FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

59. Settling in


Fic: The darkness Within


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Capítulo Cinquenta e Nove: Estabelecendo-se


James encostou seu carro próximo à calçada e saiu do veículo, extremamente contente, enquanto Harry e Damien saiam vagarosamente. O homem trocou um olhar com Lily, que conseguiu esconder o sorriso.


“Quanto tempo isso vai durar? Estou morrendo de fome.” Damien disse e andou até o pai.


“Preciso apenas pegar algumas coisas do trabalho. Depois podemos ir jantar.” James disse e levou a família até uma porta.


Harry e Damien os seguiram, em silêncio, observando a maravilhosa casa que os rodeava. Ela era toda branca e estava situada em uma grande área. A família se aproximou mais da porta e James deu algumas batidas, como ninguém respondeu ele tentou abrí-la e assim que a passagem foi liberada, o homem entrou seguido por Lily.  


Harry achava que era muito estranho ir entrando assim na casa de uma pessoa, mas não disse nada. Ele estava pensando na razão de seu pai ter trazido todos eles para visitar esse alguém, afinal estavam indo jantar em um restaurante.


Harry não estava muito seguro sobre sair em público tão cedo e propositalmente estava evitando ler o Profeta Diário e todos os outros jornais, já que tinha certeza de que todos eles estavam noticiando o seu julgamento. Ele não queria ler sobre a opinião das pessoas, não se importava com o que elas diziam, mas se preocupava em como os outros reagiriam e mais importante em como tratariam sua família. Seriam eles permitidos em um restaurante?


Por outro lado, o garoto ficou preso em Godric’s Hollow por duas semanas. Seu único refúgio era o jardim. Ele estava muito feliz em sair um pouco. Entretanto, quando todos estavam dentro do carro, seu pai anunciara que parariam na casa de uma pessoa, apenas por um minuto, para que ele pegasse algum arquivo.


Harry teria ficado contente dentro do carro, mas seus pais disseram que ele deveria entrar para cumprimentar o dono da casa.   


O moreno entrou no local e ficou admirando a casa silenciosamente. Era magnífica. Tinha uma decoração contemporânea e um ar muito confortável. Eles andaram por lá e encontraram-se, no que o garoto pensava ser a sala de estar. Ele ficou olhando em volta por algum sinal do dono.


“Wow, esse lugar é um algo! Quem mora aqui, pai?” Damien perguntou, enquanto observava os móveis caros.


James virou para observar o filho e segurou a mão de Lily.


“Nós moramos.”


Harry e Damien pararam de olhar em volta para encarar os pais. James sorriu escancaradamente, assim como Lily.


“Surpresa!” Os dois adultos gritaram rindo.


Os irmãos continuaram os encarando.


“Eu sei que isso pode ser um choque, mas seu pai e eu decidimos que precisamos de um lugar maior para morar. Pensamos que com as mudanças, era necessário trocar nosso estilo de vida também.” A ruiva disse com um sorriso na face.


Damien estava parado de boca aberta. Harry por sua vez ficou tenso ao ouvir a palavra ‘mudança’, ele sabia o que sua mãe estava tentando dizer. Devido ao fato de que ele entrara na vida deles, os dois estavam mudando as coisas. Ele era o responsável pela mudança de casa, o responsável por fazê-los deixar Godric’s Hollow. O garoto ficou em silêncio, deixando James explicar.


“Nós achamos que Godric’s Hollow não era grande o suficiente para todos nós. Sua mãe sempre me encheu para ter um laboratório de poções e aqui já existe um construído no subsolo. Existem cinco quartos, ao invés de apenas três, o que quer dizer que Padfoot e Moony podem ficar no Natal e em outras datas. Eu sempre quis um lugar com campo de quadribol, portanto essa casa foi a vencedora.” O homem disse sorrindo.


“O QUE?!” Damien gritou de felicidade. “Tem um campo de quadribol aqui! Oh meu Deus!” Ele disse e saiu correndo até a janela para vê-lo, fazendo James e Lily rirem. Harry, por outro lado, ficou completamente imóvel.


James olhou para o filho mais velho e desanimou um pouco. O garoto o olhava de modo estranho. Ele conseguia ver que o filho estava chocado, mas que parecia estar chateado também. O homem sentiu seu coração bater forte contra o peito. Ele fizera aquilo pelo filho, por que o moreno não estava tão feliz quanto o irmão?  


“Eu sei que foi de repente, mas queríamos surpreender vocês. Nossas coisas vão ser trazidas essa noite. Voltaremos para pegar nossos pertences. Empacotamos a maioria das coisas ontem.” James parou de falar, quando Harry desviou o olhar.


Damien voltou correndo.


“Não consigo acreditar! Nós vamos realmente morar aqui! Isso é tão legal. Quero dizer, eu amo Godric’s Hollow e tal, mas ter meu próprio campo de quadribol! Espere até eu contar pro Ron.”


James sorriu com a reação do menino e queria ver Harry tão feliz quanto. O homem pensou que talvez o filho mais velho estava chocado ou que talvez a casa não lhe agradasse tanto. Não, não podia ser isso. Ele vira a expressão do garoto ao entrar na casa e o olhar apenas se fechou quando descobriu que era deles.


“Qual é o meu quarto?” Damien perguntou, enquanto, literalmente, pulava de alegria.


