CAPITULO 112 – PRIMEIRA TENTATIVA
Rony havia chegado em casa há pouco tempo. Cansado, sentira o cheiro do jantar ainda na porta. Havia apenas o som das vozes de Anna e Hermione, que conversavam na cozinha.
Aliviado por não terem visitas, passou por Duran, que comia em seu canto, acostumado a não fazer as refeições na mesa, ele preferia sentar-se num degrau da escada, e comer com o prato na mão, como fazia em casa com os irmãos.
Anna havia tirado um bolo do forno ha pouco tempo, e o decorava enquanto Hermione cortava pedaços de um pernil e colocava em uma travessa. Ele saberia diferenciar o cheiro da sua comida, mesmo que estivesse entre dezenas de outras cozinheiras.
Havia algo picante no ar, embora ela raramente usasse pimenta. Era algo só dela, um truque que jamais descobriria.
Ao notá-lo, ela apenas dirigiu-lhe um rápido olhar, e voltou sua atenção para o que fazia. Rony trocou algumas palavras com Anna, antes que a menina dissesse que precisava ir, e cuidaria da louça na manhã seguinte.
Rony não disse nada, afinal, o trato da casa era de responsabilidade de Hermione. Somente ela sabia dos acordos que tinha com os empregados. A ele cabia apenas desfrutar da paz e do sossego doméstico.
-Precisa convencer Duran a sentar-se a mesa, e também, a se afastar da Anna antes que ele faça uma besteira. – ela disse antes que pudesse se manifestar – O conde mandou-o de volta hoje cedo, porque não se acertou na escola. Não quis me contar o que o incomodou. A única coisa que sei, é que ele vai estudar querendo ou não. Como homem, deve entendê-lo, suponho.
Seu ar distante não o atingiu. Cruzou os braços, olhando-a cuidar do resto do jantar, com gestos delicados e comedidos, tão femininos que o faziam encantado.
-Falarei com ele amanhã cedo. Quando não estiver tão cansado. Gina esteve aqui essa tarde?
-Sim. – lançou-lhe um rápido olhar antes de voltar ao forno.
-Poderia tentar ajudá-la a se adaptar a Londres – sugeriu.
-Está insinuando que estou adaptada a Londres?
-Sim, está adaptada. – disse com um toque de amargura na voz – Surpreendentemente adaptada.
-Preferia que estivesse sofrendo? - encarou-o.
-Se isso me desse uma pista sobre o que vai acontecer no dia em que decidir ir embora, sim preferiria que estivesse sofrendo em estar aqui.
-Acha que posso querer ficar em Londres? – surpresa, parou o que fazia para olhar para ele.
-Depois de ter dito que não olho para você desde que cheguei a Londres, não sei mais o que pensar – aproveitou para tocar no assunto.
-Fiz bolo – ela desconversou.
-Percebi. Cumpriu minhas ordens com maestria – ele provocou.
Hermione parou para arrumar a travessa de arroz e salada, e olhou para ele com disfarçada calma. Esse homem fazia seu pulso acelerar e sabia despertar dentro dela algo muito difícil de controlar.
-Sim, é o que se faz a um homem condenado. Dar-lhe boas lembranças para quando não estiver mais entre os vivos. Ou apenas - debochou - sinto-me tão feliz na eminência da minha viuvez que quero ser gentil com todos!
Rony riu como se fosse uma alegre piada.
-Não diga essas coisas Hermione. Não sou bom com armas.
-Não é bom em muitas coisas. – ela revidou arrogante.
Não o deixaria perceber o quanto a magoava que insistisse naquele duelo. Principalmente nas coisas que precisaria fazer para impedi-lo de cometer esse desatino!
-Pensei que fosse bom no que importava – ele se aproximou, e Hermione decidiu que o faria sofrer como punição.
-Não sei. Sempre me esforço para gostar de sua presença, mas confesso ser um trabalho sufocante.
-Está dizendo que não gosta que a toque? – acariciou uma longa mexa de seus cabelos, sentindo os cachos das pontas enrolarem graciosamente entre seus dedos.
-Estou dizendo que daqui para frente não farei o mínimo esforço para suportá-lo. – foi taxativa.
