N/A: Pessoal, voltei!! Ouço gritos dizendo: “Aleluiaaa” rsrs.
Enfim, sinto-me envergonhada pelo ocorrido, mas realmente minha vida tumultuou totalmente. Prometo fazer o possível para terminá-la já que só faltam +/- dois caps ou três.
Por hoje só vou postar um e vou tentar postar outro na semana que vem talvez,ok?
Beijos e mais uma vez me perdoem!
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Capítulo XVI – A viagem :: parte 1 ::
Paz e tranqüilidade era tudo o que Lily Evans queria e por milagre estava conseguindo. Numa cidade como Londres era quase impossível um minuto de sossego, principalmente quando se tem dois amigos como Sirius e Marlene.
Olhando o relógio, percebeu que só fazia meia hora que estava lá, escondida na cafeteria sob o prédio onde morava. Havia desligado o celular e dito a James que ia as compras de forma que, assim, não poderia ser encontrada.
Sirius a estava levando a loucura. Ligava de 30 em 30 minutos para saber se tinha as malas prontas para a viagem de formatura e mesmo a ruiva ameaçando não ir mais caso ele não parasse, não desistiu. Marlene também não ficava de fora. Estava enchendo seus ouvidos de que ela precisava marcar um “dia de princesa” no salão, e Lily, claro, negou. Oras! Quem iria se formar era James e não ela.
Definitivamente, o dia para ela não estava bom.
E James? Bom, James não estava incomodando, mas ela precisava desse momento só dela. Faltava apenas um dia para o baile e mesmo por fora ser uma mulher adulta e controlada, por dentro estava parecendo um ratinho assustado. Tinha medo. Medo? Não, as palavras mais apropriadas seriam vergonha e frustração. Vergonha porque não se sentia a altura de James para ser seu par. Ele, em breve, será um médico de nome. Estava criando uma carreira de sucesso e com certeza conseguiria uma efetivação no Hospital Central. E provavelmente todos seus colegas e amigos eram do mesmo estilo, ou seja, gente importante. E ela? Uma simples jornalista que redige textos e matérias que passam despercebidos por muitos. Simplesmente não teria conversa, não saberia o que dizer.
E sentia também frustrada... bem, sentia frustrada porque James não a beijara mais desde o dia que levaram seus pais ao aeroporto. Sim, era difícil admitir para si mesma, mas sentia falta dele. Ficara viciada em seus beijos.
Ainda pensando no assunto e bebericando seu café, viu duas silhuetas se aproximando de sua mesa.
- Oh não... – gemeu ao reconhecer que eram seus dois melhores amigos.
- Fazendo compras, né? – Sirius disse irônico, sentando-se.
- E por que desligou o cel? – perguntou Lene, também sentando.
- Primeiro, como sabem das compras? Segundo, a bateria acabou. – mentiu.
- James nos disse quando ligamos.
- O que não engolimos, claro. Como estava na casa de Sirius, decidimos passar por aqui.
- Sei, mas ia depois de tomar um café. – não era totalmente mentira, pois pensara na possibilidade. – Então, o que querem? – perguntou, desanimada.
- Na verdade, te convencer.
- Me convencer? Pode parando, Lene. Vá atrás do James. É ele quem vai se formar, não eu. – não queria ter sido tão grossa com a amiga, mas não teve outra opção. Seus nervos estavam a flor da pele.
- Mas Lily...
- Mas nada. Está decidido. Eu vou ao salão apenas para fazer as unhas e o cabelo. SÓ. – vendo a expressão de Sirius,acrescentou – Six, minha mala já está pronta e já tirei uma semana de folga a começar por hoje.
- Ótimo. – disse Sirius, satisfeito.
Lene estava desgostosa, mas Lily fingiu não perceber. Estava cansada de discutir e a última palavra seria sua.
- Bom, crianças, preciso ir. Quero chegar em casa antes do jantar.
- Ainda cozinhando pro James?
- Eu não cozinho para o James, Lene. Cozinho para nós dois. Além do mais, dividimos as tarefas e não me importo de cozinhar. Fui!
- Ela ‘tá estranha.- disse Sirius depois que ela saiu.
- Também percebi...
- Esquenta não, amanhã ela melhora. A propósito, Lene, consegui marcar nosso vôo para antes do deles.
- Hum, que bom. Amanhã temos que dizer que o vôo deles estava lotado por isso iremos em outro.
