FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

106. DOIS LADOS DA MESMA MOEDA


Fic: O Acordo Perfeito RxHrm- Fic completa by marja


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

CAPITULO 106 – DOIS LADOS DA MESMA MOEDA


 


 


 


 


 


 


A mansão Valença estava impecavelmente iluminada. Os belos jardins resplandeciam com luzes que afastavam a noite e mostravam todo esplendor de uma obra arquitetônica de gosto refinadíssimo.


Dentro, o hall de entrada estava concorrido, com várias pessoas entrando e sendo guiadas pelos empregados treinados e competentes que os conduziam ao salão principal.


O salão principal estava tão adoravelmente adornado que encantava muitos dos visitantes. Harry conversava com o conde, com Gina ao seu lado, pois haviam chegado há algum tempo. Tempo demais, pensava Gina. Tempo demais para ser relegada a segundo plano.


As pessoas que passavam olhavam para ela, como quem olha para uma empregadinha que acompanha seu senhor.


A roupa cara não podia disfarçar a insegurança. Muito menos o desgosto pelo modo crítico com que era observada.


Sorrindo para Harry, na esperança que não notasse sua infelicidade, correu o olhar sobre o amplo salão, analisando as pessoas e as roupas que usavam.


Seus olhos pousaram na mulher de vermelho que entrava no salão e sentiu um lampejo de ódio. Harry moveu a cabeça no mesmo momento em que os outros presentes o fizeram, e havia um brilho em seu olhar, um brilho inconfundível.


Novamente Hermione roubava a atenção de Harry!


De braço com Rony, porém mais distante que nunca, deixou que a guiasse entre os convidados em direção ao conde.


Seu coração batia acelerado, e talvez houvesse tropeçado se não estivesse sendo conduzia com tanta segurança por Rony. As pessoas cravaram o olhar sobre ela, medindo e avaliando até onde merecia interesse.


-Respire fundo – Rony disse em tom baixo, sem mover um músculo para olhá-la – Olhe para frente, como se não estivesse abalada ou incomodada com os olhares. Desse modo, pensaram que é confinante e segura, e se desmotivarão a tentar ofendê-la ou desestabilizar. – aconselhou.


-É desse modo que age? – retrucou, olhando para ele, que olhava para frente sem olhar para nenhum outro lado.


-Não preciso olhar para saber que me chamam de ‘o pobretão Wesley’ ou ‘o capacho do Sr.Potter’. Se eles não souberem que me abala, irão parar. Agora, se deixar que saibam como me sinto, irão zombar e tornar minha estadia insuportável.


-Como manter contatos desse modo não é? – havia ironia em sua voz e Rony olhou para ela, sem entender a causa.


-Sim, tem razão.


Era estranho o modo como Hermione vinha tratando-o. Tão diferente da mulher quase amorosa que decidira lhe dar uma trégua. Tinha certeza que a ofendera de algum modo, apenas não sabia qual.


-Sinto-me uma atração de circo – ela confessou quanto estavam no meio do salão – não podemos andar mais rápido?


-Para que todos saibam que está incomodada? Não. Esse baile é em sua homenagem, não permitirei que seja humilhada de qualquer modo, intencional ou não.


A veemência de suas palavras deixou-a na dúvida sobre estar certa a cerca de seus sentimentos. Havia horas que a excluía. Havia outras que a fazia sentir-se protegida e amada. Era uma contradição.


Não deveria estar surpresa, afinal, Ronald Wesley era a contradição em pessoa!


Olhando para aquele homem aprumado, jovial e tão bonito que lhe arrancava suspiros, Hermione chegou a sorrir. Um pequeno sorriso que o surpreendeu, e ao corresponder, sentiu que não existia mais ninguém naquele salão além dos dois.


Orgulhoso, seguiu pelo longo salão ostentando em seu braço sua jóia mais preciosa, que era Hermione, e o filho que carregava em sua barriga, ainda não perceptível.


Sentindo que talvez não fosse tão verdadeira a idéia de rejeição, Hermione se deixou levar pelo salão sem notar mais os olhares, ou os cochichos. Só tinha olhos para Rony.


-Que estranho par!


Ouviu o cochicho quando se aproximaram do conde.


-Veja como ela é... – a mulher se calou quando Hermione olhou geladamente em sua direção.


