O Beco Diagonal estava na mesma agitação de sempre. Diversos bruxos apressados andavam de um lado para o outro. Pietro como sempre, parecia uma criança querendo ir na famosíssima Loja Gemialidades Weasley. Amaranth concorda com ele, e arrasta Mitkov junto, o pegando pelo braço. Masako se vira para Vanessa e finge uma ânsia de vômito quando o sonserino passa o braço pela cintura da lufana. O grupo entra na loja e somente Masako fica imóvel, sem olhar para nada. Mitkov percebe claramente o uso em combate de diversos dos itens vendidos no lugar. Ele começa a comprar alguns dos itens, enquanto Vanessa olhava com interesse para diversos locais, incluindo uma investigada disfarçada na seção de Poções do Amor.
Ela e Masako nunca reclamaram abertamente de Amaranth. Fora ela que aturava Mitkov quando mesmo Vanessa perdia a paciência com a antisocialidade dele. Era ela que conversava com Mitkov quando até mesmo Masako se irritava com o seu silêncio. Era ela que fazia companhia quando Pietro finalmente cansava de treinar. Mas Vanessa não teve a paciência de vê-lo afundar em depressão por perder outra mulher. E Masako não entendia o valor que Alleria tinha para ele. Pietro simplesmente não agüentava ficar muito tempo perto de alguém em uma depressão tão profunda. Foi ela que levantou o astral de Mitkov. E todos eram obrigados a reconhecer isso. Ela até mesmo havia convencido Mitkov a andar de mãos dadas sem reclamar, feito inigualável até agora.
Depois que eles finalmente saíram da loja, Pietro carregando um número de sacolas superior à soma das sacolas dos outros, eles foram para a Floreios e Borrões. Terminadas as compras, com Mitkov comprando diversos livros extras, todos pedem para que os livros sejam entregues na casa de Mitkov. Logo depois, Amaranth vai à loja de vestes, Mitkov a acompanha, mas ou outros integrantes do grupo não. Eles iriam para a loja de ingredientes de poção. Mitkov pede a Pietro que compre os dele e os de Amaranth e ele concorda com um sorriso no rosto. O sonserino sabia que não adiantaria pedir à Vanessa ou à Masako...
O casal caminha calmamente até a loja de vestes, mas Amaranth o puxa para uma viela paralela e o trava na parede. Ela sorria de uma forma que Mitkov não se atrevia a adjetivar. Ela o beija com vontade e como eles estavam em um lugar público, o sonserino não se preocupa com ela avançar sobre os limites que ele impunha. Eles ficam um tempo assim, até que algo o trás lentamente de volta à realidade. Havia barulho de gritos e as pessoas próximas corriam. O garoto afasta a lufana gentilmente e coloca a cabeça para fora. Um grupo de bruxos vestindo armaduras leves com placas de metal se movia pelo Beco. Diversos aurores começavam a aparatar, mas a maioria era derrubada antes que sua presença pudesse fazer qualquer efeito. Eles no máximo conseguiam conter o ataque para os civis fugir.
Instintivamente ele olha para o céu e vê grossas nuvens negras aparecendo. Vanessa já havia detectado o ataque. Esquecendo-se completamente de Amaranth, ele corre na direção do tumulto. A Holopan se manifestando em sua mão direita com um pensamento. Sua mão esquerda encontra rapidamente a varinha na calça. Ele já havia localizado o distúrbio. Mas não tinha visto os amigos. Já não existiam mais pessoas próximas do local, somente Mitkov corria na direção da confusão, vendo que era um grupo de cinco bruxos no centro do caos.
Todos eles vestiam corceletes de couro reforçados com metal em algumas partes. Traziam os braços livres e as calças eram do tipo que permitiam livre movimentação. Eles se organizavam e se moviam como guerreiros e Mitkov se sentiu levemente incomodado com isso. Não era comum que os bruxos das trevas fossem treinados. E esses eram isso era óbvio. Um relâmpago brilha no alto, iluminado o céu por alguns instantes. Outro segue rapidamente, dessa vez descendo sobre o grupo, mas eles já estavam preparados. Quando o primeiro relâmpago brilhou no céu, eles se separaram um pouco e se abaixaram no chão. Uma barra de ferro estava fincada no chão, atraindo os relâmpagos de Vanessa.
