CAPITULO 122 – ARANHAS NO TETO
-Está sentindo alguma dor? – ele soltou-a e olhou imediatamente para baixo, como se esperasse ver algo diferente.
-É claro que não! – ela gemeu e apanhou rapidamente sua mão – Sinta! Está mexendo de novo! Deus, está mexendo!
A mão de Rony espalmou sobre o alto de sua barriga, exatamente no local onde um pequeno pé chutava.
-Está sentindo também? – ela perguntou com a voz quase sumida.
Rony olhava fascinado para sua barriga, para o milagre que haviam feito juntos, e, quando ergueu os olhos, notou que ela fazia força para não chorar.
-Sim, sinto o mesmo que você.
-Não, é impossível que sinta o mesmo que eu. Tem...tem um ser humano, uma pessoa, dentro de mim, com vontade própria, com querer e necessidades. Eu...estou fazendo tudo certo, ou ele não estaria bem, não é? Está feliz aqui dentro? Será que está feliz crescendo dentro de mim?
Era uma pergunta totalmente incoerente, e Rony sabia que só havia uma resposta, tão incoerente, quando sua pergunta:
-Não há lugar mais perfeito no mundo para que ele ou ela cresça, Hermione. O ventre de sua mãe.
-Ele esta se mexendo tanto – ela limpou o rosto, onde sentia a umidade das lágrimas e riu – Será que está reclamando de todas as inconseqüências que fiz desde que o gerei?
Rony riu abraçando-a com um braço e mantendo uma das mãos sobre sua barriga redondinha.
-Deve ter muito o que reclamar, então – beijou seu rosto, emocionado como ela. – Será a criança mais amada desse mundo. A mais bem cuidada, a mais bem tratada. Será uma menina ou um menino muito...
-Menino! – ela corrigiu, surpreendendo-o – é um menino.
-É mesmo? E como pode saber? – instigou-a a falar, adorando o modo como ela falava do bebê, com tanta naturalidade e afeição.
-É claro que só pode ser um menino. Vai crescer e ser igual a você, e vai me deixar louca. É essa sua missão, Rony, me enlouquecer – havia doçura em sua voz e ele riu.
-Tem toda razão, Hermione – num movimento ágil apanhou-a no colo. – Vou te levar lá para cima, e vamos aproveitar que não temos visitas – ele ouviu seu riso, deliciado – fato raro, mas não temos visitas, e vamos começar nossa noite mais cedo. O que me diz?
-Digo que antes preciso jantar – ela riu ao ouvir seu riso alto. Riso de homem. Riso másculo.
Arrepiada enlaçou seu pescoço e deixou-se levar para cima, dócil como uma mulher que se sente protegida deve ser.
No quarto, Rony a colocou sobre a cama, levantando-se a seguir.
-Rony, fica aqui – ela pediu, sentindo o bebê se mexendo dentro de si – Ele está tão agitado! Porque será que está tão agitado?
-Porque descobriu que pode se comunicar com sua linda mamãe – ele galanteou, beijando-a levemente, e se afastando antes que ela pudesse puxá-lo de volta – Vou buscar seu jantar.
Ela deixou-o ir, encantada com os movimentos dentro de si.
Era estranho, uma realidade diferente de tudo que já vivera até ali. Havia sido filha, irmã, amiga. Mais tarde descobrira o que era dor, sofrimento, privação.
Tivera seu corpo surrado, fora vítima da dor física. E tivera também o prazer de conhece o amor carnal, as carícias de um homem, seu membro dentro de seu corpo estreito. E tudo isso, eram sensações únicas e que se perdiam dentro dela e de seu coração.
Mas sentir seu filho se mexendo dentro de si era novo e único e não havia qualquer sensação no mundo que se comparasse.
Num momento de fraqueza lembrou-se de sua mãe. Queria tanto tê-la ao seu lado, ensinando-a a ser mãe. Ouvi-la lhe explicar o que fazer com os mamilos doloridos, ou o que fazer sobre os pés inchados. Como agir com naturalidade agora que sua barriga estava a cada dia maior. Como se sentir bonita para seu marido.
