N/A: Antes do capítulo começar, queria dedicá-lo a três pessoas em especial:
- A minha twin Gica *-*
- A Ciça (Cecília Potter) por ter me dado altas idéias sobre Dan/Fee;
- A Vivi Cipriano, já que um dos flashbacks da fic é para atender um dos pedidos feitos por ela.
Sem mais, aproveitem o capítulo *-*
Capítulo 5 – Lembranças, parte 1.
Quando se dá uma festa, espera-se que faça sucesso, e que os convidados ao deixarem o local digam coisas boas a respeito do que viram.
Quando se vai a uma festa, espera-se que diversão seja o ingrediente principal, afinal de contas as outras coisas podem ser acrescentadas.
A festa que rolava solta na casa de Catherine Blaise não estava apenas divertida, como também muito bem falada por todos que estavam no local, e para aqueles que já conheciam toda a galera, era ainda mais fácil aproveitar, pois podiam dispensar a parte das apresentações.
Demetria estava encostada em uma parede, com uma garrafa de cerveja amanteigada na mão, apenas observando as pessoas que dançavam ou conversavam agrupadas em algum canto da grande sala. Já estava um pouco cansada de tudo aquilo, mas não queria estragar a festa de ninguém, então o jeito era aguentar até a hora de ir embora.
- Olha só, se não é a Davis. – Anthony, que por alguma coincidência do destino também bebia cerveja amanteigada, se aproximou, encostando-se na parede também – Não deveria estar dançando ou fazendo qualquer outra coisa?
- E você? Não deveria tomar conta da própria vida ou coisa do tipo? – Demetria retrucou, levando a garrafa de cerveja até a boca e bebendo um grande gole – Harris, você deveria ter amor a vida, sabia? Já ficou claro que eu não vou com a sua cara, o que faz aqui?
- Opa, calminha aí, dama de gelo! – Anthony disse, erguendo as mãos como se estivesse se rendendo – Eu só achei que nós poderíamos ter um início menos conturbador, já que infelizmente vamos estudar na mesma escola, e se formos azarados o suficiente, você vai acabar parando na mesma Casa que eu... Não acha que seria digno que começássemos a agir de forma mais pacífica?
Demetria riu, balanço a cabeça. Aquilo só podia ser piada!
- Desculpe-me Harris, mas não sou do tipo que deixa as coisas passar facilmente ok?! – ela disse – E por falar em vestido, você ainda me deve um.
- Não estávamos falando de vestido. – Anthony ergueu a sobrancelha.
- Agora estamos – Demetria o encarou com um sorriso, mas dessa vez não havia nada de ameaçador por trás daquele gesto – E você me deve um!
Anthony riu e tomou um gole da sua cerveja amanteigada.
- Não se preocupe, você terá um novo vestido.
- Ah, eu não estou mesmo preocupada! Sei que você não será louco o suficiente para despertar a minha ira. – ela garantiu – Agora é melhor você voltar para os seus amigos, eles devem estar a sua procura.
- E os seus amigos? Onde estão?
- Felicity está com o Dan, e tenho fé em Merlin que não estão se agarrando. – Demetria começou a dizer – Luiza foi dançar com um garoto chamado Nathan, o Louis foi se agarrar com uma menina em algum canto, e eu estou aqui conversando com você de forma pacífica, o que pode ser considerado realmente um milagre.
Anthony riu mais uma vez e encarou Demetria, que pela primeira vez não demonstrava uma expressão furiosa no rosto.
- Você vê como não é difícil? Estamos conversando e você ainda não me ameaçou.
- Eu não te ameacei ainda. – ela disse, dando ênfase a última palavra – Harris eu realmente não vou com a sua cara, e você provavelmente não vai com a minha, mas para o bem dessa conversa e das nossas vidas em Hogwarts, precisamos aprender a coexistir, isso é um fato!
- Isso quer dizer que você vai baixar a guarda?
- Você bebeu demais e ficou retardado? – ela perguntou com sarcasmo – Eu disse que precisamos aprender a coexistir, e não para nos tornarmos melhores amigos. Isso significa que nós podemos tentar não nos matar todas as vezes que estamos perto um do outro.
- E você acha que isso é possível? Quero dizer, Davis você é a garota mais insuportável que eu conheço, acho meio impossível uma convivência pacífica entre nós.
Demetria, que antes sorria, fechou a cara na hora ao ouvir a afirmação de Anthony. Ela não era tão insuportável assim... Pelo menos não sempre! E quem era ele para falar de sua personalidade? Merlin a ajudasse ou ela soltaria os cachorros sobre o rapaz ali mesmo.
- Olha Harris, sinceramente acho que essa vai ser a coisa mais difícil da minha vida, mas pro bem do grupo, podemos tentar.
- Bom Davis, por mais que eu me sinta fazendo um pacto macabro, dou a minha palavra que tentarei te suportar pelo bem do grupo.
- Digo o mesmo! – Demetria sorriu, mas dessa vez não estava sendo simpática – Agora, se me der licença, eu vou pegar outra bebida. Nosso pacto só funciona quando estamos junto com a turma, e agora que estamos sozinhos não tenho motivos para lhe tratar bem e sorrir para você. Para ser bem sincera, toda vez que te olho sinto náuseas, então, até a próxima. Tchau Harris, e não se esqueça que você me deve um vestido.
Demi deu um último gole em sua garrafa de cerveja amanteigada e então se afastou, deixando Anthony para trás, com um sorriso enviesado no rosto. A mente do rapaz já trabalhava furiosamente pensando em mil e uma formas de manter a convivência pacífica e não perder a diversão. Seria difícil, ele sabia, mas não custava nada tentar.
- E aí cara! – um garoto da mesma classe de Anthony o cumprimentou – O que faz aqui sozinho?
- Fazia um pacto com o diabo, mas acredite, essa história você não vai querer saber.
***
- Acho que já chega de bebidas pra você hoje, Fee! – Daniel disse, tomando o copo de whisky da menina – Logo o motorista vai estar aqui para nos pegar e vai ser vergonhoso eu te carregar até sua casa.
- Vergonhoso nada, você bem que iria gostar de me pegar no colo! – Felicity disse divertida.
Daniel abriu aquele sorriso de tirar o fôlego de qualquer garota e deu um passo a frente, encurralando Felicity na parede.
- Se eu quisesse realmente te pegar, Fee, não precisaria que estivesse bêbada pra isso, sabia?
Felicity riu e jogou seus braços em volta do pescoço de Dan, o encarando com um sorriso sapeca.
- Eu começo a achar que estamos virando amigos com privilégios. – ela observou – Você sabe, quando nada dá certo, a gente aproveita!
- Definitivamente, você está bêbada! – Dan acusou – Amigos com privilégios? Felicity nunca repita isso para outro cara, porque ele pode não ser tão compreensivo quanto eu e realmente aproveitar os privilégios.
- E você não quer aproveitar? – ela brincou, mordendo o lábio inferior e acariciando a nuca de Dan com a ponta dos dedos.
Sorrindo, Dan inclinou a cabeça e sussurrou no ouvido de Felicity:
- Eu adoraria... – ele mordiscou a orelha de Felicity, fazendo-a estremecer – Me faça essa proposta quando estiver sóbria, ok?!
- E se eu quiser agora? – Felicity sussurrou de volta.