Mitkov hesita por um momento, esses inimigos eram muito mais organizados do que os anteriores. No intervalo entre os relâmpagos um deles aponta a varinha para cima e solta uma rajada acinzentada. Outro relâmpago é atraído pelo pára-raios, sendo inofensivamente dissipado na terra. A rajada cinza estoura com um poderoso uivo. As nuvens de Vanessa são dissipadas em um grande raio ao redor de uma cabeça de lobo uivante. Era de uma cor cinza como o pelo dos lobos do norte. Em um círculo perfeito, as nuvens tempestuosas estavam afastadas, relampejando inofensivamente.
O sonserino volta a correr, pois viu que quatro membros do grupo corriam em uma direção, se afastando de Mitkov. A presença dele ainda não havia sido detectada. A Holopan treme em sua mão quando ele se aproxima furtivamente do bruxo. Ele estava distraído, olhando para baixo. Onde o grupo dele lutava. O guerreiro era capaz de ouvir os urros furiosos de Pietro. O sonserino aponta a varinha para o bruxo e mentaliza um feitiço estuporante. O feitiço acerta a bruxo na armadura, mas ele se vira para trás, tonto, mas ainda acordado. Outro feitiço o derruba no chão, fazendo com que ele caia de joelhos, seu rosto batendo com força no chão logo em seguida. O sonserino sorri quando percebe alguns dentes saindo da boca do oponente com a força que a queda lhe atingiu.
Agora ele poderia auxiliar os amigos. A tempestade rugia acima dele, como se contida por uma mão invisível, por mais que lutasse, não entrava no círculo. Quando o garoto se aproxima mais do ferro, na intenção de passar por ele, percebe um fio prateado que subia aos céus. O instante de hesitação que esse fato lhe proporcionou, fez com que percebesse que o tênue fio parecia levar até a Marca da Alcatéia. Num átimo ele passa a espada pelo fio na intenção de corta-la. Olha para cima enquanto tenta perceber o fio, mas ele parecia não estar mais lá. A grande cabeça de lobo nos céus se desfaz em fumaça e as nuvens voltam rugindo a ocupar todo o céu. Com outro golpe, ele derruba o pára-raios e logo em seguida, conjura um Incarcerous no inimigo estuporado. E volta a correr na direção do combate.
Os relâmpagos de Vanessa voltam a cair com violência sobre o combate. Quando Mitkov chega, Pietro estava desmaiado no chão e Masako tinha os olhos, a boca e o nariz sangrando. Ela estava de joelhos no chão, mantendo o último dos bruxos de pé, afastado de Vanessa. A tempestade estava cada vez mais fraca, a grifinória estava tentando exigir demais da Natureza, seu poder já desgastado pelos raios absorvidos. Quando o bruxo percebe que o que o mantinha afastado de uma garota era algo que a outra estava fazendo, ele começa a se aproximar da oriental. Quando ele já estava a pouco menos de três metros da corvina, ele aponta a varinha e olha com uma certa curiosidade para o peito.
Mitkov havia chegado. O barulho da corrida disfarçado pelo som da tempestade. Sua espada havia trespassado com violência o corpo do bruxo que olhava atônito para trás. Ele dá alguns passos para o lado e Mitkov solta a espada. Começa a chover. Ele ergue a varinha, apontando-a para o guerreiro que aparentava estar desarmado, a varinha oculta atrás do corpo. Com um gesto, ele convoca o seu fogo interior. O bruxo começa a queimar, a armadura de couro que lhe protegia servindo de combustível para o fogo, o óleo que azeitava seu corcelete fazendo com que o fogo queimasse mais forte.
E o sonserino não parava. Não hesitava. Fazia somente o fogo queimar mais forte. O cheiro de carne queimada, de gordura queimada, sendo abafada pela chuva que caía mais forte. Era difícil manter o fogo queimando, mas Mitkov ignorava a chuva, alimentando o fogo com sua raiva. Raiva do que eles fizeram com os seus amigos. Raiva pelo sangue que Masako fora obrigada a derramar. Raiva por eles terem consumido a energia de Vanessa com o pára-raios. Raiva por terem machucado Pietro. Quando alguém finalmente tocou no ombro de Mitkov, a chuva já tinha parado e Vanessa já dispersara a maior parte das nuvens. O céu estava levemente nublado, mas diversas faixas de azul já estavam visíveis no céu. Masako e Pietro estavam sentados, sendo ajudados por alguns medi-bruxos. Com um gesto displicente, Mitkov esconjura o fogo.
