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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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4. No trem e no quarto


Fic: Fame and Love: Porque há coisas que o tempo não pode apagar...


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 4

Ela virou-se na cama. Olhou para o despertador ao lado da cama ainda era 3h da manhã. Ela cobriu-se e ficou de costas para a parede. Ainda tinha tempo para dormir. Só iria se levantar às 7h da manhã. Já estava tudo pronto para sua volta a Hogwarts. Pouco tempo depois adormeceu novamente.


Ela caminhava apressada pela floresta proibida. Não devia estar ali. Era proibido, mas mesmo assim ela seguia pelas árvores até que de repente tudo se transformou e ela viu um lindo campo. Cheio de flores e borboletas e havia uma pessoa de costas para ela. Aproximou-se devagar, cautelosa. A pessoa percebeu a aproximação de alguém, virou-se e ao vê-la, sorriu. Ela assustou-se ao ver quem era. A pessoa estendeu a mão. Ela estendeu a mão, insegura. A pessoa apertou a mão dela nas suas.


- Isso mais cedo ou mais tarde iria acontecer-disse a pessoa.


-Mas...


-Não tenha medo, fique perto de mim. Quero senti-la perto.


Ela estava relutante em se aproximar. Achava que era algo errado. A pessoa pressentiu.


-Esqueça o passado-disse a pessoa, séria.


-Não posso-disse ela, reticente.


Ela soltou a mão da pessoa. E começou a andar.


-Pode sim. Claro que pode-disse a pessoa, segurando-lhe o braço.


-Não faça isso, por favor-disse ela.


Lágrimas negras manchavam seu rosto. Ele soltou-a. E lágrimas escorreram também escorreram pelo rosto da pessoa.


-Fique comigo-disse a pessoa.


Ela devagar se voltou e aproximou-se. Enxugou o rosto e enxugou delicadamente o rosto da pessoa também. Não gostava de ver ninguém, chorando. Quando ia se afastar, a pessoa segurou seu pulso. Os olhos das pessoas mergulharam totalmente nos dela, ela sentiu um calafrio, mas continuou a encará-lo.


-Você me pertence-disse a pessoa.


-Eu sei. Eu pertenço a você como você pertence a mim...


Ela acordou com uma pessoa sacudindo-a. Já havia amanhecido. Voltaria para Hogwarts. Voltaria para a realidade. E esperava que aquilo só ficasse no sonho...


 


Eu só quero estar no teu pensamento


Dentro dos teus sonhos


E no teu olhar


 


 


Tiago tamborilava com as mãos enquanto esperava o treinamento para auror. Francis não aparecera aquela manhã. Ele levantou quando o tio acabara de entrar na sala.


-Tio Rony, onde está a Francis?-perguntou Tiago, aproximando-se do tio.


Rony levantou a sobrancelha, intrigado.


-Bom dia, Tiago. –Ele viu o sobrinho dar um sorriso envergonhado. –A Francis pediu dispensa hoje já que levaria o primo para a estação já que hoje é seu primeiro dia lá. Você não sabia?


-Não-disse Tiago, levemente corado. –Ela não tem me dito muitas coisas ultimamente.


-Hummm. Pensei que soubesse...


Tiago ia falar mais algo, mas calou-se ao ver os colegas entrarem na sala. Houve uma pequena férias para eles então eles entraram na sala conversando bastante, contando as novidades.


-Ok, pessoal. Bom dia-cumprimentou Rony.


-Bom dia-disseram todos.


E recomeçaram a conversar.


-Silêncio. Eu sei que vocês têm muitas novidades para contar, mas temos que começar o treinamento. Formem duplas...


Uma garota de cabelos pretos e olhos castanhos levantou a mão.


-Diga, Maclister.


-Onde está o auror Potter?-perguntou Aline.


-O auror Potter hoje não fará parte do treinamento, pois levará os filhos e os sobrinhos para a estação. Hoje recomeçam as aulas de Hogwarts.


-Mas o Senhor também não tem filhos que estudam lá?


-Sim, tenho. Dois. Mas como o treinamento começa hoje então tivemos que escolher quem iria e quem viria então...


Todos prestavam atenção a Rony.


-Sim, pessoal. Parem de olhar para mim. Eu sei que sou igualzinho aos homens que saem nas capas das revistas, mas temos que treinar...


Todos riram e formaram duplas.


Tiago formou dupla com um garoto alto, loiro e olhos verdes. O nome dele era Oscar Richester, que gostava de provocar a todos. Tiago puxou sua varinha e Oscar também.


-E aí, Potter. Como foram as férias?


-Legais.


-Cadê sua guardiã? A sua inseparável? A gostosa da sua melhor amiga?


Pareceu que tudo aconteceu com a velocidade da luz e também em câmera lenta. Tiago ouvia Oscar entediado até da boca dele sair: gostosa. Oscar mal terminou de formular a pergunta quando Tiago apontou a varinha para Oscar que saiu girando pelo ar e caiu no chão. Tiago foi até ele, segurou-o pela gola da camisa e desferiu um soco na boca do rapaz. Rapidamente, os dois estavam rodeados pelos colegas e Rony puxava o sobrinho pela camisa.


-O que aconteceu aqui?-perguntou Rony, autoritário.


-Ele me atacou-disse Oscar, sentando com a mão na boca.


-Por que fez isso, Tiago?


-Porque ele faltou com respeito com a Francis...-disse Tiago, irado.


-O que você disse, Richester?-perguntou Rony.


-Só perguntei onde estava a Francis-disse Oscar, fingindo-se de inocente.


-Mentira!-gritou Tiago, avançando para cima de Oscar novamente, mas Rony segurou-o. –Você a chamou de gostosa...


Os colegas olharam-se como se já entendesse o motivo da briga.


-Você disse isso, Richester?-perguntou Rony, inquisidor.


-Talvez, sim. Mas o que eu disse demais?-perguntou Oscar, provocativo. –A Francis é mesmo muito gostosa-disse ele, olhando para Tiago e em seguida sorriu.


Rony precisou de muita força para segurar o sobrinho, mas ele foi ajudado por um dos outros garotos.


-Solte-me, eu quero matá-lo! –Tiago gritava querendo soltar dos quatro braços fortes.


-Richester, levante-se daí e vá para a enfermaria. Vá colocar algo nessa boca antes que piore.


A boca de Oscar estava vermelha do lado direito querendo já mudar de cor. Oscar levantou-se.


-E não é permitido, falta de respeito nesta sala. Você escutou, Richester?


-Escutei-disse Oscar, mal humorado.


Oscar abria a porta quando Rony o interrompeu, dizendo:


-Vocês dois estão suspensos. Não participarão das três próximas aulas.


-Mas...-disse Oscar.


-Foi ele que começou!-disse Tiago, indignado.


-Não quero saber de justificativas. Richester está dispensado pela falta de respeito à colega. E Tiago por querer resolver as coisas com violência.


-Isso é injusto-disse Oscar antes de sair.


Tiago de tanta raiva não conseguia nem falar, saiu da sala batendo a porta.


 


Todos estavam na estação esperando o trem partir. Todos tinham se despedido dos pais e parentes. Agora todos estavam nas janelas dos vagões, vendo os pais antes do inicio das aulas.


-Fique de olho no seu irmão, por favor-disse Hermione.


-Tudo bem, mamãe. Eu estarei de olho-disse Rose, e sorriu.


Hermione segurou a mão de Rose pela janela.


-As coisas podem mudar um pouco este ano, mas eu sei que você ficará bem-disse Hermione, ansiosa.


-Mãe, o que...


O trem começou a apitar e a se mover. Rose soltou a mão da mãe, relutante. O que a mãe quis lhe dizer? Todos acenavam até o trem sumir na primeira curva. Rose sentou de frente ao seu primo, Alvo. Ela abriu a boca, mas antes de falar Molly entrou na cabine e sentou:


-Eu me mato! Eu me mato!


-O que aconteceu?-perguntaram Alvo e Rose, preocupados.


Molly estava agindo diferente desde que eles se encontraram aquela manhã na estação.


-É a Lucy! Como eu não quero virar uma assassina... eu me mato.


-O que aconteceu? O que a Lucy fez dessa vez?-perguntou Alvo.


-Deu para atacar de cupido. Empurrou-me para cima de Jack do sétimo ano da Corvinal-disse Molly, irritada.