- Seria ótimo para mim, mas para você nem tanto. – ele respondeu e retirou os braços de Felicity de seu pescoço, na tentativa de se afastar antes que acabasse cedendo a todas suas chantagens sexuais. – Acho melhor irmos procurar os outros.
Felicity riu e jogou a cabeça para trás, como se tivesse ouvido a melhor piada de sua vida. Daniel estava tentando fugir dela, e aquilo definitivamente era muito engraçado, e se dependesse dela, iria ficar mais divertido ainda.
“Vamos ver quanto tempo o Daniel resiste!” ela pensou e encarou Dan, que a observava como se tivesse problemas mentais.
- Eu não acho isso – Felicity disse, puxando Daniel pela camisa, trazendo-o mais para perto – Eu realmente acho que deveríamos ficar aqui e aproveitar. – ela disse e deu um beijo no pescoço de Dan.
“Merlin, dá-me forças!” Dan pensou, apoiando as mãos na parede. Felicity estava impossível aquela noite.
- Felicity, se comporta ok?! – Dan pediu, enquanto a menina se ocupava em distribuir mordidas e beijos provocantes em seu pescoço, ainda segurando o rapaz pela camisa.
- Eu não quero me comportar, Daniel – ela sussurrou em seu ouvido, mordiscando o lóbulo de sua orelha.
“É sério Merlin, eu acho que vou precisar de toda força do mundo! Ajude-me a resistir a essa tentação ou eu exorcizarei Felicity gritando: SAAAAAAAAAI CAPETA!” Daniel pensou e respirou fundo, quando a mão da menina foi parar dentro de sua camisa e ela passou as unhas lentamente por sua barriga.
- Felicity, já chega! – Daniel disse, usando todas as forças que não possuía para afastar a menina de si – Você está bêbada e eu não estou, acho que isso é motivo suficiente para não abusarmos!
- Eu não estou bêbada, Dan – Felicity disse, envolvendo novamente os braços em seu pescoço – Ok, talvez esteja um pouco, mas não o suficiente para perder a noção de tudo que está acontecendo!
- Tem certeza? – Daniel perguntou. Ele já estava perdendo a paciência, e definitivamente a vontade de resistir a tentação – Porque pra mim parece que você está totalmente fora de si. E quer saber? É melhor eu me afastar e deixar você encontrar os outros sozinha.
Daniel se virou para sair, mas não conseguiu ir muito longe, já que Felicity decidiu segui-lo (aos tropeços) pelo jardim dos fundos da casa, onde o movimento não era tão grande.
- Além de bêbada você está com sérios problemas de interpretação. – ele observou, erguendo a sobrancelha – Qual parte do recado você não entendeu?
- A parte em que você se afasta e finge que não está com vontade de fazer o mesmo que eu. – Felicity respondeu, com um sorriso maroto no rosto. – Você não deveria mesmo se fazer de difícil, me faz ficar com mais vontade de te levar pro mau caminho.
Daniel passou a mão nervosamente pelos próprios cabelos e deu dois passos grandes em direção a menina.
- Você está brincando com fogo, Felicity! – Dan alertou.
Felicity riu e deu mais um passo em frente, encerrando a distância que havia entre os dois.
- Eu não tenho medo de me queimar. – Felicity disse antes de se colocar na ponta dos pés para morder e sugar o lábio inferior do rapaz, fazendo-o suspirar, ainda que contra a vontade.
- Felicity, não... – Daniel fez sua última tentativa, mas desistiu, quando Felicity lhe deu um breve beijo nos lábios – Quer saber, desisto!
Ele disse e com um movimento brusco, prensou a menina contra uma das árvores que havia no jardim e a beijou ferozmente. Que se danasse o lance de ser politicamente correto, Felicity não estava facilitando as coisas e agora ele estava cansado de resistir a ela.
Por mais estranha que fosse a relação de Felicity e Daniel, ambos sabiam que não estavam apaixonados. Ali, o que importava era a atração que um sentia pelo outro, o resto eles poderiam administrar.
Felicity e Dan pareciam ter esquecido por completo que ali era uma festa e que provavelmente algumas pessoas estavam assistindo a todo aquele ritual de beijos e amassos que os dois protagonizavam.
É claro que ninguém iria se atrever a interrompê-los no exato momento em que Dan começou a beijar o pescoço de Felicity, enquanto sua mão passeava livremente pela coxa da menina. Ou então quando ela começou a levantar a camisa do rapaz, enquanto suas mãos passeavam livremente por suas costas e peitoral.
A única coisa que ousou interrompê-los foi a própria árvore, pois quando Daniel voltou a beijar os lábios Felicity, os dois se empolgaram um pouco mais do que deviam e acabaram tropeçando na raiz, caindo juntos. Dan por cima de Felicity, que para seu azar, teve sua saia um pouco levantada devido à queda. Imediatamente, eles começaram a rir.
No jardim, que até então contava com a presença de 2 ou 3 casais, agora se encontravam também Luke e Anthony, que encaravam Dan e Felicity um pouco chocados.
- Eu acho que preciso informá-los que há quartos vagos no segundo andar da casa, e fazer sexo selvagem no jardim só é legal quando não há ninguém observando. – Anthony comentou casualmente, e pelo canto do olho viu Luke assumir uma expressão totalmente furiosa. Por um segundo, lembrou-se de Demetria, mas varreu rapidamente aquela lembrança de sua mente. A visão de Demi nervosa realmente assustava.
- Eles não querem fazer sexo, Anthony, deixe de ser imbecil! – Luke disse, tentando parecer controlado – Eles... Eles... Ora, eles...
- Estão praticamente rolando na grama, prontos para terem uma noite de prazer sob o luar. – Anthony completou a frase do amigo e como recompensa ganhou um belo tapa na cabeça – Pra que a raiva, cara? Você e a Felicity não tem nada!
- Sim, mas era divertido quando ela pensava que tínhamos e só ousava me agarrar. O que há de errado com essa menina hoje, meu Merlin? – Luke disse furioso e deu as costas, voltando para o interior da casa. Não sabia o motivo, mas tudo aquilo havia lhe tirado do sério.
Rindo, Anthony caminhou em direção aos amigos, que ainda estavam caídos na grama. Dan e Felicity riam tanto, que não conseguiam encontrar forças para se levantar.
- Ok, eu sei que isso não foi premeditado, mas vocês conseguiram deixar o Luke pra lá de furioso. – Anthony comentou – O cara voltou pra festa uma fera, vocês tinham que ver a hora que eu disse que os dois estavam prestes a fazer sexo selvagem no jardim.
Daniel riu, e finalmente encontrou forças para se levantar, ajudando Felicity em seguida.
- Bom, pelo menos os amassos que eu dei na Fee serviram pra algo. – Dan deu de ombros.
- Há-há, como se você tivesse procurado por isso. Acredita Anthony, que eu praticamente precisei me jogar sobre ele pra fazê-lo reagir? Nossa, eu nunca vi cara tão lerdo! – Felicity deu uma gargalhada.
- Ela está bêbada, não está? – Anthony perguntou, erguendo uma sobrancelha.
- Está! – Daniel respondeu – E eu juro que tentei resistir, não me condene.
- Não vou! – Anthony garantiu – Eu já passei por isso com ela em Hogsmeade. Tive que colocá-la dentro da carruagem e rezar para não ser atacado no caminho de volta a escola.
- Aqueeeele foi um bom dia! – Felicity caiu na risada novamente.
Dan encarou a menina com a expressão séria por alguns instantes, sem saber o porquê, e então mudou de postura rapidamente, quando Anthony voltou a falar.
