Capítulo Sete
Ginny despertou na sábado pela manhã com uma canção no coração e dor entre suas coxas.
Abrindo os olhos de repente, sentou-se rapidamente em meio de sua grande cama e contemplou o quarto a seu redor. Era como se ele nunca tivesse estado ali.
Piscou, mas tudo parecia absolutamente normal. O quarto estava ordenado e brilhava com a luz que atravessava a torrentes as duas janelas com dobradiças. Não sabia o que tinha esperado ver, considerando que tinham limitado suas atividades à cama todo o tempo, mas deveria haver algo. Sem dúvida a noite mais assombrosa de sua vida lhe deixaria alguma espécie de aviso.
Então se espreguiçou, e descobriu exatamente onde estava o aviso; espreitava em seus músculos, em cada um deles. Sentia dor do pescoço até os pés, remanescentes tanto das ataduras como do sexo entusiasmado. Pondo seus braços novamente aos lados, rodou os ombros para relaxar os músculos tensos e distraidamente esfregou os pulsos. Não tinham nenhuma marca, nenhum sinal das cordas que a tinham mantido quieta e estendida para Harry, mas ainda podia senti-las contra sua pele. Entretanto, sim, encontrou marcas em seus quadris, impressões escuras que mostravam onde os dedos dele tinham pressionado sua carne enquanto a mantinha quieta e a fodia.
Deus! Que noite!
Com um suspiro sentido, Ginny balançou as pernas para um lado da cama, ficou de pé e não pôde evitar fazer uma careta de dor. Coxeou como um vaqueiro bêbado, entrou em banheiro contíguo e abriu a ducha quente.
Uma vez que o jorro de água relaxou o pior de seus músculos doloridos, lavou seu cabelo com xampu e ensaboou uma esponja vegetal com seu sabão preferido com fragrância a madressilva. O aroma familiar fez com que as lembranças chegassem a torrentes.
“Amo seu aroma, milaya. Como mel, almíscar e mulher quente e molhada.”
Inclusive no calor da ducha, a lembrança a fez tremer. Perguntou-se o que se passaria quando realmente o visse outra vez. O homem teria sorte se não lhe desse uma rasteira e o derrubasse chão…
Ficou congelada. Parecia estranho, mas sabia que, em efeito, encontraria-o outra vez. Apesar do fato de haver despertado sozinha em sua cama, sem um fio de cabelo e sem uma mínima prova que demonstrasse que Harry Potter sequer existia, nunca duvidou que ele voltaria para ela. Sua mente tentou racionalizar, dizendo que não sabia onde ele vivia, a que se dedicava, ou inclusive se esse era seu verdadeiro nome, mas não lhe importava. Sabia com fé inquebrável que seu tempo com Harry tinha sido mais que uma aventura de uma noite.
Agindo em piloto automático, já que sua mente estava ocupada com outra coisa, terminou de tomar banho, envolveu-se em uma toalha de banho e se dirigiu à cozinha. Estava faminta. Pelo visto, ser fodida até quase desfalecer por um homem misterioso com poderes psíquicos realmente podia abrir o apetite.
Pinçou procurando algum alimento enquanto o café se preparava. O cereal não serviria esta manhã. Tinha na mão dois ovos e um litro de leite quando o telefone soou, e é obvio, quando conseguiu deixar tudo sem quebrar os ovos, sua secretária eletrônica se ativou. Ginny ia agarrar o auricular, mas afastou sua mão rapidamente quando ouviu a voz no alto-falante da secretária eletrônica.
— Ginny, sou eu, Mione. Se estiver aí, responde. — Pausa. — Vou assumir que está esgotada e ainda dormindo, mas se não ter notícias suas antes desta tarde, vou chamar à polícia. Me ligue.
A secretária eletrônica fez clique, emitiu um assobio e deixou de gravar quando a chamada terminou.
Ginny resmungou e resmungou outra vez quando viu a luz que titilava rapidamente indicando que tinha mais mensagens esperando. Respirando fundo, apertou play. Todas as mensagens eram de Hermione.
