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11. A escolha de Hermione


Fic: Dormi, sonhei... Descobri, amei!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 10 - A escolha de Hermione


- Moça?! - Hermione sentiu-se ser sacudida. Resmungou e trocou de posição. - Moça! - Hermione acordou.


- Uh! - fechou os olhos imediatamente após a luz intensa da manhã atingi-los. Sentou-se agilmente. - Uh! Minha cabeça! - pôs as mãos na cabeça e apoiou os cotovelos nos joelhos. Abriu os olhos e viu a grama. "Onde diabos eu estou?" Então as imagens do "sonho" afloraram como um filme diante de seus olhos.


- Moça?! - ela olhou para cima e viu um policial lhe oferecendo a mão. Aceitou-a e ele lhe ofereceu um sobretudo. Só aí se deu conta de que estava de pijama. Rapidamente vestiu-o.


- Desculpe, mas, onde exatamente eu estou? - precisava sair logo de onde quer que fosse. Precisava ir para Hogwarts o mais rápido possível.


- Londres.


- Certo. Onde em Londres?


- No parque Nacional.


- NO CENTRO?!


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- Nada na biblioteca. - disse Rony frustrado chegando ao ponto de encontro.


- Olhei o dormitório dela e também não está lá. - disse Gina se juntando a eles.


- Na sala precisa também não. - informou Harry cada vez mais preocupado.


- Calma, Harry! - Gina pôs a mão em seu ombro, confortando-o. - Não aconteceu nada a ela. - garantiu-lhe.


- Ela não está nos jardins nem na cabana de Hagrid. - disse Luna completando o grupo e abraçando Rony.


- Onde ela está? - perguntou-se Harry em voz alta.


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- Moça, a senhorita tem que se acalmar.


- Como eu vim parar aqui?! - resmungou nervosamente andando de um lado para o outro.


- Moça, se me disser seu endereço, eu posso levá-la...


- Não! - disse apressadamente. - Quero dizer, não se preocupe. Eu... - então ela viu a coruja branca e inconfundível em um galho baixo do imenso carvalho. Arregalou os olhos. - Oh! Meu Me... Deus!


- Moça?! - virou-se para o policial.


- Eu vou ligar para minha mãe... De algum telefone. Não se preocupe. - começou a caminhar, mas voltou. - De que ano é essa árvore?


- O carvalho? - Hermione confirmou com a cabeça. - De 1812. O parque foi construído ao redor dele, justamente para preservá-lo.


- Então em 1854 ele já era grande assim, certo?! - o policial confirmou. - Uma última coisa. Será que o senhor poderia me emprestar papel e caneta? - Hermione rabiscou um bilhete e se despediu entregando-lhe o sobretudo, apesar da insistência do policial de que ela poderia ficar com ele. - Olá, Edwiges. - a coruja pousou em seu braço. Amarrou o bilhete a sua pata. - Leve ao professor Dumbledore. - a coruja levantou vôo e Hermione subiu no carvalho para esperar e pensar sobre seu "sonho".


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- Agora chega! - irritou-se Harry. - Hermione nunca perderia todas as aulas da manhã. Eu vou procurar Dumbledore. - levantou-se e saiu do salão comunal. Gina foi com ele. Em um corredor toparam com McGonagall.


- Sr. Potter, Srta. Weasley. - cumprimentou-os e ia passar reto, mas Harry a parou.


- Professora, precisamos falar com o professor Dumbledore. - pediu aflitamente.


- E sobre o que seria, Sr. Potter?


- Hermione sumiu.


- Tenho certeza de que a Srta. Granger está apenas indisposta e não pôde comparecer as aulas. Deve estar descansando em seu dormitório.


- Nós já procuramos lá. - manifestou-se Gina. - E em todo o castelo. - acrescentou rapidamente ao ver que a professora ia retomar a fala. - Então, a menos que Hermione esteja se escondendo, ela não está aqui. - tomou cuidado em não mencionar que sabiam que ela não estava no castelo, pois ela não aparecia no Mapa do Maroto.


- Muito bem, me convenceram. Sigam-me. - chegaram até a estátua da águia. - Acidinhas. - a estátua não se moveu. - Acidinhas! - repetiu ela firmemente. A estátua novamente não se moveu. Ela virou-se para Harry e Gina. - Aparentemente o diretor não se encontra.