- A boa notícia é que ela volta ao normal amanhã e provavelmente não vai se lembrar de nada.
- E a má notícia?
- É que ela ainda pode te atacar hoje. – Anthony respondeu com um sorriso maroto – Mas acho que você sabe lidar com isso muito bem.
- É, eu acho que sei! – Dan garantiu – Mas acho que agora eu terei que aprender o truque da carruagem para conseguir levá-la até o carro. Meu Merlin, onde eu amarrei meu hipogrifo viu?!
- Eu posso te atacar no carro, seu bobo! – Felicity disse, tentando caminhar de volta para festa e tropeçando logo em seguida. Só não caiu, porque Dan foi mais rápido e a segurou pela cintura.
- Certo, sua elfa bêbada, vou realizar seu sonho e te carregar no colo, antes que você beije o chão! – Dan brincou, pegando a menina em seus braços e caminhando em direção à festa.
Anthony veio logo atrás, com as mãos no bolso e um sorriso no canto dos lábios.
“Já vi que esse ano Hogwarts vai ferver.” Ele pensou, antes de ser cercado pela multidão de convidados novamente.
***
Cidade de Rutland – 03h45min.
Chovia forte na cidade. Uma típica chuva de verão, cujas pancadas fortes vinham acompanhadas de trovões e relâmpagos assustadores.
Lily havia acordado graças a todo aquele barulho e parecia que não conseguiria dormir tão cedo, já que a chuva açoitava sua janela e ela podia ouvir o vento uivar do lado de fora da casa.
Com um suspiro, ela se levantou, foi até o banheiro lavar o rosto e caminhou em direção à cozinha para fazer algo para tomar. Talvez um bom chá de camomila fosse ajudá-la a dormir novamente.
Ela balançou a cabeça e sorriu quando passou em frente ao quarto de Alice, que tinha a porta entreaberta e dormia profundamente, como se não estivesse ocorrendo uma tempestade.
Assim que chegou à cozinha, Lily pegou a chaleira e colocou a água para ferver, enquanto procurava no armário o chá de camomila.
Instantes depois, quando a água já estava pronta, Lily preparou seu chá e caminhou para sala, sentando-se no parapeito da janela, e observando a chuva que caía sem dar nenhuma trégua.
Com suspiro, Lily recostou a cabeça no vidro da janela, permitindo que seus pensamentos vagassem e abriu um grande sorriso quando veio em sua mente uma situação de dois anos atrás, que começou com ela sentada exatamente naquele lugar.
Flashback
Era um pouco tarde e Lily estava sentada no parapeito da janela da sala, observando a neve que caía e se acumulava nas ruas. Seu estado de espírito combinava com aquele clima frio e solitário, pois há alguns dias não falava com Hugo graças a uma briga estúpida que nem ela mesma se lembrava os detalhes, mas sendo os dois muito orgulhosos, não queria ser a primeira a ceder e admitir que sentia (e muita) falta dele.
Lily estava sozinha em seu grande apartamento em Rutland, já que para variar, Alice havia ido passar o fim de semana na casa de Alvo (isso depois de muita insistência da ruiva, pois Alice estava preocupada em deixá-la sozinha por estar tão triste).
Apesar da lareira estar acesa, Lily não sentia necessidade de sair do local em que estava. Gostava de observar a neve cair, isso pelo menos fazia seu tempo passar. Com um suspiro profundo, ela abraçou as próprias pernas e encostou a cabeça nos joelhos. Se não fosse tão cabeça dura, provavelmente ela desceria dali e aparataria na casa do Hugo, para que pudessem conversar e fazer as pazes, mas é claro que ela era teimosa o suficiente para passar o fim de semana sozinha.
Lily perdeu a noção do tempo enquanto observava a rua. Estava em um transe tão profundo, que só foi desviar o olhar da janela quando ouviu um barulho na porta e alguém caminhando em direção a sala.
- Alice, do que você se esqueceu dessa vez? – ela perguntou em tom divertido.
- A Alice eu não sei, mas eu esqueci o quanto a minha namorada é cabeça dura. – Hugo disse, aparecendo a porta da sala – Já faz quase duas semanas que não nos falamos Lilian, e para ser sincero eu nem lembro o motivo da briga, então acho que isso significa que precisamos conversar.
Hugo caminhou até Lily e estendeu a mão para que ela segurasse e saísse do parapeito da janela. Ali estava muito frio e ela precisava ficar em frente à lareira para se aquecer, se não quisesse pegar um resfriado.
Revirando os olhos, Lily segurou a mão de Hugo e junto com ele se sentou no sofá em frente à lareira. Estremeceu quando sentiu o calor vindo das chamas e só naquele momento se deu conta do quanto estava com frio.
- Eu realmente não vim aqui para brigar, mas nem preciso dizer o quanto acho infantil essa nossa atitude, não é? – Hugo começou a dizer em um tom de voz firme – Nós temos brigado por coisas mínimas e estúpidas ultimamente, e acho que isso precisa parar, antes que...
- Antes que o quê? – Lily perguntou – Antes que nós terminemos, é isso?
- É, é exatamente isso, Lilian! – Hugo respondeu sério – Nós já temos dezoito anos, não estamos mais em Hogwarts, precisamos ser adultos e parar de implicar por tudo! Se não concordamos com algo, nós não conversamos, simplesmente brigamos, discutimos e nos estressamos. Nunca fomos assim, e sinceramente sinto falta da nossa antiga versão.
- O que... O que você quer dizer?
- Quero dizer que estou cansado de brigar. Que estou cansado de sempre discutir porque eu gosto de azul e você de rosa ou porque você gosta do inverno e eu prefiro o verão, e por aí vai! Não éramos assim, e eu realmente estou cansado disso tudo!
Sem nem mesmo perceber o que estava fazendo, Lily puxou as pernas para cima do sofá, e as abraçou, ficando exatamente na mesma posição que estava na janela. Por algum motivo sentia-se protegida dessa forma.
- Você está cansado da gente? De nós dois? É isso? – Lily até tentou, mas não conseguiu impedir que sua voz saísse embargada, devido ao nó que se formou em sua garganta.
- Eu estou cansado das brigas, das discussões, mas da gente jamais! – Hugo respondeu, puxando Lily para seus braços – Nós funcionamos bem juntos e eu te amo mais que tudo nessa vida, Lilian, como pode pensar uma coisa dessas? Eu vivo para você e por você, então seria impossível me cansar de “nós”. Eu só não quero continuar levando as coisas da forma que estamos, porque me dói ficar longe de você e me machuca muito saber que estamos brigados por bobagem.
Sem conseguir conter um impulso, Lily abraçou Hugo com todas as forças que conseguiu reunir. Era um fato que se aquela conversa tivesse tomado o rumo do término, ela iria enlouquecer, pois precisava dele mais do que qualquer outra coisa na vida.
- Eu quero mudar isso, fazer isso parar. – Lily disse – Eu também estou cansada de brigar, Hugo, é sério. Eu não quero mais ficar longe de você!
- E você acha que eu quero ficar longe de você, minha ruivinha teimosa? – Hugo disse em um tom mais leve, fazendo com que Lily sorrisse – Eu te amo demais, bobinha!
- Eu também te amo demais, bobão! – Lily disse – Nós vamos dar um jeito na gente, não é?