Bip.
— Será melhor que tenha uma maldita boa razão para escapar do clube, Virgínia Molly Weasley! — Hermione devia ter ligado de seu celular ontem à noite, porque de fundo Ginny podia ouvir o ruído do clube. — Só espere que ponha as mãos em você!
Bip.
— Bom, te concederei uma vingança ligeiramente menos dolorosa. Luna acaba de dizer que te viu partir com alguém muito bonito. É obvio, não temos maneira de saber se não é um assassino em série até que ligue e nos avise que esta bem!
Bip.
— O clube fecha dentro de poucos minutos e nenhuma chamada. Onde está? Será melhor que esteja bem, ou te matarei eu mesma.
Bip.
— Perguntei ao garçom, já que ninguém teve notícias suas, e ele disse que foi com um homem chamado Harry, e nos garantiu que não era um psicopata maníaco da tocha. Mais é melhor ter razão, e é melhor ligar logo que desperte. Boa noite.
Ginny girou os olhos e golpeou o botão de apagar. Sabia que suas amigas só queriam assegurar-se de que estivesse bem, mas sua atitude irritava, sobretudo depois de que elas a tinham metido nesta situação, em primeiro lugar. Se não fosse por seu acordo, Ginny nunca teria ido aquele clube, e muito menos teria ido com um completo estranho, tivesse ou não, o atraente sexual de um deus.
Jogou uma olhada ao relógio e fez alguns cálculos rápidos. Um sábado, às onze, Luna estaria no parque com seus sobrinhos e revisaria as mensagens de seu celular em exatamente meia hora, justo antes de levar aos meninos a almoçar. Chamaria si mesma “prudente”, era melhor que chamar-se “covarde”, Ginny descartou a idéia de ligar para Hermione e marcou o celular da Luna. Quando a mensagem terminou e a secretaria de voz emitiu um assobio, Ginny falou.
— Olá, sou eu. Tenho uma pilha de mensagens de Mione em minha secretária eletrônica. Só queria avisar a todas que estou bem. Ontem à noite foi colossal, mas tenho uma tonelada do que fazer, assim pode ser que não fale com vocês até na segunda-feira. Dê um abraço a Nicky e a Beth de minha parte. Adeus.
Depois de pendurar o telefone, tirou a Hermione de sua mente e se concentrou nas coisas realmente importantes. Como a comida.
Uma hora mais tarde, fortificada com uma omelete e café, e vestida decentemente com jeans descoloridos e um Top de tecido, Ginny cumpriu com sua mentira e ficou a limpar seu apartamento. Ao não ser uma completa folgada ou um homem solteiro, fez-se bastante rápido.
Quando o telefone soou uma hora mais tarde, quase não o escutou sobre o rugido surdo do aspirador.
— Alô? — Sabia que soava ofegante, mas isso é o que acontece quando alguém liga no dia da limpeza. Teriam que suportá-lo.
— Ginny?
Não. A que poder superior tinha irritado esta semana? Perguntou-se Ginny enquanto se afundava na cadeira que estava a seu lado e inspirava profundamente.
— Olá, Dino.
— Esperava te encontrar em casa. Como está?
"Diz isso porque te apanhei pedindo um relatório completo a sua assistente administrativa durante a hora do almoço? Ou não pode pedir um relatório a alguém que usa uma tanga?"
— Estou bem, obrigado.
— Bem, bem. — Soava um pouco nervoso, o que fez do dia de Ginny um pouco mais brilhante. — Escuta, sei que provavelmente não esteja de toda encantada comigo estes dias…
"Caramba, acha mesmo, Einstein?"
— Não seja tolo.
— Mas realmente gostaria de te ver. Crê que há alguma possibilidade de que possa considerar se encontrar comigo para tomar alguma coisa, em algum lugar?
Uau. Isso a deteve em seco. Covarde Dino, o Imbecil Maravilha queria vê-la outra vez? Para que? Realmente pensava que queria ouvir suas patéticas explicações de novo? Pensava que faria a mais leve diferença, se finalmente se desculpasse? Se rogasse perdão? Se ficasse de quatro, como o cão imoral que era? Bom, talvez esse último pedacinho ajudasse. Definitivamente desfrutou da imagem.
