Domingo de manhã. Hermione acorda sentindo um delicioso cheiro de torradas:
- Não acredito.
Imediatamente ela se levanta e desce:
- Não acredito! Você preparou o café!
- Bom dia meu amor. É, preparei, ou melhor, estou preparando. Está quase tudo pronto, falta só o suco. Pode se sentar que eu já venho – diz indo beijá-la.
- Não – diz esquivando-se – Eu nem sequer escovei os dentes ainda!
- Ta bom – rouba um beijo assim mesmo, deixando-a atônita – Sobe, escova os dentes lava o rosto e vem tomar café comigo.
Assim Hermione faz. Rapidamente sobe, se arruma e desce.
- Cheguei! Nossa! Mesa posta e tudo. Que lindo!
- Café de domingo merece, você mais ainda. Por favor... – diz puxando a cadeira para ela.
Estão comendo em silêncio, até que este é quebrado por Hermione:
- Harry, obrigada.
- De nada, mas pelo quê?
- Por ter aceitado meu e ter ficado aqui.
- Que isso, meu amor – diz enquanto desloca sua cadeira pra mais perto da dela – Nada o que agradecer. Se alguém aqui tem que agradecer, esse alguém sou eu. Agradecer pela noite maravilhosa e pela agradável companhia, mesmo que dormindo em quartos diferentes. Não dormia bem acompanhado assim desde...
- Harry Potter, cuidado com o que vai dizer... – diz Hermione fazendo cócegas no namorado.
- Falando sério. A última vez que eu dormi bem acompanhado desse jeito foi quando você foi jantar na casa do Sirius com a gente e acabou ficando por lá mesmo, lembra?
- Nossa! Lembro! A gente tinha acabado de terminar Hogwarts.
- Isso mesmo.
- Rony tinha começado com a Luna, Draco com Gina e eu acabara de terminar com Krum... Harry, desde Hogwarts você não se envolve com ninguém? Quer dizer, mais sério?
- Não... Nenhum dos envolvimentos passou de uma noite. É piegas o que eu vou dizer agora, mas acho que nunca tinha me apaixonado antes...
- Que lindo! – diz beijando-o ardentemente.
- E você, desde Vítor não se envolveu com mais ninguém?
- Não. Nunca me apaixonei.
- Nunca se apaixonou? – pergunta, colocando-a em seu colo.
- Nunca me apaixonei.
- Ah não? – pergunta “matando—a” de cócegas.
- Pára Harry! – pede meio a gargalhadas.
- Como assim? – e continua com as cócegas.
- Pára Harry!
- Nunca se apaixonou?
- Mentira, mentira, mentira! – rindo mais ainda.
O garoto pára com as cócegas.
- Eu estou perdida e completamente apaixonada por você, Harry James Potter – completa gritando.
- Assim ta melhor... – é a vez dele beijá-la.
Segunda-feira. Sirius acaba de chegar à empresa e Harry vai vê-lo:
- Posso entrar?
- Harry, entra!
- Como foi a reunião com os empresários?
- Foi razoavelmente boa.
- A filial em Paris, sai ou não sai?
- Não tem nada certo ainda, mas acho que sim.
- Tinha certeza que daria certo.
- Vai ser um ótimo avanço para a empresa.
- Se vai. Graças ao nosso mais competente diretor.
- Pára com isso Harry. Dei apenas sorte.
- Demos sorte então. Mas vim aqui por mais um motivo.
- Diga, em que posso ajudá-lo?
- Na verdade, já ajudou.
- Ah é? Como?
- Falando pro Rony que eu tinha dormido na usa casa. Muito obrigado, me esqueci completamente dele.
- Não foi nada, apenas imaginei que, se o Rony ligou perguntando por você, você não havia falado nada, então disse que acabamos conversando até tarde e você ficou por lá.
- Muito obrigado mesmo.
- De nada. Mas como foi lá com Hermione?
- Foi ótimo. Fico pensando como nunca tinha acontecido nada entre a gente.
- Realmente, é surpreendente, mas sempre soube que, mais cedo ou mais tarde iria acabar acontecendo.
Os dois abrem um sorriso.
- Posso entrar?
- Hermione, entra! – diz Sirius.
- Atrapalho? – entrando na sala.
- Nunca – responde Harry.
- Sente-se conosco – convida Sirius, indicando o lugar na poltrona ao lado de Harry.
- Obrigada – aceitando o convite.
- Como está? – pergunta Sirius.
