Capítulo 1
Dias depois
- Não sabia que eu poderia receber visitas...
- Ora, meu querido, esqueceu quem é minha família? Esqueceu quem sou eu?
- Esteve longe muito tempo. – o moreno aproximou-se da grade invisível que o separava da liberdade.
- Sim. Eu sei. – a garota ajeitou-se no banco improvisado – Seus pais enviaram uma coruja para os meus. Em que plano foi se meter?
- Apenas querendo livrar o mundo dos trouxas – Zabini começou a andar de um lado para o outro – Se visse o Malfoy... Está com a maldita da Granger.
- Eu soube. Precisamos tirar você daqui. – a calma da mulher estava deixando o prisioneiro extremamente irritado.
- Jura? E pretende fazer isso como? Anunciando no Profeta Diário? – perguntou parando e encarando a ex-colega.
- Acho melhor falar direito comigo, Blás. Seu passaporte de saída depende da minha simpatia pelo seu caso. – ela disse ajeitando-se mais uma vez. Sua voz mostrava impaciência. – Quero ouvir sua versão. – a mulher cruzou as pernas e ajeitou o cabelo sem perder seu ar autoritário. Zabini respirou fundo. Sentou-se no chão e começou seu relato.
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Draco mexeu-se sob os lençóis e sobre a cama macia. Lembrava-se de ter ido para lá com Hermione em seus braços. Deixou seu corpo procurar pelo corpo dela e encontrou apenas o frio do outro lado da cama. Abriu os olhos devagar e percebeu que Hermione não estava ao seu lado. O choque e o medo fizeram sua adrenalina subir ao máximo e levantou-se num pulo. Chamou várias vezes por Cody enquanto vestia uma calça qualquer. O elfo não apareceu. Desceu o lance de escadas pulando os degraus de dois em dois. Sentiu um aroma maravilhoso vindo da cozinha e ficou bravo por Cody não ter respondido aos seus chamados. Entrou irritado na cozinha e exclamou:
- Hermione? – a garota vestia uma camisa sua.
- Bom dia, amor! Resolvi preparar um café caprichado – dizia ela enquanto virava uma panqueca na panela – Que cara é essa?
A resposta foi um abraço do loiro.
- Eu estou bem... A casa está cheia de feitiços de proteção, certo? – ela perguntou franzindo a sobrancelha.
- Cadê o Cody?
- Eu falei para ele descansar por hoje... – disse a morena enquanto colocava a panqueca em um prato. Draco respirou fundo.
- Poderia ter me avisado!
- Draco, eu não iria te acordar para dizer que estava descendo para fazer café...
- Eu só me preocupo... – disse o loiro aproximando-se. Hermione desligou o fogão e retribuiu o abraço.
- Eu sei. Todos foram presos e não há mais casos de ataques em nenhum bairro, vilarejo ou cidade trouxa. – Hermione disse no ouvido de Draco. Sentiu os pelos dele se arrepiarem e decidiu provocar mais um pouco. Passou a ponta da língua ao longo do pescoço dele. Draco respirou fundo. Não conseguia conter-se tão próximo dela.
- Granger... Você que começou... – o loiro afastou o suficiente para beijá-la na boca. A morena retribuiu ao beijo com desejo e paixão. Sobre o tecido da camiseta sentiu a excitação do namorado. A mão dele queimava a sua coxa. Sentiu ser levantada e depois ser colocada sob o balcão frio que havia ao lado do fogão.
Teve a maravilhosa visão do corpo dela embaixo de sua camiseta. Draco sentiu o cheiro e maciez da pele dela. O calor que emanava de seu corpo era excitante para o loiro. Enrolou seus dedos nos cabelos cacheados, fazendo com que a distância diminuísse ainda mais. Sentia as pernas dela em volta de seu quadril.
Uma de suas mãos passou por baixo do tecido. Ao sentir os longos dedos em contato com sua barriga, Hermione tencionou seu corpo. A mão continuou subindo até encontrar o seio. Ela não usava sutiã e logo o bico que entrara em contato com a pela fria de Draco, endureceu-se. Com grande rapidez, Draco puxou a camiseta que vestia Hermione. A morena passava as unhas pelas costas do loiro que gemia a cada toque.
O sonserino abaixou as próprias calças levando junto sua cueca e rasgou a calcinha de Hermione. Ela aproximou sua cintura da beirada e com uma de suas mãos colocou o pau de Draco dentro de si. O homem gemeu mais alto ao sentir o calor e a molhadeira que havia entre as pernas de sua namorada.
Movimentou-se com força dentro dela. Hermione tinha suas pernas cruzadas na cintura de Draco. Movia suas pernas de forma a empurrá-lo cada vez mais para dentro de si. Ela tinha sua cabeça caída para trás e mordia levemente seu lábio inferior. Aquela imagem o deixava mais excitado. Os sons de gemidos e palavras desconexas foram quebrados pelo grito extasiado de Hermione. Suas pernas tremeram, flexionaram-se e depois caíram relaxadas. Assim que sentiu Hermione gozar em seu pau, Draco juntou-se a ela nos gritos de prazer.
- Você não vai me perder, Draco.
- Tenho certeza disso. – respondeu. Falavam com as bocas quase juntas. Suados, decidiram tomar um longo banho. A panqueca ficou esquecida na pia.
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- Quando você pretende tratar Draco bem? – perguntou Jane ao marido que comia uma torrada com geléia.
- Nunca. Não confio nele, querida. Nossa filha deveria estar com Ronald. – falou enfático. A mulher rolou os olhos. – Esse loiro fingido nem veio pedir a mão dela em namoro!
- Em que década está, senhor Granger? Eu não me lembro de Ron pedindo sua autorização...
- Não confio nele e pronto! Fim da discussão. Tenho uma extração agora cedo. Encontro com você mais tarde. – e despedindo-se muito mal-humorado, saiu da cozinha batendo a porta atrás de si.
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- Você foi muito tolo de tocar na sangue-ruim! – falou a mulher, levantando pela primeira vez desde que chegara na prisão.
- Isso é da minha conta! Ela é uma sangue podre e precisa sofrer! A filha da puta está bem gostosa. Não quero julgamentos da sua parte. – gritou o moreno aproximando-se da grade.
- Certo. Você quem sabe... – falou desdenhosamente.
- Só falta dizer que quer o Malfoy? – perguntou Zabini ironicamente.
- Quero. Quero esse traidor morto. – falou com raiva nos olhos. Sentou-se novamente e após uma longa respiração, seu rosto estava calmo novamente.
- E qual é seu plano para me tirar daqui? – indagou novamente o moreno.
- Escute com atenção. Precisa confiar em mim. Confia?
Blaise Zabini assentiu. Puxou sua cama puída para perto da grade e escutou o plano. Seus olhos brilhavam perante a genialidade. Sempre achou que aquela garota era uma tonta. Mais uma apaixonadinha por Draco Malfoy. Mas, se aquela ideia era dela... Blás teria certeza uma certeza: havia cometido um grande erro ao pensar isso daquela sonserina.