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7. "Tudo vai ficar bem."


Fic: Um plebeu em minha vida


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N/A: Olá gente! Eu disse que iria colocar o cap na segunda, mas a menina aqui ficou sem net. Mas aqui está o capitulo! E devo dizer que já estamos na reta final da história. É isso mesmo.
Aproveitem a  leitura e depois comentem!!



Cap 6 – "Tudo vai ficar bem."


Acho que não existem palavras que possam descrever como me senti depois que Alvo foi embora. Pode parecer uma coisa clichê, mas era assim mesmo. Era uma vontade de chorar e se esconder do mundo. A última coisa que eu queria era que ele me odiasse. Eu sei que foi errado mentir pra ele, mas é sempre assim. Nos sentimos desconfortáveis com uma mentira, às vezes queremos até contar a verdade, mas o medo está lá. Aquela sensação de que tudo pode se acabar, e no final é sempre isso que acaba acontecendo.
Eu subi direto para o meu quarto, sem parar para conversar. Sabia que teria que falar com a Lily, se ela ainda quisesse falar comigo, e pedir desculpas a Gina. Afinal acabei machucando o filho dela.
Não sei que horas finalmente consegui pegar no sono. Mas lembro do que sonhei. Eu estava sentada no jardim principal do castelo. Estávamos na primavera, porque eu podia ver as flores espalhadas pelo local. Eu sempre adorei a primavera. Eu costumava ficar assim, sentada lendo um livro.
No sonho Robert estava do meu lado e ele sorria.
--- Eu sempre adorei este lugar. --- Comentei emocionada. --- Será que vou vê-lo de novo?
--- As coisas estão difíceis agora Bella.
--- Me disse Robert. --- Mas no final vai acabar tudo bem.
--- Mas como Rob?
--- Você é forte Bella. Vai saber enfrentar tudo que vier.



O café da manhã foi... Solitário. Quando cheguei, Harry e Gina já haviam saído e Lily estava no quarto. Tessa parecia saber que algo estava errado, mas não o motivo.
--- Não se preocupe menina. No final tudo vai dar certo.
Era impressão minha ou eu já tinha escutado essa frase antes? Eu só esperava que estivessem certos.
Depois de um café bem rápido fui à varanda e fiquei sentada, olhando para o canteiro onde eu e Alvo havíamos nos conhecido. Depois de mais um tempo de solidão decide tomar coragem e ir falar com Lily.
Bate na porta e ouvi um "entre". Ela estava sentada na cama mexendo no notebook. Ela parou e olhou pra mim. Ela não parecia com raiva, apenas...fria.
--- Posso falar com você? --- Perguntei.
--- Tudo bem. --- Ela colocou o computador na cama.
--- Sinto muito. --- Comecei logo. --- Sinto ter mentido sobre a minha origem, mas isso foi a única coisa sobre a qual menti. Tudo o que falei ou senti foi de verdade, sempre foi.
--- Você iria contar que era uma princesa?
--- Eu não sei...tinha tanto medo de que as coisas mudassem. De que me tratassem diferente.
--- Olha eu...
--- Espera!
--- Pedi. --- Eu cresci com as pessoas sempre me tratando como Anabella Ravensford. Nunca a Bella. Eu nunca tinha ido a um parque de diversões antes de o Alvo me levar lá. Eu nunca fui a um show, mesmo que ele tenha acabado daquele jeito. Eu nunca fui uma adolescente normal.
E então eu vim parar aqui e apesar de todo o problema do meu país, eu consegui ser uma pessoa normal. Eu nunca tive uma amiga de verdade. Acho que sequer tive uma amiga. E eu não quero perder isso agora Lily. Eu não quero.
Tentei segurar o choro. Já tinha chorado demais. Lily ficou ali parada olhando pra mim. Então ela suspirou e veio me abraçar.
--- Você não vai perder. --- Ela sussurrou pra mim. --- Você me deu uma chance, quando eu fiz algo muito pior que mentir. Quem eu seria se não perdoasse você também? --- Nos afastamos e ela sorriu pra mim. --- Vai ficar tudo bem.
--- Eu nunca ouvi tanto essa frase do que hoje.
--- Disse rindo.
--- Isso quer dizer alguma coisa, certo?
--- Tomara.
Nós ficamos algum tempo sentadas, e Lily me perguntou várias coisas da minha vida. Contei a ela dos meus pais e de Robert. Um tempo depois decide perguntar:
--- Você acha que o Alvo vai me perdoar? Será que eu deveria ir falar com ele?
--- O Alvo é...
--- Lily pensou um pouco. --- Ele é o tipo de pessoa que se entrega em tudo que faz. Isso por um lado é ótimo, mas também o torna muito vulnerável. E ele realmente gosta de você. É fácil ver isso. E agora ele está magoado, provavelmente se culpando por ser um idiota apaixonado. Mas isso vai passar.
--- Você acha?
--- Sim. Ele vai ficar remoendo a sua história, depois o tempo que vocês passaram juntos e então ele vai ver que você não estava usando ele. Então ele vai aparecer aqui e vocês vão realmente conversar.
--- Só espero que isso não demore.



