CAPITULO 121 – A GRANDE PRESENÇA ENTRE NÓS
A quinta feira amanheceu nebulosa. Um prelúdio que o outono abandonava Londres e o inverno se aproximava. Hermione fez um gesto para que Anna andasse mais rápida, enquanto agradecia mentalmente a insistência dela, para que vestisse o casaco de veludo vermelho, com gola redonda e punhos com babados de rendas, sobre o vestido cor de pêssego.
Estava quentinho, e Hermione apressou Anna mais uma vez. A uma pouca distancia Adolph as acompanhava, carregando suas sacolas. O gigante que antes promovia curiosidade e medo, agora, era motivo de cochichos por ser serviçal da filha do conde. Muitos nobres desejariam tê-lo como agregado.
Indiferente aos cochichos, Hermione entrou no prédio pela porta dos fundos, e como de costume, Adolph esperou na rua.
-Achamos que não viria! – Roxanne foi a primeira a se aproximar quando Hermione entrou.
-Tive que esperar meu pai sair. Rony saiu cedo, mas meu pai apareceu para ver como eu estava passando – contou, tirando o casaco, pois ali dentro estava quente e agradável. – Onde ela está?
-Está num dos quartos. A pobrezinha está muito assustada!
Hermione concordou e subiu pelas escadas em direção ao segundo pavimento do prédio. O Rosie Nell era um antigo prédio que fora reformado, e tinha seu primeiro andar usado como salas de aulas, enquanto o segundo abrigava mulheres desafortunadas.
Era terça feita, e não havia reuniões, o que para Hermione era melhor. Afinal, dizer a Rony que sairia às oito da noite, numa quinta feita, e não alegar seu paradeiro seria dar-lhe uma confissão de culpa!
Sua participação no Rosie Nell era discreta e se dava nos dias não oficiais, como agora, sendo duas da tarde.
Há duas semanas, quando se encontrara com Roxanne, não imaginava como iria gostar de seu trabalho voluntário. Muito menos suporia como seu casamento poderia ser agradável e harmonioso se controlasse seu gênio e relevasse algumas coisas.
Não contara a Rony que sabia de sua mentira sobre o duelo, e assim, a paz se mantinha. Suspirou lembrando-se das noites de amor, dos banhos demorados, permeados de carícias... Das conversas sobre o futuro, sobre o bebê.
Hermione bateu gentilmente na porta, no fim do corredor. Anna insistiu na batida quando não foram atendidas. Uma senhora de mais de oitenta anos abriu a porta, reclamando que a essa altura da vida, seus ouvidos lhe pregavam peças. Rindo, as duas entraram e fecharam a porta.
-Há quanto tempo ela chegou? – Hermione perguntou a Rosa, uma das ajudantes de Roxanne que cuidava da mulher.
-Hoje pela manhã. Foi uma sorte encontrá-la – Rosa explicou, enxugando os cabelos negros da jovem, enquanto ela se encolhia na cama – infelizmente, tivemos que trazer “ele’ junto – ela apontou desgostosa para o cachorrinho molhado que tremia perto da lareira acessa.
-Eu me lembro dele – Hermione sorriu, se aproximando e apanhando o cãozinho nos braços.
-Senhora, ele vai molhar seu vestido – Anna lamentou, querendo achar um modo de livrá-la do cão.
-É só um vestido - Hermione avisou – Se lembra de mim? – perguntou para a mulher que estava sentada na cama.
-Perdi minha casa – ela disse a beira das lágrimas – agora não poderei mais voltar.
-Aquela não era sua casa. Ficará aqui até podermos descobrir quem você é, e de onde vem! – Hermione avisou-a.
Desde que se juntara ao Rosie Nell, tinha se dedicado a encontrar a mulher que conhecera naquele beco.
-Encontramos isso escondido no forro velho do vestido que ela usava – Rosa estendeu a ela um pequeno papel.
Hermione não conseguia ler as palavras, mas reconheceu o símbolo que enfeitava o papel de fina qualidade. Era o brasão do Conde de Valença.
