postos de comando (isso incluia, Krum, Gabrielle, Rony, Hermione, Gina e, logicamente, Moody).
O descontentamento e o medo cresciam a cada dia, ninguém ousava sair do acampamento e os poucos que tentavam eram proibidos, com exceção daqueles que estavam se dirigindo para uma defesa ou resgate, os quais se tornaram raridades, deixando assim o mundo bruxo a sua própria sorte.
Ao fim da sétima semana sem Harry a pressão já estava insustentável, o acampamento havia se tornado em um grande agrupamento de pessoas tristes, revoltadas e raivosas, as quais somente continuavam nele por medo de Voldemort e, também, devido ao rigoroso controle de Moody.
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O dia estava cinzento e frio naquela manhã, Gina se encarregou de alimentar Harry e como sempre a refeição não passaria de uma sopa rala e de um revigorante, já que aquelas eram as únicas duas coisas que eles haviam conseguido fazer o corpo desacordado de Harry engolir.
O garoto continuava alojado na barraca de Moody e seu corpo mantinha a mesma aparência de quando foi trazido por Krum, com uma única diferença, ele estava seco agora. Gina depositou calmamente o prato e o pequeno frasco em uma mesinha ao lado da cama e se debruçou sobre o corpo de Harry, de forma a ajeitá-lo para que o alimento não se derramasse pelos lençóis limpos.
Duas suculentas colheradas de Sopa já haviam decido suavemente pela garganta do garoto, ela fazia a rotineira pausa entre as colheradas para limpar o pequeno fio de caldo que escorria pela bochecha de Harry e agora novamente se preparou para mais uma investida com a colher.
Seu braço se esticou mansamente e depositou o liquido na boca do rapaz e como de costume, logo em seguida, foi diretamente de encontro ao pequeno lenço, mas algo incrível aconteceu. Como se estivesse saindo da água e procurasse por ar, todo o tórax de Harry e sua cabeça se projetaram para cima e realizaram uma série de longas e profundas inspirações, o garoto ainda parecia estar envolto em sua transe, mas seu corpo realizava seus primeiros movimentos desde sua derrota.
Após um minuto das longas tentativas de respiração o corpo de Harry voltou a se deitar, Gina ainda estava em choque, ela havia derrubado a colher e o prato ao chão e mantinha-se vidrada em todos os movimentos do garoto.
Ela esperou por longos minutos, os quais pareciam horas, mas nada aconteceu. Desesperada por mais um sinal de vida ela se agarrou ao corpo de Harry e tentou erguê-lo, mas apesar da força fora do comum empenhada pela garota ele não se movia nem um centímetro, era como se ele tivesse toneladas de peso.
Após diversas tentativas a garota finalmente desistiu e repousou a cabeça sobre o peito do garoto, ela ainda não podia ouvir seu coração e sua respiração, mas ela, mais do que ninguém, sabia que ele estava vivo.
As lagrimas vieram aos seus olhos tão rápido quanto a memória das ultimas palavras trocadas entre os dois, como um pesadelo aquilo nunca acabava. Inesperadamente a garota pode ouvir um arfar dentro do peito de Harry e finalmente uma singela batida, ela tentou se atarracar mais fortemente em seu peito, mas antes que pudesse ouvir o segundo batimento seu corpo foi empurrado bruscamente de encontro à parede oposta, ela acertou a lona com as costas e graças a mágica a barraca não desabou.
Harry estava agora sentado na cama, com as mãos esfregava toda a região do peito e de sua boca saiam terríveis e desesperantes gritos de dor, ele ainda não estava plenamente consciente, tudo o que ele podia sentir era a mortal dor em seu peito. A dor era tamanha que o garoto raspava suas mãos pelo tórax em uma tentativa aflitiva de rasgar sua pele para assim poder conseguir alcançar a fonte da dor e arrancá-la.
Gina levantou-se assustada, ela não conseguia entender o que estava acontecendo e muito menos ter alguma reação, a expressão de dor no rosto de Harry havia tirado toda sua iniciativa, assim como sua fala.
Em poucos segundos a entrada do quarto e a pequena sala já estava abarrotada de bruxos com suas varinhas em mãos, eles procuravam a fonte dos terríveis gritos de sofrimentos e após notarem as tentativas aflitivas do garoto para se livrar da dor, buscavam o agressor, mas tudo que encontravam era a pobre Gina estática no extremo oposto do quarto.