Com uma súbita aflição no peito, abraçou o travesseiro, achando que era tolice chorar, mas sentia falta de sua mãe. Falta de sua irmã. Falta de ter alguém para ajudá-la. Para lhe dizer que ser mulher é a maior dádiva da vida, e gerar um filho é a suprema missão da vida de uma mulher.
Rony voltou ao quarto com uma bandeja. Colocou-a na mesa redonda, que ficava num canto do quarto e trancou a porta procurando por privacidade.
Quando olhou para a cama, notou que Hermione estava chorando.
-O que foi? – ele perguntou se juntando a ela na cama, acariciando seu rosto, e fazendo-a olhar para ele, e sair do esconderijo que era o travesseiro. – Porque está chorando?
-Minha mãe...ela não está comigo, Rony. – girando em seus braços, escondeu o rosto em seu peito, tentando não chorar mais – Eu queria tanto que ela estivesse aqui comigo. Que me dissesse como é ter um bebê.
Respeitando seus sentimentos, ele acariciou-a calmamente, para confortá-la. Beijou sua testa, quando achou que estava mais calma e disse:
-Sua mãe não está aqui, mas isso não quer dizer que esteja sozinha, Hermione. Tem a mim, tem ao conde. Tem Gina para dividir suas dúvidas de mulher, e tem a minha mãe, sua sogra, não se esqueça, para orientá-la nesse momento. E tem Juanita, que entende de crianças como ninguém. Nada pode substituir sua mãe, mas podemos ao menos tentar.
-Eu não sei se mamãe teria ficado feliz em me ver grávida – ela disse pesarosa – Acho que teria lamentado por mim.
-Sua mãe não sabia o que era felicidade, mas se estivesse viva, veria que seu neto será criado com amor e educação e que será uma menina educada, ou um menino com responsabilidades, não serão baderneiros.
-Menino! Eu já disse que será menino – ela corrigiu.
-Sim, tem razão, será um menino – se corrigiu, sorrindo enquanto a embalava em seus braços.
-E se eu morrer no parto? – sua pergunta o fez gelar.
-Não repita isso, Hermione! Não vai acontecer! – um estremecimento de medo o percorreu, mas disfarçou.
-Roxinner disse que mulheres pequenas como eu podem morrer no parto, pois meu corpo não agüenta a força que precisa ter na hora...
-Alguém precisa cortar a língua de Roxinner por dizer essas besteiras!
-Não, ela disse outras coisas muito úteis – se afastou um pouco, sentando-se e secando o rosto com as palmas das mãos, enquanto contava – me disse como acontece o parto, os detalhes. Como, por exemplo, se deve se cuidar do cordão umbilical do recém-nascido. O que ele deve comer logo que nasce, como deve ser agasalhado...ela foi muito bondosa me contando essas coisas. Além disso, está me ensinando a costurar, e Gina tem adorado as aulas!
-Só por isso a perdôo – ele disse ainda sentido por suas palavras – não quero que pense mais em morte, Hermione. Esqueça essa palavra e se for preciso esqueça sua família pelos próximos meses. Não quero vê-la chorar ou sofrer, precisa estar bem fisicamente e principalmente aqui dentro – ele colocou um dedo sobre sua testa – e aqui dentro também – o dedo tocou sobre seu peito, onde estava o coração. – Pense apenas em como é maravilhoso que tenha sobrevivido, Hermione.
-E porque é maravilhoso? – ela perguntou – Sinto tanto que tenham partido!
-Se não estivesse aqui, ele não existiria – acariciou sua barriga – Eu seria o mesmo homem sem objetivo de sempre, o conde seria o mesmo homem triste e solitário e Gina se casaria com um beberrão. Viu? Sua presença é imprescindível nas nossas vidas!
-Que azar o meu, me casar com um palhaço! – ela reclamou, rindo e concordando com ele – estar viva para tê-lo é maravilhoso, tem toda a razão – concordou, tocando sobre as mãos dele, que faziam carícias em sua barriga.
Rony não respondeu, pois a emoção de vê-la encontrar alegria na vida que tinham, era maior que sua capacidade de articulação. Por isso beijou sua testa e seguiu beijando seu rosto, até fazê-la sorrir e se inclinar para encontrar seus lábios.