Estávamos no meio da semana e ainda sem noticias de Alvo, quando uma surpresa aconteceu. Eu e Lily estávamos na sala conversando quando a campainha tocou. Tessa foi atender e depois apareceu na sala me chamando, dizendo que havia uma encomenda pra mim. Surpresa e preocupada fui ver o que era. Havia um homem com um uniforme de uma transportadora.
--- Bom dia, a senhorita é Isabella Dayle?
--- Sim, sou eu mesmo.
--- Respondi surpresa.
--- Pode assinar aqui, por favor?
--- Vocês têm uma entrega pra mim? De onde?
--- De Londres mesmo.
--- Ele verificou a nota --- Veio da Royal Academy, em nome de Willian Devon.
Devon? Aquele professor de música que tinha conhecido no Royal?
Antes que pudesse dizer mais alguma coisa, três homens entraram com um grande objeto nos braços. Ele estava envolto em um embrulho marrom. Tessa pediu para colocarem na sala, e logo depois eles foram embora.
Eu, Lily e Tessa ficamos ali paradas olhando para aquela coisa no canto da sala.
--- O que estamos esperando? --- Perguntou Lily curiosa.
--- E se for algo perigoso? --- Perguntei. Afinal a última coisa que eu precisava era de um atentado.
--- Uma bomba desse tamanho? --- Lily perguntou divertida.
--- Está bem.
Nós começamos a desembrulhar e eu não consegui acreditar no que via: era um piano de armário!

Eu não podia acreditar! A Royal Academy havia me mandado um piano! Era um dos modelos mais simples, por isso não seria difícil arranjar um local para colocá-lo.
--- Te mandaram um piano? --- Perguntou Tessa.
--- Parece que sim. --- Em cima do teclado, preso por uma fita adesiva, estava um papel dobrado.
" Este piano estava abandonado em nosso depósito, e precisava de concerto. Geralmente arrumamos e doamos para uma escola, mas não poderia deixar passar. Considero um empréstimo da Royal e meu para uma das jovens pianistas mais brilhante que já tive o prazer de ouvir tocar.
Willian Devon"
--- Uau, você realmente encantou o pessoal de lá.
--- Comentou Lily.
Eu apenas sorri feliz. Tessa trouxe um banco e eu pude me sentar em frente ao piano. Pelo som pude perceber que havia sido afinado a pouco tempo. E enquanto ouvia as notas conhecidas, eu realmente acreditei que tudo iria ficar bem.