— Que dia tinha em mente?
— Esta noite?
"O que? Não lhe ocorreu que ela talvez pudesse ter outros planos num sábado de noite? Só porque não os tivesse não era razão para assumir nada."
— A menos que já tenha planos.
— Bom, de fato tenho uma coisa planejada — mentiu, seu tom decididamente frio e aborrecido —, mas talvez possa te dedicar uns vinte minutos aproximadamente, se chegar cedo. Digamos, seis e trinta? Deixe-me olhar em minha agenda.
Fez uma grande atuação folheando a agenda que tinha ao lado do telefone, esperando que o som das páginas se transmitisse pela linha telefônica. Deslizou seu dedo pela lista de atividades que tinha registrado ali, e tentou parecer despreocupada.
— Sim, acredito que posso te encaixar ao redor das seis e trinta, mas tenho que…
As palavras ficaram presas na garganta quando seu dedo chegou ao final da página e deslizou através da letra desconhecida. Escrito com traços em negrito sobre a página branca, leu: “Capitão Jack, às 20:00h. Ponha o vermelho.”
Harry. Não precisava conhecer sua letra para saber quem registrara a si mesmo tão casualmente em seu itinerário. Em sua vida.
— Seis e trinta é perfeito — disse Dino, tirando-a repentinamente de seu estupor. De fato, sua voz soava quase aliviada e emocionada ao mesmo tempo. — Poderíamos nos encontrar nesse lugar perto da sua casa. Capitão Morgan?
— Capitão Jack — corrigiu ela, aturdida.
— Exato, esse. Te vejo às seis e trinta. — Ele fez uma pausa. — Obrigado por aceitar isto, Gin. Agradeço que tenha arrumado tempo para falar comigo depois do que aconteceu.
Ginny murmurou algo que nem sequer ela entendeu e pendurou o telefone com dedos adormecidos. Sua mente já tinha desalojado Dino e estava ocupada desempacotando as malas de Harry e colocando suas sapatilhas sob a cama. Pelo visto seu pressentimento na ducha tinha sido correto. Veria Harry outra vez, e mais cedo do que tinha pensado. Como esta noite.
Ponha o vermelho.
Sentindo-se incômoda, como se alguém a olhasse da esquina, Ginny deixou cair o aspirador e se dirigiu a seu armário. Procurando dentro, revolveu bem no fundo e tirou uma capa para roupa que estava fechada. Suas mãos rasgaram a cobertura de plástico negro e acariciou o material aveludado do vestido que ocultava.
Curto, ajustado e impenitentemente carmesim, na realidade nunca usara o vestido. Comprara-o para as festas do ano passado; tinha planejado usá-lo para dar emoção à sua relação com Dino, mas isso foi A.L. “Antes de Lisette”. Em troca, tinha-o guardado no fundo de seu armário como outra má lembrança. Tinha esquecido que o tinha, até que Harry o recordou.
Ponha o vermelho.
Ele se referia a este vestido; ela não tinha nenhum outro em vermelho. Com seu cabelo ruivo, estava acostumada a pensar que a cor destoava, então o evitava por regra geral. O conteúdo desta capa de roupa era a exceção. Mas como sabia ele sobre isso? A capa tinha estado fechada e ainda escondida onde ela a colocara, da última vez.
“O homem lê sua mente, e você se pergunta como sabia que tinha um vestido vermelho?” Perguntou-se a si mesma, logo respondeu com um frustrado, “tentava não pensar nessa coisa de ler a mente”.
Desabando-se na cama ao lado do vestido vermelho, Ginny gemeu. Ela estava acostumada a ter uma vida agradável e normal. Honestamente. Trabalhava em uma agência publicitária, passava o tempo com suas amigas, saía com um analista financeiro e nunca tinha deixado que ninguém a comprometesse. Mas então seu noivo mostrou ser um traidor come-merda, suas amigas se converteram em infernais harpias do sexo, e ela se enganchou com um homem que lia sua mente e que a persuadira a representar “Os Perigos Pornográficos da Paulina”[1].