Um olhar de fogo por trás de Rony, um olhar que ele não veria e não poderia repreender...


-Hermione – ele chamou sua atenção sorrindo – Não assuste as pessoas.


É claro que ele notaria. Prestava atenção em cada pequeno movimento seu, mesmo quando parecia não estar olhando para ela, ou se importando!


-Gostaria de ter minha arma comigo – desabafou.


-Metade dessas pessoas também gostaria de ter uma arma – ele olhou para ela com algo terno no olhar – Somos o alvo, mas logo haverá outros além de nós.


-Veja, aquela é sua irmã? - ela perguntou ao avistar algo rosa e brilhante. – Deus! Como está linda!


-Sim, está linda – não era um elogio para a irmã propriamente, mas achou melhor se calar, pois estavam se aproximando do seleto grupo em volta do conde, que se equilibrava de pé com muito esforço.


Harry tinha os olhos fixos em Hermione, e isso o desagradou. Tirando seu braço do braço de Hermione, segurou-a pela mão, fazendo-a andar elegantemente em direção ao conde.


Entusiasmado, o conde aceitou a mão que Rony lhe entregava, e com um beijo sorriu-lhe.


-Hermione – apreciou dizer seu nome – Está absolutamente linda essa noite minha filha.


-Obrigada – sentiu-se incapaz de dizer muitas cosias. Estava tão tensa!


-Está rodeada de amigos, não se sinta oprimida. – ele sugeriu.


Hermione baixou os olhos sem saber como se expressar.


Sentia falta de ar, o vestido muito apertado. Sentia vertigem, muitas pessoas a sua volta. Sentia dor nos pés de ficar em pé, seus pés inchados da gravidez. Sentia uma sensação de enjôo devido aos nervos.


Iria gritar, desmaiar ou morrer. Dramática, sim. Aquela sensação era horrível!


-Hermione precisa sentar-se – Gina disse ao seu lado, irritadíssima.


Harry apressou-se em apontar um local calmo, onde poderiam sentar e se refrescar. Hermione notou o olhar de Gina, e sentou-se ao seu lado, entendendo como se sentia.


-É uma tortura – ela sussurrou para amiga.


-Também se sente desconfortável? – ficou surpresa – Achei que estivesse enjoada por causa do bebê!


-Não, eles não param de nos olhar – disse nervosa.


Gina ficou olhando para ela, e então sorriu.


-Gostaria de ter sua capacidade de fechar-se em copas. Parecia tão segura cruzando o salão ao lado de Rony, nesse vestido tão... Hã... Lindo.


-Pareço uma ave cheia de plumas – ela disse irritada – o que me deu na cabeça de vestir vermelho? – falou mais a si mesma que para Gina. – Seu irmão disse para ignorar e olhar em frente. Foi o que fiz.


-Harry não me disse nada disso – ela disse triste.


-E não deveria. Para Harry isso é natural, faz parte do que ele é – explicou.


-Erro meu em me casar com ele – Gina disse muito baixo, como quem fala consigo mesma.


-Por quê? Olhe para você mesma! Está linda nesse vestido, usando essas jóias. Parece... Parece uma flor!  É seguramente a mulher mais bonita desse baile! De toda Londres!


-Então porque Harry não tirou os olhos de você durante todo o tempo em que percorram o salão? – ela perguntou desabafando.


-Olhe para mim, quem não me olharia com esse vestido?! – reclamou desgostosa.


Gina até sorriu, querendo acreditar que a única razão era essa.


-Use meu leque se precisar – Gina ofereceu notando que estava encalorada.


-Porque não escolhi um vestido como o seu? – Hermione se lamentou, achando que estouraria as costuras a qualquer momento.


Gina achou melhor não dizer que seu próprio vestido havia sido escolhido por uma tutora que a ensinaria a se portar. Uma belíssima escolha, mas que não se comparava ao seu próprio vestido. Foi uma terrível amiga, por não sossegar seu coração dizendo que estava linda, original e com tanta personalidade que assustava a todos os demais.


Um vestido perfeito para Hermione.


Desconfortável, Hermione precisou fazer forças para não começar a chorar ali mesmo. Olhou em volta, para aqueles rostos desconhecidos, ouvindo a voz de Rony numa animada conversa com Harry e o conde.


-Aqui, aqui, aqui! Papai!