-Ele é bem bonito-comentou Rose.


-Mas não é ele o que eu quero-disse Molly, enfática.


Alvo e Rose olharam para a prima, curiosos.


-Quero dizer, não quero ficar com o Jack. Ele pode ser bonito e tudo mais, mas... Ah! Vocês me entenderam, não é?


-Acho que sim-disse Alvo.


-E onde está a Lucy?


-Antes de eu vir para cá. Ela ficou conversando com o Jack e a Margo.


A porta foi aberta. E entrou uma sorridente Lucy segurando uns envelopes.


-Falando na pentelha...-disse Molly.


-Irmãzinha, que é isso? Você sempre calma e paciente-disse Lucy, sentando ao lado da irmã.


-Sou calma e paciente quando minha irmã menor não fica tentando arranjar namorado para mim-disse Molly e fechou a cara.


-Se eu fosse você ficaria com o Jack, ele é muito bonito. Acho melhor do que ficar sonhando com alguém que não pode ter...-disse Lucy, olhando para os envelopes.


-Não sei o que quer dizer com isso-disse Molly, levemente intimidada.


-Não mesmo?


-Dá para me atualizar nessa conversa? Que eu estou perdido.


-Eu também-disse Rose, olhando para as primas.


-Minha irmã e as histórias que ela inventa...-disse Molly, olhando para os primos.


-Mas eu...-começou Lucy.


Lucy parou ao sentir o olhar ameaçador da irmã. Toda vez que ela lhe olhava daquele modo, ela receberia uma bronca. Mesmo tendo razão. Lucy bufou.


-O que são esses envelopes?-perguntou Alvo.


-Ah, sim. Esses são os convites da festa da Margo. Ela me deixou encarregada para entregar a vocês. Eu já entreguei ao Hugo e a Dominique quando vinha para cá. Aqui estão o de vocês-disse Lucy, e entregou os convites de Alvo, Molly e Rose.


-Quando é?-perguntou Molly, abrindo o envelope.


-Daqui a um mês. Às 20h, na mansão que ela mora-respondeu Lucy.


-Vocês irão?-perguntou Alvo.


-Sim, claro-respondeu Lucy, animada. –Baile de mascaras é tudo de bom.


-Se eu não tiver nada melhor que fazer-disse Molly, levantando os ombros.


-Se o David quiser ir...-respondeu Rose.


-Aposto que terá vários fotógrafos na porta. Detesto isso-disse Alvo.


-Pare com isso, Alvo. Parece um velho resmungão. Você precisa se divertir mais, fazer coisas proibidas de vez em quando-disse Lucy, levantando.


-O que quis dizer com isso?-perguntou Alvo, levemente constrangido.


-Apenas isso: divirta-se. Irei entregar os convites que faltam.


Lucy deu uma piscadinha e saiu para o corredor.


-Também deixarei vocês-disse Rose, levantando. –Tenho que ir para a cabine dos monitores. Depois eu vejo vocês.


Rose saiu para o corredor. Alvo e Lucy olharam um para o outro, constrangidos. Pensando no que Lucy falara. Pouco tempo, Lily entrou na cabine e sentou ao lado do irmão, sem fôlego.


-Acho que hoje é o dia-disse Molly, assustada.


-Aconteceu algo?-perguntou Alvo, olhando a irmã.


-Nada-mentiu Lily.


Molly que sentiu uma leve tensão no ar. Levantou e disse:


-Vou ver o que minha irmã está aprontando por ai.


Molly saiu, fechou a porta e Alvo olhou desacreditado para a irmã.


-Então vai me contar ou não o que aconteceu?


-Quero um abraço, Alvo.


Alvo puxou a irmã para junto dele e abraçou-a. Ele sentiu a irmã tensa.


-Quando você quiser me contar, estarei esperando-disse Alvo, alisando o cabelo da irmã.


-Obrigada-sussurrou Lily.


A porta foi aberta de repente, e apareceu Hugo. O rosto vermelho e respirando com dificuldade. Alvo e Lily afastaram-se com o susto.


-Precisamos conversar, Lily-disse Hugo quase sem voz.


-Não tenho nada para falar com você, Hugo Weasley!-disse Lily, séria.


-Você sabe que não é bem assim, Lilian Potter!-reclamou Hugo.


-Uma pergunta-disse Alvo, levantando-se.


-Que pergunta?-perguntaram Hugo e Lily juntos.


Ambos se olharam, mas voltaram a olhar para Alvo.


-Por que vocês estão sem ar?


-A doida da sua irmã me trancou dentro do banheiro feminino e saiu correndo-disse Hugo, indignado.


-E o que você fazia dentro do banheiro feminino? Ihhhhh! Não sabia que você estava jogando no seu próprio time-brincou Alvo.


-Não tem graça-disse Hugo, sério.


Mas Alvo pelo jeito achava já que não parava de rir.


-Essa foi a única maneira de tentar falar com ela, entrando no banheiro. Mesmo assim, não consegui. Agora você não me escapa, Lilian Potter-disse Hugo com olhos faiscantes.


-Não sou obrigada a escutar você, Hugo Weasley-gritou Lily, encarando o primo.


-Eu resolvo isso. Eu vou deixar vocês conversando...


-Não quero conversar com ele-disse Lily, apontando para Hugo.


-E espero que vocês se resolvam. Vou ficar do lado de fora e não deixarei ninguém entrar. O sinal é três batidas leves na porta então abrirei. Tchau.


Alvo abriu a porta.


-Eu sou sua irmã-disse Lily, indignada.


-Eu sei, mas você precisa se resolver com seu melhor amigo. Como será no próximo encontro de família, vocês dois de cara fechada? Já bastou o fim das férias, vocês sem se falar! Não esqueçam o sinal, por favor. Não quero entrar aqui e ver vocês em cenas constrangedoras...


-Não tem graça-disse Lily, levemente corada.


-Não vamos nos amassar...


-Quem pensou em amasso? Pensei em vocês se matando aqui. Não imagino minha irmãzinha aos beijos com o primo e melhor amigo, isso é nojento e proibido! –disse Alvo, e em seguida fez expressão de nojo.


Alvo saiu, fechou a porta e deixou Hugo e Lily a sós. Hugo sentou ao lado de Lily que se levantou. Ele segurou o pulso dela com força.


-Temos que conversar, Lily-disse Hugo, calmo.


-Não sei o que você quer conversar-disse Lily, olhando para o primo. Ela puxou o braço bruscamente.


Hugo levantou e encarou-a.


-Você não sabe o que eu quero conversar? Tipo: por que você falou aquilo para nossas mães na sua casa? Por que você não falou comigo durante o resto das férias? Por que você nem falou comigo hoje quando chegou à estação? Ah! E por que você me trancou no banheiro feminino?-perguntava Hugo indo em direção a Lily enquanto ela andava para trás. Ela chocou as costas na parede.


-Ahhh, Hugo. Foi só uma crise de TPM-mentiu Lily.


-Crise longa, não?-perguntou Hugo, sarcástico. –Ainda estaria no banheiro se não fosse a Michelle entrar lá com a Maggie.


-Tão prestativa sua namoradinha-disse Lily, irônica.


-Ela é legal...


-Tão legal quanto a amiga-interrompeu Lily, sarcástica.


-Não quero falar com você sobre a Michelle. Não agora. Quero que você volte a agir normalmente com seu melhor amigo-disse Hugo. –Sinto sua falta-completou ele, tocando gentilmente o rosto dela.


Ela afastou-se, deixando Hugo com o braço estendido. Ela sentou.


-Tudo bem, Hugo. Somos melhores amigos e isso não irá mudar.


Hugo abaixou o braço e olhou para a prima.


-Agora, por favor, faça Alvo abrir a porta que já estou ficando sem ar aqui.


Hugo deu três batidinhas na porta. E Alvo abriu.


-Tudo bem por aqui?-perguntou Alvo, entrando.


-Sim. Como ver estamos vivos-disse Lily, levantando-se. –Vou comprar algo para comer e respirar um pouco...


 


-Se você quer algo sério com o Hugo Weasley, você não pode deixá-lo solto por aí. Você tem que ter ele sempre a vista-disse Maggie, ardilosa.


-Ele beija bem e tudo mais, mas não sei se quero algo sério com ele...