-Algum problema, Sra.Hermione? – Anna ficou preocupada.
-Não, nenhum – ela desconversou. – Ela me disse que vinha de longe – disse pensativa, pois não reconhecia o endereço no verso do bilhete, mas a palavra França era legível. – Você vem da França?
-A minha Jô – ela estendeu os braços para pegar sua cachorrinha, e Hermione estendeu o animalzinho para ela.
-Rosa, Sra.Winters podem, por favor, nos esperar lá embaixo?
-Tem certeza, Sra.Wesley? – Rosa perguntou olhando para as duas com aflição.
Ela concordou, e quando ficaram sozinhas, notou que a mulher olhava fixamente para Anna.
-Essa é Anna. Ela cuida de mim – explicou sentando-se perto dela, que para seu alívio não se afastou – Assim como você cuida da sua cachorrinha.
A mulher estava vestindo um vestido simples, mas limpo. As voluntárias do Rosie Nell costuravam vestidos com doações de tecidos, para ajudar os mais carentes. Com os cabelos molhados, mechas negras que desciam até sua cintura, os olhos vilotas se destacavam em sua palidez.
-Sabe que lugar é esse?
Ela maneou a cabeça.
-É um lugar onde boas mulheres se unem para ajudar aquelas que estão sós no mundo. Daremos-lhe um nome, e se não pudermos lhe dar seu passado de volta, ao menos lhe daremos um futuro. Não posso ficar aqui muito tempo, mas todas nós cuidaremos de você.Precisa me prometer que não terá medo. – Hermione fez carinhos na cachorrinha, esperando que ela pudesse sentir-se próxima dela. Assim como sua dona.
-Jô gosta de você – ela disse simplesmente.
-E eu gosto da Jô – sentiu um aperto no peito, ouvindo-a tão frágil e perdida em seu mundo próprio. – Me diga como gostaria de ser chamada?
-Eu não sei meu nome – ela disse olhando para as mãos de Hermione.
-Você gosta? – perguntou mostrando sua aliança para ela – Sou casada.
-Eu ia me casar. – ela disse convicta – Não sei com quem, mas ia ser uma viagem de sonhos.
-Eu sei, me disse isso quando nos conhecemos. Pode se lembrar de quantos anos tem?
-Não. Mas eu me lembro de ouvir alguém me chamar de Elly. – disse confusa – não sei... Faz tanto tempo...
-Sabe onde conseguiu essa marca? – Hermione perguntou, estendendo o braço e tocando em sua testa, onde havia uma pequena cicatriz, oculta pelos cabelos. Era uma marca feia. Talvez um golpe, ou ferimento que lhe roubara os sentidos e a razão.
-Não. – disse apreensiva.
-Tudo bem, isso agora é o de menos. Precisa aprender a ser útil, Elly. Vou chamá-la assim. Precisa ajudar essas boas mulheres, pois assim, poderá continuar aqui e continuaremos a nos ver. Espero conseguir descobrir quem você é. Está bem?
-Sim.
Hermione sorriu e acariciou a cachorrinha mais uma vez antes de se despedir e sair do quarto.
-A senhora não deveria vir escondida do seu marido – Anna lembrou-a – Ele pode não gostar!
-Vamos embora em um mês. Ele não vai saber, a menos que você conte! – lembrou-a.
-Senhora! Prefiro cair morta a seus pés, a deixar uma palavra sequer escorregar por minha língua! - ela disse dramática.
-Pois eu prefiro que faça fofocas a cair morta aos meus pés, Anna! – provocou-a – Venha, me ajude a descer, morro de medo de tropeçar e cair.
-Sim, senhora.
Hermione não sabia de onde saíra esse excesso de frescura, mas desde que sua barriga despontara, ela vinha tendo medo de descer muitos degraus, escorregar e cair. Dava graças por ter Adolph para ajudá-la a subir na carruagem e descer, pois nas mãos dele não corria o menos risco de escorregar. E pobrezinho de Duran, fazia dele seu acompanhante onde quer que fosse.
