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9. Descobertas


Fic: Dormi, sonhei... Descobri, amei!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 8 - Descobertas


Uma semana havia se passado desde o fatídico dia em que ocorrera a batalha. Henry e Dan não tiveram notícias de Helene, Gabi ou Linda. Elas tampouco saíam de seus castelos sem ser acompanhadas. Estavam treinando com as espadas quando viram uma coruja aproximar-se da cabana. Henry parou de lutar e viu-a se aproximar.


- Daniel! - Dan o acertara no braço, causando-lhe um corte superficial que Henry curou antes de se dirigir a coruja que havia pousado na mesa e estendera a pata.


- Quando se baixa a guarda, é isso que acontece. - debochou Dan e Henry bufou revirando os olhos. Assim que ele retirou o pergaminho a coruja levantou vôo.


- É de Helene. - informou ele a Dan.


- O que diz? - perguntou Dan interessado.


- Diz que ela, Gabi, Linda e Werneck virão para cá daqui alguns minutos. - esperaram impacientes e quando os viram Henry saiu correndo e enlaçou Helene beijando-a.


- Oi pra você também. - disse Helene sorrindo ainda de olhos fechados.


- É tão bom vê-la bem.


- Hem-hem! - era Linda fazendo-os voltar à realidade. Continuaram andando e sentaram todos a mesa. - Bom, fui eu que pedi está pequena reunião. - ela permanecia pálida e sua voz saíra fraca e rouca. Dan levantou e foi até dentro da cabana. Voltou com um copo de água que entregou a Linda. Ela lhe sorriu e Rich fechou a cara.


- Não deverias estar fazendo todo esse esforço. - criticou Rich aborrecido. - Perdestes muito sangue. Deverias estar repousando. - ela lhe sorriu fracamente e encostou a cabeça em seu ombro.


- Qual o motivo? - perguntou Henry amavelmente.


- Primeiramente, devia-lhes agradecimentos. Foram muito corajosos em entrar em uma batalha que não era vossa.


- Sempre a disposição, bela. - disse Dan fazendo-lhe uma mesura. Gabi o olhava fascinada e Dan piscou-lhe.


- Não deixaríamos que conseguissem o que queriam. - completou Henry.


- O segundo motivo que me fez vir é a pedra de que falava o lobo.


- Lin, eu lhe disse que não precisa nos revelar nada. - intrometeu-se Helene.


- Não, Helene. É justo que saibam pelo que arriscaram a vida. - Linda tirou o medalhão que levava ao peito e o abriu deixando que todos o vissem.


- Mas o que... ? - perguntou Gabi curiosa vendo a pedra amarela em forma de losângulo.


- La pierre d’Athálie. - esclareceu Luna.


- Não pode ser o que estou a pensar. - comentou Dan perplexo ainda olhando fixamente a pedra sobre a mesa.


- Do que estais a falar? - perguntou Henry perdido.


- Linda, és francesa? - perguntou Dan sem responder a Henry.


- Oui, monsieur. Né à Marseille. - respondeu ela sorrindo. Dan sorriu em resposta.


- És francesa?! - perguntaram Gabi e Rich ao mesmo tempo.


- Sim, ela é. - respondeu Helene.


- Tu sabias? - inquiriu Gabi.


- A mãe de linda cozinhava em nosso castelo na França. Ela, o marido e, mais tarde, a filha moravam em uma cabana fora das dependências do castelo. Quando meu pai soube que a casa de uma serviçal fora incendiada, nós viajamos a Marselha. Uma das outras criadas havia achado Linda dormindo na floresta e a levou para casa. Meu pai resolveu trazê-la para Londres e criá-la aqui. - sorriu para Linda que retribuiu com lágrimas nos olhos. - Perguntaram a ela durante dias o que havia acontecido, mas ela não lembrava.


- Por isso o feitiço não funcionou. Porque, apesar de saber onde estava a pedra, eu realmente não me lembrava. Então quando vi você quase sendo morta eu lembrei. Lembrei de tudo naquela noite. - as lágrimas desceram silenciosas por seu rosto pálido. - Lembrei de como eles morreram e ele poderia ter me torturado até a morte que eu não teria dito uma palavra. - começou a chorar mais forte. Vendo a momentânea impossibilidade de Linda para continuar a falar Henry perguntou novamente.


- O que é essa pierre d’Athálie? - Dan o olhou.