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Assim que sentara no carvalho Hermione notou o castelo. Quase não pode acreditar em seus olhos. Ele estava ali, imponente e perfeitamente conservado. Olhou para mais distante e percebeu ruínas de um outro castelo. "Isso não pode ser real." Entretanto tudo parecia perfeitamente concreto. Não conseguia acreditar que, depois de tantos anos negando coisas que não eram comprovadas, se via espectadora de uma prova irrefutável de que coisas como reencarnação e adivinhação eram realmente possíveis.


- Meu Merlin! Por que eu tive que ter esse sonho? Por que não consigo manter minha boca fechada? E por que tive que acordar antes de saber o que ela fez? - choramingou escondendo o rosto nas mãos. - Seria tão mais fácil tomar uma decisão. - permaneceu alguns minutos apenas pensando.


- Srta. Granger? - a voz calma tirou-a de seus pensamentos. Hermione abriu os olhos e se deparou com os olhos azuis do professor Dumbledore a fitar-lhe. Desceu do carvalho.


- Obrigada por vir, professor.


- Não há de quê. Mas terá que me contar como veio parar aqui.


- Eu... Eu não sei. - respondeu incerta. - Eu fui dormir ontem à noite e quando acordei estava deitada aqui, na grama. Foi um policial que me acordou. Não tenho ideia de como consegui vim parar aqui.


- Sobre o que sonhou, Srta. Granger? - perguntou enigmático. Hermione corou.


- Fo-foi um sonho bastante esquisito pra dizer a verdade, professor.


- Sonhou com este lugar em especial?


- S-sim. - engoliu em seco.


- Não precisa ficar com medo, Srta. Granger. Muitas vezes bruxos que sonham com lembranças do passado - Hermione notou a sutil insinuação quando o diretor disse 'lembranças'. - acabam se transportando para o local com que sonharam... Ou com a pessoa com quem sonharam. - Hermione corou até a raiz dos cabelos quando se imaginou acordando ao lado de Harry apenas de pijama.


- Ainda bem que foi com o lugar. - sussurrou.


- Bom, - retomou Dumbledore, que se ouvira o que Hermione dissera, não demonstrara. - antes de vir incubi Edwiges de entregar a professora McGonagall uma mensagem minha para que tranquilizasse seus amigos e nos esperasse nos jardins. - sorriu para Hermione que retribuiu. - Vamos? - estendeu-lhe a mão e, ao segurá-la, Hermione sentiu o desconforto de aparatar acompanhada.


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- Professora, nós precisamos fazer alguma coisa. - implorou Harry.


- Eu sei, Sr. Potter. Me acomp... - Edwiges pousou no ombro de Minerva. Harry esticou a mão para pegá-la, mas ela o repeliu.


- Acho que o bilhete é para a senhora, professora. - Minerva pegou o bilhete e leu-o.


- Sigam-me.


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Desaparataram em frente aos portões de Hogwarts e seguiram caminhando lado a lado após Dumbledore desfazer e refazer os feitiços de proteção.


- Senhor? - chamou-o timidamente.


- Sim, Srta. Granger.


- Será que... Que cada um tem alguém que foi, em todas as vidas, o seu amor?


- Talvez. É uma excelente pergunta, Srta. Granger, mas só posso lhe dizer que siga seu coração. Pense no que realmente quer e corra atrás.


- Mas e se todos imaginam uma coisa bem diferente.


- É a sua vida, Srta. Granger. E nenhuma outra o fará tão feliz quanto a senhorita. - Hermione parou estática e Dumbledore virou-se sorrindo para ela. - Qualquer um nota. - nesse momento Hermione o viu caminhando com Gina e Minerva e correu. Correu sem se preocupar em estar de pijama, com os professores que os olhavam ou com os alunos no jardim. Hermione correu o mais rápido que pôde, sem nem ligar para os sussurros, assobios e brincadeiras que os alunos faziam. Ele parecia tão preocupado. Abriu um sorriso maravilhado.


- HARRY! - ele a viu e também sorriu, abrindo os braços para recebê-la. Entretanto ela não deixou de perceber sua confusão pelo olhar.