-Trancou a porta? – ela sussurrou no mesmo momento em que seus dedos agarraram seus cabelos ruivos, puxando-o para si, num beijo mais fundo e forte.
-Tranquei – ele respondeu, mordendo seu lábio e afastando-se um pouco – quer alguma coisa de mim, Hermione?
-Não, a menos que você queira alguma coisa de mim – ela provocou, soltando-o com segundas intenções.
-Está com fome, Hermione? – testou o terreno.
-Estou – ela disse mordendo o lábios e lambendo a pele, onde ele estivera beijando até um segundo atrás.
-E quer jantar?
-Não – respondeu sorrindo diante do seu sorriso safado.
-Quer tirar o vestido e ficar mais confortável? – ele perguntou nada malicioso, não fossem seus olhos, que brilhavam com paixão.
-Quero – respondeu quase inocente.
-E quer que EU tire o seu vestido?
-Hum-hum.- concordou, girando na cama, até ficar de costas para ele.
-Não é mais apropriado que chame Anna para ajudá-la? Posso estragar seu adorável vestido lilás... – ele provocou soprando em sua nuca, enquanto falava perto da sua orelha.
-Não, não, prefiro que se arisque – ela disse sorrindo contra os travesseiros.
-E se eu estragar o vestido? – ele insistiu, vendo-a rir, e adorando aqueles risinhos de mulher apaixonada com os quais Hermione vinha presenteando-o nos últimos dias.
-Eu peço a Roxinner para me ajudar a concertar, afinal, ela vai entender a causa – alfinetou, sabendo que ele entenderia que era o ciúme obrigando-a a fazer isso.
-Tenho certeza que sim, afinal, sou irresistível – ele passou uma das mãos sobre o peito, enfatizando essa afirmação.
Ela olhou-o com algo sujo no olhar, como se medisse sua loucura ao provocá-la daquele modo.
-Há um grande forno em Rosie Nell. – avisou – Cabe um homem do seu tamanho, e tenho certeza que cabe uma mulher do tamanho de Roxinner!
-Que feio, Hermione, chamar sua amiga de gorda! – acusou, fingindo-se de inocente.
-Então a considera esguia? – seus olhos soltavam faíscas e estava quase desistindo da sedução, tentada a acertar-lhe a cabeça com o travesseiro.
-Considero todas as mulheres do mundo esguias, Hermione. Sou um cavalheiro e apreciador profundo da beleza feminina. Não é porque estou casado que deixarei de ver beleza nas mulheres!
-Oh, é mesmo? – ela se virou irritadíssima. Isso que podia se chamar de uma atitude capaz de quebrar qualquer clima.
-Sim! Que mal há em achar as mulheres bonitas? Algumas pessoas apreciam a natureza, outras os animais, eu aprecio a beleza feminina. Não há mulher feia. Todas são belas e não posso me fingir de cego para agradá-la!
-Ora, você! - ela não acreditou em sua cara de pau.
-O que eu disse de errado? Preferia que fosse do tipo de homem que vê defeito em todas as mulheres? Afinal, o que há de errado em um pouco de carnes? – revidou sem entender.
-Não acredito! – ela se levantou da cama, e atravessou o quarto, tudo para não responder o que havia de errado.
-Hermione, volte aqui e me diga qual o problema!
-Gosta de carnes, Sr.Weasley? Pois deveria saber que não as tenho! Nunca tive! – acusou.
-Sim, e quem disse que me importo? Aprecio as mulheres Hermione e seu corpo me enlouquece! Se fosse gordinha como Roxinner, eu apreciaria suas curvas, se fosse alta como um gigante, eu apreciaria sua estatura longa, e sendo magrinha e delicada, eu me comovo com sua fragilidade e enlouqueço com suas curvas certas e proporcionais. Quer me condenar por siso? Por me excitar pela mulher que é?
Ela bufou ao notar que ele tinha razão. Homem irritante.
-Hermione? – estendeu a mão em sua direção, pedindo que relevasse e entendesse seu lado.
