Além de beleza e inteligência, Cedric Diggory também tinha muita sorte.
Ele teve sorte, particularmente, naquela noite, de Harry ter deixado o Mapa do Maroto de lado assim que entrou no banheiro dos monitores. Sorte, também, de Harry ter se encantado com as inúmeras torneiras em volta da banheira e passado bastante tempo brincando com elas, abrindo e fechando, experimentando as texturas e os odores.
Por sorte, foi tempo suficiente para que o elfo doméstico corresse para avisar Cedric, que, por sua vez, correu até a porta do banheiro. Não por sorte, mas por mérito próprio, Cedric era um excelente bruxo e saber fazer o Feitiço de Desilusão com rapidez e perfeição. Sorrateiramente, ele entrou no banheiro e se escondeu atrás de um biombo. O barulho das torneiras disfarçava qualquer barulho que ele provocasse.
Em mais um lance de sorte, Cedric havia chegado bem na hora em que Harry começava a despir o roupão e o pijama. A reação à cena foi imediata. Assim que Harry começou a desabotoar a camisa do pijama, Cedric sentiu seu pênis se enrijecendo – pela visão da pele lisa e alva do peito de Harry que ia se revelando, com seus mamilos enrijecidos e perfeitamente rosados, mas, principalmente, pela expectativa do que viria a seguir.
Quando Harry se despiu por completo, a ereção de Cedric já estava o incomodando dentro de sua calça. Enquanto Harry, sem pressa, entrava na banheira, parecendo se deliciar com a água quente e perfumada envolvendo seu corpo, Cedric libertou o pênis de dentro da calça (que de repente tinha ficado apertada demais), o tomou em sua mão e se pôs a acaricia-lo.
Harry havia mergulhado a cabeça na água para molhar os cabelos. Cedric se tocava, observando como as gotas de água escorriam pelo rosto e pelo pescoço do menino. Harry era tão sensual em seus gestos despreocupados, brincando com a espuma na superfície da água, sentindo-a entre seus dedos, espalhando-a sobre os braços... Então, ele mergulhava de novo para lavar a espuma e, ao erguer a cabeça, com os lábios partidos para sugar o ar, ele passava as mãos pelos cabelos, descia pelo pescoço, escorregava pelos ombros. Isto fazia o pênis de Cedric latejar e sua respiração falhar. Sua mão se movia cada vez mais rápido, apertada em volta de seu pênis.
O espetáculo que Harry, sem querer, oferecia a Cedric foi interrompido pela voz chorosa da Murta Que Geme. Cedric apenas esperou que ela não o notasse, porque ele não tinha como sair dali naquela hora sem ser descoberto, e também porque ele não queria acabar tão logo com sua diversão.
Por algum tempo, pareceu que a Murta realmente não o tinha notado. Porém, quando ela mencionou seu nome para Harry (“Eu experimentaria pôr o ovo na água. Foi o que Cedric Diggory fez”.), Cedric teve a impressão de que a Murta olhou em sua direção e piscou, o que fez o garoto ficar um pouco perturbado, mas não o suficiente para parar de se tocar – afinal, ela não o havia denunciado, pelo menos.
Mesmo sem a intenção, a Murta acabou ajudando Cedric, ao dar a dica sobre o ovo a Harry. Quando Harry se ergueu e saiu da banheira para apanhar o ovo, a Murta fechou os olhos, mas Cedric manteve seus olhos bem abertos. Ver Harry mais uma vez nu por inteiro, mas agora molhado e ensaboado e com os pêlos eriçados porque havia saído da água quente, foi o que bastou para Cedric. Ele teve que engolir seu gemido enquanto gozava na própria mão.
Enquanto Harry mantinha a cabeça sob a água para ouvir a canção dos sereianos, Cedric aproveitou para deixar o banheiro. |