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99. LONDRES


Fic: O Acordo Perfeito RxHrm- Fic completa by marja


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CAPITULO 99 – LONDRES


 


 


 


 


 


 


 


Gina estava em estado de completo êxtase desde que o trem chegara à estação. Depois de seu susto inicial com o movimento, e as roupas das pessoas que iam e vinham apresadas, ela começara a tagarelar sem parar.


Por sorte, notando a palidez de Hermione, Harry afastara a mulher do outro casal, deixando-o um tempo para que Rony segurasse carinhosamente o braço de Hermione no seu.


-Está tudo bem? – ele perguntou fazendo-a parar e olhar para ele.


-São muitas pessoas – foi sua débil observação.


-Em poucos minutos estaremos na carruagem. – ele tranqüilizou-a – tente prestar atenção no que vestem, e como andam, falam...verá que são pessoas normais,como nós. Não há razão para se assustar.


Pela primeira vez, Hermione não o desmentiu sobre estar assustada. Manteve um aperto torturador em seu braço durante todo o caminho até a carruagem alugada. Mesmo dentro dela, manteve as mãos nas dele, não recamando de seu excesso de zelo.


-Ficaremos em uma das casas de aluguel do Sr.Lovegood. Ele deve ter uma boa casa para alugar por uma pequena temporada – Rony contou notando a irmã corar – Duran me devolveu suas moedas, Gina  -ele piscou para a irmã que corou ainda mais – e também me contou do seu pedido ao cocheiro para parar em frente à casa do conde, Harry.


Constrangido, Harry apenas sorriu.


-Nos ofende, que não queira ficar em nossa casa, irmão  - Gina disse sincera.


-Não tome como ofensa. Hermione e eu precisamos de um lugar nosso. E será por um breve período, logo voltaremos para casa. – olhando para Hermione, sugeriu: -  afaste a cortina e olhe para a fora, Hermione. É um bom modo de ir conhecendo Londres.


-É muito grande – ela disse observando as construções e o vai e vem das pessoas nas calcadinhas.


-Sim, é muito grande. E muito movimentado – Gina disse excitada espiando pela janela também. – Harry! Nossa casa é como essas que vejo?


Harry concordou momentaneamente, ao notar sua surpresa e apreensão.


-Meu Deus, como conseguirei cuidar de um lugar tão grande? – ela ficou imediatamente tensa, amedrontada.


Harry olhou para Rony indeciso. Para ser franco sua casa era uma das maiores mansões de toda Londres e era pelo menos dez vezes maior que as casas que passavam rapidamente pela janela, enquanto a carruagem seguia pela estrada asfaltada.


Apreensiva, Gina estava empalidecendo rapidamente.


-Tenho uma governanta e um mordomo, Gina. Sua função será apenas conferir se tudo estará a seu gosto no trato com a casa – ele procurou tranqüilizá-la.


-Deus, porque foi se casar com uma mulher de interior? – ela sussurrou – Serei um fiasco!


-Impossível – ele disse sorrindo de seu medo – Impossível que seja menos que perfeita.


-Harry... – ela suspirou relaxando.


 Rony olhou para Hermione maneando a cabeça.


-Não se preocupe, Hermione, não haverá grande dificuldade em cuidar do quarto e sala que alugarei para nós – ele fingiu imponência para vê-la rir.


-Harry disse que em dois meses iremos embora. Não é preciso mais que alguns poucos cômodos para que tenhamos conforto. – concordou.


-Rony tranque sua mulher em casa. – Harry provocou – Quando souberem o quanto é econômica, irá juntar uma fila de homens a sua porta!


-Harry, não queira me assustar, já estou suficientemente preocupado em como manter a língua de Hermione dentro de sua boca em público!


Havia um traço de seriedade em sua voz e Harry bem compreendeu. Hermione e sua sinceridade eram um perigo!


-Pensarei no que disse hoje à noite, quando estivermos acomodados – ela sussurrou em seu ouvido, arrepiando-o da cabeça aos pés – sobre manter minha língua dentro da sua boca...


Sem palavras, ele sentiu que corava. Não era fato comum corar e precisou de todo seu autocontrole para não deixar o próprio corpo reagir. Também não era fato comum, Hermione lhe fazendo promessas obscenas!