-Inclusive essa noite? Irá se opor ao meu carinho?
Hermione sentiu seu hálito quente em seu pescoço e respirou fundo para não sucumbir.
-Não. Deixarei que faça o que quiser comigo. Apenas, não colaborarei ou participarei com alegria. – respondeu, contendo o riso diante de sua expressão.
-Está me punindo por duelar?
-Pense o que quiser Rony. – ergueu a travessa e a colocou entre eles, obrigando-o a soltar seus cabelos e dar um passo para trás – Está com fome? Espero que sim, pois fiz sua comida preferida.
-Não sei se me sinto envaidecido, ou se espero uma facada nas costas – ele debochou, ajudando-a a carregar à travessa.
-Na dúvida, decida-se pelos dois.
Rony ajudou-a a se sentar, notando discretamente que seu vestido se avolumava em sua cintura quando se sentava.
Na próxima vez que Hermione engravidasse, ele se certificaria de empanturrá-la com toda a comida necessária para engordá-la desde os primeiros meses, pois mal podia suportar a vontade de vê-la ostentando uma grande barriga, abrigando seu filho.
-Fez compras essa tarde? – perguntou enquanto ela lhe servia um generoso prato de carne de porco, arroz, saladas e batatas cozidas. Não era a comida da moda em Londres, mas agradava ao seu estômago, um estômago de fazendeiro. Além disso, o cheiro e o gosto eram divinos!
-Sim. Dessa vez acertei nas roupas, tenho certeza. – disse confiante – Gina está tão triste com o pouco caso do Harry. Deveria falar com ele. Gina precisa de algo para fazer até se acostumar com o marasmo de Londres!
Rony olhou para ela através do garfo que estava carregando um pedaço absurdamente grande de carne, e franziu as sobrancelhas.
-Acha Londres cansativa?
-Estamos falando de Gina – lembrou-o, mordendo a carne com verdadeiro prazer. Comer era uma delícia, e não conseguia lembrar-se do tempo onde achava a comida repugnante.
Às vezes se pegava pensando se havia sido por causa da morte de seus pais, da depressão que sentira, onde tudo perdera o sentido e a vontade de morrer era maior que os pequenos prazeres da vida, ou se era por causa da gravidez que aumentara seu apetite, mas bem da verdade, era que descobrira um novo prazer.
-Harry anda ocupado, e a culpa é nossa. Quando tudo se acalmar eles se entenderão.
-Se você diz – sua voz soou desgostosa, enquanto observava-o comer com prazer.
Pensativa, fingiu descaso ao perguntar:
-Quando será o duelo?
Rony ergueu os olhos do prato, com um sorriso no canto dos lábios, e ela se perguntou onde estaria a graça de arriscar a própria vida apenas para provar que ela estava errada!
-Depois de amanhã, logo cedo.
-Quanto cedo?
-Nos primeiros raios da manhã. Porque o interesse Hermione?
-Porque com sorte, até a tarde meu pai já me conseguiu outro marido – ironizou.
-Não deve ser muito difícil para uma deusa de fogo arrumar pretendentes – ele usou o mesmo tom, embora houvesse aquele ar irritantemente sorridente em sua face.
-Qualquer um que não seja burro o bastante para duelar – alfinetou. – Talvez, eu procure por gêmeos. Deve ser interessante...
-Tenha certeza que sim – ele provocou, notando o modo como ela ficou pálida.
O mero pensamento de Rony com as gêmeas teria acabado com seu apetite, não fosse a compulsão por mais. Seu estômago roncava e ela tinha que ouvi-lo, pois pensaria no bebê e não naquele homem descarado e sem juízo a qual tinha que chamar de marido!
Rony comia com prazer, fingindo não notar suas tentativas de irritá-lo e causar sua desistência do duelo.
Continha a vontade de gargalhar das suas tentativas de não demonstrar a preocupação e o desespero pela idéia de um duelo.
Pobrezinha, não sabia que tudo não passava de uma armação para fazê-la admitir seus sentimentos.