Chegando em uma das salas destinadas as aulas de inglês e literatura, ela sentou-se numa das cadeiras, bem no fundo , acompanhando as aulas.
Gostava de aprender mais. Colocou uma das mãos sobre o ventre, que estava a cada dia mais dilatado, provando que a teoria de Juanita estava certa, e que agora, com cinco meses completos, ela finalmente engordaria, e prestou atenção a cada palavra dita por Roxinne.
Hermione passou toda à tarde na companhia daquelas mulheres, que como ela, já haviam sofrido muito na vida, e nem todas tinham sua sorte.
Era tarde, quando ao perceber a hora, as duas se apressaram a vestir seus casacos e voltarem para casa.
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Rony fingiu muito interesse no jornal que lia, quando ouviu a porta abrir. Fingiu não saber de onde Hermione vinha.
Com Adolph do seu lado, sabia de cada passo dado pelo seu passarinho, e estava tranqüilo com sua segurança, pois o homem era uma muralha.
Só não a confrontava com essa história, para não abalar a paz que havia entre eles. Suas noites eram tão doces e açucaradas, assim como a cozinha que agora vivia cheia de doces e bolos.
Era agradado, como todo marido sonhava ser. Além disso, escondia dela a verdade sobre a mentira do duelo, e tinha que se cuidar. O conde não contara, por concordar que a paz era muito importante nesse momento, e a cada dia vinha à casa de sua filha, acompanhar o crescimento de sua barriga.
Sabia inclusive, que seu zelo era tanto, que vinha tirando as medidas de sua barriguinha todos os dias, e anotando, para não perder nada sobre o crescimento do neto.
Anna entrou seguida de Hermione, e ele observou as duas mulheres conversando, enquanto Anna ajudava a tirar seu casaco e livrar-se das luvas.
Às vezes ele se perguntava se aquela criatura sorridente e carinhosa era mesmo Hermione.
-Chegou cedo! – ela disse, parando o que fazia, surpresa ao vê-lo despojadamente sentado no sofá.
-Agradeça ao seu pai. Ele exigiu minha presença em seu escritório, para confiscar suas contas pessoais. Isso me rendeu uma tonelada de trabalho e problemas, mas ao menos pude trazer o material a ser analisando para casa.
-Talvez possa ajudá-lo! – se ofereceu.
-É claro que pode. Sente-se ao meu lado, Hermione – ele sorriu para ela, e Anna quase correu para a cozinha, corada.
-Anna tem uma quedinha por você – ela disse sorrindo – Sabia disso?
-Sim, ela cora e foge toda vez que nos vê juntos. – ele também riu.
-Sim, mas nada se comprara a paixonite que sente por Duran. E ele por ela. Estou ficando preocupada, estão sempre juntos, e parecem tão mais íntimos... Outro dia quase os apanhei se beijando, tenho certeza disso! Disfarçaram, mas eu conheço aquele olhar!
-Que olhar? – ele perguntou falsamente curioso.
-O olhar que um homem tem, após beijar uma mulher.
-E como é esse olhar? – Rony estava cada vez mais perto, e ela fingiu não notar.
-Um olhar de vitória. Olhar de predador após abocanhar sua presa!
-Quanto romantismo! Mas tem sua razão – ele concordou, acariciando seu braço, coberto pela manga do vestido. – Onde estavam? Passeando no mercado?
-Sim - ela afastou o olhar, mentindo para ele. Estava se tornando difícil mentir para Rony, e ela se perguntava por quê.
-Foi um bom passeio? Encontrou tudo que procurava?
Ela o olhou como se temesse alguma coisa. Rony lhe sorriu para que Hermione não notasse que a provocava.
-Comprei tecidos e linhas para costurar o enxoval do bebê – ela disse olhando para suas mãos, e não querendo encará-lo.