Tive um sonho ruim à noite. Nele eu era levada pelos guardas até um cela de prisão. Podia ouvir meu primo rindo e ele tinha um olhar maníaco enquanto segurava a bandeira de Willborn. Quando a cela se fechava eu me voltava para a entrada e via Alvo ao longe. Ele estava sério e por mais que eu gritasse pedindo ajuda, ele não vinha. Apenas se afastava mais e mais.
Quando acordei vi que ainda era três da manhã. Sentindo que não conseguiria pegar no sono naquele momento, decidi descer. Acabei indo até a sala onde estava o piano. Não iria tocar, se não acordaria a todos. Mas fiquei ali sentada passando os dedos pela madeira distraída.
--- Sem sono? --- Me voltei rapidamente para a porta e Harry estava ali, encostado na umbrada. Ele segurava uma caneca na mão. Eu não falei nada e ele continuou. --- Lily me contou do piano. Foi muita generosidade deles darem a você.
--- É só emprestado.
--- Essa era a primeira vez que conversávamos desde que Lily e Alvo ficaram sabendo de tudo. --- Se por acaso ele atrapalhar na sala, eu posso arranjar outro lugar ou devolvê-lo.
--- De modo algum Bella. Ele até dá um charme à sala.
--- Harry sorriu e se sentou do meu lado.
--- Eu tive um pesadelo. Por isso acordei. --- Contei segundos depois. --- Eu...
--- Não precisa me contar se preferir. Sei como é querer esquecer de algo que sonhamos.
Olhei para ele curiosa, e ele continuou a falar.
--- Normalmente acordo de madrugada por causa de alguma lembrança do passado. A Gina sabe disso, é por isso que sempre tem uma caneca de leite e um prato com biscoitos na geladeira. E o pote de sorvete também.
--- Pote de sorvete?
--- Sim. É para aqueles dias em que os sonhos são piores. Quer um pouco?
Eu confirmei e nós fomos até a cozinha. Ele tirou o pote da geladeira e serviu um pouco pra mim. Eu fiquei ali olhando pra ele, e era tão fácil ver a semelhança entre os dois...
--- Preocupada com o Alvo? --- Ele me perguntou de repente, antes de se sentar à minha frente.
--- Sim. Mas sei que ele precisa de tempo.
--- É verdade. Às vezes me pergunto como não percebi antes...
--- O que?
--- Vocês dois. Estava tão na cara. O modo como ele sempre estava perto de você ou os passeios... Ou os olhares.
--- Eu gosto do seu filho Harry. De verdade.
--- Eu sei. E sei que ele também gosta de voce. Mas já pensou que talvez o melhor fosse esquecer isso? Afinal querendo ou não você é uma princesa e uma hora ou outra terá que partir.
--- Já pensei nisso. Mas era tão difícil fazer isso quando ele estava por perto.
--- O Alvo sabe pegar o que quer, não é?
--- Nós dois rimos cúmplices.
--- Nós nunca... nunca desrespeitamos vocês, Harry. Mesmo quando passamos a noite no quarto dele na universidade. --- Eu quis esclarecer isso.
--- Eu sei. Conheço o meu filho.
--- Eu só quero que ele fale comigo.
--- Eu expliquei triste. --- Se não namorármos mais vou entender. Mas eu não posso viver ou ir embora daqui com o Alvo me odiando.
---Acho que já vou subir.  ---
Eu disse depois de algum tempo. --- Boa noite Harry.
Quando estava saindo da cozinha, Harry me falou:
--- Sabe qual é a prova de que ele não te odeia? O piano.
--- Como assim?
--- Quem você acha que conversou com o Devon e deu o endereço da casa?
--- O Alvo?
--- Perguntei confusa. --- Então por que ele...
--- Tudo ao seu tempo Bella. Tudo ao seu tempo.
Harry sorriu e após deixar a caneca na pia, passou por mim sorrindo, desejou boa noite e subiu as escadas.
Eu ainda fiquei lá parada. Confusa e contente.