No dia marcado, ele sairia na companhia do valete do conde, iria passar um ou dois dias fora, e quando ela estivesse bem desesperada, de preferência aos prantos, voltaria lamentando ter ganhado o duelo, mas ter sido atacado. Ou algo do gênero.
Ainda não decidira os detalhes.
Sabia apenas que ouviria um ‘eu te amo’, nem que para isso tivesse que levar outro tiro!
-Em que está pensando?
Hermione havia parado de comer, olhando para ele. Talvez estivesse pensando nas gêmeas. Oh, cruz sobre sua cabeça!
-No duelo – respondeu convicto. E não era mentira!
-O que acontece se vocês dois errarem a mira? – perguntou, tentando se apegar a essa possibilidade.
-Teoricamente, o duelo estaria empatado e acabado, mas homens como Malfoy não param até acertar. Tenho o dever de acertar Hermione, ou nem preciso me dar o trabalho de correr.
Sua idéia era deixá-la em pânico, e pelo arregalado dos olhos castanhos, sabia que andava pelo caminho certo.
-Homem estúpido. – ela resmungou. – não entendo. Saiu da nossa casa para não ser preso. Disse que não pagaria com a própria vida por algo sem importância. Então, porque agora aceita morrer por algo tão estúpido?
-Porque se refere a você – ele apanhou sua mão sobre a mesa, embalando seus dedos, sentindo-a permitir – Não quero que falem seu nome em meio a fofocas!
-Isso é uma tolice! Continuarão falando caso morra!
-Ao menos, saberá a amplitude do meu amor – Rony achava que a qualquer momento cairia no riso. Seria inevitável. Não tinha uma veia de ator.
-E se eu já souber? Não precisa duelar se eu disser que acredito!
Rony começou a sentir a esperança que ela revelaria seus sentimentos antes do previsto. Levando sua mão aos lábios, beijou a pele carinhosamente:
-Estará em minha mente e em meu coração, e a levarei comigo mesmo na morte - ele garantiu galante.
-Não diga isso! – horrorizada, arrancou a mão de entre as suas, pálida e sem ar diante desse pensamento horrível. – Não terá coragem de duelar!
-É nisso que se apega? – ele não pode evitar sorrir.
-Se terminou seu jantar, gostaria de me recolher cedo – ela disse séria. – Anna trabalha com sua amiga Madame Lammer à noite, ajudando-a no preparo dos doces que vende em sua doçaria, por isso a dispensei tão cedo. Sendo assim, ainda preciso de ajuda com o vestido. Não sei por que as roupas de Londres possuem tantos botões! E tão pequenos!
-Hermione, te ajudarei com o vestido, não se irrite por tão pouco. E me responda, sentirá minha falta se eu me for?
Com o som abafado de um palavrão, ela o deixou sozinho na cozinha, rindo para as paredes. Se ele conseguisse enlouquecer Hermione, quem sabe ela se revelasse.
Duran estava na porta quando ele parou de rir, e Rony olhou para o rosto do rapaz reconhecendo muito dele próprio no garoto.
-Se você tocar na menina Anna, vai se casar com ela, e não me importa se for o primeiro ou não. Casando-se com ela, terá que enfrentar sua mãe. Esteja avisado. Hermione quer que estude, e é bom que faça isso, ou serão os meus ouvidos que ela encherá com suas reclamações – piscou para o menino – Agora me diga, Hermione tem feito algo que me desagrade?
-Não senhor – o menino disse com aparente sinceridade.
-Foram as compras? Apenas as compras? – insistiu.
-Apenas as compras – ele afirmou.
Convicto da lealdade do menino para com ele, Rony pediu que colocasse os pratos na pia e fosse dormir, pois na manhã seguinte o levaria com ele para o trabalho, para quem sabe, lhe dar um incentivo para estudar.
Duran fez o pedido, pensando consigo mesmo que não era uma boa idéia dedurar a patroa. Ainda mais depois do que Anna lhe contara!
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Hermione livrou-se dos sapatos enquanto ouvia o som dos passos na escada. Se fosse totalmente sincera, admitiria que gostava de viver naquela casa.
Se não fosse tão orgulhosa, pediria ao conde que lhe construísse uma casa como aquela na fazenda. Seria adorável. As paredes de madeira lisa e pintada em tons claros. As escadas encantadoramente trabalhadas... Mas era um desejo bobo.