Maggie olhou a amiga pelo espelho do banheiro. Michelle passava um gloss pelos lábios.


-Então você vai perder um dos garotos mais cobiçados de Hogwarts? Um garoto de uma das famílias mais influentes do mundo bruxo?-perguntou Maggie, calmamente.


Michelle fechou o gloss e olhou para a amiga.


-Eu seria estúpida se o deixasse passar?


Maggie confirmou com a cabeça.


-Então o que eu faço para conquistá-lo de vez?


Maggie deu um sorriso. Aqueles sorrisos que sempre dava quando estava prestes a conseguir algo importante.


-Primeiro: sempre o mantenha a vista. Segundo: seja sempre carinhosa e atenciosa, homens gostam de carinhos e de se sentirem importantes. Terceiro e o mais importante –Maggie deu uma pausa e pegou o gloss da mão de Michelle, abriu e olhando para o espelho completou: -Mantenha-o afastado da Lilian Potter.


Maggie começou a passar o gloss.


-Mas ela é a melhor amiga dele-disse Michelle, espantada.


-Por isso, mesmo. A única melhor amiga que seu namorado pode ter é você-disse Maggie, e depois terminou de passar o gloss.


-Ele não é meu namorado...


-Siga o que eu disse e não demorará a ser-disse Maggie, fechando o gloss e entregando a Michelle.


-E seu namoro com o Fred?


-Melhor agora.


-Por que?-perguntou Michelle, curiosa.


-A ex-namorada dele voltou.


-Quando foi isso? E o que isso tem de bom?-perguntou Maggie sem entender.


-Ela voltou no dia do baile. E voltará a estudar em Hogwarts já que a vi conversando com a minha cunhadinha em uma das cabines quando passava. Fred pensa que não lembro dela. Pensa que sou esquecida. Estúpido-disse Maggie, revirando os olhos.


-Mas o que tem de bom na volta dela?


-O que tem de bom se não... vê-la querendo uma coisa que eu tenho e ela não pode ter?


-E o que a faz acreditar que ela gosta do Fred?


-O modo como olhou para ele no Baile. Reconheço de longe... a cobiça. Acho que é melhor sairmos do banheiro e vá procurar seu futuro namorado.


 


Hugo seguiu Lily pelo corredor.


-Como você soube da Michelle?


-Ela não tem escondido isso de ninguém-disse Liliy, avistando o carrinho de comida.


-Ela não é minha namorada. Estamos só ficando...-disse Hugo como se aquilo explicasse muita coisa.


-Não é bem o que ela diz-disse Lily, aproximando-se do carrinho. –Por favor, 10 chocolates.


A mulher entregou os 10 chocolates a Lily. Que guardou no bolso.


-Você quer algo, querido?-perguntou a mulher a Hugo.


-Quero uma caixa de bombons de todos os sabores.


A mulher entregou o que Hugo pediu. Lily estendeu as moedas para a mulher, mas Hugo fechou a mão dela e segurou-a contra a vontade de Lily. Hugo colocou a caixa no carrinho, tirou as moedas do bolso e pagou por tudo. Hugo pegou de volta a caixa. A mulher afastou-se com o carrinho, deixando Hugo e Lily a sós. Lily sacudia a mão para que Hugo a soltasse, o que ele fez irritado.


-Por que você ia pagar?-perguntou Hugo, irritado.


-Porque agora você tem que economizar para comprar coisas para sua namoradinha-disse Liliy, fingindo calma.


-Eu já disse: ela não é minha namorada. E eu nunca me importei de pagar as coisas para você. Eu até gosto.


-Tem que parar com isso, Hugo. Não são todas as namoradas que gostam ter a atenção dividida com outra garota. Mesmo ela sendo a melhor amiga-disse Lily, encostando-se na parede. Ela tirou um chocolate do bolso e abriu, deu uma mordida.


-Eu não ficaria com nenhuma garota que não entendesse minha relação com você. Somos melhores amigos-disse Hugo, colocando a caixa no chão e depois as mãos de cada lado da cabeça de Lily.


Lily deu um pequeno sorriso e deu outra mordida no chocolate. O liquido que havia dentro do chocolate escorreu pela boca dela. Ela levantou a mão para limpar, mas Hugo foi mais rápido. Mesmo sem perceber o que estava fazendo, ele deslizou o polegar pelos lábios macios de Lily. Ela abriu mais os olhos ao sentir o dedo dele sobre seu lábio inferior. Ele limpou os lábios dela, e baixou o braço.


-Você não me oferece seu chocolate?


Lily tirou um chocolate do bolso e estendeu a Hugo.


-Ah, Lily, faça o seu papel de melhor amiga, sim?-disse Hugo com um sorriso.


Lily abriu a embalagem do chocolate e estendeu até a boca de Hugo. Ele deu uma mordida e limpou os lábios com a língua. Ele tirou o resto do chocolate da mão de Lily, e fez o mesmo com ela. Só que o pedaço restante ele esmagou nos lábios dela que ficou com os lábios cheios de chocolate. Hugo afastou-se.


-Isso não se faz, Hugo Weasley-disse Lily, andando rapidamente até ele.


Lily passou a mão pela boca e depois passou pelo rosto de Hugo.


Hugo estreitou olhar. Lily conhecia aquele olhar, mas não teve tempo de fugir, Hugo já fazia cócegas nela.


-Hu..kkkkkkkkkkk...go...kkkkkkkkkkkkkk...par...kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...ra...kkkkkkkkkkkkk.


Aquele riso era música para os ouvidos de Hugo. Ele sentira falta da sua melhor amiga. Ele sentira falta de tocá-la, senti-la perto dele. De repente, o trem fez uma curva e Hugo caiu por cima de Lily, prensando-a sem querer na parede do trem.


-Desculpe, Lily, eu te machuquei?-perguntou Hugo, preocupado.


Hugo levantou o olhar. Lily não sabia bem o motivo, mas respirava com dificuldade. Ao levantar olhar Hugo percebeu o quanto estava perto da prima. Ele podia ver de perto os olhos castanhos dela, o nariz, a boca... O ar dele pareceu faltar. As mãos deles criaram força própria e apertou a cintura dela contra ele. Ela pareceu se assustar, mas não se afastou.


-Eu...-disseram os dois, olhando-se no fundo dos olhos.


Maggie e Michelle saíram do banheiro. E não demorou muito ao verem Hugo com Lily no corredor perto dali. Eles estavam se divertindo pelo que perceberam. Até que eles ficaram próximos...


-Agora, vá-disse Maggie, empurrando Michelle.


-Hugo-gritou Michelle.


Maggie seguiu a direção oposta.


Hugo afastou-se e Lily, passou a mão pelos cabelos ruivos. Michelle aproximou-se, abraçou Hugo e deu um selinho nele. Hugo não sabia porquê, mas não estava a vontade. Lily tentou aparentar calma que conseguiu com muito esforço já que era a mais esquentada da família (dos netos de Molly e Arthur Weasley).


-Tudo bem, Michelle?-cumprimentou Lily, cordial.


-Tudo ótimo, principalmente agora-disse Michelle, ficando de costas para Hugo e fazendo com que ele enrolasse os braços na sua cintura. Hugo parecia pedir desculpas para Lily com o olhar.


Lily não agüentava mais ver aquilo, então disse:


-Depois nos vemos, Hugo... Michelle-o segundo ela disse a contra gosto.


Lily virou-se e rapidamente saiu dali. Tinha mais coisa a fazer do que ficar segurando vela do primo com a ficante ou namorada dele. Não sabia o motivo, mas aquela cena a fez sentir como apertassem todos seus ossos e depois a jogassem de lado. Dor!


 


Maggie voltava para sua cabine quando alguém apressado saiu de uma cabine e esbarrou nela.


-Desculpe-disse o garoto, segurando os ombros de Maggie.


-Você não olha por onde anda não, garoto?-perguntou Maggie, irritada.


-Nossa! Eu pedi desculpas-disse o garoto de olhos castanho-esverdeados e cabelos pretos.


-Ah! Deixe-me em paz-disse Maggie, e seguiu em frente.


“Garota antipática. A pesar de bonita”, pensou o garoto.


“Garoto bonito. Pena que é cego”, pensou Maggie.


