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10. Capítulo 10


Fic: Seu amigo sedutor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 10


 


— Ei, me esperem!


A visão de Gina correndo pelo cais até o cruzeiro fez que Harry sentisse uma onda de alívio.


Quando chegou o momento de ir ao ancoradouro, Gina continuava trancada em seu quarto, de modo que Harry bateu na porta e lhe expôs quais eram os planos para essa tarde. Ele interpretou sua falta de resposta, além de um veemente “Bem, espero que naufraguem e os tubarões os devorem!”, como uma negativa silenciosa de acompanhá-lo. Pela primeira vez em sua carreira profissional esteve a ponto de antepor os sentimentos pessoais aos negócios e cancelar a excursão náutica para tentar reparar os danos em uma amizade que valorizava acima de todas as demais; o único que o deteve foi saber que não havia modo de raciocinar com Gina até que se acalmasse... supôs que restava uma espera de duas décadas.


Olhou de esguelha para Tory quando Gina saltou à coberta e viu que, diferente dele, distava muito de se sentir contente pela inesperada chegada de sua “esposa”. E tampouco fingiu o contrário quando Gina a saudou.


— O que faz aqui? — demandou.


— Perdão? — Gina usava um short e a olhou por debaixo de um boné de beisebol gasto; mesmo assim sua expressão e tom teriam posto em seu lugar à realeza. Surpreendeu Tory, mas não até o ponto de se desculpar.


— Harry comentou que não viria — explicou com voz que sugeria que isso tinha lhe agradado. Olhou para Harry com olhos acusadores e acrescentou: — Disse que se sentia mal. Outra vez.


— E assim era — respaldou sua mentira.


— Então, o que faz aqui? — desafiou Tory. — Não me parece adequado que se submeta ao calor do sol e aos vaivens de um navio. É evidente que tem uma constituição pouco robusta, sendo pateticamente magra e tudo isso.


— Oh, no geral Gina tem uma saúde de ferro! — interveio Harry para evitar a demolidora resposta de Gina. — Mas já sabe como podem ser os enjôos pela manhã. Ela... — calou-se assim que notou que Tory já não era o branco do olhar irascível de Gina.


— Está grávida? — a surpresa de Tory foi tão aguda como as adagas visuais que lhe lançou Gina.


— Bem, eh... — tentou remediar o engano cometido, — quer dizer, achamos que está. Hmm... poderia estar. Bem, poderia ser. Eh... ainda não foi confirmado. Não, querida?


— Não, querido, razão pela que desejava manter em segredo — sorriu-lhe com expressão assassina.


— Céus — tentou esboçar um sorriso tímido. — Mas não há motivo para se incomodar, estou seguro que Tory não comentará. Não é, Tory?


— Duvido que alguma vez esteja tão necessitada de conversa! — o tom depreciativo se viu acompanhado por um calafrio e um olhar gélido. — Se me perdoa, Harry, deixarei que ambos solucionem suas diferenças pessoais em particular. E de verdade acredito que seria melhor que convencesse sua mulher de que não nos acompanhasse. Não quero que minha tarde se estrague por uma possível grávida vomitando pela amurada.


— Oh, não se preocupe, lady Mulligan — disse Gina. — Acredito que o fato que ainda não tenha vomitado demonstra que tenho um estômago excepcionalmente forte.


Rindo com a vã esperança de que Tory confundisse o comentário por uma brincadeira, Harry segurou o cotovelo de Gina e a levou a popa.


— Não deixe que se irrite — murmurou. — Ela não vale a pena.


— Não é ela quem me irrita. Por que demônios disse que estava grávida?


— Foi a primeira coisa que me ocorreu para justificar suas constantes indisposições.


— Pois deixa de dizer que estou doente!


— Olhe, devia ter alguma explicação para sua ausência. Dizer que tínhamos discutido teria sido como lhe dar de presente um milhão de dólares. Para ser sincero, não esperava que aparecesse.


— Para ser sincera — imitou ela, — não esperava aparecer; não estou com ânimo de fazer favores...


— Mas veio — sorriu, e estendeu a mão, incapaz de se conter de lhe acariciar a sedosa bochecha com os nódulos. — Obrigado, Gina. Aprecio muito.


— Não o faça! — afastou-se e cruzou os braços — Só vim porque este trato é importante para a Sanders e em especial para Duncan. O padrinho não gostaria que estragássemos tudo por deixar nossas diferenças pessoais se interporem entre nós. Além disso — acrescentou com expressão relutante, — devo a você uma desculpa.