-É do tipo de homem que pode se interessar por qualquer mulher – ela disse com uma ponta de revolta.
Nunca saberia qual poderia ser a concorrência.
-Por qualquer uma não, apenas por você. Hermione, estamos casados há quase oito meses e não olhei para mulher alguma além de você. Isso quer dizer alguma coisa não é? – insistiu. – Não me deixou te tocar por três meses e eu me contive, e não fui capaz de procurar outra. Olhe para mim, ao invés de ficar envergonhada da criancice que está fazendo!
Ela olhou para ele, sorrindo envergonhada, mas incapaz de conter o orgulho.
-Grande coisa, também acho vários homens atraentes – deu de ombros como se não significasse nada.
-É mesmo? Que homens? – uma veia saltou em seu pescoço e ela instigou.
-Harry é um homem muito bonito. – deu de ombros, como se não fosse nada – Seus irmãos Fred e George, e saiba, só parei para pensar neles, quando soube do seu caso com as gêmeas, me fez pensar nessa possibilidade...
-Quer que eu fique com ciúmes? – ele perguntou perdendo a calma com ela.
-Não! Por que sentiria ciúmes, se é algo tão natural?
-Certo, provou seu ponto de vista, agora venha até aqui, tire essa droga de vestido e abra suas pernas para mim, antes que eu perca a calma e grite com você!
Sentindo as pernas trêmulas e o coração acelerado, Hermione começou a acreditar que era uma mulher estranha. Gostava de ser intimada a abrir a pernas. Só poderia ser uma perversa!
-É desse modo que fala com sua mulher? Não sou uma das raparigas dos cabarés que costumava freqüentar quando solteiro! – reclamou, movendo-se no quarto e ficando de costas para que ele pudesse abrir os botões do vestido.
-Se fosse uma delas, eu não perderia meu tempo conversando e tentando entender seu ciúme – ele instigou.
-Confunde ciúmes com zelo – ela disse orgulhosa.
Rony riu chegando ao último botão e colocando abruptamente, ambas as mãos por dentro do tecido e agarrando seus seios.
-Oh – ela gemeu, surpreendida – Não aperte, eles doem.
-Onde exatamente doem? – perguntou beijando seu pescoço com suavidade.
-As pontas - ela disse tentando não corar.
-Os mamilos?
-Sim... – deixou o rosto cair para o lado, para lhe dar total acesso ao pescoço e o colo.
-Onde mais sente dor?
-Rony...
-Responda. Não quero machucá-la.
-Nos meus pés...estão sempre inchados.
Rony resmungou alguma coisa que ela não entendeu, e se moveu, tirando seu vestido. O tecido correu pelas suas pernas e se avolumou no chão, enquanto ela era carregada para a cama em seus braços.
-Quero você inteirinha – ele confidenciou, deitando-a no colchão.
-Inteirinha? – ela sorriu relaxando contra os travesseiros.
-Inteirinha. De baixo para cima e de cima para baixo – ele riu enquanto mordia sobre o seu umbigo arrancando dela uma gargalhada.
-Por baixo e por cima? – ela perguntou maliciosa rindo as gargalhadas quando ele parou de mordê-la e olhou-a surpreso.
Hermione flertando, provocando e seduzindo-o era um milagre e riu junto dela, adorando o modo como se contorcia para fugir das cócegas que lhe fazia.
Seu riso era feliz. Simplesmente feliz.
Sem conversa, sem argumentos, era apenas feliz.
Rony ficou se perguntando se talvez não fosse melhor permanecerem em Londres, visto que ela parecia desabrochar desde que viajaram. Porém, algo lhe dizia que essa mudança era interna. Vinha do tempo que curava suas feridas e vinha também da maternidade que lhe trouxera amor e generosidade ao coração.
-Quero fazer tudo com você essa noite – ele disse quando o riso se acalmou – Posso?
-Tudo o quê? – fingiu inocência, os olhos castanhos úmidos pelas lágrimas de riso, e também com a malícia que a deixava bela como um gato, que pretendia pular para a liberdade oferecida por uma janela aberta.
-Beijá-la inteirinha, só para começar – sua língua correu por sua bochecha e desceu para seu queixo – Quero prová-la com minha língua.
