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6. O Quinto Ano- Rebeldia


Fic: Tudo Certo- 7 ano- Att no fim de semana


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Rebeldia


A nova sede da Ordem da Fênix. Largo Grimmauld, número 12, a casa da família Black.


Havíamos praticamente mudado pra lá no começo das férias.


Aurores entravam e saiam, traçando planos, estratégias, buscando aliados...


Gina, Fred, George e eu não pudemos entrar na  Ordem por sermos menores de idade, mas meus pais, Gui e Carlinhos estavam. Percy tinha saído de casa, deixando papai e mamãe arrasados...


 


Estava muito apreensiva de deixar a casa dos meus pais... Sabia que os comensais não iriam atacar, mas aquela sensação de medo sempre me invadia...


Só sosseguei quando soube que eles estavam protegidos. Gina e Tonks apareceram na minha casa ainda no começo das férias, me explicando que iríamos para um lugar diferente... Não tinha entendido nada...


A Tonks, que eu ainda não conhecia, me contou que era uma auror, e que minha casa estava bem protegida. Feitiços, aurores de guarda 24 horas por dia...


Assim que chegamos no Largo Grimmauld, a Sra. Weasley veio me abraçar toda preocupada. Fui apresentada aos aurores da Ordem, inclusive a alguns que protegiam minha casa.


Mas quem me interessava mesmo, eu encontrei na sala, em meio a uma faxina.


Ron estava mais alto, mais lindo do que nunca...  Claro que não resisti e corri para abraçá-lo...


Era muito bom sentir o abraço dele... E aquele perfume, exclusivamente meu... Grama e chocolate...


 


Estava na sala, com meus irmãos, numa arrumação muito chata. De repente eu senti aquele perfume... Que me enlouquecia... Que me deixava entorpecido...


Eu só estava enlouquecendo. Só podia ser...   No meio daquele cheio de mofo, sentir o perfume dela?


Me virei e ela realmente estava lá. Mais linda do que nunca, e com uma sainha que me tirou do eixo... Despertei com o som da risada dela, que ria de alguma piadinha dos gêmeos.


Ela veio até mim e me abraçou, seu perfume me inebriou ainda mais...


 


Os dias na casa eram cheios. A Sra Weasley nos enchia de tarefas para que não ficássemos bisbilhotando as reuniões da Ordem... Como se isso fosse nos impedir de ouvir... Graças as Orelhas Extensíveis que os gêmeos tinham inventado, podíamos ouvir todas as conversas...


Estávamos preocupados com o Harry. Fomos proibidos pelo Dumbledore de comentar qualquer coisa com ele por carta, pois elas podiam ser extraviadas... Tudo que escrevíamos era que estávamos bem, que depois lhe contaríamos tudo...


 


E para piorar, ficamos sabendo que ele tinha sido atacado por dementadores e que ia ser julgado no Ministério, podendo ser expulso da escola...


No dia do resgate do Harry, logo após o seu aniversário, uma verdadeira escolta saiu da casa do Sirius para buscá-lo.   


Ele chegou puto, exigindo explicações, gritando comigo e com a Mione, como se a culpa tivesse sido nossa... Tentávamos explicar e nada... Só depois de uma reunião com a Ordem foi que ele sossegou um pouco...


 


Os dias passavam rápido. A audiência do Harry se aproximava... Ele tava nervoso, eu tava nervosa...  Mas no fim deu tudo certo, ele tinha sido inocentado...


Naqueles dias, me aproximei demais da Gina... Não que não fôssemos amigas antes, mas passávamos  tanto tempo juntas que nos aproximamos mais... Começamos ali a nos tornar irmãs... Quando acabávamos nossas tarefas, corríamos para o quarto e ficávamos horas conversando... Sobre a escola, o Harry, o Ron...


 


Quando nossas cartas da escola chegaram, eu tomei um susto. Ali, junto da minha lista, uma outra carta... Minha nomeação para monitor. Entrei em choque, achei que tinham se enganado... Claro que fui motivo de uma zoação enorme por parte dos gêmeos... Mas eu não tava nem ai, estava orgulhoso... Finalmente alguma coisa que me tirava da sombra dos meus irmãos...


 


Uau! Monitora! Fui correndo contar pros meninos, e assim que cheguei lá vi o Harry com o distintivo na mão. Achei que ele tinha sido o escolhido, mas ele logo me disse que o monitor era o Ron.  Não posso dizer que não tenha ficado surpresa, tanto que eu vi como ele ficou irritado e magoado... Mas no fundo eu tava orgulhosa, muito orgulhosa... Acho que consegui transmitir isso pra ele no meu olhar, pois no instante seguinte ele me deu um sorriso...


 


Mamãe ficou tão feliz que disse que me daria um presente. Alguma coisa só minha, que não tinha sido dos meus irmãos... Escolhi uma vassoura nova... Sabia que não seria uma Firebolt, como a do Harry, mas era nova... E minha...


Ela saiu enquanto arrumávamos nossos malões pra voltar para a escola. Na volta, uma festinha de comemoração foi armada para comemorar nossas nomeações.


Me sentia muito bem, finalmente alguma coisa que me destacaria na família, como meus irmãos... Tudo bem, eu não era brilhante como o Gui ou Carlinhos, inteligente como os gêmeos, ou esperto como a Gina, mas naquele momento eu tinha certeza que eu tinha um valor... E que também poderia ser bom como eles eram...


Até o Prof. Moody veio me elogiar, dizendo que eu deveria ser esperto o bastante pra ter sido escolhido monitor...


Às vezes eu sentia o olhar dela sobre mim, e numa dessas vezes nossos olhares se cruzaram... Eu podia ver admiração e orgulho ali, misturados ao chocolate... Mas tinha mais, algo que eu não sabia o que era...


 


Eu via que ele também tava orgulhoso, mas ele também tinha aquele sorriso debochado, como quem diz: “Era óbvio que a vaga de monitora da Grifinória seria sua..!”


Mas, naquele mar azul que me enfeitiçava tinha mais... Algo mais intenso que orgulho, admiração... Algo, tenho certeza, que também havia nos meus olhos... Mas eu ainda não compreendia aquilo totalmente...


 


A nossa ida pra estação foi cercada de cuidados. Íamos aos pares e sempre com um  membro da Ordem. Mas sabíamos que havia mais, escondidos na rua e na estação...


Eu, a Mione e meu pai chegamos rápido. Pelo menos eu achei que foi rápido, tava tão distraído conversando com ela,  que o tempo voou...


Harry foi o último a aparecer, junto com a minha mãe e o Sirius.


 


Embarcamos e fomos para a cabine dos monitores, onde teríamos a nossa primeira reunião. A nossa surpresa mais desagradável foi dar de cara com o Malfoy, esfregando o distintivo dele na cara de qualquer um que passasse... Ele e aquela vaca da Parkinson estavam se achando...


 


Nada poderia ser pior... Draco Malfoy de monitor... Empinando aquele nariz mais que empinado por onde ele passasse, desdenhando mais ainda de todo mundo...


Mas infelizmente descobriríamos mais pra frente que existiam coisas bem piores que Draco Malfoy de monitor...


 


Depois do jantar, Dumbledore dava os recados de sempre quando ouvimos um pigarrear muito irritante. Era a tal da Umbridge, toda rosa e cheia de babadinhos, falando como se tivéssemos cinco anos...


 


“... “o progresso pelo progresso não deve ser estimulado”? Ou então “cortando sempre que encontrarmos práticas que devem ser proibidas”?”. Estava claro pra mim naquele discurso da Umbridge, o Ministério estava interferindo na escola, tentando controlar o que nos era ensinado...


 


Nossa, aquelas crianças do primeiro ano eram verdadeiras pestes... Não lembro de nós sermos assim tão encapetados... Essa parte de ser monitor era horrível...