 


Rose caminhava pelo corredor, inspecionando as cabines quando alguém tampou seus olhos e a puxou para trás.


-Adivinhe, quem é...


Rose deu um risinho.


-Querido, eu sei que é você.


David destampou seus olhos e a virou de frente para ele. Ambos sorriam.


-Eu quero um beijo da minha namorada-disse David, puxando Rose de encontro a ele pela cintura.


-David, eu estou fazendo a inspeção das cabines. Deixa chegarmos a Hogwarts...


-Você vai me fazer esperar até lá?-perguntou David, com cara de cachorro abandonado.


Ela olhou para os lados e viu que não tinha ninguém.


-Certo. Só um beijo rápido.


David sorriu. Rose encostou seus lábios ao do namorado. Afastou-se com um sorriso.


-Mas isso nem pode ser considerado um selinho-disse David.


David colocou a mão na nuca da namorada e puxou a cabeça de volta para ele. O beijo era algo lento, romântico e saboroso. Ambos sentiam o gosto um do outro. David apertou mais a cintura de Rose, e esta deslizou a mão pelo cabelo do namorado. Estavam tão envolvidos no beijo que nem perceberam que não estavam mais sozinhos no corredor.


-Olha, o exemplo que a nova monitora chefe dá aos alunos...


Rose desgrudou os lábios do namorado. Olhou para o lado e viu Scorpius ao lado de Anne. Os dois estavam de mãos dadas, Scorpius percebendo o olhar de Rose puxou Anne mais para ele. David se pôs atrás de Rose a abraçando pela cintura.


-Não temos culpa que você só aparece nas horas erradas, Malfoy-disse David.


-Peço desculpas por interromper um momento tão intimo-disse Scorpius, sarcástico.


-Não peça, Malfoy-disse Rose, lançando um olhar mortífero para Anne. -Vamos, David. Vamos achar um lugar mais tranqüilo-disse ela, segurando a mão do namorado.


-Não tem nenhuma cabine com cama-disse Scorpius, provocativo.


-Se eu achar alguma, eu te aviso para você desfrutá-la também-disse Rose, puxando o namorado para outro lugar.


-Descarados-disse Scorpius, soltando a mão de Anne.


Anne revirou os olhos.


-Você agora vai ficar aborrecido por ver a Weasley aos beijos com o namorado?


-O que quer dizer com isso?-perguntou Scorpius, intimidado.


-Ah, você sabe. Você tem uma queda pela Weasley, não é?-perguntou Anne, direta.


Scorpius não acreditou que Anne lhe fizera aquela pergunta. Eles tinham tipo um pacto secreto sobre aquele assunto. Mas parece que tudo mudara depois daquele baile. Até ele estava ali fazendo ceninha ao ver Rose com o namorado. Ele detestou vê-la com o namorado aos beijos. Ele teve uma enorme vontade de separá-los, mas não podia fazer isso. Ah, mas ele não gostava da Weasley tinha certeza disso, embora ele carregasse com ele a corrente com o pingente dos dois.


-Como você cai pelo penhasco pelo Potter?


-Não caio de penhasco pelo Potter. Só o acho bonito-disse Anne, descontraída.


-Também sou bonito e nem por isso, você fica suspirando pelos cantos por mim.


-Não suspiro pelos cantos por ninguém-disse Anne, indignada. –E o assunto aqui é você e a Weasley...


-Não tem eu e a Weasley.


-Que bom que você percebeu! Tem a Weasley e o Corwin. Não tem a Weasley e o Malfoy. Seu pai te mataria se você um dia se envolvesse com ela.


-Isso não vai  acontecer. A Weasley é muito certinha para mim. Ela do tipo de garoto que só quer namorar. Afff! Namoro, estou fora!-disse Scorpius, e em seguida fez uma cara de pânico.


-A única coisa que eu digo é: acho bom você ficar mais na sua quando estiver perto da Weasley, pois depois de anos e brigas... tudo pode acontecer.


Scorpius revirou os olhos.


-Quando peixes voar, eu ficarei com a Weasley. Ou quando você ficar com o Potter.


Anne ficou calada, a segunda opção de certa forma já acontecera. Não como imaginara, mas acontecera.


 


Rose levava David até a cabine que estava os primos, mas quando chegou lá, ninguém estava. Só havia algumas malas.


-Onde está o pessoal?-perguntou Rose, olhando ao redor.


-Devem estar conversando por aí-disse David, sentando. –Que tal continuarmos fazendo antes de ser interrompidos?-perguntou ele, puxando Rose pela mão.


Rose sentou ao lado dele e colocou uma perna por cima da perna dele.


-Eu tenho que voltar para a cabine dos monitores.


David bufou.


-Mas onde estávamos mesmo?-perguntou Rose, puxando a cabeça de David para ela.


David sorriu antes de beijar Rose. O beijo era diferente do que acontecera no corredor, o beijo que antes era lento. Agora era mais agitado e sôfrego. Rose se viu deitada com um David por cima dela. Ela deslizava a mão pelas costas dele enquanto que ele apertava a cintura dela e deslizava a mão pela coxa dela. O beijo se tornava mais quente...


Tenho que te amar


Só no meu silêncio


Num só pedacinho de mim


-Ohhh-ouviu-se um gritinho.


David e Rose olharam para a porta da cabine onde estavam Molly e Taylor na porta.


-Desculpe, a gente não sabia-disse Molly, envergonhada.


Taylor estava na porta de boca aberta.


David rapidamente sentou-se embora não sabia o que dizer, o que era estranho. Rose sentou-se ao lado dele e passou a mão nos cabelos, ajeitando-os.


-Podem sentar-disse Rose, envergonhada.


-Não queremos atrapalhar-disse Molly sem olhar para nenhum dos dois.


-Vocês não atrapalham-disse Rose.


David continuava calado o que Rose achou estranho. Molly e ele se davam tão bem.


David olhava de esguelha Taylor e Molly, eles ainda estavam de pé, mas o que mais o incomodava era um pequeno detalhe. Eles estavam de mãos dadas. Por que eles estavam de mãos dadas? E por que isso o incomodava?


Molly puxou Taylor e sentaram-se de frente a Rose e David. Taylor percebendo o olhar de David, soltou a mão de Molly devagar.


-Tudo bem, Taylor?-perguntou Rose.


-Tudo bem.


-Como está Francis?


-Bem. Ela me trouxe para a estação a pesar de que hoje ela recomeçaria as aulas dela de auror...


-Encontrei o Taylor meio de lado na cabine que estava Margo.


-Ela foi muito simpática por ter me convidado para festa, pois nem me conhece.


-A Margo é bem extrovertida e simpática-disse Rose.


- E decidi apresentá-lo ao pessoal. Decidimos parar um pouco para descansar antes de desembarcar...-continuou Molly.


-Isso é muito gentil da sua parte, Molly-disse David, sarcástico.


Sarcasmo que só Molly notou, pois Rose estava acostumada a escutar as pessoas elogiarem a prima, principalmente o namorado.


-Você viu o Alvo?-perguntou Rose, de repente.


-Ele está na cabine com Dominique, Lucy, Fred, Louis e Melissa. Estou com pena da Dominique, Melissa e o Louis não param quietos e ela fica atrás deles.


-Acho que esse ano em Hogwarts será bem agitado-disse Rose, pensativa.


-Concordo totalmente-disse David olhando para Taylor.


Taylor sentia-se desconfortável. De repente, a porta se abriu e uma ofegante Dominique entrou.


-Ai, que bom que te encontrei.  Preciso que você vá à nossa cabine, Rose. O Louis não para quieto, você é uma das poucas pessoas que o faz sossegar. Ajude, por favor-disse Domnique, quase sem fôlego.


De repente, Taylor sentiu-se nervoso. Era a primeira vez que via Dominique depois do baile. Dominique olhou para ele, mas desviou o olhar rapidamente para Rose.


-Certo, eu vou lá.


-Desculpe. Oi, David. Tudo bem?-cumprimentou Dominique.


-Tudo ok, Dominique.


-Eu vou voltar para lá. Acho que o pessoal já está louco lá-disse Dominique e saiu.


Todos ficaram desconfortáveis na cabine. Dominique fingira que Taylor não estava lá. Rose levantou-se.


-Você passou com o Taylor na cabine do restante do pessoal da nossa família?-perguntou Rose a Molly.