— É?


— Não se entusiasme — advertiu. — A dou a contra gosto. Mas a questão é que não foi justo jogar toda a culpa em você pelo que aconteceu. Ontem à noite me deu a oportunidade de me retirar. E se tivesse prestado atenção a minha cabeça e não a meus hormônios, o teria feito. Acredito que me excedi em minha reação porque no passado só me deitei com dois rapazes...


— Gina, para! Não preciso ouvir isso — demônios, nem sequer queria pensar em Gina nos braços de outro!


— Não. Certamente — mordeu o lábio com certo pudor, e se encolheu de ombros. — Em qualquer caso, queria que soubesse... bem, que me fez um grande favor.


— Mesmo?


— Estive tão obcecada com o compromisso e a duração em minhas relações passadas que provavelmente me privei que alguns momentos de sexo maravilhosos, e...


— Ginevra!


— O que? — abriu muito os olhos, desconcertada.


— O que quer dizer com o que? — olhou-a com olhos furiosos. — Notou o que está dizendo?


— Digo que teve razão em todo momento, Harry — respondeu com calma. — A variedade é o sal da vida. E... graças a você, a partir de agora Ginevra Molly Weasley vai procurar as comidas picantes.


 


Descartada a esperança de poder conseguir dormir um pouco no sofá, Harry olhava o teto.


Eram apenas palavras, é obvio. Quando tivesse que colocá-las em prática, era impossível que Gina se metesse na cama com alguém só pelo sexo. Não era desse tipo. E ele devia saber disso. O anúncio desse dia tinha sido um mecanismo de autodefesa para convencer os dois que o acontecido na noite anterior não tinha sido de grande importância.


No entanto, era uma maldita bênção que estivessem nessa ilha, casados para todos os efeitos, porque a história demonstrava que Gina era famosa por ser impulsiva. Se estivessem no continente, não era inconcebível que tivesse tentado amadurecer sua vida antes de ter analisado as conseqüências. Com um pouco de sorte, assim que fechassem o trato com Mulligan, voltaria a fomentar o ideal do amor eterno e uma casinha com cercas.


— Harry... está acordado? — sentou-se de repente ante o som de sua voz suave. Apertou os dentes ao ver iluminada pela lua uma boa extensão de pernas nuas sob uma camiseta grande e tratou de conter sua excitação. — Podemos conversar um minuto? — embora sua libido lhe sugeria outra coisa, e durante mais de um minuto, assentiu. — Não sei como dizer isto...


— Dizer o que, Gina? — perguntou com voz rouca; a vacilação que percebeu em sua voz lhe acelerou o pulso.


— É a respeito de ontem à noite... e o que comentou no navio.


— O que tem o acontecido ontem à noite? — por isso então lhe palpitava algo mais que o pulso.


— Bom — olhou-o com olhos tímidos antes de baixar a cabeça, — preocupa-me que talvez tenha tido má sorte. Bom, em realidade, aos dois.


— Má sorte? Como?


— Ao dizer a Tory que estava grávida.


— Que... quer dizer que... poderia estar gr... grávida? — tragou saliva. — Grávida?


— Droga! Sabia que não devia ter mencionado. Agora você também está preocupado — preocupado? Estava brincando? Ficou catatónico. — Por favor, Harry — insistiu. — Não se domine pelo pânico. Só existe uma possibilidade muito remota de que esteja.


— Mas... mas usamos preservativos. Por que crê...? Oh, demônios! Um saiu depois de...


— Sei que no momento nos pareceu engraçado. Mas me pus a pensar no acontecido, e ao refletir... bom... Olhe, Harry — continuou. — É provável que minha reação seja exagerada. De fato, estou segura de que não me teria ocorrido se você não tivesse mencionado hoje a Tory — bateu na perna em um gesto para lhe dar confiança, mas o calor de sua mão na coxa dele bastou para atribuir seu aumento de temperatura a outras coisas que uma iminente paternidade. Entretanto, quando apoiou a mão na dela, ela se levantou como impulsionada por uma mola e forçou uma risada. — Na realidade, acho que estou me comportando como uma tonta. As possibilidades de que esteja... — sacudiu a cabeça. — Tudo é ridículo. Esquece que o mencionei e...


— Que esqueça o que! Demônios, Ginevra, poderia me pedir que deixasse de respirar — saltou do sofá e começou a ir de um lado a outro.