Hermione não respondeu se podia ou não, apenas enterrou as mãos em seus cabelos, exigindo um beijo. Já não era mais a menina assustada que permitira seu marido consumar o casamento apenas para não perder a fazenda.
Agora era uma mulher e sabia muito bem o quanto era prazeroso fazer amor. E mais que isso, sabia exatamente o que desejavam e como fazer para obter esse prazer. Tudo isso com um único homem.
Aquele ruivo medonho, que revirava suas entranhas com um simples olhar.
Ousada, ela empurrou-o e com as mãos baixou o calção íntimo, ficando totalmente nua sobre a cama, com exceção das meias que vinham até o meio das coxas. Rony olhou-a, medindo sua beleza.
Seus ombros estavam curvados, pois ela havia se apoiado sobre os cotovelos, os braços para trás. Os seios saltavam para a frente, redondos e harmoniosos, com os bicos macios, um pouco mais escuros. O rosado da pureza havia dado lugar ao corado da maternidade, assim como a barriga lisinha havia dado lugar ao arredondado ventre de cinco meses. Seu umbigo prometia saltar durante a gestação e estava começando a se sobressair.
Seus quadris estavam mais redondos, era verdade, as coxas se conservavam macias e finas, assim como suas pernas e seus braços. Infelizmente seus tornozelos estavam inchados e seus pés pareciam dolorosamente redondos.
Hermione agüentou seu olhar, deixando-o ver cada pequena mudança que acontecia em seu corpo. Seu rosto se conservava magro e fino, como antes, mas o resto....
Suspirou ruidosamente.
-É incrível o que pode fazer uma semente no corpo de uma mulher. – Rony filosofou acariciando sua coxa com uma das mãos espalmadas, subindo mais acima com muito vagar.
-A semente da vida? – ela perguntou procurando por sua carícia, deitando nos travesseiros.
-A semente do amor – ele beijou sua barriga com todo o carinho de pai que havia dentro dele.
-Hum.... –ela gemeu, fechando os olhos, esquecendo todos os sentimentos maternais e se concentrando nos sentimentos sensuais que suas carícias lhe despertavam.
-A cada dia mais linda – ele sussurrava palavras de elogio a cada beijo que subia por seu corpo.
-Rony – ela o puxou para si, olhos nos olhos – Eu quero ação – pediu – Não vou quebrar! Pare de agir como se eu fosse feita de gesso!
-Gesso? Porcelana. Hermione, sua pele é pura porcelana – ele galanteou, rindo da sua exasperação – quer ação? Será do seu jeito então!
Com um puxão, ele se colocou entre suas pernas, ainda vestido, e a cobriu, abraçando-a daquele modo íntimo, roçando-se contra ela. O toque do tecido da calça entre suas coxas a fez gemer, e rodopiar os quadris de encontro aos dele, procurando mais daquele doce afago. Uma de suas pernas se dobrou e o movimento ajudou a roçar sua intimidade contra a braguilha da calça, onde o volume de seu membro a deixava em brasas.
Hermione correu as mãos por seu peito, sobre a camisa e puxou o tecido para fora da calça, enquanto ele sustentava o peso do corpo nos braços esticados. Ela correu as mãos pelos braços, sentindo os músculos apertados e rijos, os antebraços se movendo e se contraindo.
Com os olhos injetados de paixão, rasgou os botões que prendiam a camisa e correu os dedos pelo peito amplo, sentindo os músculos de seu peitoral sob as palmas retesados, os músculos de sua barriga em suaves ondas, aquela penugem suave de pelos ruivos que desciam do umbigo em direção ao cós da calça.
Abraçou-o, as mãos correndo por suas costas, achando que se incendiariam apenas de tocá-lo.
Rony desceu o corpo para beijá-la, inebriado pelo poder de suas carícias. As mãos trêmulas de Hermione iniciariam um processo desesperado de arrancar as roupas dele, sem deixá-lo quebrar aquele beijo intoxicante.
A camisa foi fácil, a arrancou de seus ombros e pelos braços, mantendo-o preso pelo quadril. Mas a calça era mais difícil.