- Assim espero! – Hugo sorriu e segurou o rosto de Lily entre as mãos, gentilmente – Sabe o que mais estava me cansando?
- Não! – Lily sussurrou em resposta.
- Eu estava cansado de ficar longe de você – ele disse, e em seguida colou os lábios aos dela.
Lily aproveitou por um momento aquele toque, mas não resistiu e aprofundou o beijo, mordendo e sugando o lábio inferior de Hugo, fazendo-o suspirar e a puxar para seu colo, para que pudessem ficar mais perto.
As mãos de Lily se perdiam pelos cabelos ruivos de Hugo, enquanto ele devorava seus lábios em um beijo apaixonado. Suas mãos desciam pela lateral do corpo da menina, enquanto ele a apertava e a trazia para mais perto de si.
Se antes o clima era frio, devido ao inverno, agora aquela sala parecia estar pegando fogo. Lily já tinha as mãos dentro da camisa de Hugo, alisando e arranhando seu peitoral e suas costas, com todos aqueles músculos sobressaltados, graças ao quadribol.
As mãos de Hugo estavam perdidas nas pernas de Lily, que envolviam sua cintura. Ele acariciava e apertava a menina, conforme a intensidade do beijo ia aumentando. Ofegante, ele deslizou os lábios em direção ao pescoço da ruiva, alterando beijos e mordidas, fazendo-a suspirar.
Lily não conteve um gemido quando Hugo mordeu o lóbulo de sua orelha e em seguida tomou novamente seus lábios ferozmente. Parecia que os dois não apenas não queriam parar, como não podiam parar. Quase duas semanas brigados por uma bobagem havia deixado ambos com muita saudade, e eles precisavam compensar isso de alguma forma.
Foi Lily quem deu o primeiro passo e desenroscou suas pernas da cintura de Hugo, deitando-se no sofá e puxando-o junto com ela sem parar de beijá-lo.
Hugo continuou com seu ritual de beijos e amassos, puxando a perna direita de Lily novamente para sua cintura, encaixando-se perfeitamente nela.
Lily cravou suas unhas nos ombros de Hugo, quando ele mordeu novamente seu lábio inferior, e passou a língua lentamente, apenas para torturá-la.
- Eu... acho que... precisamos respirar um pouco! – Hugo disse de repente, percebendo o que estavam prestes a fazer. Ele, é claro, não se importaria em tomar Lily como sua, pois a desejava como nunca desejou nada em toda sua vida, mas a jovem que estava o encarando nesse momento era virgem e ele prometeu a si mesmo que nunca faria nada contra a sua vontade.
- Está tudo bem, Hugo! – Lily disse ofegante, pousando a mão sobre o rosto de Hugo. Sua pele queimava tanto quanto a dela. – Não precisa se afastar.
- Lily... – Hugo tinha todo um discurso preparado a respeito de esperar quanto tempo fosse preciso até que ela se sentisse segura o suficiente para dar o próximo passo, mas ao encarar os olhos de Lily, suas palavras se perderam. Os olhos dela tinham uma chama de desejo que ele nunca havia visto antes.
- Hugo, eu já esperei tempo demais... – Lily sussurrou, acariciando o rosto de Hugo – Eu não quero mais esperar.
O sorriso de Hugo não podia ser maior e mais radiante ao ouvir aquelas palavras. Gentilmente, ele se inclinou em direção a Lily e beijou brevemente seus lábios antes de se colocar de pé, e com um movimento rápido, pegar a menina no colo.
- Se vamos fazer isso, que seja em um local apropriado. – ele brincou, fazendo Lily rir e balançar as pernas, enquanto a levava pro quarto.
Depois de entrar no local e deitar Lily sobre a cama, ele tirou a própria camisa, sem perder o contato visual com a menina por um instante. No momento seguinte, ele se curvou sobre Lily e a beijou, mas dessa vez não foi um beijo urgente, ao menos não no início.
Hugo tentava ir o mais devagar que sua mente alertava, tocava Lily gentilmente, enquanto seus lábios exploravam os dela e suas línguas se enroscavam em uma dança sensual, que apenas os dois poderiam descrever.
Com certa cautela, ele retirou a blusa que Lily vestia e a encarou com um misto de desejo e admiração.
- Você é tão linda! – ele disse com a voz rouca e tocou o rosto de Lily com a ponta dos dedos, afastando uma mecha de cabelo que lhe caía sobre os olhos. – É simplesmente perfeita!
Lily sorriu encabulada, e ao mesmo tempo feliz por saber que Hugo pensava isso a seu respeito.
- Eu te amo! – ela disse, acariciando seu rosto – Eu te amo tanto, Hugo, tanto...
- Eu também te amo, Lily, mais do que a minha própria vida. – Hugo disse e aproximou seu rosto novamente do dela, mordendo seu lábio inferior – Eu quero passar a minha vida inteira com você – ele disse com a boca grudada na dela e então deslizou os lábios até seu ouvido e sussurrou – Eu nunca mais quero brigar com você, Lils, eu não consigo ficar longe, você entende isso?
Lily apenas suspirou e balançou a cabeça em um sinal positivo. Por algum motivo havia perdido a própria voz.
Hugo se afastou para encarar Lily mais uma vez. Ela sorria, e para ele, parecia um anjo, com sua pele branca totalmente afogueada e seus cabelos ruivos espalhados pelo travesseiro.
- Fica comigo para sempre? – ele perguntou sério – Porque eu realmente não me vejo com ninguém além de você, Lilian.
- Eu vou ficar com você, Hugo. – ela respondeu – Sempre e para sempre!
- Sempre e para sempre! – Hugo sussurrou antes de tomar os lábios dela mais uma vez.
As carícias se tornaram mais profundas e os beijos mais intensos. Nenhum dos dois poderia dizer o momento exato em que as roupas foram parar no chão.
O fogo que crepitava na lareira e a neve que se acumulava na janela daquele quarto, foram as únicas testemunhas daquele momento de amor. Ninguém no mundo poderia dizer que aqueles dois não haviam sido feitos um para o outro, e muito menos que suas vidas não foram ligadas desde o primeiro olhar, porque Lily e Hugo eram a prova viva do amor mais puro que poderia existir. Um amor que surgiu de uma amizade, um amor que começou com simples risos e brincadeiras, foi se enraizando e quando floresceu, se tornou o sentimento mais lindo e profundo que nenhuma pessoa no mundo poderia viver.
Hugo se deitou ao lado de Lily e a encarou, cansado e ofegante. Seus cabelos estavam grudados na testa, assim como os dela estavam grudados no rosto.
Com carinho, Lily passou a mão pelo rosto de Hugo e o beijou mais uma vez.
- Eu te amo, bobinha! – Hugo sussurrou, beijando a ponta do nariz de Lily.
- Eu também te amo, bobão! – Lily disse com um sorriso enorme. – Sempre e para sempre, Hugo Weasley!
- Sempre e para sempre, Lilian Weasley!
Fim do Flashback
Lily terminou seu chá e se levantou do parapeito da janela.
- Se antes eu não conseguia dormir, agora então... – ela murmurou para si mesma e caiu na risada, antes de voltar para o quarto.
***
Alguns dias depois...
Dominique foi obrigada a levantar cedo e a correr para Hogsmeade, para cobrir o horário da quase prima Melissa na Gemialidades Weasley. Teve que praticamente madrugar caso contrário não chegaria ao local bem cedo. Precisava repor os estoques, conferir todas as prateleiras, para enfim abrir a loja e esperar até que seu primo Fred e os outros empregados chegassem para ajudar.