-Não tivemos tempo. Estava apresentando ele a quem ele ainda não conhece...


-Quer vir comigo, Taylor? Rever o pessoal?


-Não quero atrapalhar-disse Taylor, tímido.


-Que nada! Você já é nosso amigo. Primo da Francis já é nosso amigo-disse Rose, sorrindo.


Taylor deu um pequeno sorriso.


-Então quero ir, sim-disse Taylor, levantando-se.


“Sempre que eu estiver por perto e for possível, eu farei com que Dominique fique perto do Taylor. Não há nenhuma razão para ela tratá-lo tão mal”, pensou Rose.


-Molly, você me faria um favor?-perguntou Rose.


-Claro!


-Faça companhia ao meu namorado. Ele se sente, às vezes, tão solitário...


-Claro que me sinto. Minha namorada é cheia de tarefas e agora ainda é monitora chefe!-disse David, fingindo-se de dramático.


-Eu tenho que ir. Antes que a Dominique volte aqui com o cabelo em pé-disse Rose.


-Acho difícil com aquele cabelo de veela que ela tem-disse Molly.


-Eu não acho, pois Louis deixa até a tia Fleur de cabelo em pé. Por que não deixaria a Dominique?


Todos riram.


Taylor saiu e Rose ia saindo pela porta quando David a parou. Puxou-a e deu rápido beijo nela. Molly olhou para o chão desconfortável.


-Depois nos vemos-disse Rose com um sorriso e se foi.


David fechou a porta e olhou para Molly. Ela fazia voltas com o pé no chão. Ele sentou-se ao lado dela. Molly ajeitou-se e afastou-se um pouco de David. Era a primeira vez que ficavam a sós depois do baile. O olhar dele ao se afastarem ainda estava gravado na sua cabeça.


-Dê-me suas mãos-pediu David.


Molly olhou-o assustada.


-Eu não vou tirá-las de você-disse David, levemente irritado.


Molly sem entender, estendeu as mãos para ele que as segurou com força. Molly sentiu como se larvas incandescentes corressem por suas veias. Estava confusa. Queria saber desde quando ficava tensa ao lado de David. Ele estendeu uma mão dela e com a outra mão, ele começou a deslizar com o dedo.


-Senti ciúmes de você com o Taylor-disse David sem olhá-la.


David percebeu a tensão de Molly quando a mão dela enrijeceu. E ela tentou soltar, mas ele a manteve firme.


-Você de mãos dadas com ele, fez-me lembrar de quando fazíamos isso... Antes de eu namorar a Rose...


Molly engoliu em seco e conseguiu dizer:


-Faço isso com todos meus amigos. Você nunca me disse que sentia... ciúmes.


-E não sentia. Mas vocês entrando daquele jeito... de mãos dadas. Vocês pareciam um casal...


-Não entendi-disse Molly, atordoada.


-Não quero perder você, Molly. Você é uma grande amiga.


Molly deu um risinho, nervoso.


-Não irá me perder. Sempre serei sua amiga, David. Mesmo que eu me case e tenha 5 filhos...


Molly sentiu a mão de David apertar a sua com força.


-Ai. Isso doi, David-reclamou Molly.


-Prometa para mim, Molly. Que você nunca me deixará de lado. Que estará sempre comigo-disse David, tenso.


Molly levantou o olhar, David a encarava como se tivesse medo. Muito medo.


-Você me assusta agindo assim...


-Prometa!-disse David, apertando a mão de Molly com mais força.


-Eu prometo, David.


Ele afrouxou o aperto na mão dela. E o olhar dele mudou para o mesmo do baile. Molly não conseguia encará-lo com aquele olhar para ela. Molly baixou a cabeça. Ela sentiu a mão de David no seu queixo e levantando sua cabeça. Ela afastou-se do toque e virou a cabeça para o lado. Não podia encará-lo.


-Olhe para mim-pediu David.


-Não consigo-disse Molly quase sem voz.


-Por que?-perguntou David, rindo. –O que tem demais olhar para mim?


Molly soltou a mão de David.


-Às vezes, seu olhar me assusta.


-Desculpe, se eu assusto você. Acho que sou possessivo até com meus amigos e isso reflete no meu olhar...


-É, deve ser isso-disse Molly, reticente.


-É muito legal da sua parte apresentar Taylor para nossos colegas e amigos.


Molly notou que dessa vez ele não falara com sarcasmo.


-Eu gosto do Taylor. Ele é inteligente, calmo, a pesar de tímido, ele é divertido.


David deu um pequeno sorriso para ela, mas não sorriu com os olhos.


-Ficaria com ele?-perguntou David, de repente.


-Não sei. Quem sabe...


Eu daria tudo pra tocar você


Tudo pra te amar uma vez


David estendeu a mão para tocar Molly novamente. Ele sentia a necessidade de tocá-la, mas ele baixou a mão rapidamente quando Rose voltou para a cabine. Rose sentiu um leve ar tenso ao entrar, mas só disse:


-Conversavam sobre o que? Sobre o Sr. Filch?


Os dois sorriram, calados.


-Só vim aqui para dizer que Louis sossegou e tudo graças ao Taylor. Ele tem magia com crianças-disse Rose, encantada. –David, você poderia vir comigo? Preciso da sua ajuda.


-Tudo bem-disse David, levantando-se.


-Molly, vai ficar aqui sozinha? Se quiser, pode vir conosco ou ir para a cabine dos garotos... a pesar de lá está lotado, mas na família sempre cabe mais um.


-Vou ficar por aqui por um tempo-disse Molly, simplesmente.


-Tudo bem-disse Rose.


-Até depois, Molly-disse David.


Rose segurou a mão do namorado e saiu, puxando-o. Molly respirou fundo e encostou a cabeça. Ela precisava de sossego...


 


-Tiago, queremos falar com você-disse Gina ao abrir a porta do quarto do filho mais velho.


Tiago já sabia qual era o motivo. O que acontecera no treinamento. Tiago desceu devagar as escadas, tentando pensar no quer dizer. Harry, Gina estavam na sala sentados no mesmo sofá. Tiago sentou no outro sofá de frente para eles.


-Então Tiago o que aconteceu no treinamento hoje?-perguntou Gina, calma.


-O tio Rony já contou a vocês.


-Mas gostaríamos de ouvir a sua versão dos fatos-disse Harry, olhando para o filho.


-Não há nada o que  dizer.


-Não?-perguntou Gina.


-Não. Só que eu bati no idiota do Oscar Richester por ter sido desrespeitoso com a Francis sem ela nem estar na sala.


-Sei-disse Harry.


-E que nos três próximos treinamentos, eu não irei. Porque o tio Rony suspendeu o Richester e eu. O que eu achei injusto já que foi o Richester que começou...


-Concordei com a suspensão. Se eu estivesse lá vocês levariam no mínimo cinco dias de suspensão, eu disse a Rony-disse Harry, altivo.


-Mas pai!


-Deixe-me terminar de falar. Você sabe que odeio qualquer tipo de violência, não sabe?


-Sei-disse Tiago e baixou a cabeça.


-Então porque fez isso?-perguntou Gina.


-Foi uma raiva enorme que senti quando escutei o Richester chamar a Francis de gostosa.


-Isso não justifica de você ter atacado o seu colega-disse Harry.


-Não?-perguntou Tiago, irritado. –Eu me pergunto se fosse o senhor no meu lugar e alguém fizesse um comentário desrespeitoso da mãe, ou se fosse tio Rony em relação a tia Hermione. Vocês ficariam calados? Duvido muito.


-Mas sua mãe e eu somos casados. Como seu tio Rony é casado com a Hermione!


-Mas a Francis é... é...


-É?-peguntou Gina, levantando a sobrancelha.


-Minha melhor amiga-disse Tiago quase sem voz.


-Não vamos castigá-lo dessa vez-disse Gina.


Harry e Tiago olharam para Gina, incrédulos. Gina sempre foi a favor de corrigir os filhos através de castigos.


-Por que não?-perguntou Tiago, sem querer.


-Se você quiser... Eu...


-Não, não. Já estou subindo-disse Tiago, levantando-se e correndo para as escadas.


Quando Harry viu que o filho já subira, ele virou-se para a esposa.


-Sem castigo?