- Srta. Granger! Que trajes são esses? - perguntou Minerva exasperada. - 10 pontos a menos para a Grifinória. E detenção! - Hermione não lhe deu atenção e jogou-se nos braços de Harry. Ele a abraçou apertado.


- Você me deu um baita susto. - sussurrou ele em seu ouvido. Hermione afastou-se o mínimo necessário para olhá-lo nos olhos e o beijou. Não passou de um selinho mais demorado, mas deu a ela a coragem de que precisava. Afastou-se dele, que havia ficado paralisado tamanha surpresa, e começou a falar.


- Harry... Sou apaixonada por você. - ele arregalou os olhos, completamente surpreso. - E faz tanto tempo. - não conseguiu impedir um sorriso. Ele fez menção de falar, mas ela o impediu tocando delicadamente sua boca com o dedo indicador. - Eu... Eu sei que você pode achar isso tudo uma loucura sem tamanho e pode nunca ter me visto mais do que como uma amiga, aliás, a melhor, mas eu preciso dizer, eu preciso tentar, porque a gente pode escolher quem amar. Eu sei que todos querem que eu namore e case com o Rony, apesar de ele estar com a Luna, e você com a Gina para que sejamos todos uma família, mas... - parou por um momento sua fala e olhou fundo nos olhos dele pela primeira vez desde que desatara a falar. Antes, falou tudo muito rápido e gesticulando muito para não perder a coragem ou para não dar tempo de o juízo voltar a si, mas agora, agora precisava buscar nos olhos dele a certeza de que tudo ficaria bem, apesar de tudo. De que eles ficariam bem. Como sempre fizera quando tinha medo. Pôs as mãos no rosto dele e se aproximou sem perder o contato visual, Harry pousou as mãos delicadamente em sua cintura. - Mas eu quero ter minha própria família, nossa família. - suspirou tristemente e baixou os olhos, não conseguiria encará-lo sabendo que iria mentir e que ele veria isso em seus olhos. - Mas também quero que você saiba que caso não sinta o mesmo, continuaremos melhores amigos como sempre. - voltou a encará-lo. - Eu só queria que você tivesse todas as informações para decidir o que fazer. Nós não precisamos agradar a todos, só a nós mesmos. - desta vez falara vagarosamente, com a voz transbordando carinho, e sem tirar os olhos dele. Ficaram se encarando por tempo indeterminado até que Hermione fez menção de sair, entendendo, erroneamente, o silêncio de Harry como uma negação muda a ela. Harry a prendeu em seus braços.


- Para a garota mais inteligente de Hogwarts, você demorou um bocado para descobrir o óbvio: nenhuma garota resiste a mim. - disse Harry, não mais alto que um sussurro, já de olhos fechados como ela e com seus lábios se tocando levemente causando arrepios, para em seguida beijá-la, intensa e apaixonadamente, ao que foi correspondido a altura. Separaram-se ainda sorrindo e escutaram o barulho ensurdecedor das palmas e gritos. Nesse momento Harry arregalou os olhos e tirou sua capa para cobrir Hermione ao que ela enrubesceu fortemente fazendo Harry rir e pegá-la no colo, enquanto voltava a beijá-la, e carregá-la para a torre da Grifinória. Ainda conseguiram ouvir o riso de Dumbledore.


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Após se entenderem, Harry e Hermione viraram oficialmente um casal. Ouviram diversos comentários, dos mais básicos como: "Sempre achei que vocês formariam um lindo casal" aos mais ácidos do pessoal da Sonserina: "Afinal de contas, Rita Skeeter não era tão fantasiosa assim". Aparentemente todos, menos eles próprios, sabiam que eles acabariam juntos.


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- Eu simplesmente não acredito que além de perder as aulas da manhã...


- Eu já disse que copiei. - soltou Harry frustrado. Já era noite e os amigos se reuniram na sala precisa para comemorar o início de namoro.


-... Ainda estou em detenção! - terminou alterada. - E perdi pontos! - lembrou-se. Rony revirou os olhos e Luna riu da aflição da amiga. Harry pegou-a pelos pulsos e a fez sentar em seu colo o encarando.


- Perdeu aulas, está em detenção, perdeu pontos, mas ganhou... Eu! - disse sorrindo e Hermione revirou os olhos e sussurrou um 'convencido' antes de sorrir e o beijar.


