- Desde sempre, só você que nunca percebeu. – O tom de sua voz tornou-se tremula. “ai, essa doeu”, a castanha nada comentou após essa breve conversa,ela se sentia um pouco mal por dentro e por fora. - Chegamos. – Anunciou. - Que bom... – Disse Hermione. O ruivo permaneceu com ela no colo e com a ajuda da mesma abriu a grande porta da Ala Hospitalar. - Ah que bom que veio. – Madame Pomfrey, pois uma de suas mãos sobre o busto e suspirou aliviada. – Estava esperando a senhorita. – Completou pegando uma cadeira de rodas e indo até eles. Assim que a Madame Pomfrey chegou, Rony pousou Hermione naquela cadeira e as acompanhou até o leito em que ela ficaria. Madame Pomfrey juntamente com o ruivo colocaram a castanha deitada em seu leito. - A onde dói querida? – Perguntou sacando a varinha de seu avental. - O pé. – Falou quase de forma inaudível. - Oh sim... – M.Pomfrey ia desenfaixando com toda a delicadeza. – Oh meu Merlin... – M.Pomfrey levou uma de suas mãos a boca. - O que foi? – Rony parecia assustado. M.Pomfrey permaneceu calada. - E gra... Grave? – O ruivo gaguejou. A enfermeira começou a caminhar pela imensa ala hospitalar, seus olhos estavam voltados às imensas estantes cheias de remédios, a cada minuto seus passos ficavam mais rápidos e ritmados. Mesmo estando apreensivo o ruivo aproximou-se da castanha e sentou-se na cadeira ao lado de sua maca. O mesmo lhe fazia um cafuné que percorria cada centímetro dos cabelos castanhos dela, era completamente visível que ele ainda a amava, e a cada segundo o seu lábio pedia e desejava o encontro e o dos lábios dela. - Mione... – Sussurrou. - Sim? - Realmente e verdade? – Os olhos dela mostravam duvida. – Você e o Malfoy? – O ruivo estava apreensivo. Hermione abaixou a cabeça, porque sempre tinham que lhe fazer essas perguntas? Porque era tão ruim ter que admitir que beijou Draco Malfoy? Porque sua missão era ferir os sentimentos de quem ela gosta? O ruivo continuava a encará-la. Ele precisava daquela resposta. Ela respirou fundo. – Sim e verdade. – Rony arregalou os olhos. – Mais, foi um equivoco. – Completou levantando-se um pouco. “Realmente e um equivoco? Hermione não minta você se apaixonou pelo garoto mais arrogante, petulante, nojento... Bonito, charmoso, sexy e...” – seus pensamentos foram interrompidos pelo grito da Madame Pomfrey. - Achei... – Repetia a enfermeira. - Achou o que? – Perguntou o ruivo levantando-se. - O remédio para a fratura dela. – Respondeu trazendo um pequeno vidro arroxeado. - Que bom... – Exclamou a castanha, que por algum motivo não gostava da ala hospitalar.
BUM
O pequeno vidro fora destampado assim logo em seguia exalou um cheiro extremamente estranho, era uma mistura de cerveja, sabão em pé e gel de cabelo. - Minha nossa senhora. – Sussurrou a castanha tapando o nariz. Mesmo o cheiro estando completamente insuportável a enfermeira jogou algumas gotas do remédio na fratura de Hermione. A castanha soltou um grito que foi logo seguido por seus gemidos constantes, ela estava avermelhada e segurava a sua perna fraturada. - O que foi? – O ruivo desesperou-se. - AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH. – A castanha soltou outro grito. - Madame Pomfrey. – Chamou o ruivo. - Calma meu rapaz. – Ela tampou novamente o vidrinho. – Isso vai passar. M.Pomfrey retirou-se, assim deixando os dois novamente sozinhos. A castanha continua a gritar, seus olhos estavam esbugalhados e sua face vermelha. Depois de muito tempo de gritos e gemidos agudos e penosos a castanha desmaiou. - Pelo visto o remédio fez efeito. – M.Pomfrey apareceu do nada. - O que esse remédio fazia? – O ruivo encarava a enfermeira. - Faz com que os ossos fraturados ou quebrados voltem para seu local original... – O ruivo gelou. – Pena que ainda não inventaram um remédio menos doloroso que esse. – Completou voltando para sua mesa no final da sala.
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