Tateou os botões, sem ver, pois tinha os olhos fechados, enquanto correspondia ao seu beijo molhado e saboroso. Tinha gosto de café. Rony bebera café em algum momento do dia, e o gosto estava ali, tão amargo e forte quanto o desejo que a obrigava a agir sem cautela ou coordenação.
Arfante, afastou-se do beijo, os lábios vermelhos e machucados, vociferando:
-Tire! Tire agora! – ela mandou ansiosa, esperando enquanto ele tirava a calça e o resto das roupas, sem se afastar muito, pois ela o mantinha preso contra ela.
Nu, foi pressionado contra o seu corpo macio, enquanto exigia dele, um beijo de língua, para marcar seu coração com aquele carinho delicioso.
Beijar era o céu, mas ela queria mais. Muito mais.
-Quieta – Rony mandou, segurando seus braços, para que ela não tomasse conta do ato. – Fique quieta.
Calada, Hermione engoliu a desfeita, mas se aquietou. Ao menos não o pressionava mais, embora suas unhas machucassem as coxas de Rony quando ele se ajoelhou entre suas pernas.
Correu as unhas desde os quadris até os joelhos, por entre os pelos ruivos, arrancando dele um gemido gutural, que não o impediu de seguir com seu intento.
Rony precisava sentir seu gosto, provar seu desejo e mostrar a ela o quanto a queria, mais que físico, queria ver seu prazer. Dar-lhe prazer.
Hermione se contorceu quando sua cabeça baixou sobre ela, sem aviso. Gemeu e agarrou seus cabelos quando sentiu aquela língua úmida e irrequieta mexendo com suas partes sensíveis. Diretamente sobre o clitóris, sem rodeios, lambendo o botão, e descendo mais, lambendo a fenda, onde seu sabor o intoxicou.
-Rony – ela gemia seu nome sem parar, esperando que parasse, ou a fizesse parar, pois aquilo estava indo rápido demais. – Oh, Rony...eu quero mais, não...oh, não pare! Não ouse parar!
Ele sorriu e voltou a lamber, pois ela estava confusa sobre sua própria vontade. Não podia culpá-la.
Tão saborosa, tão molhada, tão perfumada.
Se refestelando em seu sexo, mordeu gentilmente sobre o nervo e ela retesou todo o corpo, pressionando as coxas contra sua cabeça. Ele usou uma das mãos para apartá-las e a outra para abri-la expondo sua passagem rosada, seu buraco pronto para ser preenchido. Seu dedo entrou ali, e ela rebolou para facilitar, enquanto ele chupava sobre seu clitóris com bastante força.
Tinha planos de enlouquecê-la, mesmo que para isso seu desejo fosse desprezado. Sentia o lençol roçando em sua ereção e se espremeu contra o colchão querendo aliviar a dor da paixão.
-Hum...mais...eu quero você, Rony...mais... – ela agarrou o travesseiro erguendo uma das pernas. Seu pezinho pousou em suas costas, empurrando-o para longe e Rony intensificou a chupada e o dedo entrou mais rápido, sabendo que estava a beira de rachar.
-Assim...Assim...Oh, filho da mãe, não pare agora! – ela gritou desespera quando ele mudou de posição para fugir dos seus chutes nada gentis em suas costas.
Para calar seus palavrões, ele enterrou a língua bem fundo dentro dela, e chupou ali, fazendo-a esquecer o que dizia e arquejar todo o corpo, agarrada aos lençóis. Os nós dos dedos brancos enquanto apertava o lençol e o travesseiro.
Hermione viu tudo azul durante um longo momento. Como se estivesse à beira de um desmaio. Seu corpo tremulou e se contorceu, enquanto ele aumentava e diminuía o ritmo, chupando, mordendo e penetrando sem dó ou trégua. Quando achou que não seria possível ficar mais tensa, ele sugou gentilmente sobre ela, e Hermione gritou.
O fogo queimou tão quente dentro dela, que poderia ter levitado, tão leve sentia-se quando o fogo se apagou.