- Afinal, onde a Gina se meteu? - perguntou Rony.


- Ela disse que já voltava, Rony. Tenha paciência, sim?! - pediu Luna acariciando o rosto do namorado.


- Mas ela saiu já faz uma meia hora.


- Ela já dev... - ouviram alguém bater na porta. Luna sorriu. - Deve ser ela. - levantou-se e abriu a porta. Arregalou os olhos e fechou-a rapidamente, escorando-se a ela como que para impedir que alguém entrasse.


- O que houve? - perguntou Harry.


- É o Filch? - perguntou Rony. Luna não respondeu a nenhum dos dois.


- Luna! - chamou Hermione. Ouviram baterem mais intensamente. Hermione levantou-se e conseguiu tirar Luna a muito custo da frente da porta. Abriu-a e seu espanto foi o mesmo da amiga, mas, antes que pudesse imitá-la, Gina abriu a porta e entrou. Mas a surpresa maior foi quem a seguiu para dentro.


- Mas o que... - começou Rony se levantando, mas Gina se pôs em sua frente.


- Nem sequer pense nisso, Ronald. - ameaçou-o enquanto o cutucava no peito com o indicador.


- Gi? - chamou Harry vendo a tensão que se formava em volta dos irmãos. - Será que pode nos explicar o que é isso? - Gina virou-se para ele e sorriu.


- Meu namorado. - respondeu tranquilamente. Nos mesmo instante Rony tentou avançar contra Draco, mas Gina o nocauteou com um soco no nariz.


- GINA! - exclamou Luna assustada e correu até Rony. Harry, Hermione e Draco permaneceram chocados demais para manifestar qualquer ação.


- Isso é pra ele aprender que NÃO pode se meter na minha vida! - passaram-se alguns minutos em que Luna cuidava do nariz de Rony, e Gina, Draco, Harry e Hermione sentaram um pouco afastados. O clima era terrivelmente tenso. Assim que o irmão e a cunhada se sentaram junto a eles, Gina retomou a fala. - Draco e eu só estávamos esperando um momento apropriado para revelar. Eu sei que vocês podem primeiramente rejeitar a ideia, mas pensem que... - suspirou e seus olhos encheram-se de lágrimas que conteu a muito custo. - se eu o escolhi, é porque ele me faz feliz. Assim como Harry faz Hermione feliz e Rony faz Luna. - Draco a abraçou.


- Vocês não precisam me aceitar. Afinal, eu sei que não fui o garoto mais fácil de lidar e admito que fui pior ainda com vocês, mas pensem: eu estaria aqui se não a amasse? - Hermione levantou e ajoelhou-se a frente do casal e abraçou ambos. Gina começou a chorar mais forte enquanto abraçava a amiga e Draco, depois de um momento de susto, retribuiu timidamente o abraço.


- Não sei porque, mas eu tinha certeza de que vocês ficariam juntos. - sussurrou e em seguida largou-os e voltou para o lado de Harry.


- Se você teve coragem de trocar de lado na guerra, namorar uma Weasley e ainda contar a nós, acho que, no mínimo, merece o benefício da dúvida, - estendeu a mão. - Draco. - o loiro apertou-a e sorriu.


- Obrigado. Prometo não decepcionar.


- É melhor mesmo. Por que se a magoar, vai ter de se ver com seis Weasleys e comigo. E, não querendo me gabar, mas eu derrotei Voldemort. - sorriu maroto e ergueu uma sobrancelha. Draco deu um meio sorriso e beijou brevemente a namorada nos lábios. Esta apenas sorriu após o beijo.


- Quanto a mim, vocês sabem que nunca tive nada contra Draco. Se a oferta é de boa fé, eu aceito. - disse Luna indo abraçar Draco.


- POIS EU QUERO QUE VOCÊS VÃO PARA O INFERNO! - gritou Rony revoltado, enquanto saía da sala batendo a porta com ferocidade atrás de si.


- Com o tempo ele se acostuma. - disse Luna a guisa de desculpas e deixou a sala indo atrás do namorado.


- Então... Como foi que vocês começaram a... Ser não-inimigos? - perguntou Hermione para descontrair o ambiente pesado que se instalara desde a saída de Rony. Gina sorriu e começou sua narração.