Confusos, com o que estava acontecendo, os bruxos não foram capazes de tomar nenhuma atitude, mas para alivio de todos, após quase um minuto de um longo flagelo para Harry a dor cessou e ele caiu pesadamente para o lado, rolando da cama e atingindo o chão gélido com seu corpo.
Ninguém ousou se mover, eles não sabiam se deveriam ajudar o pobre garoto ou esperar por uma reação, nem mesmo Gina conseguia tomar a iniciativa e sendo assim todos esperaram. Cada respiração caracterizava um incomodo barulho para todos os outros que aguardavam, alguns continuavam com as varinhas preparadas, mas a maioria já havia abaixado a mão e observava atentamente o corpo pálido estirado ao chão.
Tentando superar a imensa massa de pessoas que lotava sua barraca, o auror Moody gritava e esbravejava pedindo que todos abrissem caminho. Apesar de ter sido um dos primeiros a ouvir os gritos ele acabou por ser um dos últimos a finalmente observar o corpo de Harry, mas foi no instante em que ele e os outros dois integrantes do “trio maravilha” colocaram os olhos no garoto que este finalmente fez seu primeiro movimento normal.
Utilizando-se de uma força que surgia em seu interior, Harry empurrou o chão com as palmas das mãos e aos poucos conseguiu levantar o corpo, a cada segundo que passava e a cada nova respiração era possível ao garoto sentir seu corpo se preencher mais profundamente e mais intensamente de uma energia desconhecia e maravilhosa, ele sentia-se aquecido e forte, seu sangue pulsava intensamente, ruborizando assim sua face, e sua mente finalmente voltava a ativa.
Calmamente o garoto se colocou de pé e pode finalmente observar todos que estavam a sua frente, a maior parte da massa era composta por faces conhecidas e amigas, mas alguns eram estranhos com um olhar descrente e mágico.
- Har... Harry – Os gloriosos olhos castanhos de Gina percorriam o corpo desnudo, a não ser pelas roupas de baixo. Um intenso calor tomou conta da garota e ela finalmente conseguiu voltar a respirar.
Como se inflamados pela fala da garota e pela visão do tão aclamado “herói”, todos começaram a gritar e dar vivas, a barraca foi invadida por uma grande festa e emoção, as quais foram devidamente conduzidas para o lado externo da barraca pelos esforços conjuntos de Jorge, Fred, Krum e Gabrielle.
Ainda desorientados pela visão de um Harry vivo e ativo, após quase dois meses, Moody, Rony e os dois guardiões mantiveram-se estáticos, mas ao contrario destes, Hermione e Gina correram em direção ao garoto e confortaram-no com abraços e algumas lagrimas de alegria.
Com uma expressão altiva e austera ele recebia os abraços enquanto com seus olhos observava os demais. Após o longo abraço dado por ambas as garotas, Harry afastou-as e mirou profundamente dentro dos olhos de cada uma, era visível que elas estavam repletas de alegria, mas só ele sabia o que se escondia dentro de cada uma, somente com aquele olhar alguém poderia trespassar todas as barreiras criadas tanto por Hermione quanto por Gina.
- É bom ver que você está novamente de pé e aparentemente pronto para outra. – Superado o abalou inicial, o vivaz Rony Weasley comprimento o antigo amigo.
- O que... O que aconteceu?
- Algo incrível... Você não morreu. – Apesar da fala óbvia de Hermione, todos entenderam seu significado. – Voldemort derrotou você, mas você é mais forte do que qualquer coisa que ele pode entender.
- Podemos dizer que você ficou algum tempo “desmaiado”. – Gina sorria, assim como Hermione, e só esperava por mais um abraço de Harry.
- Quanto tempo eu permaneci... “desmaiado”? – Ele estava confuso, mas estranhamente feliz, muito feliz.
- Dois longos meses. – Enquanto recostava-se no sofá o velho auror fez questão de responder a pergunta do garoto. – Temos que conversar sobre muitas coisas.
- Posso imaginar. – Harry coçou levemente a cabeça e olhou novamente para as duas garotas paradas a sua frente.