- Droga, droga, droga! – Dominique praguejou – Por que nós não alugamos uma casa ao invés de uma cobertura no centro de Londres? – ela perguntou a Dean, enquanto prendia os cabelos em um rabo de cavalo.
- Porque aqui tem uma vista ótima e nós preferimos apartamento. – Dean disse relaxado. Ele ainda estava deitado na cama, sem camisa e com as mãos atrás da cabeça. A visão daquele peitoral definido e daqueles músculos ressaltados teria sido tentadora para Dominique se ela não estivesse atrasada.
- Nós deveríamos ter alugado uma casa, porque assim eu poderia simplesmente ir para o quintal dos fundos aparatar. Não precisaria descer, passar pelo porteiro e pelas porcarias das câmeras de segurança, para então encontrar algum local seguro e desaparecer. – ela disse, enquanto pegava a bolsa – Céus, eu odeio quando preciso trocar de lugar com a Melissa. Se ela não fosse minha melhor amiga, com certeza não sairia daqui a essa hora da manhã para cobrir o horário dela na loja.
- Relaxa Nick, você está nervosa sem motivo. – Dean disse com um sorriso – Pense pelo lado bom, cobrindo o horário da Mel você também terá a tarde livre e poderemos aproveitar.
Dominique suspirou e se aproximou de Dean, para lhe dar um beijo rápido.
- Tenha uma boa manhã no Hospital! – ela desejou e quase gritou de ódio quando ouviu o barulho de trovão anunciando a chuva.
- Se cuida, Nick, e boa sorte com toda essa água! – Dean brincou e se encolheu quando ela lhe deu um tapa – Eita mulher geniosa viu?!
Dominique apenas lhe mostrou a língua e saiu do quarto, rumo ao seu trabalho.
*
Quando aparatou em Hogsmeade, Dominique quase teve uma crise dos nervos. Ela simplesmente odiava chuva! Odiava andar com a roupa ensopada e colada ao corpo, enquanto os cabelos ficavam um verdadeiro desastre. Só houve uma vez que ela enfrentou uma tempestade na vida, e definitivamente preferia não se lembrar desse dia, embora as lembranças praticamente saltassem em sua mente
Flashback
- MICHAEL ESPERA!
- O que você quer Dominique? – ele perguntou ainda de costas.
Dominique não respondeu. Apenas correu até o rapaz e o puxou pelo braço, fazendo com que se virasse.
Seus cabelos loiros estavam grudados em seu rosto, assim como os de Michael caíam sobre seus olhos de tão molhados.
- Você tem idéia do quanto eu detesto chuva? Quero dizer, pra admirar da Torre de Astronomia ou de dentro do salão comunal é lindo, mas você tem noção do quanto é irritante sentir meus cabelos grudarem no meu rosto e não conseguir fazer nada pra mudar isso? – Dominique perguntou, encarando o Sonserino de maneira séria.
- Se é tão ruim, deveria ter ficado no bar! – Michael revirou os olhos novamente.
- Não, não deveria! – ela protestou.
- Weasley, pela última vez, diga o que você quer? Se veio aqui reclamar da exposição da sua vida feita no bar, diga de uma vez, me xingue, me bata, azare, enfim, faça o que quiser, não vou reclamar. Mas, por Merlin, faça rápido e depois me deixe ir embora, porque sinceramente, caso não tenha notado, eu estou tentando te deixar livre de um sonserino filho da mãe, que raramente tem momentos de “bondade” como os que você presenciou hoje. – ele disse tudo rapidamente.
Dominique não respondeu a pergunta. Ao invés disso, ela se colocou na ponta dos pés e aproximou seu rosto de Michael, tocando seus lábios levemente nos dele, num beijo casto para depois se afastar e encará-lo.
- Todo vilão tem seu lado bom, lembra?
Fim do Flashback
Dominique balançou forte a cabeça a fim de se livrar daquela lembrança. Todas as vezes que chovia forte daquela forma, ela se lembrava do dia em que se declarou para Michael. Mas essa lembrança não tão presente quanto à do dia em que ela terminou o relacionamento deles de forma fria e até cruel.
Cansada de se lembrar, ela foi para os fundos da loja verificar os estoques. Se houvesse qualquer coisa faltando, deveria aparatar na casa de seu tio Jorge e informar, para que eles repusessem antes que a Gemialidades Weasley abrisse.
- Eu realmente gostaria de saber qual é a graça dessas bombas de bosta – Dominique revirou os olhos enquanto pegava a caixa com o material – Não é como se o zelador Filch ainda caísse no truque do presente deixado a porta da sua sala. – ela disse e deu uma risada fraca ao se lembrar das vezes em que o zelador Argo Filch recebeu bombas de bosta embrulhadas como presente, que explodiam segundos depois dele colocar dentro da própria sala.
Durante um tempo, o único barulho que se ouviu foi o dos trovões. Os próprios passos de Dominique eram abafados por aquele som ensurdecedor.
Ela agora arrumava as prateleiras do estoque, quando foi surpreendida por mais alguém na loja.
- Dominique? – Michael perguntou um pouco surpreso – O que faz aqui?
Dominique precisou de alguns segundos para se recompor do susto. Michael estava parado a poucos metros dela, um pouco molhado pela chuva, vestindo uma calça jeans e uma camisa de malha preta, e calçando um tênis. Obviamente aquela não era sua roupa de trabalho.
- Eu trabalho aqui, Michael – ela finalmente respondeu – Sou eu quem deveria perguntar o que você faz aqui, não acha?
- Não é como se você tivesse muito a ver com isso, mas vim falar com a Melissa. Ela está? O Vincent ligou para mim e pediu para que eu a procurasse.
- É tão bom ver que depois de todo esse tempo a sua simpatia continua a mesma. – Dominique ironizou – E não, ela não está. Trocamos de turno por hoje, você deu azar, Carter.
- Ok, por algum motivo o azar não me surpreende mais. – Michael disse, encarando profundamente Dominique, que sustentou o olhar desafiador.
Os dois perderam a noção do tempo enquanto ficaram se encarando daquela forma desafiadora, até que por fim, Dominique revirou os olhos e se voltou novamente para seu trabalho. Não poderia atrasar, caso contrário enlouqueceria organizando as prateleiras com todos aqueles clientes.
- Pode dar um recado a ela por mim? – Michael perguntou por fim.
- Diga! – Dominique se virou novamente para ele.
- O Vincent deixou com ela uns exames e pediu para que eu analisasse. Então peça a ela que, por favor, leve na minha Clínica ok?! Vou deixar o cartão aqui em cima, e você entrega para Mel, está bem?
- Uau, quer dizer que você já conseguiu montar sua Clínica? – Dominique perguntou, sentindo uma pontada de orgulho tomar conta de si. Finalmente ele havia conseguido realizar seu sonho.
- Sim! – ele respondeu simplesmente, e sem saber por que sentiu vontade de falar mais algumas coisas para ela. Coisas que definitivamente podiam machucar – E sabe, eu nunca te agradeci como deveria por ter terminado comigo na noite do baile de formatura.
- Carter, por favor, não vamos começar com isso ok?!
- Eu não quero começar com nada, Pequena Weasley, só estou mesmo te agradecendo por ter saído da minha vida. Imagina se você tivesse concordado com minha ideia insana de permanecer no país só para ficarmos juntos? Hoje em dia eu não seria um ótimo médico – ele disse com um sorriso irônico nos lábios – E é claro que se não fosse isso também, não teria conhecido a mulher da minha vida.