-Pode comprar tudo pronto Hermione, tenho como pagar – sentiu-se ofendido.
-Sim, eu sei. Mas assim me ocupo e ajudo Gina há ocupar seu tempo também. Além disso, estamos aprendendo como costurar, e isso é maravilhoso! – sorriu radiante.
-E onde estão aprendendo isso? – instigou.
-Anna... Ela está nos ensinando – gaguejou.
-Mesmo? Que bom. – deixou esse assunto de lado, curvando-se para beijar seu pescoço – O juiz Diggory enviou um oficial para entregar os documentos oficiais para o pai de Suzan. Em duas semanas ele deve estar de volta, com a comprovação do arquivamento desse caso, e a garantia legal da minha total isenção de responsabilidade frente as acusações sofridas.
-Em duas semanas? – Hermione o empurrou nada gentil.
-O que foi?
-Vamos embora em duas semanas? Em apenas duas semanas?
Pelo horror em sua voz, Rony previu que teria uma grande surpresa.
-Hermione, não queria vir para Londres. O que está acontecendo com você?
-Nós íamos nos casar. Lembra-se? Na Igreja! – reclamou.
-Faremos isso quando voltarmos. Acredito que o conde nos acompanhará, pois ele mencionou algo sobre querer ver o neto nascer. – esperava que isso a acalmasse e ascendesse sua vontade de voltar.
-Mas e Gina? – ela perguntou olhando para ele com aflição – Ela não gosta de Londres, precisa de mais tempo para se adaptar! E Anna, o estudo de Duran, ele está indo tão bem na escola!? Como fica essa casa, está toda arrumada ao nosso gosto, e o baile que meu pai disse que daria? Não posso deixar Londres depois da má impressão que você mesmo disse que eu causei! – não pode contar, mas queria ficar mais tempo participando do Rosie Nell.
-Um baile pode ser organizado em menos de duas semanas. Quanto a Duran, acredito que o menino prefira voltar para a família, e continuar seus estudos em casa. Anna é uma boa empregada, conseguira uma boa colocação, não se preocupe com ela. Adolph irá conosco, pois é forte como um touro, e vai ser muito útil na fazenda.
-Mas... Mas e...?
-Tem mais alguma razão para não querer ir embora agora? – ele instigou.
Hermione olhou para ele com olhos que pedem algo.
-Eu nunca quis um marido. – ela lembrou-o – não gosto de dar satisfações.
-Não sou apenas seu marido, Hermione. Sou seu melhor amigo também – ele garantiu.
-Mesmo? Então porque não podemos ser sinceros um com o outro? – ela perguntou levantando-se e andando pela sala.
-Somos sinceros um com o outro – ele seguiu-a, segurando seus ombros e a abraçando por trás – Eu pelo menos, não lhe tenho segredos!
-É mesmo? – havia ironia em sua voz – E o falso duelo? Não foi uma mentira?
As mãos de Rony ficaram rijas em volta de seus ombros.
-Não ouse insultar minha inteligência dizendo que não sabe do que estou falando – fez questão de alertá-lo.
-Eu pretendia contar. – foi sua débil resposta. Não imaginava ser pego, por isso não tinha nenhuma explicação coerente no momento.
-É claro que pretendia – ela virou-se para ele e sorriu – Já sei disso há muito tempo, e sei também que os boatos a meu respeito não existem.
-Se sabe disso, porque não me cobrou uma justificativa? – olhou em seus olhos a procura de rancor, mas encontrou apenas um nuance de diversão.
-Bem, eu não poderia me vingar de modo mais apropriado do que o seqüestrando e dopando-o, poderia? Depois das últimas brigas eu pretendia ficar o mais calma possível, por isso, relevei seu ato de total cafajestismo em relação a mim.
-É mesmo? Tem razão em sentir-se vingada - ele olhou para a mão, onde o dedo havia se recuperado, depois de vários dias de dor e limitação – E tem mais razão ainda em não querer brigar. Pois essa também é a razão para que eu finja não saber que se encontra com Roxinne Lamber no Rosie Nell. Todas as terças feiras, para não levantar suspeitas. E que ainda por cima, na maior parte das vezes, leva Gina com você.