Flashback


Estava tremendamente atrasada. E o pior: para a aula de poções! Corria pelos corredores carregando suas coisas na mão quando trombou com alguém e foi ao chão. Seus pergaminhos, livro e penas se espalhando.


- Ah, não! - gemeu frustrada.


- Desculpe. - disse o garoto com quem trombara já recolhendo os materiais da ruiva.


- Foi minha culpa. Estou tão atrasada que nem olhei para frente. - disse ajudando-o a juntar as suas coisas. Levantaram e se viram pela primeira vez. Gina ficara tão chocada ao ver que o garoto gentil era Draco Malfoy que deixara os pergaminhos e penas que segurava caírem novamente.


- Parece que eles não querem parar em suas mãos hoje. - comentou brincalhão lhe entregando todo o material.


- Você está sendo gentil e educado comigo? - perguntou estupefata.


- Aparentemente. - então Gina lembrou-se de que estava atrasada para poções e que Snape ia arrancar seu fígado e utilizar em uma de suas preciosas poções.


- Tenho que ir. - disse já se afastando, mas Draco a seguiu.


- Você já está quinze minutos atrasada, ruiva. - comentou casualmente enquanto a seguia.


- E isso é da sua conta porque... ? - inquiriu brincalhona.


- Vou provar pra você que sou um homem melhor. Vou te tirar dessa enrascada. - sorriu de canto ao chegarem em frente à porta da sala. - Sabe mentir? - e sem dar tempo a ela de responder retomou. - Não importa. Apenas, aconteça o que acontecer não se mostre confusa. Snape percebe fingimento no ato. - bateu na porta e esperou. Snape abriu-a e a classe inteira olhou. Gina sentiu seu estômago despencar.


- O que quer, Sr. Malfoy? - em seguida olhou para Gina. - Srta. Weasley, não deveria estar em minha aula?


- É sobre isso que vim falar, professor. Eu vinha distraidamente pelo corredor quando escorreguei em uma poça de lama remanescente da chuva de ontem e bati com a cabeça. A Srta. Weasley, aqui, - apontou para Gina. - gentilmente me ajudou a chegar à enfermaria e por isso acabou se atrasando. Resolvi acompanhá-la até sua sala para explicar-lhe o ocorrido, senhor. Sei que o senhor irá entender. - fez sua melhor cara de santo.


- Bom... Se a Srta. Weasley estava ajudando-o, eu posso considerar. Entre, Weasley. - Gina entrou rapidamente e, pelas costas de Snape, disse a Draco apenas movendo os lábios: "Obrigada!" Ele lhe sorriu.


- Com sua licença, professor. - acenou com a cabeça e saiu.


Fim do Flashback


- E isso foi... ? - perguntou Harry.


- Na terceira semana de setembro.


- Já faz cinco meses?


- Mas nós só namoramos a um. - explicou Gina perante a cara de espanto de Harry.


- E quando passaram de amigos a namorados? - perguntou Hermione.


- Bom, era realmente difícil nós nos vermos já que Gina precisava fugir do irmão e eu dos meus amigos. Então nos encontrávamos em segredo e... As coisas evoluíram naturalmente. Um dia acordei e resolvi que não iria mais lutar contra o que vinha sentindo. - Gina riu.


- Nunca imaginei que veria Draco Malfoy com o rosto mais púrpura do que meus cabelos. Ele se atrapalhou todo para falar, começou a gaguejar e tropeçou em uma pedra enquanto caminhávamos. - roubou-lhe um selinho.


- É. Foi muito cômico mesmo. Tão engraçado quanto o episódio da doninha. - disse ele sarcástico, o que só serviu para fazer os outros três terem uma crise de risos enquanto lembravam da hilária cena. Assim que se recuperou, Gina acariciou-lhe o rosto e o beijou, um beijo mais demorado.


- Mas, mesmo com todo o nervosismo, foram as palavras mais bonitas que alguém já me disse.


- O que ele disse? - perguntou, novamente, Hermione.


- "Se, hoje, me pedissem que te deixasse, eu não conseguiria. Você já faz parte da minha vida. Até mais do que eu gostaria, mais do que é saudável se eu quero manter minha sanidade mental. Mas mesmo arriscando parecer ridículo, eu preciso te dizer... Eu amo você." - citou Draco.