Precisava cuidar de sua vida com o que Deus lhe dera, e não almejar além de suas posses. Essa viajem a Londres era um sonho de cinderela, mas não era sua realidade. E bem dentro dela, não queria que fosse mesmo sua realidade!
Livre dos sapatos e das meias retirou duas camadas de tecidos que faziam a saia do seu vestido ter a forma que deveria ter, e ao dispensar o tecido, decidiu que não sentiria falta disso quando voltasse para casa!
Definitivamente não sentiria falta disso!
Estava distraída tocando a correntinha em seu pescoço quando a porta abriu e ele entrou.
Rony não havia comentado sobre o fato de ela usar todos os dias aquela jóia mimosa que lhe dera, assim como o perfume, mas havia sim notado e sentido muito orgulho desse fato.
-Não respondeu minha pergunta agora a pouco Hermione – ele disse fechando a porta e se aproximando.
Afastou seus cabelos pondo-os sobre seu ombro, e começou a abrir os botões do vestido azul claro de uma seda finíssima.
-Qual pergunta? – olhou-o por sobre o ombro, curiosa
-Sobre Londres – a tarefa de abrir sua roupa era tão excitante que sentia sua masculinidade dando sinais claros de vida dentro de sua calça. – Sobre o que acha verdadeiramente sobre Londres.
-É uma cidade bonita – disse sonhadora – a primeira vista é assustadora, mas depois, a beleza, o brilho, as cores... Tudo se confunde e parece o lugar mais lindo do mundo! – seu sorriso se apagou enquanto ela meditava sobre que dizia – mas depois, o tempo passa, e é possível ver que nem todas as cores podem esconder o apagado dos corações e dos olhares. É uma cidade triste, morrendo por dentro. As pessoas são falsas, ou vazias, ou reclusas demais para saber como são. Tem horas que me sinto apaixonada por Londres, mas têm outras que gostaria de ir embora, e é uma vontade tão grande que sinto vontade de chorar!
Comovido com sua revelação, virou-a em seus braços e a abraçou.
-Sinto muito Hermione, não passar os dias ao seu lado.
-Sinto-me sozinha sem Juanita, sem as crianças dela... – confessou, o rosto escondido em seu pescoço -... Sem o som da fazenda, dos homens gritando no trabalho. Eu... Sinto falta do cheiro do mato e do som dos animais. Não deveria, mas sinto um vazio enorme.
-Não diga isso – ele pediu triste por ela – não me diga o quanto a faço sofrer! – estreitou o abraço, quase lhe tirando o ar.
-Não duele – ela disse baixo, mas ele ouviu.
-Por quê? Porque não quer que eu duele?
-Não quero que meu filho nasça sem conhecer o pai – ela disse com voz entrecortada, e Rony apertou-a ainda mais, afundando o rosto em seus cabelos, sentindo seu cheiro.
-Existem coisas que um homem deve fazer. – ele atiçou, esperando que ela se rendesse.
-Mesmo que isso o mate? – sua voz era abafada, e ele sentiu o movimento delicado dos lábios contra sua camisa quando ela falava.
-É o preço a se pagar por ser homem.
-Um homem tolo você quer dizer – ela reclamou, tentando se afastar.
-Um homem completamente apaixonado – ele corrigiu, erguendo seu queixo para olhar em seus olhos – Me dê uma razão para que eu não duele.
-Seu filho não é razão suficiente?
-Um pai sem honra não é o que o meu filho merece! – maneou a cabeça. – Apenas uma razão Hermione.
-Terei que me casar de novo, para ter um pai para o meu filho, e sabe o quanto não quero ter um marido. Estou acostumada com o traste que a vida me deu, então tenha pena de mim, pois vou morrer se tiver que aturar outro!
Rony riu, beijando-a na testa, ainda rindo.
-Deixe-me tirar seu vestido – ele pediu, girando-a em seus braços para ter acesso as costas onde dezenas de botões o esperavam.
Ambos estavam num impasse. Ele não cedia, e ela não confessava.