Ao menos o trabalho ainda estava normal.
— Sim, sou eu que estou perdendo a prudência. — Suspirou, admitindo-o finalmente em voz alta. Provavelmente deveria resignar-se a viver em uma cela acolchoada.
“Nada tão drástico. Talvez apenas algemas revestidas em veludo.” A voz que ronronava dentro de sua cabeça soava tão familiar e tão impossível que Ginny ofereceu a única resposta lógica. Gritou. “Silêncio, milaya, ou alguém pensará que está sendo assassinada.” Sua voz, impossível como soava, riu dela do interior de sua mente, e Ginny se perguntou como se supunha que isso devia convencê-la de sua prudência. “Talvez só pensem que seu companheiro de ontem à noite veio a te visitar outra vez.”
— Muito gracioso — disse Ginny bruscamente, fulminando com o olhar o ar vazio que Harry não ocupava. — Onde está, e por que decidiu converter minha vida em uma dimensão desconhecida?
Ele riu entre dentes. Sentiu como se seu cérebro vibrasse.
“Estou em casa, milaya. E estou aqui contigo. Sentiu minha falta?”
— Não tanto como de minha prudência.
“Não está louca, Virginia, só um pouco enfocada no que crê que é real e imaginário. Desfrutarei abrindo seus olhos a novas… possibilidades.”
— Pode parar com isso? Com o duplo sentido. Ou era um triplo sentido?
“Era uma promessa.”
Ginny girou os olhos, saiu de um salto da cama e enfrentou o ar vaziou, já que Misha ainda não estava ali, e grunhiu:
— Chega, companheiro. Saia de minha cabeça e fique fora! Vamos discutir isto pessoalmente, usando ruídos e cordas vocais e toda classe de excêntricas convenções sociais. O que quer que seja que tenha planejado para esta noite pode esperar até que me dê alguma resposta. Agora, parta!
Ele partiu com uma risada, mas partiu. Ginny experimentou o abandono da presença em sua mente como uma retirada física, e lutou por não apertar suas coxas, juntando-as.
— Idiota. — Disse, resmungando o insulto, e carecendo de certo russo arrogante para espancar, fechou com um golpe a porta do armário. — Isso é o cúmulo. Os homens são só porcos. Todos os homens. Cada um deles, sejam os lascivos, obcecados com o sexo, os que perpetuam as fantasias lésbicas, os que olham esportes, os que comem com os olhos os seios grandes ou os que fodem à secretária.
Furiosa, esteve muito perto de consignar Harry ao mesmo ardente fosso de aborrecimento no que Dino tinha caído, mas não pôde fazê-lo. Não ainda, de qualquer forma. Sentia-se obrigada a dar ao homem um pouco mais que dezoito horas para demonstrar que valia a pena. Dino usava a etiqueta de “causa perdida” estampada na fronte, mas poderia ser capaz de salvar Harry.
Com esse pensamento em mente, um sorriso lento e malvado se estendeu pelo rosto de Ginny e um plano floresceu em sua consciência. Talvez esta noite finalmente pudesse fazer Dino pagar, e se Harry se sentisse incômodo… bom, essa seria a cereja do bolo.
Olhou outra vez o vestido de veludo e uma idéia encheu sua mente. Uma idéia muito malvada, muito travessa e muito perigosa.
Com cuidado, voltou a pendurar o vestido no armário, e abriu amplamente a porta para revelar o espelho de corpo inteiro que pendurava no painel interior. Deu um passo para a cama, assegurando-se que se mantinha à vista de sua imagem refletida.
Se Harry estava tão decidido a bisbilhotar em sua mente, bem que poderia assegurar-se de que ele encontrasse algo que valesse a pena. Quando a parte posterior de seus joelhos se chocou contra o colchão, fechou os olhos e se concentrou.