Metade dos convidados do conde olharam assustados para a criatura vestida de verde limão que corria pelo salão. Um senhor roliço e muito parecido com ela correu ao seu encontro, e sorrindo um para o outro se aproximaram do conde.


-Quem é essa? – Gina ficou bem feliz em ver alguém que chamasse mais atenção que elas.


-Alguém que não se importa com o que pensem dela – Hermione respondeu, cumprimentando amavelmente Luna e seu pai.


Hermione abriu um lindo sorriso quando Luna começou a conversar, e inocentemente Gina tentou acompanhar seu raciocínio. Algo totalmente impossível!


Era uma distração em toda tensão que sentia.


A música tocava mais animada, e Hermione começou a prestar atenção ao ritmo enquanto ouvia o conde conversar com Rony e o pai de Luna, olhando para ela de vez enquanto.


Num desses olhares, ela lhe sorriu para encorajá-lo a continuar conversando com o pai de Luna, que não era muito diferente da filha. Aparentemente o Sr.Lovegood não se atinha a convenções, como por exemplo, de não se apresentar a um completo desconhecido, ainda mais do porte do conde.


Seguiu-se uma hora de completo marasmo, ouvindo as músicas idênticas a seu ver, ouvindo a conversa incansável de Luna. Vez ou outra se perguntava de onde ela tirava tantos assuntos. Assim como, vez ou outra olhava na direção de Rony, apenas para encontrá-lo empenhado em conversas com homens importantes.


Uma vez ou duas, o conde a apresentava a alguém, mas aparentemente, a filha do conde deveria ser vista e não ouvida.


Entediada, a ponto de disfarçar um longo bocejo com o leque, Hermione olhou para frente, notando que era observada por olhares curiosos, mas sem maldade. A mulher era um pouco fora de forma, mas usava roupas adequadas, e estava muito bem penteada e orientada sobre como se portar.


Ela lhe sorriu muito familiarmente, e Hermione lembrou-se imediatamente que aquela mulher era Roxanne Lammer.


Anna lhe contara tantas coisas sobre essa mulher que sentiu muita vontade de conhecê-la.


-Luna! – disse mais alto do que a voz dela, para que parasse de falar e prestasse atenção nela. Tinha descoberto que essa tática dava certo. – Como faço para conversar com alguém se não fomos apresentadas?


-Pode pedir que alguém as apresente, ou simplesmente esbarrar nessa pessoa – disse tão inocente que Hermione riu de sua esperteza.  – Mas se não quiser seu pai ouvindo sua conversa... Quero dizer, se quiser privacidade, sempre pode se valer de uma ida ao toalete.


Então Luna não era tão boba assim!


-Hermione – Gina segurou sua mão quando ela pareceu prestes a levantar – Tem coragem de andar entre essas pessoas que não param de olhar para nós? – havia horror em sua voz.


-Sim, você não? – notando que ela parecia prestes a afirmar seu medo, chantageou – Me deixara sozinha Gina?


-Temo que sim – ela se acovardou.


Decidida, Hermione levantou-se atraindo a atenção dos homens perto de si. Luna foi mais rápida do que ela em explicar porque se afastaria. Decididamente, até mesmo Hermione teria sido mais delicada ao referir-se ao fato de ir ao banheiro. Notou a força que Rony fazia para não rir de seu embaraço.


Seguindo Luna, dirigiu-se para o lado oposto do salão, percebendo inadvertidamente o quanto era fácil ignorar as pessoas e seguir em frente. Afinal, não fizera isso por anos? Que diferença havia entre os olhares recriminativos que a seguiam enquanto cuidava da fazenda como faria um homem? Que diferença havia dos cochichos maldosos sobre sua virtude?


A única diferença era que se vestiam com sedas e ostentavam jóias caríssimas!


Decidida, passou propositalmente devagar diante de uma roda de mulheres, curvando-se num cumprimento discreto diante de Roxanne Lammer.


Ela lhe devolveu o cumprimento e sorriu. Esperou dois minutos antes de discretamente segui-la.


 


 


 


........................................................................


 


 


 


Por um momento, o vermelho chamou sua atenção como faria com um belo touro reprodutor. Foi um simples farfalhar de tecido próximo a ele, e um vulto vermelho passando muito rápido, em direção a uma das salas íntimas e privadas da mansão.