- OK. Assim teremos tempo de prepararmos tudo no chalé.
- Quanto tempo teremos?
- Em torno de meia hora. Nosso vôo sai às 23:30 e o deles a meia-noite.
- É pouco, teremos que correr.
- Fica tranqüila, dá tempo.
***
Quando Lily voltou para casa, já se passavam das 18:00h e morria de fome. Havia feito compras, nada demais, apenas algumas roupas e sapatos que achara interessante, e depois ficou andando por aí, pensando e observando as pessoas. Várias coisas passaram por sua cabeça, mas não chegara a nenhuma conclusão. A única coisa que sabia era que amava James como no primeiro dia e tinha medo de perdê-lo. Não que o tivesse realmente, mas imaginava que agora que ele ia se formar, talvez se mudasse. E se ele saísse do apartamento, ela teria que sair também, já que não teria dinheiro para pagar o aluguel inteiro. Teria que começar a procurar um novo lugar para morar e que fosse barato. Oh, droga, quem se importava com o lugar para morar quando seu maior medo era nunca mais ver James?
Jogou suas coisas sobre a cama e preparou um sanduíche leve, indo se sentar na varanda. James havia deixado um bilhete na geladeira avisando que tivera uma emergência e não tinha hora para voltar.
Acomodou-se em sua cadeira preferida e, observando a neve, lembrou-se que estavam perto do Natal. Precisava comprar uma árvore, anotou mentalmente, mas junto com a alegria do Natal (era sua época preferida) subitamente uma tristeza a invadiu: teria que passar esse ano soziha. Não poderia comemorar com o Chris, já que era recém-casado. Também não poderia ir à Irlanda ver seus pais, pois pensavam que James e ela eram noivos. E James... bem, ele provavelmente iria ver seus pais. Suspirou resignada, encolhendo-se no casaco. Depois de um tempo morando com o moreno, sentia que tudo voltava a ser o que era antes: sozinha. E não podia evitar de se sentir assim.
- Se não vai comer esse sanduíche, eu mesmo o comerei. Estou faminto!
- Nem pensar! Esse é meu! – Lily respondeu sorridente, disfarçando o susto.
- Então, o que faz aqui sozinha? Por que não vamos para a cozinha?
- Você só quer que eu vá, para lhe preparar um sanduíche. – rebateu.
- Oh, você me magoa desse jeito! – levou a mão ao peito, fingindo estar ofendido.
- Certo, você venceu. Vamos, eu preparo algo pra você comer.
- Não precisa, vem. – estendeu a mão – Eu já trouxe o jantar.
- Você foi para uma emergência e ainda se preocupou com o jantar?
- Sim. Estava passando perto de um restaurante e senti um cheiro tão bom que não resisti. Você tem feito tanto por mim, que não me custa nada. – puxou a cadeira para que ela sentasse. – Mas não se preocupe, isso vai mudar.
Lily o olhou com surpresa e...tristeza. Oh, droga, será que ele ia dizer o que ela temia?
- Vai...mudar?
- Sim, as coisas vão mudar. – respondeu, servindo a comida e o refrigerante – Eu pretendo aprender a cozinhas.
- Você...o que? – quase deixou cair o copo.
- É. Aprender a cozinhar. Por que o espanto?
- Não...por nada. É só que...bem, é estranho. E quem vai te ensinar?
- Você. Quero dizer...se você concordar.
- Hum, por mim não tem problema. É só que...talvez não dê tempo.
- Por que não daria tempo?
- Bom, eu imaginei que você... hum...Bem, imaginei que após a sua formatura você fosse se mudar – ruborizou – Você sabe... você só procurou o apê porque estava estudando. Agora é um médico formado.
- Ora, que bobagem, ruiva. – riu – Eu não pretendo sair daqui. E mesmo que fosse verdade, você seria a primeira a saber, não te deixaria sozinha procurando outro apê. Adoro morar com você.
Lily não pode deixar de sentir um enorma alívio. Ao ouvir aquelas palavras. Também adorava morar com ele.
- A propósito, vim pensando no caminho. Estamos perto do Natal e não providenciamos nossa árvore. Também pensei em convidar Lene e Sirius para o almoço de Natal. O que você acha?
- O que eu acho? Amei!
- Que bom! Sirius me disse que é a sua época preferida. Quando voltarmos de viagem, vamos comprar nossa árvore, enfeites e presentes, certo?
- Combinado!