-Harry, o garoto já foi dispensado do treino o que já é um castigo. E você não pode castigar o garoto por uma coisa que você mesmo fez no nosso tempo de namoro...


-Mas ali foi diferente-interrompeu Harry.


-Pode ter certeza que não foi-disse Gina, astuta.


Ela deu um aperto na coxa musculosa de Harry e levantou-se. Deixando Harry com seus pensamentos...


 


FLASHBACK...


Harry viu Gina dobrar para o corredor que dava acesso para a ala responsável de esportes mágicos no Ministério, ele seguia atrás. Ela estava apressada, pois tinha que ir ao treino de quadribol do qual fazia parte, mas antes ela tinha que falar com chefe de esportes mágicos. Ao dobrar no corredor, Harry deu de cara com um grupo com três homens.


-Você viu?-perguntou o mais alto deles.


-Vi. Muito gata!-exclamou o mais baixo.


-Se ela fosse trouxa estamparia aquelas capas de revistas...-disse o de altura mediana.


-Que revista?-perguntou o baixo.


-Ah! Esqueci que você não é nascido trouxa. São capas de revistas de mulheres...-disse o homem de altura mediana.


-Nuas-completou o mais alto. –Aposto que venderia todas as capas. A Gina Weasley é uma delicia.


-Uma tentação!-falaram o mais baixo e o de altura mediana.


Harry que escutara aquela conversa. Respirava profundamente. Ele queria bater e fazer picadinho daqueles três babacas. Ele já ia continuar seu caminho quando escutou:


-Ai, ai ela na minha cama. Aquele corpo junto ao meu-disse o mais baixo e em seguida suspirou.


Os outros dois gargalharam. Harry tirou a varinha do cós da calça e avançou para o grupo.


-Por acaso, vocês estão falando da minha namorada?-perguntou Harry, levando a varinha de uma mão para a outra.


Os três homens olharam para Harry, assustados.


-Harry Potter?-perguntaram os três juntos.


-Não. É o papai Noel-disse Harry, irônico. –Então o que vocês falavam da minha namorada?


-Nada...-disse o mais alto.


-Ah, Potter. Você sabe que sua namorada é muito gata-disse o homem de altura mediana.


-Sim, eu sei-disse Harry com um sorriso, querendo mandar aquele cara  para o St. Mungus.


-Conta aí, Potter. Como é ter uma gata dessa? Como ela é na cama?-perguntou o mais baixo.


-Isso vocês nunca irão saber, seus nojentos-gritou Harry, apontando a varinha para o grupo. –Agora quem tem a coragem de falar da minha namorada na minha frente?-gritou ele, vermelho de raiva.


Hermione que passava por ali para seu trabalho no Ministério, parou.


-Que é isso, Harry?-perguntou Hermione, preocupada.


-Esses idiotas que estavam da Gina! Perguntaram como ela era na cama!-gritou Harry, indignado.


-Ridículos!-disse Hermione para os homens. –Harry, não ligue para eles. Estão aí porque não tem nada de útil para fazer, além de fofocar da vida alheia.


Harry bufou enquanto Hermione o afastava dali.


-Quero saber o que você faria se eu não aparecesse?


-Ia matá-los, no mínimo-disse Harry, apertando a varinha.


-Harry, você daqui a pouco será um auror então é bom respirar fundo e não prestar atenção a certos comentários...


-É fácil falar, Hermione. Você não os escutou falando da Gina-disse Harry, irritado.


-Mesmo assim...


-Ah, aposto que o Rony faria a mesma coisa no meu lugar-disse Harry, sem pensar.


Harry viu uma sombra passar pelos olhos de Hermione.


-Desculpe. Estou com muita raiva. Desculpe, sim?


-Tudo bem, Harry-disse Hermione, quase sem voz.


Harry deu um pequeno sorriso e parou de frente a sala do chefe de esportes mágicos. Hermione ficou fazendo companhia a Harry com medo que o amigo voltasse e atacasse os homens. Ambos ficaram em silêncio. Pouco tempo depois, Gina saiu da sala.


-Que surpresa, Hermione! O que faz aqui?-disse Gina.


Gina e Hermione abraçaram-se.


-Vim para meu trabalho, esqueceu?


-Não, claro que não. Mas pergunto porquê você está aqui? Não está atrasada?


-Um pouco, mas não queria deixar o Harry sozinho.


-Por que? Eu sei que, às vezes, ele se comporta como uma criança, mas...


Harry que olhava para Hermione, olhou para a namorada. Seu olhar, passeiou por todo o corpo de Gina desde a raiz dos cabelos até as pontas dos dedos. Se ele estivesse no lugar daqueles homens, ele pensaria a mesma coisa.


-Que foi, Harry?-perguntou Gina, ao olhar de Harry.


-Tenho que ir para meu treinamento-disse Harry, simplesmente.


Ele deu um abraço em Hermione. E um beijo rápido em Gina. Depois saiu dali.


-O que aconteceu?-perguntou Gina, olhando para Hermione.


-Acho que ele deveria que deveria a contar. Já que eu só vi o final...


-Ah, conte logo o que viu, Hermione-disse Gina, nervosa.


Hermione contou exatamente o que presenciou.


-Quando eu o encontrar, eu vou querer saber de tudo-disse Gina, estreitando os olhos.


(...)


-E você ia acabar com três homens ao mesmo tempo?-perguntou Gina, olhando para o namorado.


Eles estavam conversando na frente da casa de Harry. Gina acabara de escutar o relato do namorado.


-Sim. Eu acabaria com eles...


-Ah, Harry, por favor. Você vai ligar para o que três babacas, idiotas comentam sobre mim?-disse Gina, revirando os olhos.


-Foram comentários ofensivos...


-Eles comentam isso porque nunca irão experimentar-disse Gina, deslizando a mão pelos cabelos de Harry.


Ele deu um risinho.


-Você sabe que eu sou toda sua-disse Gina, deslizando a outra mão por cima da camisa de Harry.


-Eu sei-disse Harry, enquanto puxava Gina de encontro ao corpo dele. –E eu sou todo seu.


O beijo começou lento, mas foi se intensificando. Só foram interrompidos por um pigarro alto.


-Ah, Rony. É você-disse Gina, olhando para o irmão. Ainda grudada a Harry.


-Acho que não fica bem, vocês aos amassos na frente de casa-disse Rony.


-Só estávamos-nos beijando-disse Harry, vermelho.


-Isso mesmo! Nada demais...


Rony ficou de lado e olhou.


-Nem uma régua passa no meio de vocês dois de tão grudados que estão-disse Rony, abrindo a porta.


-Ah, vá procurar alguém para se amassar-disse Gina, irritada.


Rony entrou na casa que dividia com Harry e bateu a porta. Harry olhava para Gina, incrédulo.


-Ele me irritou-disse Gina, afastando-se.


-Hummm. Você sabe que...


-Sim, eu sei. Foi mal. Depois eu peço desculpas. Tenho que ir...


FIM DO FLASHBACK...


Harry subia as escadas quando alguém tocou a campanhia. Ele foi até a porta e abriu.


-Oi, Sr. Potter. Tudo bem?-perguntou Francis.


-Tudo bem, Francis. Entre.


Francis entrou e olhou ao redor.


-Onde está Tiago? Está de castigo?


Harry riu.


-Não, ele não está de castigo. Achei que a suspensão que ele sofreu já foi de bom tamanho-respondeu Gina pelo marido ao surgir na sala. –Tudo bem, Francis? Como estão seus pais?


-Tudo bem, Sra. Potter. Eles estão bem.


-Pela pergunta que você fez então você já sabe o que aconteceu hoje-disse Gina.


-Sei, sim. Uma colega nossa me informou-disse Francis, levemente corada.


-Quer suco de abobora, Francis? Bolo?-perguntou Gina.


-Não, obrigada, Sra. Potter. Onde está o Tiago?


-Está no quarto dele. Pode subir-respondeu Harry.


-Eu vou até lá. Com licença.


Gina acompanhou com o olhar Francis subir as escadas.


-Achei-a mudada-disse Harry.


-Ela cortou o cabelo.


-Nem notei o cabelo...


-É, acho que agora ela se parecerá mais comigo...-disse Gina, pensativa.


-Ahm?


-Nada, Harry. Nada-disse Gina, indo para a cozinha.


Harry a acompanhou.