Não havia sobrado nada que se pudesse reconhecer como humano. Mitkov havia queimado até as cinzas. E manteve as cinzas queimando. Estava se sentindo cansado. Olhava para o que seria o corpo do bruxo. E sorriu. Ele se sentia calmo. Ele se sentia calmo como há muito tempo não ficava. Ele queimara não somente sua raiva. Queimara também sua dor. Extravasara todos os seus sentimentos negativos naquele fogo. Por isso tinha queimado tanto. Ele se surpreendeu ao perceber que se lembrar de sua dor não a aumentava. Sorriu feliz ao perceber que podia lembrar de Alleria sem sentir dor. Somente a tristeza natural pela perda. Somente o normal. Ele tinha seguido em frente. Descontara suas frustrações em um inimigo. Como um Holopainen faria. Seu rosto estava frio como lhe era normal, mas havia perdido a tensão constante ao qual estava submetido desde a morte de Alleria. Via os aurores indo de um lado para o outro. Viu o bruxo amarrado por seu feitiço sendo trazido para perto dos outros.
Ele fuzilava Mitkov com os olhos. E os aurores riam disso. Brincavam com o capturado. O sacudiam com certa violência. Um medi-bruxo se aproxima dele, mas percebe que não tinha ferimentos. Logo depois ele percebe o olhar irado do bruxo para Mitkov e pergunta:
- Foi ele quem apagou você? – o tom de voz era levemente irônico. Os aurores caíam na gargalhada. Mitkov não pôde deixar de pensar que ainda pouco eles estavam tomando uma surra de somente cinco bruxos. Que foram derrotados por alguns jovens que mal tinham feito quinze anos. E estava indo para o quinto ano de escola.
- Ele precisou de dois estuporante... – a voz de Mitkov era fria e baixa. Somente alta o suficiente para quem estava próximo ouvir. O medi-bruxo olhava para Mitkov ainda rindo. As feições do garoto sempre passaram a impressão de que ele era mais velho. Mas o médico ainda parecia considerá-lo fraco demais.
Um dos aurores o encarava de forma estranha. Ao longe, Amaranth se aproximava correndo. O combate já terminara fazia um bom tempo. E a lufa voltava com diversas sacolas. Quando ela chegou, as sacolas foram para o chão e ela pula em Mitkov, quase o derrubando no chão. Ela o beija com força, abraçando-o.
- Eu sabia que era você! – o auror que o olhava apontava para ele. Alguns dos repórteres e fotógrafos que estavam ocupados registrando o local do atentado e os corpos, se viram para o auror que ainda apontava para ele. – É o grupo que derrotou a Segunda Leoa! – e os fotógrafos entraram em um frenesi quase sobrenatural, tamanha a quantidade de luzes. Masako estranhamente não estava mais próxima ao local e Vanessa começava a posar para as fotos. Pietro estava enfaixado mas sorria sem jeito acenando para as pessoas que começavam a se juntar, agora sendo contidas pelos mesmos aurores que estavam lutando há pouco.
Mitkov estava sendo quase cegado pelas fotos. Sente novamente a espada em sua mãe e vê que Pietro a havia pegado e entregue a ele. Depois uma névoa espessa os esconde. Uma névoa negra que Mitkov já havia visto uma vez antes. Em uma luta entre Vanessa e Amaranth. Ele sente a mão de alguém o segurando e a voz de Masako ecoa em sua mente, pedindo que segurasse alguém. Quando Mitkov estava com as duas mãos sendo seguradas, ele perde o chão por um momento e cai de joelhos.
Estavam em frente à casa dele.Masako segurava uma de suas mãos e Vanessa segurava a outra. Pietro estava segurando a outra mão de Vanessa e de Masako. Amaranth não estava entre eles. O sonserino solta as amigas e olha em volta. Sem névoa negra. Sem a cobertura de Amaranth.
- Onde está Amaranth? – a voz de Mitkov era fria. As duas nunca disfarçaram que não gostavam dela.
- Estava tudo escuro... Nem mesmo eu poderia ver alguma coisa. Acho que ela ficou para trás. A mente dela é inacessível para mim. – Masako adorava misturar verdades com mentiras de forma que o jovem Holopainen nunca era capaz de detectar. Da mesma forma que a mãe dele.