Assim que conseguimos nos livrar deles, me despedi da Mione e fui pro dormitório. A coisa lá não estava muito boa... O Harry tava com uma expressão furiosa no rosto, ajoelhado na cama, varinha em punho, prestes a azarar o Simas,que estava acusando meu amigo de mentiroso e doido... Foi minha vez de ficar furioso, afinal o Harry tava certo o tempo todo. Ainda por cima ele tava me chamando de doido também...


“Ah, é? Bom, infelizmente pra você, companheiro, eu também sou monitor! E a não ser que você queira receber uma detenção, é melhor tomar cuidado com o que diz!”


“Os pais de mais alguém tem alguma coisa contra o Harry?”


Nossa, eu fiquei doido... Como alguém podia ser tão obtuso a ponto de não acreditar que Voldemort tinha voltado? 


 


Não era só o Simas que não acreditava no Harry. Lavander também tinha dito que não acreditava nele...


Aquele era o nosso ano dos NOM’s. A carga de deveres e exercícios ficou absurdamente maior... As aulas mais pesadas, e juntando nossas obrigações de monitores, eu quase enlouqueci....


Pra piorar, a Umbridge, nossa querida professora de DCAT, nos tratava como débeis mentais... As aulas teóricas eram um saco, fomos proibidos de praticar as azarações e qualquer contestação (principalmente por parte do Harry...) era motivo de detenção.


Realmente o Ministério estava interferindo em Hogwarts...


E eu não agüentava mais o Harry gritando comigo e com o Ron, parecia que a gente sempre tava contra ele...


 


Realmente eu e a Mione estávamos discutindo mais do que o normal... Sobre nossas obrigações de monitores, os deveres de casa, o comércio de produtos dos gêmeos... Tudo era motivo de discussão...  Mas também o Harry tava chato... Ele tava implicando demais com a gente...


Estava muito determinado a pegar a vaga de goleiro da Grifinória, mas ninguém podia saber que eu ia fazer o teste... Me dava arrepios imaginar a cara do Fred, do George, do Harry e, principalmente, da Mione. O sarro que eles iam tirar de mim... Por isso eu tava treinando escondido, sempre no fim do dia, quando não tinha ninguém no campo.


Uma noite, quando eu tava voltando pro Salão Comunal, dei de cara com o Harry, que tinha ido cumprir detenção com a sapa velha. Acabei contado a ele que ia fazer o teste, esperando que ele risse de mim... Mas ele gostou da idéia, disse que ia ser legal se eu entrasse no time. Me senti aliviado...


Então meus olhos bateram na mão do Harry. Nas palavras que ficam gravadas na pele dele... Aquela mulher era completamente louca... Falei pra ele procurar o Dubledore ou a Prof. McGonagall, mas meu amigo era cabeça dura demais pra pedir ajuda...


 


Sexta feira. Dia do teste para selecionar o novo goleiro da Grifinória. Ron parecia muito pálido e distraído aquele dia, e eu logo descobriria o por que...


Apesar de não entender nada de quadribol, eu fui acompanhar o teste e estranhei Ron não ter aparecido ou já estar no campo... Gina me acompanhou e ficamos conversando... De repente ela parou de falar e parecia paralisada. Olhei pra  onde os olhos dela estavam focados e o vi.


Ron estava no campo, vassoura na mão e preparado para fazer o teste. Podíamos ouvir as piadinhas do Fred e do George, mas o Ron se mantinha ali, seguro de querer fazer o teste.


 


Não foi de todo ruim... Vi a Mione ali na arquibancada, junto com a Gina,seu sorriso me aquecendo por dentro, me encorajando...


Fiz algumas boas defesas, engoli alguns frangos...  Claro que poderia ter sido bem melhor se aqueles dois não ficassem de gracinha o tempo todo... Aquilo me deixava com raiva e BEM inseguro...


Mas no fim eu consegui a vaga, eu ia jogar quabribol! Fiquei muito feliz, dei um beijo na minha irmã e...


Um abraço na Mione... E um beijo.... Na bochecha... Ela tava feliz por mim...


Quando Harry voltou da detenção, uma festinha de comemoração estava armada... Ele ficou feliz por mim e brindamos com cerveja amanteigada.  Faltava a Mione ali conosco, e a encontramos no cantinho do salão, dormindo...      


 


Na tarde seguinte o time da Grifinória faria seu primeiro treino. A medida que o dia passava o Ron ficava mais pálido.... E mais nervoso... Tadinho...


 


Nosso primeiro treino foi um lixo. Malfoy e seus amiguinhos ficaram lá na arquibancada, provocando todo mundo. Cantando aquela musiquinha horrível... “Grifinória é freguês”... E claro que eu entrei na pilha... Fiquei puto e me atrapalhei todo...


Pra piorar, eu e o Harry tínhamos toneladas de deveres pra fazer... E a Mione jurou que não nos ajudaria... E não ajudou mesmo....


Mas ficou pior... Percy me mandou uma carta ridícula, dizendo que eu deveria romper minha amizade com o Harry, que minha carreira futura seria manchada se eu continuasse amigo dele, que nossos pais também estavam se envolvendo com gente errada, que eu ainda podia tomar o caminho certo, e blá, blá, blá... Um monte de merda... Me deu uma raiva do meu irmão... Rasguei a carta e a joguei no fogo.  Harry até brincou dizendo que não seria violento comigo se eu rompesse nossa amizade, mas eu nem quis saber...  Ridículo....


Mione também parecia surpresa e feliz pelo meu gesto. Tanto que pegou nossos deveres e começou a corrigí-los...


 


As coisas não estavam indo de mal a pior somente na escola. Numa conversa com o Sirius através da lareira do Salão comunal ele nos disse que o ministro estava meio paranóico, achando que o Dumbledore queria seu cargo, por isso estava controlando as coisas na escola.... Aquilo era ridículo, não tínhamos nenhum treinamento  em DCAT....


A coisa ficou pior de vez quando o ministro nomeou a sapa velha Alta Inquisidora de Hogwarts. Ela controlaria tudo dentro da escola... Nossos uniformes, nosso comportamento, avaliaria os professores... Tudo um pesadelo...


Eu estava decidida a mudar aquilo. Se não tínhamos um professor decente de DCAT, arrumaríamos um. Pensei em alguém que já tivesse enfrentado todos os perigos de frente... E ninguém mais preparado praquilo do que o Harry... Conversei com o Rony sobre isso numa noite em que o Harry tava cumprindo detenção com a sapa velha.


 


Aquela era uma idéia brilhante! Ninguém, além dos professores e dos aurores, era melhor em Defesa do que o Harry... O único problema era convencê-lo... Como previsto, a reação dele foi a pior possível. Mas sabíamos que ele acabaria mudando de idéia...


Passadas duas semanas, a Mione voltou a falar com o Harry. Ele veio com aquela lenga-lenga de que tudo que ele enfrentou foi por pura sorte... Mas resolvemos mostrar pra ele o quanto ele era (e ainda é) bom.... Resistir à maldição Imperius, conjurar um Patrono... Coisas que um bruxo de 13, 14 anos não fazia tão facilmente...


Até que ela tocou no nome dele... Victor Krum. Espumei de raiva pela simples menção do nome daquele idiota... Mas minha raiva aumentou consideravelmente quando ela falou que estava trocando cartas com ele. Tudo bem que ela não disse falou aquilo diretamente, mas eu fiquei doido só de pensar que ele trocava cartas com ela...


 


Ignorei. Ignorei mesmo... Não queria brigar de novo com o Ron, ficar agüentando as crises de ciúmes dele... Eu gostava muito da companhia do Victor, mas era só isso, só amizade... Mas eu sempre ouvia a voz do Ron na minha cabeça... “Ele não quer ser só seu correspondente...”, “Ele não quer ser só seu amigo...”


Como podia ser tão difícil dele entender?


Mesmo naquela época, mesmo eu não querendo admitir, meu coração já tinha dono...


E eu odiava ficar brigando com ele...


 


O Harry havia aceitado. Como sabíamos que mais pessoas estavam interessadas, combinamos de fazer uma reunião em Hogsmeade pra discutirmos os detalhes.