“Bem, temos a suíte principal e uma outra suíte que servirá como quarto de hóspedes. Depois existem mais três quartos para vocês escolherem. Apenas decidam-se entre vocês.” Lily disse.   


Damien correu para a sala de estar e agarrou Harry, enquanto corria.


“Harry, vamos lá.” Ele disse e tentou puxar o irmão.


“Você pode escolher o quarto que quiser, Damy.” O garoto disse ainda parado onde estava.


“Harry, o que foi?” O menino perguntou ao perceber que o irmão não estava contente.


Damien já tinha passado muito tempo ao lado do garoto para saber quando ele estava chateado. Harry parecia pensar seriamente em alguma coisa.


Damien perdeu um pouco de seu entusiasmo e se aproximou do irmão.


“Harry?” Ele falou novamente, enquanto o moreno de olhos verdes desviava o olhar.


“Estou bem, apenas vá escolher seu quarto. Preciso falar com o pai.” Harry disse enquanto olhava James gelidamente.


Damien soltou a mão do irmão e olhou para os pais. Lily aproveitou a chance para sair. Ela levou o filho mais novo para o andar de cima com o intuito de verem os quartos.


Assim que mãe e filho saíram, Harry limpou a garganta.  


“Agora que Damien saiu, você pode me contar a verdadeira razão da mudança.” Ele disse ao pai.


James olhou o filho intensamente, antes de falar.


“Já disse a razão. Precisamos de um lugar maior.”


Harry o olhou com raiva. James se surpeeendeu com a reação. Ele se aproximou do filho e disse com uma voz suave.


“Harry, o que há de errado? Pensei que você estaria feliz como todos nós por estar mudando para uma nova casa.”


O garoto olhou para o Auror.


“Você está feliz por estar deixando Godric´s Hollow?” Perguntou.


James hesitou antes de responder e o garoto desviou o olhar.


“Foi o que eu pensei.” Harry disse baixo. Ele havia se prometido, na primeira noite em Godric’s Hollow, que não causaria mais problemas aos seus pais. Mesmo assim, conseguira arrancá-los de sua casa, forçando-os a viver em outro lugar. Era sua culpa.


“Harry, eu não vou mentir para você. Eu fico triste por não estar morando mais em Godric’s Hollow, mas ao mesmo tempo estou realmente querendo morar aqui. Eu e sua mãe decidimos vir para cá. Fizemos essa decisão e estamos definitivamente felizes com isso.” James tentou convencê-lo.


O garoto parecia triste, o que deixou o coração de James dolorido.


“Não minta para mim, pai. Eu sei porquê você fez essa decisão. Você não queria deixar Godric’s Hollow. Você foi forçado a sair de lá por minha causa.”


“Não, Harry. Não fomos forçados a nada. Saímos de lá, porque, como eu disse, precisamos de mais espaço. Além disso, essa casa ofereceu coisas que sempre quisemos, sendo assim pensamos que era uma boa oportunidade.” James respondeu com mais firmeza.


“Então me fale, pai. Se essa casa é tudo que você sempre quis, como é que vocês nunca mudaram para cá antes? Por que ficaram em Godric’s Hollow por dezesseis anos, quase dezessete?! Vocês não queriam se mudar antes? Como decidiram que se mudariam duas semanas depois que eu voltei?” Harry perguntou nervoso. Ele estava tentando acalmar sua ira, que agora saia em sua voz.


O homem estava começando a perder a paciência. Ele fizera tudo aquilo por Harry e agora tudo estava dando errado e sendo esfregado em sua cara.


“Eu não entendo porque isso é importante! Por que você está chateado por nada?” Ele perguntou, sua voz aumentando o tom.


Harry se afastou. O garoto tentava desesperadamente se controlar, mas já estava ficando exaltado.


“Porque é óbvio, pai, que você fez isso pelo fato de que eu sou muito fraco para morar em Godric’s Hollow! Você acha que eu não conseguiria morar lá, assim sacrificou seu lar por minha causa!”


“Isso não é verdade! Não acho que você é fraco. Eu sei que você está tentando colocar todo sofrimento para trás e não é sua culpa por não conseguir. Suas memórias são muito terríveis para serem esquecidas assim. Um homem adulto nunca conseguiria lidar com um passado como esse. Como eu posso esperar que você lide com isso? Não culpo você, Harry. Eu nunca culpei e nunca vou culpar.” James tentou convencê-lo. Ele entendia agora que o garoto sentia-se responsável pela mudança.


Harry respirava pesadamente e tentou dizer o que se passava por sua mente. Porém, percebeu que não controlava mais o que dizia.


“Quanto tempo mais você vai conseguir não me culpar? Você não pode negar que desde quando voltei para sua vida ela foi completamente arruinada. Mais cedo ou mais tarde, pai, você vai se arrepender por eu ter voltado.” Suas palavras estavam mergulhadas em mágoa.


James teve que juntar o restante de paciência, que tinha, para não gritar com o filho. Como ele podia pensar em algo como aquilo? Depois de todo o sofrimento que o homem passara quando perdeu Harry, seu filho o acusava de tal coisa.


Ele andou até o garoto o mais calmo que podia. Segurou o moreno e o forçou a encará-lo.