-O que foi, irmão? – Gina fitou-o com estranheza, quando ele fingiu um engasgo se movendo desconfortável. – Está se sentindo bem? Será que tem febre...?


Hermione sorriu e apoiou Gina em seu pensamento, mesmo que tivesse certeza que o mal que o afligia era outro.


Para atormentá-lo, disse:


-Isso mesmo? Será que tem febre? Uma viagem tão longa, ainda se recuperando de um tiro...- contendo o sorriso, testou sua pele, passando uma das mãos por sua testa, sua bochecha e seu pescoço, sentindo o calor que o atormentava, extravasando em sua pele, e no acelerado de seu coração que sentia pulsar através do pescoço – Não, estou enganada, não tem febre.


Tirou a mão, puxando outro assunto qualquer com Gina, olhando-o de canto de olho, feliz em vê-lo desconfortável.


Harry passou a contar as duas sobre os bailes da corte e dos amigos que por certo teria que convidar para uma recepção, pois tinha negócios, e sempre o olhando de rabo de olho, Hermione ficou imensamente feliz ao notar que não prestava atenção em nada que diziam, ocupado em tentar restabelecer o autocontrole e não ser pego em flagrante com o  corpo em estado de excitação.


Satisfeita consigo mesma, não percebeu que o olhar malicioso também era dele, que lhe cobraria a promessa sensual assim que tivesse oportunidade para isso!


Uma hora depois a carruagem cortou o movimentando centro de compras, e Gina grudou a face na janela, olhando tudo com olhos de criança. Hermione por seu lado sentiu parte do entusiasmo ir embora.


Era tudo tão grane. Tão assustadoramente grande. Se perdesse Rony na multidão, numa mais o encontraria! Era um pensamento infantil, e que demonstrava muita fragilidade, mas era assim que se sentia.


Empolgada, Gina mal notou quando a carruagem parou e o cocheiro abriu a porta. Harry desceu primeiro, seguido de Rony. Ajudando a irmã e Hermione a sair a seguir, Rony segurou a mão de Hermione, ficando os quatro diante de uma mansão impensavelmente grande.


Hermione olhava tudo em volta, sentindo a sensação de opressão ir embora rapidamente. Era imensamente grande com suas construções e quando um casal passou muito próximo, ela analisou as roupas, os chapéus, as luvas. Olhou tudo com interesse, sem notar que soltava a mão de Rony e se afastava um pouco para ver tudo com algo novo dentro dela.


A cidade era linda, barulhenta e incrivelmente desafiadora!


Sentindo seu encantamento, Rony apanhou sua mão novamente, antes que ela se afastasse, e atraiu sua atenção para si, sorrindo ao dizer:


-Volte aqui, passarinho, ou vou te perder entre as pessoas.


-É tudo muito bonito – ela sorriu, como quem pede desculpas.


-Sim ,mas é uma cidade traiçoeira, lembre-se disso – ele sugeriu, esperando conter seu encanto.


-Vamos entrar – Harry convidou, ansioso e nervoso sobre a reação de Gina.


Até aquele momento ela não parecia ter entendido que aquela era sua nova casa. Estarrecida, ela olhou em volta, por toda a extensão da construção e pareceu prestes a sair correndo.


-venha – ele estendeu a mão para Gina, que hesitou em aceitar  o contato.


-Essa casa é mesmo sua? – ela sussurrou intimidada.


-Sim, e agora, é nossa – ele sorriu, conduzindo-a pelo portão. Quase imediatamente, surgiram dois empregados. Harry os cumprimentou e deu ordens.


Apanharem as malas, prepararem um lanche, e avisar a criadagem que os recepcionassem em minutos na sala principal. Hermione sorriu quando Duran tropicou em uma pedra, ocupado demais em olhar em volta, para tanta beleza e riqueza.


Hermione estava impressionada, é claro. Mas o que mais chamou sua atenção foi a naturalidade de Rony em meio a todo luxo. Não podia esquecer que vivera ali por um tempo, usufruindo da boa hospedagem que Harry poderia lhe oferecer.


Quando as grandes portas se abriram, Gina quase chorou. Olhou para Hermione em verdadeiro pânico. Era tudo imenso. Havia tanto luxo, tanto valor, que temeu tocar em algo e quebrar. Sentia-se com cinco anos de idade, temendo desagradar aos pais.