 


Francis abriu a porta do quarto de Tiago. Ele estava deitado de bruços na cama. Dormia. Só vestia um short (tipo de jogador de futebol). Os cabelos bagunçados iguais do pai e do avô. As costas bem definidas e ombros largos. Francis balançou a cabeça para sair do transe, foi até a cama e tocou gentilmente o ombro do amigo. Ele esticou-se na cama e abriu os olhos. Francis sentou-se na ponta da cama.


Já me conformei


Vivo de imaginação


Só não posso mais esconder


 


-Francis?!-disse Tiago, sentando-se.


-Oi, Tiago.


-Que faz por aqui?


-Vim conversar com você. Você não pediu para eu vir aqui depois de deixar meu primo na estação?-perguntou Francis, cínica.


-Isso não combina com você...


-Você poderia vestir uma camisa?


Tiago sentou-se ao lado dela e perguntou:


-Estou com calor. Mas se isso a incomoda, eu visto-disse Tiago tão cínico quanto Francis antes.


-Não me incomoda-mentiu Francis, levantando.


Ela já vira Tiago sem camisa, mas sempre que ela aparecia ele vestia uma. Ele estava tão estranho com ela, mas não podia reclamar ela também estava estranha com ela. Tiago viu a amiga se levantar e viu a roupa que ela usava. Short jeans cinco dedos acima do joelho, blusa amarela de alça e sandália baixa nos pés. Ela prendera o cabelo em um rabo de cavalo a pesar do cabelo curto, mas ficou bonito. Ela estava simples e muito bonita, tentadora... Ele balançou a cabeça para espantar seus pensamentos.


-Então porquê veio aqui? Eu sei que não foi porque eu pedi-disse Tiago, irritado.


-Poxa, você me conhece tão bem, não é?-perguntou Francis, sarcástica.


-Como eu disse: isso não combina com você-disse Tiago, levantando. –Então me diga o real motivo para você ter vindo aqui.


-Quero que você pare de me defender por aí. Eu sei me defender-disse Francis, direta.


-Então em vez de você vir aqui e dizer: obrigada, Tiago. Você aparece por aqui e reclama comigo. Vocês mulheres são complicadas.


-Estranho escutar isso de você que é um grande especialista em mulheres-disse Francis, sarcástica.


-Não acredito que agora as garotas com quem fiquei entrará na nossa conversa-disse Tiago, irritado.


-Não. Eu não vim aqui para falar de suas ficantes e ex-namoradas. Temos coisas que para mim são mais importantes... Quero dizer, que se qualquer pessoa falar de mim na sua frente, você não faça nada. Eu sei resolver meus problemas-disse Francis, irritada.


-Certo, se qualquer metido a engraçadinho tirar brincadeira com você é para ficar calado?-perguntou Tiago, levantando a sobrancelha.


-Acho estranho você se importar que chamem sua melhor amiga de “gostosa”-disse Francis, fazendo o sinal de aspas com os dedos.


-Achei muito atrevimento dele.


-Pois não devia. Quem deveria se importar seria um namorado meu.


-Mas você nunca teve um namorado-disse Tiago, inquieto.


Que eu tenho inveja do sol que pode te aquecer


Eu tenho inveja do vento que te toca


Tenho ciúme de quem pode amar você


Quem pode ter você pra sempre


 


Ele sentiu-se incomodado por pensar em Francis com namorado. Ela sempre estivera com ele em todos os momentos. Como que seria se de repente ela arranjasse um namorado?


-Agora você vai jogar na minha cara que eu nunca tive um namorado? Que eu sempre fui uma idiota por seguir você quando você me chamava? Quando não estava com nenhuma das suas namoradinhas-gritou Francis, indignada.


-Pensei que você fosse minha melhor amiga. Que era para estar comigo em todos os momentos que precisasse. Não pensei que isso era um sacrifício para você-gritou Tiago, irritado.


-Não era até quando abri os olhos e percebi que tem que deixar de ser assim-gritou Francis.


-Não acredito que vamos voltar ao foco da nossa última conversa-gritou Tiago. –Antes do baile-disse Tiago para si.


-Não, não irei repetir nossa conversa antes do baile. Só quero que você perceba que não sou sua propriedade... mesmo sendo só sua melhor amiga-gritou Francis.


-Certo. Ok! Fique igual a aquelas garotas que dá em cima em qualquer par de calças que ver pela frente-gritou Tiago.


-O problema será unicamente meu se eu ficar igual as garotas que você sai-gritou Francis, vermelha de raiva.


-Elas pelo menos têm experiência-explodiu Tiago.


Tiago viu Francis ficar pálida e sentar-se na ponta da sua cama. Por que falara aquilo? Estava com muita raiva, era isso.


“Você é uma idiota, Francis! Idiota, idiota, idiota! Como você pode pensar que um dia ele a veria de um jeito diferente? Para ele, você sempre será a doce, pura, ingênua, melhor amiga dele”, pensou Francis de cabeça baixa. Lágrimas surgiram nos seus olhos.


-Ah, por favor, Francis. Não fique assim-disse Tiago, preocupado.


Tiago sentou ao lado da amiga.


-Por favor, olhe para mim. Sim?


Francis continuou de cabeça baixa.


-Eu peço desculpas, ok?! Não deveria ter falado assim com você-disse Tiago, ansioso. –Olhe para mim, Francis.


Como Francis não olhou, ele segurou o queixo dela e levantou-lhe a cabeça. Lágrimas silenciosas desciam por seu gracioso rosto.


-Ah, não, Francis. Por favor, não chore. Eu agüento tudo menos ver você chorando-disse Tiago, trêmulo.


Era verdade desde que eles se conheceram, Francis não podia chorar que ele era o primeiro a ficar do seu lado. Raríssimas vezes, ele não estivera. Uma dessas vezes, foi depois da conversa que tivera com a mãe poucos dias antes de ir ao baile.


Francis tinha os olhos levemente vermelhos.


-Desculpas. Mil desculpas. Eu falei sem pensar. Você sabe como eu sou-disse Tiago, nervoso.


Ele aproximou-se mais da amiga e começou a enxugar as lágrimas delas com o polegar. Como fazia sempre. Só que agora era diferente, cada lágrima que ele enxugava mais seu rosto ficava mais perto do dela. Uma lágrima escorreu para os lábios dela que ele seguiu com o dedo. Ele levou o dedo até a boca sentindo o gosto da lágrima que fizera Francis derramar por causa dele. Gosto salgado, mas como seria se...


Tiago: Não sei o que deu em mim. Não sei se é culpa. Se é a tristeza no olhar dela. Mas acredito que seja por um motivo que eu ainda desconheço...  Estou beijando minha melhor amiga. A garota que conheço desde meus 11 anos e que sempre esteve ao meu lado. Sinto o gosto salgado das lágrimas dela e doce dos lábios dela. O beijo não é um “desentupidor de pia”. É calmo, lento. É mais para sentir os lábios dela sobre os meus. Não quero assustá-la, mas acho que ela está assustada. Já que ela está estática. Ela não se mexe...


Francis: Isso é um sonho? Sinto-me culpada como seu eu tivesse forçado essa situação. Tiago não me beijaria em nenhuma situação. Mas eu não pedi nada a ele, pedi? Estou sendo beijada por meu melhor amigo. Ainda lembro-me de como nos conhecemos aos 11 anos e desde lá, ele tornou-se especial. Sinto os lábios dele sobre os meus, mornos e macios. Ele toca gentilmente os lábios dele sobre os meus. Estou assustada. Não esperava por isso. Estou estática. Não consigo me mexer até...


Francis “acorda” e afasta-se abruptamente de Tiago. Ela olha rapidamente para ele que parece não entender o que acontece. Ela levanta-se e vai até a porta, sai apressada sem olhar para trás.


 


-Acho que o dia foi calmo no Ministério-disse Harry, guardando os pratos no armário.


-São bons dias assim, não é?-disse Gina, limpando a pia.


-Ótimos. Só que...


Gritos.


-O que foi isso?-perguntou Harry, tirando a varinha.


Gina parou de limpar a pia e aproximou-se do esposo, tocando-lhe o ombro. Mais gritos.


-Vou ver o que é isso-disse Harry, nervoso.


Gina abaixou a varinha do esposo e voltou a pia. Mais outro grito.


-Não vamos ver o que é?