“Nunca diga isso novamente. Você ter voltado para a minha vida foi a melhor coisa que aconteceu comigo. Eu não quero que você pense nisso novamente. Você é meu filho, meu primogênito. Eu nunca me arrependeria de tê-lo na minha vida.”


Harry desviou o olhar e abaixou a cabeça para que James não o visse.


“Você quer saber porque continuei em Godric’s Hollow durante todos esses anos? Foi por sua causa, Harry. Te trouxemos para Godric’s Hollow quando você tinha semanas. Suas primeiras palavras foram lá. Seu primeiro passo foi lá. A primeira vez que você se virou, a primeira vez que você sentou sozinho, a primeira vez que você subiu em mim. Todas as memórias que tinhámos de você estavam lá. Eu e sua mãe não conseguimos deixar o local. Era tudo o que tinhámos. As poucas memórias estavam lá e eram elas que nos deixaram viver todo esse tempo longe de você. Por isso não deixamos Godric’s Hollow.”


O garoto se recusava a olhar o pai. Seu coração doía ao escutar essas palavras.  


“Nunca esquecemos você, Harry. Não se passou um dia sem que pensássemos em você.” James disse calmo, forçando sua voz a sair potente.


“Mas agora não precisamos mais dessas memórias. Temos você conosco. Quero vê-lo feliz e confortável em sua casa. Também quero te ver relaxado e aproveitando o tempo que passa com a gente. Sei que por razões além do seu controle, isso não pode ser conquistado em Godric’s Hollow. Então, se sua mãe e eu quisermos mudar para uma casa onde tudo isso será possível, o que há de errado nisso? Queremos ver nosso filho feliz e tranquilo.”


Harry, finalmente, olhou para o pai, tentando acreditar nas palavras. Ele viu sinceridade nos olhos avelã e sentiu seu coração se acalmar um pouco.


“Você sabe que eu... eu tentei, certo? Eu realmente quis fazer aquelas memórias irem embora, mas...” O garoto foi cortado por James.


“Eu sei, Harry. Eu sei. Você não precisa explicar nada.” O homem disse ao colocar as duas mãos nos ombros do filho para reconfortá-lo.


Harry sentiu seu coração ficar leve ao ouvir o pai. Ele realmente não o culpava. O garoto se afastou de James, sentindo-se muito estúpido e bobo por suas ações. Ele arruinara completamente o primeiro dia da família na casa nova.


James percebeu a vergonha do filho.


“Acho que você deve se apressar e escolher seu quarto antes que seu irmão decida pegar todos.” Disse sorrindo.


Harry riu e olhou para o chão.


“É, acho que devo.” Disse.


Ele estava saindo do cômodo para subir as escadas e ver o resto da nova casa. O garoto parou e olhou James, abriu a boca para dizer algo, porém mudou de idéia e saiu. O homem ficou parado na sala de estar, esperando que a partir daquele dia Harry finalmente pudesse viver em paz.


xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx


Foi surpreendente o quão fácil todo mundo se acostumou a morar na nova Mansão dos Potter’s. Lily sentia como se sempre tivesse morado ali. Mesmo que a casa fosse muito maior que Godric’s Hollow, ela se sentia muito melhor, já que Harry e Damien estavam muito bem e passavam o dia inteiro jogando quadribol. As proteções em volta da mansão significavam que os garotos podiam voar por ali o quanto quisessem, sem medo de serem atacados. A quantidade de espaço na casa era perfeita para eles.   


James surpreendeu Harry ao mostrar o quarto construído especialmente como um local de treinamento. Ficava próximo à parte de trás da casa e tinha tudo o que o garoto precisava para se exercitar. Feitiços de privacidade em volta do cômodo provavam que ele poderia treinar em paz e não seria visto por ninguém, se não quisesse. Havia outros cômodos conectados à esse, que permitiam um treinamento ao “ar livre” e locais para banho. O lugar não era tão grando quanto o que tinha, quando ainda estava com Voldemort, mas ainda assim era seu. O garoto ficou sem palavras quando seu pai o levou para vê-lo. Ficou parado em choque, prestando atenção em tudo que seus pais fizeram por ele.  


“Vocês... vocês não precisavam...” Harry conseguiu gaguejar, chocado.


“Bem, Damy conseguiu o campo de quadribol, sua mãe o laboratório de poções, então era justo que você conseguisse algo que te fizesse feliz.” James respondeu sorrindo. Ele vira o suficiente as memórias do filho para saber o quanto o garoto gostava de sua rotina de treinamento. Aquilo dava a ele confiança, aumentava o seu potencial de duelo e era a única coisa que o alegrava.


O choque na face de Harry desapareceu e em seu lugar entrou um enorme sorriso, enquanto ele analisava a área. Depois de alguns minutos ele virou para falar com o pai.


“E você? Se todos nós conseguimos aquilo que nos deixa feliz, o que você conseguiu que o deixa feliz?” Perguntou, genuínamente curioso.


O homem sorriu diante da pergunta. Ele observou o rosto iluminado do garoto.


“Eu consegui o melhor de tudo. Consegui ver o sorriso na face de meus filhos.”


xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx


Harry não tivera nenhum pesadelo desde o dia em que se mudou para Godric’s Hollow. Ele estava começando a se sentir confortável com sua nova vida e aproveitava a companhia de sua família cada vez mais.