A princípio não sabia o que fazia. Só manteve os olhos fechados e a mente em branco, concentrando-se pulso rítmico de sua respiração, inalar, exalar. Quando o último pensamento corriqueiro deixou sua mente, jogou uma olhada mental ao redor para ver o que poderia encontrar.
Encontrou rastros de Harry em toda parte, lembranças atrasadas de seu tempo junto a ele. Examinou essas lembranças, mas lhe pareciam desconectadas e inúteis. Vacilou um momento, sem estar segura do que procurava, até que o encontrou.
No limite de sua mente, encontrou um pedaço dele esperando, um pedaço fresco onde ele havia tocado sua memória, uns poucos minutos antes que lhe ordenasse partir. Ela tocou esse pedaço e descobriu que sentia como sua pele, quente e suave e formigando com energia.
Com um silencioso agradecimento aos seus anos de meditação e aulas de ioga, Ginny agarrou esse pedaço com suas mãos mentais e o moveu entre elas até encontrar a corda que o unia a sua fonte.
A corda a conduziu por uma passagem desconhecida, um que nunca antes tinha visto, e quando seus pés deram um passo no corredor mental, soube que Harry o colocara recentemente, conectando sua mente com a dela. Sabia que ele não teria sido tão descuidado para deixá-lo a menos que quisesse que ela o seguisse. Não poderia tê-lo encontrado sozinha, já que não era o Sr. Fenomenal Psíquico como algumas pessoas, mas com o rastro a seguir, avançou vacilante pelo caminho que conectava sua mente com a dele.
Ela tinha preparados alguns planos realmente grandiosos e engenhosos para aproximar-se sigilosamente e organizar uma emboscada mental, mas no instante em que sua mente se deslizou na dele, ouviu como ria.
"O que é tão engraçado?" ela franziu o cenho.
“Você, Milka. Não poderia se aproximar sigilosamente de uma manada de elefantes surdos, muito menos de mim. Não tem meus poderes, e não pode esperar usá-los contra mim.”
Ela escutou a voz dele em sua mente, retumbando divertida, e decidiu revelar sua arma secreta.
“Não preciso me aproximar sigilosamente de você”, pensou ela. “Tenho outras coisas que posso usar contra você com muito mais eficácia.”
E com isso, ela abriu seus olhos, olhando fixamente ao espelho e tirou os jeans. Sentiu como ele inalava, sentiu a calma repentina de sua presença mental. Sabia que o que ela via enchia sua mente e, portanto, enchia também a dele.
Como ele ordenara na noite anterior, não usava calcinha sob o jeans. Quando os desceu por seus quadris e os deixou cair ao chão, expôs-se a sua vista compartilhada. Ela o sentiu enrijecer-se, e embora não pudesse ver onde estava ele, e não pudesse sentir seu corpo como sabia que ele sentia o seu, ela sabia que tinha toda sua atenção.
Sorrindo com malvada satisfação, passou as palmas ao longo de suas suaves coxas, unindo o dorso das mãos e deslizando-as entre as pernas. Seus indicadores fizeram cócegas nos sensíveis lábios de sua vagina, e estendeu mais as pernas enquanto acariciava a sensível superfície interna das coxas.
Ela insistia em cada sensação, só para torturá-lo. Já que não estava ali em pessoa, ele não podia interferir, não podia evitar que ela fizesse exatamente o que queria, e desfrutou do controle.
Retirando as mãos de entre suas pernas, deixou-as deslizar-se sobre a curva suave do estômago e sob o curto top de tecido. Agarrando a prega com as mãos, tirou a camisa e lançou-a ao chão, ao lado de seus jeans descartados. Parada em frente do espelho, usando só um sutiã transparente e um sorriso amplo e malvado, Ginny deixou que seu amante visse tudo.