- Lógico que vós não saberíeis. Renéh Athálie era uma bruxa francesa que não acreditava que a morte era o fim. Ela dedicou a vida à alquimia, a tentar descobrir um modo de contornar a morte. Diz a lenda que ela descobriu uma fonte de poder suficientemente forte para deixá-la completamente saudável. Ela a estudou e quando pensou já conhecer o suficiente levou um cadáver de um animal e o expôs a ela. Num primeiro momento ela realmente achou que houvesse conseguido, pois o animal ergueu-se do corpo, mas ela logo percebeu que era uma pálida imitação de vida. Um fantasma. Mesmo assim, a descoberta era grandiosa demais para ser esquecida então ela guardou parte do poder em um colar e destruiu o lugar onde se encontrava a fonte. Ela usou a pedra até sua morte... Aos 174 anos.


- Por Merlin! - exclamou Gabi.


- Depois de sua morte a pedra se perdeu, mas até hoje bruxos do mundo todo a procuram. Eu nunca acreditei que esse artefato devera existisse. - comentou Dan.


- Meu pai testava artefatos mágicos. Aquele homem foi procurá-lo com a pedra e pediu que ele testasse a veracidade do objeto. Ele disse que testaria, mas não deu importância aquilo. Quando testou e viu as possibilidades de um objeto mágico tão poderoso nas mãos de um bandido tentou fingir que era falsa, mas meu pai nunca conseguiu mentir. Eles o seguiram até em casa, mataram minha mãe e o torturaram até a morte.


- Para que o lobo queria a pedra? - perguntou Rich.


- Para ter um exército. - respondeu Dan. - E com certeza ele não queria apenas a pedra.


- Acha que estava mexendo com magia de reanimação também? Dar vida a um exército de mortos-vivos que não sofresse danos e manter os vivos sempre em perfeita saúde?! - perguntou Henry.


- Seria o exército perfeito, certo?! Assassinos imortais sedentos de sangue e vingança. - explicou Dan.


- Merlin! Ele queria ressuscitar o exército de lobisomens mortos na Quinta Guerra Vampírica. Eram milhares de lobos. Ele dominaria o mundo. - assombrou-se Henry.


- Minha nossa, Henry! Dessa vez nós nos superamos... E muito! - comentou Dan admirado.


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Continuaram conversando mais algum tempo até que Rich obrigou Linda a ir para casa descansar. Gabi ficou para acompanhar Helene para que não desconfiassem, lógico, já que o lindo loiro de olhos cinza nada tinha a ver com sua decisão.  


- E tu e Gabi? Acertaram-se? - perguntou Helene. Ela e Dan permaneciam sentados na mesa, mas Gabi fora ajudar Henry a alimentar os cavalos.


- Não sei se quero.


- Como assim?


- Não sei se estou disposto a largar minha vida.


- Mas não queres estar com ela?


- Querer eu quero, mas... - Dan a olhou. Sorrindo e dando feno a Éter. De repente ela virou-se e acenou enquanto acariciava o animal. Ele não pode se controlar e sorriu de volta. - Às vezes não sei direito o que quero.


- Tudo bem. Mudemos de assunto. - sugeriu Helene ao notar que o assunto o perturbava, mas não deixou de sorrir.


- Quando partirão?


- Não sei. Acho que esperaremos apenas Linda se recuperar plenamente.


- Serão felizes. - Dan profetizou sorrindo.


- Se achas isso por que não queres o mesmo a ti e Gabi?


- Porque eu e Henry somos diferentes. Ele se ajeitará melhor a vida de marido e pai. Já eu... - suspirou. - O exemplo de pai que tive não me motiva a querer vida igual.


- Por isso aceitara viver como Henry?


- Sim. Mas Henry sempre lutará com mais vontade do que eu, pois ele tem um motivo digno para levar a vida que levamos.


- Seu motivo também é digno. Queres provar-te, mostrar a que veio. E tu és deveras valente.


- Muito obrigado, senhorita! - ele lhe fez uma mesura com a cabeça. Ficaram um momento em silêncio. Apenas vendo Henry e Gabi cuidando dos cavalos.


- Como é viver a vida sem medo? - perguntou Helene repentinamente.


- Achas que Henry e eu não temos medo? - perguntou Dan um pouco aturdido.


- Depois de enfrentar tudo que enfrentaram, duvido que ainda tenham medo de algo. Considero-os muito corajosos.


