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1. Prólogo


Fic: B.A.D Atitude Provocante ATUALIZADO 25,04,10


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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http://www.youtube.com/watch?v=-J7J_IWUhls




Iraque, 2003


 


 


Não há nada na terra tão caloroso quanto o deserto em agosto. Potter jazia no buraco que ele mesmo tinha cavado na areia sob sua tenda para ocultar-se em caso de um ataque mortal, tentando recordar a fresca brisa com aroma de madressilvas que estava acostumado a aliviar os calorosos verões de sua infância.


 


Se ficasse ali durante o tempo suficiente, podia quase separar de sua mente os sons de fundo das operações do exército. O som de tanques movendo-se, de soldados gritando uns aos outros. O aroma de sangue, suor e medo. A dureza de seu fuzil quente, cravando-se em um flanco, enquanto o mantinha apertado junto a ele.


 


Deus, queria voltar para casa agora mesmo.


 


Voltou a pensar em Brian, a quem fazia tão somente dois dias tinha compartilhado sua tenda com ele, e se estremeceu de dor.


 


Possivelmente depois de tudo não queria retornar para casa.


 


Ainda podia sentir a pontada que lhe tinham provocado as palavras de Teresa quando tinha telefonado para ver como estava.


 


“Como acha que posso estar, pedaço de imbecil? Simplesmente, tive que dizer a meu filho de seis anos que seu pai morreu. Odeio-o, inútil bastardo! Jurou-me que o manteria com vida. Você é quem deveria ter morrido, e não ele. Ninguém se importaria se tivesse sido você.”


 


O pior era que ele sabia que ela tinha razão. Brian não teria estado ali se Potter não lhe tivesse falado em alistar-se quando acabaram a universidade. Tinham sido amigos de infância, e Brian sentia adoração por ele. Teresa tinha desejado que Brian se dedicasse ao mundo da empresa, e ele tinha sido muito estúpido para afastá-lo dali.


 


“Sou eu, Brian, eu cuidarei de você. Será como quando éramos crianças. Recorda quando fingíamos ser soldados com nossos fuzis? Ficará bem. Só nós dois, cobrindo as costas um do outro. Ninguém pode nos tocar.”


 


Agora estava pagando por aquela arrogância.


 


Quem deveria ter morrido era ele... ninguém teria se importado se tivesse sido ele. O ódio de Teresa era irracional, mas muitas esposas de soldados eram presas desse ódio quando morriam seus cônjuges. Inclusive embora soubessem dos riscos, era difícil assumir a realidade e resultava muito duro viver com ela.


 


Possivelmente com o tempo ela o perdoaria.


 


Deixou escapar uma baforada de ar, com lentidão e cansaço, e se deteve em seco quando dois homens entraram em sua tenda, levando em seus braços os pequenos baús regulamentares do Exército.


 


—Sargento — disseram os dois soldados a modo de saudação.


 


Se ele fosse um oficial, não o teriam saudado. Potter teve que conter-se para não revirar os olhos ante aquele pensamento, o qual, dada a situação atual, poderia significar uma bala na nuca para alguém. Mas seu comandante tinha decidido que o protocolo militar devia ser respeitado, inclusive se isso significava receber a bala de um franco-atirador na cabeça.


 


A menos que se tratasse de um bom capitão. Nesse caso as “vias apropriadas” adquiriam um significado inteiramente novo.


 


Potter franziu o cenho ante eles.


 


—O que estão fazendo aqui?


 


—O capitão Schmidt nos disse que empacotássemos os pertences do cabo Garrison. Hoje virá um homem novo para substituí-lo.


 


Potter entrecerrou os olhos ao ouvir suas palavras. Sabia que Brian não demoraria muito tempo em ser substituído, mas maldita seja...


 


Era muito cedo. Ele não estava preparado. Precisava de mais tempo para enfrentar-se com aquele enorme buraco que havia em seu interior e lhe doía a cada minuto de cada dia pela perda do amigo, melhor dizendo, do irmão que tinha perdido. Ninguém poderia substituir nunca o que Brian tinha sido para ele.