“Gina está grávida de meu filho”. Tentou imaginar seu ventre liso inchado com a criança. Não pôde. Mas ao mesmo tempo sentiu uma onda de estímulo percorrer suas veias. Pensou... pensou... Maldição, não podia pensar! Até respirar lhe custava.


Ante a prova da evidente e extrema agitação de Harry, Gina se sentiu dominada pela culpa. O que lhe havia dito não se achava além das possibilidades do possível, mas foi a maldade o que a motivou a acrescentar que estava preocupada. Não era verdade. As probabilidades de que tivessem um filho eram quase tão remotas quanto ele lhe dizer que se apaixonou perdidamente por ela. Como a tinha ferido muito, quis castigá-lo.


A tinha impulsionado a pensar em quão bem desempenharia o papel de marido e que lhe faria o amor como se fosse a pessoa mais preciosa do mundo, para logo anunciar em público que iam ser pais. Era como se lhe tivesse proporcionado seu sonho mais desatinado para arrebatar-lhe momentos depois. Odiava-o por isso, mas, ao mesmo tempo, amava-o muito para desfrutar com seu sofrimento.


— Harry... por favor. Não tem sentido se inquietar. Eu... tenho a convicção de que não estou grávida.


— Não, não é verdade. Que esteja segura — sua boca era uma linha sombria ao olhá-la.


— Certo. Mas... é muito improvável.


— Improvável não significa impossível — deixou de caminhar e se deteve ante ela. Necessitou toda sua força de vontade para não beijá-la. — Quando saberá?


— Hmm... Em nove ou dez dias.


— Muito bem. Bom, se estiver... grávida, eu... — tragou saliva com esforço—. Eu... estou disposto a me casar com você.


— Se me pedir isso, direi que não — embora seu coração se excitasse mais que sua cabeça ante tão nobre oferecimento.


— O que? Por quê?


— Porque não me motiva o sacrifício humano, Harry — irritou-lhe que ele parecesse tão surpreso.


— Está dizendo que se casar comigo seria um sacrifício?


— Pelo amor do céu, Harry! Deixou bem claro que jamais quis se casar...


— Sim, mas o dizia de forma voluntária. Isto é diferente. Se leva meu filho, então me casar com você é uma obrigação. De fato, estaria preparado para me casar com qualquer nestas circuns... grrrugh!


Quando o traseiro de Harry impactou contra o chão, Gina seguiu seu inesperado gancho de direita com uma descrição furiosa e colorida de sua herança, ressaltando-a com uma série de chutes lançados ao azar sobre áreas de sua perplexa forma.


— No que depender de mim... — chute — ...pode colocar suas obrigações... — chute — ...no traseiro, Harry Potter! — chute. —  Não me casaria com você nem que estivesse grávida de dez meses de quíntuplos e já tivesse sete de seus filhos! Um...


Harry agarrou seu tornozelo na metade de um chute, desequilibrando-a o suficiente para que caísse em cima dele. Imediatamente ela começou ficou a lutar para se libertar.


— Me solte, filho de...


— Shhh, Gina. Fique tranqüila, querida.


— Nada de querida... — esmurrou um punho contra seu ombro — ...insensível, arrogante e libidinosa peça de escória! — o ombro recebeu outro golpe. — Solte-me!


— Não! Ai! Gina, para! — insistiu, segurando seus pulsos.


— Por que? — demandou, sem deixar de tentar se soltar.


— Porque não é bom para o bebê que se excite tanto — imediatamente ela ficou quieta, e ele só pôde discernir em sua expressão confusão e angústia.


— Harry... eu...


— O que?


— Nada — meneou a cabeça. — É que, embora estivesse grávida, o pouco que sei sobre o tema indica que posso realizar um exercício suave.


— Bom, como eu não sei nada sobre o tema, aceitarei sua palavra. Mas... — esfregou a mandíbula — ...o que me preocupa é minha saúde. E como tenho uma relutância instintiva a me defender de uma mulher possivelmente grávida, acha que poderia dominar seus impulsos homicidas até que saibamos com certeza?


Ela se levantou para ficar sobre ele, e as mãos à cintura elevaram ainda mais a já curta camiseta. O intimidante passo seguinte que deu aproximou suas formosas e nuas pernas a centímetros de seu contato.


— Relutância instintiva, uma merda! Seus instintos são tão lentos que nem sequer viu chegar o soco! — esboçou um sorriso contente.