Nunca antes ficara de pé nua na frente de um espelho, sentindo-se tão sensual. Em geral, estava muito ocupada catalogando seus defeitos e não podia ver a imagem completa. Desta vez, tinha os pensamentos de Harry enredando-se com os seus, e podia ver-se do modo que ele a via. Viu que a figura que ela considerava que tinha 9 quilos de sobrepeso, tinha as curvas amadurecidas e exuberantes de uma deusa pre-Rafaelita. Seus quadris rogavam receber o peso de um homem, as coxas em sujeitar-se firmemente ao redor dele. Sua cintura se via diminuta em contraste com o quadril cheio, e seios que se sobressaíam pesados e orgulhosos de seu peito. Harry amava a visão dela, e isso a fez formosa ante seus próprios olhos.
Antes que ele pudesse assumir o controle completamente, Ginny afastou o olhar de seus seios e o pousou em suas mãos, enquanto estas desprendiam o broche da frente de seu sutiã e deixavam que o material transparente caísse. Com sua mente cheia de Misha, deslizou as mãos pelo torso e encaixou os seios em suas palmas.
Transbordava de suas próprias mãos pequenas, mas recordou a sensação de Harry tocando-a, e suspirou. Seus dedos roçaram os mamilos eretos, fazendo a carne se franzir com mais força. As cristas apunhalavam suas palmas, e se moveu para agarrar cada mamilo entre os dedos. Apertou, aumentando gradualmente a pressão, até que o apertão se convertesse em um beliscão e o beliscão a fizesse gemer. Suas pálpebras desceram, mas manteve os olhos abertos, não querendo que Misha perdesse nem um momento sua imagem.
“Imagina se estivesse aqui comigo” pensou ela, pesando os seios em suas mãos e encontrando seu próprio olhar no espelho. Quase podia ver a sombra negra e tênue dos olhos dele por trás dos seus próprios. “Imagina se me tocasse outra vez, o bom que seria.”
Ela ouviu seu grunhido e sorriu.
Seus dedos se fecharam com força ao redor dos mamilos, e estremeceu-se. Uma mão permaneceu agarrando firmemente um mamilo ereto, mas deslizou a outra para baixo, pelo centro de seu peito até a vagina. A carne úmida se abriu para lhe dar as boas-vindas, e deslizou os dedos profundamente entre as pernas, acariciando seu clitóris e cavando entre seus lábios inchados.
“Lembra como me sentia, Misha? Estava molhada assim quando me tocou? Porque aqui dentro parece com um rio.”
Seus dedos se moveram, pressionaram mais profundo e encontraram sua entrada. Rodeou a sensível carne com a ponta de uma unha e tremeu novamente..
“Deve ter sido por isso que fui capaz de te tomar. Foi tão grande, durante um minuto pensei que não entraria, mas te desejava tanto. Precisava te sentir dentro de mim. Assim.”
Pressionou dois dedos juntos, encaixou-os em sua entrada e os conduziu profundamente em sua vagina.
Ela o ouviu gemer.
“Deus! É tão bom, mas não tão bom como seu pênis.”
Seus olhos estavam fixos em sua imagem no espelho, incapaz de afastar o olhar de sua mão sepultada profundamente entre as pernas pálidas. Entretanto, não podia ver bem o bastante, por isso retirou os dedos brevemente e subiu à beira da cama, estendendo seus joelhos amplamente e expondo sua vagina empapada ao espelho.
“Krasavitsa”, gemeu ele. “Linda.”
Sua mão voltou para a vagina, separando as dobras empapadas para revelar seus segredos interiores ao espelho e a seus apreciativos olhos. Descobriu que a visão a fascinava. Nunca tinha se examinado desta maneira, nunca se estendera a frente de seus próprios olhos e observado como se mostrava para seu amante.
Sua vagina, vermelho escuro e gordinha pelo inchaço, brilhava com seus sucos. Sobressaía-se em contraste erótico contra seus dedos pálidos e magros, quando os passava ligeiramente sobre a carne úmida, sentindo a textura suave e escorregadia.
“Acha que sou linda?”
Seus dedos se separaram, formando um V, e se deslizaram entre os lábios, fechando-se como uma tesoura ao redor de seu clitóris pequeno e firme, e puxando-o brandamente. Uma corrente de sensações fez com que seus olhos se fechassem durante um segundo, mas um grunhido de Misha a fez abri-los outra vez.