O garoto aprendia novas informações sobre sua família todos os dias. Descobriu que sua mãe era uma ótima jardineira e a ajudou a plantar alguns canteiros no jardim da frente. Aprendeu que seu pai adorava treiná-los em jogos de quadribol. O homem passava horas apenas discutindo novas táticas e métodos de voô com Damien e Harry. Damien, bem... era ele mesmo. Harry ficava admirado em como seu irmão conseguia escapar de qualquer problema com seus pais e em como ele ganhava qualquer discussão. O menino era muito esperto.


Harry percebeu que podia ficar sentado vendo sua família interagir e de vez em quando imaginava como seria ter crescido com eles. O garoto sempre afastava essas mágoas e sentia-se sortudo por ter tido a chance de conhecê-los.       


Harry ainda se sentia estranho em relação ao seu julgamento. Ele não vira Dumbledore desde aquele dia e estava honestamente confuso devido à essa atitude do bruxo. Ele tinha certeza de que o homem o havia salvo para usá-lo como uma arma contra Voldemort. O garoto sabia que existia uma prefecia falando sobre a criança que derrotaria o Lorde das Trevas, mas não conhecia a extensão da previsão. E nem queria. Ele tinha certeza de que não era o escolhido, mas Dumbledore achava que sim. Harry estava certo de que o homem estava apenas lhe dando alguns dias para relaxar antes de abordá-lo. Ele resolveu que lidaria com o velho bruxo quando o momento fosse propício. No momento, ele estava aproveitando muito a sua vida e sua família para se importar com alguma coisa.


Harry se encaminhou para a cozinha com o intuito de tomar café da manhã. Normalmente, ele era o último a descer, porém hoje apareceu enquanto sua mãe estava ocupada, preparando a comida.


“Bom dia.” Lily disse alegremente, quando Harry sentou-se a mesa.


“Bom dia.” Respondeu o garoto.


Não demorou muito até que Damien, todo bagunçado e com sono, entrasse na cozinha. Ele sentou do lado oposto ao irmão e deu um enorme bocejo antes de se apoiar nos cotovelos.


“Bom dia, Damy.” Disse Lily, colocando bacon no prato de seus dois filhos.


“Bo’di’a.” Disse o menino.


Harry olhou para o irmão sonolento.


“O que?” Perguntou, tentando decifrar o que Damien havia dito.


“Ele disse ‘bom dia’ para nós.” A mulher respondeu pelo filho, enquanto bagunçava o cabelo de Damien, que pela primeira vez estava igual aos fios rebeldes do irmão.


Harry levantou as sobrancelhas e depois olhou para a mãe.


“Damien não é uma pessoa disposta pela manhã.” Ela sussurrou, enquanto terminava de fazer os ovos.


“Oh.” O garoto sorriu de lado ao ver seu irmão quase dormindo.


Ele ficou feliz ao perceber que sempre estava disposto ao acordar. Sempre pulava da cama assim que abria os olhos e silenciosamente pensou a quem Damien puxou. Sua resposta foi respondida instantaneamente, quando James apareceu igualmente bagunçado e sonolento.


“B’om D’ia.” Disse o homem, enquanto bocejava. 


Harry não conseguiu se segurar e começou a rir ao ver a cena. James sentou ao lado do filho mais novo. Os dois pareciam que a qualquer momento pegariam no sono novamente.


“Bem, estou feliz de que Harry puxou a mim.” Lily disse, enquanto colocava um prato de café da manhã em frente a James.


O garoto de olhos esmeralda concordou plenamente.


Depois de comerem, o que felizmente acordou James e Damien, os dois irmãos foram informados de que teriam uma festa mais tarde, naquele mesmo dia.


“Uma festa? Pra quê?” Damien perguntou.


“Bem, é uma festa de boas vindas. Vários de nossos amigos não viram a nova casa e nós pensamos que uma festa seria legal. Sabe, um jeito bacana de vermos todo mundo de novo.” Lily respondeu.


Harry tinha um mal pressentimento sobre isso.


“Quem vem?” Ele perguntou. Não gostou do jeito como sua mãe disse ‘todo mundo’.


“Apenas alguns amigos.” Ela disse, sem olhar para o filho.


As suspeitas do garoto foram confirmadas, quando, naquele fim de tarde, um monte de gente apareceu. Harry e Damien observaram a sala de estar ficar cheia.


“Apenas alguns amigos. Alguns amigos? Credo, mãe. Se isso é um pouco, odeio te dizer o quão grande é essa festa!” O moreno de olhos verdes disse.


Lily ficou corada.


“Bem, eu sabia que você ficaria todo agitado se soubesse quantas pessoas viriam! Não é tão ruim. Esses são nossos amigos mais próximos. Seria legal que você os conhecesse e fizesse amizades.” Ela disse com olhos de cachorrinho abandonado.


O garoto apenas rolou os olhos e não disse nada. Ele realmente não queria ser amigo de nenhum deles. Aquelas pessoas tiveram a intenção de matá-lo há apenas algumas semanas atrás. Eles não fizeram a menor questão de conhecê-lo, então porque ele precisava fazer tal coisa?


Entretanto, Harry não disse nada daquilo à mãe. Segurou sua língua e pensou que se conseguisse aguentar aquela noite, de algum jeito, tudo daria certo.  