O grupo entra no terreno da casa de Mitkov e caminha até a porta principal. Quando entram, sua mãe estava assistindo televisão tranqüilamente. Ela adorava ver coisas sobre os trouxas. Depois que eles largam as bolsas que ainda estavam em suas mãos, Pietro era sempre muito atento com essas coisas.
- Onde está Amaranth? – ela olhava para os quatro, parando mais em Pietro, que estava enfaixado. Masako havia sido limpa pelos médicos e Vanessa não estava ferida. Era raro que ela se envolvesse em combate direto.
Como se respondendo a pergunta da mãe de Mitkov as chamas da lareira se avivam em um verde vivo e Amaranth estava lá, espanando um pouco de cinzas que havia em suas vestes negras. Ela sorri enigmaticamente para a mãe do sonserino e se volta para o grupo.
- Vocês sumiram de repente. Eu tive praticamente que fugir dos jornalistas... Todos fazendo perguntas ao mesmo tempo... – Ela olhava para Mitkov de forma hipnótica enquanto caminhava. Silenciosa. Felina.
- A Masako tirou a gente de lá... Parece que ela desaparatou com a gente... – Pietro sorria abertamente. Amaranth não estava dentro do elo psíquico que a corvina criava entre eles com frequência.
A garota sorri para Pietro que enrubesce um pouco, mas não para de caminhar para Mitkov. O envolve com os braços e o beija. Masako vira o rosto e Vanessa os fuzila, olhando com uma raiva fria para a lufa. Pietro ergue os braços como se estivesse sendo rendido e a mãe do garoto sorri. Ela entendia perfeitamente o jogo que estava acontecendo. E sabia da disputa, mesmo que não verbal. Estava orgulhosa que seu filho finalmente tinha se interessado por alguma coisa que não tivesse envolvimento com lutas e guerras. E aparentemente também despertava o interesse alheio. Provavelmente eram os olhos muito claros e o jeitinho de menino mau... Ela volta novamente sua atenção para a televisão.
Quando Amaranth finalmente se afasta, o sonserino estava muito vermelho. Ele ergue o indicador e abre a boca para pagar um esporro na lufa, mas ela o beija de novo, desarmando-o. Quando se afasta novamente ele simplesmente fala:
- Não faça isso na frente dos outros... – e se afasta rapidamente, indo verificar as encomendas em seu quarto. Esperava que elas já tivessem chegado, de forma que pudesse estudar e adiantar ainda mais as lições. Estava estudando com os livros da biblioteca, o que o impedia de ir muito rápido, pois não podia entremear as lições do livro com suas anotações. Agora que os amigos estavam com ele, ele não passaria mais o dia assistindo a infinidade de filmes que sua mãe comprava sempre que saía. Nem seria obrigado e ajudar Amaranth a vestir sua mãe para o trabalho ou para sair.
O restante do dia foi tranqüilo. Mitkov decidiu, por influência de Amaranth e insistência de Pietro, começar a puxar mais no estudo somente no dia seguinte. Ele achava que o fato de ele ter descoberto como o vídeo game funcionava havia pesado em sua decisão de começar somente no dia seguinte... Masako logo estava jogando com Pietro. Ela obviamente conhecia a tecnologia, mas Masako conhecia muitas coisas que eles nem imaginavam. Isso era óbvio para quem lia mentes alheias. Vanessa estava com a mãe de Mitkov assistindo filmes e escolhendo combinações de roupas. Ela adorava moda, mas entendia muito mais da moda bruxa, por mais que não fosse uma completa ignorante na moda trouxa.
Isso dava a Mitkov um tempo sozinho com Amaranth. Ela parecia estar mais carente, passando boa parte do dia abraçada com Mitkov. Eles jantaram com fartura e foram para os seus respectivos quartos. Sem disfarçar, Amaranth vai para o quarto de Mitkov, fazendo questão de passar pelo quarto de Masako, que a segue disfarçadamente. A lufa só sabia que a oriental a estava seguindo, por que ela tinha passado pela porta dela de propósito...