- Helene, coragem não é ausência de medo. Eu e, creio, Henry também vivemos apavorados. Sentimos medo de encontrar alguém melhor do que nós, medo de que alguém morra por nossa culpa, medo de que um erro nosso posso significar a perda de um amigo ou companheiro e, principalmente, medo de morrer. Nós não somos suicidas. O medo faz parte da vida e é bom ter medo, pois por termos medo pensamos melhor nas conseqüências de nossos atos e assim evitamos fazer muitas burradas. - virou-se totalmente para encará-la nos olhos. - Agora, o que faz um homem, ou mulher, corajoso é não deixar que o medo o domine e dite sua vida. É preciso saber lidar com o medo, é preciso saber que é necessário superá-lo.


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- Está na hora de irmos. - disse Helene levantando-se. Resolveram que cada casal teria alguns momentos de privacidade e ela e Henry foram até o carvalho, deixando a cabana para Dan e Gabi. Ela beijou Henry e depois sorriu a ele. - Vou chamar Gabi. Pode me esperar aqui. - ela desceu a colina e Henry ficou esperando. De repente um grito de dor cortou o ar. Henry saiu correndo em direção à cabana. Quando chegou viu vários soldados montados em seus cavalos e dois ruivos dando uma surra em Dan. Helene e Gabi estavam sendo seguradas por um outro ruivo e outro soldado. Dan estava atirado no chão e sendo chutado quando Henry chegou e deu um soco em um dos ruivos que o nocauteou e em seguida virou-se para o outro e segurou-o pela camisa e socou-o, ergueu a mão fechada para um novo soco quando sentiu a espada em seu pescoço. Olhou e deparou-se com o capitão da guarda.


- É melhor não fazê-lo, Sr. Payne.


- Se não quiseres que todos os teus filhos e, inclusive o senhor, morram, é melhor saírem daqui e deixarem a mim e meu amigo em paz. - nesse momento Dan se levantou e já empunhou a espada.


- Ele será preso. - disse o velho.


- Não será. - garantiu Henry.


- Ele estava atacando minha filha.


- NÃO ESTAVA! - intrometeu-se Gabi. - Se ele estava a beijar-me, foi porque eu consenti.


- Calada, Gabrielle. - mandou o ruivo que a segurava.


- Me largue, Charles! - mandou ela debatendo-se.


- Largue-a. - mandou o pai. O ruivo imediatamente a largou e Gabi veio até o pai.


- Por favor, pai. Não o machuque mais. Se ele me quiser, eu quero casar-me com ele.


- Queres passar a vida na estrada, sem nenhum conforto e correndo risco de vida? É assim que pretendes criar uma família? - perguntou-lhe Ângelo mordaz.


- Se for ao lado dele, sim. - respondeu Gabi sem hesitar.


- Por ela, eu até trabalho para ti nessa guarda. - Gabi olhou Dan comovida, sorrindo. Ângelo pareceu ponderar e por fim suspirou. Sabia que não adiantava lutar contra a filha caçula. Toda a teimosia inexistente em seus seis filhos homens foi toda para ela.


- Se não há jeito?! - deu-se por vencido o velho. Gabi correu até Dan, mas antes que pudesse abraçá-lo seu pai continuou. - Mas terão que cumprir com a tradição. Poderá cortejá-la em minha propriedade. Agora há outra questão que gostaria de elucidar. O que Helene faz aqui?


- Acompanha-me. - respondeu imediatamente Gabi.


- E por que não estava contigo? Ou pensas que não vi que ambos - apontou de Helene a Henry. - vieram do mesmo lugar.


- Não mandas em mim, capitão. - disse Helene mal-criada.


- Mas, acaso tenhas esquecido, tens um compromisso com meu filho.


- Compromisso esse que logo não existirá mais.


- Veremos o que teu pai achará disso. - o soldado que a segurava montou em seu cavalo com ela. Ângelo pegou a filha e saíram todos em direção aos castelos. Henry observou-os até desaparecerem assim como Dan. Este de repente caiu no chão. Henry foi até o amigo.


- Onde dói?


- No ego. - brincou Dan. Os dois riram.


- Não te preocupes. Eram realmente muitos e pegarem-te desprevenido. - Henry passou a curar as lesões em Dan. Quando terminou ele estava como novo.


- Não vais atrás de Helene?


- Estava apenas esperando que estivesse bom para acompanhar-me. - Dan sorriu maroto.


- Já disse que contigo a vida nunca é monótona? - brincou Dan montando em Éter.


- Fazer o que, não é?! Eu fujo dos problemas, mas eles sempre acabam me achando. 