Hermione afastou o medo da mente, lembrando a si mesma que amanhã cedo teria seu encontro com Malfoy e o convenceria a desistir daquele maldito duelo!
As mãos graúdas abriram os botões com rapidez, espalmando as palmas na pele das costas revelada pelo tecido. Ela se negava a usar os espartilhos, e como não encontrara nenhuma costureira que pudesse fazer os coletes simples que usavam antes, simplesmente se conformara em não usar nada por baixo dos vestidos.
O tecido desceu por seus ombros, as mãos de Rony acariciando sua clavícula enquanto ela puxava o vestido para baixo. Caiu ao chão, e ela se moveu, livrando as pernas.
Rony a recostou contra seu corpo, acariciando seus cabelos, enquanto Hermione fechava os olhos e aproveitava aqueles carinhos quase desumanos para quem tinha a ferrenha decisão de não demonstrar interesse.
Hermione deixou-o tirar sua anágua, roçando o corpo rijo e masculino contra ela, enquanto se movia a sua volta, tirando suas roupas.
-Quero que se deite e me espere – ele sussurrou em seu ouvido.
Abrindo os olhos, um pouco atordoada, andou até a cama e deitou-se sem se preocupar em se cobrir. Assistiu-o despir a camisa e o resto das roupas com pressa.
-Abra as pernas, quero vê-la – ele pediu enquanto se livrava da roupa íntima.
Não se faria de boba, pensou Hermione, permitiria que fizesse o que quisesse com ela nessa noite. Provaria a ele que viver era muito mais importante que um tolo orgulho.
Recostou-se contra os travesseiros e separou as pernas o bastante para revelar pouco.
-Mais – ele mandou, se aproximando da cama, os olhos fixos.
Separando as coxas, ela sentiu o ar da noite tocar sobre suas dobras mais íntimas. Rony permaneceu de pé aos pés da cama, olhando para ela com a fome de um homem privado de alimento por muito tempo.
Cinco dias, ela pensou. Cinco longos, solitários e nublados dias!
Suas coxas estavam separadas, e Rony admitiu o trabalho de Deus ao compor o corpo da mulher. Delicado e forte ao mesmo tempo.
Coxas rijas e firmes, em contraponto com sua intimidade tão frágil e delicada. Um botão de rosa que ele colheria com seu corpo e sua paixão. Admirou o triângulo pequeno com poucos pelos, e admirou ainda mais a barriga que se estendia sobre ele. Uma curva arredondada e latente, prometendo que em breve estaria distendida e cheia.
Seus quadris estavam mais lardos, era inegável. Os seios maiores.
Linda e abusada, pensou, ao vê-la fechar as coxas brevemente, como se estivesse se agradando. E talvez estivesse, pois a intensidade do olhar de Rony era o bastante para colocá-la em chamas.
Ele subiu na cama, e não demorou muito, estava sobre ela. Hermione suspirou satisfeita quando sentiu o corpo pesado sobre o dela. A pele de Rony sempre era muito quente, muito firme, e áspera em lugares interessantes, como as palmas das mãos. Ele serpenteou sobre seu corpo, enquanto a beijava Hermione curvou todo o corpo, se oferecendo.
O beijo era lento e suave, provocador, com mordidas que lhe roubavam o ar. Um beijo molhado, e quando Rony lambeu o céu da sua boca ela correspondeu, entrelaçando a língua na dele, pedindo mais.
Rony tentou quebrar o beijo, para beijar mais abaixo, mas ela não deixou, envolvendo suas costas com as mãos e exigindo que o beijo continuasse.
Hermione gemeu quando ele afastou-se depois de beijá-la e deixá-la tão excitada com esse beijo, como nunca estivera na vida. Mentira, sempre ficava desse modo quando a beijava!
Sorriu sem notar, diante desse pensamento e ele olhou-a intrigado, antes de beijar seu queixo, suas bochechas, seu pescoço e descer por seu pescoço.
Sua língua traçava um caminho de fogo por seu pescoço, em direção aos seios, e Hermione arqueou-se, hiper sensível. Quis lhe contar que estava super sensível nos seios, que era como jogar gasolina sobre fogo, mas não teve palavras para se expressar quando ele circulou com a língua sobre um mamilo durinho e empinado.