Só não esperávamos  aquela galera... 25 pessoas...


Quando a Mione começou a falar sobre as aulas, sobre nos defendermos e a volta de Voldemort, aquele ridículo do Zachary Smith veio contestar o Harry. Todos nós ficamos muito putos, mas foi o Harry que deu a palavra final. Se alguém estivesse lá pra ouvir sobre a morte do Cedrico, o retorno do Voldemort, podia ir embora. Ninguém se mexeu, nem mesmo o Smith.


Susana Bones perguntou se era verdade que o Harry conjurava um Patrono. Quando ele disse que sim, todos ficaram muito interessados... Vieram muitas perguntas a respeito das suas habilidades em DCAT. O pessoal ficou bastante animado... 


 


Tirando aquele tumulto do começo da reunião, o resto correu muito bem... Só na hora deles assinarem a lista que eu tinha feito que alguns me olharam torto... Mas eu precisava garantir que ninguém iria sair dedurando a gente...


Quando estávamos saindo, comentei com eles que a Gina tava com o Miguel... O Ron ficou possesso... Pensei que ele ia sair correndo e matar o coitado do menino...


Ron e suas crises de ciúmes...


 


No domingo a sapa velha voltou a atacar... Como Alta Inquisidora de Hogwarts, ela dissolvera clubes, times, grupos... Quem quisesse continuar com um, deveria pedir autorização pra ela... Argh!  Nem os times de quadribol se safaram...


Ela queria pegar a gente... Sapa velha desgraçada...


E ela pegou... Não o nosso grupo de defesa, mas a equipe da Grifinória. Ela ficou de pensar se daria nossa permissão quando a Angelina foi pedir a autorização...


 


Sirius veio conversar conosco pela lareira mais uma noite. Ele achava ótimo termos feito um grupo para aprendermos a nos defender.


Só não contávamos com uma intromissão na nossa conversa. Ela, a Umbridge.


Foi por um triz. Por muito pouco ela não pegou o Sirius.


Definitivamente ela estava nos vigiando...


 


Havíamos achado um lugar para praticar. Na verdade foi o Dobby que contou dele pro Harry, a Sala Precisa.


Convocamos o pessoal pra nossa primeira reunião, torcendo pra que a tal da sala fosse mesmo boa para treinarmos e bem escondida.... Mas era muito mais...


Lá tinha tudo que precisávamos. Livros, almofadas para evitar nossas quedas, instrumentos incríveis... Aquilo ia ser demais...


 


Precisávamos de um nome, algo forte... Armada de Dumbledore, a AD... Nosso grupo de resistência contra a Umbridge e o Ministério...


Com o Harry como nosso líder e instrutor, começamos treinando o básico. Feitiço para Desarmar.


Ron e eu revezávamos com o Neville, que tinha ficado sozinho.


Era fácil aprender com o Harry. Apesar de termos praticado os feitiços inúmeras vezes em aula, ele corrigia nossos erros, ensinava a forma correta de dizer o feitiço e empunhar a varinha...


Treinar com o Ron era muito bom... Ele era (ainda é...) adorável... Uma ruginha se formava na testa dele quando ele se concentrava...  Uma gracinha...


 


Ela ficava tão linda quando estava concentrada... E ela era (ainda é...) boa demais ... Quando eu pensava em um feitiço, ela já havia me desarmado... Mas mesmo assim consegui surpreendê-la algumas vezes naquela nossa primeira aula...


Melhorávamos muito a cada treino. Desarme, estuporamento, feitiço redutor, escudo... Os feitiços e azarações se tornavam mais difíceis, mas não desanimávamos... Dava pra ver que cada um de nós dava o melhor de si... Neville melhorava cada vez mais, parecia mais confiante, mais seguro. Eu mesmo me esforçava ao máximo, dava o melhor de mim, e podia ver o olhar de orgulho do Harry e da Mione...


 


Eu havia arrumado um jeito de avisar o grupo das reuniões. Enfeiticei uns galeões falsos e quando o Harry marcasse um dia, as moedas esquentavam e a data aparecia na borda... Copie a idéia da marca negra dos Comensais, mas sem as tatuagens...


 


O dia do primeiro jogo da temporada, contra a Sonserina, estava próximo... Meu estômago dava voltas só de pensar... Estava nervoso demais...


Nos treinos eu ia bem, inclusive fiz algumas defesas incríveis... Mas era só eles começarem a provocar que eu entrava na deles, perdia a concentração e passava a jogar pessimamente...


Não consegui dormir naquela noite, a véspera do jogo. Eu fechava os olhos e via a nossa derrota...  Estava apavorado com a possibilidade de fracassar em campo. De perdermos por minha causa...


“Eu devia estar maluco quando fiz isso... Maluco.”. Eu ficava repetindo... Tava tão pra baixo e nervoso que nada me fazia melhorar, nem mesmo as palavras de incentivo do Harry... Até que... 


“Boa sorte, Ron....”. E um beijo na minha bochecha. Aquilo me fez ganhar o dia, me deu mais confiança... Me deixou feliz demais...


Pus a mão ali, onde ela tinha me beijado, não acreditando que tinha acontecido...


 


Dava pra ver que ele tava nervoso... Aqueles distintivos... Weasley é nosso rei...


Que ódio daqueles sonserinos...  Não podia deixar o Ron vê-los, ia deixá-lo pior ainda...


Queria deixá-lo um pouquinho melhor... Quando eles estavam  indo pro vestiário me levantei e corri até eles.


“Boa sorte, Ron...”. Fiquei na ponta dos pés e lhe dei um beijo na bochecha... Pude ver seu sorriso antes deles saírem... Me deixando feliz também...


Meu coração disparado...


 


O jogo estava terrível. Minhas duas primeiras aparições e tomei dois gols relativamente fáceis de defender...  Mas coisas pioraram.... E muito... Aquela música...  Enchendo meus ouvidos, me deixando mais inseguro ainda... Tomei mais dois gols...


Rezava pra que o Harry capturasse o pomo logo... Ou a Grifinória perderia por minha causa...


 


Por que o Harry tava demorando tanto pra achar aquele maldito pomo? Eu tava nervosa pelo Ron... Sabia o quanto ele estava sendo afetado... O quanto eles estavam minando a confiança dele...


 


Finalmente tinha acabado... O Harry tinha capturado o pomo. A vitória, mais uma vez, era da Grifinória.


Mas eu não me importei, me sentia péssimo,só queria sumir e nunca mais jogar...


Saí do campo sozinho, só queria me isolar de todo mundo... Fiquei andando pela escola, pelos jardins, até que resolvi sentar perto do lago. Era tarde, o frio estava mais intenso... Só conseguia pensar naquela merda de jogo... No meu fracasso...


O cansaço e o frio acabaram vencendo. Precisava voltar, encarar meus amigos, o time...


 


O Ron havia sumido depois do jogo. Ele tava tão desolado que não quis comemorar nossa vitória. E nem viu a confusão que aconteceu...


Harry e George partiram pra cima do Malfoy. O idiota havia ofendido os pais do Ron e a mãe do Harry. Ele jogou sujo, muito sujo...


Os meninos foram mandados pra falar com a Prof. Minerva, e aconteceu o pior...


A sapa velha, como Alta Inquisidora, podia interferir nas punições aos alunos... Claro que, se o aluno fosse o Harry, a coisa seria bem pior... Eles, junto com o Fred, foram proibidos de jogar quadribol... Suas vassouras foram confiscadas... O time da Grifinória estava perdido...


Eu tava preocupa com o Ron... Muito preocupada... Onde ele havia se metido?


 


Quando eu retornei ao Salão comunal o clima parecia de velório. O Harry e a Mione me esperavam, com umas caras péssimas... A Mione me levou pra perto da lareira, eu tava mesmo congelando... Mas só o toque das mãos dela nas minhas já me aqueceu...