-Sra.Macomber, essa é minha esposa Ginerva – ele apresentou.


A sra.Macomber o recebeu com um abraço, e havia muita familiaridade entre eles.  Era uma senhora baixinha e roliça e imediatamente seu sorriso se abriu, abraçando Hermione.


Ela não soube como corresponder ao abraço, e Harry pigarreou, desfazendo o engano.


-Essa é a sra.Wesley esposa de Ronald. Lembra-se dele, não é? Pois sim, minha esposa é essa linda ruiva, que nesse momento está descompassada com a nova vida – ele piscou para a mulher que desfeito o engano, aproximou-se de Gina com olhos curiosos.


-Harry, meu filho, sua esposa me olha como um animalzinho assustado! Pobrezinha! – a farta senhora apanhou as mãos de Gina, que estavam geladas – Criei seu marido, desde a morte da minha querida Lilian, criei esse menino como se fosse meu! Tenho certeza que ele não escolheria a mulher errada. Por isso, não sinta medo da sua nova vida. Sim? Vamos, fale comigo, menina, para que saiba que não é muda!


Hermione riu suavemente, enquanto Gina mantinha-se em pânico.


-Dê-lhe um momento para que se acostume – Hermione sugeriu – Gina sempre foi a mais medrosa! Precisará de um momento para se refazer do susto!


-E você? – a mulher de cabeços platinados, apontou um dedo acusador para Rony – Como pode casar-se? Achei que morreria solteiro! Que se não pudesse casar-se comigo, não casaria com nenhuma outra! – ela ralhou, numa brincadeira obvia.


-Desculpe, Gertrudes, mas Hermione me apanhou de surpresa. – ele piscou para a velha senhora – Uma herdeira rica...não pude resistir!


-Menino! – a Sra.Macomber ralhou olhando novamente para Gina –Vou preparar um lanche, para que suas cores voltem. Tão linda! – ela disse a Harry – Veja esses olhos, como são azuis! – ela ergueu o queixo de Gina impressionada – Pele de leite, lábios rosados, olhos tão sinceros...posso entender o que o encantou nessa jovem, Harry! Um anjo!


-Não se iluda, minha irmã está longe de ser um anjo!


-Sua irmã? Espertalhão! – a sra.Macomber repreendeu-o – Por isso tantos convites a conhecer sua terra natal! É claro que Harry não resistiria a tantas virtudes!


Acanhada, Gina aproximou-se de Harry sentindo-se anualizada e julgada.


-Querida, não se assuste comigo – a velha se aproximou, sorrindo carinhosa – Conheço esses dois meninos há anos, e me dou libertadas com ambos! Não tinham pais presentes, alguém precisava cuidar da educação dessas duas bestas feras! São duas jovens muito preciosas – ela disse olhando para Hermione – Criaturas muito preciosas!


-Reforce o lanche, Gertrudes – Rony disse malicioso – Hermione espera um bebê para daqui a poucos meses e tem estado faminta o tempo todo!


-Um bebê! – a mulher parecia muito emocionada, mas não disse nada. Ficou olhando para os dois com emoção, até notar o menino atrás deles – E esse menino?


-É filho de uma empregada. Cuida de Hermione na minha ausência – Rony explicou – Duran, cumprimente a sra.Macomber


O menino o fez e ela pareceu enfeitiçada pelos olhos verdes do menino. Não parava de comentar sobre sua pele escura e seus olhos tão claros. Harry suspirou aliviado quando ela despediu-se para providenciar o lanche, levando Duran com ela,  e eles puderam finalmente ir para a sala de chá.


Hermione estava muito interessada em cada detalhe da decoração, surpresa por ter interesse em algo tão fútil.


Rony guiou Hermione diretamente para o belíssimo sofá, acomodando-a entre as almofadas de veludo.


-Sente-se cansada? – sentou-se ao seu lado, notando que estava um pouco pálida.


-Um pouco – ela admitiu – Sinto-me cansada às vezes...


-É a gravidez – garantiu, beijando sua mão, como um agrado por dividir com ele seu segredo.


Gina ainda mantinha uma expressão estranha e preocupada, Harry ajoelhou-se a sua frente, tomando suas mãos entre as suas:


-Me conte o que a deixa tão apreensiva, meu amor – ele pediu condoído com seu receio.