- Harry tem tantas coisas que eu preciso te contar, nós precisamos con... – Antes que Hermione fosse capaz de concluir sua frase o dedo de Harry tocou seus lábios, de uma forma a indicar que ela deveria ficar calada.
- Fique calma. – Ele sorriu docemente para a garota. – ainda não é o momento para nós falarmos sobre mim, o mais importante agora é falarmos sobre vocês.
Confusa com as palavras do garoto, Hermione deu leves passos para trás e juntou-se a Moody, com um leve sinal do garoto todos os outros fizeram o mesmo, com exceção de Gina que foi buscar algumas vestes para Harry.
Todos esperaram ansiosamente para que ele saísse do quarto e viesse conversar e quando o fez uma inquietude desconfortável se instalou sobre todos.
- Eu sei que tudo deve estar parecendo muito estranho para todos vocês, mas para mim também não está sendo fácil entender tudo que está se passando, principalmente por causa da vivaz lembrança dos meus “últimos momentos”, mas nós falaremos sobre isso em outra oportunidade. – Harry pigarreou levemente, aumentado a ansiedade presente em todos. – O mais importante agora é eu saber o que aconteceu após eu ter... “desmaiado”.
Em seguida um longo e detalhado relato feito por Moody entreteve o garoto. O auror narrou desde a volta de Hermione, passando por algumas menções a Voldemort e culminando com o caos que marcava a AD. Nada faltou ser dito, todos os problemas enfrentados por Moody, assim como todas as suas decisões foram relatadas, na ingênua esperança de que Harry fosse capaz de resolver tudo.
- As coisas estão indo de mal a pior, acredito que de todas as pessoas que se encontram aliadas a AD hoje, apenas umas sessenta estejam efetivamente cumprindo o seu dever e defendendo o mundo bruxo. – Rony mantinha um olhar triste e desmotivado, compondo assim toda a sua expressão cansada e desgastada.
- O pior de tudo não é isso. – Gabrielle ergueu a voz de modo a todos poderem ouvi-la. – O que mais nos aflige é o constante medo de alguém fugir e contar nosso paradeiro para Voldemort, após os boatos de você estar morto terem se intensificado, muitas pessoas demonstraram-se verdadeiros covardes.
- Voldemort está mais forte de que nunca, nas ultimas semanas ele intensificou os ataques ao mundo bruxo e até mesmo ao mundo trouxa, ele está realmente decidido em eliminar todos que se opõe a ele e o pior de tudo é que nós temos quase certeza de que ele está no comando do Ministério, através da magia Impérius. – Krum mantinha o mesmo olhar apresentado por Rony e Gabrielle, marcando um verdadeiro contraste com sua face forte e rústica.
Durante todos os momentos e todos os comentários, Harry manteve-se em silencio e prestando total atenção, ele nem mesmo mudava sua expressão, dando a entender que nada daquilo o afetava, mostrando assim uma imagem contrastante com a esperada, causando o surgimento do mesmo pensamento em todos os presentes “definitivamente ele está mudado”.
Tendo todos os comentários chegado ao fim e novamente o silencio se instaurado sobre todos, Harry finalmente pareceu estar intrigado, ele aparentava remoer pensamentos ou até mesmo planejar algo, deixando de lado a marcante característica impulsiva tão bem lembrada por todos.
- Eu preciso que todos vocês reúnam os membros da AD no local aonde ocorreu o jantar quando eu cheguei aqui.
- O que você pretende fazer? – O cenho franzido de Hermione completava sua expressão intrigada.
- Algo que eu deveria ter feito desde o primeiro dia em que me foi incumbida a missão de derrotar Voldemort.
- Harry não tome atitudes impensadas. – a expressão severa de Moody contrastou com a aparente calma do garoto.
- Vão agora. – Com um rígido aceno de Harry todos se levantaram e dirigiram-se a porta. – Rony, espere um pouco, preciso conversar com você.
A expressão no rosto de Harry era serena, ele não aparentava estar fraco ou debilitado como era de se esperar, mas havia algo nele que somente Rony fora capaz de notar, uma tristeza que acabava de ressurgir.
- Eu não sei ao certo o que aconteceu comigo durante todo este tempo em que estive desacordado, minha mente está confusa e desordenada, mas sinto como se todo esse tempo em que estive “dormindo” talvez tenha servido para algo dentro de mim entender algumas coisas.