 


Com o coração doente, observou como os dois soldados começavam a colocar as coisas de Brian em um dos escaninhos. Havia várias fotografias de seu lar em Fort Benning que Teresa tinha enviado dela e de Cody. Desenhos que Cody fazia e colorido em sua aula. Um pequeno travesseiro que Teresa lhe tinha enviado, perfumada com o perfume que sempre usava.


 


Foram a ele imagens de Brian segurando esse travesseiro contra seu rosto antes de deitar-se para dormir. Brian tinha querido essa mulher acima de todas as coisas. Conheceram-se ainda estudantes do segundo ano de faculdade em uma lavanderia e se apaixonaram imediatamente. A primeira coisa que Brian falava pela manhã era de Teresa e Teresa era a última coisa em que pensava antes de dormir.


 


Brian tinha morrido com uma foto dela e de Cody no bolso.


 


Potter franziu o cenho ao ver um dos homens arrancando páginas do caderno de Brian, onde escrevia um diário de seus dias no inferno. Brian estava extremamente orgulhoso de fazer isso. “Algum dia, Cody irá querer saber o que é que fazia seu pai enquanto estava longe. Deste modo, saberá exatamente quantas vezes pensava nele e em sua mãe.”


 


—O que estão fazendo? —perguntou Potter aos soldados.


 


—O capitão disse que confiscássemos qualquer coisa que pudesse conter informação confidencial para que o sargento da seção pudesse revistá-la mais tarde.


 


Potter lançou a eles um olhar de ódio.


 


—Isso são notas de um diário para sua esposa e seu filho.


 


—Poderiam nos comprometer.


 


Comprometê-los?


 


Isso era endiabradamente gracioso, vindo de seu capitão.


 


Potter golpeou os pés com o rifle que estava acostumado a levar na mão, mas sabia que não seria nada bom atacar a esses homens; limitavam-se a obedecer ordens.


 


—Brian não escreveu aí nada que...


 


Interrompeu-se ao ver um dos soldados revistando as fotos. Estava afastando as que mostravam Brian com uniforme, que eram quase todas.


 


Aquelas fotos e as cartas de Brian eram tudo que havia ficado para Teresa e Cody do homem que amavam.


 


Tudo aquilo era lixo! A ira se apoderou dele, arrancou o caderno das mãos do soldado e se dirigiu para ver seu ilustre capitão.


 


Com cada passo que dava sua fúria aumentava. O que faziam não estava certo. Brian não era uma simples peça que pudesse substituir-se. Tinha sido um homem com um futuro. Com uma família que o queria e o necessitava.


 


“É um soldado. Sabe como é a vida.”


 


Potter vinha de gerações de soldados. Homens que tinham morrido na guerra. Tinha que ter estado preparado para o ocorrido.


 


E, entretanto, não podia sobrepor-se à morte de Brian tão facilmente. Tinha estado muito unido a ele. Brian não tinha sido simplesmente outro soldado para Potter.


 


Tinha sido um irmão.


 


Potter se deteve quando se achou perto da tenda do capitão. Pôde ouvi-lo falando por telefone.


 


—Não, senhor. Não estou seguro de como os homens chegaram a perder-se. —O capitão em realidade ria—. Já se sabe como é o deserto. Não é fácil orientar-se nele. Os acidentes acontecem em todas as partes, e aqui acontecem muitos.


 


Potter começou a sentir um tic nervoso na mandíbula.


 


—Não, senhor. Estavam ali só para explorar o estado do território. Supunha-se que o sargento Potter não ia cercar contato com o inimigo. Eu mesmo continuo tentando imaginar o que aconteceu.


 


Lixo. Esse filho de cadela os tinha enviado ali com um objetivo claro. E agora ele sabia... o inimigo sabia que vinham, e agora esse sacana pretendia dizer que ele não estava ao tanto...


 


Potter sujeitou seu rifle ainda com mais força enquanto o capitão continuava subtraindo importância a um assunto que havia tirado a vida de Brian.


 


Passados uns segundos, o capitão desligou o telefone.


 


Antes que Potter pudesse controlar suas emoções e entrar na tenda, o capitão saiu.


 


—Estávamos perdidos? — as palavras saíram de sua boca antes que conseguisse detê-las.