— Tem razão, não vi — concedeu, mas não falava só de sua poderosa direita. Nos últimos dias Gina tinha conseguido desequilibrá-lo física e emocionalmente até tal ponto que nem sequer a idéia de poder ser pai lhe parecia tão devastadora como teria esperado uma semana atrás.


Certamente, talvez parte da calma que sentia se devia ao feito de que Stephanie não tinha saltado de contente ante sua promessa de se casar com ela se de verdade estivesse grávida. Embora pudesse ter mostrado um pouco de gratidão. Fazia alguns dias estava disposta a casar-se com esse imbecil de Malfoy só porque acreditava estar apaixonada por ele.


Momentos depois ela se despediu de forma apenas audível, mas Harry sabia que lhe seria impossível dormir. Podia dedicar-se a pensar em algo sobre o que nada podia fazer nesse momento ou tratar de se centrar no motivo que o tinha levado a Illusion Island, e dar os primeiros passos positivos para conseguir que Mulligan baixasse o ridículo preço que pedia pelo complexo.


O mais inteligente era se decidir pela segunda opção; que pudesse realizá-la era outra questão.


 


— Vamos, Ginevra — disse ante seu reflexo. — Coragem. Não pode ficar toda a manhã no banheiro.


Sobressaltou-se ao ouvir uma batida forte do outro lado da porta.


— Chegou o café da manhã, Gina!


— Hmm... bem. Obrigada. Saio daqui a pouco.


Precisou de outros cinco minutos para reunir coragem para olhar para Harry, algo ridículo se tinha em conta que se supunha que era uma adulta madura e que o conhecia de toda a vida. Igualmente ridículo foi que o coração lhe desse um tombo no instante em que ele elevou a vista quando se sentou à mesa.


— Espero que tenha conseguido dormir um pouco ontem à noite, porque foi impossível — disse com um sorriso que não funcionou. Parecia esgotado, e ela não pôde atribuí-lo só ao desconforto do sofá.


Só uma mulher insensível poderia ter feito a ele o que lhe fez. E pensar que tinha julgado Tory! Cheia de remorso, agarrou-lhe a mão. Sentiu seu tremor incluso antes que seus olhos verdes se abrissem para refletir o mesmo, mas quase imediatamente ele se reclinou contra a cadeira e rompeu o contato.


— Sinto muito, Harry. Não devia ter soltado tudo isso ontem. Não quando está no meio de uma negociação crucial. Foi insensível e pouco profissional. Se soubesse, Duncan me esfolaria.


— Se soubesse o que? — arqueou uma sobrancelha. — Que dormimos juntos ou que alertou às possíveis repercussões de tal ato?


— Não seja chato. O último, é obvio. Duncan e eu sabemos que sua libido jamais dominou seu comportamento na sala de reunião — contente pelo objetiva que soava, surpreendeu-se quando ele esmurrou a mesa com um punho.


— Obrigado por me recordar isso Gina! Me certificarei de destacar a ele se estragar este trato e resultar que está grávida!


— Não estou grávida!


—Pode estar!


— Só existe uma ínfima possibilidade. Não precisa se preocupar até que nos asseguremos disso.


— Não me preocupa!


— Pois tinha me enganado. Faz um minuto, quando segurei sua mão, comportou-se como se tivesse a peste bubônica — conteve as lágrimas e se obrigou a prosseguir com tom racional. — Esperemos para ver o que acontece. Depois, se estiver grávida, podemos decidir se contamos ou não a Duncan quem é o pai.


Harry se levantou de repente, sacudindo a mesa e derrubando alguns copos.


— Não há nada que decidir! — rugiu. Nunca tinha desejado com tanta vontade matar alguém com suas próprias mãos. — Entenda... isto... Gina — baixou a voz, mas avançou para ela com cada palavra que pronunciava. — Se tiver meu filho, Duncan e todo mundo vai saber que eu sou o pai — se inclinou com lentidão e apoiou ambas as mãos no respaldo da cadeira, prendendo-a. — Captou a mensagem, Ginevra Molly Weasley? Porque não tenho nenhuma intenção de ficar de lado em silêncio enquanto você se lança no caminho da abandonada mãe solteira.


— M... mas... você... sabe que Duncan não... gosta que... exibamos nossas... hmmm... relações pessoais no escritório — tragou saliva e jogou a cabeça para trás para estabelecer um pouco de distancia entre eles. Harry rebateu seu esforço aproximando-se mais.


— Ao demônio Duncan e seu cenho franzido. E esquece qualquer idéia de se negar a se casar comigo, porque nenhum meu filho vai crescer sem ter seus dois pais.