A família Weasley inteira apareceu e Harry sentiu seu coração dar pulinhos ao ver Ginny. Ela estava maravilhosa no vestido branco que usava. Seus cabelos ruivos estavam presos em um rabo de cavalo, fazendo seu visual ser casual e completamente incrível.


O garoto falara bem breve com menina depois de ter saído de seu julgamento. Ambos tinham se evitado, já que a conversa deles na Toca ainda estava fresca em suas memórias. Harry ainda estava incerto sobre o que fazer com Ginny. Ele gostava dela, aquilo era certo, mas será que sua situação era boa o suficiente para namorá-la?


Ele não estava mais sendo caçado pela Order, nem pelos Aurores, mas Voldemort e seus Comensais da Morte ainda estavam atrás dele. E, desde a descoberta sobre a sobrevivência dos Longbottoms, o estavam perseguindo com mais ferocidade do que antes. Harry ainda não estava convencido de que sua situação era boa. Ele ainda tinha um futuro bem incerto e não queria que Ginny sofresse por sua causa. Porém, ao mesmo tempo, sentia-se cada vez mais atraído por ela.  


Molly se aproximou e ofereceu um olhar cheio de amor a Harry. Ela parecia que queria abraçá-lo, mas conseguiu se controlar.


“Como você está, Harry? Sentindo-se melhor, espero.” Ela disse carinhosamente.


“Err, sim. Estou bem.” O garoto respondeu confuso. Ele nem conhecia direito a Sra. Weasley. Por que ela se importaria com o seu bem-estar?


Ron apareceu ao lado do moreno e o surpreendeu ao socá-lo no braço.


“Tudo certo, companheiro? Como você está?” Perguntou.


Harry sorriu em resposta. Ron finalmente ultrapassara seu medo e estava agindo como um amigo normal.


Hermione se aproximou também, assim como um monte de gente que Harry não reconheceu. A Ordem inteira estava ali. O garoto viu Tonks, Moody e Kingsley vindo em sua direção e rapidamente desapareceu de vista. Ele ainda não estava preparado para falar com eles. Felizmente, escutou Damien dizendo que os dois deveriam mostrar a casa para Ron e Hermione. 


Harry rapidamente agarrou a mão de Ginny, que estava mais próxima.


“Sim, sim. Essa é uma boa idéia. Vamos!” Disse rapidamente.


Os cinco adolescentes saíram correndo do local cheio de gente. Harry ignorou a maioria dos cumprimentos que recebeu. Ele não conhecia ninguém e não perderia seu tempo falando com eles.


Harry percebeu que ainda segurava a mão de Ginny, enquanto subiam as escadas. Ele a soltou e se recusou a olhar para a menina. Rapidamente os amigos conseguiram ver todos os quartos e Damien estava dando pulinhos de antecipação para mostar a todos o campo de quadribol. 


“A melhor parte da casa ainda está por vir! Vamos, é por aqui.” Damien disse, ao levá-los para o lado de fora.


“Nossa! Um campo de quadribol! Surreal. Você tem seu próprio campo de quadribol?” Ron perguntou, sua voz oscilava a cada segundo.


“Tenho! Você consegue acreditar?” Damien respondeu, oscilando sua voz do mesmo modo.


Hermione lançou um olhar de desistência para Harry e Ginny. Seria impossível manter os dois longe de quadribol. Ela se aproximou dos garotos, enquanto os amigos corriam para o fim do campo para procurar as vassouras que James comprara.


Harry e Ginny ficaram sozinhos por um momento, desejando saber o que dizer. O garoto olhou para a ruiva e, depois de se repreender, falou com ela.


“Ginny, preciso te falar uma coisa.” Ele começou.


A menina virou-se para olhar direto para o moreno, seus olhos castanhos não desviavam da face dele.


“Eu, eu queria... te agradecer. Sabe, por ter testemunhado em frente ao Wizegamot. Obrigado por isso.” Harry queria dizer isso há um tempo.


Ficou aparente que ela esperava por outra coisa.


“De nada, Harry. Tudo o que eu fiz foi contar a verdade, não foi tão difícil.” Ela disse com um brilho nos olhos. O garoto desviou o olhar, sabendo que a menina tentava falar sobre como se sentia em relação a ele.


Antes que Harry pudesse dizer alguma coisa, os outros três voltaram e os adolescentes começaram a voltar para dentro. O moreno de olhos esmeralda acabara de entrar, quando viu algo que não esperava. O que por um lado fora muito imaturo de sua parte. Com certeza, Dumbledore estaria lá. Se a ordem interia havia sido convidada, ele também seria.


Ele olhou para o bruxo, que usava uma veste verde escuro, e percebeu que este sorria, do outro lado do cômodo, para ele.


Harry se aproximou propositalmente. O garoto não arruinaria a festa de seus pais, mas ao mesmo tempo não deixaria Dumbledore pensar que apenas devido ao fato de que o salvara de Azkaban, ele faria tudo o que o homem dissesse. Ele ficou em frente ao bruxo, recusando-se a olhá-lo.   


“Boa noite, Sr.Potter. Espero que você esteja bem.” Dumbledore disse educado.


“Estou bem. Acho que devemos conversar.” Harry fez um gesto para que ambos fossem até outro cômodo, porém Dumbledore o impediu de ir.