- Muito bem, e você?
- Bem também. Harry comentou comigo sobre a reunião de hoje. Como foi?
- Foi tranqüila. Acho que a filial acaba saindo.
- Que ótimo!
- Muito bom mesmo – diz Harry – Assim que tudo estiver certo, você fica sabendo.
- Obrigada! – diz sorridente.
- Mas o que a traz aqui, Hermione?
- Vim pegar o Harry pra almoçar. Não quer vir com a gente?
- Não, obrigado. Já almocei.
- Não quer ir nem nos fazer companhia, ou pela sobremesa?- pergunta Harry.
Sirius sorri:
- Não garotos, obrigado. Vão vocês.
- Tem certeza?
- Tenho Hermione, obrigado – agradece ternamente.
- Se é assim, estamos indo – diz Harry – Até mais tarde.
- Até.
Descem e almoçam num restaurante por ali mesmo na volta, Harry deixa Hermione na porta de seu prédio e vai pra seu próprio escritório. Chega e vê um envelope em cima da mesa: Ao Tio Harry.
É automático. Assim que vê, abre um imenso sorriso. Só uma pessoa o chama de Tio: William, filho de Fleur e Gui. O garoto tem quatro anos, quase cinco, e sempre fora muito apegado a Harry e Hermione, os chamando sempre de tios. Harry abre e vê o que tem dentro: um convite para a festa de 5 anos do garoto. A festa será daqui um mês, n’A Toca. Assim que termina de ler, o telefone toca:
- Recebeu? – é a voz de Hermione do outro lado.
- Recebi.
- Com a letra dele! Que lindo!
Harry apenas sorri:
- A gente vai né?
- Claro que sim! Temos que pensar no que compra pra ele.
- Sabe em que eu estava pensando?
- Hum.
- Numa vassoura personalizada.
- Como assim?
- Uma que fosse desenvolvida exclusivamente para ele.
- Não é pouco original? – pergunta Harry, na dúvida.
- Se fosse uma vassoura simples sim, mas desenhada para ele, não! Acho que ele vai adorar!
- Me ajuda a desenhá-la.
- Claro, meu amor! Só que temos que começar logo, para que ela saia perfeita e para que não precisemos fazer nada correndo.
- O que você vai fazer hoje a noite?
- Acho que nada...
- Agora vai. Vamos pensar no presente do Will.
- Fechado. Lá em casa, às 7:30 pode ser?
- Estarei lá. Beijo.
- Beijo.
- Te amo.
- Também te amo. Muito.
Às 7:30 em ponto, a campainha toca. Hermione vai atender:
- Nada como a pontualidade britânica – diz abrindo a porta.
- Boa noite – cumprimenta Harry beijando-a.
- Boa noite, meu amor. Estou comendo, me faz companhia?
- Não, obrigado, já comi. Mas, se quiser, me sento à mesa com você.
- Adoraria.
Sentam-se à mesa e, enquanto come, Hermione conversa com Harry:
- Meu amor, tive várias idéias. Assim que eu terminar de comer eu te mostro, os desenhos estão todos ali na mesinha de centro.
Assim é feito. Depois que Hermione termina de comer, vão para a sala de estar. Harry senta-se no tapete, encostado no sofá e Hermione faz o mesmo a seu lado, porém um pouco mais próxima da mesa:
- Pensei em duas maneiras de fazermos a vassoura do Will.
Harry se aproxima da garota:
- Tem certeza de que quer fazer isso? – pergunta beijando-lhe o ombro.
- Harry, pára... Temos um projeto pra fazer.
- Depois a gente faz – responde, puxando-a para seu colo.
- Já vi que esse projeto não vai sair é nada... - finaliza rendendo-se, já que Harry a beija profundamente.
O projeto mesmo não acontece, ao invés disso, passam a noite entre beijos e abraços. Quase meia noite, Harry decide ir embora:
- Meu amor, tenho que ir. Já é tarde.
- Apesar de termos fugido completamente do nosso projeto, foi muito bom passar esse tempo com você.
- Também goste.
- Almoçamos juntos amanhã para terminarmos o projeto?
- Com certeza, mas em um local público, para que eu não corra o risco de cair em tentação novamente. Te espero amanhã ao meio dia.
- Ok. Até amanhã então.
- Até – beija como despedida e vai embora.
No dia seguinte, vão almoçar no restaurante em frente aos prédios. Assim que entram, encontram uma mesa próxima à parede, mais ao fundo do restaurante.