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Ângelo arrastava Helene pelos corredores do castelo. Gabi vinha logo atrás. Chegaram à sala de estar onde o Sr. e Sra. Grey tomavam chá e ele jogou-a para perto deles.


- É assim que honras nosso acordo? - perguntou com a voz impressionantemente gélida. Gabi foi ajudar a amiga, mas o pai a deteve. - Não toque nela! - mandou.


- Do que estais a falar? - perguntou o Sr. Grey visivelmente confuso.


- Helene estava com Payne.


- O que Ângelo diz é verdade Helene? - perguntou sua mãe.


- Sim. - sussurrou. Nesse momento o Sr. Grey pôs a mão sobre o coração e começou a arfar. - PAI! - Helene jogou-se aos seus pés.


- Nosso acordo está desfeito, Jonathan. - o velho começou a arfar mais forte.


- PARE! Não vê que o está matando? - pediu Helene desesperadamente.


- Quem o está matando, e de vergonha, és tu. - retrucou ele friamente.


- Helene, por favor, não deixe que Ângelo desfaça o acordo. - pediu sua mãe. Os olhos de Helene encheram-se de lágrimas. - Por favor, filha. Isso matará seu pai.


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Aproximaram-se e os soldados ergueram as espadas.


- Acabo de entrar para a família e já vou confrontar o sogro. - lamentou-se, fingidamente, Dan.


- Só se intrometa se for necessário. - recomendou Henry.


- Não te preocupes. Sabes o quão calmo e paciente sou.


- Quero falar com os Grey. - disse ao ruivo que parecia ser o mais velho.


- Não é um bom momento. - disse educadamente.


- Não quero brigar, mas preciso participar desta reunião.


- Pois eu adoraria revidar aquele soco. - gritou um dos ruivos em que havia batido.


- Calado, Gustavo! - mandou o mais velho. - Desculpe. Estou cumprindo ordens.


- Eu entendo, mas vou passar.


- Não seja imbecil, Payne. Somos dez e vocês dois. Que chance teriam?


- Esqueceu-se como estava a contagem na batalha contra o lobo? Trinta a dois. E nós vencemos. - o ruivo pareceu ponderar.


- Creio que não será necessário entrarmos. - avisou Dan. Henry e o ruivo viraram-se bem a tempo de ver Helene, os pais, o capitão e Gabi saírem do castelo e se dirigirem até eles. Henry desmontou do cavalo assim como Dan e esperaram que se aproximassem.


- Diga e ele, Helene. - mandou-lhe o pai. Helene olhou Henry e sentiu seus olhos marejarem novamente. Gabi chorava silenciosamente e Dan deu um passo em sua direção, mas ela o impediu com um gesto, indicando que não era o momento.


- Casar-me-ei com Rich. Nunca mais ver-te-ei.


- Helene...


- Não! Vá embora. Nada mais pode ser feito. - começou a se virar, mas Henry deu um passo em sua direção e foi imediatamente repelido pela espada do Sr. Grey. Helene virou-se rapidamente. - Não! Não morra em vão.


- Diga que não me amas. - exigiu ele.


- Não me force a isso. - implorou ela e saiu correndo em direção ao castelo. Gabi tentou ir atrás dela, mas seu pai a reteu.


- Não torne a falar com minha filha. - avisou o Sr. Grey antes de seguir com a esposa a mesma direção da filha. Os soldados seguiram para o castelo de Werneck, deixando Henry e Dan sozinhos.


- Henry? - chamou Dan cuidadosamente pondo a mão em seu ombro. - Vamos sair daqui. - guiou o amigo até Nyx e voltaram para a cabana. Helene via tudo de seu quarto enquanto chorava aos prantos.


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- Helene? - chamou Linda. Helene virou-se para a amiga e desatou novamente a chorar. Linda correu até ela e a abraçou. - O que houve?


- Eles descobriram tudo! - contou em meio às lágrimas. - Meu pai passou mal e não pude dizer-lhe que não casaria. Oh, Merlin! Eu disse a ele que me casaria. - voltou a chorar e agarrou-se a Linda com mais força, sem ver que a amiga também chorava.


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Fazia exatos treze dias que ela o havia deixado. Treze malditos dias apenas com notícias conseguidas com Gabi por intermédio de Dan. E as notícias não eram boas. O casamento fora marcado para o último dia de agosto, dali a uma semana. Nos últimos treze dias tentara desesperadamente marcar um encontro com Helene, mas em nenhuma fora bem sucedido.