Sua acompanhante, a qual pressionava desavergonhadamente contra uma parede, com o corpete do vestido abaixado, deixando a mostra seus seios brancos como leite, sequer notou seu olhar fugindo de suas curvas e procurando a imagem em vermelho.


Uma sombra vestindo verde interpôs entre seu olhar e o alvo da sua curiosidade. Uma terceira mulher entrou sorrateiramente naquela sala, e ele achou melhor afastar-se dali com sua acompanhante. Era uma bela viúva, as portas de se casar novamente com um general, e não seria ele quem ficaria ente os dois nesse matrimonio tão lucrativo. Muito menos contrariaria infortúnios com um superior!


Sua gentileza era apenas um ato muito ensaiado enquanto a convencia a sair daquele canto escuro, alegando um possível escândalo. Satisfeito em se livrar da jovem, que não despertava mais seus interesses, voltou ao salão de festas, admirando as belas jovens que o olhavam com cobiça.


Não vestia seu uniforme militar desde que fora dispensado, ou melhor, expulso do cargo que ocupava. Não era uma surpresa, seu pai vivia tentando mantê-lo à custa de muito suborno, mas ter se descontrolado na primavera passada lhe redera um castigo e tanto.


Num arrombo de luxúria, álcool e autoconfiança, havia estrangulado a pequena Polyana até a morte. Era a filha de um pastor, uma simples menina de quinze anos, que seduzira e lhe rendera maravilhosos momentos na relva macia dos prados da casa de seu pai. Mas para seu total infortúnio, ao ser apanhando dormindo ao lado do corpo sem vida, descobrira que aquela cortezãnzinha era na verdade sobrinha de um General, e por conta disse seria preso sumariamente.


Por certo, seu pai ainda estava pagando a alta conta que rendera sua liberdade. Apesar dos infortúnios momentâneos, não perdera seu prestígio, apenas o cargo.


Olhando em volta, um sorriso de puro escárnio e desprezo grudou-se em sua face ao notar Potter e seu fiel capacho conversando com o Conde de Valença.


Grande surpresa, onde o maricas Potter estivesse, o grande aproveitador Wesley estaria também! Era difícil para Malfoy saber qual dos dois lhe despertava mais desprezo.


Obviamente, Potter viera primeiro. Colegas de internato, era natural que os dois meninos mais ricos da escola fossem amigos. Mas Potter logo o abandonou, alegando que não gostava das mesmas brincadeiras que ele. Afinal, o que havia de errado em cortar o rabo dos gatos, ou matar passarinhos com estilete para depois abri-los ao meio e ver o que tinha dentro?


Nada errado, até que o viu batendo num dos meninos mais fracos da escola. Fora o fim da amizade, que para ser franco, nunca fora muito inseparável. Tinha seis anos, mas ele lembrava muito da chegada do Wesley. Pobretão! Tornara-se amigo inseparável do maldito Potter!


Um gozador petulante, que usufruía do poder de Potter e só por causa disso não podia atingi-lo.


Houvera um momento particular quando o enganara num duelo três anos atrás. Ódio e ressentimento sempre fizeram parte da sua vida, e havia algo de prazeroso em odiar ao Wesley.


Observou-o trocar palavras íntimas com o conde, e pensou que o menino de ouro Potter estava bem acompanhado. Era a mulher mais linda que já vira na vida. Rosto de anjo, um corpo perfeito e tentador. Aqueles seios que saltaram do decote o fascinaram, brancos como leite puro. Seus lábios eram rosados e seus olhos azuis como... Como os do Wesley. Seu sorriso se alargou, sentindo parte de si vingado.


Então, o pobretão Wesley dera uma rasteira no esperto Potter? Casar sua irmã pobretona com um dos homens mais ricos da cidade? Tinha que tirar o chapéu, e apesar do desafeto, era capaz de elogiar um comportamento cafajeste de bom gosto quando presenciava um.


Por um momento pensou que doce seria a vingança, seduzindo a mulher do Potter! Naquele instante ele a fazia erguer-se e a levava para dançar.


Analisou. A jovem tinha aquele olhar de encantamento, e com certeza, levaria muito tempo para convencê-la a ceder, e sem duvidas seria preciso muitos momentos a sós. E esses momentos não aconteceriam. Suspirando desconsolado, por sua idéia não ter procedência, ouviu um som abafado de horror e seguiu o olhar de repreensão de uma velha senhora, muito fofoqueira.