Aquela noite, Lily dormiu sorridente. Passaram o jantar todo combinando os detalhes e conversando sobre o Natal. Iriam ceiar juntos, sozinhos, e os amigos iriam para o almoço do dia 25. Lily nunca sentiu-se tão feliz nesta época do ano.
***
James estava acordado desde às 5h, pois não conseguira dormir mais de tão nervoso. Hoje era o grande dia! Sua formatura e o dia em que Lily seria sua namorada (ou noiva). Sentia em seu íntimo que ela aceitaria. Só precisava achar o momento certo.
Pensou em acordá-la também, talvez pudessem sair e tomar café juntos e depois poderiam passear pelo parque ou até mesmo visitar os Potter. Entrou de mansinho em seu quarto iluminado apenas pela luz do computador que não havia sido desligado; provavelmente esquecera. Aproximou-se primeiro da escrivaninha com a intenção de desligá-lo, mas antes que pudesse mexer, algo chamou sua atenção. O editor de texto estava aberto e havia algo escrito, mas James logo constatou que não era uma matéria para o jornal e sim uma espécie de diário virtual. Decidido a não invadir a privacidade dela, virou-se, mas a curiosidade foi maior e voltou o rosto para o pc. Verificou se ela dormia e começou sua leitura:
“... hoje foi um dos dias mais felizes que tive. James tirou todos os meus medos quando me disse que não se mudaria. Se ele fosse, não sei o que faria... sentiria tanta falta... Sei que preciso aprender a viver sem ele, mas não sei se consigo. Ele foi o único amor que conheci e acho que, se algum dia, ele ou eu nos casássemos com outras pessoas, nunca o esqueceria mesmo assim. Morar com ele não tem sido fácil, mas sem ele seria pior. Como queria que ele sentisse o mesmo que sinto...”
James leu, releu e leu mais algumas vezes.
Ainda não conseguia acreditar em tudo que acabara de ler. Como...? Como ele nunca percebera que a ruiva sentia sua falta? Que ela também o amava?
Como um flashback, aquele dia em que Lily se mudara para o apartamento passou por sua cabeça. A reação dela ao ver aquela garota (que ele nem lembrava mais o nome) vestindo sua camisa e saindo de seu quarto. Ela saíra correndo e ele vira mágoa em seus olhos.
Ah, mas ele esganaria Sirius Black! Com certeza ele sabia de tudo desde o início.
Lily se mexeu na cama, murmurando algo ininteligível e ele rapidamente imprimiu o documento, fechou o arquivo e saiu correndo em direção à casa de Sirius, mas não sem antes deixar um bilhete na cozinha, dizendo que precisava resolver alguns assuntos. Não demorou nem cinco minutos para chegar a seu destino.
- ESPERA! JÁ VOU ABRIR! – respondeu Sirius pela 3ª vez, com voz de sono, enquanto James tocava a campainha desesperadamente – Mas que m... James?!
- Sim! – entrou sem esperar convite. Seu rosto estava lívido e mantinha o papel amassado na mão.
- Algo errado? – perguntou cautelosamente – Sabe, 5:30 da manhã não é hora para visitas e eu só costumo acordar depois das 10...
- HAHA! Muito engraçado! Leia! – estendeu o papel – O que você tem a me dizer sobre isso?
- Hum... interessante... – Sirius respondeu após alguns minutos lendo.
- Interessante? Você só diz “interessante”?
- Só. – respondeu casualmente.
- Sirius Black, por que estou com a impressão de que você sempre soube disso?
- Bom...dizer que eu sabia...sim, eu sabia. MAS antes de você me bater, eu tenho um ótimo argumento.
- Estou ouvindo.
- Ela é minha melhor amiga. Você, meu melhor amigo. Do mesmo jeito que nunca contei que você a ama, também nunca contei que ela o ama.
- Sirius, eu te mato! Sabe há quanto tempo poderíamos estar juntos?
- Sei, mas eu não podia trair os dois. E eu sempre tentei uní-los, mas vocês são tão cabeças-dura que nem com ajuda conseguiram ficar juntos!
- Eu não sei o que faço com você!
- Se quiser, podemos tomar café, você vai pra casa, se declara pra ruiva e eu volto a dormr, que tal? – perguntou com o sorriso mais sonso que conseguiu fazer.
***
Lily acordou logo em seguida e, sem desconfiar de nada, tomou banho e se vestiu. Como James não estava em casa, decidiu descer e ir até a cafeteria. Sentou em sua mesa costumeira e pediu um cappuccino e torradas.