Eu estava decidido a deixar o time, iria pedir demissão de manhã. Até ouvir sobre a confusão depois do jogo... Não podia deixar a equipe, não quando ela estava tão desfalcada... Mesmo me achando um lixo como goleiro... Mesmo me sentido tão mal...


 


Hagrid havia voltado. Fomos correndo até a cabana dele, mesmo já sendo tão tarde. 


Ele tava péssimo, com uma aparência tenebrosa, o olho inchado, cheio de cortes e hematomas...  Nos contou sobre sua viagem junto com Madame Maxime pra tentar convencer os gigantes a se aliarem ao nosso lado....


A sapa velha apareceu lá. Cheia de perguntas pro Hagrid. Senti que ela só tava esperando a hora certa pra botar ele pra fora da escola. Um deslize e pronto...


 


Com a proximidade do Natal, nossas tarefas de monitores aumentaram mais ainda, pois tínhamos que ajudar na decoração do castelo...


Era adorável vê-la encantada com as árvores do Salão Principal... Apesar daquele ser o nosso quinto ano na escola, sempre éramos surpreendidos no Natal...


Ainda tínhamos que tomar conta daqueles monstrinhos do primeiro e segundo ano... Ah, que crianças atrevidas...


Num fim de tarde estávamos voltando pra Torre da Grifinória com a turma do primeiro ano, quando um molequinho muito abusado veio do nosso lado e pegou na mão da Mione, dizendo que ela era linda e muito inteligente e perguntando se ela não queria ser namorada dele... Me deu uma vontade de jogar ele pela janela... Ela riu, disse que se ele crescesse rápido ela poderia pensar, e deu um beijo na bochecha dele... Eu, definitivamente, iria jogá-lo pela janela...


 


Conseguia ver o Ron pelo canto do meu olho. Uma expressão surpresa, mais vermelho que seu cabelo... Lindo...


Claro que eu só falei aquilo pra deixá-lo com ciúmes...


 


Era o dia da nossa última reunião da AD. Angelina, Katie e Alicia chegaram dizendo que tinham conseguido substitutos pro Harry e os gêmeos. Gina tinha sido escolhida como apanhadora, o que não era surpresa pra mim, já que eu sabia que minha irmãzinha era boa demais no quadribol...


Apesar de só termos repassado o que já havíamos treinado, a aula foi muito boa. O Harry deixou todo mundo animado com a perspectiva de aprendermos o Feitiço do Patrono quando retornássemos das férias...


Senti um climinha rolando entre o Harry e a Cho... Conseguia conter a muito custo o riso olhando a cara de bobo apaixonadinho do meu amigo....


Se bem que eu fico com essa cara a maior parte do tempo ....


 


Era óbvio que o Harry tava a fim da Cho...   Uma paixonitezinha....


Dava pra ver nas reuniões as trocas de olhares entre eles...


Ao fim da reunião, Ron e eu voltamos à Gifinória, deixando os dois sozinhos. Comentávamos que o Harry tava mesmo com cara de bobo apaixonado...


Bom, eu também devo ficar com essa cara de boba apaixonada a maior parte do tempo....


Harry nos encontrou no Salão comunal depois de meia hora. Estávamos perto da lareira, e ele tava com uma cara meio avoada... Claro que tinha rolado um beijo...


 


Como alguém podia sentir tudo aquilo? A Mione falava da confusão de sentimentos da Cho, justificando o quanto ela andava chorona... Mas não podia ser... Ela ia explodir de sentisse aquilo tudo...


“Só porque você tem a amplitude emocional de uma colher de chá isto não significa que sejamos todos iguais...”


Hã? Como assim? Amplitude emocional de uma colher de chá?


E a confusão de sentimentos que eu sentia e não conseguia contar pra ela? Com certeza não caberiam numa colher de chá...


Que tanto ela rabiscava naquele pergaminho?


Pra que eu fui perguntar? A resposta era óbvia... Victor Krum...


O que ela via nele? Idiota... Babaca rabugento...


 


Mais uma vez eu ignorei. Não deixei ele ler a carta que estava escrevendo. Fiquei puta mesmo...


 


Acordei com um grito apavorado do Harry. Ele estava trêmulo, suava frio, vomitava... Estava péssimo... Quando conseguiu falar, quem ficou péssimo fui eu...


Meu pai havia sido atacado enquanto estava a serviço da Ordem. E estava mal...


A Prof. McGonagall nos levou ao gabinete do Dumbledore, onde ele avisou os membros da Ordem pra que fossem resgatá-lo. Meus irmãos chegaram logo depois, e de lá fomos de Chave de Portal para a casa do Sirius...


Mamãe havia ido pro hospital, e de lá nos mandou uma coruja contando que o papai tava bem...


A tarde, eu, meus irmãos e o Harry fomos visitá-lo no St. Mungus, acompanhados da mamãe, do Moody e da Tonks. Ele estava bem, meio pálido e com o braço todo enfaixado, mas bem... Tentamos descobrir onde ele foi atacado, mas não teve jeito... Mamãe nos expulsou de lá...


Com as Orelhas Extensíveis conseguimos ouvir a conversa lá dentro, que Harry poderia estar sendo possuído por Voldemort...


Ele ficou estranho durante todo o trajeto de volta, se isolou durante toda a tarde e não quis jantar conosco...


O dia seguinte me trouxe uma surpresa, a melhor que eu poderia ter naquele Natal...


 


Ia passar o Natal com meus pais, esquiando na França, mas quando soube do ataque ao Sr. Weasley, que o Dumbledore me contou na manhã seguinte, mudei meus planos. Falei para os meus pais que ficaria na escola para continuar estudando para os NOMs, que estávamos levando os estudos muito a sério... Eles ficaram um pouco decepcionados, mas entenderam.


Tive que esperar o trimestre terminar oficialmente, no outro dia, para poder ir pro Lago Grimmauld.


Assim que cheguei, fui esmagada pelo abraço da Sra Weasley. Gina, os gêmeos... Todos vieram me cumprimentar. Ron ficou por último, me envolvendo num abraço e no seu perfume maravilhoso...


Eles me contaram que o Harry estava estranho, se escondendo de todo mundo desde a hora que voltaram do hospital. Consegui tirá-lo do quarto do Bicuço, onde tinha se isolado, e fomos para o que ele dormia.


Ron e Gina já estavam lá, nos esperando. Ela puxou o assunto sobre a possessão de Voldemort, dizendo que poderia ter conversado com ele, uma vez que ela mesma tinha sido possuída por ele no primeiro ano. Harry ficou exasperado com o que ela disse... O que ele sentia e via era totalmente diferente do que havia acontecido com ela... Ele foi se convencendo de que não havia possessão alguma.


O clima melhorou muito depois da nossa conversa, ficou mais alegre, mais festivo... Sirius estava empolgadíssimo e nos ajudava nas tarefas de limpar a casa e decorá-la. Na véspera do Natal, a casa estava irreconhecível e linda.


Havia uma pilha de presentes aos pés da minha cama. Livros, roupas, bijuterias... Mas o que me chamou mais a atenção foi um embrulho muito lindo, que se destacava dos demais. Dourado e vermelho, pequeno. Havia um bilhetinho com a letra do Ron ali. “Feliz Natal, Mione. Achei que combinava com você. Ron”. Abri e me deparei com um frasco de perfume, lindo e delicado. A fragrância era floral, incrível, delicada... Fiquei encantada com aquele presente...


 


Aquele era o presente perfeito. O cheiro que combinava com ela, que realçava mais ainda seu perfume natural...  Sabia que ela tinha gostado pelo olhar e pelo sorriso que trocamos durante o almoço.


Uma agenda. E um bilhete...“Feliz Natal, Ron. Pra você lembrar dos deveres e das datas especiais. Mione”. No dia do aniversário dela, outro lembrete: “Pra você não esquecer de mim...”. Como se eu pudesse esquecer dela...


Apesar do idiota do Percy ter devolvido o suéter que a mamãe tinha mandado e ela ter ficado desapontadíssima, o almoço foi bem animado. A tarde fomos ao St. Mungus visitar o papai, que estava cada dia melhor.