- Fico feliz por ter feito um grande favor a você, Carter! – Dominique disse sem se alterar. Em seus piores pesadelos ela havia vivido essa cena, e já estava preparada para isso – Se eu soubesse que fosse te fazer tão bem, teria terminado com você antes. Agora, se me der licença, eu tenho trabalho a fazer. Você conhece a saída, não preciso te levar até a porta.
Michael estreitou os olhos e se virou para sair. Entretanto, não deu dois passos e se virou novamente para encarar Dominique, que estava de costas alimentando os mini-pufes.
- Tem uma coisa que eu preciso saber, Pequena Weasley – Michael disse – Por quê? Por que você esperou que eu lhe mandasse aquelas noventa malditas cartas para me responder?
Dominique respirou fundo. Sorte dela estar de costas para Michael, ou ele teria visto sua expressão vacilar por um segundo. Ela sabia que o justo seria contar a Michael toda a verdade, para então se ver livre daquela culpa, mas havia muito mais por trás de uma simples carta com um pedido de esquecimento. E ela não poderia contar a ele o que a levou mudar de ideia e respondê-lo daquela forma. Se tudo tivesse a ver ainda com a decisão que a levara a terminar com ele na Formatura contaria sem nenhum problema, mas agora a história era outra, e ela não podia contar toda a verdade.
- Eu queria ter te escrito antes, mas... – ela vacilou por um segundo, dividida entre a vontade de lhe contar a verdade de uma vez ou esconder tudo para não estragar novamente sua vida, que agora parecia tão perfeita ao lado de Annalice – A verdade, Carter, é que eu tinha a esperança de que depois da décima carta você fosse entender o recado, mas você foi meio lerdo, não? Por Merlin, você me mandou noventa cartas! Não aguentava mais rasgar papel, fato!
Michael deu uma risada seca e aproximou-se de Dominique com uma expressão ameaçadora.
- Ainda bem que você escolheu sair da minha vida, Pequena Weasley, porque agora eu posso ver quem realmente é.
- Que bom que você pode me enxergar agora então. – ela disse sem se intimidar – Agora será que você pode ir embora? Carter, por Merlin, eu realmente preciso trabalhar.
Michael não deu ouvidos a Dominique e segurou seu braço, puxando-a para perto de si, para que pudesse encarar de perto seus olhos azuis.
- Sabe, durante muito tempo me senti culpado por você ter terminado comigo na formatura. Eu achei que tudo fosse por causa dos jogos em Hogwarts, e talvez esse fosse o motivo de você não querer continuar comigo, por isso passei a escrevê-la todos os dias... – Michael a soltou e se afastou de Dominique. Toda aquela proximidade podia ser perigosa aquela altura – Eu achei que tivesse estragado tudo, mas a verdade é que você sempre foi egoísta e a única coisa que quis, foi se vingar por ter sido a peça do meu último jogo.
Dominique pensou em responder, mas não conseguiu formular nenhuma frase que rebatesse aquelas acusações injustas de Michael. Se ele soubesse... Se ele realmente soubesse o motivo dela ter escrito aquilo. Se passasse pela cabeça dele quem era o verdadeiro culpado por todo seu sofrimento, provavelmente não lhe diria essas coisas.
Michael não esperou resposta. Ele simplesmente lançou um último olhar sobre Dominique e saiu da Gemialidades Weasley, deixando-a para trás, com a mesma expressão assustada e culpada no rosto.
- Você não sabe de nada, Carter! – Dominique sussurrou quando já estava sozinha – Você realmente não sabe de nada.
***
Com o campeonato fervendo, os times de Quadribol não podiam se dar ao luxo de deixarem de treinar. Era por isso que as Harpias de Holyhead trabalhavam duro para manter o bom desempenho da equipe durante os jogos.
Depois do treino, Lily correu para o vestiário a fim de tomar um banho e ir para sua casa almoçar. Estava faminta e definitivamente precisava repor as energias.
Ela saía do vestiário, quando se surpreendeu com a presença de Alvo no campo, caminhando em sua direção.
- Hey mana! – Alvo acenou e abriu os braços quando sua irmã caçula correu em sua direção – Senti sua falta, baixinha! – ele a abraçou forte.
- Eu também senti a sua falta, grandão! – Lily disse com um grande sorriso – O que faz por aqui? Não deveria estar no Ministério?
Alvo riu e passou o braço por cima dos ombros da irmã, caminhando com ela para fora do campo.
- Eu também sou filho de Deus, mana – ele brincou – Também tenho meus dias de folga.
Lily riu e se colocou na ponta dos pés para beijar o rosto do irmão.
- Foi mal, mas considerando que você trabalha pro papai, achei que rolava um trabalho escravo ou algo do tipo. – ela brincou – O que faz aqui?
- Como faz tempo que não ficamos juntos, vim te buscar para almoçar. – Alvo explicou – E também vim dar um recado da senhora Molly Weasley.
Lily riu e parou no meio do caminho, encarando o irmão com a sobrancelha erguida.
- Ok mano, manda!
- Aí vai, lembrando que essas são palavras dela e não minhas. – Alvo a alertou e então pigarreou, para fazer a melhor imitação da autoritária Molly – Vocês são netos ingratos! Desde que decidiram se mudar passam mais tempo sozinhos, preocupados com suas vidas que não são nada ruins, do que aqui com a sua velha avó. É claro que não posso generalizar, Alvo Severo Potter, já que suas primas Roxanne, Lucy, Molly e Victoire, e seu primo Louis, vêm sempre aqui. Agora você, a Lilian, o Hugo, a Rose, a Dominique e o Fred são completamente ingratos. Não tomam café comigo ou simplesmente almoçam. Aliás, eu já nem me lembro mais de quando dormiram aqui em casa... É muito desgosto, Merlin, muito desgoto!
Lily não se conteve e caiu na risada, jogando sua cabeça para trás e colocando as mãos sobre a barriga para tentar se controlar. Alvo havia imitado sua avó tão perfeitamente, que ela não conseguia parar de rir.
- Ai minha barriga... – Lily disse entre risos, enquanto se curvava – Por Merlin, Al, você decorou mesmo o discurso da vovó.
- Bom, não é como se ela tivesse dito apenas uma vez, sabe? – Alvo disse, tentando conter as risadas – Ela repetiu o mesmo discurso umas cinco vezes, sério mesmo, eu estava ficando meio traumatizado já.
Lily riu durante mais alguns minutos e então assim que conseguiu se recuperar encarou Alvo.
- E então, qual é o plano? – Lily perguntou – Quero dizer, nós precisamos fazer algo para que a Sra. Molly Weasley não se sinta rejeitada e sinceramente espero que você tenha algo em mente.
Alvo riu e passou a mão pelos próprios cabelos, naturalmente bagunçados.
- Conversei com a Rose, e ela concordou que seria uma ótima ideia que você, Hugo, Dominique, Fred, ela e eu passássemos esse final de semana na casa da vovó, como nos velhos tempos.
- Ah, por mim está ótimo, mas o problema é que Hugo tem jogo nesse final de semana. Não acho que vai poder ir. – Lily disse.
- Eu já falei com o Hugo e ele disse que aparece no domingo para almoçar e passar a noite n’A Toca.