“É magnífica, Milka, como bem sabe. Mas te adverti sobre me provocar.”
Ela sorriu e passou as pontas dos dedos por sua entrada, recolhendo os sucos que fluíam e usando-os para aumentar a lubrificação.
“E o que fará comigo, Harry? Vai conduzir à submissão com sua mente?”
Seus dois dedos deslizaram para dentro facilmente, e ela apertou a vagina ao redor deles, sentindo suas próprias contrações internas.
“Assim se sente quando aperto seu pênis, Misha? Suave, apertado e escorregadio?”
Ela bombeou com seus dedos algumas vezes e gemeu, olhando o movimento pelo espelho. Sua mão ficou escorregadia e brilhante com o suco de sua vagina.
“Humm, com razão você gosta de me foder. A sensação é tão boa.”
O osso de sua mão se esfregava com força contra o clitóris a cada impulso de seus dedos, até que seus quadris se balançaram para frente a cada golpe. Sua outra mão se elevou para massagear aos seios doloridos, e seus olhos se fecharam. Não necessitava do espelho quando a imagem de sua própria mão acariciando sua vagina tremente se gravou em sua mente.
Caiu para trás sobre a cama e plantou os pés na beira do colchão, usando a inclinação para empurrar mais forte contra os dedos que a penetravam. Deslizou um terceiro dedo para dentro e ofegou, roçando o mamilo franzido com suas unhas enquanto dava prazer a si mesma.
“Deus, Misha, quero você aqui comigo! Preciso de você. Preciso de você dentro de mim.”
Sua cabeça caiu para trás, golpeando contra os ombros enquanto seu corpo inteiro se arqueava do colchão, como um arco esticado. Empurravam com força e descuidadamente em sua vagina, suas unhas roçando as sensíveis malhas internas, enquanto com o polegar pressionava com força, fazendo rápidos círculos contra seu clitóris.
Seu fôlego se deteve, seus músculos se estiraram e sua mente se estendeu para ele e seu orgasmo explodiu. Gozou gritando seu nome, com os olhos fechados com força e os dedos sepultados profundamente em sua apertada vagina.
— Misha!
Os espasmos a sacudiram durante um longo tempo até que, dolorida e ofegante, desabou em sua cama. Descansou ali por vários minutos, ofegando, enquanto seus pulmões lutavam por recordar seu trabalho. Enroscou-se de lado com os dedos ainda entre suas pernas, cavadas protetoramente sobre sua carne sensível.
“Aí está”, pensou sonolenta, um sorriso curvando seus lábios. Sentiu a contínua tensão dele e soube que sua exibição o tinha excitado furiosamente.
“Agora sabe que não é o único que pode jogar aqueles pequenos jogos mentais. Talvez tenha mais cuidado de quem escuta às escondidas, na próxima vez.”
“A única coisa com que tomarei cuidado, Virginia”, resmungou ele, articulando cada palavra claramente como se falasse entre dentes, “é em me assegurar que consiga exatamente o que merece. De me provocar assim, deve estar pronta para arcar com as conseqüências.”
Ginny aconchegou a bochecha no travesseiro e bocejou delicadamente.
“Conseqüências, tontoquências”, pensou ela. “Não poderia me machucar mesmo que quisesse, seu grande molenga. É muito cuidadoso para fazê-lo.”
“Não disse que as conseqüências seriam dolorosas, milaya. Só que tivesse certeza de que elas virão. Sonha com isso.”
E ela o fez. OH, menino, sem dúvida o fez.
[1] Refere-se aos Perigos de Paulina. Um musical biográfico de 1947 sobre a estrela do cinema mudo Pearl White. A atriz foi a protagonista de uma série de filmes nas que encarnava a uma heroína chamada Paulina, que estava sempre a ponto de cair nas garras dos criminosos.
N/Kamy: Só espero que vocês não queiram me matar por ter demorado a postar, masou sendo boazinha e postando DOIS capítulos, então sejam legais comigo e deixem comentários ;P haushahushua Beijos galera o/