Acabamos encontrando o Lockhart em umas das enfermarias, internado por causa daquele feitiço que tinha dado errado, louco para nos dar uns autógrafos (algumas coisas não mudam nunca...). Só não esperávamos encontrar o Neville lá. Junto com a avó, visitando os pais, que haviam sido torturados com a Maldição Cruciatus até a loucura por Bellatriz Lestrange. 


Meu pai  voltou pra casa um dia antes de retornarmos à escola. Era bom vê-lo recuperado!


 


Voltamos pra escola no dia seguinte, acompanhados da Tonks e do Lupin. Harry nos contou que Snape ia lhe dar aulas de Oclumência a partir daquela semana por ordens do Dumbledore.


Os membros da Ad no procuravam pra saber quando teríamos uma nova reunião, o que era difícil de precisar devido à imensa carga de coisas que tínhamos pra fazer...


Enquanto Harry ia pra sua primeira aula com o Snape, eu e o Ron ficamos na biblioteca adiantando alguns deveres, principalmente da sapa velha...


 Só mesmo a Mione pra me fazer adiantar os deveres de casa...


 


Houve uma fuga em massa em Azkaban. Dez prisioneiros fugiram, dentre eles Bellatriz Lestrange. Hagrid estava em observação.  A sapa velha continuava baixando decretos absurdos na escola... Novidades demais em tempo de menos...


Pelo menos tínhamos as aulas da AD. Progredíamos mais a cada aula, executando com perfeição os feitiços mais simples e melhorando cada vez mais os mais complexos.  Neville treinava à exaustão, parecia incansável... Nunca mencionamos o nosso encontro no St. Mungus...


Naquelas primeiras reuniões treinamos o Feitiço Escudo e começamos a treinar o Patrono. Fechei os olhos e me concentrei... Meu pensamento mais feliz... Olhos chocolate, cabelos cacheados, nariz pequeno, boca vermelha... Perfume de flores...


Murmurei “Expecto Patronum!”, uma luz prateada saiu na minha varinha, e um cachorrinho muito bonitinho se formou... Meu patrono. Ele começou a correr a minha volta, todo animado, e saiu em disparada, indo se aconchegar aos pés dela, da dona dos meus pensamentos mais felizes...


Ela sorriu pra mim..


 


Minha lembrança mais feliz... Uma mistura de duas cores... Azul, vermelho... E dois cheiros... Chocolate e grama...


Me concentrei,  murmurei “Expecto Patronum..!” e uma luz prateada saiu da ponta da minha varinha... Uma lontra linda se formou, correndo ao meu redor, e indo parar ao lado dele... O dono dos meus pensamentos mais felizes...


Mais uma vez sorrimos um para o outro....


 


Era dia de passeio pra Hogsmeade. Eu ia ficar na escola, Angelina marcara um treino naquele dia.


Mais uma vez foi aquela porcaria.. Eu era ruim, mas André Kirke e Juca Sloper eram péssimos, não conseguiam acertar uma bola...


Mas pelo menos as meninas salvavam... Angelina, Katie e Alicia eram ótimas juntas e minha irmãzinha Gina se revelava cada vez melhor... Ela era uma excelente apanhadora, não tão rápida quanto o Harry, mas mesmo assim excelente... Acabamos o treino debaixo de chuva e com a Angelina a beira das lágrimas...


 


Era estranho ir a Hogsmeade sozinha. O Harry tava com a Cho e o Ron e a Gina haviam ficado na escola para treinar junto com o time da Grifinória.


Os casais passavam por mim e eu sentia aquela pontinha de inveja...


O queria ali comigo, queria poder passear de mãos dadas com ele pelas ruas, pela escola...


Afastei aqueles pensamentos quando avistei quem eu esperava naquele dia. Rita Skeeter.


Queria que aquela horrorosa entrevistasse o Harry, que toda a verdade sobre o retorno do Voldemort viesse à tona. Ela estava desempregada, tinha certeza que ela toparia qualquer coisa. E ela topou.


Só que ao invés da reportagem sair no Profeta Diário, que só publicava o que o ministro queria, a entrevista sairia no Pasquim, a revista do pai da Luna.  Não tinha idéia se daria certo, mas queria ver meu amigo livre daquela perseguição...


Estranhei quando ele chegou ao Três Vassouras sem a Cho, mas deixei quieto.


Contei a ele o motivo do nosso encontro, ele ficou meio desconfiado, mas topou falar.


Ouvir a história da boca dele era terrível, tudo o que ele sofreu era bem pior do que o Dumbledore tinha nos contado...  Estava ansiosa pra ver o resultado no Pasquim... E a reação do mundo mágico...


Jantávamos quando o Ron e a Gina se juntaram a nós. A Gina tava bem, mas o Ron parecia mais destruído ao final de cada treino... A Angelina tinha proibido ele de deixar o time...   


 


O jogo contra a Lufa-Lufa foi mais um fiasco meu... Weasley é nosso rei... Ganhamos, mas graças à captura do pomo pela Gina. Weasley é nosso rei... Nem sei quantos gols eu tomei, a única coisa que queria era sumir e sair do time...  Weasley é nosso rei...


Fui pra cama cedo aquela noite, tentando esquecer o jogo...


 


Mais um jogo horrível do Ron. Ele tava arrasado, e eu também...


O dia seguinte veio pra afastar a partida das nossas cabeças. A entrevista do Harry havia sido publicada no Pasquim, e pela quantidade cartas que veio junto, a repercussão foi enorme... A grande maioria nas pessoas passara a acreditar na história dele... Inclusive o Simas...


Quem não gostou nada foi a sapa velha. Nos proibiu de circular com o Pasquim, sob pena de expulsão... Ridícula...


 


Mais uma reunião da AD. Treinávamos o Patrono mais uma vez. Nem todo mundo conseguiu conjurá-lo, era um feitiço bastante difícil...


De repente ouvimos a porta abrir e fechar, e Dobby, desesperado, aparecer na nossa frente. A sapa velha tinha descoberto a gente. Alguém tinha nos delatado... Estávamos ferrados...


O Harry gritou para que saíssemos dali rapidamente, e fizemos isso.


Agarrei a mão da Mione e saí correndo com ela de volta pra Torre da Grifinória... Nem vi o Harry... Só queria que ela ficasse segura...


E assim eu teria uma boa desculpa pra segurar a mão dela....


 


A calor da mão dele...Apesar da situação, era muito bom ficar daquele jeito com ele....


Também não tinha visto o Harry. Tava preocupada com ele.


E com a gente. Apesar de corrermos, íamos com cautela, tomando cuidado pra não encontrarmos ninguém “suspeito”...


Entramos no Salão Comunal em segurança. Pelo que vimos, ninguém tinha sido apanhado. Mas o Harry tinha sumido... O jeito era sentar e esperar...


Passados alguns minutos de muita angústia, ele entrou pelo buraco  do retrato.


Nos reunimos com o resto do pessoal e ele nos contou o que tinha acontecido.


Marieta Edgecombe era quem tinha delatado a gente. A presença do ministro na sala do Dumbledore. A fuga do diretor. A cara horrível que ela tinha ficado...


Era o fim da AD...


E o início de um grande pesadelo...


 


 


Ah, aquela chata da Marieta... Bem feito pra ela... Dedo duro!


Nossa, minha Mione é mesmo incrível!


Só ela mesmo para ter tido a idéia de enfeitiçar o pergaminho que tínhamos assinado... 


O melhor mesmo foi imaginar a cara toda marcada da Marieta!


 


Pesadelo. A escola virara um pesadelo. Dolores Umbridge diretora. A Brigada Inquisitorial, liderada por Draco Malfoy, e seus desmandos. Filch querendo castigar todos os alunos.  


Aquilo era uma ditadura, não agüentávamos mais.