- Então estamos combinados! – Lily sorriu para o irmão – Agora que tal você me levar para almoçar antes que eu morra de fome ahn?!
***
Louis estava no jardim da casa de sua irmã Victoire, brincando com o sobrinho John, enquanto ela fazia o almoço. Teddy não demoraria a chegar, então ela precisava correr.
- Você está preocupado, tio? – John perguntou, largando sua bola e se sentando ao lado de Louis.
- Não John, desculpa, eu só estou distraído. – Louis sorriu para o menino.
- Para mim você parece preocupado! – John deu de ombros.
- Você já teve dúvidas sobre algum assunto delicado?
- Não. O que eu tenho é um mini-pufe chamado Chester! – John disse.
Louis riu e passou a mão pelos cabelos loiros do sobrinho.
- O que eu quero dizer é que, eu não entendo o que está acontecendo. Desde aquela maldita festa minha cabeça não para de martelar sobre o mesmo assunto e eu não consigo entender o que se passa. É sério, eu não consigo organizar meus pensamentos e me lembrar exatamente o que aconteceu aquele dia. – Louis despejou tudo sobre o sobrinho, que apenas o encarava com uma expressão tranquila – Eu só queria entender tudo.
- Uma vez eu ouvi o tio Dean dizer que as pessoas às vezes esquecem o que elas querem esquecer. – John disse, dando palmadinhas no ombro do tio – E eu não entendi muito bem, mas acho que se você não lembra é porque quis esquecer!
- Menino, você tem quantos anos mesmo? – Louis perguntou chocado.
- Três! Mas tudo bem você ficar admirado, eu sou um gênio segundo o papai e o tio Dean.
- Definitivamente você é mesmo um gênio! – Louis riu – Agora vamos entrar, porque você precisa tomar um banho antes de almoçar, porquinho!
Louis ficou de pé e pegou o sobrinho no colo, levando-o para dentro de casa.
Sua mente, é claro, ainda trabalhava para se lembrar exatamente do que havia acontecido na festa da casa da Catherine Blaise, mas parecia que quanto mais lutava para se lembrar, mais ele esquecia.
Flashback
Os corredores do segundo andar da casa de Catherine estavam lotados. Parecia que a festa lá em cima estava tão animada quanto no primeiro andar, mas é claro que os que se escondiam pelos quartos buscavam outro tipo de diversão.
Um pouco tonto Louis caminhava pelo local, em busca de um banheiro que estivesse livre. Desviava de algumas pessoas, esbarrava em outras... Aquele lugar estava realmente um caos.
- Meu Merlin, eu só quero lavar meu rosto e respirar fundo antes de ir pra casa! – ele reclamou, enquanto abria a porta de um banheiro e torcia para que estivesse vazio.
Para sua sorte, aquele parecia ser o único local em que nenhum casal havia decidido se refugiar, então Louis aproveitou para dar um jeito na aparência antes de ir embora. Se os pais da Luiza o vissem um pouquinho “alto”, ele estaria ferrado.
Louis estava distraído, lavando o rosto, quando a porta do banheiro se abriu mais uma vez.
- Tá ocupado! – ele revirou os olhos.
- Não para mim. – a menina respondeu. Estava tão tonta quanto ele – Preciso lavar meu rosto.
- Eu estou fazendo isso agora.
- Então vamos fazer isso juntos. Por Merlin, nós vamos mesmo brigar por causa de uma pia? Desculpa se os outros banheiros estão lotados, cheios de casais dando amassos e tudo mais.
Louis riu e passou a mão pelos próprios cabelos, lançando um olhar avaliativo sobre a menina.
- Sabe, acho que nós meio que estamos formando um casal aqui. – Louis observou.
- Exceto pela parte dos amassos, sim, nós estamos!
- É, tem razão, não estamos revivendo a cena clichê de um casal se pegando no banheiro. – Louis disse e sorriu ao ver a menina morder o lábio inferior.
- Acho que podemos dar um jeito nisso, não é? – ela provocou.
- Você não deveria fazer essas propostas, eu estou meio bêbado...
- Eu também estou, e provavelmente não vou me lembrar de nada amanhã, então...
Fim do Flashback
Era nesse momento da lembrança que ele empacava. Tentava forçar mais sua memória para lembrar o rosto da menina, mas maldita seja a mistura de whisky e vodka! Por culpa dessas bebidas ele não conseguia se lembrar com quem ficou naquela noite e o que aconteceu exatamente. A única coisa que conseguia se lembrar era de alguns momentos, mas ele não estava exatamente de olhos bem abertos para observar o rosto da garota.
Flashback
Calor. Essa era a única sensação que os dois tinham, enquanto trocavam um beijo para lá de quente. As mãos da menina estavam enterradas nos cabelos de Louis, enquanto ele a beijava e apertava seu corpo contra o dela.
Sentia as mãos da menina descerem por suas costas, e isso só fazia a vontade de beijá-la aumentar.
Nunca, em toda sua vida, sentiu seu coração disparar daquela forma. Era totalmente incomum para ele aquela sensação de desejo e paixão. Ele só sabia que queria mais e mais, e não tinha certeza se conseguiria parar de beijá-la tão cedo.
Fim do Flashback
Louis balançou a cabeça e suspirou derrotado. Ele nunca iria se lembrar, mas não conseguia entender porque queria tanto sentir aquilo de novo...
***
Cidade de Puddlemere.
Scorpius e Vincent tinham acabado de voltar da sede do time. A União de Puddlemere se preparava para um jogo importante, e eles não podiam deixar de treinar um dia se quer.
Vincent, é claro, ainda encontrava certos problemas para jogar. Algumas vezes sentia dores nas costas, e era obrigado a passar o resto da tarde na academia, fazendo fisioterapia e lutando para conseguir voltar à antiga forma.
Apesar das dificuldades, ele já estava bem mais otimista que da última vez que esteve com Sophie. Agora os médicos já haviam dito que antes da grande final talvez ele estivesse 100% para jogar de novo.
- Cara, você não tem noção de como faz falta. – Scorpius disse, enquanto fazia um sanduíche – Eu realmente não aguento mais levar esse time nas costas, fato.
- Eu sei que você me ama, loiro, mas não se mate ainda, ok?! Antes da final eu prometo estar de volta e nós podemos voar de mãos dadas pelo campo, fazer um lindo coração no céu e declarar nosso grande amor em público. – Vincent suspirou, fazendo com que Scorpius risse.
- É sério, às vezes eu acho que você fica bêbado 24horas por dia. – Scorpius observou, dando uma mordida em seu sanduíche.
- Não jogue a culpa do meu humor totalmente afetado no pobre álcool. Ninguém tem culpa da minha ter me deixado cair do berço quando era um bebê! – Vincent brincou, roubando a outra metade do sanduíche do melhor amigo e indo para a sala. – Vamos ligar para as meninas antes que elas se matem, sentindo nossa falta.
Scorpius concordou e assim que chegou a sala, pegou o telefone e discou, colocando-o em seguida no viva-voz.
- Alô? – Rose disse do outro lado da linha.
- Faaaaaaaaaaaala Rosecreide! Quanto tempo! – Vincent disse animado.
- Oi amor! – Scorpius disse entre risos.
- Vincent, nós nos vimos semana passada! – Rose observou – Oi amor!
- Heeeeey estranhos! – Sophie disse – Estávamos mesmo falando de vocês!
- Eu realmente espero que bem! – Scorpius ergueu uma sobrancelha.