Lambeu e chupou avidamente, enquanto ela gemina e se contorcia, esfregando seu sexo contra sua coxa máscula, que jazia entre suas pernas. Achando algum alívio nisso, ela esfregou-se na pele, sentindo os pelos ruivos e os contornos e fechou os olhos, apreciando a masturbação quase tanto quando o chupar lento de seus bicos doloridos.
Rony ergueu a cabeça em dado momento, observando seu prazer e não resistiu a provocá-la:
-É desse modo que pretende não colaborar Hermione?
Pega pela própria língua, ela olhou para ele através de olhos nublados pelo desejo e correu seu rosto com as mãos, parando para tocar seus lábios com os dedos, enquanto ele tentava morder os dedos, fazendo-a sorrir sensualmente antes de ter os dedos dele tocando sua boca do mesmo modo que fizera com ele. No entanto não tentou morde-lo, pelo contrário.
-Mudei de idéia – ela disse rouca pela paixão, segurando sua mão, e levando uma dos dedos a sua boca.
Engalfinhou todo o dedo, chupando-o com verdadeiro prazer. Rony ficou imóvel, sentindo sua sedução e mais que isso, sentindo um aperto tão grande em suas bolas que quase gozou ali mesmo, a um passo de fazer amor.
Mesmo assim não teve forças para fazê-la parar. Esfregou-se contra sua barriga, tentando aliviar um pouco do desejo, esfregando o comprimento do pênis em sua pele macia.
Hermione adorou quando ele fechou os olhos, se roçando nela como um cachorro no cio. Era exatamente isso que esperava de seu homem, completa entrega, e que jamais se lembrasse de suas ex-amantes. Podia ter uma boca só, mas sabia usá-la! Não eram duas como as gêmeas, mas tinha tudo que ele precisava para ser feliz!
-Quero prová-lo – ela disse ao soltar seus dedos, e colocar sua mão sobre o seio, que ele apertou como um condenando aperta as grades de sua sela.
Rony sequer cogitou a possibilidade de negar, mas se houvesse parado para pensar, lhe perguntaria por que mudara de idéia.
Rolando para o lado, caiu contra os travesseiros, gemendo quando o corpo morno de Hermione subiu sobre ele.
Lá estava ela novamente, montando sua coxa, espertamente, tinha afastado as pernas de Rony e em vez de montar sua cintura, montara sobre sua coxa, enquanto dobrava o corpo para chegar onde queria e precisava!
Seus cabelos cobriam o peito de Rony quando ela dobrou-se para beijar seus mamilos. Deveria ser gentil e cheia de delicadezas, como era esperado de uma dama, mas Hermione nunca se prendera a convenções, e atacava seu amante com a mesma paixão que ele demonstrava. Lambeu os mamilos pequenos e retesados, tão diferentes dos seus, suas costas se curvando e se flexionado numa deliciosa dança, que erguia seu bumbum e atraia as mãos de Rony para apertar a carne e esfregá-la contra sua coxa, atiçando seu clitóris e tudo mais que houvesse no caminho.
Arisca, seguiu sugando seus peitos de homem, lambendo a pele, descendo pela barriga em direção ao umbigo.
Sua boca abriu-se completamente sobre o umbigo, enfiando a língua ali, imitando os movimentos que ele faria nela dali a pouco. Rony gemeu, delirando com a insinuação e pedindo silenciosamente que não parasse.
Quando se satisfez de provocá-lo, ela subiu a língua por seu peito, deixando uma lambida de pura fagulha de fogo espalhada por sua pele, antes de roubar-lhe um beijo. Um beijo duro, faminto, e Rony dobrou a perna para não perder o contato lá embaixo, seguindo estimulando-a, com os movimentos circulares que ela fazia em sua coxa.
Hermione quebrou o beijo, apenas pelo intento de retomar sua missão. Desceu as mãos e então o rosto sobre a parte que lhe interessava. Sentiu Rony agarrar seus cabelos e mantê-los nas mãos como se fosse um arreio, enquanto a observava olhar e tocar seu membro.