-Eu... Como soube? – ela estava pálida de surpresa. – Adolph! Grande fofoqueiro! – disse zangada.
-Desde que me conformei que Anna pode manipular os hormônios adolescentes de Duran, tive que arrumar outro ajudante. – disse com naturalidade – Então? O que me diz? Estamos tendo uma conversa de amigos? Amigos e confidentes?
-Acho que se fossemos amigos de verdade, poderia pedir sua ajuda em uma tarefa muito difícil e complicada, e que tenho certeza que um marido me diria para esquecer. – usou seu melhor tom sedutor, que, aliás, descobrira possuir e usou contra Rony.
-E que tarefa seria essa? – perguntou afagando seu rosto com adoração e uma expressão que deixava clara sua vontade de beijá-la.
-Descobrir por que um envelope com o brasão do Conde de Valença, endereçado para a França, estava nas roupas de uma pobre mulher desmemoriada que vivia na rua. – ela tirou o papel da bolsa que estava sobre o sofá e entregou a ele, que olhou com curiosidade – É uma mulher muito culta. Pode se notar pelo modo que fala e se porta. Mas não sabe quem é. Vive nas ruas há oito anos, dependendo da caridade de estranhos. Sinto muita pena dela, e uma vontade incontrolável de ajudá-la!
-Porque não fala com seu pai? Ele deve saber do que se trata. – sugeriu.
-Não poderia falar com ele, sem contar-lhe das minhas mentiras, e causar...
-Brigas? – ele sorriu languido, piscando para ela sedutor.
-Isso – ela sorriu de volta – Além disso, sei que pode conversar com meu pai de modo mais satisfatório do que eu. Meu pai teria receio de me chocar, caso haja alguma informação constrangedora envolvendo essa mulher.
-Acha que se trata de uma amante do conde? – franziu a testa.
-Não sei. Ela lembra-se apenas de ter vindo de longe, eu supus que viesse da Franca, para se casar. Talvez esteja confundindo casamento com outro envolvimento qualquer. Além disso, é uma mulher jovem, deve ter uns trinta anos, e é lindíssima.
-Isso fica comigo – ele dobrou o papel e colocou no bolso. – não quero que se preocupe com isso. Falarei com o conde. Agora me responda, acha mesmo que essa não é uma conversa de amigos? Que a confiança que dividimos não vai além do matrimonio?
-Acho que é uma conversa de amantes, e não amigos. Por que se fosse apenas meu amigo, eu não poderia convidá-lo para me ajudar a tirar o vestido e esfregar minhas costas quando estiver no banho – disse maliciosa, querendo ter a última palavra.
-É bom mesmo não ser apenas seu amigo, ou teria que contar que vi um dos seus bolos na vitrine da doçaria de Roxinne. – ele confidenciou.
-Eu posso ter dado a ela a receita – disse movendo os dedos agilmente, para soltar o nó de sua gravata.
-Deus! Hermione, nunca deixe de ser carinhosa comigo, está bem? – ele a puxou para um abraço de urso, envolvendo-a da cabeça aos pés com seu corpo – Esses últimos dias tem sido o paraíso em vida. Nossa vida pode ser sempre assim. Sabe disso não sabe? Sempre felizes. Basta sermos sinceros e pacientes um com o outro.
-Está feliz, Rony? – ela suspirou fraca, sem ossos pela emoção.
-Como se pudesse explodir de felicidade a qualquer momento – ele garantiu, segurando seu rosto entre os dedos e fitando seus olhos com profundidade – E você? Está feliz Hermione?
Ela soluçou baixinho, os olhos vítreos.
-O que foi? – ele perguntou preocupado.
-O bebê mexeu – sua voz soou como um murmúrio.
Beta: Ai que coisa mais fofa!!! Lindos!!!