-Olhe para mim, Harry. Como poderei ser dona de tanto luxo? Sou apenas uma roceira.


-É uma jovem simples, do interior. Minha mãe também era assim, sabia? Meu pai comprou-lhe vestidos, e a ensinou a se portar. E foi um homem imensamente feliz ao se lado, ate o ultimo minuto de sua vida. Coisas matérias não me importam, Gina.


Rony afastou o olhar, deixando-os conversarem com liberdade, e olhou para a mulher, que tinha os olhos fechados. Ele recostou-a contra si, e Hermione encostou a cabeça em seu ombro, mantendo os braços em volta do braço dele, sem nem notar.


-Harry – ele chamou com voz baixa, para não sobressaltá-la – Deixe minha irmã respirar, ela ficará bem. – ele sorriu para a irmã – veja, tem sua primeira missão como dona dessa casa, Gina. Peça a governanta, que arrume um quarto para Hermione repousar enquanto saio e alugo uma casa para nós. Preciso também avisar o conde de nossa chegada, e posso demorar algumas horas.


-Precisa encontrar o Sr.Loren e suplicar-lhe o emprego de volta – Harry lembrou-o com um sorriso debochado – Além disso, precisamos falar com Diggory sobre sua situação.


-Harry, por favor, não me deixe sozinha! – Gina implorou, quando ele se levantou e olhou-a do alto de sua altura impressionante.


-É a dona dessa casa, para acertar e errar. – ele alertou-a esperando tranqüilizá-la – lembre-se disso, Gina.


-Sim, me lembrarei – ela disse obediente.


De seu lado, Rony acomodou Hermione contra as almofadas e levantou-se. Ajeitou seus cabelos e suas pernas sobre o sofá antes de virar-se para a irmã.


-Deixe-a descansar um pouco, e depois a acorde. Essa posição não é muito confortável. E lembre-se de dizer a ela onde fui.


-Está bem, irmão –disse tensa.


Os dois saíram, e Gina se viu sozinha.


Olhou em volta varias vezes, sentada, tensa, e imóvel. Manteve os dois braços rentes ao corpo em pânico sobre estragar ou quebrar alguma coisa. Que idéia casar-se com um homem tão rico!


Afinal, o que ela entendia desse mundo de glamour?


Nada!


Era uma ignorante roceira!


 


 


 


 


 


 


-Sua casa é linda, Gina!


A empolgação de Hermione a fez sentir-se ainda pior. Hermione tocava em tudo e mexia nas estatuetas e nos quadros. Estava encantada com os pintores famosos que apenas ouvira falar quando  o homem que a criara era vivo e lhe contava sobre arte.


Notando o sofrimento de Gina, e achando que era um absurdo, ergueu um pequeno vaso, que tinha certeza não era de nenhum autor famoso e jogou no chão com toda a força.


Gina gritou em pavor quando viu os pedaços no chão.


-HERMIONE! O que você fez? – apavorada, ela parecia sem chão.


-Pegue. – estendeu outro vasinho – Jogue você também!


-Enlouqueceu? Tudo nessa casa é caríssimo! – disse tirando de suas mãos e segurando como se fosse à coisa mais importante do mundo.


-Vai me punir por ter quebrado uma louça de sua casa? Ira me odiar, ou parar de falar comigo por causa disso?


-É claro que não! – Gina finalmente voltou a respirar, pois o susto parecia menor.


-Então, porque Harry deixaria de amá-la por causa de algo tão pequeno?


Hermione colocava o dedo na ferida. Gina olhou para o pequeno vaso nas mãos e então olhou para ela. Era verdade.


Tinha medo do que afinal? Sentindo-se menos medrosa, jogou timidamente o bibelô no chão. O barulho de algo caindo e estraçalhando sobre o chão ecoou pelo amplo salão e Hermione sorriu diante de sua expressão menos sofrida.


Após dormir por uma hora, Hermione acordara e provara de um delicioso lanche da tarde. Depois disso ficara muito tempo observando as obras de arte, procurando um modo de tirar Gina daquela sensação de auto-depreciação.