-Harry, acho que anos de auror está afetando sua audição-disse Gina, olhando de esguelha para o esposo.


-Ahm?


-Só é o Tiago e Francis brigando-disse Gina, calmamente.


Harry arregalou os olhos.


-E você acha isso normal? Teddy e Victorie brigando é normal, chega até ser estranho quando não brigam... mas desde quando o Tiago e Francis seguiram essa tendência?


-Você mesmo achou a Francis mudada...


-Mas não tanto para ela vir brigar com o Tiago-disse Harry, assustado. –Não acha melhor ver o que está acontecendo?


-Não. Tiago precisa acordar para a vida. E é ótimo Francis ter virado uma Gina Weasley da vida-disse Gina para si.


Harry não entendeu. Abriu a boca para falar, mas Gina comentou:


-Já pararam. Silêncio novamente. Estão pedindo desculpas...


Harry fez uma careta, mas não comentou nada. Pouco tempo depois, uma porta bateu com força.


-Tem certeza que não é melhor ver o que acontece?


-Tenho-disse Gina, convicta.


 


Tiago chegou até Francis quando ela ia descer as escadas. Ele agarrou-a pela cintura. Ela tentou se soltar, mas Tiago conseguiu levá-la de volta para o quarto. Ela tentou sair novamente, mas Tiago virou-a de frente para ele e olhou-a fixamente. Ele empurrou-a para a porta que fechou com um estrondo. Francis tinha os olhos arregalados.


-Não, você não vai... Mais. Eu quero mais-disse Tiago, encostando-se a Francis.


Tiago: Eu a beijo novamente, mas dessa vez é diferente. Eu ponho meus lábios sobre os dela: exigentes. Eu quero senti-la. Mas ela ainda está quieta e não faz nada. Ela não me toca. Roço minha perna na dela. Ela estremece. Puxo sua perna para cima, deslizando minha mão pela perna dela. Mesmo assim, ela reluta a mim tocar com as próprias mãos. Levanto a outra perna dela e a faço entrelaçar as suas pernas na minha cintura, afasto-a da porta. Quase ela cai, mas eu sou rápido e coloco meu braço na suas costas. Levou-a até a cama onde a deito gentilmente. Estou por cima dela e peço:


-Toque-me!


Francis: Ele me beija de novo. Só que dessa vez é diferente. Ele me beija exigente. Mas ainda continuo quieta. Não é porque eu queira, mas não sei o que fazer. Continuo parada. Ele roça a perna dele na minha, sinto minhas forças esvaírem. Eu estremeço. Ele puxa minha perna para cima, deslizando a mão dele por ele. Mas continuo quieta, relutante. Tenho medo de fazer algo errado. Ele levanta minha outra perna e faz com que eu enlace minhas pernas na cintura dele. Ele me afasta da porta. Eu quase caio, mas ele me segura colocando o braço nas minhas costas. Ele me leva até a cama e me deita nela. Ele se põe por cima de mim e diz para tocá-lo. Não sei o que fazer...


Tiago: Vejo-a levantar a mão relutante. E ela desliza os dedos por meu queixo onde desponta alguns pelos. Ela desliza um pé devagar por minha perna. Eu aperto o lençol da minha cama com força, tenho medo de machucá-la. Solto um suspiro rouco, a pele dela roçando na minha é tão... não sei se tem palavra para descrever o que sinto. É a primeira vez que ficamos juntos e não quero assustá-la mais do que já está. Um carinho dela para mim é como ir ao céu e voltar. É diferente, pois não me sentira assim com ninguém. Sinto-me estranho. Como se eu tivesse uma coisa importante há muito tempo, mas só agora percebera. Ela puxa meu queixo até ela e me beija delicadamente...


Francis: Eu levanto a mão relutante. Tenho medo de fazer algo errado. Eu deslizo os meus dedos por seu queixo onde sinto alguns pelos. Gosto disso, bastante até. Deslizo meu pé pela perna dele. E vejo-o apertar o lençol acima da minha cabeça, não entendo o porquê daquele gesto. Só escuto ele dar um suspiro rouco. É tão bom sentir a pele dele contra a minha. É realmente estranho, eu estar aqui com ele. Sonhei com isso tantas vezes. Eu ainda não acredito. Só acredito estar acordada, pois sinto o calor dele. Eu o puxo pelo queixo. Quero senti-lo mais perto, eu o beijo devagar...


Tiago: Levanto as pernas dela para ficarem dobradas. Sinto um grande prazer nisso. Já que assim sinto seu corpo mais perto do meu. É bom ela está de short. Ficam mais fáceis os movimentos dela, embora meus pensamentos voem longe. Mais isso não é permitido. Eu só estou no meu quarto, na minha cama, dando uns amassos na minha melhor amiga. Simples assim. Não sei por que eu sinto que não é tão simples quando penso, principalmente quando ela desliza a mão pelo meu cabelo, puxando-os. É difícil de agir com ela. Ela quase não tem experiência. Mas eu não me contenho quando ela massageia minha nuca. Parece que sabe onde são meus pontos fracos. Eu sussurro na boca dela:


-Abra a boca.


Francis: Ele levanta as minhas pernas para que fiquem dobradas. Sinto o corpo dele bem mais perto do meu. Eu estou estar de short facilita meus movimentos. Ainda não acredito que tudo isso esteja acontecendo: eu deitada na cama dando uns amassos no meu melhor amigo. Deslizo a minha mão pelos cabelos dele e os puxo. Começo a fazer uma leve massagem na sua nuca. Ele sussura na minha boca: “abra a boca”.


Tiago: Vejo de relance um leve ar de confusão nos olhos dela, mas ela faz o que peço. Ela abre a boca para mim. Minha língua entra na boca e a sinto estremecer nos meus braços. Esmago meus lábios sobre os dela. Sinto mais dos lábios e da boca dela. As mãos dela deslizam por minhas costas, arranhando com as unhas. Sinto-me nas nuvens. Eu passo meu braço por trás das costas dela. E sento na cama, levando-a junto comigo. Ela enlaça as pernas novamente na minha cintura. Ela está sentada no meu colo de frente para mim. Não solto os lábios dela. Ela é tão doce. Praticamente ela está esmagada em mim, pois a aperto bem junto ao meu tórax. O beijo se intensifica. Minhas mãos deslizam pelas suas costas indo até a cintura onde levanto um pouco a blusa dela para sentir sua pele. Pele sedosa. Puxo-a mais para mim, se ainda for possível. Ela ofega. As unhas dela cravam nos meus ombros. Deslizo meus lábios pelo pescoço dela, mas volto para a boca dela. Amo o gosto dela e o beijo se intensifica novamente...


Francis: Fico confusa com o pedido dela, mas faço o que ele pede. Eu abro a boca. A língua dele entra na minha boca e eu estremeço. Ele esmaga os lábios dele sobre os meus. Eu sinto muito mais dos lábios dele e de sua boca. Minhas mãos deslizam por suas costas, onde arranho com as unhas. Não sou mais racional. Ele passa o braço por trás das minhas costas. Ele senta na cama e me leva junto. Eu enlaço minhas pernas na cintura dele. Estou sentada no colo dele de frente para ele. Acho isso tão sensual. Eu não solto meus lábios dos dele. Ele é tão másculo. Estou grudada a ele como chiclete no sapato. E ele me aperta ainda mais de encontro a ele. O beijo fica melhor, se isso ainda é possível. As mãos dele deslizam por minhas costas e vai até a cintura onde ele levanta um pouco minha blusa. Eu sinto a mão dele na minha pele. Quente. Ele me puxa ainda mais para perto dele. Eu ofego e cravo minhas unhas nos ombros dele. Sinto os lábios dele deslizarem pelo meu pescoço, mas ele volta para minha boca. Ele tem um gosto tão “só para mim”, o beijo perde o controle...


 


Música: Você pra sempre (Inveja)/Sandy e Junior.


N/A: Finalmente o beijo de Francis e Tiago. O beijo, quer dizer, o amasso foi bem “empolgante” pensei que poderia ser assim já que esse “beijo” saiu com “anos” de atraso... Obrigada pelos comentários. Estou um caco, depois do festival. Mas eu preferi vir postar este capítulo hoje, pois amanhã já começarão minhas aulas. Fim de férias.


Bjs.


 

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