 


O capitão, que nem sequer se deu conta de que estava ali, deteve-se sobre seus passos e se voltou para olhá-lo. Seus olhos marrons se estreitaram perigosamente ao fixar-se em Potter.


 


—Ocorre algo, sargento?


 


—Não nos perdemos... — esperou deliberadamente antes de acrescentar o resto — Senhor, estávamos exatamente onde nos ordenou que estivéssemos. E fizemos exatamente o que nos ordenou que fizéssemos.


 


Pela linguagem corporal do capitão podia ver que estava indo muito longe. Mas não se importou. A estupidez daquele homem tinha matado Brian, e ele não estava disposto a permitir que saísse impune daquilo.


 


Não ia permitir que risse.


 


O capitão se adiantou com essa velha atitude que os militares usam para tentar intimidar. Teria funcionado melhor de não fosse treze centímetros mais baixo que Potter.


 


De todos os modos, Potter havia se tornado imune a essa tática, dado que tinha crescido com seu pai tentando empregá-la constantemente.


 


O capitão falou em um tom grave e mortífero.


 


—Não voltará a falar deste assunto com nenhuma alma viva. Entendeu-me, soldado?


 


Potter apertou os dentes enquanto sentia crescer a raiva em seu interior, e manteve a boca fechada para evitar dizer algo que, sem dúvida, conduziria-lhe problemas.


 


—Você en-ten-deu?


 


—Sim, senhor.


 


O capitão assentiu.


 


—Bem. Será atribuído a você um novo companheiro esta tarde. As quatro em ponto da tarde se apresente em minha tenda para sua nova missão.


 


Potter sabia manter a boca fechada, mas não pôde conter-se.


 


—Trata-se de outra missão onde nos perderemos, senhor?


 


A raiva nos olhos do homem era evidente.


 


—Não faça tolices comigo, sargento. Sabe muito bem que inclusive os melhores de nós às vezes as armas falham. Seria uma verdadeira pena que um homem com seu talento se encontrasse com um rifle defeituoso quando precisasse dele, não acha, sargento?


 


Agora aquele idiota o estava ameaçando? Sentiu umas vontades irreprimíveis de lhe dar um murro nessa cara presunçosa. Mas sabia que era melhor não fazer isso. Quão único conseguiria seria que o prendessem.


 


—Sim, senhor. —disse Potter com os dentes apertados.


 


O capitão passou outros três segundos contemplando-o com ódio antes de retirar-se.


 


—Fará o que eu disse, soldado, e recordará quem manda aqui.


 


Potter observou como o homem se dirigia para a parte sul do acampamento e com cada passo que dava sua raiva não fazia mais que aumentar.


 


Esse convencido e fodido bastardo não devia mandar em nada.


 


Olhou o caderno que levava na mão e leu as palavras cuisadosamente escritas.


 


Olá, Cody:


Outra nota de papai. Estive pensando hoje em você e sentindo saudades como louco. Sei que está cuidando de mamãe por mim...


 


O rosto do Brian surgiu em sua mente... seguido da imagem de sua morte.


 


Ainda agora podia sentir o sangue de Brian, quente e pegajoso, salpicando seu rosto.


 


“Inclusive com os melhores de nós às vezes as armas falham...”


 


Essa ameaça era mais do que podia tolerar. Deixou cair a caderneta, levantou o rifle e apontou ao objetivo.


 


Antes que um pensamento racional pudesse deter suas emoções, apertou o gatilho uma só vez.


 


O casco da cabeça do capitão saiu disparado. Aterrissou golpeando contra a areia e esta se espalhou ao redor. Fez-se um silêncio total enquanto todo mundo tentava descobrir se tinha sido um disparo ou uma bomba inesperada.


 


Os únicos que sabiam o que em realidade tinha acontecido eram ele e seu alvo.


 


E enquanto o capitão se urinava nas calças aí diante de todos, só um pensamento atenuava a satisfação de Potter. Aquela tinha sido, sem dúvida, a jogada mais idiota de sua vida.


 


 


(...)






COMENTEEM ;** 


 




ps: O capitulo já está pronto, pra quiser ele mais rapido não deixe de comentar (:

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