-Pensei ter ouvido barulho de algo caindo... – A sra.Macomber apareceu pela porta olhando para as duas, em busca de respostas para os objetos quebrados.


Hermione olhou para Gina, pois afinal, ela era a dona da casa.


-Foi um pequeno acidente – ela disse um pouco insegura – Poderia providenciar a limpeza?


-Sim – ela sorriu gentil – Por sorte, são pelas de pouco valor.


-Creio que sim – Gina respondeu menos tensa. -Hermione! Que situação criou!


-Ora, você também quebrou um deles,não se esqueça!


-Tenho medo  de decepcionar Harry – ela admitiu.


-É claro que vai decepcioná-lo. Assim como ele irá desiludi-la em algum momento. Mas isso não quer dizer que vão se separar. O amor é assim.


-E o que você entende de amor, Hermione? Vive dizendo que odeia meu irmão!


-Não o odeio o tempo todo – ela admitiu, maliciosa.


-Eles vão demorar a voltar – Gina disse sentida – Rony monopoliza toda atenção de Harry!


-Não fale mal do seu irmão, esta se hospedando em uma casa alugada, apenas para não atrapalhá-los! – defendeu-o, sem saber de onde saíra essa defesa ardorosa.


-Porque não procura o conde? Sei que ficaria feliz em recebê-la em sua casa!


-Tão feliz que Rony teme que não me deixe ir embora. – ela sorriu – Rony é muito possessivo.


-Engraçado como não ouço rancor em sua voz ao falar do meu irmão. Antigamente, falava dele com tanto desprezo – Gina provocou.


-Porque não me ajuda a me recolher, em vez de ficar me provocando? – Hermione mudou rapidamente de assunto – me sinto tão cansada...


-Ah,como gostaria de estar grávida também! – Gina lamentou.


-Nesse momento é melhor que não esteja. Tem muito que aprender e está diante de um mundo novo. Haverá muito tempo para pensar em filhos. Afinal, o meu não foi planejado!


-Em poucos meses estará gorda e feia. Será minha vingança por ter engravidado antes de mim – Gina brincou.


-Mas quando voltar ao meu corpo de sempre, ainda terei um bebê –ela respondeu para irritá-la, divertindo-se com sua expressão emburrada – Não tem curiosidade de ver o quarto que dividirá com Harry?


-Tenho – ela confessou – Acha que  o amor é diferente em um lugar assim? – perguntou sentida.


-O que quer dizer?


-Fizemos amor na grama verde, na beira do lago, e é a lembrança mais doce da minha vida. Estivéssemos juntos no quarto do segundo andar da sua casa. Um quarto simples, Hermione. Uma cama simples, sem exageros. Mas aqui, tudo é tão bonito, tão caro, tão soberbo...será que Harry espera que seja sofisticada,do modo que esse ambiente é sofisticado?


-Seria louco se esperasse isso de você. Um homem que se case com uma moça simples, sabe o que está levando para casa. Porque não relaxa, e aproveita o bom que a vida está lhe oferecendo?


-Me sinto tão assustada – ela estava a beira das lagrimas – Não sente medo?


-Não tanto quanto você. Quer dizer, não ficarei aqui para sempre, não é meu destino. Não é uma mudança de vida. Entendo seu receio, mas se apegando a ele, estará destruindo suas chances de ser feliz.


-Pedirei a Sra.Macomber que prepare um quarto para você. E também, pedirei que me mostre onde dormirei. – ela disse esperando a empregada retornar.


-Gina, não precisa esperar. A casa é sua.


Alertada para esse fato, ela e Hermione deram as mãos e foram atrás da governanta.


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


Autora: “sem grande estardalhaço a autora muda de fase. Era esperado um espetáculo, repleto de luzes e frases bombásticas, mas ela fez tudo parecer cotidiano. Decepcionante ou reconfortante. Difícil decidir.”


 


Heheheheheheheheheh......


 


Senti-me desse modo quando sai do interior e fui para a cidade grande. Era tudo igual, só que maior.


 


 


Serão uns capítulos de adaptação antes da historia desenrolar para onde eu quero.


 


 


Beijos!!!!!!!!!!!!


 


P.S: preciso fazer uma enquete rápida: vocês preferem a primeira capa que usei na fic, a segunda ou essa terceira? Estou numa duvida cruel.


 


 


 

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