Fred e George, maiores arruaceiros de Hogwarts, estavam se superando. Baderna era pouco... Eles soltavam fogos de artifícios Weasley pela escola toda, deixando a sapa velha louca... Os professores não faziam questão nenhuma de ajudá-la, pareciam estar naquele clima de rebeldia que contagiou a escola. 


 


Harry e Cho haviam brigado mais uma vez, terminando o que quer que eles tivessem... Ela definitivamente não era a mulher certa pra ele... E ele não parecia nada triste...


Depois do feriado da Páscoa, Harry veio com uma idéia fixa de que queria falar com o Sirius. Impossível por carta e pela lareira. Exceto pela lareira da sala da Umbridge. A única que não era vigiada. Era arriscadíssimo, mas Fred e George, continuando com as “sessões de terror à Umbridge” se encarregariam de distraí-la.


Caramba, eu tava apavorada com a possibilidade dele ser pego. Era expulsão na certa.. Mas o Harry nem quis saber.


 


Meus irmãos estavam aprontando alguma das boas lá embaixo. Podíamos ouvir os gritos ensandecidos dos alunos, os aplausos e as risadas...


Quando descemos, a confusão estava armada. A sapa velha, junto com a Brigada e o Filch tinha encurralado os gêmeos. Ela estava furiosa, louca pra dar uma lição neles.  


Vimos o Harry chegar logo depois do Filch. O homem tinha um olhar insano, prontinho pra dar uma sova nos dois.


Mas ele não teve tempo.


 


Harry apareceu nas escadas logo após o Filch. Deu um aceno de cabeça pra mim e pro Ron, dizendo que estava tudo bem. Ele tinha conversado com o Sirius e saiu ileso da sala da sapa velha e do encontro com o zelador. Respirei aliviada.


Fred e George pareciam imensamente satisfeitos com a confusão que tinham armado. Não se importavam que estavam a beira de uma surra e da expulsão.


Com um feitiço convocatório, suas vassouras apareceram no meio do saguão. Eles montaram e ficaram plainando no ar, incitando o resto da escola contra a morcega velha. Fazendo propaganda da loja deles, as Gemialidades Weasley.


 


“Infernize ela por nós, Pirraça!”.


Com um impulso, eles saíram voando, deixando a escola e a sapa velha furiosa pra trás.


Por dias, a única coisa que se falava na escola era da fuga dos meus irmãos. Numa espécie de tributo a eles,  os kits mata-aulas se proliferaram como nunca... Um “surto” de “Umbrigdetite” havia se alastrado pela escola....


Algum aluno colocou um pelúcio na sala da sapa velha, e quando ela foi tentar tirá-lo de lá quase perdeu os dedos (!)... Essa história rendeu boas piadas no Salão Comunal....


Os membros da Brigada Inquisitorial também sofriam. Desapareciam, era vítimas de feitiços fortes...


Pirraça levara a sério o pedido dos gêmeos. E estava levando a sapa velha a loucura.


Depois de passada a euforia pela partida dos gêmeos, tínhamos que nos concentrar nos NOMs. A Mione havia preparado uma extensa programação para estudarmos. Tinha só uma noite de folga, mas essa era pra que eu pudesse treinar.


Manhã do último jogo da temporada, contra a Corvinal. Diferente das outras vezes, eu me sentia confiante, pior do que a coisa estava não podia ficar... Tínhamos chances mínimas de ganhar a taça, então estava meio desencanado.


 


Eu e o Harry seguimos para o estádio junto com o resto da escola. Como sempre eu estava apreensiva com o jogo, em como o Ron ia jogar.


 


Assim que o jogo começou tomei um gol. A Sonserina começava a cantar.


Mas aquilo não me afetou.


 


Logo depois do primeiro gol, o Hagrid nos chamou. A aparência dele era péssima, e seu tom de voz de súplica. Não tivemos alternativa.


 


Uma, duas, três defesas. Minha confiança só aumentando.


A Grifinória também cantava. Weasley é nosso rei... Não deixou a bola entrar... Weasley é nosso rei... Defende qualquer bola... Nunca deixa o aro livre.... Weasley é nosso rei....


 


Íamos andando com o Hagrid, adentrando a Floresta Proibida. Indo ao encontro não sabíamos do que.


Ouvíamos os sons do estádio baixinhos... Quantos gols o Ron havia tomado?


 


As meninas marcavam gol atrás de gol. Eu defendia tudo nos aros. A Cho não era páreo pra Gina...


Estávamos massacrando a Corvinal. De repente a chance de ganharmos a Taça de Quadribol era real.


 


Entrávamos cada vez mais na Floresta.  Já não era mais possível ouvir ou ver alguma coisa.


Escuridão e silêncio totais... Um arrepio percorreu minha espinha.


Pelo menos pudemos acender nossas varinhas e aquele breu todo deu uma diminuída.


 


Tomei dois gols indefensáveis. Mas ainda tínhamos uma vantagem enorme no placar....


 


Hagrid estava por um fio na escola. A sapa velha estava só esperando uma boa chance para demiti-lo.


Se ela soubesse o que ele escondia ali....


 


A vitória já era nossa. Só precisávamos abrir uma boa vantagem e esperar a Gina capturar o pomo...


A taça muito próxima da Grifinória...


 


Um gigante. Seu irmãozinho Grope. Dormindo.


Eu fiquei histérica. Vontade de sentar no chão e chorar...


Hagrid achava ele pequeno! E ainda estava tentando lhe ensinar inglês!


Ele tinha enlouquecido... Harry e eu estávamos a ponto de sair correndo dali.


Quando ele acordou foi um desespero total. Parecia um terremoto. O chão tremeu, as árvores foram arrancadas...


Hagrid queria que tomássemos conta dele caso ele saísse da escola. Não faltava mais nada para aumentarmos mais ainda o risco de sermos expulsos...


 


Sim! A Taça de Quadribol era nossa! Massacramos a Corvinal e ganhamos o título!


A Gina fez uma captura espetacular do pomo, ao melhor estilo Harry Potter, bem embaixo do nariz da Cho!


Estava eufórico, o jogo tinha sido espetacular. Só queria comemorar com o Harry e com a Mione.


Assim que pus meus pés no gramado, pude ouvir melhor  a música que a torcida cantava... Weasley é nosso rei... Não deixou a bola entrar... Weasley é nosso rei... Defende qualquer bola... Nunca deixa o aro livre.... Weasley é nosso rei.... Genial!


Angelina levantou a taça, os olhos cheios de lágrimas. O lado da Grifinória na arquibancada veio a baixo... Gritos, aplausos, música....


Quando a taça chegou em minha mãos, a galera invadiu o gramado, louca.... Me vi erguido pelos meus amigos, carregado de volta para o castelo....


Só faltavam ali o Harry e a Mione....


 


Hagrid nos apresentou ao Grope. Eu virei a “Hermi”....


Por um triz o Harry me salvou de ser agarrada por ele...


Ainda bem que o Hagrid desistiu da nossa aproximação...


Na volta para o castelo, ainda encontramos os centauros. Um deles, Margoriano, quase brigou com o Hagrid...


Nos despedimos, torcendo pra que a sapa velha nem desconfiasse da existência do Grope...


Harry e eu podíamos ouvir uma música ao longe. Alguma coisa relacionada com Weasley.... Meu coração gelou....  Será que ele tinha falhado?


Mas o que eu vi o ouvi foi muito diferente... A Grifinória carregando ele nos braços, ao som de “Weasley é nosso rei”...  A Grifinória campeã graças as defesas dele!


Não posso descrever como me senti orgulhosa dele naquele momento....


O abraço que recebi dele depois me tirou do ar, literalmente...


 


Vi a Mione e o Harry entrado pelo buraco do retrato e corri pra eles. Estava tão feliz que quando abracei a Mione a ergui no ar.... Ela me deu um beijo de parabéns, perto, muito perto da boca.... Meu coração disparou....


Fui tirado dos meus momentos de glória no dia seguinte, ouvindo ela e o Harry contarem a história do Grope. Fiquei incrédulo com o que ouvi...