--- Tem certeza que não quer ir Bella? Vai ser divertido!
--- Disse Lily.
--- Podem ir, eu vou ficar por aqui. Não estou com disposição para sair.
--- A exposição está maravilhosa, e seria ainda melhor ter a opinião de uma princesa que já esteve na maioria das grandes galerias do mundo.
--- Comentou Gina.
--- Eu sei... E posso ir amanhã, mas hoje não serei uma boa companhia.
--- Então vou ficar com você!
--- Afirmou Lily. --- Amanhã iremos nós duas.
--- Ah não Lily! Voce estava louca pra ir. Passou o dia todo escolhendo a roupa.
--- Eu tiro e uso ela amanhã.
--- Eu vou ficar me sentindo mal se fizer isso. Eu quero que vá.
--- Tem certeza disso Bella?
--- Perguntou Harry.
--- Vão e não se preocupem. Vou ficar aqui ou no meu quarto lendo.
--- Então vamos logo!
--- Sentenciou Gina. --- Tenho que estar lá para receber os convidados.
Logo depois os três saíram e fiquei sozinha em casa.
Era sábado e era o dia de estreia da exposição dos quadros de um novo pintor na galeria de Gina. Eu não estava com ânimo para ir. Além do que existia a possibilidade de Alvo aparecer lá e eu não sabia se estava preparada para vê-lo.
Ontem pela manhã ele ligou para cá, quem atendeu foi Tessa e ele queria falar com a Lily. De acordo com ela, a conversa girou em torno do evento de hoje, e ele iria.
--- Ele perguntou alguma coisa de mim? --- Eu questionei curiosa.
--- Não Bella. Infelizmente ele não disse nada.
Eu podia ser corajosa e aparecer lá, o obrigando a me encarar, mas isso só iria machucar a nós dois. E querendo ou não eu estava com medo do modo como ele poderia me tratar. Eu não iria aguentar se ele me chamasse de princesa, como fez da última fez. Soava quase como ...Um xingamento.
Eu estava deitada no sofá quando a campainha tocou. Provavelmente algum deles devia ter esquecido a chave.
--- Estou indo. --- Mas quando abri a porta não eram eles. Alvo estava parado na minha frente. Ele estava vestido com uma roupa social. A camisa era branca, as mangas estavam dobradas e os primeiros botões abertos. Ele segurava o paletó preto em uma das mãos. Ele estava sério e não desviava os olhos de mim.
--- Alvo. --- Murmurei.
--- Posso entrar? --- Ele me perguntou.
--- Claro. --- Me afastei pra ele passar. --- Os seus pais e a Lily já foram para a galeria.
--- Eu sei.
--- Seguimos para a sala. --- Acabei de vir de lá.
--- Ahm...Então o que...
--- Voce tem ideia de como me senti?
--- Ele se virou para mim de repente. Ficamos os dois parados no meio da sala. Eu não sabia o que dizer, mas nem precisava porque ele continou. --- O idiota aqui encantado pela americana que estava de férias. Tudo o que eu conseguia pensar era em você e o que eu iria fazer se você fosse embora. Por que pra mim existia uma pequena chance de que você gostasse tanto de Londres que quisesse ficar aqui. Mas isso não vai acontecer, por que você não é americana. Por que você não é uma adolescente normal. Você é uma...princesa! Com um reino e súditos! E isso me torna pequeno demais pra você. --- Ele terminou em um murmúrio.
