Ela abriu os olhos e assim que viu a face seria do ruivo enroscou-se no pescoço dele e sussurrou: - Que bom vê-lo aqui. - O que aconteceu? – Ele também a abraçou. - Nada. – Mentiu. – E que e bom saber que pelo menos você esta aqui. - Sr. Weasley... – M.Pomfrey assustou-se com a cena. – Acho melhor ir para o seu Salão Comunal descansar um pouco, você deve estar exausto. - Completou. - Mais e que... – O ruivo foi interrompido pela enfermeira. - Amanhã poderás visitá-la novamente. – Ela sorriu. – E quem sabe amanhã ela já receba alta, ai tu vens buscá-la. – Completou dando uma rápida piscadela para o ruivo que captou a mensagem. - Tchau. – O ruivo beijou a testa da castanha que retribui com um sorriso meigo. A M.Pomfrey retirou-se e finalmente Hermione rendeu-se ao cansaço e dormiu. Os passos de alguém eram abafados pela conversas que ocorriam nas escadarias, a cada degrau a pessoa sorria mais até que chegou ao quadro. - Senha. - Pele de Ararambóia. – Respondeu. Com um pequeno estrondo o quadro se abriu, e assim que prosseguiu tudo que havia em suas mãos foram para o chão. - Harry... – Sussurrou levando a mão aos lábios. - Gina!– Berrou o moreno soltando-se das garras de Kamyle. A ruiva o encarava, seus olhos se contrariam e quando menos esperava uma lagrima começou a rolar pelo seu rosto rosado, o moreno em total desespero levantou-se e foi até ela, mas o que ele não esperava era o que ia receber assim que chegasse nela: PAFT. A ruiva sem nenhum pudor acertou-lhe com uma bofetada certeira. - Ei. – Kamyle manifestou-se, mais logo foi interrompida. - Não se meta Kamyle. – A morena calou-se, porém ficou a observar os dois. A ruiva olhou bem no fundo os olhos verdes inebriantes do moreno e quando sua ultima lagrima tocou o chão um pequeno estalo foi ouvido, juntamente com seus passos apressados em forma de corrida. - Gina... – Sussurrou sem sucesso. A lua tão bela e redonda avançou na escuridão, assim pondo-se no meio do céu anunciando o começo de uma nova e esplendorosa noite. - Draquinho. – Guinchou Pansy. Será que não era obvio e claro o suficiente para que Pansy notasse que ele não desejava encará-la e muito menos conversar? - Draquinho. – Guinchou novamente. O loiro a ignorou: “Por Merlin será que ela não desistir? Será que ela quer que eu grite aos quatro ventos que não quero olhar na sua cara?” o loiro se afundava em pensamentos. Por algum motivo o loiro sentiu que Pansy guincharia novamente e antes mesmo que ela pensasse em concretizar a respondeu desejando que fosse breve. - Fala. – Respondeu seco. - Ai, nossa como você estava ríspido. – Reclamou. - Se você ta pensando que vou lhe tratar bem nesse exato momento esta muito, muito, muito enganada. – Pansy bufou. – Tenho coisas mais importantes para resolver. – Respondeu ainda mais ríspido. A morena calou-se... “Você vai me pagar, Draco Malfoy.” E foi para seu dormitório, repousar ou ao menos tentar esquecer o que acabou de acontecer. Assim que o grande relógio deu suas doze badaladas, todos os alunos que ainda restavam vagando pelo castelo adentraram em seus Salões Comunais e juntamente com os alunos que estavam lá, foram para seus dormitórios aproveitar uma boa noite de sono. Ao alvorecer muitos já estavam acordados, alguns ainda deitamos em suas camas quentinhas e outros já tomando vigorosamente o seu café da manha. O ruivo levantou-se, foi ao banheiro e encarou-se no grande espelho. - É... – Suspirou - Hoje e um grande dia. Rony sorriu e despiu-se entrando no Box quase no mesmo instante. A água quente percorria cada centímetro do seu corpo, seus cabelos flamejantes jogados para trás lhe davam um ar maduro e sensual. Ao termino do banho enrolou a toalha na cintura e caminhou por toda a extensão do banheiro, seus olhos estavam fixos no seu relógio, quase contando as horas para que a Madame Pomfrey liberasse as visitas. Já um pouco cansado de esperar vestiu-se e penteou seus cabelos da forma de sempre, passou o seu perfume predileto e saiu de lá exalando um cheiro doce e ao mesmo tempo másculo. Pegou seu material sobre a cama e partiu em direção ao salão principal,mas antes mesmo de chegar sua irmã o encurralou e o puxou para um canto sem movimento.
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