Se a sapa velha descobrisse...


 


Os NOMs estavam chegando.  Eu estava uma pilha...


Revisões atrás de revisões, o dia todo estudando...


Estava exausta de tanto estudar. Os meninos também...  Mas valeu a pena...


Feitiços, Transfiguração, Herbologia, DCAT, Runas Antigas, Poções, Trato das Criaturas Mágicas, Astronomia, Aritmancia, História da Magia...  


Ao invés de Runas e Aritmancia, os meninos tinham Advinhação.


 


Estávamos no exame prático de Astronomia, lá na torre, quando uma confusão enorme nos tirou toda a nossa concentração.


 A sapa velha saía do castelo, acompanhada de cinco homens, caminhando em direção a cabana do Hagrid.


Eles tentaram atacá-lo, lançando feitiços Estuporantes, mas nosso amigo resistia... Os aurores acabaram por acertar o Canino, Hagrid ficou louco, lutando como podia contra eles...


A Prof. McGonagall tentou ajudá-lo, mas foi atingida também e caiu desacordada no meio dos jardins.


A Umbridge tentava a todo custo derrubá-lo, e quando pensamos que havia conseguido, ele pegou  o Canino e saiu desabalado pelo jardim...


Até os examinadores ficaram indignados pela maneira com que a sapa velha atacou...


 


Claro que o exame tinha acabado, ninguém tinha mais cabeça para pensar em nada....


Eu estava com tanto ódio daquela mulher horrorosa....


O Salão Comunal estava uma loucura, todo mundo comentando...


 


Fazíamos o exame de História da Magia, o último. De repente um berro. Harry.


Ele saiu trêmulo da sala,mais pálido do que qualquer outra vez que tinha visto...  Mione e eu trocamos um olhar, sabíamos o que aquilo significava. Mais uma visão.


Quando o encontramos, depois de terminado o exame, ele estava desesperado. Nos disse que Voldemort tinha pego o Sirius, que eles estavam no ministério e que ele estava sendo torturado.


 


Harry queria ir para Londres atrás do Sirius. Era uma idéia louca demais...


Consegui convencê-lo a tentar falar com ele pela lareira da sala da sapona, para ver se ele não estava mesmo no Largo Grimmauld.   


Tínhamos que distraí-la. Gina e Luna ouviram nossa conversa e se prontificaram a nos ajudar. Elas tirariam as pessoas do corredor onde ficava a sala da Umbrigde, Ron iria distraí-la e eu e o Harry entraríamos na sala, embaixo da capa.


Enquanto Harry tentava falar com o Sirius, fiquei vigiando. De repente a porta arrebentou e a sapa velha entrou, seguida pelo Malfoy e pela Bulstrode. Enquanto a sapa velha se dirigia para o Harry e o arrancava com violência da lareira, a outra horrorosa me imobilizou e arrancou minha varinha. Tentei lutar, mas foi impossível, não com aquela monstrona, muito maior que eu...


 


Falava para a sapa velha que o Pirraça estava destruindo o departamento de Transfiguração, quando ela me deu um sorriso maligno, muito maligno...


“Pensa que me engana, Sr. Weasley?”


Fiz cara de desentendido, mas de repente, como se tivessem aparatado, apareceram ao meu lado os membros da Brigada Inquisitorial. Tentei lutar, consegui estuporar o Goyle, mas era quatro contar um. Malfoy me imobilizou e amordaçou. Andávamos em direção a sala dela, eu fazendo de tudo para escapar. Avistei Gina e Luna no corredor. Para que elas não me vissem, fui deixado no corredor e estava sendo vigiado. Não ouvi nenhum berro, barulho de feitiços sendo lançados, nada. Mas quando voltei ao corredor, Gina, Luna e Neville também estavam imobilizados e amordaçados. Minha irmã continuava a tentar escapar e meu amigo lutava, enquanto Crabbe dava uma gravata nele. Fomos empurrados para dentro da sala.


 


Foi com horror que vi o Ron, as meninas e o Nev sendo empurrados para dentro da sala.


Tentávamos escapar, mas era impossível... 


A sapa velha tentava a todo custo arrancar do Harry com quem ele tava tentando falar. Ele se recusava. Eu tinha que fazer alguma coisa, ela queria torturá-lo com maldição Cruciatus.


Disse a ela que o Harry tentava falar com o Dumbledore. Via meus amigos mais apavorados, mas eu tinha que fazer alguma coisa...


 


“Her... mi... ni... não!”. Ela não podia falar... Ela tava doida....


Comecei a entender o que ela queria quando ela falou da tal arma que o Dumbledore queria que terminássemos..  Ela era doida... Inventar uma história daquela? 


 


Claro que nenhum membro da Brigada poderia ir. Estragaria meus planos de tentarmos deter a sapa velha. Fiz uma chantagem daquelas, dizendo que gostaria que todo mundo soubesse da tal arma e usasse contra ela... Funcionou.


Eu, Harry e ela saímos da sala. Tinha certeza que o Ron, as meninas e o Nev dariam um jeito na Brigada.


Caminhamos pelos jardins e entramos na Floresta. Ia rápido, com o Harry na minha cola, a sapa velha quase correndo para nos alcançar. Indo cada vez mais fundo na floresta.


De repente um barulho. Era o que eu queria. Os centauros apareceram e queriam nos pegar. Claro que a morcegona, preconceituosa do jeito que era, começou a falar um monte de absurdos para eles, deixando-os mais furiosos ainda. Eu tentava fazê-la calar a boca, mas foi impossível.


Os centauros avançaram sobre ela, lutando, brigando. Harry me puxou bem a tempo de me salvar, mas um deles nos pegou. Eles queriam nos matar também.


Uma confusão imensa, Que aumentou mais ainda quando o Grope surgiu, querendo o Hagrid e tentando nos defender.


Harry e eu saímos correndo, tentando escapar. Pude ver o Grope e os centauros numa luta feroz, mas tínhamos que voltar.


 


Assim que eles saíram pela porta, comecei a por meu cérebro pra funcionar, tínhamos que escapar. Vimos os três indo em direção a Floresta, tínhamos um pouco de tempo.


Eles não tinham desarmado a gente.


Enquanto aqueles idiotas falavam e desdenhavam da gente, puxei minha varinha discretamente do bolso. Vi que Gina, Nev e Luna tinham entendido e faziam o mesmo. Eles estavam tão distraídos que nem notaram.  


Feitiços voaram para todos os lados. Conseguimos tiram as mordaças e lançamos azarações para todos os lados.


Gina foi incrível. Ela é poderosa demais! Lançou uma Azaração para rebater Bicho Papão no Malfoy que o deixou desnorteado!


O Nev também foi demais. Ele tava incrivelmente bom.


Depois de alguns arranhões, porradas e feitiços, acabamos com a tal da “Brigada de nada”.


Saímos correndo em direção a Floresta, onde encontramos o Harry e a Mione. Tínhamos que ir para Londres.


 


Luna teve uma idéia. Viajarmos em cima dos testrálios.Eu odiava voar de vassoura, hipogrífo... Imagina voar em cima de algo que eu nem conseguia ver... Fiquei apavorada, mas tinha que ir, pelo Harry, pelo Sirius...


Ela nos ajudou a subir e nos ajeitar em cima deles. Eu ficava cada minuto mais assustada...


Respira, Mione.... Respira...


 


Eu amava voar, mas em cima de uma vassoura, não em cima de algo que eu não podia ver. Se eu estava apavorado, nem podia imaginar como a Mione estava... Aquilo era loucura... Respirei fundo e sorri para ela, tentando lhe passar uma confiança que eu mesmo não tinha.


Voávamos rápido, mais rápido do que jamais tinha voado, a noite fria se fazendo presente.


Dei graças por termos chegado logo e por poder desmontar aquele bicho invisível. A Mione estava tão pálida que pensei que ela fosse desmaiar...