Mitkov, que não sabia do jogo, olha para Amaranth e se ajeita na cama, esperando que ela se deitasse. Ela se vira e fecha a porta, olhando nos olhos de Masako e sorrindo vitoriosamente para a corvina. Quando olha para Mitkov diz simplesmente:
- Não queremos que suas amigas tenham mais motivos para me detestar... Certo? – e coloca as mãos na cama macia do garoto, subindo na cama, de gatinhas e indo até o garoto. Usava uma camisola diáfana de uma cor vermelho escura. Em um tom quase sanguíneo. O corpo dela estava quase que completamente à mostra e pelo sorriso, ela sabia disso. Mesmo Mitkov teve que fechar os olhos e respirar fundo, enquanto sentia a respiração dela na sua pele, arrepios lhe percorriam a coluna quando os lábios dela tocavam sua barriga, seus braços, seu pescoço. – Mesmas regras de sempre? – a voz dela não passava de um sussurro no ouvido dele.
Ainda respirando fundo, se controlando ele acente com cabeça. Tinha certeza de que ela fazia de propósito. De que ela o provocava. Assim como Alleria fazia de vez em quando. Mas Amaranth fazia sempre. Sempre por gestou ou sugestões deixava claro o que queria. E ela queria Mitkov.
A noite foi longa e difícil. Mitkov quase não conseguia se controlar. Ele sabia que era culpa de seus hormônios, de sua idade, mas mesmo assim ele se controla. Para o desgosto de Amaranth. Quando acordou, estavam abraçados, suas pernas entrelaçadas. Mitkov estava sem calças, somente com sua roupa íntima. Ele olha para Amaranth, se afastando com delicadeza. A camisola dela estava no chão, e muito pouca coisa ocultava o corpo alvo da garota. Ele se levanta, e entra no banheiro. Coloca um feitiço de silêncio no banheiro e abre as torneiras da banheira. Faz sua higiene com esmero e quando termina de usar os incontáveis produtos que sua mãe comprava para a higiene, ele entra na banheira. A água quente faz com que seus músculos relaxem e ele sente um leve torpor tomar os seus sentidos novamente. Fazia muito tempo que ele não tomava um bom banho de banheira.
Só percebe Amaranth quando ela já estava sobre ele. Um pouco de água transborda depois que dois corpos passaram a ocupar a banheira. O corpo de Amaranth estava quente como a água. Ela lhe tocava com cuidado e carinho. Ele não tinha vontade de resistir, mas ainda não se sentia pronto para algo do gênero. E tinha certeza de que se os toques dela continuassem, ele não iria se controlar. Então ele dá um jeito de se levantar, deixando a lufa sozinha na banheira. Ele se seca e somente depois olha para trás. Ela trazia um sorriso leve nos lábios. Já havia conseguido mais do que antes. Ela lutava por cada avanço. E parecia gostar da relutância dele. Ele veste as roupas leves que estavam sobre a cama, desfazendo o feitiço de silêncio no banheiro.
- Seja discreta ao sair...
As semanas foram rápidas demais para o gosto de Mitkov. Ele passava boa parte da manhã treinando a parte física. E boa parte da tarde adiantando matéria. Dia sim, dia não, sua mãe os levava a algum lugar, geralmente um shopping ou um ponto turístico qualquer. Ele sempre ficava depois dos amigos estudando. Pietro se distraía rapidamente com o vídeo game. Quando eles saíam, Mitkov emprestava o portátil que sua mãe havia lhe comprado nos EUA. Vanessa gostava de nadar na piscina e de ver filmes. Masako ficava explorando a casa. Ela havia contado à grifinória que Amaranth passava as noites com o sonserino, mas não comentaram nada. Como a mente dos dois era inviolável, ela não tinha certeza do que acontecia. Ela conta também que o amigo já havia feito isso com Alleria. E explica que era por isso que ele sempre chegava antes na Sala Precisa: ele dormia lá.
As noites com Amaranth estavam cada vez mais difíceis de suportar, conforme ela aprendia os diversos carinhos que agradavam a ele. Ela ensina também alguns pontos no próprio corpo. Ele tinha certeza de que, se ele se esforçasse, conseguiria diminuir a vontade dela, mas tudo o que ele fazia parecia fazer com que o fogo dela aumentasse. Mas as lembranças ainda estavam recentes demais. Ele quase agradeceu pelo fim das férias. Agora não iria dormir todas as noites com Amaranth. Nem passar o dia todo com ela. Isso com certeza tornaria tudo mais fácil...