— Uma... uma pessoa não tem que estar casada para ser pai ou mãe, Harry.


Praticamente tinham os narizes grudados. Estavam tão perto que estrangulá-la já não era o que mais ocupava seu esgotado cérebro. Quando o aroma de seu xampu se mesclou com o aroma que reconhecia como exclusivo dela, não pôde deter sua faminta boca de procurar seus lábios.


No momento em que sua língua encontrou a suave umidade do lábio inferior de Gina, o desejo que o rasgava era visceral. Gemeu e sua gloriosa intensidade o fez fechar os olhos.


— Oomph!


Pela segunda vez em menos de doze horas ela o pegou despreparado. Nessa ocasião com um empurrão no peito que o obrigou a vacilar para trás, embora não o derrubasse ao chão. Imediatamente ela ficou de pé.


— Afaste-se, Harry — advertiu. — Bem, perfeito! Se estiver grávida me certificarei de que você receba todos os méritos. Mas que nem ocorra a você que poderá me convencer que me case contigo e, assim, se converter no último mártir vivo com uma sessão de beijos sexys e ardentes! Porque jamais repito meus erros.


— Mentirosa — brincou. — Esquece que comi duas vezes o que você cozinhou.


— Muito engraçado! Mas vou dar um conselho, Harry... Em seu lugar eu não voltaria a comer, porque a próxima vez que diga que fiz algo muito amargo não será porque tenha esquecido de colocar açúcar. E agora, quer fazer um favor aos dois e esquecer essa... essa idéia a respeito de querer se casar comigo para que possamos nos concentrar em fechar o contrato? Quanto antes chegue ao santuário de minha casa, melhor.


— Estou tão ansioso como você de chegar em casa, Gina. Mas, para que fique claro, jamais disse que queria me casar com você — sentiu a necessidade de indicar ante a obstinação dela sobre o tema. — Disse que me casaria com você. Há uma diferença! — “como um homem do intelecto de Harry podia ser tão... tão emocionalmente retardado?”, pensou Gina, furiosa. Alheio ao perigo potencial para partes vitais de sua anatomia, ele colocou uma pasta azul sob seu nariz — Esta — grunhiu — é minha última oferta pelo Illusions. Dê uma olhada enquanto tomo uma ducha. Devemos nos reunir com Mulligan em uma hora.


O comentário fez que esquecesse sua ira como não teria conseguido outra coisa.


— Quer que vá? Por que? Só estou aqui de adorno. Nunca antes participei de uma compra.


— Mulligan não sabe — encolheu de ombros. — Espero que dê a impressão de que estamos mais comprometidos com o assunto se formos os dois.


— Mas eu não poderei contribuir com nada. Em todo caso, se abrir a boca posso estragar tudo.


 —Tolices, Gina. Desde que tem seis anos escuta a Duncan falar dos motivos para comprar hotéis — a olhou fixamente. — Quero que esteja presente.


— Muito bem. Deseja-me em modo de pleno rendimento?


Se tinha em conta o que sentia Harry, era uma pergunta carregada, mas ele conteve a resposta e assentiu.


— A partir deste momento será melhor que empreguemos toda nossa artilharia; Kingston espreita na sombra, sem dúvida preparado para oferecer uma soma ridiculamente obscena.


— Talvez Mulligan minta sobre Kingston com a esperança de que aceite sua oferta. Sabe o que sente Duncan sobre as propriedades em mãos de estrangeiros — aventurou.


— É certo. Acredito nele quando afirma que gostaria que Illusions esteja nas mãos da Sanders, mas me incomoda tratar de deduzir o preço de seus sentimentos. Acredito que nos dará duas possibilidades para negociar uma quantidade que goste, e se não acertarmos, aceitará o que lhe ofereça Kingston.


— Duncan insistiu que não queria que Kingston o derrotasse nisto — Gina franziu o cenho.


— Sei — passou uma mão com gesto cansado pela nuca. — Mas eu não sou Duncan; não posso comprar a um preço que signifique que precisaremos de vinte e cinco anos para obter um benefício decente. Onde nos deixa isso?


— Imagino que dependemos de seu instinto — sorriu. — Se serve de consolo, o dia que parti Duncan comentou que tinha uma confiança absoluta em seu julgamento.


— À vista dos acontecimentos recentes, não esperava que defendesse que seguisse meus instintos.


— Referia-me a seus instintos nos negócios, Harry. E agora, a menos que queira que nos ponhamos a discutir outra vez, sugiro que vá tomar banho.