“Existem muitas coisas as quais deveríamos discutir. Porém essa não é a noite. Seus pais se esforçaram muito nessa festa. Acho que seria melhor aproveitarmos a noite e deixar a nossa conversa para um outro dia.” Dito isso, Dumbledore saiu andando em direção a James e Lily, deixando Harry parado onde estava.


O garoto balançou a cabeça, confuso. Ninguém podia entender aquele homem. Ele deu apenas alguns passos, quando um grito surgiu atrás de si.


 “Lex! Lex! Lex!”


Harry virou e viu uma criança de cabelos castanhos correndo da porta da frente em direção a ele. O moreno sentiu seu coração pular de alegria, ao pegar a criança no colo.


Ele não vira Nigel há meses. Era incrível o quanto o garotinho crescera. Nigel jogou os braços em volta de Harry e o abraçou apertado.


“Lex, onde você estava? Mim estava procurando por você.” O menininho disse ao garoto.


Harry ficou encantado em como o modo de falar de Nigel já havia melhorado.


“Eu estava bem aqui, Nigel.” O moreno disse. Ele achava bonitinho o jeito como Nigel ainda o chamava de ‘Lex’, quando já podia dizer a palavra ‘Alex’.


“Harry.”


O garoto se virou, com Nigel ainda em seu colo, e viu as faces confusas de Damien, Ron, Hermione e Ginny.


Ele percebeu que mesmo os quatro já sabendo que Neville tinha um irmão mais novo, nenhum deles conhecia Nigel. Ao pensar em Neville, Harry virou para ver se o enxergava, mas não o viu em nenhum lugar.


“Harry, você vai nos apresentar ou não?”  A voz de Damien o retirou de sua busca por Neville. Ele sorriu para Nigel e olhou o irmão.


“Damien, Ron, Hermione, Ginny, gostaria de lhes apresentar Nigel. Nigel esse é meu irmão Damien e esses são meus amigos.” Harry disse e o garotinho se escondeu do grupo de estranhos.


“Olá, Nigel.” Os quatro adolescentes tinham enormes sorrisos no rosto.


“Lex, eu tenho um irmão também.” Nigel disse. Harry levantou uma sobrancelha.


‘Eu sei que você tem.’ Disse baixinho.


“Nigel, acho que nós devemos conversar com Alex também!”


Harry olhou para trás e viu Frank e Alice. O garoto sentiu seu estômago revirar ao vê-los. Ele sabia que teria que encarar os dois e a verdade sobre o que fizera, mas não sabia como lidaria com esse fato. 


Harry colocou Nigel no chão e se virou para olhar os Longbottoms. O casal não parecia bravo, nem irritado. Tampouco sorriam. Sentindo-se como se estivesse ficando com febre, o garoto se aproximou.


“Uma palavrinha, Alex.” Disse Frank. Harry sentiu-se encolher de vergonha.


Nigel foi colocado no colo de Damien e levado para ver James e Lily, enquanto Harry saía da sala de estar e encaminhava-se para um dos quartos de hóspedes.


O garoto fechou a porta do quarto e desejou que não tivesse que lidar com isso. Vagarosamente ele virou e viu Frank e Alice parados, o encarando. Seus olhos nunca o deixavam.


“Ok, quem quer ‘atirar’ primeiro?” Harry perguntou. Ele percebeu que era melhor acabar com tudo de uma vez. O casal se olhou, sorrisos apareceram em seus rostos.


“Não queremos ‘atirar’ em você. Apenas queremos colocar nossos sentimentos para fora.” Alice respondeu.


“Se vocês tem algo pra dizer, então digam.” O garoto disse começando a se irritar.


“Acho que você nos deve uma explicação.” Frank disse baixo, com um olhar firme na face.


Harry sentiu sua irritação se transformar em raiva ao ouvir essas palavras.


“Uma explicação? Acho que tudo o que aconteceu se explica sozinho. O que vocês querem que eu diga?” 


“O que você acha de explicar o que fez você pensar que poderia decidir coisas sobre a nossa vida?” Frank perguntou, ainda encarando o garoto.


Harry tentou não ficar chateado, ele sabia que o casal ficaria bravo com ele, mas pensou que os dois entenderiam suas ações.


“Eu não sabia o que fazer. Eu tinha apenas catorze anos e não fazia idéia de como lidar com a situação. Eu fiz o melhor que pude. Não estou arrependido do que fiz. Era o único modo de proteger vocês e a mim mesmo. Se tivesse que fazer tudo de novo, faria.” Disse o moreno.


Ao ouvir isso, Alice começou a falar.


“Harry, ninguém te culpa pelo o que você fez para nos salvar. Você está certo. Não havia outra maneira de nos manter longe de Você-Sabe-Quem. Mas, por que você não devolveu as nossas memórias quando o deixou? Você deveria ter feito isso.”


O garoto não podia explicar porquê tinha escondido a memória deles. Não conseguia explicar que tinha feito para salvá-los, para manter Nigel a salvo. Ele não achava que os dois acreditariam.


“Olha, isso não importa agora. Tem um monte de coisas que eu devia ter feito. Não há mais uma razão para eu ficar explicando tudo.” Harry disse irritado. Por que eles o faziam se sentir estúpido? Ele tinha tido todo o trabalho de ajudá-los e de mantê-los a salvo e os dois apenas começaram a culpá-lo por não devolver a memória deles.