- Eu não estou te entendendo. – Rony sentou-se pesadamente sobre o sofá enquanto tentava não se abater com a tristeza profunda demonstrada agora pelo amigo.
- Há muitas coisas que nem mesmo eu entendo. – Harry sorriu tristemente – Você sempre foi meu melhor amigo e nunca falhou para comigo, mas eu sinto que eu falhei com você.
- Eu realmente acho que esse não é o mom...
- Me perdoe. – Tímidas lagrimas escorreram pelos olhos cor de esmeralda de Harry.
Longos segundos se passaram até que Rony fosse capaz de alguma atitude, apesar de todos os sentimentos confusos que sentia para com Harry, um antigo e adormecido sentimento despertou dentro do Weasley.
Movido por este intenso sentimento Rony aproximou-se lentamente de seu amigo e abraçou-o o mais forte que pode, juntamente com o abraço uma enorme onda de felicidade preencheu o desgastado Weasley.
O abraço entre os amigos não durou mais do que cinco segundos, mas foi o suficiente para reavivar um chama que se encontrava quase morta dentro de ambos, após se separarem sentaram-se um de frente para o outro, Rony exibindo um singelo sorriso de felicidade, enquanto Harry apresentava um triste misturada com um vivaz sorriso.
- Esta guerra já fez muitas vitimas e tudo isso porque eu não percebi, ou aceitei, o que sou e o que já deveria ter feito.
- Do que você está falando?
- Eu não posso aceitar o fato de ver os meus melhores amigos morrendo e a cada dia que passa mais mortes acontecem. – Harry empurrou levemente seus cabelos para trás e olhou fixamente para Rony. – Eu pretendo partir para Hogwarts hoje mesmo, uma das ultimas Horcruxes se encontra lá e eu tenho que encontrá-la...
- Isso é loucura, Voldemort está vigiando a escola.
- ...Não posso mais adiar meu destino.
- Mesmo sabendo que isso é suicídio eu estarei ao seu lado.
- Não! Você não deve me seguir, tenho uma missão mais importante para você.
- Mais importante do que te ajudar contra Voldemort?
- Eu não sei como te explicar, mas eu tenho certeza de que Lupin e os outros estão sendo mantidos prisioneiros no esconderijo de Voldemort, eu preciso que você, Gina, Hermione, Krum, Gabrielle e todos os antigos membros da AD partam em uma missão de resgate.
- Mas você irá ficar sozinho!
- O mais importante é que todos eles estejam a salvo, eu ficarei bem, você já viu que Voldemort não consegue me matar. – Um sorriso maroto enfeitou o rosto de Harry.
- Eu irei, mas voltarei o mais rápido possível.
- Eu confio em você.
- E onde fica o esconderijo de Voldemort? – Rony franziu o cenho de modo a demonstrar que quase se esquecera de fazer esta pergunta crucial.
- Em um pequeno castelo no extremo norte do Reino Unido, próximo a Aberdeen.
- Como você sabe disso?
- Eu não sei... Quer dizer, eu simplesmente sei, acho que esse tempo deitado fez com que coisas se reavivassem dentro de mim. – Harry sorriu novamente.
- Bom, de qualquer jeito, o lugar é bem perto daqui, mas vai ser difícil nós conseguirmos voltar diretamente para Hogwarts devido a mágica de proteção e o numero gigantesco de comensais.
- Isso é ruim, mas vocês não devem aparatar próximo ao castelo, mesmo eu tendo atraído Voldemort e seu exercito para Hogwarts talvez ainda sobrem alguns seguidores no esconderijo.
- Eu acredito que você já percebeu a probabilidade de que quem for nessa missão não conseguira voltar a tempo para te ajudar na batalha.
- Já disse que o mais importante é salvar as vidas dos meus amigos.
- Concordo com você.
- Mais uma coisa, vocês devem partir meia hora após eu aparatar para Hogsmead.
- Certo. Espero que você fique bem. – Os olhos de Rony estavam cheios de lagrimas, mas ele não queria demonstrar fraqueza perante o amigo.
- Todos vão ficar bem. – Harry levantou-se e deu um ultimo abraço no amigo antes de sair.