Foi então que viu o vermelho novamente. O vivo vermelho de um coração batendo com vida. O vermelho do sangue correndo vivo e quente nas veias. O vermelho da paixão.


Uma mulher pequena. Sim, pequena, a pele queimada pelo sol, as curvas delicadas e os cabelos castanhos, prometiam ondulações quando soltos. A simplicidade do corte do vestido e a ousadia da cor não negavam seu espírito forte.


Tão forte que por um segundo os olhares se encontraram e ele sentiu algo novo. Nunca antes sentido.


Havia um furacão dentro daquela pequena mulher. Seus olhos eram fogo puro, o fogo da vida. Não havia mentiras no modo desdenhoso como o olhou. Aquele olhar que dizia que tinha nojo de homens que olhavam desse modo para uma mulher.


Atraído como um imã seguiu muito de perto, ouvindo sua voz ao conversar com sua acompanhante, e era uma voz segura e franca.


Pode imaginar seus gemidos sobre uma cama. Com sorte, seria uma debutante, era jovem para isso! Ah, deveria ser virgem e pura como uma rosa selvagem pronta para ser colhida!


Enervado pelo deleite de imaginar-se tirando sua inocente e lhe ensinando os caminhos do amor, até apagar aquele olhar forte e torná-la submissa e doce como um cordeirinho, estreitou os olhos ao ver o conde recebê-la com um enorme sorriso.


A filha do conde? A filha bastarda do conde?


Impossível casar-se com ela. Rica. A palavra ecoou em sua mente. Rica como nenhuma outra! Teria sua virtude, então fugiria com a pequena labareda de fogo que era a filha do conde. Não haveria alternativa além de casá-los e evitar um escândalo. O conde teria que relevar seu desvio do passado e aceitá-lo.


Teria uma fortuna incalculável!


Em completo êxtase, estreitou os olhos quando o maldito Wesley a tomou pela mão e lhe sorriu.


Cuidadoso para não ser visto, tomou uma jovem para dançar quando o ruivo a levou para dançar.


Próximo o bastante para ouvir, mas longe o bastante para não ser visto, estacou imóvel, no meio do salão ao ouvir as palavras de Rony:


-Essa noite está se alongando demais. Não vejo a hora de voltar para casa, Hermione. Sente a mesma pressa que eu? – havia desejo em seu olhar. – Me responda, esposa.


Era uma ordem, e ela pareceu demorar muito para responder:


-Porque não dormimos aqui? Meu pai ficaria muito feliz se usássemos o quarto que decorou para mim.


-Um colchão de penas? – Rony piscou para ela – Está querendo me seduzir, Hermione?


-Não ousaria tanto, esposo.


Havia tanta ousadia em seu olhar, e tanta malícia em seu olhar que Malfoy sentiu um gosto amargo na boca.


Sua deusa de fogo pertencia ao Wesley. O infeliz chegara primeiro e lhe roubara o prazer de ensinar-lhe os prazeres do sexo. Como um soco, lembrou-se que toda aquela fortuna seria do maldito Wesley!


Não! Sentiu vontade de gritar e matá-lo ali mesmo!


-Além disso – sua deusa de fogo seguiu falando – sinto sono, e esse vestido está me apertando. Tenho engordado.


Por alguma razão essa observação fez o Wesley rir de puro contentamento enquanto a estreitava contra o peito.


-Estava na hora do meu filho se mostrar – foi sua resposta simples e eles se calaram, numa troca de olhares que o desanimou.


Não havia nada para ele. O verme Wesley chegara primeiro!


A menos que... Uma idéia se formou em sua mente, e a certeza da vingança o animou a seguir, dançando sem afastar o olhar de sua pequena deusa que queimava em chamas pelo salão, rodando em seu vestido vermelho...


 


 


 


 


 


 


AUTORA: O baile continua no próximo capitulo.


Bruna, estou elaborando uma resposta para os seus emails. Aguerde. Leia a ADI4, vai adorar o clima de briguinhas! Bjs a todaS.


BETA: Que fofa, por isso que eu gosto de vc!!! Rsrsrsrs

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 22) - Copyright 2002-2026
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.