- É claro que elas estavam falando bem! Elas nos amam, sentem nossa falta, não vivem sem nós, e...
- Estávamos falando no quanto os dois ficariam alegres em saber que o Draco quer vocês na próxima reunião da empresa! – Rose cortou logo o barato do melhor amigo, sem conseguir conter uma risada.
Scorpius e Vincent se encararam, completamente chocados. Toda essa história de comparecer a uma reunião das empresas Malfoy não soava muito bem.
- O tio Draco disse exatamente isso? Que quer o Scorpius e eu na próxima reunião? – Vincent perguntou.
- Não amor! Ele disse que os sócios queriam muito que o Scorpius e seu melhor amigo comparecessem. – Sophie explicou.
- Viu Scorpius? Eles querem ver você e o Alvo na próxima reunião, é melhor informá-lo disso.
- Meu pai disse que queriam meu melhor amigo e eu, na reunião Vincent! – Scorpius revirou os olhos. – E caso não tenha percebido, é você!
- Eu sei, mas pela primeira vez na vida tive esperanças de que você tivesse me tirado desse posto!
Scorpius e as meninas riram.
- Seus pais vieram almoçar conosco ontem! Astoria não parava de falar em você um minuto. – Rose disse.
- Por que isso não me surpreende? – Scorpius perguntou com um sorriso – Ei, o que o casal Malfoy estava fazendo aí?
- Nos ajudando! – Sophie disse simplesmente.
- Ajudando em que? Socorro amor, você já é maquiavélica o suficiente sem ter aulas com o tio Draco, não queira me assustar.
Sophie riu.
- Rose e eu chegamos à conclusão que o Johanson e a Lafferty são duas criaturas das trevas que nasceram com o objetivo de nos infernizar. – Sophie disse.
- É verdade! Vocês acreditam que o Lafferty rasgou meu trabalho sobre Plantas Aquáticas na frente da turma? Ele disse que se quisesse ver lixo, abria a lixeira da própria casa. – Rose disse revoltada – Nem preciso dizer que pirei né? A discussão só não foi maior porque uma menina que estuda com a gente, a Gemma, foi chamar a direção e explicou o que aconteceu. Amanhã eu vou entregar meu trabalho para o Diretor que vai mandar outro professor analisar e ver qual nota eu mereço. E, como se não bastasse, o desgraçado do Johanson fica fazendo pressão psicológica a respeito da pesquisa do antídoto daquela maldita planta!
- Quem esse cara pensa que é? – Scorpius perguntou revoltado – Escute Rose, eu já fiquei muito tempo calado, vendo esse infeliz mexer com você e com a Sophie. Tá na hora dele ser colocado em seu devido lugar. Ninguém mexe com a minha noiva e com a minha melhor amiga.
- Uau, você falou igualzinho ao seu pai! – Sophie disse – A diferença é que ele usou as palavras “nora e sobrinha” no lugar de “noiva e melhor amiga”. – ela brincou.
- O Dracorpius aqui...
- Do que você me chamou, Vincent?
- Dracorpius. É uma mistura de Draco e Scorpius, acabei de inventar, ficou lindo não? – Vincent disse, e Scorpius apenas revirou os olhos – Então, como eu dizia, o Dracorpius aqui está certo. Precisamos dar uma lição nesse Johanson!
- E nós vamos! – Rose garantiu – Foi por isso que convidamos a Astoria e o Draco para almoçar conosco. No último jantar na casa dos Dursley, ela sem querer acabou nos dando uma ideia para conseguir dar um jeito no Johanson e na Lafferty. E nós a convidamos aqui para discutir o plano.
- E que plano seria esse? – Scorpius perguntou receoso.
- Bom, o Johanson é viúvo e a Lafferty divorciada. Os dois são amargos como café sem açúcar e definitivamente precisam adoçar um pouco sua vida. – Sophie começou a explicar – Daí no último jantar na casa dos Dursley, Astoria fez um belo discurso sobre amor, e desde então Rose e eu temos refletido bastante sobre esse assunto, chegando à conclusão de que esses dois precisam mesmo ficar juntos.
- Deixe-me ver se entendi bem – Scorpius estava incrédulo – Vocês duas decidiram unir seu professor e sua chefa, porque ambos são mal amados e totalmente insuportáveis.
- Aham! – as meninas responderam em uníssono.
- E para isso, vocês chamaram a tia Astoria e o tio Draco, para discutirem sobre o plano perfeito? – Vincent perguntou, tão incrédulo quanto o amigo.
- Aham! – elas tornaram a responder.
- Chamar a minha mãe é totalmente compreensível, afinal de contas a dona Astoria se amarra nessas coisas de amor e união. – Scorpius comentou – Mas além dela, as duas chamaram meu pai também?
- Aham!
- Ok, Scorpius e eu estamos começando a cansar de todo esse “aham”, não é loiro?
- Aham! – Scorpius respondeu por impulso – Digo, sim! – ele se corrigiu – Eu só gostaria que uma das duas me explicasse em que meu pai poderia ajudar nessa história, porque definitivamente fiquei curioso.
- Scorpius, não leva a mal, mas o tio Draco é o sonserino mais sonserino que a gente conhece. Quero dizer, quantas pessoas conseguem intimidar alguém só com um olhar? O tio era o único que poderia nos aconselhar sobre o que duas pessoas com o lado sombrio aguçado iriam querer.
- Faz sentido! – Vincent disse – E então, quando começam com o plano maligno de fazer do Johanson e da Lafferty um casal?
- Amanhã! – disse Rose animada – Sophie e eu já estamos preparando tudo.
- Sim! É por isso que precisamos desligar agora ok?! Temos muito que planejar até amanhã!
- Ok então! – Scorpius disse divertido.
- Boa noite, meninos! Amamos vocês! – as duas disseram.
- Boa noite, meninas! Nós amamos vocês também! – eles disseram e então desligaram o telefone.
Por um segundo, Scorpius e Vincent permaneceram em silêncio.
- Você ouviu o que elas disseram? – Vincent perguntou finalmente.
- Sim, elas vão tentar juntar os professores!
- Não, seu oxigenado, me refiro a parte de sermos convidados a participar de uma reunião com os sócios do seu pai.
- Ah isso? Sim, claro que ouvi.
- E não está preocupado?
- Não, afinal de contas, ainda não recebemos as cartas. – Scorpius brincou – E além do mais, meu melhor amigo estará lá para me proteger, não é Vincent?
- Você só me enfia em roubada mesmo! – Vincent revirou os olhos – Tem certeza que é meu amigo?
- Segundo os sócios do meu pai, sim. Agora vamos dormir, porque amanhã teremos um dia para lá de cheio.
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N/A: Acho digno que vocês, minhas queridas leitoras, me deem um prêmio pela rapidez com que eu venho postando os capítulos ok?!
Levei apenas 5 dias pra escrever esse, tô chocada comigo kkkkkkkkkkkkkkkk
Brincadeiras a parte, vocês perceberam que esse capítulo é cheio de flashs e tals, e eu juro que tentei passar rapidinho por todos os núcleos que vcs gostam. Tem aí um pouco de todo mundo *-*
Eu espero que vcs tenham gostado do capítulo, porque pela primeira vez eu acho que gostei HAUHAUAHAUAH
Enfim, eu não tenho muito que falar hj.
Comentem e digam o que acharam ok?! *____*
AAAAAAAAAMO VCS!
XoXo,
Mily.