- Rony pode não entender, mas estar com Draco é como um dia de chuva no verão: inesperadamente bom. - terminou Gina deitando a cabeça no peito do namorado, enquanto ele lhe acariciava os cabelos ruivos.


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- RONY! - chamou Luna enquanto corria para alcançá-lo. - Rony. - segurou-o pelo braço e o fez encará-la. - Por que precisa agir assim?


- Ginevra está namorando MALFOY! - descontrolou-se. - Pelo amor de Merlin! Só eu vejo o quanto isso é errado? - chutou a parede e em seguida encostou a testa a ela.


- Gina nunca o namoraria se ele continuasse o mesmo de antes. - acariciou-lhe as costas. - As pessoas mudam, Rony.


- Você não entende. - esquivou-se do toque. - Não sabe o inferno que foi passar a adolescência sendo zombado por ele por ser pobre.


- Não. Não sei mesmo. Mas sei como é ser zombada por qualquer um pela aparência, pelas roupas estranhas e por minhas convicções. - ele a olhou. - E o pior, Rony, é que eu era invisível em qualquer outro momento que não esses. Há dois anos atrás, eu daria tudo para que Malfoy, ou qualquer um, se importasse tanto comigo ao ponto de ser uma pedra no meu sapato, como Draco era pra vocês.


- Eu não... Eu...


- Você só quis ficar comigo depois que Hermione e Gina me "ajeitaram". Antes, eu não me encaixava no padrão de beleza que você exigia. Você era o único do nosso grupo que me chamava de Di-Lua. Harry foi muito mais compreensivo comigo do que você. - ele tentou protestar, mas Luna o cortou. - Não estou dizendo que não me ame ou que continue a ser assim. Você mudou muito. Percebe o que estou querendo dizer? Você passou daquele adolescente apenas interessado na beleza a alguém melhor. - novamente ele tentou protestar e novamente ela o cortou. - E não me venha dizer que é mentira porque você só ficou com Lilá pela beleza, tanto é que, assim que viu o quão superficial ela é, logo terminou. - suspirou. - Enfim, o que eu quero dizer é que... Você magoou muitas meninas, eu entre elas, não por querer apenas garotas bonitas, mas por dizer a quem quisesse ouvir o quanto as achava feias. - Rony abriu e fechou a boca sem emitir qualquer som.


- Você... Você está me comparando ao Malfoy? - Luna suspirou.


- Não, Rony. Draco magoava as pessoas de propósito, você não tinha consciência disso. Mas o fato é que Draco pode ter amadurecido, assim como você. Dê uma chance a ele. Tente vê-lo apenas como o namorado da Gina. - sorriu. - Já vai ser bem difícil você gostar dele por ele estar com sua irmãzinha, não bote na conta o fato de ele ser um Malfoy e um Sonserino. - Rony foi até a namorada e a abraçou.


- Eu vou tentar. - ela pôs os braços ao redor de seu pescoço. - Prometo. - beijou-a delicadamente. - E me desculpe. Não percebia quanto mal te causava.


- Quando você começou a mostrar interesse em mim, eu não levava a sério. Achei que ficaríamos e, depois que visse que eu continuava a mesma de sempre, você me largaria. - riu brevemente. - Gina me disse que recusasse. Que te dissesse que estava procurando alguém melhor. Só para me vingar. Sorte sua que eu não sou uma pessoa vingativa. - aproximou-se.


- É. Sorte minha. - sussurrou antes de tomar-lhe os lábios em um beijo apaixonado.


- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - // - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -


Era sexta-feira, três dias depois do começo do namoro. Rony ainda não aceitava Draco completamente, mas ao menos não queria arrancar-lhe a cabeça toda vez que se viam. Permaneciam em uma paz não declarada.


Harry e Hermione iam para o jardim encontrar os amigos. Caminhavam abraçados, se beijando e rindo ocasionalmente, quando vislumbraram a professora de adivinhação vindo em sua direção. Hermione carregou Harry com ela até a professora, que parou surpresa. Hermione soltou-se de Harry e, para espanto tanto de Harry quanto da professora, abraçou-a sorrindo.