- É a última vez que escrevo. - comentou Henry casualmente com Dan enquanto fechava o envelope e amarrava a carta na pata da coruja. Observou-a voar e desaparecer contra o céu estrelado.


- E se ela não lhe responder? Novamente. - perguntou Dan irônico.


- Então eu desistirei e aceitarei sua vontade.


- E irá embora? Atrás de outra aventura e mais outra e outra? Sempre procurando aplacar a dor? - atacou-o Dan.


- O que queres dizer com isso? - Dan pegou-o pela gola da blusa e o ergueu da cadeira. Henry o olhou curioso, mas não assustado.


- O que eu quero dizer? O QUE EU QUERO DIZER? - sacudiu-o. - O que eu quero dizer é muito simples: LUTE! - largou-o e Henry caiu pesadamente no chão. - Tu vivestes a vida culpando-se por não ter feito nada e perdido teus pais, só que daquela vez não tivestes escolha. Mas agora tens. Entre a força no castelo e tire-a de lá! Sabe que eu o ajudaria.


- E depois nunca mais veria Gabi. - a voz de Henry saíra apática.


- AO INFERNO TUDO E TODOS! Eu a carrego junto!


- As coisas não acontecem como queremos, Dan.


- Acontecem, sim. Quando lutamos por elas. - suspirou pesadamente e passou a mão pelos cabelos. - Eu não o reconheço mais, Henry. Talvez seja melhor mesmo que saia da vida de Helene. Se não tens coragem de lutar por ela é melhor que a deixe.


- O QUE QUER QUE EU DIGA?! QUE NÃO AGUENTO MAIS ESSA DOR EM MEU CORAÇÃO? QUE APENAS PENSAR EM PERDÊ-LA ME FAZ QUERER MORRER? OU QUE SÓ NÃO FAÇO NADA PORQUE NÃO POSSO, SIMPLESMENTE NÃO POSSO IR CONTRA A VONTADE DELA? - Henry pegou pela camisa do mesmo jeito que Dan o pegara e jogara-o contra a parede. - É ISSO QUE QUER QUE EU DIGA? ERA ESSA A REAÇÃO QUE ESPERAVA? - Dan sorriu maroto.


- É, sim. É exatamente essa reação que eu precisava ver para saber que meu amigo ainda está aí dentro. - Henry o largou, mas não pôde deixar de sorrir.


- Eu estava tão insuportável assim?


- Pior! É incrível o que essas mulheres fizeram conosco.


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- Helene, tu precisas ir. - insistiu Linda.


- Achas que eu não quero? É o que mais quero, Linda, mas meu pai nunca permitiria.


- Não vale a pena tentar? - Helene suspirou cansada.


- Amanhã. Eu pedirei amanhã. - Linda sorriu para encorajá-la. 


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- Querias falar conosco, filha? - perguntou o Sr. Grey.


- Faz dias que o Sr. Payne tenta comunicar-se comigo...


- Isso é uma queixa? Quer que eu mande prendê-lo?


- Não! - respondeu Helene imediatamente. - O que eu quero... O que lhes imploro, é que me deixem vê-lo uma última vez.


- Penso que não compreendestes a situação, filha. - tomou a palavra a Sra. Grey. - Ângelo não aceitará outra desonra.


- Não será desonra alguma. - a voz de Helene saiu fraca e seus olhos já marejavam. - Ele precisa de respostas e eu preciso encerrar esse capítulo de minha vida. Richard e Linda podem acompanhar-me. - acrescentou, de modo que os pais vissem que não queria nada de mais.


- Falarei com o capitão. - prometeu seu pai. - Apenas, eu disse apenas, se ele conceder-lhe o pedido é que deixarei que vá. - Helene o abraçou.


- Obrigada, meu pai.


- Não agradeça. Será a última vez que o verá Helene. E se eu desconfiar que traístes minha confiança, será trancafiada no castelo e só sairá no dia do casamento.


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- Achei que não viria! - o desespero na voz do moreno a pegou de surpresa. Assim que encostara a mão na porta ela se escancarara e ele a abraçou apertado. A saudade falando mais alto do que a precaução. Henry viu Rich e Linda parados atrás de Helene. Abriu caminho e todos entraram. Assim que se viram protegidos, Rich puxou Linda para um beijo desesperado.


- Eles também não puderam se encontrar durante esses dias. - explicou casualmente não o encarando.


- Fugiram?


- Ah! Não. Meu pai sabe que estamos aqui. - Helene teimava em não olhá-lo.


- Não entendo, Helene. - puxou-a pelo queixo fazendo-a encará-lo. - E olhe para mim.