“Acho que vocês deixaram seus sentimentos bem claros. Eu sei que vocês são amigos dos meus pais e entendo como se sentem em relação a mim. Portanto, eu ficarei longe de vocês, assim vocês não se sentirão desconfortáveis na minha presença.”


Harry se virou para ir embora, mas foi parado quando uma mão caiu sobre seu ombro. Ele voltou a virar e olhou para Alice, que o observava com um pequeno sorriso.


 “Sabe, Harry… quando Dumbledore devolveu as nossas memórias, nós ficamos bravos com você. Tinhámos perdido três anos de nossas vidas. Deixamos nosso filho sozinho no meio de uma guerra terrível. Não podíamos tê-lo odiado mais.”


O garoto virou o rosto, pensando em quando mais podia aguentar antes de explodir.


“Mas, olhamos para Nigel e percebemos que qualquer que fosse o método que você usou, ou o que quer que seja que tenha feito, você fez para salvar vida dele. Não conseguimos mais ficar zangados.  Lembramos de um jovem rapaz chamado ‘Alex’ que nos ajudou e vinha sempre nos ver para se assegurar de que estávamos bem. Você não precisava fazer isso. Você poderia ter devolvido as nossas memórias e nos deixado ali, nas ruas trouxas, para nos virarmos. Mas você não fez isso. Você nos colocou ao lado de John, nos deu um modo de contatá-lo e participava das lutas, apenas para conseguir dinheiro para nos deixar viver confortável. Como poderíamos ficar bravos depois disso?”


Alice tinha lágrimas brilhando em seus olhos. Ela segurou a mão de Harry e a apertou, fazendo-o olhar para cima.


“Eu quero que Harry tenha uma relação com Frank e Alice, assim como Alex tinha com John e Fiona. Acha que pode fazer isso acontecer?”


Harry sentiu seu coração doer ao ouvir essas palavras. Ele sentira muita falta de John e Fiona e não pôde fazer outra coisa a não ser assentir.


“Ótimo, agora acho que devemos voltar para a festa antes que seu pai saia procurando por você como um louco.” Frank riu e deu tapinhas nas costas do garoto. 


Harry percebeu que o casal o fez pensar, de próposito, que estavam bravos com ele, apenas para puní-lo. O garoto estava muito cansado para discutir com os dois e apenas jogou isso para o fundo de sua mente. Ele abriu a boca para perguntar por Neville e sobre como se sentia, mas decidiu-se  contra. O menino nem mesmo estava ali, o que já era o suficiente para sugerir que não queria nada em relação aos Potters. Harry pouco se importava.


Os três voltaram para a festa, Frank e Alice foram em direção a seus amigos, assim como Harry.


Os adolescentes apenas conversaram sobre a nova casa e tudo o que estava acontecendo. O moreno de olhos esmeralda estava começando a ficar com dor de cabeça. Tinha tanta gente na sala. Ele nunca passara tanto tempo em volta de pessoas e estava começando a reparar nos olhares que lhe eram lançados, o que o deixava nervoso.


Eles não podiam parar de se meter na vida dos outros? Depois de um tempo, aquilo já estava ficando insuportável. Harry precisou sair para tomar um ar e rapidamente impediu que os outros viessem também, explicando que precisava de um tempo sozinho.


O garoto saiu da casa e sentou-se nos degraus de entrada. Havia sido uma noite cansativa. Sua conversa com Frank e Alice o deixou exausto. Ele queria nada mais do que desaparecer em sua cama.


Harry começou a massagear a cabeça, querendo que a dor fosse embora. Era uma dor de tensão e ele sabia que apenas passaria após uma boa noite de sono. O moreno se levantou e tinha o intuito de fugir para o seu quarto. Já estava cheio daquele festa.


Ele se levantou e virou para entrar, quando uma voz o parou.


“Qual o problema? Não está aproveitando sua festa?”


Harry sabia quem era antes de virar e quando o fez, encarou a face Neville, que estava parado há alguns passos de distância.


“Neville.” Disse como cumprimento. Ele realmente não queria ser incomodado naquela noite.


O menino não respondeu o cumprimento e se aproximou com um olhar rígido.


“E aí, aproveitando sua nova vida, Potter?” Perguntou. Harry sentiu uma ponta de irritação.


“O que você tem?” O moreno de olhos verdes perguntou, tentando se controlar.


“Eu apenas acho surpreendente como alguém que destruiu tantas vidas pode viver a dele sem nenhum remorso.” Neville respondeu e deu mais um passo a frente.


Harry suspirou e virou para entrar.


“Eu não tenho tempo ou paciência para lidar com você, Longbottom. Vá embora.” O garoto disse e deu as costas para o outro.


“Tempo? Não se atreva a falar sobre tempo comigo, Potter. Você tirou três anos da minha vida junto à minha família. O que tem a dizer sobre isso?” Neville cuspiu as palavras.


O moreno se virou novamente.


“Nada. Eu não me importo como o que você perdeu. Você teria perdido muito mais se não fosse por mim, então cale a boca!” Harry gritou de volta. Ele não queria dizer aquilo, odiava ter que mostar que tinha feito algum favor, mas Neville o estava pressionando.