Duro como aço, tremia em suas mãos, pronto para tudo que desejasse. Com um olhar de pura malicia em sua direção, Hermione lambeu os lábios, arrancando dele um gemido de antecipação. Ela apertou a mão em volta dele, apoiando a outra mão no colchão, pondo a língua para fora da boca e lambendo bem lentamente sobre a cabeça.
Rony urrou pelo choque do primeiro toque, mas não reclamou. Não mesmo! Se ela queria lento, seria lento! Revirando os olhos, gemeu quando ela seguiu lambendo todo o comprimento, sem pressa para evoluir.
Beijos estalados, mordidelas suaves, lambidas longas e curtas, dedos e mão apertada em volta, manipulando-o naquele ritmo preguiçoso... Estava prestes a chorar e implorar por alívio, quando ela cobriu-o com seus lábios rosados e o levou para dentro.
Hermione agüentava muito, e achou que poderia engasgar, mas não aconteceu. Levou-o ao fundo, o máximo que pode e voltou atrás, tirando-o com um suave ‘ploc’. Os quadris de Rony se ergueram como se tentando encontrar sua boca novamente.
Satisfeita, olhou para ele, que a olhava com ansiedade e paixão, e desceu o rosto novamente, colocando-o outra vez em sua garganta. Decidida a lhe dar uma razão para viver, começou a chupá-lo com força.
Rony se esqueceu de respirar pelos próximos minutos indo da agonia da antecipação há agonia do êxtase em poucos segundos.
Hermione tirou-o da boca a poucos segundos do êxtase. Sentia o pênis inchar em suas mãos e boca, e acariciando suas bolas sentia o endurecimento daquela carne. E o frenético aumento dos gemidos e movimentos.
Decidida, montou em sua cintura antes que Rony tivesse tempo para lamentar. Desceu o quadril de uma vez, colocando todo o comprimento para dentro de si. Gritou mansamente pela invasão, pois estava atirando seu corpo, tão inchado e grosso quanto era possível estar!
Ouviu o grito de agonia de Rony, e quase desistiu daquela posição quando ele agarrou seu quadril forçando-a a descer novamente. Era tão malditamente bom, e ao mesmo tempo tão ruim que a fazia querer gemer e chorar ao mesmo tempo.
Sensível ao seu desconforto, ele lambeu os dedos e esfregou sobre o clitóris, fazendo-a gemer e se mover mais rápido. Era o que faltava. O prazer fazia seus joelhos temerem, e as investidas tiravam sua capacidade de pensar.
Estava no controle até dois minutos atrás não estava?
Ele a segurou para baixo, todo dentro dela, fazendo-a sentir seus pelos públicos contra pele e girou o quadril, torcendo-se dentro dela. Hermione gritou, sentindo o fogo a consumir. Seus peitos saltavam, se movendo enquanto pulava sobre ele. Rony a fazia subir e descer com força e tirou os dedos de seu clitóris quando sentiu o quanto estava molhada a fácil de penetrar.
Desesperada para dar vazão aquela agonia que endurecia seu corpo e retesava cada pequeno músculo, jogou as costas para trás, apoiando as mãos no colchão atrás de si.
Rony olhava para a imagem mágica de sua vagina escancarada em volta de si, e a barriga deliciosa, curvada para trás, jogando os seios para o alto, e não agüentou mais.
Segurou seu quadril mantendo-a parada e se arremeteu várias vezes dentro dela, lhe arrancado gritos desesperados de paixão, necessidade e prazer.
Hermione perdeu a noção do que acontecia, e quando o sangue aqueceu em suas veias, seu ventre incendiou e ele achou um lugar dentro dela, seu membro esfregando rudemente sobre aquele ponto sensível bem dentro dela, ouviu uma música distante, uma canção que seu corpo entoava enquanto convulsionava, tremia e gozava.
Fechou-se ao redor dele no momento em que gozou e Rony gritou quando foi apertado e ordenhado. Não dava mais para mover. Ela estava apertada como uma virgem. Impossível seguir. Preso em suas contrações, ele gozou como um animal selvagem, agarrando suas coxas macias e femininas, marcando a pele com sua força e Hermione gemeu mansamente, voltando à realidade.