--- Como pode pensar isso?!? --- Comecei, saindo do meu torpor. --- Eu já conheci muita gente no mundo, mas ninguém como você. Você não é pequeno demais pra mim. Às vezes eu sinto como se eu fosse a pequena, porque você sempre sabe o que fazer, o que dizer e as pessoas se sentem seguras ao seu lado. Eu me sinto segura quando estou perto de você.E às vezes eu me sentia triste e era só você aparecer e isso sumia. Como alguém assim pode ser pequeno?
--- Eu só era..
--- Pode parar aí mesmo! Não vou deixar você começar com essa história de que eu queria novidade. Por que não foi assim. Você não era novidade, tudo o era! Será que não entende? Eu nunca vivi nada disso! Eu era como... A Rapunzel presa no castelo! Só que sem as tranças ou o príncipe. E então eu estava aqui e tudo era incrível e continua sendo.
--- Suspirei.
--- Eu amo você. --- Ele me disse de repente. Ele parecia tão vencido. Eu não queria que ele se sentisse assim.
--- Eu também amo você. --- Foi só então que eu percebi que era a primeira vez que nós dizíamos isso. E era tão libertador. --- Não sei como as coisas vão ser Alvo. Não sei se um dia vou voltar pra casa ou como as coisas vão ser se um dia eu voltar. Eu só tenho certeza do que sinto. E eu não quero que você me odeie. Eu não aguentaria isso.
--- Não odeio você. Jamais poderia odiar você.
Deus, eu era louca por ele! Eu não sabia se ficaríamos juntos no final, mas agora eu precisava tanto dele. Atravessei a sala e o beijei. Ele enlaçou os braços em torno da minha cintura e me puxou pra mais perto dele. Quando percebi estava encostada na parece e ele me apertava. Eu não queria me fastar dele,mas precisávamos de ar.
--- Vem comigo. --- Falei depois de tomar uma decisão. Era uma escolha importante, mas não tive problemas em decidir.
Nos beijamos novamente e eu o puxei pelas escadas até o meu quarto. Tranquei a porta e me virei pra ele. Eu estava tão nervosa.
Ele me puxou pra ele e nos beijamos de novo. Era maravilhoso sentí-lo perto de mim de novo. Não só fisicamente, mas emocionalmente também.
--- Tem certeza? --- Ele me perguntou. --- Nós não precisamos fazer isso.
--- Não precisamos, mas eu quero.
--- Não dei tempo para ele falar mais nada e o puxei para mim de novo.
Foi a experiência mais incrível que já tive. E acho que foi ainda melhor porque foi com alguém que eu realmente amava. Quando se é uma garota e ainda por cima uma princesa, você pára pra pensar em como será a sua primeira vez. Tenho certeza que meus pais jamais me obrigariam a casar com alguém que não quisesse, mas mesmo assim sei que haveria expectativas que meu noivo deveria seguir. Namorado era algo difícil de se ter nas minhas condições.
Nunca me passou pela cabeça o modo como tudo realmente aconteceu.
Seus braços ao meu redor, seus beijos. O modo como ele me carregou para a cama ou seus sorrisos. Era como estar lá e ao mesmo tempo me sentir flutuando no nada.
Nunca vou esquecer este momento e também jamais me arrependerei dele.