“Então você acha que só porque não os matou merece algum tipo de prêmio? Você é patético! Você ainda assim os tirou de mim! Eu nem sabia que tinha um irmão! Você sabe o que é sentir isso? Perceber que os últimos três anos da sua vida foram uma mentira?! Saber que você tinha um irmão e nem mesmo ter estado lá quando ele foi trazido ao mundo?! Você não tem idéia da dor que me causou.”


Harry ficou parado com a mão na porta. Seus olhos esmeralda brilhavam com mágoa. Parecia que seu coração tinha sido arrancado.


“Você está certo, Neville. Eu não sei como isso deve ser. Viver sua vida e depois perceber que foi uma mentira. Saber que você tem um irmão e que não cresceu com ele. Saber que foi usado repetidamente e nem mesmo ter se dado conta. De ter sido machucado como você foi. O que eu sei sobre perder a família?”


Harry parou de falar e viu a expressão confusa do outro. Ele percebeu que ninguém sabia como tinha sido sua vida antes. Ninguém sabia que Voldemort mentira para ele e que o criou para detestar James e Lily. Porém, nesse momento, ele não se importava. Neville não podia culpá-lo por algo como aquilo. Ele não era como Voldemort e não tinha ferido ninguém como o homem fizera. Harry se recusava a acreditar naquilo.  


“Ao menos você conseguiu se reecontrar com a sua família depois de três anos. Tente quinze! Ao menos você cresceu tendo o amor de seus pais. Você não era assombrado por eles!” O garoto queria parar de falar, mas era como se algo dentro dele quisesse se livrar de tudo o que estava preso.


“Humph! Se você tivesse feito do seu jeito eu nunca mais teria visto meus pais. Você nem mesmo falou sobre eles quando estava enfrentando julgamento! Se eu os consegui de volta, não foi graças a você!” Neville gritou furioso.


Para Harry já era o suficiente. Se ele não fosse embora, acabaria quebrando o pescoço do menino. Porém, antes que pudesse se mover, Neville se aproximou e parou em frente a porta, bloqueando a passagem.


“Não é sua culpa, é? Você foi criado para fazer essas coisas. Atrapalhar a vida dos outros, torturar quantos puder. Você sente um prazer doentio ao fazer as outras pessoas sofrerem, não é?” Neville estava tão perdido em sua ira, que nem mesmo percebia o que falava.


“Eu não deveria estar surpreso que você tentou esconder meus pais. Você provavelmente ficava extremamente satisfeito sabendo que eles eram seus prisioneiros, enquanto o mundo mágico sofria com a morte deles.”


“Cala a boca, Longbottom!” Harry gritou, tentando, ao máximo, não bater em Neville, que continou falando.


“Eu não acredito por um segundo no que Dumbledore disse no julgamento. Você não é um bruxo normal. Você não tentou destruir Voldemort! Você não é o garoto inocente que estava preso por ele. Ninguém é tão estúpido para não ver que está sendo usado. Você queria ser usado por Voldemort. Por isso ficou ao lado dele por tanto tempo. Se você odiava matar e torturar as pessoas, então porque fez isso por tanto tempo? Você apreciou matar os outros e gostou de torturar meus pais e teria ferido Nigel também se...”


Neville parou de falar, quando a mão de Harry o agarrou pelo pescoço. Ele tentou pegar sua varinha, mas seu braço também foi rendido, deixando-o sem defesa. O menino ficou surpreso na força do aperto e buscava ar, enquanto o outro o puxava para mais perto.


A ira brilhava nos olhos de Harry e Neville tinha certeza de que seria morto.  


“Apenas porque eu poupei sua vida patética uma vez, não quer dizer que eu sempre vou me privar de quebrar seu pescoço! Você não sabe porra nenhuma sobre mim! Cale a sua boca e eu não vou ter que ter o problema de fazer isso por você!” Harry sibilou.


Neville gemeu de dor, quando o aperto do outro acabou quebrando seu pulso. Ele estava balbuciando e começara a ficar azul. Harry o soltou com tanta força, que o menino fora parar no chão, respirando fundo atrás de ar.  


Harry se afastou e foi correndo para dentro de casa. Assim que entrou viu sua mãe e Alice indo em direção à porta. Ela parou para olhá-lo.


“Harry.” Lily começou, mas parou de falar quando Alice soltou um ‘oh’. A mulher vira Neville tentando se levantar com dificuldade e segurando seu pulso com delicadeza.


O moreno de olhos verdes as ignorou e correu para seu quarto. Ele sabia que mais alguns momentos com Neville e o teria matado. Sentindo raiva e ira pulsando por seu corpo, o garoto tirou suas roupas de festa e colou suas vestes normais. Harry precisava sair de lá, apenas por algumas horas, para se acalmar, antes que alguém fosse falar com ele.


Com esse pensamento na cabeça, o moreno abriu a janela e pulou para o lado de fora.


Ele já tinha ido embora, quando James correu até o quarto para descorbrir o que acontecera entre seu filho e Neville.


O homem ficou parado dentro do cômodo vazio. Seu coração batia acelerado ao pensar em Harry desaparecendo novamente.


xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx


N/T: É... Demorou, eu sei. Mas sabe como é... de novo no cursinho. ¬¬


Tenso passar em medicina, mas um dia eu consigo. [Espero...]


Bom, até mais. =D

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.