“É estranho...”, pensou. Sentia como se tivesse boboletas no estômago. Presentia algo bom para esta noite. Mas o que seria? Pensou em James. Onde estaria a esta hora? Como se respondesse a sua pergunta, James entrou na cafeteria e a avistou.
- Pensei que ainda estivesse dormindo. – disse, sentando-se – Passei por aqui para comprar algo e levar pra você.
- Obrigada, mas já estou comendo. – sorriu.
- Percebi. – roubou uma torrada.
- Hey, peça para você. – apesar do tom indignado, James viu um sorriso em seus olhos.
- Só provei pra ver se não estão envenenados.
- Ham, sei Srº-Salvador-de-mocinhas-indefesas.
- Então, quais os planos pra hoje?
- Nenhum. Já está tudo pronto e só me resta sentar e assistir TV até a hora de me arrumar.
- Que tal se fôssemos visitar meus pais? Queria que você os conhecesse.
- S-seus pais?
- É. Eles moram a uma hora daqui. Se sairmos agora, poderemos passar bastante tempo com eles e voltar para o baile.
Lily viu um brilho tão intenso em seus olhos escuros, que não pode negar.
- Certo, só preciso pegar meu casaco.
- Ótimo. – fez sinal para a garçonete, pagou a conta (contra a vontade de Lily) e foi pegar o carro, enquanto a ruiva subia até o apartamento.
***
O caminho para a casa dos Potter foi bem tranquilo e sem engarrafamentos. Lily estava muito nervosa por dentro, apesar de não demonstrar, afinal iria conhecer os Potter. Será que sabiam que dividia um apartamento com uma garota? Esperava que não imaginasse outras coisas, devido a fama do filho e esperava muito mais que não confundisse as coisas como sua mãe.
- Você parece distante... – comentou James quando entraram na cidade.
- Não é nada demais. – sorriu – Então, me fala sobre seus pais.
- ah, eles são ótimos. – James espalhava alegria e orgulho ao falar deles – Meu pai é o melhor pai do mundo e sempre me apoiou em tudo. Minha mãe também é uma super-mãe apesar de ser um tantinho “chorona”. – riu – Quando ela descobriu sobre a minha primeira namorada, ficou choramingando pelos cantos dizendo que o filhinho dela já não era mais uma criança,
Lily não aguentou e riu também.
- Mas apesar de tudo, ela é doida para que eu me case, apesar de demorar um pouco a aceitar que eu cresci.
- Totalmente o oposto do meu pai.
- É, digamos que sim. Pronto, chegamos.
James estacionou numa casa com um enorme jardim florido. A rua era linda e muito aconchegante. Um ótimo ambiente familiar, percebeu. As casas eram muito parecidas e não tinham muros, apenas cercas. Era um lugar muito tranquilo e perfeito para brincadeiras infantis. Quase pode imaginar um James de 10 anos jogando futebol alí.
- Minha mãe também adora flores. – disse ao ver Lily fascinada com o jardim cultivado pela srª Potter.
- São lindas!!
- Vem. – a puxou delicadamente em direção a porta. Tirou a chave do bolsou, abriu e entrou. – Vem, não precisa ter vergonha. – Lily o seguiu timidamente até a enorme sala onde seu pai assistia a TV.
- James? Kelly, vem aqui, nosso filho veio nos visitar! – gritou Vincent e abraçou o filho.
- Pai, que saudade. Olha, essa é Lily Evans. Lily, esse é meu pai, Vincent.
- Prazer srº Potter.
- Só Vincent, querida. Essa é a mocinha que você me falou, James? – sorriu cúmplice, deixando-a envergonhada.
- É sim, pai.
- Hum, então já estão namorando?
Lily os olhou incrédula e envergonhada.
- É, acho que falei besteira – sussurrou – Vem, vamos sentar.
Kelly saiu da cozinha e foi ver o porquê de tanto alvoroço. Usava um avental cor creme.
- Filho, que surpresa! Pensei que só nos veríamos na formatura daqui a algumas horas.
- Decii fazer uma surpresa antes e apresentar Lily. – puxou-a levemente em direção a mãe – Lily, essa é Kelly Potter.
-Prazer srª Potter.
- Prazer, Lily. Só Kelly, por favor. Quer dizer que ela é a ruiva que divide o apartamento com você? É realmente muito bonita. – piscou para o filho.