 


Harry esteve magnífico.


Durante a longa e intensa reunião com sir Frank, sua atitude foi tão imparcial que um observador neutro teria pensado que não tinha interesse no contrato; mas com apenas uma sobrancelha arqueada ou uma pergunta sutil faria que o outro corrigisse um fato ou uma cifra que aproximava as negociações a favor da Sanders Corporation. Em várias ocasiões pediu a opinião de Gina, mas de tal modo que ela não podia evitar confiar em sua resposta. O apoio a seus comentários e sua inesgotável capacidade de expor números para respaldar todas as afirmações dela quando sir Frank as questionou, encheu-a de uma nova admiração pela forma exaustiva em que conhecia todas as facetas das operações da Sanders Corporation. Não havia dúvida de que a fé que o padrinho tinha nele estava justificada, mas quando ao final sir Frank se reclinou em seu assento, depois de cinco horas de debate, e anunciou que estava satisfeito com a oferta da Sanders, o orgulho que Gina experimentou de Harry foi mais pessoal que profissional.


Seu primeiro desejo foi lhe rodear o pescoço com os braços, mas, imitando-o, limitou seu entusiasmo a um sorriso tão profissional como o que dirigiu a sir Frank.


— Bom — comentou o homem mais velho, — acredito que isto requer uma celebração. O que acham de um jantar às oito?


— Sinto muito, sir Frank — repôs Harry, — mas devemos retornar ao continente assim que seja possível. Pode arrumar que seu piloto nos leve a aeroporto de Cairns esta tarde?


A solicitude do Harry provocou uma dor aguda em todo o corpo de Gina. Terminou. Missão cumprida. Em algumas horas seu falso casamento com Harry Potter estaria concluído. Sem mais briga. Sem mais beijos. Sem mais amor.


Bem!


Quanto antes voltasse para sua vida normal, melhor. Harry queria pôr fim ao fiasco o mais rápido possível, quase imediatamente. Ela também. Alegrava-lhe que terminasse. Tinha desempenhado sua parte e o padrinho estaria exultante com o fechamento do contrato.


Céus, era tão grande o alívio de que tudo tivesse acabado, que não podia pensar no que devia fazer a seguir... As malas. Sim, sua primeira prioridade eram as malas. Oh, e teria que ligar para Hermione ou Duncan para que fossem buscá-la no aeroporto de Sydney. Não, seu padrinho não... provavelmente quereria falar das negociações, iria querer que os três jantassem juntos.


— Ginevra... um brinde — piscou ante o som da voz de sir Frank e descobriu que lhe ofereciam uma taça para champanhe cheia com suco de laranja. Seu rosto deve ter mostrado confusão, porque lhe explicou: — Não deve tomar álcool se estiver grávida, querida.


“Não estou grávida!”, gritou mentalmente, mas de forma automática sorriu, aceitou a taça e a elevou para brindar pelo êxito do trato. Tinha bebido dois goles quando Tory entrou na sala com uma bata aberta e um biquíni que fazia que se perguntasse por que se incomodou em colocá-lo antes que a morena tivesse podido se queixar de que a deixassem à margem do brinde, Gina depositou a taça na mesa e se desculpou, aduzindo que devia começar a fazer as malas.


Harry murmurou algo similar e começou a guardar documentos em sua maleta, mas a idéia de ficar a sós na cabana com ele era algo superior ao que podia enfrentar nesse momento.


— Não, hmmm... querido — se obrigou a sorrir. — Um dos dois deveria ficar para celebrar o acordo do modo que se merece. Está bem... eu farei as malas — ignorou o olhar hostil dele e apertou a mão de sir Frank; em seguida se preparou para enfrentar os olhos felinos de Tory. — Adeus, lady Mulligan — sorriu, depois observou fugazmente a copiosa quantidade de carne nua potencializada pelo plástico. — Sem dúvida foi uma verdadeira... “revelação” conhecê-la — deu meia volta e se dirigiu para a porta. Harry a abriu, mas a lentidão de seus movimentos a obrigou a elevar a vista.


— O que acontece? — perguntou de modo que só ela pudesse ouvi-lo.


— Nada.


— Por que está zangada comigo?


— Por que estaria? Realizou uma negociação extraordinária.


— Os dois. Não poderia ter conseguido sem você.


— O que você diga — sorriu para não chorar. — A boa notícia é que se terminou, e dentro de algumas horas poderemos acabar com esta charada. Pensando nisso vou fazer as malas!

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