Esperou que ele terminasse para se mover. Lentamente subiu o quadril, separando-se dele. Vergonhosamente, correram pelas suas pernas muito sêmem, e outros líquidos que a fizeram corar. Olhando para ele, se curvou beijando seu rosto, sussurrando:
-Desista do duelo – pediu mansa.
-Hermione...
-Apenas pense nisso – pediu novamente, se esfregando contra o membro que ainda estava rijo, não por desejo, mas pelo excesso de sangue que ainda correia em suas veias. – Pense em porque vale à pena desistir dessa idéia ridícula.
Rony sentiu os beijos meigos em seu rosto e ofegou quando ela se afastou. Hermione olhou para seu membro, todo molhado, e lambuzada e teve uma idéia de como convencê-lo a não desistir dela.
Rony abriu os olhos rapidamente, surpreso quando ela subiu sobre ele. Não sabia se agüentava outra cavalgada dessas! Pensou sinceramente em declinar e deixar para dali a alguns minutos, quando recobrasse as forças, quando ela roçou a cabeça de seu pênis em um local muito íntimo.
Ela o encostou onde raramente havia contato, e empurrou um pouco para dentro, olhando para baixo, tentando ver o que fazia. Seus cabelos crespos eram uma cortina que não o impediam de ver.
Hermione sentiu um pequeno choque quando entrou um pouco. Saltou graciosamente, gemendo de desconforto.
Estava muito lubrificado, então deslizou mais fácil depois que a cabeça entrou. Seus gemidos eram mais de manha do que de dor ou lamento.
Soltando-o, afundou o quadril para baixo, até tê-lo o mais profundo possível.
Rony estava em órbita, apanhado na sua rede, gemendo, rendido e frouxo, como um homem sem vontade, sendo completamente controlado por uma mulher.
Daria-lhe a alma se ela pedisse. Hermione começou a se mover para cima e para baixo lentamente enquanto ele arrombava seu ânus, achando aquela posição ingrata. Não desistiria de fazer-lhe todas as vontades, de agradá-lo, e tinha certeza do quanto apreciava esse modo devasso de fazer amor.
Não era a sétima maravilha para ela, mas era excitante olhar o modo como ele se deleitava, os olhos fechados, grunhindo e gemendo com os lábios abertos em busca de ar. Teria o beijado se não fosse impensável curvar o corpo com aquilo enfiado em seu... Bem, não era uma posição que lhe favorecesse!
Por outro lado o erotismo do momento mandava ondas e mais ondas de desejo e tesão por todo seu corpo. Enquanto ele gemia e se contorcia, ela agarrou um seio, acariciando o mamilo como ele sempre fazia, e fantasiou que eram seus dedos longos e deliciosos.
Hermione soluçou de prazer quando sentiu que ele lhe tocava o diminuto clitóris, e abriu os olhos vendo-o olhar para ela. Seus dedos longos circulavam molhados sobre sua carne e ela se ofereceu mais, movendo-se um pouco mais rapidamente sobre ele, enquanto os dedos faziam sua mágica.
Rony sentou-se num golpe ágil e agarrou seu seio com a boca sugando, enquanto seus dedos tentavam entrar dentro dela, mas não conseguiam por causa da posição.
Hermione empurrou seu ombro, como se pedisse que parasse. Estremeceu em seus braços quando o prazer a cegou, e enterrou o rosto em seu pescoço, aspirando o cheio dos cabelos ruivos, cheiro de loção pós barba e suor, e saltou como se levasse uma espetada quando ele gozou novamente, derramando tudo dentro dela outra vez.
Ele soltou um som agoniado que lembrava um berro de animal, e tinha o belo rosto contorcido pelo prazer. Hermione não resistiu a beijá-lo, sugando seus gritos e respirando junto com ele enquanto ele parava de se mexer e a erguia para libertá-la.
Beijaram-se por vários minutos, e Rony a deitou na cama, descansando o rosto em seus seios.
Hermione suspirou várias vezes, relembrando o prazer, e notou que ele estava quase adormecido.
Sorriu antes de adormecer também, pensando que agora não haveria mais duelo.
Autora: *estou suspirando*