- Por favor – diz Harry enquanto puxa a cadeira para que Hermione possa se sentar.
- Obrigada.
- O que vamos comer hoje?
- Acho que voltei a ser criança...
- Por quê?
- Porque estou morrendo de vontade de comer batata frita.
- Decidido então – Harry chama o garçom – File com fritas, por favor.
- Sim, senhor.
- Mi, vai beber o que?
- Coca-Cola.
- Duas cocas então. Obrigado.
- Sim, senhor- finaliza o garçom se retirando.
- Vamos ao presente?
- Sim, senhora- brinca o moreno.
- Eu tinha pensado em uma vassoura feita exclusivamente para ele e com a carinha dele...
- Eu também pensei em algo assim. Com a cor favorita dele, por exemplo.
- Acho legal. Pensei também em colocar o nome dele bem no inicio do cabo.
- Ok. Seria assim, então...
Harry começa a desenhar o que está imaginando e pode-se ver uma vassoura de uma madeira mais escura, de cerdas da mesma cor, com detalhes em verde e prata e com o nome dele na dianteira do cabo.
- Isso mesmo! – exclama Hermione- Perfeita – comemora beijando-o rapidamente – Temos que pensar nas medidas agora – e puxa o desenho para si.
- Agora não – Harry, puxando o desenho de volta – Afinal de contas, não vim almoçar com você apenas pelo desenho... – termina em tom malicioso.
- Ah não?!
Harry balança a cabeça negativamente e vai se aproximando de Hermione para beijá-la, mas ouve vozes conhecidas:
- Harry! Mione!
A morena rapidamente puxa o desenho e começa a falar sobre ele:
- Gina, Luna... – responde Harry meio sem graça.
- Viemos almoçar com vocês – avisa a ruiva.
- Que bom! Mas como descobriram que estaríamos aqui? – pergunta Hermione.
- Passamos no seu prédio e a recepcionista informou que você tinha vindo almoçar qui com o Harry – responde Luna simplesmente.
- Ah...
- O que é isso? Pergunta Gina apontando para o desenho.
- O presente do Will – responde Harry.
- Nossa! Ele vai amar!
- A Fleur é que não vai gostar nada disso – avisa Gina – Ela vive falando que ele é muito novo pra voar. O Gui, em compensação, vai amar.
- Muito novo? – espanta-se Harry – Essa é boa. Bom, mas mãe é mãe.
- O que vocês vão comer? – pergunta Luna.
- Filé com fritas – Hermione responde.
- Ótimo pedido. Acho que vou pedir também.
- Vou te acompanhar Gina.
Almoçam e Harry e Hermione têm que voltar ao trabalho.
- Meninas, tenho que ir – comunica Harry – Tenho um projeto para por em prática. Até mais.
- Vou com você – avisa Hermione – Chefe está aí hoje, tenho que chegar no horário.
- Tem mesmo? Fica mais um pouco! – pede Gina.
- Adoraria, mas não posso.
- Almoçamos todos juntos na sexta? – pergunta Luna.
- Combinado – respondem juntos.
- Até mais – despede-se Harry.
- Até – Gina e Luna juntas.
Assim que saem do restaurante:
- Nosso almoço a dois foi por água abaixo... – brinca Harry.
- Gostei delas terem aparecido.
- Então você não queria almoçar só comigo?- brinca novamente.
- Claro que eu queria! Mas se elas não tivessem aparecido a gente não iria terminar o presente do Will.
- Não iríamos mesmo – diz Harry beijando-a.
- Harry! Ficou louco?! A gente ta no meio da rua! – repreende Hermione.
- Desculpa. É que eu estava com saudade.
- Te perdôo com uma condição.
- Qual?
- Quero mais um.
- Condição não aceita! – brinca Harry de novo.
- Não?! – Hermione entra na brincadeira – E posso saber por quê?
- Porque um só é muito pouco – e a beija novamente, esquecendo-se por alguns minutos de que estavam em um local público e que o namoro ainda é secreto, pelo menos na teoria.
**************
N/A: Mais um capítulo da história de nosso casal favorito!
Sirius se tornando aliado, a promessa de uma BlackPott francesa, o convite de uma festa e o projeto de um presente, que custa a sai, eles acham outras coisas pra fazer, hehe!
Bom, do próxio capítulo posso adiantar q a festa trará surpresas...
Obrigado a tds os leitores e a tds q comentam.
BeejO!
Até a próxima!