-Você goza muito – ele disse esfregando os dedos em sua fenda, onde corria seu gozo – Sabia disso? – lambeu os dedos untados, olhando para ela com ardor – Seu gozo corre em meus dedos.
-Não diga isso – ela corou de vergonha e de tesão, e tentou fechar as pernas, mas ele não deixou.
-Hum, eu quero estar dentro de você – ele negou, deixando suas pernas abertas e escancaradas para ele.
-Eu quero que faça aquilo antes – ela pediu quando ele subiu sobre ela.
-Hoje não – ele tentou ser honrado e ser doce com sua mulher grávida.
-Nunca mais fez aquilo. Faça agora. – ela pediu se mexendo embaixo dele.
-O bebê... – ele tentou explicar, tremendo pelo esforço de se conter.
-Hum...cale a boca Rony e faça. – ergueu as pernas bem alto, sobre suas costas.
Rony gemeu e se posicionou.
Uma espetada rápida, era o que Hermione esperava. Mas Rony foi maldoso nessa noite e a penetrou bem devagar. Estava melecada de seu gozo e seu pênis deslizou com certa facilidade para dentro do seu ânus. Gemeu, querendo ser beijada e acarinhada enquanto ele se aproveitava do seu corpo.
-Me beije - ela pediu.
-Você não gosta não é? – ele perguntou só para checar, enquanto se retirava com extremado cuidado.
-É diferente. Fica melhor... daqui a pouco – tentou explicar, fechando os olhos quando começou a sentir seus testículos batendo contra ela a cada investida – Oh, vai melhorando...vai...oh....
A princípio era o impacto. A força, a profundidade, depois vinha o calor, o desejo irracional, que não pode ser saciado dessa forma. Como uma bola incandescente, que sabe que não pode explodir.
Rony bombeou com força, saboreando aquele corpo que se oferecia. Gemia muito forte, o rosto escondido em seu pescoço, aspirando seu cheiro, o cheiro dos seus cabelos macios, que eram o berço para sua face.
Hermione agarrava suas costas, e tinha grudado os seios contra o seu peito, e pelos seus gemidos, sabia que a estava levando ao mesmo estado de excitação que se encontrava.
Agarrados daquele modo, sentia-se como se fizesse parte daquele corpo grande, musculoso e audaz. Era como se Rony fosse parte de seu próprio corpo e talvez por isso, tenha se erguido tanto, empurrando-se contra ele, e obrigando-o a ir o mais fundo possível.
Sentiu a dor e essa sensação tornou tudo tão aprazível, tão mais forte, mais real, mais picante que se viu gozando.
A sensação estourou, e Rony bombeou mais rápido, conforme ela ia se remexendo e escalando seu corpo em busca de mais.
Empalando-a com rapidez afora, ele pôs uma das mãos entre eles e grudou os dedos, rolando-os sobre o clitóris e ela gritou. Seus berros enlouquecendo-o, principalmente quando ela estremeceu e tentou bater nele, para revidar a sensação que a enlouquecia.
Inspirado, Rony soprou sobre seu rosto, querendo que ela gozasse mais uma vez.
-Não, não, não, não, não, não....não...não...NÃO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! – Seu gritinho o fez explodir na mesma hora. Hermione o empurrou, sem querer. Pois nessas horas ela ficava irracional, e ele escapou de seu orifício, gozando em suas coxas e fazendo uma grande lambança.
Ela abriu os olhos e ficou olhando para ele, enquanto ele apertava seu pênis e tentava exprimir tudo que havia dentro de si guardado.
Rony foi perdendo a velocidade aos poucos e caiu para o lado, não querendo causar-lhe desconforto com seu peso sobre a barriga redonda e macia que agora era parte do seu bonito corpo.
Hermione lambeu os lábios, e esperou um pouco, enquanto ele respirava com força, recuperando suas forças.
Ela estava saciada, completamente saciada, mas havia dentro de si algo pedindo por mais. Querendo mais.
Rony olhou para ela e os dois sorriram. Hermione se moveu primeiro, tendo recuperando um pouco do ar que lhe faltava; afinal, ele quem realizara a maior parte dos movimentos e deveria estar exausto.