- Obrigada. – sussurrou Lily num fio de voz.
- Devia ter me avisado que viriam, James, eu teria feito algo do agrado da mocinha para comermos. – disse arrastando-os para sentar.
- Não se preocupe mãe, Lily é uma pessoa que come de tudo. E é ótima cozinheira. Sem ela, eu morreria de fome. – riu.
- Sabe querida – virou-se para ela – Só temos a lhe agradecer. O James está até mais gordinho. – riu – Ele parecia um esqueleto. Eu disse que ele deveria aprender a cozinhar quando cismou de morar sozinho. Eu não queria que ele fosse, claro, mas ele quis independência. – fungou e secou as finas lágrimas no avental.
- Mamãe...
- Tudo bem, James, deixe-a desabafar. – disse Lily apertando as mãos da srª Potter, que rapidamente tomou uma decisão puxando a ruiva para se levantar.
- Vem, me ajuda na cozinha enquanto batemos um papo feminino.
Ambas seguiram para a cozinha, sob os protestos de James.
- Então, querida, James já fez o pedido?
- Pedido? – perguntou confusa.
- É. De namoro.
- Ah, srª P... digo, Kelly. Somos apenas amigos e colegas de apartamento.
- Sei que sim, mas ele gosta de você. Posso dizer que a ama. Tinha que ver a felicidade dele quando nos contou que iria dividir o apartamento com você. E sei também que ele a convidou para ser seu par no baile. Além do mais, sabe quantas garotas o James trouxe para nos apresentar? Nenhuma. Você é a primeira.
- Olha, Kelly, ele apenas me vê como uma amiga é...
- Ora, chega disse, mocinha! – disse bem humorada – Vamos fazer um café.
***
Na sala...
- Então, James, quando pretende namorar a mocinha?
- Em breve, eu espero, papai. Se tudo der certo como imagino, hoje a pedirei para ser minha namorada.
- Ótimo, porque eu vi um brilho no olhar dessa menina, que eu podia jurar qu ela sente algo por você.
- E conhecendo a mamãe, ela não a deixará em paz.
***
Após o almoço, James e Lily se despediram dos pais dele, prometendo se encontrar mais tarde na formatura e pegaram a estrada após Kelly insistir que Lily deveria levar um par de brincos de esmeraldas e usá-los na festa.
- Definitivamente, sua mãe é um doce, mas não posso usar estes brincos – disse Lily quando já estavam no carro.
James riu.
-Se não usá-los, ela ficará ofendida.
- Mas são muito caros! E se formos assaltados?
- Deixa de ser trágica, Lily. Ficarão muito bem em você. Além do mais, minha mãe costuma dizer que dão sorte.
- Mais um motivo para eu não usá-los. Se eu perdê-los...
- Ruiva, você não será assaltada e nem irá perdê-los, OK?
-OK... – respondeu a contragosto – Quando chegarmos, pode me deixar no salão?
- Uhum. Enquanto isso, vou colocar nossas malas no carro para irmos direto da festa para o aeroporto.
- Certo.
***
Após voltar do salão, Lily correu para seu quarto a fim de que James não visse seu penteado antes da hora. Após pensar muito, estava decidida a aproveitar esta noite ao máximo. Vestiu-se depois de um banho demorado e maquiou-se. Ao olhar-se no espelho, quase não se reconheceu. Estava explêndida! Saiu do quarto olhando de um lado a outro, procurando o moreno, mas não o encontrou. Grudou o ouvido na porta do banheiro e escutou o barulho do chuveiro ligado. Só de imaginar James tomando banho, sentiu seu corpo estremecer. Balançando a cabeça para afastar estes pensamentos impróprios (!), decidiu esperar na sala.
Vinte minutos depois, não precisou virar-se para saber que ele chegara na sala. Sentiu seu cheiro maravilhoso de loção pós-barba e devagar virou-se, sentindo seu sangue fervilhar de emoção. Estava divino, vestido em seu smoking preto, cabelos bagunçados (após dezenas de tentativas de arrumá-lo) e óculos de aro redondo. Sorria de orelha a orelha e tivera a mesma reação ao vê-la em seu vestido azul.
- Você está linda! – disse com emoção e sinceridade.
- Você também... – disse ruborizando.
- Então...vamos?
- Uhum.
James a pegou pelo braço delicadamente e seguiram até a garagem. Agora que sabia sobre seus sentimentos, não queria soltá-la mais.