- Pedi a meu pai que me concedesse uma última oportunidade de vê-lo.


- Última?


- Ele passou mal, Henry. Passou mal apenas porque o Capitão Werneck ameaçou desfazer o acordo. Eu não posso carregar a culpa de matá-lo.


- E por isso será infeliz? Deixará que Linda, Richard e eu sejamos infelizes também? - ao ouvirem seus nomes, Linda e Rich prestaram atenção à conversa.


- Não me peça para escolher entre você e meu pai. - sussurrou ela deixando as lágrimas caírem livremente pelo rosto.


- Helene, seu pai está a fingir! - pronunciou-se Linda. - Sabes muito bem disso!


- Fingindo ou não, se eu for embora e ele morrer, eu nunca me perdoarei.


- Então é isso?! Viestes para avisar-me que desistirá sem lutar.


- Não. Vim para saber se poderia ganhar um último beijo seu. - Henry aproximou-se dela e a abraçou pela cintura.


- Não precisava pedir, morena. - sussurrou de encontro aos lábios amados antes de tomá-los com os seus. - Não era assim que deveria terminar. - sussurrou enquanto a abraçava. - Eu deveria fazê-la feliz pelo resto dos meus dias.


- Você me fez mais feliz em poucas semanas do que fui a vida inteira. - sussurrou ela de volta.


- Então não desista de mim. - pediu ele. - Mande tudo às favas e fique comigo. - Helene se afastou dele.


- É de meu pai que estás falando, Henry. - repreendeu-o duramente. - Quer que eu o mande às favas também? Farias isso aos teus pais?


- Meus pais NUNCA me obrigariam a casar com alguém que eu não amasse!


- COMO PODES SABER SE ELES NÃO VIVERAM ATÉ QUE ISSO PUDESSE ACONTECER?! - exaltou-se Helene e só depois compreendera o que dissera. Arfou. - Desculpe. - sussurrou. - Eu não quis...


- Vá, Srta. Grey. Volte a seu pai e seu casamento fracassado. - a voz de Henry era gélida. - Vá ser a boa e obediente filha que sacrificará a felicidade dos amigos e a sua própria em nome de alguém que não pensou duas vezes em sacrificar a sua.


- Eu não quis dizer... - tentou tocá-lo, mas ele afastou-a com brusquidão.


- VÁ! E a partir de agora, finja que não me conhece. Pois eu farei o mesmo. - Helene saiu da cabana chorando.


- Talvez tudo que disse seja verdade, Henry. - pronunciou-se Rich pela primeira vez. - Mas, e digo isso sem intenção de agredi-lo, não tens mais teus pais. Não sabes o quanto necessitamos da aprovação deles.


- Eu também perdi meus pais, Henry, mas consigo me pôr no lugar dela. - disse Linda amavelmente. - Conseguiria viver sabendo que foste responsável pela morte de teu pai? - ela e Rich saíram da cabana.


- É com essa culpa que vivo todos os dias. - sussurrou raivoso para a cabana vazia. 


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N/A: Sabe, sempre q eu lia os livros de HP, tinha algumas coisas q eu me perguntava como foram descobertas, se não tiveram outras pesquisas e tentativas antes. Então eu achei um jeito de por suposições na minha fic. La pierre d’Athálie é como se fosse a primeira pedra filosofal e o que o lobo queria era criar inferis, não tem como saber se ele conseguiria, mas essa era a intenção. Bom... Explicações dadas, vamos aos comentários.


Rosana: Quando é que eles não arrasam?? suahsuahsuahsuahsuahs Linda nem é desse país! aushaushuashuashuahsa Tomara que tenha gostado. Bjo


Mi: Viu?! Agora já to íntima. Já chamo de Mi. :D Coitadinha, a Linda sofre nessa fic! =/ Mas eu adoro ela tbm, tá?! Não estou gostando de fazê-la sofrer, não. Luna é tua personagem preferida? Muito, muito, muito obrigada pelos elogios. Fico até encabulada. :) Eu sou GAÚCHA (\o/) de Gravataí! E tu? Espero que tenha gostado do cap. Bjão


Débora: Muito obrigada! Adoooro uma boa briga! suahushaushaushauhsua Sim, Daniel é o Draco! :D Mas o meu tipo de Draco (:P). ushaushaushuahsau Espero que tenha gostado. Bjão


P.S.: Gente, a fic está chegando ao fim. Tem mais quatro caps. Por isso aproveitem... ^^,

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