- Muito obrigada, professora. - disse após soltar uma Trelawney chocada demais para falar. - Eu sei que fui petulante e insolente na última vez que nos vimos, mas gostaria que a senhora soubesse que não mais subestimarei suas habilidades. - caiu entre eles um silêncio perplexo e Hermione permanecia sorrindo. Por fim a professora pareceu entender e sorriu também.


- Então a senhorita andou fuçando o passado. - Hermione riu descontraída e abraçou Harry.


- Se não fosse pela senhora, eu não sei se teríamos ficado juntos. Eu tenho certa tendência a ignorar o que não quero ver. - olhou para Harry que continuava confuso e sorriu mais ainda. - E, como pode perceber, Harry é um pouco lento para essas coisas. - as duas mulheres sorriram e se despediram. Harry e Hermione voltaram a caminhar em direção aos jardins.


- Um dia você vai me explicar o que foi isso? - perguntou Harry parando nas portas de saída do castelo e abraçando-a de frente para ele. Hermione fingiu pensar no assunto.


- Um dia, Harry. - foi se aproximando, ficando na ponta dos pés para alcançar os lábios dele com os seus. - Um dia. - completou em um sussurro, já de olhos fechados como ele, a espera do beijo. Beijo este que veio acompanhado de gritinhos e risadas dos amigos sentados em baixo de uma grande árvore no jardim, o que os fez rir contra a boca um do outro.


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N/A: Ignorem os dados sobre Londres, porque eu sei zero de geografia. Galera, mais dois capítulos (que são epílogos) e... Acabou-se. =( Vai ser realmente uma pena porque eu amei a experiência de escrever para pessoas tão incríveis e tão queridas uma história minha. ^^ Espero que tenham gostado desse cap. Tentei fazê-lo o mais romântico possível para me redimir do último.


Rosana: Ahh, tipo, ele também não quer decepcionar o pai. E exatamente por ser um soldado é que, apesar de ele amar a Linda, a responsabilidade com a guarda e com a família vem primeiro. É como ele disse pro Henry: "Não sabes o quanto necessitamos da aprovação deles." Nessa época, era quase marcado a ferro na cabeça dos jovens que eles deviam honrar a família. Já que não tivemos Rich nesse cap e sim Rony, me diga: o que achou dele? Bjão


Mi: Pois é, deixei passar. Que bom que gostou do cap, apesar de ter sido um fim um tanto triste. Espero que tenha gostado desse também. Bjo


Alylyzinha: Bem-vinda! Ótimo saber que está gostando. Se quiser, sempre serão bem-vindos os teus comentários. aushuashuahsuahs Espero que continue acompanhando e gostando. Bjo


Débora: Porque a vida não é feita apenas de momentos bons, apesar de a gente lutar por isso. :D Mas não se preocupe que eu não conseguiria deixa-los separados (ao menos não Harry e Hermione). Muito obrigada pelos elogios, você me faz muito feliz com eles. A mãe dela é a própria mãe daquela época. Aquela que faz de tudo para manter as aparências sacrificando, inclusive, a felicidade da única filha. Só vão saber se a Hermione contar. aushaushuashausua ^^ Também são os meus! *-* Bom, não teve exatamente uma parte DG suuuper romântica, mas vou tentar encaixar uma assim no next cap. Espero que tenha gostado desse cap. Bjão


Melissa: auhsuashuahsuahsua Desculpa! Ahh, nem ta tão ruim. Toda boa história tem que ter alguma parte em que o leitor fique desesperado pelos personagens, quase querendo entrar na história para ajudá-los. Pelo menos eu acho. :) Somos duas! Ou três... Ela pensa muito na Linda, mas é muito difícil escolher entre o pai e a melhor amiga/irmã. Ela acordou sim! E bem disposta! saushuashuahsuahsuahs Espero que tenha gostado do cap. Bjão

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Enviado por lily jean OLIVER em 22/05/2012

desculpa não ter comentado antes é que eu estava tão curiosa que esqueci bem agora que percebi e fiquei chocada comm a ddescorberta que harry e draco já foram amigos bem quem aida não percebeu hermione sonhou com sua outra vida ou seja
no papel de helene :hermione
no papel de henrry:harry
no papel de rilch:rony
no papel de linda:luna
 no papel de daniel:draco
 no papel de gabi:gina

 

Nota: 5

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