Carinhosa usou a camisa que ainda estava em um canto da cama, para limpá-lo. Segurou o pênis quase flácido e limpou todos os vestígios do ato, pois achava mais higiênico assim. Rony não disse nada, mas sabia o que ela fazia e respondia ao carinho e cuidado, crescendo em suas mãos.
Com um sorriso misterioso ela se moveu para longe dele, e se sentou perto dos travesseiros. Ficou de costas para ele, e segurou-se no dossel da cama.
Era um convite que homem algum recusaria e Rony entendeu seu chamado. Não precisaram falar nada, ele agarrou sua cintura e usando uma das mãos guiou a ereção inchada até achar o lugar e entrar profundamente.
Hermione reclamou, choramingou, mas ele não parou. Inchado, seguiu penetrando aquele lugar só seu, causando nela uma série de reações. Esquecido de suas reclamações anteriores, agarrou seus seios, amassando em suas mãos e ouvindo-a gemer de dor e prazer.
Bombeou em seu sexo com força e rapidez. Era molhada, era escorregadia e quanto mais gemia mais prazer ele sentia. Jogando o corpo para trás, Rony enfiou-se até o fundo, penetrando-a dezenas de vezes com muita força.
Ela soluçava e se contorcia, até que Rony segurou seus quadris e impediu-a de se mover. Hermione agarrou mais forte o dossel da cama, e gritou, puxando ar com força, sendo partida em duas.
Era isso que queria. Era disso que precisava. Não pare, pensou, mas não conseguiu falar, a cabeça abaixada entre os baços, a face suada, os cabelos desgrenhados cobrindo os seios e as costas.
“Não pare”.
Sua boca estava aberta, procurado ar, procurando as palavras para se expressar, mas seu cérebro estava em branco, atento apenas aquela rocha que a partia e partia e partia sem piedade.
Ele cursou-se sobre ela, e Hermione finalmente conseguiu gritar, a cabeça tocando naquele pondo escondido bem dentro dela e o contato externo em seu clitóris quebrando-a em mil pedacinhos.
Fascinada, envolvida e completamente zonza, soltou as mãos e escorregou nos travesseiros.
Rony seguiu segurando seu quadril alto, apesar dela ter se curvado para a cama e seguiu bombeando, construindo nela mais e mais prazer.
Com gás renovado, sentiu-a gozar em seu pênis, e explodiu um minuto depois, contra seu corpo frouxo e exausto.
Saiu daquele recanto com cuidado, girando-a na cama, para ver seu rosto. Antes de olhar para cima, olhou para baixo e passou os dedos delicadamente sobre sua fenda, que estava avermelhada e pingando.
Pobrezinha de Hermione, pensou caridoso, com um sorriso preguiçoso na face. Ela olhou para ele por entre os cabelos, o ar de displicência e cansaço e sorriu com a mesma malícia que ele.
-Estou com fome – ela disse depois de alguns minutos recuperando o fôlego.
-O jantar esfriou. Quer quê esquente? – ele ofereceu saindo da cama completamente nu e apanhando a bandeja. Quando se virou para ouvir sua resposta sorriu.
Hermione havia apagado.
Adormecera nua, descoberta e se estivesse consciente iria querer ter fechado as pernas e conservado alguma discrição.
Desistindo do jantar, se juntou a ela na cama, e apagou as luzes.
Cobriu os dois e ela se aninhou na curva do seu pescoço, esparramada sobre seu corpo.
Se esse não era o paraíso, ele não sabia o que era bom na vida.
Autora: amei esse capitulo. Tem tantas coisas que eu queria falar sobre essa fic. Tricotar, sabe? Mas não sobra tempo. Quando não estou escrevendo, estou lendo para ver se não ficou nada solto no ar.
Especialmente hoje, o capitulo foi betado pela Disomers. Estou chique não estou? Valeu mesmo Disomers. Ficou maravilhoso! Amei a surpresa e adorei poder postar. Como estou postando quase três da manhã, acho que fica valendo para manhã. Heheheheh....
Recadinhos muito importantes:
Bruna, estou preparando ‘o’ email.
Mi, você ainda é a beta oficial, viu? Heheheheh....
Beijos meninas!