Despertei com beijos no rosto.
--- Bom dia princesa.
--- Ah não. Não me chame assim.
--- Por que não?
--- Alvo estava apoiado em um cotovelo, sorrindo pra mim. --- Voce é uma , certo? Mas tudo bem, posso chamá-la de Bell. É o meu apelido pra você.
--- Eu prefiro assim.
--- Passei a mão pelo seu cabelo sorrindo. --- Que horas são?
--- São 7:30 da manhã.
--- O que? Ai meu Deus!
--- Tentei levantar da cama apressada. Então percebi que eu não estava exatamente vestida. Voltei a me encolher debaixo do lençol e Alvo riu. --- Pode parar com isso! Não tem graça.
--- Na verdade tem.
--- Ele sorriu e me puxou pra perto dele. Ele deu um beijo no meu pescoço. Não pude controlar o estremecimento.
--- Imagina se alguém acorda e pega você aqui?
--- Que nada... Todos chegaram tarde e devem estar dormindo.
Eu estava morrendo de medo que alguém nos pegasse. Não é que eu tivesse pensado muito nisso ontem. Ficamos olhando um para o outro. Alvo passava suavemente um dedo pelo meu rosto.
--- Como está se sentindo, Bella? --- Eu sabia sobre o que ele estava perguntando.
--- Estou ótima, não se preocupe. --- Respondi tranquila. --- Al?
--- Hum.
--- Ele respondeu distraído.
--- Pode falar o meu nome? O de verdade? --- Ele me olhou surpreso, mas assentiu.
--- Anabella. --- Foi com uma sensação de alívio que o ouvi dizer. E o modo como dizia era quase tão bom como dizia Bell.
--- De novo.
--- Anabella.
--- Eu o beijei.
--- Posso saber por que essa felicidade toda? --- Me perguntou divertido.
--- Eu só...Fiquei feliz de ouvi-lo de você. É bom poder ser a Anabella com você.
--- É sim. Sabe o que reparei?
--- Ele perguntou alegre. --- Que eu tenho duas namoradas em uma só.
--- É?
--- Claro! A Isabella, jovem americana para todos, e a Anabella, a princesa de Willborn para uso exclusivo meu.
--- Uso exclusivo? Não se esqueça que os seus pais e a Lily também sabem.
--- Está bem, para uso exclusivo meu e da minha família.
--- Ele disse com ar de conformismo.
--- Bobo. --- De repente percebi uma coisa. --- Estou com fome.
--- Está bem, vamos descer e tomar café. Como hoje é domingo, vão todos acordar mais tarde.
--- Certo.
--- Eu ia sair quando me lembrei de um detalhe. --- Al, será que pode.... --- Fiz um gesto indicando que queria que ele se virasse.
--- Bella... Voce sabe que isso é um pouco irracional, não sabe?
--- Não ria Al! Só faz por favor!
--- Ele balançou a cabeça rindo e desapareceu embaixo do lençol. --- Não vale espiar!
--- Ande logo, porque posso não me controlar por muito tempo!
--- Ele brincou.
Me levantei rápido, peguei uma roupa e corri para o banheiro.
Era uma coisa besta, eu sei, mas estava envergonhada. Quando saí, Alvo estava já em pé, colocando os botões da camisa.
--- Confortável o suficiente agora? --- Ele me perguntou.
--- Sim. --- Fui até ele e o beijei, fechando o último botão. --- Vamos, que preciso tomar café.
Tínhamos acabado de sair do quarto, quando Lily saiu do banheiro. Ela olhou pra nós dois meio confusa, provavelmente achando que estava dormindo.
--- Eu não estou vendo nada. --- Ela disse enquanto passava por nós e entrava no seu quarto.
Eu e Alvo trocamos um olhar e descemos para a cozinha.
Tomamos café entre beijos e risos contidos. Foi o melhor café da manhã que já tomei.
--- Bom dia! --- Disse Lily ao entrar uma hora depois. --- A manhã não parece encantadora hoje?
--- Sim Lily, está linda.
--- Eu respondi ciente de seu jeito brincalhão.
--- Estou feliz que você esteja aqui Al. Eu não aguentaria mais uma semana da Bella depressiva.
--- Obrigada Lily.
--- Eu disse com ironia. Ela riu.
--- Eu também estou feliz de estar aqui. Estava com saudades. --- Alvo deu um beijo na irmã.
Nós ficamos conversando mais algum tempo até Gina e Harry aparecerem.
--- Alvo? O que está fazendo aqui? --- Harry perguntou, após cumprimentar a todos. Ele tambem reparou na roupa do filho. --- Você dormiu aqui?
--- Foi.
--- Alvo respondeu, enquanto comia uma torrada, distraído.
--- Por que não nos disse que vinha pra cá, querido? Eu teria arrumado o seu quarto. --- Disse Gina.
--- Não é como se ele tivesse precisado, não é? --- Lily comentou brincando. Alvo pegou a torrada e jogou nela. --- Ei!
Eu devo ter ficado vermelha porque a Gina se voltou pra mim. Eu pensei que ela iria falar alguma coisa, como nos dizer como foi errado ou desrespeitoso, mas ela fingiu ignorar o comentário da filha. Não sem antes lançar um olhar de "vamos ter uma conversa depois mocinho" para Alvo, que apenas sorriu e deu um beijo nela.
O café da manhã continuou alegre e descontraído. No final das contas estávamos felizes de estarmos todos juntos.



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N/A: E então? Comentem!!!


N/B: Oi! Ah, o capítulo ficou tão fofo! Tava ótimo!
       P.S.:Pra você que é leitor da fic:levanta a mão quem quer um Alvo!




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