Nos apertamos no elevador de entrada  do Ministério, minha mão roçando levemente na dela. Aquele calorzinho gostoso que ela me passava...


 


Depois daquela tensão toda, era bom sentir o leve toque da mão dele na minha. 


Descemos em direção ao Departamento de Mistérios. Estávamos todos tensos, preocupados...


Arrepios perpassavam o meu corpo...


Passamos por uma, duas, três salas antes de chegar àquela que o Harry disse que o Sirius estava, a Sala das Profecias.


Andamos pela sala a procura dele, Harry nos guiando de acordo com as suas visões.  Chegamos ao corredor noventa e sete, onde Sirius deveria estar, mas não o encontramos.


Encontramos uma daquelas esferas, uma profecia, sobre o Harry e Voldemort. Assim que ele a retirou de lá, um vulto se materializou na nossa frente, Lucius Malfoy. Ele queria a profecia para levá-la para o seu mestre.


Outros vultos surgiram, Comensais da Morte, nos cercando, estávamos sem saída.  Ouvimos uma voz de mulher, era Bellatriz Lestrange, ela parecia a mais louca e devotada serva do Lord.


Ela queria pegar a Gina pra torturá-la, para que o Harry entregasse a profecia para eles. Cercamos ela, protegendo-a, protegendo melhor uns aos outros.


 


Precisava proteger minha irmã daquela loucura... Precisava muito proteger a Mione... Se alguma coisa acontecesse com elas...


 


Senti o Ron ao meu lado, o calor do seu corpo... Precisava muito protegê-lo...


Uma pisada no meu pé me fez virar. Era o Harry. “Quebre as prateleiras...”.


Tínhamos que fugir dali. Passei para os outros o plano.


Assim que o Harry ordenou, feitiços voaram para todos os lados, estourando as profecias , arrebentando as prateleiras. Saímos correndo, desviando dos vidros, dos Comensais, dos feitiços....


Entramos numa sala e eu a lacrei. Mas faltava alguém ali. Luna, Gina, Ron. Fiquei apavorada...


Pudemos ouvir os Comensais do lado de fora da sala, se organizando em nossa busca.


Medo... Por todos nós, pelo Ron...


Harry, Nev e eu nos escondemos ali, embaixo de uma escrivaninha. A porta da sala arrebentou e pudemos ver dois Comensais a nossa procura. Assim que eles passaram, nos levantamos e começamos a duelar. Era desleal, mas estávamos nos saindo muito bem. Conseguimos dar conta dos dois.


Um grito numa sala ao lado me fez ficar mais apavorada ainda. Quem seria?


Saímos correndo pela sala, para a saída, quando a porta foi aberta e mais dois Comensais entraram. Escapamos dos feitiços deles por uma porta lateral, que parecia um escritório.


Antes que eu pudesse lacrar a porta, ela foi arrebentada e fomos arremessados para longe.


Um deles, Anthony Dolohov, gritava para os outros onde estávamos. O silenciei com um feitiço. Harry petrificou o outro.


Senti um feitiço me atingir. Dolohov, mesmo mudo, me acertou.


Olhei para baixo, um risco roxo cortava o meu peito. Senti minha pele queimar. Dor.


Tudo ficou escuro.


 


Entrei numa sala logo depois da Gina e da Luna. Assim que selamos a porta, pude ver. Faltava alguém ali. Harry, Nev, Mione.


Antes que pudesse pensar onde estávamos, onde eles estavam, a porta abriu e quatro comensais entraram atrás da gente. Agarrei as mãos das meninas e saí correndo. Era uma sala estranha, cheia de planetas...


Os comensais nos lançavam feitiços, nós revidávamos. Um deles tentou agarrar a Gina e Luna o acertou, mas minha irmã acabou com o tornozelo quebrado.


Pude ouvir o berro numa sala ao lado. “Hermione!”.


Gelei. Precisava saber o que tinha acontecido.


Naquele instante que me desliguei, senti um feitiço me atingir.  Fiquei bobo, completamente aéreo... Ria sem parar, sangue saía da minha boca.


Mesmo daquele jeito conseguimos achar o Harry. Ele me ajudava a andar, e os comensais continuaram atrás de nós.


Entramos em outra sala. Cérebros flutuavam num líquido verde. Eu estava completamente besta, fiz um feitiço convocatório e um deles veio na minha direção. Os tentáculos que saiam dele se enrolaram nos meus braços e peito, me apertando, me sufocando...


Depois disso, só lembro de ter ficado no chão, rindo como um bobo...


 


Acordei na Ala Hospitalar. Meu peito estava doido e todo enfaixado. Fiz uma careta quando levantei levemente. Precisava saber do Sirius, dos meus amigos. Do Ron.


Ele estava na cama ao lado da minha, dormia tranquilamente. Reparei nos braços enfaixados, as ataduras parecendo embebidas em algum tipo de poção.


Madame Pomfrey veio em minha direção, vários frascos de poções nas mãos para que eu bebesse. Examinou meu ferimento e disse que eu ia ficar bem, mas com aquela cicatriz... Uma cicatriz horrorosa...


Assim que ela terminou, as portas se abriram. Eram Gina, Luna e Neville. Eles vieram nos visitar e pareciam bem.


Ron acordou naquele instante. Me virei para ele e sorri levemente. Ele retribuiu. Estava tudo bem.


Gina nos contou tudo o que tinha acontecido. Sirius estava morto. E Voldemort havia voltado definitivamente.


 


Harry apareceu naquela tarde para nos visitar. Ele se fazia de forte, mas sabia que ele estava destruído por dentro. Ele tinha perdido o padrinho, sua família.


Mas ele tinha a nós, sua segunda família...


Sabíamos que ele estava se culpando, aquela maldita mania dele de se culpar por tudo. Sirius tinha ido ao Ministério porque quis, eu queria ser útil, ajudar a Ordem... Mas era difícil pro Harry entender aquilo...


 


Era horrível ver meu irmão daquele jeito. Era óbvio que o Harry tava se culpando pela morte do padrinho. Tínhamos que ajudá-lo...  Estávamos ali para isso...


O Profeta Diário pareceu querer se redimir com o Harry e Dumbledore. Publicou toda a verdade que eles estavam tentando contar a tempos, mas que ninguém acreditava.


 


Saímos da Ala Hospitalar três dias antes do ano terminar. Estava sem nenhuma cicatriz ou dor. A Mione ainda tinha algumas dores nas costelas, mas estava bem...


Harry estava mal, ficava isolado da gente, não queria conversar... Queríamos ver nosso irmão bem... E daríamos todo o apoio a ele...


No banquete de fim de ano, Dumbledore nos pediu cuidado e que ficássemos mais unidos do que nunca. A guerra bruxa estava as nossas portas.


 


A viagem para casa foi estranha...   


A Segunda Guerra Bruxa prestes a começar.


Harry definitivamente tinha esquecido a Cho.


Malfoy, Crabbe e Goyle tentaram emboscar o Harry, mas escolheram fazer isso ao lado de uma cabine cheia de membros da AD e da nossa. Azarações voaram sobre eles aos montes. Acho que eles tiveram bastante trabalho para voltarem ao normal...


Nossa despedida foi triste...  Todos os membros da Ordem na estação... O clima mais triste que o normal... Prometemos ao Harry buscá-lo logo...


E aquela ansiedade por ver o Ron em breve....


 


Esperava que ele ficasse bem...


Como esperava vê-la logo... 


 


...


Você me faz bem,
quando chega perto,
com esse seu sorriso aberto
muda o meu olhar, meu jeito de falar.
Junto de você fica tudo bem.


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Oi pessoal!!!!!
Mais um capítulo no ar!!!
Espero agradá-los!!!!!!
Estou sentindo falta de mais comentários... :(
E agradeço a quem tem aparecido aki sempre.... Di, Fani... Obrigada meninas!!!!
Viviane, bem vinda!! E sim, eles são lindo demais juntos!!!!!!!!
Até o próximo!!!!
Bjos

PS: entrem na comu da fic!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=93724835

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